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Mediação da Informação e Protagonismo Social

O artigo discute a mediação da informação como um processo que envolve a interação entre profissionais da informação e usuários, destacando o papel dos bibliotecários na promoção do protagonismo social, acolhimento e empoderamento. A mediação é vista como uma série de ações que visam aumentar a consciência social dos usuários, utilizando fundamentos da saúde pública para enriquecer a prática da Ciência da Informação. O objetivo é refletir sobre como essas dinâmicas podem transformar a relação do usuário com a informação e sua representação social.

Enviado por

Marcos Praddo
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Mediação da Informação e Protagonismo Social

O artigo discute a mediação da informação como um processo que envolve a interação entre profissionais da informação e usuários, destacando o papel dos bibliotecários na promoção do protagonismo social, acolhimento e empoderamento. A mediação é vista como uma série de ações que visam aumentar a consciência social dos usuários, utilizando fundamentos da saúde pública para enriquecer a prática da Ciência da Informação. O objetivo é refletir sobre como essas dinâmicas podem transformar a relação do usuário com a informação e sua representação social.

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DOI: 10.33467/conci.v3.i1.

12890
ConCI: Conv. Ciênc. Inform., v. 3, n. 1, p. 2-24, jan./abr. 2020 ARTIGO ORIGINAL

Vertentes propositivas para a mediação da informação

Propositional trend for information mediation

Tendencias proposicionales para la mediación de la


información

Marcos Aparecido Rodrigues do PRADO1


Dimitria Silva Vasconcelos dos SANTOS2

Correspondência

Autor para correspondência: Marcos Aparecido


Rodrigues do Prado
Endereço completo: Primeira Travessa São
Pedro, nº 20, Praia de Garça Torta, Maceió –
Alagoas. CEP: 57039-022
E-mail: [Link]@[Link]
ORCID: [Link]
3280

Submetido em: 07/01/2020


Aceito em: 24/05/2020
Publicado em: 10/06/2020

1
Professor Adjunto do Curso de Biblioteconomia, ICHCA/UFAL. Graduado em
Biblioteconomia pela UEL, mestre e doutor em Ciência da Informação pela Unesp Marília.
E-mail: [Link]@[Link]
2
Estudante de graduação do Curso de Biblioteconomia, ICHCA/UFAL. E-mail:
dimitria.v.s@[Link]

3
DOI: 10.33467/conci.v3.i1.12890
ConCI: Conv. Ciênc. Inform., v. 3, n. 1, p. 2-24, jan./abr. 2020 ARTIGO ORIGINAL

RESUMO
A mediação da informação se caracteriza por um processo articulado da interferência
realizada pelos profissionais da informação com os usuários de recursos e ambientes
informacionais. Por conseguinte, os bibliotecários assumem um papel significativo para
estruturar as atividades de mediação visando estabelecer prioridades na interlocução do
usuário em que a noção de subjetividade individual se apresenta como característica da
essência humana. Logo, a mediação da informação envolve um conjunto de ações,
inclusive políticas, para determinar a amplitude da representação social do indivíduo.
Assim, o presente artigo tem como propósito fundamental ampliar as reflexões teóricas da
mediação da informação pelo protagonismo social, acolhimento e empoderamento. Tais
condições são entendidas como vertentes propositivas operacionalizadas como dinâmicas
interativas que notabilizam o foco no desenvolvimento das capacidades de consciência
social do usuário. Na abordagem deste estudo a mediação da informação se desenvolve
por meio de atitudes representativas para provocar mudanças que permitem ao indivíduo
se empoderar por tomar consciência de seu espaço histórico e cultural na sociedade. Neste
sentido, utiliza-se de fundamentos teóricos extraídos da saúde pública estabelecendo
diálogos propositivos com a Ciência da Informação. Portanto, tendo como base os ideais
da universalização da saúde, os usuários de bibliotecas e sistemas de informação são
assumidamente tratados como sujeitos prioritários frente aos desafios de mediação da
informação pelas formas implícitas ou explícitas desse processo.
Palavras-chave: Acolhimento. Empoderamento. Mediação da informação. Protagonismo
social. Usuário.

