Drenagem Urbana na Avenida Omar Aziz
Drenagem Urbana na Avenida Omar Aziz
RESUMO
A drenagem urbana é o conjunto de medidas que tem como objetivos
minimizar os riscos que a população está sujeita diminuir os prejuízos
causados por inundações e possibilitar o desenvolvimento urbano de forma
harmônica, articulada e sustentável. Ou seja, a drenagem nada mais é do que
o gerenciamento da água da chuva que escoa no meio urbano, através de
bueiros, valas e outros elementos. O orçamento de uma obra do serviço da
drenagem é a parte mínima do orçamento geral da obra. Implantar um projeto
de qualidade e realizar uma drenagem que possibilite o escoamento específico
das águas pluviais, para o sistema de drenagem possibilita o funcionamento
dos espaços mesmo na ocorrência das chuvas. Poder ter uma visão
diferenciada para implantação de um sistema de drenagem, faz com possamos
evitar que aconteçam problemas maiores e até mesmo acidentes, que podem
surgir prejuízos imensuráveis e até perda de vidas humanas.
A maioria das vezes o sistema de drenagem existente em um município
chega a ser ultrapassado e nunca passou por uma manutenção. Esse sistema
foi caracterizado para uma realidade antiga onde as cidades não eram
popularizadas da forma dos tempos atuais. Os projetos daquele tempo não
foram feitos pensando nas populações futuras e não atende a realidade atual e
consequentemente as redes mostram insuficientes para escoar essa vazão.
Ou algumas das vezes ocorrem de a população adentrar um
determinado espaço (bairro), sem nenhuma estrutura de sistema básica, como
água, luz e telefone.
E acabam tendo problemas futuros com a falta de drenagem no local.
O projeto aqui apresentado é um exemplo de como é feito todo o processo de
implantação de uma rede de drenagem.
Palavras - chaves: Saneamento, Drenagem Urbana, Projeto.
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ABSTRACT
Urban drainage is the set of measures that aims to minimize the risks that the
population is subject to reduce the damages caused by floods and to enable
urban development in a harmonious, articulated and sustainable way. That is,
the drainage is nothing more than the management of rainwater that flows in the
urban environment, through sewers, ditches and other elements. The budget of
a drainage service work is the minimum part of the overall budget of the work.
Implement a quality project and perform a drainage that allows the specific flow
of rainwater to the drainage system allows the operation of the spaces even in
the occurrence of rainfall. Being able to have a different vision for the
implantation of a drainage system, does with that we can avoid that bigger
problems and even accidents happen, that immeasurable damages can occur
and even loss of human lives.
Most of the time the existing drainage system in a municipality comes to be
exceeded and never undergo a maintenance. This system was characterized
for an ancient reality where the cities were not popularized in the form of the
present times. The projects of that time were not made considering the future
populations and do not meet the current reality and consequently the networks
show insufficient to flow this flow.
Or some of the time occur of the population entering a certain space
(neighborhood), without any basic system structure, such as water, electricity
and telephone.
And they end up having future problems with the lack of drainage at the site.
The project presented here is an example of how the whole process of drainage
network implementation is done.
Key - words: Sanitation, Urban Drainage, Project.
1. OBJETIVOS DO PROJETO
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propriedades ao risco de inundações e minimizar sistematicamente o nível de
danos causados pelas inundações.
3. INTRODUÇÃO
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dimensionamento das vazões de projeto e seções necessárias para drenagem
das vias.
Drenagem superficial:
Valetas de Proteção;
Entradas D’águas, Descidas D’águas e Dissipadores de Energia.
Caixas Coletoras;
Bueiros de Greide.
