● Pinos 0.
5 de fibra de vidro
● Tigre 308 pelo de marta
→ Próteses fixas substituem dentes perdidos, cimentadas sobre dentes naturais preparados
(dentes pilares) – não podem ser removidos.
● Próteses unitárias → coroas totais
○ Prótese metalo cerâmica → base metálica recoberta por cerâmica feldspática.
○ Prótese cerâmica de corpo único → mais resistente, mas com limitação estética
(muito opaca, limitação de cor não permite mimetismo dos elementos naturais da
boca) – recoberta com uma cerâmica compatível que dá anatomia, cor e textura.
● Cantilever → pontico na região anterior; complicação biomecânica; aplicado a região
anterior.
● Custo biológico das próteses fixas → desgaste para suporte de elementos.
→ O pilar vivo funciona melhor que o pilar tratado endodonticamente.
● Dentes pilares → elementos que fazem a retenção, suporte e estabilidade; recebe carga
mastigatória própria e da prótese.
● Retentores → elemento que vai aos dentes pilares.
● Pônticos → elementos que substituem os dentes naturais ausentes.
● Conectores → estrutura que une os pônticos e os retentores.
● Dentes pilares → elementos biológicos; dá suporte e garante resistência à prótese.
○
○ Resistência/Estabilidade → capacidade de resistir aos componentes horizontais
da mastigação (tracionamentos horizontal)
● Retentores → retenção
○ Cimentos não adesivos não são
responsáveis pela retenção da prótese
(preenchimento de espaço)
● Pôntico → substituição de dentes ausentes
● Conectores → união (conexão) entre os
componentes
▰Dentes Pilares
● Avaliação da condição dos dentes pilares → exame clínico, exame radiográfico e estudo
de modelos articulados
○ Cárie, estado periodontal (coroa clínica x raiz clínica, inserção), higiene oral,
mobilidade, restaurações existentes, estética, oclusão, posição dos dentes na
arcada, vitalidade pulpar, espaço protético.
● Dentes com grande mobilidade podem levar à mobilidade de dentes com menor
mobilidade quando unidos – necessário avaliação do estado de inserção.
● O bordo da prótese precisa ser apoiado em dente, não em material restaurador
● Estado periodontal → proporção coroa-raiz, extensão subgengival de tecido cariado,
presença de inflamação gengival
○ A extensão gengival da cárie e extensão de preparo pré existente determinam o
preparo intrasulcular (além da estética).
○ É desejável o dobro da proporção de raiz para a quantidade de coroa clínica;
minimamente, 1:1; A proporção do pino também (maximo 1:1, ideal 1:2)
● Avaliação radiográfica → extensão da cárie, estado periodontal, exposição da furca,
reabsorções radiculares, dentes inclusos e restos radiculares, qualidade do raiamento
ortodôntico, proporção coroa/raiz, tamanho da polpa.
▰Retentores
━ INTRA CORONÁRIOS → retenção entre a parede interna do preparo e externa da
restauração
○ Onlays → metálicas, cerâmicas e cerômeros
Encaixe e attachment;
━ EXTRA CORONÁRIOS → retenção entre a parede externa do preparo e interna da
restauração
○ ¾, ⅘, ⅞ → coroas parciais indicadas para metal
○ Coroa total
○ Overlays
━ INTRA RADICULARES CORONÁRIOS → retenção entre as paredes externas do pino e
internas do preparo radicular
Evitar PF com um retentor extra coronário e um intra coronário – o intra tem uma capacidade
de retenção menor; trabalhar com uma conexão semi rígida de preferência com um pilar
anterior.
━ RETENTORES PRIMÁRIOS → próximos ao espaço protético
━RETENTORES SECUNDÁRIOS → distantes ao espaço protético
━ REQUISITOS DOS RETENTORES
● Requisitos higiênicos → materiais menos rugosos, projeto relacionado aos espaços das
ameias, educação sobre higiene oral do paciente, motivação.
