0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações5 páginas

Acls - Mari

O documento aborda o protocolo de atendimento em casos de parada cardiorrespiratória (PCR) e arritmias, detalhando os passos a serem seguidos em diferentes cenários. Inclui instruções sobre a verificação de ritmo, administração de medicamentos, realização de compressões torácicas e desfibrilação, além de cuidados pós-parada e manejo de taquiarritmias e bradiarritmias. O foco principal é garantir a eficácia das manobras de ressuscitação e a monitorização contínua do paciente.

Enviado por

Helena Arruda
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações5 páginas

Acls - Mari

O documento aborda o protocolo de atendimento em casos de parada cardiorrespiratória (PCR) e arritmias, detalhando os passos a serem seguidos em diferentes cenários. Inclui instruções sobre a verificação de ritmo, administração de medicamentos, realização de compressões torácicas e desfibrilação, além de cuidados pós-parada e manejo de taquiarritmias e bradiarritmias. O foco principal é garantir a eficácia das manobras de ressuscitação e a monitorização contínua do paciente.

Enviado por

Helena Arruda
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Mariana Miranda. 7º período 2024.

2
HAB. ACLS - PEDRO
1

ACLS
Existem 2 cenários principais de atuação:
• PCR: Paciente já chega em mal súbito e você já vai iniciar o protocolo da PCR
• Arritmias: Paciente conversando, você pede monitorização e subitamente entra em PCR
o Nesse caso, não precisamos fazer a primeira checagem de ritmo com o desfibrilador, porque o paciente já
está monitorizado
Essa é a principal diferença, porque de modo geral quando o paciente parar de conversar com você - vamos dar início ao
atendimento emergencial da mesma maneira → tocando e chamando o paciente para verificar a responsividade

ABORDAGEM DA PCR
1. Checar responsividade – chamando e tocando no ombro do paciente
Se ele não responde
2. Checar o pulso E a respiração → de forma SIMULTÂNEA
a. Pulso: checado em um tempo de 5-10 seg
Não tem pulso e não respira = Parada cardiorespiratória
3. Chamar equipe e iniciar as compressões - Equipe: 2 na ventilação, 2 na massagem, 1 no acesso
• Se ausência de pulso, iniciar compressões torácicas IMEDIATAMENTE (30 compressões a cada 2 ventilações, com
frequência de 100-120 compressões por minuto e profundidade de 5-6 cm, permitindo o completo retorno do tórax).
• Ventilar com bolsa-valva-máscara, a cada 30 compressões, realizar 2 ventilações; (em ambiente hospitalar, ligar a
fonte de O2), garantindo boa expansão torácica.
• Obs: Durante o período das 2 insuflações, lembre-se de conferir se a pessoa que está na massagem cardíaca saiu de
cima do tórax do paciente e também se não está havendo escape de ar pelo ambu

Após o início das compressões → SEMPRE fornecer: Oxigênio + Acesso Venoso


Checar o ritmo com o desfibrilador assim que ele chegar

DESFIBRILADOR
VERIFICAR O RITMOS
• Ritmos chocáveis: Fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular SEM PULSO (Monomórfica ou
polimórfica)
• Ritmos não Chocáveis: Atividade elétrica sem pulso (AESP) e assistolia.

RITMOS CHOCÁVEIS
Se o ritmo for chocavel, administre 1 choque com carga máxima (após o choque, inicia o 1º ciclo o choque é o marco
inicial para inicio do 1º ciclo nos ritmos chocáveis.
Enquanto você faz o preparo para o dar o choque (etapas abaixo), você pede para que a equipe retome as
compressões cardíacas
1. Aplique gel nas pás
2. Remova a fonte de O2
3. Selecione a carga→ carga máxima (vamos falar carga máxima- MAS, selecionar 20J)
4. Afastem-se todos→ nesse momento a pessoa precisa parar as compressões
5. Apoiar as pás sobre o tórax do paciente
6. Eu me afasto
7. Coloco as pás no peito do paciente → Carregue as pás
8. Choque no 3 → 1,2,3 → Choque administrado