ABSTRACT
Information mediation is characterized by an articulated interference process involving
information professionals and users of information resources and environments. Therefore,
librarians play a significant role in structuring mediation activities in order to establish
priorities in the user's dialogue, in which the notion of individual subjectivity presents itself
as a characteristic of the human essence. Thus, information mediation involves a set of
actions, including policies, to determine the breadth of the individual's social
representation. In this context, this article has, as its fundamental purpose, to broaden the
theoretical reflections on information mediation through social protagonism, user
embracement and empowerment. Such conditions are understood as propositional trends
operationalized as interactive dynamics that highlight the focus on the development of the
user's social awareness capacities. In this study’s approach, information mediation is
developed through representative attitudes to bring about changes that enable the
individuals to empower themselves by becoming aware of their historical and cultural space
in society. Therefore, users of libraries and information systems are admittedly treated as
priority subjects of the librarian’s work in the face of the challenges posed by information
mediation through implicit or explicit forms of this process.
Keywords: Empowerment. Information mediation. Social protagonism. User. User
embracement.

RESUMEN
La mediación de la información se caracteriza por un proceso articulado de interferencia
de profesionales de la información con los usuarios de recursos y entornos de información.
Por lo tanto, los bibliotecarios tienen un papel importante en la estructuración de las
actividades de mediación para establecer prioridades en el diálogo del usuario, en el que
la noción de subjetividad individual se presenta como una característica de la esencia
humana. Así, la mediación de información implica un conjunto de acciones, las políticas
incluidas, para determinar la amplitud de la representación social del individuo. En este
contexto, este artículo tiene como objetivo fundamental ampliar las reflexiones teóricas de
la mediación de la información a través del protagonismo social, la recepción del usuario y
el empoderamiento. Tales condiciones se entienden como direcciones proposicionales
operacionalizados como dinámicas interactivas que resaltan el enfoque en el desarrollo de
las capacidades de conciencia social del usuario. En el enfoque de este estudio, la
mediación de la información se desarrolla a través de actitudes representativas para lograr

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cambios que permitan a lo individuo empoderarse al tomar conciencia de su espacio


histórico y cultural en la sociedad. Por lo tanto, los usuarios de bibliotecas y sistemas de
información son tratados como un tema prioritario del trabajo del bibliotecario frente a los
desafíos que plantea la mediación de la información a través de formas implícitas o
explícitas de este proceso.
Palabras clave: Empoderamiento. Mediación de información. Protagonismo social.
Recepción del usuario. Usuario.

1 INTRODUÇÃO

O presente estudo reflete a mediação da informação


considerando a combinação de atitudes como vertentes a serem
exploradas por este processo. Assim, o protagonismo social, o
acolhimento e o empoderamento correspondem a princípios
fundamentais da interação entre o profissional da informação
com o usuário. Partindo do estabelecimento dessa ideia como
elemento teórico propositivo destaca-se a importância do papel
do bibliotecário na mediação da informação.
Embasado pelo compromisso social ao qual se espera que
bibliotecário ofereça como diferencial da sua competência
profissional para atuar na sociedade, tais vertentes assumem
uma relevância ímpar e significativa. Dito isso, o objetivo deste
artigo consiste em apresentar contribuições teóricas que
refletem novas perspectivas à mediação da informação e
resultando na atuação consciente da interferência estabelecida
pelo bibliotecário.
Metodologicamente este estudo se fundamenta por uma
revisão de literatura nutrida por diálogos multidisciplinares com
destaque ao subsídio conceitual de publicações científicas do
domínio de saúde pública. Esta especialidade de área do
conhecimento foi selecionada por oferecer inúmeros trabalhos
que definem e caracterizam atitudes humanizadoras que prezam

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pelo respeito às diferenças e o bem-estar dos usuários do


sistema de saúde pública. Portanto, Biblioteconomia e Ciência da
Informação são fundamentalmente refletidas nas perspectivas
da mediação da informação pelo aporte teórico de elementos
conceituais extraídos da saúde pública. No entanto, faz-se mister
apresentar esclarecimentos de que a mediação da informação
representa um processo ao qual o bibliotecário protagoniza
visando ampliar as capacidades de desenvolvimento intelectual
e da consciência humana aos usuários.
Notadamente, o presente artigo almeja potencializar as
discussões e reflexões teóricas em que a mediação da
informação assume relevância primordial à condição de objeto
da Ciência da Informação.

