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Aula de DRGE

O documento discute a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), apresentando um caso clínico de uma paciente de 28 anos com sintomas de pirose. A DRGE é caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, podendo causar sintomas variados e complicações. O tratamento pode incluir medidas dietéticas, medicamentos e, em casos mais graves, intervenção cirúrgica.
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O documento discute a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), apresentando um caso clínico de uma paciente de 28 anos com sintomas de pirose. A DRGE é caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, podendo causar sintomas variados e complicações. O tratamento pode incluir medidas dietéticas, medicamentos e, em casos mais graves, intervenção cirúrgica.
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DOENÇA DO

REFLUXOGASTROESOFÁGICO (DRGE)

Disciplina de Gastroenterologia
Professora Viviane Lozano Espasandin
CASO CLÍNICO
Paciente feminina de 28 anos, com queixa de pirose, de maior intensidade após as refeições, há 5
meses. Nega odinofagia, disfagia, dor epigástrica, saciedade precoce ou plenitude pós-prandial.
Relata náusea maBnal. Nega uso atual de medicamentos. Evacuação com fezes de aspecto normal.
Sem queixas respiratórias, cardiovasculares e urinárias. História de asma na infância.
Apendicectomizada aos 13 anos de idade.
Exame Msico: LOTE, corada, hidratada, acianóBca, anictérica. PA= 112x67 mmHg e FC= 74 bpm.
MVUA sem RA; Ritmo cardíaco regular em 2 tempos, com bulhas normofonéBcas, sem sopros.
Abdome plano, normotenso, indolor, sem massas ou visceromegalias, com peristalse presente.

-> Qual é o diagnós>co mais provável?


-> Qual seria a melhor conduta nesse momento?
DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE)
Anatomia do Esôfago
É um órgão muscular, situado entre a traquéia e a coluna vertebral, cuja
principal função é o transporte de alimentos da boca ao estômago.

Sua cons>tuição estrutural é composta por uma musculatura circular interna


e uma longitudinal externa.

No terço proximal a musculatura é estriada, nos dois terços distais, há


musculatura lisa.

Entre as camadas musculares longitudinal e circular, existe uma rede


nervosa, o plexo mioentérico, dotada de neurônios de comunicação entre o
nervo vago e o músculo liso.

É dotado de dois esEncteres, o esEncter esofagiano superior (EES) e o


inferior (EEI).
Fonte: site [Link]
content/themes/cedav/aulas/arquivos-aulas/aulas-de-
anatomia/anat_tubo_dig_maio_2016.pdf.
O que é REFLUXO
GASTROESOFÁGICO?

É a afecção crônica decorrente do fluxo retrógrado de


parte do conteúdo gastroduodenal para o esôfago e/ou
órgãos adjacentes, acarretando variável espectro de sintomas,
associados ou não à lesões teciduais.
Fisiopatologia
• Competência do es/ncter esofagiano inferior (EEI)
• Fatores periesfincterianos
• Retardo do esvaziamento gástrico
• Clareamento esofágico
• Hérnia de hiato

Fonte: site IGastroProcto.


Endoscopia normal

Fonte: site MSD Manuals.


Endoscopia com Hérnia de hiato

Fonte: site MSD Manuals e Gastrointestinal Atlas.


Prevalência
• Grande importância médico-social pela elevada e crescente incidência, e por
determinar sintomas de intensidade variável, que se manifestam por tempo
prolongado, podendo prejudicar consideravelmente a qualidade de vida do
paciente.

• Prevalência no Ocidente acomete 10 - 20% da população.

• Prevelêcia no Brasil acomete 12 - 20% da população.


DRGE e seus fenótipos
• DRGE erosiva
• DRGE não-erosiva
• DRGE com sintomas esofágicos Spicos
• DRGE com sintomas extraesofágicos/esofágicos aSpicos
• DRGE com BarreV
• DRGE funcional
Manifestações clínicas

• A anamnese deve identificar os sintomas, sua duração, intensidade, frequência,


fatores desencadeantes e de alívio, padrão de evolução e impacto na qualidade
de vida.