1° ciclo:
Iniciar IMEDIATAMENTE as compressões → INICIA o PRIMEIRO ciclo ( iniciar contagem no relógio – 2 min)
Acesso venoso + monitorização (eletrodos Lado Direito: vermelho em cima e preto embaixo, lado esquerdo amarelo em
cima e verde embaixo)
obs: se for Torsaides administrar sulfato de magnésio
RCP por 2 min → avalia ritmo e pulso → desfibrilação
no final dos 2 min à O ritmo é avaliado no monitor e ao mesmo tempo que está olhando o monitor, já coloca a mão no
paciente para sentir o pulso.
Mariana Miranda. 7º período 2024.2
HAB. ACLS - PEDRO
2
2° ciclo:
Trocar quem faz as compressões e a ventilação + Checagem de RITMO e de PULSO - A PARTIR DE AGORA já serão feitas
olhando o monitor - porque já pedimos a monitorização do paciente
vai retomar as compressões e as ventilações imediatamente após o choque.
Administrar epinefrina/adrenalina - 1 mg feita a cada 3 a 5 minutos( ciclo sim, ciclo não) ; lavar o circuito com 20 ml
com soro fisiológico - após a administração elevar o membro.
Quando encerra os dois minutos, vai reavaliar o paciente checando o pulso e checando o ritmo por 5 a 10 segundos.
Se o paciente se matem sem pulso e em ritmo chocável à retornar as compressões e se preparar fazer a desfibrilação.
A partir do choque, vai iniciar o TERCEIRO CICLO.

3° ciclo:
INICIA o terceiro ciclo
Trocar quem faz as compressões e a ventilação + Checagem de RITMO e de PULSO
Retorna as compressões e prepara para outro choque
Administrar amiodarona 300mg - 2 ampolas → lavar o circuito com 20 ml de SF após a administração elevar o membro
RCP por 2 min → avalia ritmo e pulso → se ritmo chocável e manter parada – desfibrilação

4° ciclo:
INICIA o QUARTO ciclo
Trocar quem faz as compressões e a ventilação + Checagem de RITMO e de PULSO
Retorna as compressões enquanto prepara para dar outro choque
segunda dose Adrenalina/Epinefrina → dose: 1 mg/ml = 1 ampola; → feita a cada 3 a 5 minutos; lavar o circuito com 20
ml com soro fisiológico - após a administração elevar o membro.
RCP por 2 min → avalia → se ritmo chocável – desfibrilar

5° ciclo:
inicia o QUINTO ciclo
Trocar quem faz as compressões e a ventilação + Checagem de RITMO e de PULSO
Retorna as compressões enquanto prepara para dar outro choque
Segunda dose de amiodarona → dose: 150 mg = 1 ampola - lavar o circuito com 20 ml com SF - após a administração
elevar o membro.
Após 2 minutos vai checar o ritmo e o pulso. Se paciente mantém em ritmo chocável, deve trocar quem está nas
compressões, preparar o desfibrilador e chocar – início do sexto ciclo.

Cuidados pós parada


1. Avaliar PA
2. Suporte Ventilatório
3. Exames: raio-x de tórax, ECG, laboratoriais
4. CTI: pedir vaga
5. Hemodinâmica
6. Controle direcionado de temperatura

RITMO NÃO CHOCÁVEL


Assistolia → Ausência TOTAL de estímulo elétrico
• CA → Cabo GA → Ganho DA → Derivação
Atividade elétrica sem pulso

INICIAR COMPRESSÕES (30:2) + ACESSO VENOSO + TEMPO


Foco é compressões de qualidade
Monitorização- PA, monitor cardiaco
RCP por 2 min → desfibrilador à Avalia ritmo → Ñ chocável

Primeiro ciclo
Administrar Adrenalina/Epinefrina → dose: 1 mg/ml = 1 ampola; → feita a cada 3 a 5 minutos; lavar o circuito com 20
ml com soro fisiológico - após a administração elevar o membro.
RCP por 2 min → desfibrilador à Avalia ritmo → Ñ chocável
Mariana Miranda. 7º período 2024.2
HAB. ACLS - PEDRO
3

Segundo ciclo
Trocar quem faz as compressões e a ventilação + Checagem de RITMO e de PULSO
Retorna as compressões
NÃO ADMINISTRAR NENHUMA DROGA
posso falar que vou avaliar os 5H’s e 5T’s para identificar a possível causa da PCR
Causas tratáveis
5H’s
1. Hipovolemia (pcp);
2. Hiper/Hipocalemia;
1. HIPERCALEMIA: avaliar causa como IRC, medicamentos.
2. HIPOCALEMIA: causadas por perda gastrointestinal, desnutrição, desvio intracelular. 3.
3. Hipóxia(pcp);História: paciente que para com sedação, paciente que tem DPOC
4. Hipotermia;→Temperatura corporal <30°C,
1. Avaliação do pulso durante 30 a 45 segundos - na HIPOtermia
5. H+(acidose);História:renalcrônico,usodeAINE,cetoacidosediabética.
5 T’s
1. Tamponamento → Pericardiocentese
2. Tensão→ Pneumotórax→ Punção torácica
3. intoxicação
4. TEP e Trombose coronariana; fibrinólise
5. Trauma

RCP por 2 min → desfibrilador à Avalia ritmo → Ñ chocável

Terceiro ciclo
Trocar quem faz as compressões e a ventilação + Checagem de RITMO e de PULSO
Segunda dose de Adrenalina/Epinefrina → dose: 1 mg/ml = 1 ampola; → lavar o circuito com 20 ml com soro fisiológico
- após a administração elevar o membro.