2 ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO PROTAGONISMO SOCIAL

Conceitualmente adota-se a definição de protagonismo


social que Gomes (2019) atribui à consciência de pertencimento
dos indivíduos inseridos em um determinado contexto histórico
e sociocultural. Nesse sentido, “[...] representa, em sua
essência, uma ação de resistência contra a opressão,
discriminação, apartheid social, rejeição, desrespeito e negação
ao diferente [...]” (GOMES, 2019, p. 11).
É importante ressaltar que a expressão “protagonismo
social” compreende a uma dinâmica multifacetada da qual abre
margem de interesse interdisciplinar. Essas abordagens
diversificadas oferecem inúmeras contribuições para a formação
do seu significado conceitual. No entanto, precede o sentido de
representar a “[...] luta por direitos de diferentes naturezas”

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(PERROTTI, 2017, p. 13). Logo, o protagonismo se expressa


como uma postura de luta e empoderamento pela consciência de
sua identidade social.
Desse modo, entende-se que o protagonista social tem
como objetivo provocar mudanças e atitudes no ambiente do
qual ele faz parte. Assim sendo, reconhece-se que o protagonista
é um ator social que representa papel estrategicamente
importante em um determinado contexto. Logo, trata-se de um
indivíduo que procura estimular ideias e que reconhece no seu
próximo a capacidade de intervir no meio social, ocasionando
transformações direcionadas às realidades do cotidiano (FARIAS;
COSTA, 2017; GOMES; NOVO, 2017). Enfim, o protagonista é o
agente consciente do seu papel e da sua função social e imbuído
dessas responsabilidades age proativamente pelas suas
competências adequando recursos que gerem autonomia crítica
aos envolvidos.
De acordo com Gomes (2017, p. 27):
O protagonismo social representa o caminho humanizador do
mundo e, portanto, promissor da construção ética de relações
sociais capazes de assegurar o espaço crítico, de dialogia,
criatividade e alteridade.

Em tal perspectiva, o protagonista intervém socialmente


como um mediador consciente do seu papel e da sua função na
adversa realidade de atuação à qual compreende o seu
envolvimento profissional.
Vale destacar que o protagonista social luta não somente
por igualdade e oportunidades. Em sua essência, esse agente
social também atua para que outros indivíduos se tornem
sujeitos conscientes e empoderados possibilitando articular

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transformações sociais no meio ao qual pertencem e que ao


mesmo tempo desenvolvam o sentimento de pertencimento na
sociedade.
Para Perrotti (2017, p. 14), o protagonismo social:
significa resistência, combate, enfrentamento de antagonismos
produzidos pelo mundo físico e/ou social e que afetam a todos.
Significa tomada de posição dianteira face a obstáculos que
ameaçam a espécie (causados por pessoas, animais, circunstâncias,
sentimentos, ideias, preconceitos e etc.). Daí que protagonistas
assumem a luta pela construção, pela criação, como atitude face ao
mundo. Lutar, mais que enfrentamento “contra”, é modo de ser e
de estar, de produzir e de cuidar de um mundo comum, habitável e
convivial.

Ainda, segundo Perrotti (2017), o protagonismo indica um


lugar, que na perspectiva específica do autor supracitado remete
a algo visível e exposto, ou seja, é uma luta que não se dá em
ambientes ocultos, íntimos ou privados. Pelo contrário, é lugar
de evidente visibilidade e com perspectivas inclusivas. Em tal
condição, idealiza o pertencimento a todos os indivíduos, isto é,
assumindo os espaços e as esferas públicas como lugar de
convivência sem distinção.
O bibliotecário pode, e deve, atuar como protagonista social
em qualquer esfera da Biblioteconomia e da Ciência da
Informação. Desse modo, o bibliotecário como protagonista
idealiza na mediação da informação as condições significativas a
fim de se potencializar a interatividade com o usuário para
ampliar experiências recíprocas aos recursos informacionais.
Esse profissional opera a mediação de forma implícita e/ou
explícita para satisfazer as necessidades informacionais de seus
usuários, que se encontram inseridos em recortes sociais. Mas é
importante enfatizar que a satisfação informacional nunca é
plena e absoluta. Pois, segundo Almeida Júnior (2015a), o acesso

