NOTAÇÃO MUSICAL
DEFINIÇÃO
Notação musical é o nome genérico de qualquer sistema de escrita utilizado para representar
graficamente uma peça musical, permitindo a um intérprete que a execute da maneira desejada
pelo compositor ou arranjador. O sistema de notação mais utilizado atualmente é a partitura.
Diversos outros sistemas de notação existem e muitos deles também são usados na música
moderna.
SISTEMAS DENOTAÇÃO MUSICAL
O elemento básico de qualquer sistema de notação musical é a nota, que representa um único
som e suas características básicas: duração e altura. Os sistemas de notação também permitem
representar diversas outras características, tais como variações de intensidade, expressão ou
técnicas de execução instrumental.
PARTITURA
É uma representação escrita de música padronizada mundialmente, e também o sistema de
notação musical mais usado. Tal como qualquer outro sistema de escrita, dispõe de símbolos
próprios (notas musicais) que se associam a sons.
PENTAGRAMA
Ou simplesmente pauta é um conjunto de cinco linhas paralelas, horizontais e equidistantes
(mesma distância) formando quatro espaços entre elas. As linhas e os espaços são contados de
baixo para cima. As notas são escritas nas linhas e nos espaços, em sequência alternada: uma
linha, um espaço.
EXEMPLO:
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
CLAVE
É um sinal que, colocado no início do pentagrama, dá nome às notas. Ou seja, atribuem notas
específicas a linhas e espaços determinados.
Aula de bateria Página 1
Esta é a clave que vamos utilizar!!!
LINHAS SUPLEMENTARES
Uma linha suplementar é uma pequena linha que amplia a pauta quando o espaço para notas
acaba. Com a linha suplementar desenhada, podemos colocar o toque do Chimbal, do Prato de
Ataque ou o de Condução por exemplo.
FIGURAS RÍTMICAS. DURAÇÃO DAS NOTAS E PAUSAS
A duração de tempo que uma nota é tocada, em proporção às demais, é definida pelo valor,
que é indicado pelo desenho da nota. Os valores das notas e pausas são definidos por um
número fracionário, a nota Semibreve por exemplo tem o valor de número 1 (um). Figuras de
Notas são figuras que indicam a duração dos sons. Figuras de Pausas são figuras que indicam a
duração dos silêncios.
COMPASSOS
Compasso é uma unidade métrica formada de tempos agrupados em porções iguais. Linhas
verticais (|) chamadas barras de compasso ou travessões, dividem a pauta em compassos.
FÓRMULA DE COMPASSO
Aula de bateria Página 2
A fórmula de compasso é uma fração que define a quantidade e o tipo das notas que cada
compasso pode conter. A fórmula de compasso é chamada também de signo de compasso.
No exemplo acima, o primeiro compasso é um compasso 4/4 (leia-se “quatro por quatro”), e o
segundo, um compasso 2/4 (“dois por quatro”) e assim em diante. O primeiro compasso 4/4,
contém quatro notas semínimas; o segundo compasso 2/4, contém duas semínimas; o terceiro
compasso 3/4, contém três semínimas; e por fim o quarto compasso 6/8, contém seis colcheias.
Na fórmula de compasso, o numerador indica a quantidade de notas que cabem em cada
compasso, enquanto o denominador indica o tipo das notas, ou seja, o valor da unidade de
tempo. Analisemos o compasso 6/8. O numerador (6) indica que teremos 06 unidades de
tempo. Enquanto o denominador (8) indica que a unidade de tempo terá o valor 1/8, ou seja, a
Colcheia. Isto significa que teremos 6 colcheias em cada compasso. Para facilitar o
entendimento, usa-se sempre o denominador para verificar qual nota usar (verificar na tabela
de Notas) e o numerador para identificar quantas notas terão no compasso.
COORDENAÇÃO
INICIAL
Muitas pessoas são naturalmente coordenadas. Algumas são mais coordenadas que outras.