RCP por 2 min → desfibrilador à Avalia ritmo → Ñ chocável ...

Abordagem ao paciente com arritmia


Paciente está CONSCIENTE, tem PULSO e RESPIRA
Passos:
1. Avaliar a queixa → conversar com o paciente, colher a história
2. Chamar a equipe + carro de parada
3. Monitorizar o paciente - PA; Oximetria; Monitorização cardíaca
4. Obter acesso venoso
5. Fornecer oxigênio
6. Avaliar o ritmo

Deve começar a fazer uma anamnese, ver os sinais vitais, fornecer oxigênio se for preciso. Nesse atendimento inicial
do paciente em que vai fazer a monitorização, o paciente estará taquicárdico – a partir do momento que o paciente
está taquicárdico precisa avaliar o ritmo.

TAQUIARRITMIAS – FC > 100 / sintomas > 150 bpm


Normalmente o paciente vem com uma queixa de palpitação, coração acelerado, estresse
Verificar Sinais de Instabilidade
• Hipotensão/Choque
• Dor torácica
• Rebaixamento do nível de consciência –paciente pode ter uma síncope
• Insuficiência Cardíaca Aguda
SEMPRE auscultar o paciente - a presença de crepitações fala a favor de edema agudo de pulmão e isso é um critério de
instabilidade por ICC descompensada
Mariana Miranda. 7º período 2024.2
HAB. ACLS - PEDRO
4
Depois daanivea vagal tem que pedir pra reavaliar PA
TAQUICARDIA ESTÁVEL
SEMPRE = NÃO SINUSAL → começar o protocolo
1. Manobra vagal - Manobra de Valsalva Modificada: pedir o paciente para sobrar contra uma resistência (ex: seringa)
por mais ou menos 15 segundos - quando ele parar de assoprar vamos deitá-lo rapidamente e elevar as pernas

NÃO REVERTEU COM A MANOBRA VAGAL - CHECAR QUAL O PADRÃO

QRS ESTREITO E REGULAR = TSV


1. Adenosina 6mg EV e reavaliar
2. Dobrar a Dose de Adenosina e reavaliar
3. Chamar especialista
4. pode dar Beta bloqueador ou BCC
Lembrar de explicar ao paciente que ele sentirá um desconforto antes de iniciar a medicação

QRS ALARGADO = TV
1. Adenosina 6mg EV → NÃO DOBRO A DOSE DE ADENOSINA
2. Amiodarona - bomba, por 20min + cardiologista
3. cardiologista

TAQUICARDIA INSTÁVEL
Taquicardia NÃO sinusal
⁃ Paciente instável, risco de morte!
⁃ Realizar cardioversão elétrica SINCRONIZADA!
⁃ Tem que apertar o botão SINC e esperar aparecer SINC na tela

Passos Pré - Cardioversão: OSASCO


• Orientar o paciente sobre o procedimento
• Sedação
• Analgesia
• Sincronizar
• Cardioverter
• Observar

Estreito e Regular: 50 - 100J


• Taquicardia supraventricular
• Flutter atrial

Estreito Irregular: 100 - 200J


• FA

Largo Regular: 100J


• Tv monomórfica

Largo Irregular: Desfibrilar com carga máxima (200J não sincronizado)


• Tv polimórfica
BRADIARRTMIAS – FC < 50
Normalmente o paciente vem com uma queixa de desmaio, fraqueza, tontura
Verificar Sinais de Instabilidade
• Hipotensão/Choque
• Dor torácica
• Rebaixamento do nível de consciência –paciente pode ter uma síncope
• Insuficiência Cardíaca Aguda
SEMPRE auscultar o paciente - a presença de crepitações fala a favor de edema agudo de pulmão e isso é um critério de
instabilidade por ICC descompensada
Mariana Miranda. 7º período 2024.2
HAB. ACLS - PEDRO
5

Estável
• Observo e Monitoro - NÃO FAZER NADA. mas → NÃO dar alta ao paciente
Instável
1. ATROPINA (2 ampolas de 0,5 mg)
a. Falar com o paciente que vai administrar medicação
b. Reavaliar
c. Aguardar de 3 a 5 minutos - até a dose máxima de 3 mg = 6 ampolas
PEDIR para preparar o marca-passo enquanto está fazendo as 3 doses de atropina → não esperar chegar na última dose e
correr o risco de dar errado para procurar o marca-passo

NÃO REVERTEU COM A ATROPINA


Preparar Marca-Passo transcutâneo NO DESFRIBILADOR

Você também pode gostar