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à informação comumente provoca incertezas e dúvidas no sujeito


e, com isso, novas necessidades que exigem reformulações de
estratégias da mediação da informação.
Sendo assim, o papel desse profissional não se resume às
ações sociais e culturais, tão pouco, ao serviço de referência e
informação. Araújo (2017, p. 130) e Farias (201) reconhecem a
importância do protagonismo social como uma forma de
intervenção bibliotecária com propósitos específicos visando a
apropriação da informação. Nesse sentido, ambos os autores
supracitados consideram que a prática profissional é regida por
experiências fundamentais que direcionam o tratamento da
informação.
No entanto, Vergueiro (1994, p. 9) enfatiza que os
bibliotecários “[...] não devem permitir que as suas crenças e
opiniões a respeito do conteúdo dos documentos possam
interferir em seu trabalho de seleção de materiais para o acervo”.
Apesar desta necessária ausência de intenções deterministas, o
trabalho bibliotecário não possui neutralidade, imparcialidade ou
isenção, conforme criticamente discute Almeida Júnior (2015a;
2015b). Tais perspectivas remetem à ideia defendida por Freire
(1981) de que os posicionamentos representam manifestações
de preferências, inclusive ideológicas. Ainda segundo Freire
(1981), é importante identificar e reconhecer o quanto a
orientação de seus valores pessoais ou individuais remete a
princípios que condicionam a lógica de inclusão ou exclusão. Para
Farias e Costa (2017, p. 4) “[...] isso significa dizer que esse

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profissional deve se preocupar e estar atento às demandas dos


usuários, para o uso da informação de maneira mais consciente”.
Contudo, apesar das boas intenções envolverem
justificativas comumente apresentadas pelos bibliotecários na
mediação da informação, ressalta-se que os níveis de
interferências não excluem os propósitos de manipulações no
processo. Afinal, como reconhecem Almeida Júnior e Bortolin
(2008, p. 74), “A linha que separa a interferência da manipulação
é extremamente tênue”.
Frente aos desafios de uma postura profissional articulada
e comprometida com as necessidades específicas de informação
em uma comunidade diversificada de sujeitos sociais é que o
protagonismo se faz necessário às rotinas bibliotecárias. Em tal
direção se reconhece a pertinência e a relevância do tema aqui
tratado, especialmente em momento histórico de polarização
política sobre a situação atual na sociedade brasileira. Logo,
torna-se enfática a ideia de Farias (2017) que enxerga no perfil
do protagonista social como alguém intencionado a contribuir
com o seu meio de atuação profissional. Desse modo, o
protagonista social
[...] pode também ser estimulado pelo desenvolvimento de
competências em informação, as quais tendem a possibilitar ao
bibliotecário: antever problemas, responder prontamente aos
questionamentos de forma solícita, se dispondo a aprender
continuamente; utilizar os recursos disponíveis para obter sucesso
nas atividades empreendidas, formulando estratégias, e mostrando-
se hábil para superar obstáculos diários durante a execução de suas
atividades (FARIAS, 2016, p. 107).

Perrotti (2017, p. 16) identifica que dentre as qualidades de


um sujeito protagonista consta a postura desse em tomar para
si uma forma de ser, reconhecendo no outro como semelhante e

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dotado de uma identidade própria diante de uma sociedade


múltipla. Ou seja, protagonista social valoriza a empatia com a
diversidade social atuando profissionalmente a permitir
estruturas de representações compatíveis com as necessidades
informacionais específicas. Para Moura (2017, p. 96) “O
protagonismo revela a centralidade e a pertinência da
participação social de sujeitos identificados como ação coletiva
necessária a transformação social e a construção histórica”.
Assim, a atuação profissional comprometida pela atitude de
protagonismo social é, além de tudo, uma busca constante pela
troca de conhecimentos e saberes de diferentes níveis e
significados, o que faz da interação um elemento determinante
nos processos sociais (PERROTTI, 2017).
No entanto, se faz necessário enfatizar o comprometimento
efetivo do profissional envolvido no processo de mediação da
informação. Refletindo essa questão Farias e Varela (2017, p.
93) esclarecem que o mediador da informação deve se
desprender,
[...] de ideias conversadoras e estáticas, para poder sentir as
demandas de um grupo, se conscientizando de seu papel na
sociedade perante a responsabilidade social da área em que atua,
procurando incentivar a tolerância e abertura por parte dessa
sociedade face à diversidade cultural e étnica dos que vivem à
margem.