Alguns de nós apenas têm que praticar um pouco mais. Mas não importa o quanto natural você
é quando toca bateria, a coordenação entre mãos e pés é algo que você sempre terá que
trabalhar (praticar). Separamos 05 Exercícios de Coordenação motora para auxiliar no
aprendizado do instrumento. Segue abaixo uma legenda para auxiliar nos exercícios:
D = Toque com a mão Direita na Caixa
E = Toque com a mão Esquerda na Caixa
D/E = Toque com a mão Direita e a Esquerda juntas na Caixa
Cada exercício possui três partes de aprendizado (com exceção do quarto exercício), uma com
notas semínimas, colcheias e por fim Semi-Colcheias, deixando os exercícios com velocidade de
tempo lenta, média e rápida respectivamente; em cada parte, os toques são os mesmos, apenas
mudando o tempo das notas entre eles, isso se chama “Estudo Linear”. Os rudimentos mais
utilizados são o Buzz Roll (Rufo de pressão); o Single Stroke Roll (Rufo simples), o Double Stroke
Roll (Rufo duplo); o Five Stroke Roll (Rufo de 5 toques); o Flam, o Drag e o Paradiddle. Todo
exercício, rudimento, frase ou ritmo pode ser trabalhado e exercitado por qualquer baterista; e
aqui vão algumas dicas básicas:
Aula de bateria Página 3
-Comece os exercícios de forma lenta, pois assim você conseguirá visualizar e estudar cada
batida;
-Acelere aos poucos; você não precisa sair tocando rápido, mas devagar e ir acelerando;
-Divida os membros; Exemplo: se um ritmo usa o Bumbo, Chimbal e Caixa, use primeiramente o
Bumbo e a Caixa, depois elimine a Caixa e acrescente o Chimbal; só então, quando estiver
tocando tranquilamente o mesmo, junte todos e tente novamente.
DICAS INICIAIS
POSTURA: Você deve gastar algum tempo para ajustar o banco e a Caixa numa posição
confortável, que permita que você mantenha os braços e ombros completamente relaxados e a
coluna reta. Na hora de comprar seu banquinho, não economize dinheiro. Escolha um modelo
que ofereça maiores opções de regulagem. Não use cadeiras! As cadeiras são geralmente muito
baixas e não permitem uma posição confortável da coluna (evite lesões e esforços
desnecessários!).
REBOTE: Vamos começar com o conceito de rebote (Rebound Strokes). Se você jogar uma bola
de "pingpong" numa mesa, ela vai completar uma série de "pulos", até que perca a força. Para
sustentar o movimento da bola, temos que golpeá-la novamente. Na bateria, a "pele" do
instrumento se encarrega de fazer o rebote (retorno da baqueta). Quanto mais forte você
golpear a pele, mais alto será o retorno da baqueta. Vamos fazer uma experiência - mantenha
sua mão direita aberta e com os músculos relaxados. Agora faça um movimento para os lados
como se estivesse dando "tchau". Faça o mesmo movimento, porém, com a mão fechada.
Perceba como o movimento ficou "duro", tenso. Quanto mais tensão você aplicar, mais lentos
serão os movimentos e conseqüentemente as batidas (notas). Permaneça relaxado e use os
movimentos dos pulsos e dedos, não dos braços.
POSIÇÃO CORRETA DOS DEDOS PARA SEGURAR A BAQUETA
É importante uma posição correta dos dedos, pulsos, antebraços e braços ao segurar a
baqueta; para conseguirmos controlar o rebote e aplicarmos os movimentos de upstroke,
downstroke e tap, assim como o flam e todos os outros movimentos usados na execução da
bateria.
1º PASSO: Segure a baqueta com o polegar e o indicador. Cada modelo de baqueta possui
peso e dimensões diferentes. Por isso você deve descobrir o "ponto de equilíbrio" da baqueta,
tocando na caixa e procurando obter o maior número de rebotes possível.