Dissipadores de Energia para valetas, descidas e bueiros;
Drenagem Urbana:
Bocas de Lobo;
Gárgulas;
Poço de Visita;
Redes de Águas Pluviais
Norma do
Serviço Descrição
DNIT
4
022/2006 - ES Drenagem Dissipadores de Energia
Onde:
Tempo de Recorrência
Tempo de Concentração
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Os coeficientes de escoamento superficial (C) foram ponderados conforme
especificações do “Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem -
DNIT”, publicação IPR-715 de 2005, resultando na adoção dos seguintes
valores:
Para o cálculo da vazão de projeto dos dispositivos de plataforma:
C = 0,90 - para áreas pavimentadas;
C = 0,70 - para as superfícies em taludes;
C = 0,30 - para áreas gramadas;
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Os coeficientes de rugosidade de Manning, bem com as velocidades
máximas admissíveis, seguem os critérios preconizados adotados pelo
Departamento Nacional de Infraestrutura– DNIT e do Departamento de
Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo – DER/SP para bueiros e
canais que interfiram em cursos d’águas, os valores adotados foram
sintetizados nas tabelas a seguir:
Dispositivos
Bueiros
Tubulares de Concreto 0,013
Celulares e Ovóides de concreto 0,018
Metálicos sem Revestimento de Concreto 0,024
Metálicos com Revestimento de Concreto 0,018
Canais e Valetas de Proteção
Revestidos de concreto - Canais 0,016
Revestido de Concreto - Valetas de Proteção
0,016
Banqueta
Revestidos de Pedra Argamassada 0,025
Tipo manta 0,027
Revestidos de Gabiões
Tipo caixa 0,029
Sem revestimento 0,035
I < 1% 0,065
1% I < 2% 0,046
Revestidos em grama em
2% I < 3% 0,041
placas
3% I < 5% 0,038
I 5% 0,035
Sarjetas de Corte
Revestidos de concreto 0,016
I < 2% 0,049
Revestidos em grama em
2% I 4% 0,047
placas
I > 4% 0,055
Valetas de canteiro Central
Revestidos de concreto 0,016
I < 2% 0,065
Revestidos em grama em
2% I 4% 0,062
placas
I > 4% 0,068
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revestimento, ou causar abrasão nos dispositivos com revestimento de
concreto.
Tabela 4 - Velocidade Máxima Admissível
Dispositivos V (m/s)
Bueiros
Bueiros contíguos 0,80 V 6,0
Bueiros de travessia e finais de rede 4,50
Canais
Revestidos de concreto ou pedra 4,50
argamassada
Revestidos em grama em placas 1,60
Argila / Silte 1,20
Sem revestimentos
Areia 0,40
Sarjetas, Valetas
Revestidos de concreto 6,00
Revestidos em grama em placas- solos 0,80
arenosos
- solos argilosos 1,80
4. DRENAGEM SUPERFICIAL
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0,5%, sendo verificadas com auxílio de equipe de topografia, garantido que não
ocorra extravasamento em qualquer ponto da valeta.
A lâmina d’água máxima admitida nas valetas deve garantir uma borda
livre mínima de 20% da altura da seção revestida. Foram utilizadas VPA03 e
VPA04 do padrão DNIT.
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São dispositivos que conduzem as águas provenientes da plataforma
nos seguintes casos:
Decida D’água de Aterros Tipo Rápido “DAR” - conduzem as águas
provenientes das sarjetas de aterro quando é atingido seu comprimento
crítico, e, nos pontos baixos, através das saídas d'água, desaguando no
terreno natural. Nos desníveis mais elevados foram indicados
dispositivos armados “DAR03”, de modo a garantir a integridade
estrutural do dispositivo, caso ocorra problemas no talude.
Descida D’água de Aterros em Degraus “DAD” – aplicadas
preferencialmente nas saídas dos bueiros elevados visando conduzir o
fluxo pelo talude até o terreno natural.
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4.4. Bueiros de Greide
5.1. Sarjetas
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A determinação dos espaçamentos dos deságues são de acordo com a
capacidade de escoamento pluvial da via, foi calculada com o emprego da
fórmula de Izzard, ou seja:
Z
1 3
Q 0,375 I 2 y 8
Onde:
Q = vazão, em m³/s;
Z = inverso da declividade transversal, em m/m;
I = declividade longitudinal, em m/m;
y = profundidade relativa à linha de fundo, em m;
η = coeficiente de rugosidade.
1 3 2
yo 2
yo 1
1 L = L1+L2
z2 Q = q1+q2-q3
1
z1
Onde:
Q = vazão total, em m³/s;
L = faixa de alagamento, em m;
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Para as vias foram utilizado meios fios especiais MFC, meio-fio combinado com
sarjeta e MF meio fio (guia) padrão detalhado do projeto de drenagem.
5.3. Gárgula
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de um coletor. Têm ainda o objetivo de permitir a limpeza nas galerias e a
verificação de seu funcionamento e eficiência.
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caixas, cabos, postes ou outros elementos ou estruturas existentes que
estejam na área atingida pela escavação ou próximos a esta, e readequar o
traçado ou profundidade projetada, sempre com autorização da fiscalização.
Se a escavação interferir nas galerias ou tubulações, a empresa
executora dos serviços deverá executar o escoramento e a sustentação destas.
A empresa executora deverá manter livres as grelhas, tampões e bocas de
lobo das redes dos serviços públicos, junto às valas, não devendo aqueles
componentes ser danificados ou entupidos.
Mesmo autorizada à escavação, todos os danos causados a
propriedades, bem como a danificação ou remoção de pavimentos além das
larguras especificadas serão de responsabilidade da empresa executora.
Deverá ser observado o perfeito alinhamento entre os trechos previstos
para mudanças de direção ou declividade, devendo seu eixo demarcado
através de estaqueamento nivelado de 20 em 20 metros e o fundo ser
devidamente apiloado até atingir 95% do Proctor Normal.