Logo, a mediação da informação está diretamente


relacionada com a capacidade de o profissional empreender
estruturas acolhedoras que são representadas nas minúcias da
sua atuação e no seu protagonismo social. Pois é por meio do
protagonismo social que se consegue construir espaços físicos de
acolhimentos e representatividades para as comunidades

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marginalizadas, sendo estes entendidos como locais seguros


para as suas demonstrações sociais e culturais. Com isso,
entende-se que “Consciência e respeito ao diferente (ao outro) e
ao seu espaço de voz no processo de interação são elementos
importantes e decisivos para a vida ativa” (GOMES, 2017, p. 38).
Envolvido pelo comprometimento profissional,
caracterizado com o protagonismo social, é possível construir
ambientes mais humanizados com pessoas aptas e que
identificam o real valor do usuário de equipamentos
informacionais, compreendendo especialmente as bibliotecas.
Nessa perspectiva, segundo Gomes (2017), o indivíduo que
trabalha com informação também é considerado como um
“sujeito de ação protagonista”. Pois suas atitudes e decisões são
condicionadas diretamente pela mediação estabelecida a fim de
se viabilizar o acesso e a apropriação da informação. Mas esse
processo não é uma aquisição automática para geração de
conhecimentos, afinal, envolve complexidades individuais de
certezas e incertezas. Farias (2017, p. 183) considera que “O
tratamento e a difusão da informação interferem na formação e
transformação de consciências”. Portanto, é pela informação,
entendida como fator determinante para alterar estruturas
pessoais e individuais, que a mediação encontra no
protagonismo social a sua dimensão mais comprometida para
atuação profissional do bibliotecário.
Para isso, é importante a compreensão da informação como
um recurso socialmente construído e que estabelece relações de
afinidades com as diversas esferas correspondentes aos fatores

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de comunicação. Nesse ponto de vista o entendimento


informacional se dá pelos processos comunicacionais que são
elaborados por meios e canais apropriados da condição humana.
São circunstâncias que interferem na realidade de uma biblioteca
enquanto unidade de informação e ambiente viável à
socialização. Consequentemente, o protagonismo social se faz
necessário nessa realidade para mediar e reafirmar identidades
e, com isso, favorecer alternativas suscetíveis ao
empoderamento.
Ressalta-se que a ênfase do trabalho do bibliotecário
consiste na apropriação da informação. Assim, para que este
profissional cumpra o seu papel social também deve assumir a
sua condição de protagonista, cuja responsabilidade social
consiste em organizar, preservar, disseminar, recuperar a
informação para o acesso, uso e apropriação pela comunidade
usuária. Tais condições favorecem o compromisso de fomentar o
espaço da interlocução entre os sujeitos em uma dinâmica
frenética que modifica constantemente o seu repertório
informacional (GOMES, 2017). Logo, entende-se que é pelas
reservas de informações que o ser humano, enquanto sujeito
histórico e sociocultural, articula a sua cognição para interpretar
e contextualizar o meio em que vive e, com isso, gerar e
aperfeiçoar conhecimentos.
Diante do exposto, se reconhece que é pela mediação da
informação a que o protagonismo social encontra o seu ápice de
responsabilidade na atuação profissional do bibliotecário frente
aos desafios e adversidades da sua profissão. Nessa perspectiva,

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entende-se que “[...] a mediação não estaria restrita apenas às


atividades relacionadas diretamente ao público atendido, mas
em todas as ações do profissional bibliotecário, em todo o fazer
desse profissional” (ALMEIDA JÚNIOR, 2008, p. 46). Disto isso,
considera-se oportuna e essencial a apresentação da definição
conceitual defendida por este artigo a respeito de mediação da
informação. Assim sendo, orienta-se o entendimento
considerando que a mediação da informação se refere a:
Toda ação de interferência – realizada em um processo, por um
profissional da informação e na ambiência de equipamentos
informacionais –, direta ou indireta; consciente ou inconsciente;
singular ou plural; individual ou coletiva; visando a apropriação de
informação que satisfaça, parcialmente e de maneira momentânea,
uma necessidade informacional, gerando conflitos e novas
necessidades informacionais (ALMEIDA JÚNIOR, 2015a, p. 25).