● Requisitos estéticos → material, planejamento, seleção de cor, abordagem
multidisciplinar, segmento da arcada
REQUISITOS BIOMECÂNICOS → retenção, resistência, estabilidade, paralelismo,
acabamento/polimento, biocompatibilidade, margem coincidente com o bordo do
preparo, contorno anatômico adequado (estética e higienização), contatos adequados
(oclusais e proximais), projeto relacionado a estética e função mastigatória
○ Quanto mais liso o acabamento, melhor a adaptação; mas, rugosidades na
superfície são melhores para a retenção
○ Término do preparo liso com superfícies axiais menos lisas
○ Paredes convergentes para oclusal 3° cada uma para dar resistência vertical.
▰Pônticos
● Localização → anteriores ou posteriores
● Forma → em cela, plano inclinado, em bala, higiênico.
● Requisitos dos pônticos → mecânicos, biológicos, estéticos e higiênicos.
● Pônticos em cantilever → para regiões anteriores e casos restritos em posterior;
indicação para substituir incisivo lateral
▰Conectores
● Classificação → rígido ou semi rígido
○ Rígidos → soldas; ponto de menor resistência
○ Semi rígidos → precisão (attachment) e semi-precisão (feitos em laboratório)
● Lei das barras → extensão e largura X dobradas (2X) aumentam a resistência em 8 vezes;
para isso deve ter espaço inter oclusal disponível;
○ Se dobrar a largura vestíbulo-lingual, terá uma resistência 2X maior;
○ Se dobrar a extensão, diminui pela metade a resistência.
● Lei de Ante → diz quantos dentes podemos preparar para reabilitar com prótese fixa; o
total da área radicular com suporte ósseo dos dentes molares deve ser maior ou igual a
área radicular do dente a ser substituído.
● Polígono de Roy → o envolvimento de pilares em dois ou mais planos reduz o efeito da
mobilidade individual de cada dente através da estabilização da prótese proporcionada
por estes. A união destes planos forma um polígono de estabilização ou sustentação,
também conhecido como polígono de Roy.
A prótese deve ser incorporada ao sistema mastigatório, sem gerar problemas.
→ A etapa do preparo dental é uma das mais importantes do tratamento reabilitador bucal, e
deve ser executada com meticulosa atenção aos detalhes e precisão em todas as fases, visando:
● A proteção do complexo dentina-polpa, saúde periodontal;
● Bons resultados estéticos
● Apropriada oclusão;
● Proteção do remanescente dentário;
● Longevidade da restauração.
▰Princípios Biológicos
● Calor/pressão → qualidade das brocas utilizadas no desgaste, comprometimento do
tecido pulpar; irrigação.
● Profundidade → maior risco de envolvimento pulpar; lesão mais grave a medida que o
preparo aprofunda; danos irreversíveis aos odontoblastos em distâncias < 3 mm entre o
preparo e a polpa;
● Extensão → invasão do espaço biológico; pode variar de 2mm aquém da margem
gengival até 1 mm no interior do sulco; altura da crista óssea (maior na vestibular).
⤥ Motivos para a colocação intra-sulcular do término cervical:
○ Estéticos – mascarar a transição restauração-dente;
○ Restaurações existentes localizadas além da margem gengival
○ Presença de cáries que se estendam para dentro do sulco gengival
○ Presença de fraturas subgengivais
○ Dentes curtos – extensão necessária por razões mecânicas.
● Terminação cervical → ombro reto com ângulo reto (cerâmica feldspáticas), ombro
biselado (ligas de metais nobres), chanfro (ligas de metais básicos), chanferete (metais
nobres e básicos em dentes com perda de suporte dental), ombro 135 (ligas de metais
básicos), linha zero (ligas de metais básicos), chanfro largo / ombro arredondado
(cerâmicas reforçadas), ombro reto com ângulo interno arredondado (cerâmicas
reforçadas)
● Limpeza e secagem → usar clorexidina a 0,2% depois da preparação;
○ Redução do número de microrganismos e remover smear layer
○ EDTA + cloreto de benzalcônio
● Proteção pulpar → cimentação provisória – hidróxido de cálcio e OZE.
O eugenol não é compatível com a resina acrílica.
