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Serie1 No6

O documento apresenta a Orgânica do Ministério das Finanças de Timor-Leste, estabelecendo sua estrutura e competências. O objetivo é garantir uma gestão eficiente das finanças públicas, promovendo a transparência e a sustentabilidade. Além disso, detalha as atribuições das diversas direções nacionais que compõem o ministério.

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Serie1 No6

O documento apresenta a Orgânica do Ministério das Finanças de Timor-Leste, estabelecendo sua estrutura e competências. O objetivo é garantir uma gestão eficiente das finanças públicas, promovendo a transparência e a sustentabilidade. Além disso, detalha as atribuições das diversas direções nacionais que compõem o ministério.

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Jornal da República

Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Série I, N.° 6

$ 1.50 PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR - LESTE

Para que se alcancem os objectivos ao nível das contas públi-


SUMÁRIO cas é importante estabelecer o Ministério das Finanças como
uma estrutura organizacional assente nos serviços que actuam
no domínio das finanças públicas.
GOVERNO :
DECRETO-LEI N.º 13/2009 de 25 de Fevereiro
Orgânica do Ministério das Finanças .............................................................................. 2940 O presente diploma visa aprovar a Orgânica do Ministério das
Finanças na qual se define a estrutura do Ministério e as compe-
PARLAMENTO NACIONAL :
RESOLUÇÃO DO PARLAMENTO NACIONAL N.º 2/2009 de 25 de Fevereiro
tências e atribuições de cada um dos seus serviços, de forma
Execução do Nº.2, Alínea A), C), E) e F) do N 5 e Nº. 6 do Artigo 8.º da Lei da a dar cumprimento ao Decreto-Lei n.º 7/2007, de 5 de Setembro,
Organização e Funcionamento da Administração Parlamentar, Referente a Carreiras, que aprovou a Estrutura Orgânica do IV Governo Constitucio-
Remuneração, Admissão e Provimento e Avaliação de Desempenho do Pessoal do
Serviço do Parlamento Nacional .................................................................................... 2948 nal da República Democrática de Timor-Leste, na redacção
RESULUCAO DO PARLAMENTO NACIONAL N.º 3/2009 de 25 de Fevereiro que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 5/2008, de 5 de Março.
Execução do Nº 4 do Artigo 8.º da Lei da Organização e Funcionamento da Adminis-
tração Parlamentar, Referente a Subsídio de Refeição, Transporte e Subsídios de Aloja-
mento e Telecomunicasoes ............................................................................................... 2949 Assim:
RESOLUÇÃO DO PARLAMENTO NACIONAL N.º 4/2009 de 25 de Fevereiro
Execução da Alínea B) do N.º 5 do Artigo 8.º da Lei da Organização e Funcionamento
da Administração Parlamentar, Referente ao Quadro de Pessoal do Parlamento O Governo decreta nos termos do n.º 3 do artigo 115.º da Cons-
Nacional ................................................................................................................................ 2950 tituição da República, para valer como lei, o seguinte:
CONSELHO SUPERIOR MAJISTRATURA JUDICIAL :
Acta 1 Reunião Extraordinária .................................................................................... 2952 CAPÍTULO I
Acta 2 Reunião Extraordinária ..................................................................................... 2953
Acta 3 Reunião Extraordinária ...................................................................................... 2953 NATUREZA E ATRIBUIÇÕES

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO :
Diploma Ministerial N.º 2/2009 de 25 de Fevereiro
Artigo 1.º
Concede Licenciamento e Acreditação Inicial ao Instituto Católico para Formação de Natureza
Professores ............................................................................................................................ 2954
Diploma Ministerial N.º 3/2009 de 25 de Fevereiro
Concede Licenciamento e Acreditação inicial ao Institute of Busi- O Ministério das Finanças, abreviadamente designado por MF,
ness ............................................................................................................................................ 2955 é o órgão central do Governo que tem por missão conceber,
Diploma Ministerial N.º 4/2009 de 25 de Fevereiro
Concede Licenciamento e Acreditação Inicial à East Timor Coffe Acad- executar, coordenar e avaliar a política, definida e aprovada
emy ....................................................................................................................................... 2957 pelo Conselho de Ministros, para as áreas do planeamento e
Diploma Ministerial N.º 5/2009 de 25 de Fevereiro
Concede licenciamento e acreditação inicial ao Instituto de Ciências Religiosas "São
monitorização anual, do orçamento e das finanças.
Tomás de Aquino" .............................................................................................................. 2958
Diploma Ministerial N.º 6/2009 de 25 de Fevereiro Artigo 2.º
Concede licenciamento e acreditação inicial ao Díli Institute of Technol-
ogy ........................................................................................................................................ 2959 Atribuições
Diploma Ministerial N.º 7/2009 de 25 de Fevereiro
Concede licenciamento e acreditação inicial ao Instituto Superior
Cristal ................................................................................................................................... 2961 Na prossecução da sua missão, são atribuições do MF:

a) Propor a política macroeconómica, as políticas monetárias


e cambiais em colaboração com o banco central;
DECRETO-LEI N.º 13/2009
b) Propor a política e elaborar os projectos de regulamentação
de 25 de Fevereiro necessários em matéria de receitas tributárias e não tribu-
tárias, enquadramento orçamental, aprovisionamento, con-
ORGÂNICA DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS tabilidade pública, finanças públicas, auditoria e controlo
da tesouraria do Estado, emissão e gestão da dívida pública;
O Programa do Governo do IV Governo Constitucional prevê
uma política de desenvolvimento económico, humano e de re- c) Administrar o fundo petrolífero de Timor-Leste;
dução da pobreza. Uma gestão com transparência, rigor e ver-
dade, é fundamental no domínio das contas públicas como d) Trabalhar em cooperação com o Ministério dos Negócios
forma de garantir a sustentabilidade das contas públicas a Estrangeiros, na cooperação das relações entre Timor-Leste
longo prazo e assegurar uma economia competitiva. e os Parceiros de Desenvolvimento;
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Jornal da República
e) Gerir a dívida pública externa, as participações do Estado e ii) Direcção Nacional de Receitas Petrolíferas;
assistência externa, cabendo-lhe a coordenação e definição
das vertentes financeira e fiscal; iii) Direcção Nacional de Impostos Domésticos;
f) Gerir o património do Estado, sem prejuízo das atribuições b) A Direcção-Geral de Finanças do Estado, composta pelas
do Ministério da Justiça em matéria de património imo- seguintes direcções nacionais:
biliário;
g) Elaborar e publicar as estatísticas oficiais; i) Direcção Nacional do Orçamento;

h) Assumir a responsabilidade pela implementação do orça- ii) Direcção Nacional do Tesouro;


mento afectado através do Orçamento Geral do Estado ;
iii) Direcção Nacional de Aprovisionamento;
i) Promover a regulamentação necessária e exercer o controlo
financeiro sobre as despesas do Orçamento Geral do Estado iv) Direcção Nacional de Gestão do Património do Estado;
que sejam atribuídas aos demais ministérios, no âmbito da
prossecução de uma politica de maior autonomia financeira v) Direcção Nacional das Autoridades Públicas Autóno-
dos serviços; mas;
j) Velar pela boa gestão dos financiamentos efectuados atra- c) Direcção-Geral de Análise e Pesquiza, composta pelas se-
vés do Orçamento Geral do Estado, por parte dos órgãos guintes direcções nacionais:
da administração indirecta do Estado e dos órgãos de go-
verno local, através de auditorias e acompanhamento; i) Direcção Nacional de Estatística;
k) Administrar e promover a assistência internacional no do-
mínio da assessoria técnica aos órgãos do Estado, com ex- ii) Direcção Nacional de Macro-economia;
clusão das áreas de formação dos recursos humanos;
iii) Direcção Nacional do Fundo do Petróleo;
l) Estabelecer mecanismos de colaboração e de coordenação
com outros órgãos do Governo com tutela sobre áreas co- d) Direcção-Geral dos Serviços Corporativos;
nexas.
e) Direcção de Eficacia da Assistência Externa.
CAPÍTULO II
TUTELA E SUPERINTENDÊNCIA CAPÍTULO IV
SERVIÇOS DAADMINISTRAÇÃO DIRECTA DO
Artigo 3.º ESTADO
Tutela e superintendência do Ministerio
SECÇÃO I
1. O MF é superiormente tutelado pelo Ministro das Finanças
que o superintende e por ele responde perante o Primeiro- Artigo 6.º
Ministro. Direcção-Geral de Receitas e Alfândegas

2. O Ministro é coadjuvado, no exercício das suas funções, 1. A Direcção-Geral de Receitas e Alfândegas, abreviadamente
pelo Vice-Ministro. designada por DGRA, tem por missão assegurar a orienta-
ção geral e coordenação integrada de todos os serviços
CAPÍTULO III do Ministério com competências na área das Receitas e
ESTRUTURA ORGÂNICA Alfândegas.

Artigo 4.º 2. A DGRA prossegue as seguintes atribuições:


Estrutura geral
a) Orientar e coordenar a administração e cobrança das re-
O MF executa as suas responsabilidades através de serviços ceitas do Estado provenientes dos impostos directos,
integrados na administração directa do Estado. patrimoniais, de serviços, de capitais e do Imposto de
Venda, bem como a administração de outros tributos
Artigo 5.º que lhe sejam atribuídos por lei, de acordo com as polí-
Administração directa do Estado ticas definidas pelo Governo em matéria tributária;

Integram a administração directa do Estado, no âmbito do MF, b) Orientar e coordenar o exercicio do controlo da fronteira
os seguintes serviços centrais: e do território nacional para fins fiscais, económicos e
de protecção da sociedade, designadamente no âmbito
a) A Direcção-Geral de Receitas e Alfândegas, composta pe- do ambiente, segurança e saúde públicas;
las seguintes direcções nacionais:
c) Orientar e coordenar a administração, supervisão e co-
i) Direcção Nacional de Alfândegas; brança dos direitos aduaneiros;
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Jornal da República
d) Orientar e coordenar a administração e cobrança dos nos domínios da economia, defesa, segurança, moral,
impostos selectivos de consumo, os demais impostos higiene e saúde públicas, turismo, controlo veterinário e
indirectos e outras receitas que lhe estejam cometidos, fitopatológico, protecção de marcas e patentes e defesa
de acordo com as políticas definidas pelo Governo e do património cultural e artístico nacional, desde que essa
nos termos do disposto na legislação; cooperação seja indispensável à realização daqueles objec-
tivos;
e) Orientar e coordenar a administração, supervisão e co-
brança dos impostos relativos a toda a actividade de j) Promover o esclarecimento dos utentes dos serviços, no-
exploração, indústria e comercialização do petróleo; meadamente sobre o conteúdo e a interpretação da legisla-
ção aduaneira, de modo a facilitar o seu correcto cumpri-
f) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei. mento;

Artigo 7.º k) Exercer a tutela sobre os despachantes oficiais;


