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Baixa Idade Média Ii

O documento aborda a transição da Baixa Idade Média para o Renascimento Comercial e Urbano, destacando o surgimento da burguesia e o desenvolvimento do comércio nas cidades italianas e no norte da Europa. A crise do século XIV, impulsionada pela Peste Negra e pela Guerra dos Cem Anos, resultou em revoltas camponesas e na luta por autonomia das cidades frente aos senhores feudais. As corporações de mercadores e ofício surgiram como instituições que moldaram a economia monetária, contribuindo para a transição do feudalismo ao capitalismo.

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Baixa Idade Média Ii

O documento aborda a transição da Baixa Idade Média para o Renascimento Comercial e Urbano, destacando o surgimento da burguesia e o desenvolvimento do comércio nas cidades italianas e no norte da Europa. A crise do século XIV, impulsionada pela Peste Negra e pela Guerra dos Cem Anos, resultou em revoltas camponesas e na luta por autonomia das cidades frente aos senhores feudais. As corporações de mercadores e ofício surgiram como instituições que moldaram a economia monetária, contribuindo para a transição do feudalismo ao capitalismo.

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A TOCA DA Turma: EsPCEx MANHÃ

REVOLUÇÃO Disciplina: HISTÓRIA

BAIXA IDADE MÉDIA II (SÉC. X – XV) Consequências:

O RENASCIMENTO COMERCIAL  Retorno das transações financeiras;


 Reaparecimento da moeda;
Características:  A terra deixou de ser a única expressão de riqueza,
aparecendo com destaque um novo grupo social, os
 4ª Cruzada Comercial (1202 – 1204); mercadores.
 Burguesia italiana de Gênova e Veneza;
 Fechamento do Mar Mediterrâneo; Os Impactos da Crise do Século XIV
 Monopólio italiano;
 Desenvolvimento do comércio das cidades italianas devido A partir do século XIV, o comércio das feiras de Champanhe,
às condições geográficas favoráveis e ao fortalecimento de na França, atravessou uma séria crise devido à Peste Negra (Peste
suas ligações comerciais com o Oriente; Bubônica) e à Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453), que envolveu a
 Surgimento, a partir do século XII, das hansas ou ligas, Inglaterra e a própria França.
poderosas associações de comerciantes que reuniam os O declínio de Champanhe contribuiu para a ascensão
interesses de inúmeras cidades; econômica da região de Flandres, porém para acessar tal região era
 Hansa Teutônica – Associação de mercadores alemães que um tanto complicado, pois a principal rota para acessá-la era o Rio
praticavam o comércio de produtos da região dos mares Reno, e, passando por ele, os mercadores eram obrigados a pagar
Báltico e do Norte. Depois, a Hansa Teutônica passou a se taxas pelo direito de passagem pelas terras dos senhores feudais da
chamar Liga Hanseática e chegou a reunir cerca de 80 região.
cidades, sob a liderança da cidade alemã Lübeck; Por causa disso, os italianos começaram a utilizar uma rota
 Desenvolvimento do comércio no norte da Europa (Europa alternativa para alcançar Flandres, atravessando o Mar Mediterrâneo
Setentrional), nos mares Báltico e do Norte, sobretudo na em direção a Gibraltar (na Península Ibérica) e dali navegavam pelo
região de Flandres – com áreas na atual Bélgica e França –, Oceano Atlântico até chegar ao mar do Norte, onde encontramos
famosa pela produção de lã; Flandres (Bélgica).
Nesse processo, a Península Ibérica, mais precisamente a
região de Portugal, foi muito beneficiada pelas atividades mercantis.