○ Ca(OH)2 – bacteriostático e induz a formação de dentina reparadora
○ OZE – irritante pulpar brando; induz a uma resposta pulpar moderada
▰Princípios Mecânicos
● Retenção → imbricamento entre as paredes externas do preparo e internas da
restauração; maior convergência = maior retenção e menor assentamento (angulação
ideal de 3 graus); rugosidade da superfície de contato
○ Maior convergência = menor retenção; compensado com o preparo de sulcos
paralelos entre si.
○ Inlays – paredes externas da restauração com paredes internas do preparo.
● Resistência ao deslocamento/estabilidade → impedir o deslocamento horizontal,
preparo de sucos para impedir a rotação.
● Rigidez estrutural → quanto mais profundo o preparo, maior a espessura do material
restaurador e maior o desgaste dentário; desgaste funcional (biselamento da cúspide
funcional).
● Integridade marginal → adaptação mais fácil do preparo em linha zero; menor
angulação = adaptação mais difícil.
aramica fiosprática
Ligas de metais
nobres
metais nobres de
e
dentes com perda
suporte
labial
ligas de metais básicos
cerâmicos
reforçadas
● O tipo de preparo a ser feito é determinado pelo planejamento → quantidade e
qualidade do remanescente dentário, tratamento endodôntico ou não, grau de exigência
estética
○ Proximidade com a polpa
○ Destruição coronária excessiva
○ Necessidade de tratamento endodôntico
● Quando o remanescente coronário é menos do que a metade do original, deve-se
considerar uma restauração indireta
● Procedimentos mecânicos para reduzir as tensões do remanescente e preservar o
máximo de estrutura dentária para receber as restaurações indiretas
● Em anteriores → paralelismo relativo em todas as superfícies que soma em todas as
paredes 6° para que a restauração rígida se instale no remanescente
● Moldagem prévia → quando os dentes adjacentes ainda tem porção coronária.
● Técnica da bolinha → moldagem e preenchimento com resina acrílica para ser esculpida
● Técnica da faceta → usa a face vestibular de um dente de estoque para restaurar a face
● Enceramento diagnóstico → moldagem prévia, obtenção de modelo, enceramento,
moldagem do enceramento, confecção de provisório
● Guia de desgaste → manipula o material e coloca sobre o dente, tendo-se 2 ou 3 dentes
adjacentes; determina a quantidade de desgaste e as angulações do preparo
○ Seccionar o silicone sobre o local do dente preparado (para mesial ou distal)
● Brocas utilizadas → brocas esféricas (1011, 1012, 1013, 1014) → 4138 + 4148f (seguida
opcional pela ff), 3168 + 3168f → 2200
Desgaste cervical com metade da ponta ativa da broca esférica;
Desgaste em canaleta com a broca esférica / desgaste em silhueta;
Desgaste incisal acompanhando a oclusão do paciente;
Separar os dentes com 2200 (desgastar o ponto de contato).
○ Desgaste em silhueta → não aguarda a resposta biológica do organismo
(desvantagem) → 4138f na vestibular e oclusal/palatina dos dentes posteriores
para unir as canaletas / 3168 para unir as canaletas na concavidade palatina
● A forma do preparo tem que acompanhar a anatomia externa do dente (forma
geométrica)
● Desgaste menor no terço incisal; transição entre as inclinações incisal e cervical;
● Brocas média e fina em alta rotação, extra fina (FF) em baixa rotação – preparo em três
etapas
Broca esférica na cervical → tronco cônica (4138) paralela ao longo eixo do dente para
fazer canaletas → 4138/esférica na face oclusal (duas canaletas em cada vertente interna)
→ 2200 para romper as proximais / áreas de contato
● Tronco cônica → acabamento em chanfro.
● 2200 → acabamento em linha 0
● Em dentes tratados Endodonticamente, considerar:
○ Prognóstico do dente;
○ Pilar de ppf pu ppr;
○ Como restaurar;
○ Qual o material restaurador.
● Posição e função do elemento dentário
● Oclusão do paciente
● Quantidade de estrutura remanescente
● Configuração anatômica da câmara pulpar – manter o máximo possível a
configuração original da câmara pulpar e do canal radicular
● Quantidade de suporte ósseo e mobilidade dentária
● Retentor intrarradicular → oferece retenção ao material que irá substituir a porção
(núcleo) coronária perdida, necessária para reter e estabilizar a restauração final
● Função → reforço? Retenção? distribuição de tensões?