Direcção Nacional das Alfândegas
l) Emitir sanções administrativas nos termos da legislação
A Direcção Nacional das Alfândegas, abreviadamente designa- alfândegária;
da por DNA, prossegue as seguintes atribuições:
m) Exercer vigilância sobre outras actividades que podem re-
a) Exercer acções de controlo sobre as mercadorias e os me- sultar em ofensa à legislação alfândegária;
ios de transporte introduzidos no território aduaneiro e so-
bre os locais de armazenamento das mercadorias sob acção n) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.
fiscal, bem como garantir o cumprimento das formalidades
aduaneiras necessárias à apresentação das mercadorias à Artigo 8.º
alfândega e, no âmbito do processo de desalfandegamento, Direcção Nacional de Receitas Petrolíferas
atribuir às mercadorias um destino aduaneiro;
A Direcção Nacional de Receitas Petrolíferas, abreviadamente
b) Elaborar estudos, formular propostas e definir normas e designada por DNRP, prossegue as seguintes atribuições:
técnicas de actuação no âmbito dos seus objectivos;
a) Fazer estimativas e velar pela boa cobrança dos impostos
c) Participar na definição e gestão da política fiscal relativa petrolíferos, nos termos da lei;
aos direitos aduaneiros e ao Imposto Selectivo de Consu-
mo, assegurando a liquidação e a cobrança de quaisquer b) Calcular e monitorizar as receitas petrolíferas, de forma a
impostos, taxas ou imposições cuja percepção lhe caiba contribuir para a elaboração da proposta de Orçamento
por lei; Geral do Estado;

d) Regulamentar os regimes aduaneiros aplicáveis à movimen- c) Coordenar com outras entidades, tais como o Banco Cen-
tação de pessoas e bens, na entrada, permanência, trânsito tral e a Autoridade Nacional do Petróleo, actividades relati-
e saída do território aduaneiro, e velar pela sua aplicação; vas a receitas do petróleo e gás;

e) Exercer a acção de fiscalização aduaneira sobre as pessoas d) Preparar os termos de referência para os trabalhadores na-
e bens, nos portos, aeroportos e fronteiras nacionais, nos cionais da DNRP;
termos da lei;
e) Providenciar formação profissional para os trabalhadores
f) Participar na definição da política de fiscalização externa e nacionais da DNRP;
coordenar a sua aplicação, promovendo, designadamente,
a articulação dos serviços aduaneiros com outros organis- f) Desenvolver e actualizar formulários de receitas e impostos
mos de fiscalização da Administração Pública, para maximi- usados pela DNRP e promover a sua divulgação ao con-
zação dos resultados; tribuinte;

g) Combater a evasão e a fraude fiscais e o tráfico ilícito de g) Combater a fraude e evasão fiscais e colaborar com outras
estupefacientes e armas bem como de outros artigos proíbi- entidades nacionais e internacionais em actividades rela-
dos e colaborar com outros organismos nacionais, estran- cionadas com o combate à fraude fiscal;
geiros e internacionais nas actividades relacionadas com a
luta contra tais actividades; h) Emitir pareceres sobre convenções e acordos internacionais
bem como sobre outros instrumentos normativos, na área
h) Emitir parecer acerca das convenções, acordos e outros da sua competência;
instrumentos normativos internacionais de carácter
aduaneiro ou que contenham disposições com incidência i) Promover esclarecimento aos utentes nomeadamente sobre
aduaneira; o conteúdo e interpretação da legislação sobre taxas e recei-
tas petrolíferas;
i) Colaborar com outros departamentos do Estado na pros-
secução dos seus objectivos próprios, designadamente j) Conduzir estudos de avaliação de receitas petrolíferas em
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termos de concepção, procedimentos e controlos, de certidões de inexistência de dívidas fiscais;
acordo com os resultados;
j) Manter colaboração permanente com outros serviços e ins-
k) Registar contribuintes petrolíferos, actualizando a lista de tituições nacionais relevantes do sector petrolífero e demais
contribuintes e emitindo certificados de conformidade fis- agências nacionais e internacionais relevantes;
cal;
k) Contribuir para a concepção de projectos legislativos, re-
l) Manter uma colaboração permanente com outros serviços gulamentares e de instruções administrativas;
e organismos nacionais bem como instituições inter-
nacionais relevantes no âmbito do sector petrolífero; l) Preparar relatórios trimestrais e um relatório anual de acti-
vidades da DNID, para submissão à Ministra das Finanças;
m) Elaborar propostas de legislação, bem como instruções
administrativas, para submissão ao Director-Geral; m) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.

n) Preparar e submeter à Ministra atravez do Director-Geral, SECÇÃO II


relatórios trimestrais e um relatório anual sobre as operações
gerais da DNRP; Artigo 10.º
Direcção-Geral de Finanças do Estado
o) Estabelecer um sistema adequado de controlo interno para
gerir a DNRP de modo efectivo e eficiente; 1- A Direcção-Geral de Finanças do Estado, abreviadamente
designada por DGFE, tem por missão assegurar a orientação
p) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei. geral e coordenação integrada dos serviços do Ministério
com competências na área do Orçamento Geral do Estado,
Artigo 9.º Tesouro, Aprovisionamento, Gestão do Património do Es-
Direcção Nacional dos Impostos Domésticos tado e Autoridades Públicas Autónomas.

A Direcção Nacional dos Impostos Domésticos, abreviada- 2- A DGFE, prossegue as seguintes atribuições:
mente designada por DNID, prossegue as seguintes atribuí-
ções: a) Superintender na elaboração e execução do Orçamento
do Estado de acordo com a Agenda do Desenvolvi-
a) Propor medidas de aperfeiçoamento e regulamentação dos mento Estratégico e demais estratégias macro-eco-
impostos a seu cargo e velar pela sua boa cobrança; nómicas do Governo;

b) Contribuir para a realização da previsão, do acompanhamen- b) Assegurar a execução orçamental, superintender na


to e da análise das receitas sob sua administração, com contabilidade pública e no controlo da legalidade e
vista à elaboração do Orçamento do Estado; regularidade da administração financeira do Estado,
bem como na gestão da tesouraria central do Estado e
c) Participar na definição da política de fiscalização externa e a sua articulação com a política monetária e com o finan-
coordenar a sua aplicação, promovendo, designadamente, ciamento público;
a articulação com os serviços aduaneiros e com outros
organismos de fiscalização da Administração Pública, para c) Superintender e controlar o processo e procedimento
maximização dos resultados; de aquisição de bens, serviços e obras, destinados à
administração pública, nos termos do estabelecido no
d) Combater a evasão e a fraude fiscais, colaborando com ou- Regime Jurídico do Aprovisionamento e legislação com-
tros organismos nacionais, estrangeiros e internacionais plementar;
nas actividades relacionadas com o combate à fraude;
d) Superintender e controlar os aspectos relacionados
e) Emitir parecer acerca das convenções, acordos e outros com as Autoridades Públicas Autónomas, nos termos
instrumentos normativos internacionais no âmbito das suas da lei;
competências e atribuições;
e) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.
f) Negociar, em colaboração com o Ministério dos Negócios
Estrangeiros acordos para não existir dupla tributação; Artigo 11.º
Direcção Nacional do Orçamento
g) Estimar o montante de receitas não cobradas devido a
isenções, reduções ou incentivos fiscais; A Direcção Nacional do Orçamento, abreviadamente designada
por DNO, prossegue as seguintes atribuições:
h) Promover o esclarecimento dos utentes, nomeadamente
sobre o conteúdo e a interpretação da legislação fiscal, de a) Executar, no âmbito do Ministério das Finanças, as activi-
modo a facilitar o seu correcto cumprimento; dades relacionadas com a elaboração, conteúdo, acompa-
nhamento e avaliação do Orçamento Geral do Estado
i) Manter actualizado o registo de contribuintes e emitir (OGE);
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Jornal da República
b) Elaborar e consolidar o plano de receitas e de despesas; k) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.

c) Implementar as prioridades e os objectivos do OGE de- Artigo 13.º


finidos pelo Governo; Direcção Nacional de Aprovisionamento

d) Elaborar e incluir no OGE as estratégias macro-econó- A Direcção Nacional de Aprovisionamento, abreviadamente


micas e fiscais de curto e médio prazo; designada por DNA, prossegue as seguintes atribuições:
e) Recolher e tratar a informação de carácter financeiro re- a) Propor a actualização e optimização do sistema de aprovisio-
lativa ao conjunto do sector público administrativo e namento, os procedimentos de licitação e as melhores prá-
promover e publicar os apuramentos estatísticos, em ticas de gestão de projectos, consistentes com os padrões
colaboração com a DNE; internacionais;
f) Acompanhar e desenvolver instrumentos que permitam
a monitorização dos programas e das políticas orça- b) Acompanhar a natureza e quantificação das necessidades
mentais; de aquisição, imediatas e de médio prazo, de todos os ser-
viços públicos e departamentos governamentais da Admi-
g) Coordenar a política orçamental com os demais minis- nistração Pública;
térios e serviços da Administração Pública, emitindo
as instruções necessárias à preparação do OGE; c) Supervisionar a adjudicação e gestão de obras de cons-
trução, transformação e beneficiação;
h) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.
d) Preparar o sumário dos projectos dos usuários e, se neces-
Artigo 12.º sário, representá-los nos projectos de desenvolvimento
Direcção Nacional do Tesouro de instalações e na gestão de contratos;

A Direcção Nacional do Tesouro, abreviadamente designada e) Garantir a padronização dos equipamentos, materiais e su-
por DNT, prossegue as seguintes atribuíções: primentos destinados à Administração Pública;

a) Assegurar a execução do OGE; f) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.

b) Coordenar e supervisionar a contabilização das receitas, Artigo 14.º


das transferências de fundos, do pagamento das despesas Direcção Nacional de Gestão do Património do Estado
públicas, do movimento das operações do Tesouro, bem
como a organização das contas correntes indispensáveis A Direcção Nacional de Gestão do Património do Estado,
ao controlo dessas operações; abreviadamente designada por DNGPE, prossegue as seguintes
atribuições:
c) Centralizar e coordenar a escrituração e a contabilização
das receitas e despesas públicas; a) Supervisionar e controlar os processos, procedimentos e
d) Gerir os Fundos públicos sob tutela do Ministério das Fi- inventários para a gestão do património do Estado;
nanças;
b) Garantir procedimentos adequados para a venda e alienação
e) Produzir com regularidade relatórios para o Governo sobre do património do Estado;
receitas e despesas da Administração Pública;
c) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.
f) Elaborar a Conta Geral do Estado em colaboração com
outros serviços; Artigo 15.º
Direcção Nacional das Autoridades Públicas Autónomas
g) Coordenar, actualizar e normalizar o sistema de classificação
das despesas públicas e difundir os critérios que devem A Direcção Nacional das Autoridades Públicas Autónomas,
presidir a essa classificação; abreviadamente designada por DNAPA prossegue as seguintes
atribuições:
h) Emitir e divulgar instruções administrativas financeiras a) Elaborar estudos, formular propostas e definir normas e
sobre a gestão financeira de dinheiros públicos promo- técnicas de actuação no âmbito dos seus objectivos;
vendo, com uma acção pedagógica, o seu constante aperfei-
çoamento; b) Exercer a acção de fiscalisação das Autoridades Públicas
Autónomas;
i) Estabelecer a articulação com o Banco Central de Timor-
Leste no âmbito do acompanhamento da política monetário- c) Realizar a previsão, o acompanhamento e a análise das re-
financeira; ceitas sob a sua administração, com vista à elaboração do
Orçamento de Estado;
j) Acompanhar a implementação e a utilização dos sistemas
informáticos no âmbito da cobrança e pagamentos; d) Produzir com regularidade relatórios para o Ministério das

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Jornal da República
Finanças sobre as actividades, receitas e despesas das a confidencialidade de dados empresariais e individuais,
Autoridades Públicas Autónomas; mantendo a observância do segredo estatístico;

e) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei. h) Preparar, conceber e apresentar propostas relativas ao sis-
tema de bases do Sistema Estatístico Nacional, incluindo
SECÇÃO III os métodos de aquisição, o segredo estatístico, bem como
a divulgação e publicação de dados e resultados;
Artigo 16.º
Direcção-Geral de Análise e Pesquiza i) Dirigir a organização e execução dos censos nacionais da
população e domicílios;
1. A Direcção-Geral de Análise e Pesquiza, abreviadamente
designada por DGAP, tem por missão assegurar a orien- j) Propor delegações de competência da DNE em outros ser-
tação geral e coordenação integrada de todos os serviços viços públicos e, ou, determinar a cessação das mesmas
do Ministério com competências na área da estatística, da delegações;
macro-economia e do Fundo de Petróleo.
k) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.
2. A DGAP, prossegue as seguintes atribuições:
Artigo 18.º
a) Conceber e coordenar as estatísticas oficiais de Timor- Direcção Nacional de Macro-economia
Leste;
A Direcção Nacional de Macro-economia, abreviadamente
b) Prestar assessoria técnica especializada, nos domínios designada por DNME, prossegue as seguintes atribuíções:
do desenvolvimento da economia, em especial, do
desempenho financeiro e da justiça fiscal, dentro da a) Analisar e recomendar políticas tendentes à promoção
legalidade e dos objectivos definidos pelo Governo; do desenvolvimento económico e à redução da pobreza;

c) Prestar assessoria técnica especializada na Administra- b) Emitir pareceres e estudos relativos aos sectores público
ção do Fundo do Petróleo; e privado, reformas estruturais, emprego, salários, mer-
cados financeiros, monopólios, investimento e for-
d) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei. mação de capital;