Notadamente, se percebe a importância do domínio da ação


bibliotecária pela mediação da informação a fim de contribuir
com o usuário visando aprimorar as estruturas da sua
representação na identidade social. Desse modo, entende-se que
é pelo protagonismo social a interface proativa do bibliotecário
para efetivamente se comprometer com o desenvolvimento do
usuário. Frente às reflexões apresentadas destaca-se que tais
ideais representam fundamentos almejados para uma biblioteca
realmente consciente e engajada com as questões sociais.
Assim, esta instituição deveria assumir os desafios de acolher a
sua comunidade usuária reconhecendo as individualidades como
características subjetivas dos sujeitos envolvidos em uma
diversidade social.

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ConCI: Conv. Ciênc. Inform., v. 3, n. 1, p. 2-24, jan./abr. 2020 ARTIGO ORIGINAL

Frisando o contexto acima apresentado, Figueiredo (1992,


p. 68, grifo da autora) identifica que o bibliotecário precisa,
necessariamente:
[...] ter empatia para com o usuário, não manter nenhum tipo de
preconceito em relação à pessoa ou à questão, e não permitir que o
seu ponto de vista pessoal interfira no trabalho que tem que realizar
como profissional.

Portanto, o bibliotecário que assume o seu papel de


protagonista social em uma determinada instituição recebe o
desafio de integrar e adaptar os conhecimentos técnicos acerca
da profissão. Isso somente é possível quando este profissional
interage com o olhar social-comunitário e for sensível em
proporcionar mudanças estruturais cotidianas, tornando assim a
biblioteca como um ambiente inclusivo e pertencente a todas e
todos.

3 VERTENTES PROPOSITIVAS PARA A MEDIAÇÃO DA


INFORMAÇÃO

Considerando a importância aqui retratada no processo de


mediação da informação este artigo implementa propostas de
representação ilustrativa em que três vertentes assumem a
ênfase resultante da interferência do bibliotecário na sua relação
informacional com o usuário. Assim, destaca-se que a Figura 1
contextualiza a noção da mediação da informação como dinâmica
interativa iniciada pelo protagonismo social devidamente
caracterizada enquanto vertente principiante do processo em
questão. Visualmente consta na sequência da Figura 1 a
demarcação propositiva das vertentes de acolhimento e

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empoderamento como princípios da sucessão encadeada pela


mediação da informação.
Figura 1 – Diagrama das vertentes de mediação da informação

Fonte: elaborada pelos autores (2019).

A Figura 1 contempla três enfoques estabelecidos pela


mediação da informação considerados como vertentes
fundamentais para o desenvolvimento desse processo. De
pronto, observa-se que o protagonismo social se encontra como
uma etapa crucial para a concretização das ações mediadoras
que visam o necessário atendimento do usuário, considerando as
suas subjetividades. Vale ressaltar que o protagonismo social
inserido na mediação da informação reforça o empenho do
profissional bibliotecário para os compromissos de respeito às
individualidades e os princípios éticos de responsabilidade social.
Outro aspecto que merece ser esclarecido condiz ao sentido de
“atendimento do usuário” aqui defendido englobando todas as
práticas profissionais envolvidas pelo fazer bibliotecário. Assim,
a expressão não se restringe a uma atividade interativa em que
se recorre unicamente pelo emprego da assistência oferecida na
mediação explícita. Logo, evidencia-se a relevância assumida

