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Universidade Do Porto - Faculdade de Direito Direito Internacional Público - 1.º Ano

O documento é um exame final de Direito Internacional Público da Universidade do Porto, com critérios de correção detalhados para duas partes. A primeira parte aborda o caráter policêntrico e fragmentário do Direito Internacional, enquanto a segunda parte apresenta uma situação hipotética relacionada a tratados e competências internacionais. As questões exigem fundamentação e análise crítica das normas e conceitos jurídicos relevantes.
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O documento é um exame final de Direito Internacional Público da Universidade do Porto, com critérios de correção detalhados para duas partes. A primeira parte aborda o caráter policêntrico e fragmentário do Direito Internacional, enquanto a segunda parte apresenta uma situação hipotética relacionada a tratados e competências internacionais. As questões exigem fundamentação e análise crítica das normas e conceitos jurídicos relevantes.
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UNIVERSIDADE DO PORTO – FACULDADE DE DIREITO

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO - 1.º ano

Exame final (época de recurso) – 10/07/2017


Regente: Marta Chantal Ribeiro

CRITÉRIOS DE CORREÇÃO

Nota: a apresentação da prova, a sistematização da resposta e a clareza de raciocínio


foram cotadas em 1 valor, sendo deduzida pontuação

I GRUPO
(9 valores)

LEIA COM ATENÇÃO O ENUNCIADO E RESPONDA APENAS AO QUE LHE É


PERGUNTADO, DESENVOLVENDO A FUNDAMENTAÇÃO:

1 – O carácter policêntrico e fragmentário ... (3 v.)

Critérios:
• Resposta negativa: o problema (ultrapassado) da juridicidade do Direito
internacional (1 v.).
• Explicação do carácter policêntrico (ao nível do estabelecimento de normas e da
sua aplicação judicial) e inter-relação com a tipologia de fontes do Direito
Internacional (1 v.).
• Explicação do carácter fragmentário do Direito Internacional ao nível das
matérias abordadas e da densidade de regulamentação: relação com uma
perspetiva voluntarista (1 v.).

2 – A doutrina dualista é compatível ... (6 v.)

Critérios:
• Enquadramento: distinção entre dualismo e monismo e explicação do
conceito de ius cogens (o artigo 53.º CV69) (1,5 v.). A melhor adequação
aparente do monismo às características do ius cogens. O dualismo não é,
contudo, necessariamente incompatível, dependendo da solução interna
adotada quanto à hierarquia de normas. No limite, o problema coloca-se em
termos de responsabilidade do Estado (1,5 v.).
• O monismo na Constituição Portuguesa com análise do artigo 8.º, n.º 1 (1,5
v.). Fundamentos para o valor supraconstitucional do ius cogens. (1,5 v.)
II GRUPO
(11 valores)

Leia com atenção a situação HIPOTÉTICA e responda de FORMA SUCINTA, MAS


FUNDAMENTADA, às questões que lhe são colocadas:

No seguimento de medidas de aproximação promovidas entre o Governo português e a Comunidade


Muçulmana Shia Imami Ismaili, em abril de 2007 ...

1 – No âmbito dos sujeitos do Direito ... (1 v.)

Critérios:
• Sujeitos com finalidade espiritual (portanto, de capacidade limitada) como,
por exemplo, a Santa Sé (1 v.).

2 – ... competências internacionais? (1 v.)


Critérios:
• Direito de celebrar tratados (0,5 v.) e direito de legação (0,5 v.).

3 – O facto de o acordo ter sido celebrado entre um Estado e uma entidade não estadual ... (2 v.)

Critérios:
• Não, pois basta que o sujeito seja capaz para o efeito: artigo 3.º, al. a), da
CV69 (1 v.).
• Aplicam-se as normas de natureza costumeira: artigo 3.º, al. b), da CV69 (1
v.).

4 – Imagine que, decorridos 10 anos sem que o Imamat Ismaili tenha efetivamente executado ... (2 v.)
Critérios:
• Estamos perante um caso de cessação da vigência de um tratado bilateral por
violação de compromisso internacional previsto no artigo 60.º, números 1 e 3,
da CV69. Também o artigo 26.º da CV69 (pacta sunt servanda). (1,5 v.). A
norma tem natureza costumeira (0,5 v.).

5 – Imagine agora que o acordo foi celebrado entre Portugal, Arábia Saudita, Canadá, Jordânia e
África do Sul ...
Explique em primeiro lugar a importância da ratificação (1 v.). Diga depois quem é competente para
o ato em Portugal (1 v.). Por fim, discorra sobre a aposição da reserva (1 v.).

Critérios:
• Noção de ratificação (ato político e livre) e efeitos (tratados solenes). Artigos
2.º, n.º 1, al. b), e 14 da CV69 (1 v.).
• Competência do Presidente da República (Decreto Presidencial de
ratificação): artigo 135.º, al. b), da CRP (1 v.).
• Regime das reservas nos tratados multilaterais restritos: artigos 19.º e 20.º, n.º
2, da CV69 (1 v.).

6 – Tendo em atenção a situação referida no número anterior, quais seriam os possíveis efeitos de um
pedido de ... (2 v.)

Critérios:
• A competência do Presidente da República: artigos 134.º, al. g), e 278.º, n.º
1,da CRP (0,5 v.).
• Liberdade de ratificar ou não ratificar no caso de o Tribunal Constitucional
não se pronunciar pela inconstitucionalidade (artigos 204.º e 277.º da CRP)
(0,5 v.).
• Alternativas possíveis no caso de o Tribunal Constitucional se pronunciar
pela inconstitucionalidade: não ratificação, aposição de reservas, reabertura
das negociações (?), o artigo 277.º, n.º 2, e o artigo 279.º, n.º 4 (tratados
solenes), da CRP (1 v.).

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