Artigo 17.º c) Elaborar previsões relativas ao crescimento, ao emprego


Direcção Nacional de Estatística e à inflação;

A Direcção Nacional de Estatística, abreviadamente designada d) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.
por DNE, prossegue as seguintes atribuições:
1. No domínio das políticas e programas sectoriais:
a) Coordenar o sistema de estatísticas oficiais do país, com
vista a garantir a sua coerência e racionalidade; a) Colaborar na definição de políticas estruturais de desen-
volvimento e dos respectivos impactos na despesa
b) Compilar, analisar, sistematizar, produzir e publicar dados pública e privada em infra-estruturas, designadamente
estatísticos sobre a população, empresas e outras entida- no investimento público;
des, com o objectivo de produzir e publicar informações
sobre a situação económica, social e demográfica de Timor- b) Elaborar a previsão das receitas orçamentais, incluindo
Leste; as do sector petrolífero, das receitas tributárias domés-
ticas e a da tributação extra-fiscal, bem como redigir
c) Garantir a coordenação do Sistema Estatístico Nacional textos relevantes para o Orçamento Geral do Estado;
(SEN), aprovando os conceitos, definições, nomenclaturas,
indicadores e outros instrumentos de coordenação esta- c) Emitir pareceres sobre política fiscal;
tística, de acordo com os padrões internacionais; d) Preparar estudos e emitir pareceres sobre a estrutura
d) Compilar e difundir as Contas Nacionais e demais informa- dos impostos e os níveis das taxas em vigor;
ções sobre as diferentes vertentes da economia; e) Emitir pareceres sobre matérias relacionadas com des-
pesa, poupança, investimento e respectivas implicações
e) Desenvolver, actualizar e administrar informação e registos com a utilização do Fundo Petrolífero;
estatísticos de acordo com as melhores práticas interna-
cionais; f) Analisar os níveis agregados de despesas de médio
prazo, incluindo o equilíbrio entre o Orçamento do
f) Salvaguardar a compatibilidade dos sistemas informáticos Estado e os fundos dos doadores e entre as despesas
e tecnológicos com os padrões internacionalmente aceites de capital;
e praticados;
2. Nos sectores do comércio e das políticas financeiras, com-
g) Providenciar o armazenamento das bases de dados e garantir pete ainda à DNME, as seguintes atribuições:

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Jornal da República
a) Avaliar os dados estatísticos internacionais e regionais f) Assegurar os procedimentos de despesas, de harmonia
nos domínios do comércio e do investimento relevantes com as respectivas requisições ou obrigações antecipa-
para Timor-Leste; damente assumidas, correspondentes à aquisição de
bens, obras ou prestação de serviços para o Ministério;
b) Assessorar nas relações e projectos com organizações
internacionais, com o Banco Mundial, com o Fundo g) Assegurar a manutenção de equipamentos e veículos
Monetário Internacional e com os Parceiros de Desen- do Ministério, bem como executar as respectivas aquisi-
volvimento, nas áreas de política económica e orça- ções, reparações e transporte;
mental; h) Providenciar os meios necessários para assegurar a
participação dos dirigentes e dos funcionários do
c) Preparar notas informativas relevantes, económicas e Ministério em eventos nacionais ou internacionais,
financeiras, designadamente nas áreas do desenvolvi- incluindo os inerentes à realização de viagens;
mento, financiamento externo e investimento, com vista
à sua divulgação pelos membros do Governo, Embai- i) Analisar e emitir parecer sobre os regimentos internos
xadas e Parceiros de Desenvolvimento; dos serviços do Ministério relativos a recursos hu-
manos e materiais;
Artigo 19.º j) Coordenar e providenciar a publicação e divulgação de
Direcção Nacional do Fundo do Petróleo informação oficial de interesse do Ministério;
A Direcção Nacional do Fundo do Petróleo, abreviadamente k) Assegurar, entre outros, o serviço de comunicações,
designada por DNFP, prossegue as seguintes atribuíções: bem como a vigilância, segurança, limpeza e conser-
vação das instalações dos gabinetes dos membros do
a) Emitir pareceres sobre aplicações e utilização do Fundo Governo, dos Directores-Gerais e dos serviços e orga-
Petrolífero; nismos aos quais presta apoio, no âmbito da prestação
centralizada dos serviços;
b) Analisar a evolução dos movimentos financeiros do Fundo
Petrolífero em conjugação com o Orçamento do Estado; l) Quaisquer outras a que lhe sejam atribuídas por lei.

c) Colaborar com as entidades intervenientes na gestão do SECÇÃO V


Fundo Petrolífero;
Artigo 21.º
d) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei. Direcção de Eficacia da Assistência Externa

SECÇÃO IV 1. A Direcção de Eficacia da Assistência Externa, abreviada-


mente designada por DEAE, é responsável por garantir a
Artigo 20.º utilização eficaz da assistência externa providenciada pelos
Direcção-Geral dos Serviços Corporativos parceiros para o desenvolvimento, de modo a assegurar a
coordenação e harmonização, sempre de acordo com as
1- A Direcção-Geral dos Serviços Corporativos, abreviadamen- prioridades de desenvolvimento determinadas pelo Go-
te designada por DGSC, tem por missão assegurar o apoio verno.
técnico e administrativo ao Ministro, aos Directores-Gerais
e aos restantes serviços do MF, nos domínios da adminis- 2. A DEAE, prossegue as seguintes atribuições:
tração geral, recursos humanos, assessoria legal, comunica-
ção, documentação, arquivo e gestão patrimonial. a) Gerir fundos de assistência externa, destinados a Timor-
Leste;
2- A DGSC, prossegue as seguintes atribuições:
b) Recolher informações financeiras e contabilísticas relati-
a) Assegurar o funcionamento dos serviços administrati- vas a qualquer fonte oficial de assistência externa, in-
vos, corporativos e a gestão dos recursos financeiros; cluindo assistência não orçamental e técnica, aten-
dendo ao respectivo planeamento, resultados efectivos
b) Levar a cabo a boa gestão dos recursos humanos, de e indicadores definidos pela Declaração de Paris;
maneira a implementar e coordenar o programa de for-
mação do Ministério; c) Apoiar os diferentes ministérios no processo de tomada
de decisão face à utilização eficaz de assistência externa;
c) Executar as leis, regulamentos e procedimentos da Ad-
ministração Pública, no âmbito do Ministério; d) Fornecer as informações necessárias em matéria de as-
d) Executar as actividades relacionadas com a gestão dos sistência externa para efeitos de planeamento orça-
recursos materiais e dos serviços gerais; mental;

e) Executar as actividades relacionadas com a boa gestão e) Auxiliar os diferentes ministérios e parceiros de desen-
dos recursos tecnológicos, de informação e de infor- volvimento no alcance dos objectivos fixados em
mática; matéria de coordenação da assistência externa;

Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2946


Jornal da República
f) Preparar perfis de parceiros de desenvolvimento e par- CAPÍTULO V
tilhar regularmente com vários ministros, parceiros de DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS
desenvolvimento e intervenientes;
Artigo 23º
g) Manter uma base de dados fiável de projectos de par- Forma de articulação dos serviços
ceiros de desenvolvimento, de modo a promover me-
lhorias em termos de qualidade e impacto; 1. Os serviços do Ministério devem funcionar por objectivos
h) Melhorar a coordenação da assistência externa pres- formalizados em planos de actividades anuais e plurianuais
tando apoio regular de secretariado à Reunião de Timor- aprovados pelo Ministro.
Leste com os Parceiros de Desenvolvimento;
2. Os serviços devem colaborar entre si e articular as suas
i) Fornecer informações actualizadas sobre as actividades actividades de forma a promover uma actuação unitária e
do Gabinete Nacional de Autorização (GNA) financiado integrada das políticas do Ministério
pela CE e do PCMF, as quais devem ser partilhadas re-
gularmente com vários ministérios e parceiros de desen- Artigo 24.º
volvimento; Diplomas orgânicos complementares
j) Quaisquer outras que lhe sejam atribuídas por lei.
Sem prejuízo do disposto no presente diploma, compete ao
SECÇÃO VI Ministro das Finanças aprovar por diploma ministerial próprio
ÓRGÃO CONSULTIVO a regulamentação da estrutura orgânico-funcional das
Direcções Gerais e Nacionais.
Artigo 22.º
Conselho Consultivo de Gestão das Finanças Artigo 25.º
Quadro de pessoal
1. O Conselho Consultivo de Gestão das Finanças, abrevia-
damente designado por Conselho Consultivo, é o órgão O quadro de pessoal e o número de quadros de direcção e che-
colectivo de consulta e coordenação que tem por missão fia são aprovados por diploma ministerial conjunto do Ministro
fazer o balanço periódico das actividades do MF. das Finanças e do Ministro da Administração Estatal.

2. São atribuições do Conselho Consultivo, nomeadamente, Artigo 26.º


pronunciar-se sobre: Entrada em vigor
a) As decisões do MF com vista à sua implementação; O presente diploma entra em vigor no dia seguinte à data da
b) Os planos e programas de trabalho; sua publicação.

c) O balanço das actividades do MF, avaliando os resul- Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 24 de Novembro
tados alcançados, e propondo novos objectivos; de 2008.
d) O intercâmbio de experiências e informações entre todos
os serviços e organismos do MF e entre os respectivos
dirigentes; O Primeiro-Ministro
e) Diplomas legislativos de interesse do MF ou quaisquer
outros documentos provenientes dos seus serviços
ou organismos; Kay Rala Xanana Gusmão

f) As demais actividades que lhe forem submetidas.


A Ministra das Finanças
3. O Conselho Consultivo tem a seguinte composição:
a) Ministro, que preside;
Emilia Pires
b) Vice-Ministro;
c) Directores - Gerais e os respectivos assessores;
Promulgado em 10 / 2 / 09
d) Chefe de Gabinete.
4. O Ministro pode convocar para participar nas reuniões da Publique-se.
Comissão outras entidades, quadros ou individualidades,
dentro ou fora do Ministério, sempre que entenda con-
veniente. O Presidente da República
5. O Conselho Consultivo reúne-se ordinariamente uma vez
por semana e extraordinariamente sempre que o Ministro o
determinar. José Ramos-Horta

Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2947


Jornal da República
RESOLUÇÃO DO PARLAMENTO NACIONAL N.º 2/2009 no mais curto espaço de tempo, após a aprovação da
presente resolução, e submetida à apreciação e aprovação
de 25 de Fevereiro do Conselho de Administração.