○ A principal função dos retentores é a retenção e a estabilidade da PF.
○ Reconstruir a porção coronária para que a restauração final fique estável e em
retenção
○ 2 mm de espessura remanescentes são suficientes para suportar carga
mastigatória; pode-se pensar em não utilizar um retentor intra radicular
○ A cimentação de um pino não reforça a estrutura dentária – o dente é resistente
apenas pela estrutura remanescente
● A concentração da carga mastigatória se dá na porção apical do pino – se estiver sem
suporte ósseo, facilita a fratura na região
● A fragilidade do dente endodonticamente tratado (DET) está diretamente relacionada à
quantidade de dentina perdida
● Dentes tratados endodonticamente tem menos células proprioceptoras – tendência a
fazer forças maiores que facilitam a fratura
● Estruturas resinosas atuais tem módulo de elasticidade semelhante à dentina –
deformação favorável contra cargas mastigatórias
○ Fator favorável em comparação a restaurações metálicas
● A desidratação da dentina aumenta o módulo de elasticidade (módulo de Young) – dente
mais rígido – e não torna a dentina enfraquecida em relação às forças oclusais
● Outras propriedades dos dentes tratados endodonticamente não são iguais a
propriedades dos dentes vitais – mudanças estruturais na dentina
○ Perda da crista marginal → perda da “amarração” da estrutura coronária
● Estrutura circundante em boa quantidade e qualidade – permite fazer núcleo de
preenchimento, sem necessidade de restauração intra radicular
○ Se não houver uma das cristas (ou as duas), restaurar com restaurações indiretas
ou onlays – prevenção de fratura
○ Incidência de cargas sobre a região restaurada – fratura em cunha
○ Fratura longitudinal
○ Nível da fratura, necessidade de cirurgia pré-protética, necessidade de extrusão
do elemento, nível de inserção óssea
● Restaurações intrarradiculares
● Retentores intrarradiculares
● Pinos
● Núcleos
(Fundamentos)
● Indicações → dentes tratados endodonticamente, pilares de PPF ou PF, pouco ou
nenhum tecido coronário remanescente, impossibilidade de paralelismo entre os dentes
pilares, posicionamento dos dentes na arcada, coroas clínicas curtas
● Restaurações intra-radiculares podem ser feitas por técnicas indiretas ou diretas
● Pinos pré-fabricados podem ser utilizados de forma direta ou indireta
● Núcleos metálicos fundidos só podem ser utilizados pela técnica indireta
● Ligas metálicas → diretas ou indiretas
● Fibra de vidro; reto, segue o formato da raiz; em dentes inclinados (ex.: pacientes
periodontais com inclinação “em leque”) o pino segue o formato e pode ser exposto ao
desgaste coronário do preparo
● Fibra de carbono → mais radiopaco
● Pinos cerâmicos → extremamente rígidos
Núcleos Metálicos Fundidos
● Uso de pinos metálicos → necessidade de paralelismo entre porções coronárias de
pilares de prótese fixa
○ Pinos de fibra de vidro devem estar contidos dentro da resina; desgastes
necessários podem expor os pinos → pinos metálicos podem ser fabricados para
se conformarem ao desgaste
● Restaurações intra-radiculares metálicas fundidas → tem função de substituir tec
coronário perdido, retenção aos retentores da prótese, distribuir cargas mastigatórias
através do sistema dentina-periodonto
● São indispensáveis em situações de perda excessiva de estrutura coronária,
predominância de forças de cisalhamento, preparo alterado para inserção de coroas,
múltiplos retentores intra-radiculares e canais elípticos ou alargados
● Passividade de cimentação ou assentamento do núcleo fundido → regularidade e
expulsividade das paredes
○ Necessidade de desgaste da estrutura
Técnica Restauradora
● O preparo do conduto radicular deve manter:
○ ⅔ a ¾ ou o mesmo comprimento da coroa clínica
○ ½ da raiz clínica
○ 4 a 5 mm além do comprimento da coroa clínica e ⅘ do comprimento da raiz
(raízes curtas)
○ Selamento apical endodôntico de 3 a 5 mm
○ Alargamento às expensas da parede palatina nos dentes superiores e da parede
vestibular dos dentes inferiores
○ ⅓ do diâmetro do remanescente dentário
● Proporção coroa clínica e raiz clínica 2:1 – necessário o dobro de material retentor dentro
da raiz em relação a porção coronária; minimamente, 1:1.