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nas questões implícitas que repercutem na mediação da


informação como fatores de representação tácita, consciente ou
inconscientemente.
Em seguida, a Figura 1, estabelece a ocorrência da segunda
etapa em que se refere à idealização do acolhimento dos
usuários, valendo-se de recursos e serviços informacionais
oferecidos pela biblioteca. Esta fase se refere ao tratamento
dispensado pelo bibliotecário para viabilizar representatividade
ao usuário pelas formas de mediação, implícita e explícita.
Destaca-se que o protagonismo social exerce papel fundamental
no processo por este demonstrar empatia acolhedora pelas
manifestações diversas que caracterizam as subjetividades dos
usuários.
Por fim, a terceira etapa do diagrama representado na
Figura 1. Em tal situação consagra-se o empoderamento como
resultado do protagonismo social visando acolher os usuários
pela mediação da informação. Assim, entende-se que a função
do protagonismo social somente se legitima quando o seu
resultado é promover o acolhimento para empoderar os usuários,
considerando as identidades desses sujeitos em âmbitos sociais
e culturalmente. Dito isso, notabiliza-se que a mediação da
informação configura a um processo de relevante importância na
atuação profissional do bibliotecário. Afinal, em tal perspectiva,
o empoderamento consiste na elevação da consciência do sujeito
sobre a sua identidade e o seu lugar de fala e de vivência social,
ou seja, seu autorreconhecimento como valor agregado da
informação.

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3.1 Acolhimento como princípio na Mediação da


Informação

A ideia fundamental que sustenta a concepção de


acolhimento aqui defendida se refere ao conjunto de ações,
conscientes ou inconscientes, que se manifesta tanto pela
mediação implícita quanto explícita. Nesse sentido, acolher
envolve a dimensão ética que Vergueiro (1994) identifica nas
relações profissionais e institucionais para garantir o
atendimento das necessidades informacionais do usuário. Logo,
considera-se importe a adoção de critérios e políticas para
orientar o atendimento como princípio norteador dos processos
de mediação da informação.
Entende-se como necessária a ênfase de que o acolhimento
não constitui exclusividade da assistência prestada ao usuário
pelo Serviço de Referência e Informação, ou seja, incumbência
restrita à mediação explícita em detrimento das suas formas
implícitas. Assim, a seleção de materiais para compor os acervos
bem como as atividades de organização e representação da
informação são formas determinantes de se estabelecer
mecanismos de acolhimento. Portanto, o acolhimento deve
privilegiar todas as etapas do trabalho bibliotecário e ser
sistematizado por políticas específicas que enfatizem a amplitude
fundamental na orientação deste princípio.
Tomando como base a relevância do protagonismo social
como atitude do bibliotecário frente ao processo de mediação da
informação o acolhimento assume uma postura de
profissionalismo e respeito com a comunidade usuária. Segundo

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Silva e Romano (2015, p. 364) o acolhimento representa o “[...]


encontro mediado pela escuta e pelo vínculo, o que aciona um
sentido de disponibilidade de tempo e compromisso para a sua
realização”. Nessa perspectiva, evidencia-se a prioridade do
usuário considerando as subjetividades do indivíduo como valor
institucional com ênfase no respeito à humanidade e as suas
diversas formas de expressões e manifestações.
Dadas as características apresentadas o acolhimento
assume como um fator indispensável a ser contemplado nos
princípios de mediação da informação, especialmente para
reforçar o caráter social da biblioteca.

3.2 Empoderamento como Resultado de um Processo

Como empoderamento se entende a capacidade


reconhecida para determinar uma posição social que afirma o
fortalecimento da sua identidade. De acordo com Kleba e
Wendausen (2009, p. 735), é:
Através desse processo, [que] pessoas renunciam ao estado de
tutela, de dependência, de impotência, e transformam-se em
sujeitos ativos, que lutam para si, com e para os outros por mais
autonomia e autodeterminação [...].

Assim, a consciência do indivíduo representa uma


capacidade motriz para potencializar engajamentos visando
transformar o meio social do qual pertence.
Na dinâmica do processo de mediação da informação o
empoderamento configura uma etapa resultante das ações
caracterizadas pelo protagonismo social em que o bibliotecário
desenvolve as formas de acolhimento ao usuário. Desse modo,
é pela mediação da informação que o empoderamento

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oportuniza ao sujeito as condições para ampliar o seu papel


social. Assim, todo esse processo sensibiliza no indivíduo uma
articulação mobilizada,
[...] dentro da sua realidade social, adquirindo novas formas de
enxergar as perspectivas de uma construção de realidade, [com
isso] o empoderamento se torna uma multiplicação de ideias
transformadoras” (FARIAS; COSTA, 2017, p. 2).