EXECUÇÃO DO N.º 2, ALÍNEAS A),C), E) E F) DO N.º 5 E 5 - A lista nominativa de transição mencionada no número
N.º 6 DO ARTIGO 8.º DA LEI DA ORGANIZAÇÃO E anterior da presente resolução deve prever o que se estipula
FUNCIONAMENTO DAADMINISTRAÇÃO nos artigos 70.º e 71.º da LOFAP.
PARLAMENTAR, REFERENTEACARREIRAS, 6 - Na elaboração da lista nominativa de transição a que se
REMUNERAÇÃO ,ADMISSÃO E PROVIMENTO E refere o nº 4 observar-se-ão os seguintes critérios:
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO PESSOAL DO
SERVIÇO DO PARLAMENTO NACIONAL a) Os possuidores de habilitação académica ou profissional
equivalente à mínima habilitação requerida para ingres-
O Parlamento Nacional resolve, nos termos conjugados do ar- so nas categorias e graus previstos no regime das carrei-
tigo 92.º da Constituição da República e dos nºs 2, 5 e 6 do ar- ras e dos cargos de direcção e chefia da Administração
tigo 8.º da Lei da Organização e Funcionamento da Adminis- Pública transitam para a respectiva categoria e grau,
tração Parlamentar, Lei n.º 15/2008, de 24 de Dezembro, dora- contanto que as funções que actualmente desem-
vante designada por LOFAP, o seguinte: penham correspondam ao conteúdo funcional da mesma
Regime de carreiras e cargos de direcção e chefia categoria e grau do referido regime;

1 - Nos termos e para os efeitos do disposto nas alíneas a) e b) Para efeitos de determinação da natureza das funções
c) do nº 5 do artigo 8º da LOFAP, na parte que se refere a actualmente desempenhadas pelos funcionários do
carreiras e salários: Serviço do Parlamento Nacional, é tido em conta, para
além do efectivo exercício de funções, o respectivo con-
a) O pessoal do Serviço do Parlamento Nacional está su- teúdo funcional constante do quadro de pessoal da
jeito ao regime geral de carreiras e cargos de direcção e revogada Lei Orgânica do Parlamento Nacional ou, não
chefia da Administração Pública, com as especialidades o havendo, a descrição de tarefas e responsabilidades
previstas na presente resolução; constante do aviso de abertura do correspondente con-
curso de recrutamento e selecção.
b) A classificação de categorias e graus das carreiras da
Administração Pública aplica-se integralmente ao pes- Recrutamento, admissão e provimento
soal do Serviço do Parlamento Nacional, cujas catego-
rias profissionais passam a ter idêntica designação; 7 - Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea e) do nº
5 do artigo 8º da LOFAP, as regras sobre recrutamento,
c) Os conteúdos funcionais das categorias e cargos do admissão e provimento constantes do regime geral da
pessoal do Serviço do Parlamento Nacional são idên- Administração Pública aplicam-se ao pessoal do Serviço
ticos aos do regime geral da Administração Pública, do Parlamento Nacional em tudo o que não contrarie o
sem prejuízo da sua adaptação, caso se revele neces- disposto na LOFAP e resoluções aprovadas ao abrigo do
sária, às especificidades do trabalho parlamentar. artigo 8º da LOFAP.
2 - Os cargos de direcção e chefia do Secretariado-Geral são 8 - O processo de recrutamento, selecção e provimento é intei-
equiparados aos do regime geral da Administração Pública, ra e autonomamente conduzido pelo Parlamento Nacional,
designadamente para efeitos remuneratórios, da seguinte sem intervenção do Governo.
forma:
9 - O Parlamento Nacional fornece as informações e dados re-
a) O cargo de "secretário-geral" equivale ao de "direc- lativos ao seu pessoal que lhe forem solicitados pelo minis-
tor-geral"; tério ou departamento competente do Governo, para fins
estatísticos, de planeamento e gestão dos recursos hu-
b) O cargo de "director" equivale ao de "director nacio- manos da Administração Pública de Timor-Leste e outros
nal"; fins pertinentes.
c) O cargo de "chefe de divisão" equivale ao de "chefe de Avaliação de desempenho
departamento".
10 - Nos termos e para efeitos do disposto na alínea f) do nº 5
3 - O pessoal de direcção e chefia do Secretariado-Geral - car- do artigo 8º da LOFAP, as regras sobre avaliação de desem-
gos de secretário-geral, director e chefe de divisão - é no- penho, progressão, promoção e reconversão profissional
meado em regime de comissão de serviço pelo período cor- constantes do regime geral da Administração Pública apli-
respondente ao da legislatura e cessa funções com o termo cam-se ao pessoal do Serviço do Parlamento Nacional em
da mesma, sem prejuízo das causas de cessação da co- tudo o que não contrarie o disposto na LOFAP e resoluções
missão de serviço legalmente previstas. aprovadas ao abrigo do artigo 8º da LOFAP.
Lista nominativa de transição
Vencimento e remuneração adicional
4 - Nos termos e para efeitos do artigo 73.º da LOFAP, a lista
nominativa de transição dos actuais funcionários do 11 - Os vencimentos mensais dos funcionários do Serviço do
Serviço do Parlamento Nacional para as novas categorias, Parlamento Nacional correspondem aos vencimentos de
graus e remunerações é preparada pelo Secretário-Geral base atribuídos aos diversos graus e escalões das catego-
Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2948
Jornal da República
rias e aos cargos de direcção e chefia do regime geral da de Administração, os moldes em que tais benefícios são
Administração Pública constantes das respectivas tabelas, garantidos.
acrescidos de remuneração adicional equivalente a 20%
do respectivo vencimento de base, calculada sobre o valor Assim, o Parlamento Nacional resolve, nos termos conjugados
ilíquido. do artigo 92.º da Constituição da República e do nº 4 e da
alínea d) do nº 5 do artigo 8.º da LOFAP, o seguinte:
12 - Para todos os efeitos legais e regulamentares, o vencimento
total dos funcionários do Serviço do Parlamento Nacional Subsídio de refeição e transporte
é constituído pela soma das parcelas correspondentes ao
vencimento de base e à remuneração adicional. 1 - Nos termos e para os efeitos do disposto nos n.º os 4, alí-
13 - Como contrapartida do percebimento da remuneração adi- neas a) e b), e 5, alínea d), do artigo 8.º da LOFAP, o pessoal
cional a que se refere o n.o 11 da presente resolução, os do Serviço do Parlamento Nacional, sem distinção de cate-
funcionários do Serviço do Parlamento Nacional são obri- gorias ou cargos:
gados a acompanhar diariamente, até final, os trabalhos
dos órgãos parlamentares e serviços a que prestem apoio, a) Tem direito ao fornecimento de subsídio de refeição
só lhes sendo devida remuneração suplementar por trabalho diário no valor de três dólares americanos, devidos por
extraordinário, nos termos da lei geral, quando a jornada cada dia de trabalho com mais de seis horas de trabalho
diária de trabalho se prolongue para além das 20 horas. efectivo;

14 - O disposto no número anterior da presente resolução não b) Tem direito a ser transportado de e para o local de tra-
prejudica o direito às compensações legais por trabalho balho, através de meio de transporte posto à sua dis-
prestado em dias feriados ou dias de descanso semanal. posição em horário e condições a determinar pelo Secre-
Entrada em vigor tário-Geral, sem prejuízo da atribuição aos titulares dos
cargos de secretário-geral, director e chefe de divisão e
15 - O disposto na presente resolução vigora a partir de 1 de a determinadas categorias de funcionários, em razão
Janeiro de 2009, aplicando-se, até resolução em contrário, da natureza das suas funções, do uso exclusivo dos
aos anos financeiros de 2009 e seguintes. veículos automóveis que o Parlamento Nacional possa
pôr à sua inteira disposição e nos termos em que tal
Aprovada em 23 de Fevereiro de 2009. uso estiver regulamentado.

Subsídios de alojamento e telecomunicações móveis para


O Presidente do Parlamento Nacional, titulares de cargos de direcção e chefia

2 - Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea c) do n.o


4 do artigo 8.º da LOFAP, os titulares dos cargos de direcção
Fernando La Sama de Araújo e chefia do Secretariado-Geral têm direito:

a) A subsídio de alojamento, no valor de 400, 250 e 150 dó-


lares americanos para, respectivamente, o secretário-
geral, os directores e os chefes de divisão;

b) A subsídio para telecomunicações móveis no montante


RESOLUÇÃO DO PARLAMENTO NACIONAL N.º 3/2009 de 250, 150 e 100 dólares americanos para, respecti-
vamente, o secretário-geral, os directores e os chefes
de 25 de Fevereiro de divisão.

EXECUÇÃO DO Nº 4 DO ARTIGO 8.º DA LEI DA Produção de efeitos


ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA
ADMINISTRAÇÃO PARLAMENTAR, REFERENTEA 3 - Esta resolução produz efeitos a partir do dia 1 de Janeiro de
SUBSÍDIO DE REFEIÇÃO, TRANSPORTE E SUBSÍDIOS 2009.
DEALOJAMENTO E TELECOMUNICAÇÕES

O nº 4 do artigo 8º da Lei da Organização e Funcionamento da Aprovada em 23 de Fevereiro de 2009.


Administração Parlamentar, Lei nº 15/2008, de 24 de Dezembro,
doravante designada por LOFAP, assegura aos funcionários
do Serviço do Parlamento Nacional o direito a transporte de e O Presidente do Parlamento Nacional,
para o local de trabalho e a subsídio de refeição, além de
subsídios de alojamento e telecomunicações para os titulares
de cargos de direcção e chefia.
Fernando La Sama de Araújo
O mesmo número do referido artigo da supracitada lei manda
que seja aprovado por resolução, sob proposta do Conselho
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Jornal da República
RESOLUÇÃO DO PARLAMENTO NACIONAL N.º 4/ 2009

de 25 de Fevereiro

EXECUÇÃO DAALÍNEA B) DO Nº 5 DO ARTIGO 8.o DA LEI DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA


ADMINISTRAÇÃO PARLAMENTAR, REFERENTE AO QUADRO DE PESSOAL DO PARLAMENTO NACIONAL

O nº 5 do artigo 8º da Lei da Organização e Funcionamento da Administração Parlamentar, Lei nº 15/2008, de 24 de Dezembro,


doravante designada por LOFAP, manda que seja aprovado por resolução o quadro de pessoal do Parlamento Nacional, sob
proposta do Conselho de Administração.
Assim, o Parlamento Nacional resolve, nos termos conjugados do artigo 92.o da Constituição da República e da alínea b) do nº
5 do artigo 8.º da LOFAP, o seguinte:
Quadro de Pessoal do Parlamento Nacional
1 - Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea b) do nº 5 do artigo 8.º da LOFAP, o Parlamento Nacional aprova o Quadro
de Pessoal do Parlamento Nacional, constante do Anexo I, que faz parte integrante da presente resolução.
Pessoal de apoio ao Presidente e Vice-Presidentes do Parlamento Nacional
2 - O pessoal de apoio ao Presidente e Vice-Presidentes do Parlamento Nacional compreende, além do pessoal dos respectivos
gabinetes, conforme definido nos artigos 63º e 64º, respectivamente, da LOFAP, o pessoal que presta serviço nas residências
oficiais do Presidente e dos Vice-Presidentes do Parlamento Nacional, descrito no Anexo II da presente resolução.
3 - Ao pessoal a prestar serviço na residência do Presidente e dos Vice-Presidentes do Parlamento Nacional aplica-se, quanto
à escolha e nomeação e ao regime aplicável, o disposto nos artigos 63.º, 64.º, respectivamente, e 67.º da LOFAP.

Aprovada em 23 de Fevereiro de 2009.

O Presidente do Parlamento Nacional,

Fernando La Sama de Araújo

ANEXO I
QUADRO DE PESSOAL DO PARLAMENTO NACIONAL
Grau da
carreira e Núme-
mínima ro de
Categoria Caracterização do conteúdo funcional
habilitação Luga-
académica res
requerida

Funções consultivas, de investigação, estudo,


concepção e adaptação de métodos e
processos científico-técnicos, de âmbito geral A
ou especializado, executadas com autonomia e Estudos de
responsabilidade, tendo em vista informar a pós-graduação
Técnico decisão superior, requerendo uma
Superior especialização e formação básica de nível de 52
licenciatura.

Funções de estudo e aplicação de métodos e


B
processos de natureza técnica, com autonomia
Licenciatura
e responsabilidade, enquadradas em
(5 anos ou
planificação estabelecida, requerendo uma
similar)
especialização e conhecimentos profissionais
adquiridos através de um curso superior.
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Jornal da República

Funções de natureza executiva de aplicação C


técnica com base no conhecimento ou Bacharelato
adaptação de métodos e processos, (3 ou 4 anos ou
enquadrados em directivas bem definidas, experiência
Técnico exigindo conhecimentos técnicos, teóricos e profissional
Profissio- práticos obtidos através de habilitação equivalente)
nal académica profissional. 48
D
Diploma pós-
Funções de natureza executiva de aplicação secundário
técnica com base no estabelecimento ou (1 ou 2 anos ou
adaptação de métodos e processos, experiência
enquadrados em directivas bem definidas. profissional
equivalente)

Funções de natureza executiva, enquadrada E


Técnico em instruções gerais e procedimentos bem 12 anos de
Administra- definidos, com certo grau de complexidade, escolaridade ou
8
tivo relativas a uma ou mais áreas da actividade experiência
administrativa, designadamente contabilidade, profissional
pessoal, economato e património, secretaria, equivalente
arquivo, expediente e digitação.