RENASCIMENTO URBANO

A ascensão dos comerciantes permitiu o desenvolvimento


de uma vida urbana na Europa da Baixa Idade Média, iniciou-se a
passagem do feudalismo para o capitalismo, que somente se concluiu
com a Revolução Francesa em 1789, no final do século XVIII, a
sociedade estamental foi progressivamente cedendo espaço para
uma sociedade estruturada em classes e houve o êxodo rural, ou seja,
a migração das pessoas do campo em direção à cidade.
Muitos centros urbanos tomaram impulso a partir das
antigas vilas e cidades, enquanto outros surgiram espontaneamente
em locais mais bem situados.
A denominação burgos, pela qual são conhecidas as
cidades, deve-se ao fato de muitas delas serem fortificadas (burgo
vem do latim e significa “fortaleza”). As muralhas que as cercavam
serviam para proteger seus moradores, os burgueses, camada social
de comerciantes que surge no século XI.
Quando as muralhas já não mais abarcavam todos que
moravam dentro do burgo, erguiam-se novas muralhas ao redor das
primeiras, formando, portanto, uma série de anéis em torno do
 A intensificação das atividades comerciais no sul e no norte
núcleo original.
da Europa possibilitou a ligação entre essas regiões, através O desenvolvimento comercial das cidades era livre, mas elas
de rotas terrestres e fluviais; situavam-se em áreas pertencentes aos feudos. As cidades, portanto,
 Navegação por rios como o Danúbio, o Reno e o Ródano, submetiam à autoridade dos senhores feudais, e os burgueses eram
que possibilitava a aos mercadores realizar suas viagens de obrigados a pagar-lhes pesados impostos.
negócios, reunindo-se em feiras, que eram pontos de Por causa do crescimento das atividades comerciais e da
comércio temporário; ascensão da burguesia, as cidades passaram a lutar pela
 Até o século XIV, as mais importantes feiras se realizavam independência. Essa luta por autonomia urbana observou-se entre
em Champanhe, condado (feudo) francês localizado num meados do século XI até o século XIII e ficou conhecida como
dos pontos mais centrais da Europa Ocidental (oeste do movimento comunal.
continente), mais precisamente a leste de Paris, na França; Quando a independência das cidades se dava de modo
 Nesses mercados ambulantes, como as feiras que pacífico, havia, muitas vezes, o pagamento de uma indenização aos
aconteciam em Champanhe, os comerciantes do norte senhores feudais. Já quando os senhores feudais não aceitavam a
ofereciam seus produtos (tecidos, peles, madeira, mel e emancipação das cidades, as cidades buscavam apoio do rei e
peixes) aos italianos, adquirindo deles as mercadorias recorriam à luta armada (Para pensar: Formação do Estado Moderno
orientais. = Rei + Burguesia)

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A TOCA DA Turma: EsPCEx MANHÃ
REVOLUÇÃO Disciplina: HISTÓRIA