○ Porção coronária maior que a radicular → contra-indicado o uso de retentor
○ Avaliar as proporções do paciente
● Utilizar instrumental aquecido para remover o material selador endodôntico ou boca de
gates com diâmetro menor que o da gutta-percha (escalonar o diâmetro ate o tamanho
planejado
● Planejamento:
○ Análise radiográfica → periodonto (quantidade de suporte e mobilidade
dentária), proporção coroa/raiz clínica, área periapical (lesões), qualidade do
tratamento endodôntico (mais radiopaco ⇒ melhor), material obturador,
condutometria provável (proporção pino-coroa/coto/núcleo), quantidade de
raízes, paralelismo entre raízes
○ Análise clínica → tecido remanescente, posição do dente na arcada, overbite,
dimensão vertical
Técnica Indireta
● Preparo deixando 2 mm
● Efeito férula → prevenção de fratura em forma de cunha
● Regularização das paredes
● 3 a 5 mm apicais remanescentes de selamento
● Aplicação de resina autopolimerizável de baixa contração (duralay) no pino e no condu e
inserir no conduto isolado com vaselina/isolante hidrossolúvel
● Preparo coronário sobre o pino
● Confecção de provisório nucleado
● Cimentação da prótese definitiva
● Prova e cimentação com moldagem:
○ Limpeza do conduto radicular
○ Checagem da fundição
○ Utilização de material de moldagem para checagem da adaptação
○ Checagem radiográfica
○ Reembasamento do provisório
○ Condicionamento das paredes do conduto
○ Cimentação
Retentores Intra-radiculares Pré-Fabricados
● Uso de pinos metálicos → necessidade de paralelismo entre porções coronárias de
pilares de prótese fixa
○ Pinos de fibra
(Materiais e técnicas)
● Diretos → diretamente feitos em boca – por cimentação ou modelagem
● Indiretos → a
● Metálicos → a
● Cerâmicos → a
● Em fibra de vidro → a
● Em fibra de carbono → dentes
● Passivos → somente cimentados dentro do conduto
● Ativos → mecanismo de rosca
● Cimentados ou cimentados e rosqueados
● Diretos/mistos
● Porção coronária com ou sem retenções
● Porção radicular maciça, fendida ou oca
● Oferecem maior retenção, necessita de menor desgaste de estrutura remanescente,
menor stress e concentração de forças, simplicidade e rapidez, baixo custo, longevidade
● Desgaste mais efetivo / dentina exposta → necessário a proteção do remanescente até a
restauração definitiva ficar pronta.
● Funções → proteção pulpar e efeito sedativo aos dentes preparados, estabilidade
posicional do pilar, fornece meio adequado para a manutenção da saúde gengival, Função
mastigatória, estética e fonética, avaliação e reforço da higiene oral, auxilia no
diagnóstico de dentes pilares duvidosos durante o plano de tratamento, auxiliar no
tratamento ortodôntico, estabilização de dentes com mobilidade durante o tratamento
periodontal
● Funções além da proteção do remanescente:
○ Substituir a quantidade desgastada do dente preparado até a cimentação da PF
definitiva;
○ Diminuir dúvidas durante o tratamento, tais como: determinação da forma,
contorno, oclusão, dimensão vertical e estética
○ Elementos de diagnóstico em função da qualidade e quantidade do periodonto
de inserção, do número e do posicionamento dos dentes pilares
○ Conscientização do paciente e da importância da higiene oral no sucesso do
tratamento
Dada a importância do papel que representam, é imperativo que as restaurações
provisórias sejam elaboradas com a mesma diligência, com os mesmos critérios, com as
mesmas qualidades com que se elaboram as próteses definitivas, resguardando as
limitações do material
● As proporções de material serão iguais no provisório e no definitivo (provisório fino =
definitivo fino).