F
Funções de natureza executiva de carácter
9 anos de
manual ou mecânico, com graus de
escolaridade ou
complexidade variáveis, enquadradas em
experiência
instruções gerais bem definidas, exigindo
profissional
formação específica num ofício ou profissão e
equivalente
Assistente implicando normalmente esforço físico.
28
Funções de natureza executiva de carácter G
manual ou mecânico, de actividades produtivas 6 anos de
e ou de reparação e manutenção, implicando escolaridade ou
predominantemente esforço físico e exigindo experiência
conhecimentos de ordem prática susceptíveis profissional
de serem aprendidos no próprio local de equivalente
trabalho.
Total número de lugares 136

ANEXO II

PESSOAL DE APOIO À RESIDÊNCIA OFICIAL DO PRESIDENTE


DO PARLAMENTO NACIONAL

Um Secretário (Chefe do Pessoal da Residência)


Um Cozinheiro
Um Assistente de Sala e Cozinha
Um Assistente de Limpeza Externa e Jardinagem
Dois Assistentes de Limpeza Interna
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Jornal da República
PESSOAL DE APOIO ÀS RESIDÊNCIAS OFICIAIS DOS VICE-PRESIDENTES
DO PARLAMENTO NACIONAL

Um Cozinheiro
Um Assistente de Limpeza Externa e Jardinagem
Um Assistentes de Limpeza Interna

ACTA 1 sentantes do Povo em Timor Leste e criticam o envolvimento


da Juíza Administradora na gestão e autorizadora do orça-
REUNIÃO ORDINÁRIA mento. Neste momento ainda continuam-a públicar sobre
esse assunto nos Jornais. Comforme foi dito pelo Presi-dente
do Parlamento Nacional disse os Juízes devem desem-penhar
Data e Hora : 12 de Janeiro de 2009 pelas 17.00 horas a sua função como Juízes, não podendo desempenhar outras
Local : Edificio do Tribunal de Recurso na sala funções. Entretanto o Dr. Cirilo salientou ainda que a decisão
da reunião do CSMJ do CSMJ é baseada na Lei do Estatuto do E MJ nomear e co-
locar os Juízes nos Tribunais, a fim de trabalhar como Juízes,
Conselheiros presentes : Vice-Presidente Dionisio Babo por isso o CSMJ pede o esclarecimento sobre o desempenho
Soares Phd, Dr. Napoleão Soares da Silva, Dr. Guilhermino da da sua função em serviços públicos.
Silva, Dr. Nelson de Carvalho, Dr. Cirilo Cristóvão Suplente.
II Sessão em seguida o Vice-Presidente questionou-a sobre a
Convidada: Presidente Substituto do Tribunal de Recurso planificação do novo ano nos Tribunais, o Conselho Superior
Maria N. G. Pereira. da Magistratura Judicial neste ano de 2009 pretende recrutar
Juizes Internacionais para colocar nos Tribunais de Timor Leste,
Ordem de Trabalho : conforme a informação que existem muitos processos
pendentes
1. Responder as acusações sobre Magistrados Judiciais
envolvídos em projectos. A senhora Maria Natércia Gusmão Pereira explicou que no
Tribunal Distrital de Dili os Processos pendentes no ano de
2. Planificação do novo ano dos Tribunais. 2008 no total de 722 Julgados mais ou menos 300, Tribunal
Distrital de Baucau no ano de 2008 processos pendentes 201 e
3. Recrutamentos de Juízes Internacionais. Julgado 90, Tribunal de Recurso no ano de 2008 Crimes pen-
dentes 13 cíveis 25 processos pendentes. Existem muitas difi-
4. Diversos culdades na exucução da notificação porque a grande maioria
a notificar já não reside nas moradas indicado, pelo que tem de
Aberta a sessão, o Vice-Presidente do Conselho Superior da solicitar o apoio da Polícia, mas mesmo assim é dificil encontrá-
Magistratura Judicial, agradeceu e deu as boas vindas à Se- los. Além disso Magistrada pede ao Conselho Superior
nhora Maria Natércia Gusmão Pereira, informou-a que foi con- Magistratura Judicial para colocar Juízes Internacionais nos
vocada a reunião a fim de esclarecer sobre noticias da comuni- Tribunais: Tribunal Distrital de Suai e Oe-cussi, 1 (um) Juíz In-
cação social, sobre o envolvimento de Magistrados Judiciais ternacional,Tribunal Distrital de Baucau um (1)Juíz Inter-
em serviços públicos, projectos e elaboração do orçamento nacional, Tribunal Distrital Dili 2 (dois)Juízes Internacionais,
Vice -Presidente do Conselho Superior da Magistratura Judi- informou ainda que no Tribunal Distrital de Baucau no proxímo
cial começou por informar sobre a acusação de um Deputado mês de Março estarão concluídas as Obras das casas dos
do envolvimento da Senhora Maria N. G. Pereira na Gestão do Magistrados Judiciais nesse Distrital, pois actualmente é dificil
orçamento e sobre as críticas do Parlamento Nacional relati- e complicado para ai residir.
vamente às actividades dos Juízes e à pendência processoal/
existente nos Tribunais. Dada a palavra à Senhora Maria N. G Diversos
.Pereira no seu uso disse: sinto-me honrada de ter sido con-
vidada para participar nesta reunião do CSMJ podendo assim O Vice-Prersidente do Conselho Superior da Magistratura Ju-
responder às acusações sobre o envolvimento dos Magis- dicial questionou sobre o Recrutamento normal aos Tem-
trados Judiciais nos projectos e elaboração do orçamento. pórarios e a Promoção dos Funcionários Permanentes, e pediu
Relativamente ao pedido de esclarecimentos solicitados pelo a senhora Maria Natercia Gusmão Pereira que convocasse
Conselho Superior da Magistratura Judicial, a Magistrada es- uma reunião com todos os Juízes, tendo a mesma marcado a
clareceu que exerce as funções como gestora e autorizadora referida reunião para o dia 31 de Janeiro de 2009. mais disse
baseada a directiva do Presidente do Tribunal de Recurso em que o Estatuto relativo aos funcionários já foi remetido pelo
que foi encarregue de dirigir a exucução do orçamento e Admi- Tribunal de Recurso ao Governo, não tendo tido até agora
nistração do patrímónio dos Tribunais. qualquer resposta.

Dr. Cirilo Cristóvão sublinhou que os Deputados são repre- Para constar se lavrou a presente acta que, depois de lida, é

Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2952


Jornal da República
assinada por todos os conselheiros e por mim. Magistratura Judincial vai contestar a Providência Cautelar
interposta pelo Juíz Ivo N. C. B.
-O Vice-Presidente Dionisio Babo Soares Phd _____________
O Vice-Presidente e o Dr. Cirilo Cristóvão querem saber o estado
-O Dr. Guilhermino da Silva _________________________ de saúde do Sr. Presidente do Tribunal de Recurso Dr. Claúdio
Ximenes e quando o mesmo regressa a Timor.
-O Dr. Nelson de Carvalho ________________________
Diversos
-O Dr. Napoleão Soares da Silva ______________________
O Conselho Superior da Magistratura Judicial aprovou também
-O Dr. Cirilo Cristóvão Suplente ______________________ documento da deslocação ao estrangeiro pela Magistrada Ju-
dicial Sra. Jacinta Correia da Costa

Oficial de Justiça : Guido Guterres Abel __________________ Para constar se lavrou a presente acta que, depois de lida, é
assinada por todos os Conselheiros e por mim.

O Vice-Presidente Dionisio Babo Soares Phd _____________

O Dr. Guilhermino da Silva __________________________


ACTA- 2
O Dr. Nelson de Carvalho __________________________
DA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA
O Dr. Napoleão Soares da Silva _______________________

Data : 26 de Janeiro de 2009 O Dr. Cirilo Critóvão (Suplente) _______________________


Local : Edificio do Tribunal de Recurso na sala da reunião do
CSMJ.
Oficial de Justiça : Guido Guterres Abel ________________
Conselheiros presentes : Vice-Presidente Dionisio Babo Soares
Phd, Dr.Napoleão Soares da Silva, Dr. Guilhermino da Silva. Dr.
Nelson de Carvalho, Dr. Cirilo Cristóvão (Suplente).

Ordem de Trabalho :

1. Colocação do Juíz João Carlos Crespo Felgar ACTA 3


DA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA
2. Antecipação sobre o Contencioso e recorrer ao Tribunal
de Recurso. No dia 3 de Fevereiro de 2009, pelas 17,30 horas, no Edificio
doTribunal de Recurso na sala da reunião do CSMJ em Dili
3. Diversos. Timor Leste, reuniu-se Estraordináriamente o Conselho Supe-
rior da Magistratura Judicial, estando presentes o Vice-Pre-
Aberta a Sessão, o Vice-Presidente do Conselho Superior da sidente Dionisio Babo Soares, Phd Dr. Guilhermino da Silva,
Magistratura Judicial expôs aos presentes o objectivo da reu- Dr. Napoleão Soares da Silva, Dr. Nelson de Carvalho, Dr. Cirilo
nião, e após discussão, passou analizar o ponto um sobre a Cristóvão (suplente).
colocação ao Juíz João C. C. Felgar no Tribunal Distrital de
Baucau o Sr. Juíz Felgar alegou foi contactado pelo Sr. Dr.Carlos Ordem de Trabalho :
Dinis da UNDP/PNUD para vir a Timor Leste a fim de exercer
as funções como mentor. A colocação do requerente baseada 1. Analise da Distribuição processos nos Tribunais Distritais.
na directiva do ano passado, a respeito o Conselho Superior
Magistratura Judicial não tomou conhecimento. 2. Aprovação os documentos.

O Vice-Presidente disse para terem em consideração o oficio 3. Diversos.


remetido pelo Sr. Juíz João C.C.Felgar o Conselho Superior da
Magistratura Judicial lamenta sobre o conteúdo da sua carta e Aberta a sessão, o Vice-Presidente do Conselho Superior da
mantém a decisão anterior de colocá-lo para exercer funções Magistratura Judicial expôs aos presentes o objectivo da
no Tribunal Distrital de Baucau, podendo também exercer o reunião, e, depois debateram sobre distribuição dos Proces-
trabalho de mentoria no Tribunal Distrital de Dili, quando não sos, o Dr. Cirilo Cristóvão questionou sobre o processamento
há julgamento naquele Tribunal, uma vez que os Juízes do da distribuição de processos nos Tribunais Distritais, o Dr.
Tribunal Distrital de Baucau queixam muito da falta de Juíz Guilhermino da Silva esclareceu que a mesma está correr
para completar o colectivo de Juízes. segundo a lei.

II Sessão, o Vice-Presidente referiu o Conselho Superior da A distribuição de processos nos Tribunais Distritais realize-
Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2953
Jornal da República
se segundo as orientações dadas pelo Presidente do Tri- Em resultado do trabalho desenvolvido, foi elaborado o docu-
bunal de Recurso atravé da Directivas. mento intitulado "Padrões e Processos de Licenciamento e
Acreditação Inicial, 2007-2008", distribuído a todas as insti-
Essa distribuição efectua-se atravéz de sorteio e segue a tuições que operavam no ensino superior em 2007, ano em que
ordem alfabética dos Juízes colocados em cada Tribunal. lhes foi solicitado que apresentassem candidatura ao processo
de Licenciamento e Acreditação Inicial, em conformidade com
Seguidamente o Vice-Presidente passou ao ponto 2 da reunião os 78 Padrões e Indicadores dos Padrões de Acreditação con-
analizando os seguintes documentos : tidos no referido documento.