2º PASSO: Agora feche a mão, fazendo com que os três dedos restantes encostem na baqueta
sem agarrá-la. Apertar demasiadamente a baqueta apenas provoca tensão, o que trará
dificuldades ao tocar os Rufos e notas fantasma (Gosth Notes).
3º PASSO: Para a mão esquerda simplesmente repita os mesmos conceitos da mão direita.
Veja a pegada em vários ângulos:
Aula de bateria Página 4
IDENTIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS NA PARTITURA
IDENTIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS NA BATERIA
Aula de bateria Página 5
EXERCÍCIOS
Os exercícios estão divididos em três partes cada um, sendo que, cada parte é tocada com
notas diferentes indicando a duração entre as notas de cada parte do exercício:
Primeira parte – notas em Semínimas (1/4)
Segunda parte – notas em Colcheias (1/8)
Terceira parte – notas em Semi-Colcheias (1/16)
PRIMEIRO EXERCÍCIO
Observação: Assumir a seguinte postura na bateria – mãos Esquerda e Direita na Caixa
PARTE 01: Variações somente para as mãos com Semínimas (1/4)
PARTE 02: Variações somente para as mãos com Colcheias (1/8)
Aula de bateria Página 6
PARTE 03: Variações somente para as mãos com Semi-Colcheias (1/16)
SEGUNDO EXERCÍCIO
Observação: Assumir a seguinte postura na bateria – mãos Esquerda e Direita na Caixa e o pé
direito no pedal do Bumbo.
PARTE 01: Variações para os pés (Bumbo) e mãos com Semínimas (1/4)
PARTE 02: Variações para os pés (Bumbo) e mãos com Colcheias (1/8)
PARTE 03: Variações para os pés (Bumbo) e mãos com Semi-Colcheias (1/16)
Aula de bateria Página 7
TERCEIRO EXERCÍCIO
Observação: Nota-se que este terceiro exercício é semelhante ao Segundo Exercício com a
diferença que agora nós assumiremos a postura completa de se tocar a Bateria, com a mão
direita para os pratos do Chimbal, a mão esquerda para a caixa, o pé direito para o pedal do
Bumbo e o pé esquerdo para o pedal do Chimbal.
PARTE 01: Variações para os pés (Bumbo e Chimbal) e mãos com Semínimas (1/4)
PARTE 02: Variações para os pés (Bumbo e Chimbal) e mãos com Colcheias (1/8)
PARTE 03: Variações para os pés (Bumbo e Chimbal) e mãos com Semi-Colcheias (1/16)
QUARTO EXERCÍCIO
Observação: Neste exercício é feito um rodízio entre o tempo das Notas com a mão direita no
Chimbal, a mão esquerda na Caixa e o Pé direito no Bumbo; não há variações de Notas
acelerando os toques como nos outros exercícios, mas somente o rodízio entre os membros.
Observem que é trabalhado em cada membro notas em Semínimas, Colcheias e Semi-Colcheias
em momentos diferentes.
Aula de bateria Página 8
Observação: Neste exercício são feitas variações fora do tempo das notas com o Bumbo e a
Caixa.
PARTE 01: Variações fora da marcação do Chimbal com Semínimas (1/4)
Aula de bateria Página 9
QUINTO EXERCÍCIO
Observação: Neste exercício são feitas variações fora do tempo das notas com o Bumbo e a
Caixa.
PARTE 01: Variações fora da marcação do Chimbal com Semínimas (1/4)
PARTE 02: Variações fora da marcação do Chimbal com Colcheias (1/8)
PARTE 03: Variações fora da marcação do Chimbal com Semi-Colcheias (1/16)
Aula de bateria Página 10
RITMOS
Aula de bateria Página 11
Aula de bateria Página 12
Aula de bateria Página 13
Aula de bateria Página 14
Aula de bateria Página 15
RUDIMENTOS
Aula de bateria Página 16
Aula de bateria Página 17
Aula de bateria Página 18
Aula de bateria Página 19
Aula de bateria Página 20
Aula de bateria Página 21
Aula de bateria Página 22
Aula de bateria Página 23