○ Errado → modificar o preparo do provisório para o definitivo;
○ Certo → Reembasar o provisório
● Requisitos das restaurações temporárias:
○ Biológicos – pulpares e periodontais
⤥ Requisitos periodontais → textura da superfície, perfil de emergência
plano, justeza das margens
○ Conferir estabilidade de posição dos dentes
○ Restabelecer a função oclusal
○ Possuir resistência estrutural e retenção mecânica
○ Restabelecer estética e função
○ Proporcionar paz emocional ao CD e ao paciente
● Fatores de insucesso das restaurações provisórias:
○ Coroas provisórias que se deslocam com facilidade e constância
○ Desajustes ou fraturas marginais que provocam sensibilidade a variações
térmicas.
○ Inflamação e sangramento gengival localizado
○ Contatos proximais insuficientes ou inadequados que levam à impacção
alimentar.
○ Formas anatômicas inadequadas, mais comumente o sobrecontorno, causando
desconforto ao paciente.
○ Incompatibilidade do provisório com dentes vizinhos ou antagonistas,
especialmente quando estão envolvidos os dentes anteriores.
Técnica Direta
● Restauração feita diretamente na boca do paciente, logo após a realização do preparo
cavitário → técnica da bolinha, técnica com moldagem prévia, uso de dente de estoque.
● Técnica da bolinha:
Manipula-se uma pequena quantidade de resina acrílica; quando atingir a fase
plástica, leva-se a resina sobre o dente preparado, pressionando mais na região
cervical para conseguir a melhor adaptação possível.
Na fase borrachoide, realiza-se a remoção e recolocação no dente preparado até
iniciar o aquecimento, em seguida remove-se o material e aguarda-se a
polimerização final da resina acrílica fora da boca.
Água fria acelera o processo.
Após a presa, com auxílio de uma fresa de tungstênio, remove-se o excesso de
resina, tentando dar a forma do dente a ser protegido. Deve-se delimitar e
respeitar o limite cervical do preparo e realizar os contatos proximais adequados
com os dentes vizinhos não preparados. Importante também acompanhar o perfil
de emergência do dente.
Após a eliminação dos excessos, leva-se o provisório ao dente preparado, marca-se
os limites vestibular e palatino da borda incisal para posterior remoção do excesso
palatino e em seguida o ajuste oclusal, acabamento e polimento.
● Técnica com moldagem prévia:
Antes do preparo é feita uma moldagem com base pesada de silicone; o molde
servirá de matriz para que a resina seja levada sobre o preparo coronário.
Com os preparos realizados, preenche-se o molde de silicone com a resina acrílica
de a cor adequada.
Leva-se o conjunto molde + resina em posição na boca, aguarda-se alguns minutos
até a fase borrachóide e remove-se o molde da boca.
Se o provisório permanecer na boca, solicita-se ao paciente fechar a boca e ocluir
os dentes, na tentativa de facilitar o ajuste oclusal posteriormente. Se permanecer
no molde, aguardar a polimerização final desta forma (sem tirar do molde).
Após a polimerização da resina, realiza-se a eliminação dos excessos esculpindo
o(s) dente(s) ausente(s).
Normalmente é necessário realizar o reembasamento para melhorar a adaptação
cervical nos dentes preparados com adição de resina no término e remoção de
excessos.
Acabamento e polimento.
● Técnica com dente de estoque → após o preparo, seleciona-se um dente de estoque
correspondente, desgasta-se a porção lingual ou palatina preservando a face vestibular
(que será adaptada sobre o dente preparado) e manipula-se resina acrílica, aplicando-a
ao dente de estoque. Esse conjunto é levado ao dente preparado e, após a presa da
resina, dá-se o acabamento e polimento.
Técnica Híbrida
● Parte da confecção do provisório é feita em laboratório e parte clinicamente.