1. Listas de presenças dos Magistrados Judiciais do Tribu- Apresentaram candidatura 14 instituições que, em 2008, foram
nal Distrital de Suai. sujeitas a avaliação externa internacional, com assistência
técnica do Banco Mundial, para efeitos de licenciamento e
2. Listas de presenças dos Magistrados Judiciais do acreditação inicial. 7 das instituições avaliadas foram acre-
Tribunal Distrital Oe- Cussi. ditadas, 5 ficaram em período probatório e 2 foram rejeitadas.

3. Colocação Juíz João C.C. Felgar. Importa agora autorizar o funcionamento do Instituto Católico
para Formação de Professores, uma das instituições com
4. O Convite de treinamento ao Senhor Johanes Naro. acreditação institucional, sem prejuízo de uma posterior
que mereceram aprovação. avaliação ao plano curricular, seus programas e respectivos
conteúdos, com vista à acreditação da formação nele realizada.
O Vice-Presidente Dionisio Babo Soares, Phd, sugeriu
que fosse formar de uma comissão a fim de analizar os Cur- Assim:
riculum Vitae dos Juizes Internacionais
Para constar se lavrou a presente acta que, depois de lida, é O Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo do
assinada por todos os Conselheiros e por mim. artigo 24.º do Decreto-Lei N.º 7/2007, de 5 de Setembro, e do n.º
2 do artigo 6.º do Decreto-Lei N.º 2/2008, de 16 de Janeiro, pu-
- O Vice-Presidente Dionisio Babo Soares, Phd ___________ blicar o seguinte diploma:

- O Dr. Guilhermino da Silva _________________________ Artigo 1.º


Atribuição de licença de funcionamento e acreditação
- O Dr. Nelson de Carvalho _________________________ inicial

- O Dr. Napoleão Soares da Silva ______________________ 1. É concedida licença de funcionamento e acreditação inicial
ao Instituto Católico para Formação de Professores.
- O Dr. Cirilo Cristóvão (suplente) ______________________
2. A licença de funcionamento é válida por cinco anos, po-
dendo ser revogada caso deixem de existir condições e re-
Funcionário : Guido Guterres Abel ___________________ quisitos, nomeadamente técnicos ou pedagógicos, sufi-
cientes para o regular funcionamento do estabelecimento
de ensino.

3. A análise das condições técnicas e pedagógicas in-


dispensáveis ao funcionamento do estabelecimento de
ensino é efectuada através de um processo de avaliação
anual.
Diploma Ministerial N.º 2/2009
4. O processo de avaliação referido no número anterior com-
de 25 de Fevereiro pete à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação
Académica.
Concede licenciamento e acreditação inicial ao Instituto
Católico para Formação de Professores 5. Em caso de degradação das condições técnicas e
pedagógicas, os responsáveis pelo estabelecimento de
Assistiu-se no período pós-independência, e na ausência de ensino serão notificados para no prazo de noventa dias
quadro legal para o sector da educação, à proliferação, sem proceder à sua correcção.
qualquer controlo ou fiscalização, de Universidades, Institutos
e Academias, dos sectores privado e cooperativo, fornecedoras Artigo 2.º
de ensino pós-secundário de nível superior. Tendo como objec- Local de actividade
tivo principal a credibilização do ensino ministrado, o Governo
da República Democrática de Timor-Leste iniciou, em 2006, um Ao abrigo da licença de funcionamento concedida pelo
processo de avaliação e acreditação baseado em padrões in- presente diploma ministerial, o Instituto Católico para Formação
ternacionais, com o objectivo de proceder a uma avaliação da de Professores exerce exclusivamente a sua actividade na
qualidade do ensino superior. cidade de Baucau.
Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2954
Jornal da República
Artigo 3.º à data da sua publicação.
Curso autorizado
Aprovado pelo Ministro da Educação aos 23 de Janeiro de
1. O Instituto Católico para Formação de Professores fica au- 2009
torizado a realizar o Curso de Formação de Professores
para o Ensino Básico (Bachelor of Teaching), conferente
do grau de bacharel. O Ministro da Educação
2. A abertura de cursos diferentes do referido no número
anterior, fica dependente de autorização prévia do Minis- _____________________
tério da Educação. João Câncio Freitas, Ph.D
3. Não serão reconhecidos os cursos realizados em inobser-
vância do disposto no número anterior.

Artigo 4.º
Avaliação do plano curricular, programas e respectivos
conteúdos
Diploma Ministerial N.º 3/2009
1. No decurso do ano de 2010 será efectuada uma avaliação
ao plano curricular e aos programas e respectivos con- de 25 de Fevereiro
teúdos do curso identificado no n.º 1 do artigo anterior.
Concede licenciamento e acreditação inicial ao Institute of
2. O Instituto Católico para Formação de Professores deve Business
proceder a alterações e correcções nos planos curricular e
programático para os efeitos previstos no número anterior. Assistiu-se no período pós-independência, e na ausência de
quadro legal para o sector da educação, à proliferação, sem
Artigo 5.º qualquer controlo ou fiscalização, de Universidades, Institutos
Deveres e Academias, dos sectores privado e cooperativo, fornecedoras
de ensino pós-secundário de nível superior. Tendo como objec-
1. Durante o período referido no n.º 2 do artigo 1.º do presente tivo principal a credibilização do ensino ministrado, o Governo
diploma ministerial, o Instituto Católico para Formação de da República Democrática de Timor-Leste iniciou, em 2006, um
Professores fica obrigado a elaborar um relatório anual re- processo de avaliação e acreditação baseado em padrões
lativo ao seu funcionamento integral. internacionais, com o objectivo de proceder a uma avaliação
da qualidade do ensino superior.
2. Tendo obtido a percentagem máxima na maioria dos padrões
avaliados, mas apenas 6,27% no que se refere aos critérios Em resultado do trabalho desenvolvido, foi elaborado o
mínimos de Desenvolvimento Curricular, fica ainda obri- documento intitulado "Padrões e Processos de Licenciamento
gado a manter os níveis dos padrões considerados satis- e Acreditação Inicial, 2007-2008", distribuído a todas as ins-
feitos e a melhorar o nível do padrão parcialmente satisfeito. tituições que operavam no ensino superior em 2007, ano em
que lhes foi solicitado que apresentassem candidatura ao pro-
3. O relatório referido no n.º 1 do presente artigo é entregue à cesso de Licenciamento e Acreditação Inicial, em conformidade
Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação Aca-démica. com os 78 Padrões e Indicadores dos Padrões de Acreditação
contidos no referido documento.
Artigo 6.º
Graduação Apresentaram candidatura 14 instituições que, em 2008, foram
sujeitas a avaliação externa internacional, com assistência téc-
1. O Instituto Católico para Formação de Professores fica ob- nica do Banco Mundial, para efeitos de licenciamento e acre-
rigado a solicitar autorização ao Ministério da Educação ditação inicial. 7 das instituições avaliadas foram acreditadas,
para efectuar a graduação dos formandos que concluírem 5 ficaram em período probatório e 2 foram rejeitadas.
o curso de bacharelato.
Importa agora autorizar o funcionamento do Institute of Busi-
2. A autorização referida no número anterior deve ser requerida ness, uma das instituições com acreditação institucional, sem
até trinta dias antes da cerimónia de graduação, devendo o prejuízo de uma posterior avaliação aos planos curriculares,
pedido ser acompanhado de uma lista, em suporte de papel seus programas e respectivos conteúdos, com vista à acredita-
e em suporte electrónico, com o nome completo dos ção da formação nele realizada.
graduandos, denominação do curso e identificação do grau
académico a atribuir. Assim:

Artigo 7.º O Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo do


Entrada em vigor artigo 24.º do Decreto-Lei N.º 7/2007, de 5 de Setembro, e do n.º
2 do artigo 6.º do Decreto-Lei N.º 2/2008, de 16 de Janeiro,
O presente diploma ministerial entra em vigor no dia seguinte publicar o seguinte diploma:
Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2955
Jornal da República
Artigo 1.º aos planos curriculares e aos programas e respectivos
Atribuição de licença de funcionamento e acreditação conteúdos dos cursos identificados no n.º 1 do artigo an-
inicial terior.

1. É concedida licença de funcionamento e acreditação inicial 2. O Institute of Business deve proceder a alterações e
ao Institute of Business. correcções nos planos curriculares e programáticos para
os efeitos previstos no número anterior.
2. A licença de funcionamento é válida por cinco anos, po-
dendo ser revogada caso deixem de existir condições e re- Artigo 5.º
quisitos, nomeadamente técnicos ou pedagógicos, sufi- Deveres
cientes para o regular funcionamento do estabelecimento
de ensino. 1. Durante o período referido no n.º 2 do artigo 1.º do presente
diploma ministerial, o Institute of Business fica obrigado a
3. A análise das condições técnicas e pedagógicas indis- elaborar um relatório anual relativo ao seu funcionamento
pensáveis ao funcionamento do estabelecimento de ensino integral.
é efectuada através de um processo de avaliação anual.
2. Tendo obtido 79,49% no conjunto dos padrões avaliados,
4. O processo de avaliação referido no número anterior com- mas apenas 6,27% no que se refere ao Corpo Docente e
pete à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação Plano de Desenvolvimento, bem como 0% relativamente
Académica. aos critérios mínimos de Desenvolvimento Curricular, fica
ainda obrigado a manter os níveis dos padrões consi-
5. Em caso de degradação das condições técnicas e pe- derados satisfeitos, a melhorar os níveis dos padrões par-
dagógicas, os responsáveis pelo estabelecimento de ensino cialmente satisfeitos, bem como a desenvolver as iniciativas
serão notificados para no prazo de noventa dias proceder necessárias ao preenchimento do padrão considerado não
à sua correcção. satisfeito.

Artigo 2.º 3. O relatório referido no n.º 1 do presente artigo é entregue


Local de actividade à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação Aca-
démica.
Ao abrigo da licença de funcionamento concedida pelo
presente diploma ministerial, o Institute of Business exerce Artigo 6.º
exclusivamente a sua actividade na cidade de Díli. Graduação

Artigo 3.º 1. O Institute of Business fica obrigado a solicitar autorização


Cursos autorizados ao Ministério da Educação para efectuar a graduação dos
formandos que concluírem os cursos de bacharelato e de
1. O Institute of Business fica autorizado a realizar os seguintes licenciatura referidos no artigo 3.º do presente diploma
cursos do ensino superior universitário: ministerial.
a) Curso de Gestão Informática, conferente do grau de ba- 2. A autorização referida no número anterior é requerida até
charel; trinta dias antes da data de graduação, devendo o pedido
b) Curso de Gestão Financeira, conferente do grau de ba- ser acompanhado de uma lista, em suporte de papel e em
charel/licenciado; suporte electrónico, com o nome completo dos graduandos,
respectivos cursos e identificação do grau académico a
c) Curso de Contabilidade, conferente do grau de bacharel/ atribuir.
licenciado; e
Artigo 7.º
d) Curso de Gestão Pública, conferente do grau de ba- Entrada em vigor
charel/licenciado;
O presente diploma ministerial entra em vigor no dia seguinte
2. A abertura de cursos diferentes dos referidos no número à data da sua publicação.
anterior, fica dependente de autorização prévia do Minis-
tério da Educação.
Aprovado pelo Ministro da Educação aos 23 de Janeiro de
3. Não serão reconhecidos os cursos realizados em inobser- 2009
vância do disposto no número anterior.

Artigo 4.º O Ministro da Educação


Avaliação dos planos curriculares, programas e respectivos
conteúdos
_____________________
1. No decurso do ano de 2010 será efectuada uma avaliação João Câncio Freitas, Ph.D
Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2956
Jornal da República
Diploma Ministerial N.º 4/2009 4. O processo de avaliação referido no número anterior com-
pete à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação
de 25 de Fevereiro Académica.