• Se o paciente apresenta estes sintomas no mínimo 2 vezes por semana, em


período de 4-8 semanas ou mais, o diagnóstico de DRGE deve ser suspeitado.
MANIFESTAÇÕES TÍPICAS DA DRGE

• PIROSE

• REGURGITAÇÃO ÁCIDA
MANIFESTAÇÕES ATÍPICAS DA DRGE
• ASMA
• PIGARRO, TOSSE
• PNEUMONIA, BRONQUIECTASIA
• ABSCESSO PULMONAR
• ROUQUIDÃO
• OTITE, SINUSITE
• AMIGDALITE
• EROSÃO DENTÁRIA, AFTAS ORAIS
• HALITOSE, GLOBUS
Exames complementares
• Endoscopia digesbva alta

• Manometria esofágica

• pHmetria de 24 horas

• Phimpedanciometria de 24 horas
Manometria e Phmetria esofágica

Fonte: site GastroBlu Fisiologia e Motilidade Digestiva.


Classificação endoscópica de Los Angeles
Grau Descrição

Uma ou mais erosões de mucosa


com tamanho máximo de 5 mm, que não se
A ----------------------------------------------------
estendem entre os topos de duas pregas
mucosas.

Uma ou mais erosões de mucosa


com tamanho superior a 5 mm, que não se
B ----------------------------------------------------
estendem entre os topos de duas pregas
mucosas.

Uma ou mais erosões de


mucosa contínuas entre os topos de duas ou
C ---------------------------------------------------- mais pregas mucosas, mas que
envolvem menos de 75% da circunferência
esofágica.

Uma ou mais erosões de mucosa


D ----------------------------------------------------- que envolvem pelo menos 75% da
circunferência esofágica.
Esofagite erosiva – Classificação de Los Angeles

Fonte: site Endoscopia terapêutica.


Complicações
• Esofagite não erosiva e erosiva
• Esofagite eosino/lica
• Úlcera esofágica
• Sangramento
• Esôfago de Barre9
• Estenose de esôfago
• Câncer de esôfago
Esofagite erosiva

Fonte: site MSD Manuals.


Esofagite eosinoXlica

Fonte: site Igastroped.


Fonte: site SBP.
Esôfago de Barrett

Fonte: site Gastroclinic.


Neoplasia de esôfago

Fonte: site Endoscopia terapêutica.


Estenose e Úlcera esofágica

Fonte: site Endoscopia terapêutica.


Tratamento clínico
• Orientação dietética e medidas anti-refluxo
Tratamento medicamentoso
• IBPs => omeprazol, pantoprazol, lansoprazol, esomeprazol, rabeprazol
• Bloqueadores H2 => famobdina, cimebdina
• P-CAB (bloqueadores de ácido compebbvo do potássio) => fumarato de
vonoprazana
• Procinébcos => bromoprida, metoclopramida, domperidona
• Alginatos, anbácidos e sucralfato
• Anbdepressivos tricíclicos => amitripblina
• Inibidores da recaptação da serotonina => fluoxebna
Tratamento cirúrgico
• Indicado para pacientes que necessitam usar a medicação ininterruptamente, os
intolerantes ao tratamento clínico prolongado e nas formas complicadas da
doença.

• Fundoplicatura de Nissen, Hill ou total.

• Fundoplicatura de Toupet ou parcial.


Tratamento cirúrgico

Fonte: site Alila medical Media.


Agora vamos lá....
Caso clínico
Paciente feminina de 28 anos, com queixa de pirose, de maior intensidade após as
refeições, há 5 meses. Nega odinofagia, disfagia, dor epigástrica, saciedade precoce ou
plenitude pós-prandial. Relata náusea matinal. Nega uso atual de medicamentos.
Evacuação com fezes de aspecto normal. Sem queixas respiratórias, cardiovasculares e
urinárias. História de asma na infância. Apendicectomizada aos 13 anos de idade.
Exame físico: LOTE, corada, hidratada, acianótica, anictérica. PA= 112 x 67 mmHg e FC=
74 bpm. MVUA sem RA; Ritmo cardíaco regular em 2 tempos, com bulhas normofonéticas,
sem sopros. Abdome plano, normotenso, indolor, sem massas ou visceromegalias, com
peristalse presente.

-> Qual é o diagnós>co mais provável?


-> Qual seria a melhor conduta nesse momento?
Referências bibliográficas
• Harrison Medicina Interna – Autor: Anthony Fauci
• Consenso Brasileiro de DRGE – Autores: Moraes-Filho, Gersosn Domingues, Decio Chinzon
• Gastroenterologia essencial – Autores: Renato Dani e Maria do Carmo
• Terapêutica em Gastroenterologia – Autores: José Galvão Alves e Renato Dani
• Tratado de gastroenterologia – Editores: Schlioma Zaterka e Jaime Natan Eisig
• Temas de atualização em gastroenterologia – Autor: José Galvão Alves
• Gastrointestinal and liver disease – Autores: Sleisenger and Fordtrans

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