O fundo da vala deve ser regular e uniforme, obedecendo à declividade
prevista no projeto, isento de saliências e reentrâncias. As eventuais
reentrâncias devem ser preenchidas com material adequado,
convenientemente compactado, de modo a se obter as mesmas condições de
suporte do fundo da vala normal.
Caso ocorra a presença de água, a escavação deverá ser ampliada
para conter o lastro. Esta operação só poderá ser executada com a vala seca
ou com a água do lençol freática totalmente deslocada para drenos laterais,
junto ao escoramento.
No caso em que o fundo da vala apresente rocha ou material
indeformável, será necessário aprofundar a vala e estabelecer o embasamento
com material desagregado, de boa qualidade, normalmente areia ou terra, em
camada de espessura não inferior a 10 cm.
Quando o material escavado for, a critério da Fiscalização, apropriado para
utilização no aterro, será, em princípio, depositado ao lado ou perto da vala,
aguardando o aproveitamento. Em qualquer caso, o material deverá ser
depositado fora das bordas da vala, a distância equivalente à profundidade da
vala. Sendo o material de natureza diversa, deverão ser distribuídos em
montes separados.
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As dimensões das valas para assentamentos de tubulações em tubos
de concreto deverão ser de acordo com a tabela:
6.2. Escoramento
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OHSAS 18.001 – Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional)
deverá ser executado o escoramento.
O tipo de escoramento, mesmo quando previsto em projeto, poderá ser
determinado ou alterado pelo engenheiro responsável pela obra e fiscalização,
sempre com aprovação deste, caso haja conveniência de ordem técnico-
econômica ou situações não prevista em projeto.
Os tipos de escoramento utilizados serão os especificados em projeto e
na falta destes, serão determinados pela fiscalização.
6.2.1. Pontaletemento
6.2.2. Descontínuo
6.2.3. Contínuo
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das longarinas, das quais as estroncas estarão a 0,40m. As longarinas devem
ser espaçadas verticalmente de 1,00m.
6.2.4. Especial
A superfície lateral da vala será contida por perfis verticais de aço tipo
“I”, pranchões de peroba com espessura de acordo com o projetado, longarinas
de perfis de aço e estroncas com perfis de aço ou de eucalipto com diâmetro
mínimo de 0,20m.
A cravação do perfil metálico poderá ser feita por bate-estacas (queda
livre), martelo vibratório ou pré-furo.
A escolha do processo de cravação será determinada pela fiscalização,
que deverá optar pelo sistema que ofereça menos dano à estabilidade do solo
e às edificações vizinhas.
Na cravação os perfis, não sendo encontrados matacões, rochas ou
qualquer outro elemento impenetrável, a ficha será a do projeto. Havendo
obstáculo e a ficha não sendo suficiente, será obrigatório o uso de estronca
adicional no topo do perfil, antes de ser iniciada a escavação.
Caso o solo apresente, alternadamente, camadas moles e rígidas, a
montagem do escoramento deverá ser feita através de estroncas provisórias
para possibilitar a escarificação do material por meio de equipamento interno à
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vala. A extensão de vala escorada com estronca provisória não deverá exceder
a 40m.
A remoção das estroncas provisórias será feita imediatamente após a
colocação das estroncas definitivas e os trabalhos de substituição deverão ser
contínuos.
O empachamento deve acompanhar a escavação, não podendo haver,
m terreno mole, vãos sem pranchas entre os perfis com altura superior a
0,50m.
Todo cuidado deve ser tomado na colocação das estroncas para que
estas fiquem perpendiculares ao plano o escoramento.
Para evitar sobrecarga no escoramento, o material escavado deverá
ser colocado a uma distância da vala, equivalente, no mínimo, á sua
profundidade.
Sempre que forem encontradas tubulações o eixo da vala, estas
deverão ser escoradas com pontaletes junto ás bolas, no máximo de dois
metros, antes do aterro a vala.
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Os furos deixados no terreno, pela retirada de montantes, pontaletes
ou estacas, deverão ser preenchidos com areia e compactados por vibração ou
por percolação de água.
Se por algum motivo o escoramento tiver de ser deixado
definitivamente na vala, deverá ser retirado da cortina de escoramento numa
faixa de aproximadamente 0,90m abaixo do nível do pavimento, ou da
superfície existente.
7. Tubulação
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As galerias serão executadas com tubos de concreto pré-moldados,
tipo ponta e bolsa, e fabricados de acordo com a norma NBR 8890/2007 Tubo
de concreto, de seção circular, para águas pluviais e esgotos sanitários
Requisitos e métodos de ensaio.
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CONSIDERÇOES FINAIS
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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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