No entanto, ressalta-se que tal perspectiva somente se


concretiza quando há uma mediação transformadora em que o
bibliotecário está devidamente comprometido com o
protagonismo social. Logo, o acolhimento deve ser instituído
como princípio fundamental da mediação da informação.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estabelecidas as reflexões apresentadas, destaca-se que


este artigo reforça a ideia da mediação da informação como um
processo estratégico para o desenvolvimento social da função
bibliotecária. Pois esta dinâmica interativa representa uma
oportunidade do ambiente informacional para ampliar as suas
competências e influenciar posturas mais engajadas na
Biblioteconomia e na Ciência da Informação. Todavia, percebe-
se a ênfase de se refletir o papel social do bibliotecário na relação
com o usuário perpassando desde o tratamento documentário
até os meios e as formas para disponibilidade no acesso da
informação. Assim, entende-se que a mediação da informação
representa um processo ao qual merece o estabelecimento de
políticas institucionais embasadas em princípios que privilegiem
o desenvolvimento da autonomia e autodeterminação do
usuário.

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Frente aos desafios da mediação da informação em uma


sociedade cada vez mais globalizada economicamente e
amparada por tecnologias reafirma-se a importância das
questões éticas levantadas por Vergueiro (1994). Assim, o
protagonismo social que Gomes (2017; 2019) defende ao
engajamento do exercício profissional do bibliotecário representa
um caminho humanizador pela mediação da informação. Araújo
(2017) reconhece que o protagonismo social do bibliotecário
surge como uma categoria analítica focada na dimensão do
sujeito e com grande potencial a se firmar como um campo
teórico a opor-se ao determinismo profissional. Com isso,
Almeida Júnior e Bortolin (2008) recomendam ser preciso
superar os estigmas que persistem historicamente na função
bibliotecária pela ênfase no controle da preservação documental
em detrimento do acesso informacional pelo usuário.
Seguindo tais perspectivas, este artigo almeja uma ruptura
no continuísmo em que “[...] os bibliotecários se atêm a
aplicação de políticas já testadas e utilizadas em outros
equipamentos informacionais, com pouca ou nenhuma
adequação” (ALMEIDA JÚNIOR, 2015b, p. 134). Afinal, as
mudanças de paradigmas implicam no enfretamento de embates
permanentes que insistem desacreditar a competência do novo
e as reais possibilidades de transformações individuais e
coletivas. Mas o conservadorismo que insiste na permanência
estática é uma condição humana alimentada pelo medo da
alteração de modelos estruturais e mentais. Infelizmente, “A
Biblioteconomia e a Ciência da informação flertam, ambas, com

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o conservadorismo. Mais do que flertam, namoram e se casam


com o conservadorismo” (ALMEIDA JÚNIOR, 2015b, p. 133). No
entanto, as mudanças no fazer bibliotecário são oportunidades
para se testar e se vislumbrar novas perspectivas de soluções
aos problemas informacionais. Com a mediação da informação
não é diferente, desde que o usuário seja assumidamente
centralizado como prioridade dos processos informacionais
envolvidos.
Por fim, as vertentes aqui tratadas enfatizam a importância
do compromisso profissional do bibliotecário frente aos desafios
para envolver o usuário ao ponto desse se transformar por meio
dos recursos informacionais oferecidos. Notadamente, o
bibliotecário aqui retratado na sua responsabilidade profissional
assume a competência de mediador da informação. Nesta
função,
[...] terá a possibilidade de interferir eticamente no cotidiano do
cidadão, fomentando o seu ‘anseio’ e a sua necessidade de ler e de
buscar informação, para que ao construir conhecimento ele,
consequentemente construa a sua vida (ALMEIDA JÚNIOR;
BORTOLIN, 2008, p. 68).

Reconhecidamente a mediação da informação é um


processo que está em pleno desenvolvimento de bases teóricas.
Portanto, ainda carece de aportes sistematizados que incite
repercussões efetivas e significativas no cotidiano profissional do
bibliotecário. Desse modo, espera-se que o presente artigo
provoque novas reflexões para amplificar as perspectivas de
outros estudos a fim de se realçar o papel social do bibliotecário
visando um protagonismo acolhedor ao usuário, logo,
empoderando-o pela mediação da informação.

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