● Vantagens → qualidade superior (estética, dureza, textura, eficiência mastigatória), maior
longevidade, orientação dos desgastes readequação do plano oclusal, redução do tempo
de trabalho clínico
● Desvantagens → maior custo, risco de fratura (manipulação), possibilidade de alteração
causada por eugenol
● Realiza-se a moldagem de estudo, obtenção dos modelos de estudo e montagem no
articulador para se fazer o enceramento diagnóstico.
● Após o enceramento confecciona-se uma matriz diretamente no modelo (com material
de moldagem ou polietileno à vácuo).
● Com a matriz pronta, realizam-se os preparos em boca e confeccionam-se as
restaurações provisórias.
Uma vez finalizado o enceramento e confeccionada a matriz, pode-se remover o
enceramento e podem ser feitos os preparos no modelo de gesso.
○ Em seguida, isola-se o modelo preparado e confeccionam as provisórias sobre o
modelo
● Com os provisórios prontos, agenda-se o paciente, os preparos são realizados e os
provisórios são reembasados diretamente na boca do paciente.
Técnica Indireta
● Restaurações provisórias confeccionadas totalmente em laboratório.
● Necessita de modelos gesso montados em articuladores com os preparos finalizados.
● Mais indicada para confecção de provisórias de longa duração, como a confeccionada em
resina termopolimerizável e/ ou com reforço de metal fundido.
● Vantagens → durabilidade maior, excelente integridade marginal, alta resistência,
estética superior, facilita o restabelecimento dos requisitos oclusais, menor ajuste
clínico, referência para obtenção da prótese definitiva
● Desvantagens → maior custo, necessidade de provisórios transitórios
● Agentes cimentantes → têm como função fornecer selamento, impedir a infiltração
marginal e consequentemente a irritação da polpa.
● Características desejáveis dos cimentos provisórios:
○ Selamento contra os fluídos orais
○ Possuir resistência suficiente que permita sua remoção sem se fraturar
○ Baixa solubilidade no meio bucal
○ Boa compatibilidade química com a resina acrílica
○ Conveniência na embalagem e manipulação
○ Facilidade na remoção dos excessos
○ Adequado tempo de trabalho e curto tempo de presa
➜ Seleção do agente cimentante:
● Ação medicamentosa → preparos próximos à polpa (dentes vitais) – hidróxido de cálcio
● Baixo grau de resistência e retenção dos dentes pilares → óxido de zinco e eugenol
● Tempo de permanência em boca → óxido de zinco e eugenol, ionômero de vidro, fosfato
de zinco
● Grau de mobilidade → óxido de zinco e eugenol, hidróxido de cálcio + vaselina
● Diferença acentuada de mobilidade entre pilares → óxido de zinco e eugenol / óxido de
zinco e eugenol + vaselina
● Próteses com grande extensão → ionômero de vidro / fosfato de zinco
● Técnica de confecção dos provisórios → óxido de zinco e eugenol
➜ Procedimentos clínicos para cimentação:
1. Isolamento do campo operatório
2. Toalete dos preparos
3. Secagem adequada
4. Isolamento dos bordos dos provisórios
5. Remoção criteriosa dos excessos
TÉCNICA DIRETA HÍBRIDA INDIRETA
Elaboração Fácil Média Complexa
Tempo de execução Curto Curto a longo Longo
Qualidade da Razoável Boa Excelente
adaptação
Durabilidade clínica Curta Boa Indeterminada
Resistência Baixa Média Excelente
Resposta pulpar Maior risco Risco médio Risco mínimo
Envolvimento clínico e Apenas clínico Clínico e laboratorial Laboratorial
laboratorial
Estética Razoável Boa Superior
Reparo Fácil Fácil Razoável
Ajustes clínicos Altos Reduzidos Mínimos
Custo Baixo Médio Alto
Alcance clínico Limitado Bom Excelente
● Requisitos para boa moldagem → preparo adequado, provisório adequado (permite boa
higienização ⇒ não causa inflamação na margem gengival)
Medição na parede do provisório com especímetro
○ Espessura inadequada → mexer no preparo, reembasar o provisório e medir
novamente
● Preparo mais liso → melhor escoamento do material de moldagem, mas há perda de
retenção mecânica
● Moldagem → operações clínicas que visam obter uma reprodução em negativo dos
preparos dentais, dos dentes vizinhos e das regiões adjacentes por meio de materiais e
técnicas adequadas; procedimento de reprodução das estruturas orais.