Concede licenciamento e acreditação inicial à East Timor 5. Em caso de degradação das condições técnicas e peda-
Coffe Academy gógicas, os responsáveis pelo estabelecimento de ensino
serão notificados para no prazo de noventa dias proceder
Assistiu-se no período pós-independência, e na ausência de à sua correcção.
quadro legal para o sector da educação, à proliferação, sem
qualquer controlo ou fiscalização, de Universidades, Institutos Artigo 2.º
e Academias, dos sectores privado e cooperativo, fornecedoras Local de actividade
de ensino pós-secundário de nível superior. Tendo como objec-
tivo principal a credibilização do ensino ministrado, o Governo Ao abrigo da licença de funcionamento concedida pelo
da República Democrática de Timor-Leste iniciou, em 2006, um presente diploma ministerial, a East Timor Coffe Academy
processo de avaliação e acreditação baseado em padrões in- exerce exclusivamente a sua actividade no Distrito de Ermera.
ternacionais, com o objectivo de proceder a uma avaliação da
qualidade do ensino superior. Artigo 3.º
Cursos autorizados
Em resultado do trabalho desenvolvido, foi elaborado o docu-
mento intitulado "Padrões e Processos de Licenciamento e 1. A East Timor Coffe Academy fica autorizada a realizar os
Acreditação Inicial, 2007-2008", distribuído a todas as institui- seguintes cursos do ensino superior técnico:
ções que operavam no ensino superior em 2007, ano em que
lhes foi solicitado que apresentassem candidatura ao processo a) Curso de Tecnologias Agrícolas, conferente de diploma
de Licenciamento e Acreditação Inicial, em conformidade com II;
os 78 Padrões e Indicadores dos Padrões de Acreditação con-
tidos no referido documento. b) Curso de Gestão e Comércio Agrícolas, conferente de
diploma II;
Apresentaram candidatura 14 instituições que, em 2008, foram c) Curso de Técnico Agro-Florestal, conferente de di-
sujeitas a avaliação externa internacional, com assistência téc- ploma II; e
nica do Banco Mundial, para efeitos de licenciamento e acre-
ditação inicial. 7 das instituições avaliadas foram acreditadas, d) Curso de Técnicas de Colheita e Processamento de Ca-
5 ficaram em período probatório e 2 foram rejeitadas. fé, conferente de diploma II.

Importa agora autorizar o funcionamento da East Timor Coffe 2. A abertura de cursos diferentes dos referidos no número
Academy, uma das instituições com acreditação institucional, anterior, fica dependente de autorização prévia do Minis-
sem prejuízo de uma posterior avaliação aos planos curricu- tério da Educação.
lares, seus programas e respectivos conteúdos, com vista à
acreditação da formação nele realizada. 3. Não serão reconhecidos os cursos realizados em inobser-
vância do disposto no número anterior.
Assim:
Artigo 4.º
O Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo do Avaliação dos planos curriculares, programas e respectivos
artigo 24.º do Decreto-Lei N.º 7/2007, de 5 de Setembro, e do n.º conteúdos
2 do artigo 6.º do Decreto-Lei N.º 2/2008, de 16 de Janeiro,
publicar o seguinte diploma: 1. No decurso do ano de 2010 será efectuada uma avaliação
aos planos curricular e aos programas e respectivos
Artigo 1.º conteúdos dos cursos identificados no n.º 1 do artigo an-
Atribuição de licença de funcionamento e acreditação terior.
inicial
2. A East Timor Coffe Academy deve proceder a alterações e
1. É concedida licença de funcionamento e acreditação inicial correcções nos planos curriculares e programáticos para
à East Timor Coffe Academy. os efeitos previstos no número anterior.

2. A licença de funcionamento é válida por cinco anos, po- Artigo 5.º


dendo ser revogada caso deixem de existir condições e re- Deveres
quisitos, nomeadamente técnicos ou pedagógicos, sufi-
cientes para o regular funcionamento do estabelecimento 1. Durante o período referido no n.º 2 do artigo 1.º do presente
de ensino. diploma ministerial, a East Timor Coffe Academy fica obri-
gada a elaborar um relatório anual relativo ao seu funciona-
3. A análise das condições técnicas e pedagógicas indispen- mento integral.
sáveis ao funcionamento do estabelecimento de ensino é
efectuada através de um processo de avaliação anual. 2. Tendo obtido 73,22% no conjunto dos padrões avaliados,

Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2957


Jornal da República
mas apenas 6,27% no que se refere aos critérios mínimos tivo principal a credibilização do ensino ministrado, o Governo
de Desenvolvimento Curricular, bem como 0% nas cate- da República Democrática de Timor-Leste iniciou, em 2006, um
gorias de Corpo Docente e Bibliotecas e Recursos de processo de avaliação e acreditação baseado em padrões in-
Aprendizagem, fica ainda obrigada a manter os níveis dos ternacionais, com o objectivo de proceder a uma avaliação da
pa-drões considerados satisfeitos, a melhorar o nível do qualidade do ensino superior.
padrão parcialmente satisfeito, bem como a desenvolver
as iniciativas necessárias ao preenchimento dos padrões Em resultado do trabalho desenvolvido, foi elaborado o docu-
considerados não satisfeitos. mento intitulado "Padrões e Processos de Licenciamento e
Acreditação Inicial, 2007-2008", distribuído a todas as ins-
3. O relatório referido no n.º 1 do presente artigo é entregue tituições que operavam no ensino superior em 2007, ano em
à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação Aca- que lhes foi solicitado que apresentassem candidatura ao pro-
démica. cesso de Licenciamento e Acreditação Inicial, em conformidade
com os 78 Padrões e Indicadores dos Padrões de Acreditação
Artigo 6.º contidos no referido documento.
Concessão de diplomas
Apresentaram candidatura 14 instituições que, em 2008, foram
1. A East Timor Coffe Academy fica obrigada a solicitar auto- sujeitas a avaliação externa internacional, com assistência
rização ao Ministério da Educação para diplomar os for- técnica do Banco Mundial, para efeitos de licenciamento e
mandos que concluírem os cursos do ensino superior téc- acreditação inicial. 7 das instituições avaliadas foram acre-
nico, conferentes de diploma II, referidos no artigo 3.º do ditadas, 5 ficaram em período probatório e 2 foram rejeitadas.
presente diploma ministerial.
Importa agora autorizar o funcionamento do Instituto de
2. A autorização referida no número anterior é requerida até Ciências Religiosas "São Tomás de Aquino", uma das ins-
trinta dias antes da data prevista para a concessão dos di- tituições com acreditação institucional, sem prejuízo de uma
plomas, devendo o pedido ser acompanhado de uma lista, posterior avaliação aos planos curriculares, seus programas e
em suporte de papel e em suporte electrónico, com o nome respectivos conteúdos, com vista à acreditação da formação
completo dos diplomandos, respectivos cursos e iden- nele realizada.
tificação do nível do diploma a atribuir.
Assim:
Artigo 7.º
Entrada em vigor O Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo do
artigo 24.º do Decreto-Lei N.º 7/2007, de 5 de Setembro, e do n.º
O presente diploma ministerial entra em vigor no dia seguinte 2 do artigo 6.º do Decreto-Lei N.º 2/2008, de 16 de Janeiro,
à data da sua publicação. publicar o seguinte diploma:

Aprovado pelo Ministro da Educação aos 23 de Janeiro de Artigo 1.º


2009 Atribuição de licença de funcionamento e acreditação
inicial

O Ministro da Educação 1. É concedida licença de funcionamento e acreditação inicial


ao Instituto de Ciências Religiosas "São Tomás de Aquino".
2. A licença de funcionamento é válida por cinco anos, poden-
_____________________ do ser revogada caso deixem de existir condições e requi-
João Câncio Freitas, Ph.D sitos, nomeadamente técnicos ou pedagógicos, suficientes
para o regular funcionamento do estabelecimento de ensino.
3. A análise das condições técnicas e pedagógicas indis-
pensáveis ao funcionamento do estabelecimento de ensino
é efectuada através de um processo de avaliação anual.
4. O processo de avaliação referido no número anterior com-
Diploma Ministerial N.º 5/2009
pete à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação
Académica.
de 25 de Fevereiro
5. Em caso de degradação das condições técnicas e peda-
Concede licenciamento e acreditação inicial ao Instituto de gógicas, os responsáveis pelo estabelecimento de ensino
Ciências Religiosas "São Tomás de Aquino" serão notificados para no prazo de noventa dias proceder
à sua correcção.
Assistiu-se no período pós-independência, e na ausência de
quadro legal para o sector da educação, à proliferação, sem Artigo 2.º
qualquer controlo ou fiscalização, de Universidades, Institutos Local de actividade
e Academias, dos sectores privado e cooperativo, fornecedoras
de ensino pós-secundário de nível superior. Tendo como objec- Ao abrigo da licença de funcionamento concedida pelo
Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2958
Jornal da República
presente diploma ministerial, o Instituto de Ciências Religiosas cação para efectuar a graduação dos formandos que con-
"São Tomás de Aquino" exerce exclusivamente a sua actividade cluírem os cursos de bacharelato e de licenciatura referidos
na cidade de Díli. no artigo 3.º do presente diploma ministerial.

Artigo 3.º 2. A autorização referida no número anterior é requerida até


Cursos autorizados trinta dias antes da data de graduação, devendo o pedido
ser acompanhado de uma lista, em suporte de papel e em
1. O Instituto de Ciências Religiosas "São Tomás de Aquino" suporte electrónico, com o nome completo dos graduandos,
fica autorizado a realizar os seguintes cursos do ensino respectivos cursos e identificação do grau académico a
superior universitário: atribuir.

a) Curso de Serviço Social, conferente do grau de bacharel; Artigo 7.º


e Entrada em vigor

b) Curso de Formação de Professores para o Ensino da O presente diploma ministerial entra em vigor no dia seguinte
Moral e Religião Católicas, conferente do grau de ba- à data da sua publicação.
charel/licenciado.

2. A abertura de cursos diferentes dos referidos no número Aprovado pelo Ministro da Educação aos 23 de Janeiro de
anterior, fica dependente de autorização prévia do Minis- 2009
tério da Educação.

3. Não serão reconhecidos os cursos realizados em inobser- O Ministro da Educação


vância do disposto no número anterior.

Artigo 4.º _____________________


Avaliação dos planos curriculares, programas e respectivos João Câncio Freitas, Ph.D
conteúdos

1. No decurso do ano de 2010 será efectuada uma avaliação


aos planos curricular e aos programas e respectivos
conteúdos dos cursos identificados no n.º 1 do artigo an-
terior.
Diploma Ministerial N.º 6/2009
2. O Instituto de Ciências Religiosas "São Tomás de Aquino"
deve proceder a alterações e correcções nos planos de 25 de Fevereiro
curriculares e programáticos para os efeitos previstos no
número anterior. Concede licenciamento e acreditação inicial ao Díli Insti-
tute of Technology
Artigo 5.º
Deveres Assistiu-se no período pós-independência, e na ausência de
quadro legal para o sector da educação, à proliferação, sem
1. Durante o período referido no n.º 2 do artigo 1.º do presente qualquer controlo ou fiscalização, de Universidades, Institutos
diploma ministerial, o Instituto de Ciências Religiosas "São e Academias, dos sectores privado e cooperativo, fornecedoras
Tomás de Aquino" fica obrigado a elaborar um relatório de ensino pós-secundário de nível superior. Tendo como objec-
anual relativo ao seu funcionamento integral. tivo principal a credibilização do ensino ministrado, o Governo
da República Democrática de Timor-Leste iniciou, em 2006, um
2. Tendo obtido a percentagem máxima na maioria dos padrões processo de avaliação e acreditação baseado em padrões in-
avaliados, mas apenas 6,27% no que se refere ao Corpo ternacionais, com o objectivo de proceder a uma avaliação da
Docente e Plano de Desenvolvimento, fica ainda obrigado qualidade do ensino superior.
a manter os níveis dos padrões considerados satisfeitos e
a melhorar o nível do padrão parcialmente satisfeito. Em resultado do trabalho desenvolvido, foi elaborado o docu-
mento intitulado "Padrões e Processos de Licenciamento e
3. O relatório referido no n.º 1 do presente artigo é entregue Acreditação Inicial, 2007-2008", distribuído a todas as
à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação Aca- instituições que operavam no ensino superior em 2007, ano
démica. em que lhes foi solicitado que apresentassem candidatura ao
processo de Licenciamento e Acreditação Inicial, em confor-
Artigo 6.º midade com os 78 Padrões e Indicadores dos Padrões de Acre-
Graduação ditação contidos no referido documento.

