Colégio Estadual Timbu Velho EFM
Gabriele Batista da Costa, Joyce Strapasson, Karen
Cristina de Paula Klos, Pedro Miguel Soares Almeida da
Silva
Gripe Espanhola
Campina Grande do Sul
2024
Introdução
A gripe espanhola foi uma pandemia global causada pelo vírus influenza A (subtipo H1N1) que
ocorreu entre 1918 e 1919. Foi uma das pandemias mais mortais da história, infectando cerca
de um terço da população mundial e causando entre 20 e 50 milhões de mortes.
Desenvolvimento: Onde ocorreu?
A gripe espanhola afetou quase todos os cantos do mundo, mas os países mais atingidos foram
os da Europa, América do Norte, Ásia e África. O nome "gripe espanhola" não significa que a
doença teve origem na Espanha; o país recebeu essa associação porque, durante a Primeira
Guerra Mundial, a Espanha, sendo neutra, não censurava informações sobre a pandemia, ao
contrário de outros países em guerra.
Como ocorreu?
A doença se espalhou rapidamente devido a uma combinação de fatores:
Movimentação militar: A Primeira Guerra Mundial contribuiu para a disseminação, já que
soldados viajavam entre continentes.
Alta densidade populacional: As condições em campos militares e cidades facilitavam a
transmissão.
Falta de conhecimento médico: Não existiam vacinas ou antivirais eficazes na época.
Por que ocorreu?
A origem exata do vírus ainda é debatida, mas acredita-se que tenha se iniciado em aves,
sofrido mutações e depois infectado humanos. A rápida propagação foi facilitada pelas
condições precárias da época, como desnutrição, falta de higiene e infraestrutura médica
inadequada, agravadas pelos efeitos da guerra.
Por que se chama Gripe Espanhola?
A gripe espanhola recebeu esse nome não porque teve origem na Espanha, mas por razões
históricas e políticas relacionadas à cobertura midiática durante a pandemia de 1918-1919.
Durante a Primeira Guerra Mundial, muitos países envolvidos no conflito impuseram censura
à imprensa para evitar que notícias sobre a gravidade da pandemia desestabilizassem suas
populações ou prejudicassem os esforços de guerra. A Espanha, por sua vez, era um país neutro
na guerra e não aplicava essa censura. Assim, os jornais espanhóis foram os primeiros a noticiar
amplamente o surto de gripe e a gravidade de seus efeitos. Como resultado, o público começou
a associar a doença à Espanha, mesmo que os primeiros casos tenham sido registrados em outros
lugares (possivelmente nos Estados Unidos, França ou China, de acordo com teorias históricas).
Portanto, o nome "Gripe Espanhola" reflete mais o contexto de comunicação da época do que
a origem real da doença.
Gripe Espanhola no Brasil
A gripe espanhola chegou ao Brasil em setembro de 1918, trazida por um navio inglês,
atingindo portos como Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Rio e São Paulo foram as cidades
mais afetadas, mas o vírus alcançou até regiões remotas. Sem tratamento eficaz, o combate
focou em evitar aglomerações, reforçar a higiene e cancelar eventos públicos. A pandemia
causou milhares de mortes, agravadas pelas condições precárias de saúde e vida, incluindo a do
presidente eleito Rodrigues Alves.
A gripe espanhola, causada pelo vírus H1N1, teve três ondas principais entre 1918 e 1919:
1. Primeira onda (março a agosto de 1918): Muito contagiosa, mas com baixa letalidade.
Começou nos EUA e rapidamente se espalhou por todos os continentes.
2. Segunda onda (agosto a dezembro de 1918): Altamente letal, com sintomas graves
semelhantes à pneumonia. A doença chegou ao Brasil em setembro de 1918, principalmente
por navios ingleses, atingindo portos como Recife, Salvador e Rio de Janeiro.
3. Terceira onda (janeiro de 1919 em diante): Menos letal devido à imunidade adquirida por
quem sobreviveu às ondas anteriores, mas ainda causou novos picos de infecção.
Os sintomas incluíam febre alta, dores intensas, tosse, diarreia, vômito e insuficiência
respiratória, frequentemente evoluindo para pneumonia em 48 horas.
Conclusão
Em 1898, o dr. Galliard chamava a doença de incompreensível. Passados mais de cem anos, tal
definição ainda é atual, de modo que desafia os cientistas. Considerando a realidade da
sociedade em 1918, o impacto foi devastador. Afinal a influenza espanhola desestruturou a
organização da sociedade e trouxe dúvidas sobre o saber científico do saudável e do enfermo.
A gripe espanhola foi vencida pelo conhecimento médico, e a medicina sobreviveria ao caos
causado pela influenza.
REFERÊNCIAS
BARBOSA; CARLOS, Marialva. GRIPE ESPANHOLA: FLUXOS ENCADEADOS DE
MEMÓRIA E LAPIDAÇÃO DAS LEMBRANÇAS. RECIIS - Revista Eletrônica de
Comunicação, Informação & Inovação em Saúde, Universidade Federal do Rio de
Janeiro. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Escola de Comunicação. Rio de
Janeiro, RJ, Brasil., v. 14, n. 4, p. 3, out./2020. Disponível em:
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/45035. Acesso em: 24 nov. 2024.
BENEGRIP. Gripe espanhola: consequências e lições da pandemia de 1918.
Disponível em: https://www.benegrip.com.br/saude/sintomas-gripe/gripe-espanhola-
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BERTUCCI, Liane Maria. Influenza, a medicina enferma: ciência e práticas de cura
na época da gripe espanhola em São Paulo. 2002. Tese de Doutorado. [sn].
FERREIRA, João Antero Gonçalves. A gripe espanhola de 1918. 2020.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. A bailarina da morte: a gripe
espanhola no Brasil. Companhia das Letras, 2020.