As cidades que se libertavam do feudo procuravam  A produção agrícola já não conseguia atender às
assegurar suas conquistas por meio das cartas de franquia, necessidades da população, que vinha crescendo em ritmo
documento por meio do qual se oficializavam as conquistas das acelerado;
cidades e da burguesia, que são as seguintes:  Limites técnicos da agricultura medieval não permitiam
a) direito de arrecadar impostos em benefício da própria cidade; grandes safras de alimentos;
b) não pagar mais impostos aos senhores feudais;  Algumas áreas de uso comum (manso comunal) passaram a
c) direito de organizar sua própria milícia; ser utilizadas para a criação de ovelhas e extração de lã;
d) autonomia administrativa e jurídica.  Retração econômica gerou crises de fome e morte;
 Crise de abastecimento de alimentos;
As cidades emancipadas recebiam diferentes denominações  Carência de metais e alimentos;
conforme o lugar em que estavam situadas.  Ruralização feudal escassa;
 Na Itália, as cidades eram chamadas de repúblicas;  A subnutrição facilitou a ocorrência de doenças (“Depois da
 Na Alemanha, chamavam-se cidades-livres; fome, a peste come”);
 Na Península Ibérica (Portugal e Espanha), chamavam-se  As péssimas condições de higiene (ausência de serviço de
conselhos; coleta de lixo. O lixo era lançado às ruas, sem esgoto e água
 Na França, recebiam o nome de comunas. encanada);
 A fome e as péssimas condições de higiene facilitaram a
AS CORPORAÇÕES ocorrência de uma terrível epidemia, a “grande peste.” Essa
epidemia, conhecida também como Peste Negra ou Peste
Emancipados dos feudos, as cidades possibilitaram o Bubônica, atingiu toda a Europa, desde Portugal, a oeste do
desenvolvimento da economia monetária e mercantil, que continente, até a Rússia, a leste (Estima-se que entre 1347 e
progressivamente ia substituindo a economia feudal. 1350, a Peste Negra tenha matado cerca de um terço da
Nas cidades medievais, as instituições econômicas básicas população europeia). A Peste Negra, vale ressaltar, era
eram as corporações de mercadores e as corporações de ofício. transmitida aos seres humanos por pulgas que picavam
As corporações de mercadores ou guildas eram associações ratos contaminados.
que buscavam garantir o monopólio do comércio local, limitando
fortemente o comércio feito por estrangeiros. Consequência:
Já as corporações de ofício impediam a concorrência entre As Revoltas Camponesas
os que produziam um mesmo artigo e faziam isso por meio do
controle dos preços. O número de mortes provocado pela fome e a peste
Na organização hierárquica das corporações de ofício, o provocou o despovoamento dos campos e cidades, a redução da mão
mais alto posto era ocupado pelo mestre artesão, proprietário da de obra e a alta nos preços dos alimentos. Os senhores feudais
oficina, da matéria-prima, das ferramentas e do produto final. exigiam, então, que os camponeses trabalhassem mais, além de
Estabelecia as técnicas de trabalho e os salários. aumentar os impostos que eles pagavam.
Abaixo do mestre artesão, havia os companheiros ou Essa situação provocou rebeliões populares, destacando-se
oficiais, que eram remunerados pelo seu trabalho como verdadeiros duas: a Jacquerie, na França (1385) e a Revolta de Watt Tyler, na
assalariados. Eram experientes e, por isso, tornavam-se mestres. Inglaterra (1381).
Na base da pirâmide, encontrávamos os aprendizes, que, Jacquerie era forma que a nobreza chamava os
geralmente, eram muito jovens, não tinham conhecimento profundo camponeses, que significa “João-ninguém.” Os milhares de
do ofício. Recebiam do mestre ensinamento sobre o ofício, camponeses que participaram dessa revolta incendiaram castelos,
alimentação, alojamento e vestuário. mataram nobres e queimaram documentos que os obrigavam ao
A mobilidade hierárquica de grande parte das corporações pagamento de taxas aos nobres. Obviamente, a nobreza reagiu a esse
reduziu significativamente no final da Idade Média, devido à movimento e desarticularam e combateram a revolta.
intensificação do comércio. Na Revolta de Watt Tyler, cerca de 10 mil camponeses
Influenciadas pela cultura cristã católica da época – a ingleses marcharam até Londres para exigir do rei Ricardo II a
Filosofia Escolástica -, as corporações condenavam, geralmente, a diminuição do número e do valor dos impostos. Inicialmente, o rei
usura, defendendo a ideia do “preço justo.” disse que iria atender às demandas dos revoltosos, mas depois
Uma mercadoria deveria ser vendida não visando a lucros convocou outros nobres e reprimiu brutalmente a revolta.
altíssimos, mas respeitando o preço da matéria-prima utilizada na sua
fabricação + o valor da mão de obra empregada no processo de Solução para a Crise Feudal do Século XIV:
produção.
Logo, as corporações defendiam o teocentrismo medieval,  Formação de Estados Nacionais Modernos;
limitavam os lucros, seguiam as regras impostas pela Igreja (como a  Centralização e unificação política;
condenação da usura – lucro) e não tinham uma mentalidade tão  Formação de um Exército nacional e profissional;
capitalista, estando mais ligadas a uma concepção de vida feudal.
 Expansão Marítima;
Porém, ao mesmo tempo, essas corporações contribuíram para o
 Quebra do monopólio de cidades italianas.
desenvolvimento urbano-burguês comercial, revelando que essas
instituições foram a materialização da passagem ou transição do
feudalismo para o capitalismo.

A CRISE FEUDAL DO SÉCULO XIV

Motivos:

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