1. O Instituto de Ciências Religiosas "São Tomás de Aquino" Apresentaram candidatura 14 instituições que, em 2008, foram
fica obrigado a solicitar autorização ao Ministério da Edu- sujeitas a avaliação externa internacional, com assistência téc-
Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2959
Jornal da República
nica do Banco Mundial, para efeitos de licenciamento e acre- c) Curso de Ciências dos Computadores, conferente do
ditação inicial. 7 das instituições avaliadas foram acreditadas, grau de bacharel/licenciado;
5 ficaram em período probatório e 2 foram rejeitadas.
d) Curso de Agro-Gestão, conferente do grau de bacharel/
Importa agora autorizar o funcionamento do Díli Institute of licenciado;
Technology, uma das instituições com acreditação institucio-
nal, sem prejuízo de uma posterior avaliação aos planos curricu- e) Curso de Gestão Turística, conferente do grau de ba-
lares, seus programas e respectivos conteúdos, com vista à charel/licenciado;
acreditação da formação nele realizada.
f) Curso de Gestão e Políticas Públicas, conferente do
Assim: grau de bacharel/licenciado;

O Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo do g) Curso de Gestão de Finanças, conferente do grau de
artigo 24.º do Decreto-Lei N.º 7/2007, de 5 de Setembro, e do n.º bacharel/licenciado;
2 do artigo 6.º do Decreto-Lei N.º 2/2008, de 16 de Janeiro,
publicar o seguinte diploma: h) Curso de Gestão Petrolífera, conferente do grau de ba-
charel/licenciado; e
Artigo 1.º
Atribuição de licença de funcionamento e acreditação i) Curso de Engenharia Petrolífera, conferente do grau de
inicial bacharel/licenciado;

1. É concedida licença de funcionamento e acreditação inicial 2. No Pólo do enclave de Oe-Cusse Ambeno, o Díli Institute
ao Díli Institute of Technology. of Technology fica autorizado a realizar os seguintes
cursos:
2. A licença de funcionamento é válida por cinco anos, po-
dendo ser revogada caso deixem de existir condições e re- a) Curso de Ciências dos Computadores, conferente do
quisitos, nomeadamente técnicos ou pedagógicos, sufi- grau de bacharel/licenciado; e
cientes para o regular funcionamento do estabelecimento
de ensino. b) Curso de Gestão e Políticas Públicas, conferente do
grau de bacharel/licenciado;
3. A análise das condições técnicas e pedagógicas indis-
pensáveis ao funcionamento do estabelecimento de ensino 3. A abertura de cursos diferentes dos referidos nos n.ºs 1 e 2
é efectuada através de um processo de avaliação anual. do presente artigo, fica dependente de autorização prévia
do Ministério da Educação.
4. O processo de avaliação referido no número anterior com-
pete à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação Aca- 4. Não serão reconhecidos os cursos realizados em inobser-
démica. vância do disposto no número anterior.

5. Em caso de degradação das condições técnicas e peda- Artigo 4.º


gógicas, os responsáveis pelo estabelecimento de ensino Avaliação dos planos curriculares, programas e respectivos
serão notificados para no prazo de noventa dias proceder conteúdos
à sua correcção.
1. No decurso do ano de 2010 será efectuada uma avaliação
Artigo 2.º aos planos curriculares e aos programas e respectivos
Locais de actividade conteúdos dos cursos identificados nos n.ºs 1 e 2 do artigo
anterior.
Ao abrigo da licença de funcionamento concedida pelo
presente diploma ministerial, o Díli Institute of Technology 2. O Díli Institute of Technology deve proceder a alterações
exerce, no âmbito do ensino superior, exclusivamente a sua e correcções nos planos curriculares e programáticos para
actividade na cidade de Díli e no enclave de Oe-Cusse Ambeno. os efeitos previstos no número anterior.

Artigo 3.º Artigo 5.º


Cursos autorizados Deveres

1. O Díli Institute of Technology fica autorizado a realizar os 1. Durante o período referido no n.º 2 do artigo 1.º do presente
seguintes cursos no Pólo de Díli: diploma ministerial, o Díli Institute of Technology fica
obrigado a elaborar um relatório anual relativo ao seu fun-
a) Curso de Engenharia Civil, conferente do grau de ba- cionamento integral.
charel/licenciado;
2. Tendo obtido 92,88% no conjunto dos padrões avaliados,
b) Curso de Engenharia Mecânica, conferente do grau de mas apenas 6,27% no que se refere aos critérios mínimos
bacharel/licenciado; de Desenvolvimento Curricular e a Bibliotecas e Recursos
Série I, N.° 6 Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2009 Página 2960
Jornal da República
de Aprendizagem, fica ainda obrigado a manter os níveis liação da qualidade do ensino superior.
dos padrões considerados satisfeitos e a melhorar os níveis
dos padrões parcialmente satisfeitos. Em resultado do trabalho desenvolvido, foi elaborado o docu-
mento intitulado "Padrões e Processos de Licenciamento e
3. O relatório referido no n.º 1 do presente artigo é entregue Acreditação Inicial, 2007-2008", distribuído a todas as ins-
à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação Aca- tituições que operavam no ensino superior em 2007, ano em
démica. que lhes foi solicitado que apresentassem candidatura ao
processo de Licenciamento e Acreditação Inicial, em
Artigo 6.º conformidade com os 78 Padrões e Indicadores dos Padrões
Graduação de Acreditação contidos no referido documento.

1. O Díli Institute of Technology fica obrigado a solicitar Apresentaram candidatura 14 instituições que, em 2008, foram
autorização ao Ministério da Educação para efectuar a gra- sujeitas a avaliação externa internacional, com assistência téc-
duação dos formandos que concluírem os cursos de bacha- nica do Banco Mundial, para efeitos de licenciamento e acre-
relato e de licenciatura referidos no artigo 3.º do presente ditação inicial. 7 das instituições avaliadas foram acreditadas,
diploma ministerial. 5 ficaram em período probatório e 2 foram rejeitadas.

2. A autorização referida no número anterior é requerida até Importa agora autorizar o funcionamento do Instituto Supe-
trinta dias antes da data de graduação, devendo o pedido rior Cristal, uma das instituições com acreditação institucional,
ser acompanhado de uma lista, em suporte de papel e em sem prejuízo de uma posterior avaliação aos planos curri-
suporte electrónico, com o nome completo dos graduandos, culares, seus programas e respectivos conteúdos, com vista à
respectivos cursos e identificação do grau académico a acreditação da formação nele realizada.
atribuir.
Assim:
Artigo 7.º
Entrada em vigor O Governo, pelo Ministro da Educação, manda, ao abrigo do
artigo 24.º do Decreto-Lei N.º 7/2007, de 5 de Setembro, e do n.º
O presente diploma ministerial entra em vigor no dia seguinte 2 do artigo 6.º do Decreto-Lei N.º 2/2008, de 16 de Janeiro,
à data da sua publicação. publicar o seguinte diploma:

Aprovado pelo Ministro da Educação aos 23 de Janeiro de Artigo 1.º


2009 Atribuição de licença de funcionamento e acreditação
inicial

O Ministro da Educação 1. É concedida licença de funcionamento e acreditação inicial


ao Instituto Superior Cristal.

_____________________ 2. A licença de funcionamento é válida por cinco anos, poden-


João Câncio Freitas, Ph.D do ser revogada caso deixem de existir condições e requi-
sitos, nomeadamente técnicos ou pedagógicos, suficientes
para o regular funcionamento do estabelecimento de ensino.

3. A análise das condições técnicas e pedagógicas indis-


pensáveis ao funcionamento do estabelecimento de ensino
é efectuada através de um processo de avaliação anual.

Diploma Ministerial N.º 7/2009 4. O processo de avaliação referido no número anterior com-
pete à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação Aca-
de 25 de Fevereiro démica.

Concede licenciamento e acreditação inicial ao Instituto 5. Em caso de degradação das condições técnicas e peda-
Superior Cristal gógicas, os responsáveis pelo estabelecimento de ensino
serão notificados para no prazo de noventa dias proceder
Assistiu-se no período pós-independência, e na ausência de à sua correcção.
quadro legal para o sector da educação, à proliferação, sem
qualquer controlo ou fiscalização, de Universidades, Institutos Artigo 2.º
e Academias, dos sectores privado e cooperativo, fornecedoras Local de actividade
de ensino pós-secundário de nível superior. Tendo como ob-
jectivo principal a credibilização do ensino ministrado, o Go- Ao abrigo da licença de funcionamento concedida pelo
verno da República Democrática de Timor-Leste iniciou, em presente diploma ministerial, o Instituto Superior Cristal exerce,
2006, um processo de avaliação e acreditação baseado em pa- no âmbito do ensino superior, exclusivamente a sua actividade
drões internacionais, com o objectivo de proceder a uma ava- na cidade de Díli.
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Jornal da República
Artigo 3.º os níveis dos padrões considerados satisfeitos, a melhorar
Cursos autorizados os níveis dos padrões parcialmente satisfeitos, bem como
a desenvolver as iniciativas necessárias ao preenchimento
1. O Instituto Superior Cristal fica autorizado a realizar os dos padrões considerados não satisfeitos.
seguintes cursos:
3. O relatório referido no n.º 1 do presente artigo é entregue
a) Curso de Economia e Contabilidade, conferente do grau à Comissão Nacional de Avaliação e Acreditação Acadé-
de bacharel; mica.

b) Curso de Matemática para o Ensino, conferente do grau Artigo 6.º


de bacharel/licenciado; Graduação

c) Curso de Física para o Ensino, conferente do grau de 1. O Instituto Superior Cristal fica obrigado a solicitar
bacharel/licenciado; autorização ao Ministério da Educação para efectuar a gra-
duação dos formandos que concluírem os cursos de bacha-
d) Curso de Química para o Ensino, conferente do grau de relato e de licenciatura referidos no artigo 3.º do presente
bacharel/licenciado; diploma ministerial.

e) Curso de Língua Inglesa para o Ensino, conferente do 2. A autorização referida no número anterior é requerida até
grau de bacharel/licenciado; trinta dias antes da data de graduação, devendo o pedido
ser acompanhado de uma lista, em suporte de papel e em
f) Curso de Língua Portuguesa para o Ensino, conferente suporte electrónico, com o nome completo dos graduandos,
do grau de bacharel/licenciado; respectivos cursos e identificação do grau académico a
atribuir.
g) Curso de Sociologia, conferente do grau de bacharel/li-
cenciado; e Artigo 7.º
Entrada em vigor
h) Curso de Psicologia, conferente do grau de bacharel/li-
cenciado. O presente diploma ministerial entra em vigor no dia seguinte
à data da sua publicação.
1. A abertura de cursos diferentes dos referidos no número
anterior, fica dependente de autorização prévia do Minis-
tério da Educação. Aprovado pelo Ministro da Educação aos 23 de Janeiro de
2009
2. Não serão reconhecidos os cursos realizados em inobser-
vância do disposto no número anterior.
O Ministro da Educação
Artigo 4.º
Avaliação dos planos curriculares, programas e respectivos
conteúdos
_____________________
1. No decurso do ano de 2010 será efectuada uma avaliação João Câncio Freitas, Ph.D
aos planos curriculares e aos programas e respectivos con-
teúdos dos cursos identificados no n.º 1 do artigo anterior.

2. O Instituto Superior Cristal deve proceder a alterações e


correcções nos planos curriculares e programáticos para
os efeitos previstos no número anterior.

Artigo 5.º
Deveres

1. Durante o período referido no n.º 2 do artigo 1.º do presente


diploma ministerial, o Instituto Superior Cristal fica obri-
gado a elaborar um relatório anual relativo ao seu funcio-
namento integral.

2. Tendo obtido 73,22% no conjunto dos padrões avaliados,


mas apenas 6,27% no que se refere aos critérios mínimos
de Desenvolvimento Curricular e 0% relativamente ao
Corpo Docente e Plano de Desenvolvimento e a Bibliotecas
e Recursos de Aprendizagem, fica ainda obrigado a manter
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