○ Transposição da situação clínica para o laboratório, na forma de modelos
articulados
● Molde → cópia em negativo dos dentes preparados, dentes contíguos e tecidos vizinhos
● Modelo → cópia em positivo do molde.
● A moldagem é feita após a confecção dos provisórios.
● É importante garantir que os tecidos gengivais estejam sadios
● A moldagem determina a adaptação e a reprodução dos detalhes do preparo dentário,
dos tecidos adjacentes e da oclusão
● A imprecisão da moldagem dificulta o trabalho do técnico e compromete a longevidade
do trabalho
● Boa moldagem depende de → extensão subgengival do preparo, término cervical (bem
visível e polido), restaurações provisórias bem adaptadas (sem gap, bem polido ⇒ evitar
inflamação)
○ Extensão do preparo → preparos dentais devem respeitar os limites do espaço
biológico
○ Término cervical → deve ser liso, bem polido e bem definido
○ Restaurações provisórias → boa forma de contorno, polimento adequado e bem
adaptada, contato proximal adequado
Fatores que comprometem a moldagem → presença de inflamação gengival, invasão do
espaço biológico, exsudato inflamatório, término de preparo sem definição, provisório
desadaptado ou ausente, falta de domínio da técnica de moldagem
1. Seleção de moldeiras → moldeiras com retenção x moldeira perfurada, moldeira de
estoque x moldeira individualizada
○ Moldeiras para dentados → moldeiras mais profundas
○ Moldeiras para edentados → moldeiras mais rasas
○ Moldeiras parciais → apenas para confecção de guias (não permite boa
montagem)
○ Moldeiras totais → todos os procedimentos protéticos
○ Moldeiras plásticas → apresentam deformação / uso em ortodontia e pediatria
○ Moldeiras metálicas → maior precisão, menor deformação
2. Material de moldagem ideal → facilidade de mistura, tempo de trabalho satisfatório,
tempo de presa adequado, fluidez e estabilidade dimensional, recuperação elástica e
rigidez, fidelidade reprodução, facilidade de vazamento, biocompatibilidade, passível de
desinfecção antes do vazamento, não distorcer ao ser removido da boca e nem durante o
vazamento do gesso
● Hidrocolóides irreversíveis → alginato
○ Características: fácil manipulação, boa estabilidade dimensional, relativamente
econômico, capacidade de cópia limitada
○ Indicações: modelo de estudo e modelo anatômico
○ Contra-indicações: moldagem de preparos cavitários, moldagem funcional para
prótese total
● Elastômeros → polissulfetos, poliésteres, silicones de condensação, silicone de adição
○ Características: (silicones) alta precisão, boa estabilidade dimensional, detalhes
precisos e resistência ao rasgamento, aplicados com a técnica de dupla
moldagem
⤥ Silicones de condensação → moldagem de transferência, deve ser
utilizado em campo seco, não tem odor desagradável;
■ Massa densa ou putty + silicone fluido ou de baixa viscosidade
(regular ou light) + pasta catalisadora
⤥ Silicones de adição → indicado para qualquer tipo de moldagem que exija
precisão, altamente estável, permite vazamento múltiplo, pode ser
vazado em até uma semana; sem liberação de subprodutos após a presa
como álcool do silicone de condensação, por isso possui grande
estabilidade dimensional e menor contração; modificação do silicone de
condensação com propriedades melhoradas (sal de platina);
■ Recomenda-se aguardar 1 hora para vazar o gesso;
■ Tempo de trabalho e presa sensíveis à temperatura, excelente
propriedade elástica, baixo coeficiente de deformação,
hidrofóbico;
■ Compostos sulfurosos alteram a polimerização do silicone de
condensação (luva latex, dique de borracha, líquido para retração
gengival).
Passo a passo:
Preparação do paciente → isolamento adequado e instruções sobre como cooperar
durante a moldagem
Escolha e preparação do material → o material de moldagem adequado é selecionado
com base no caso clínico. O material é preparado de acordo com as instruções do
fabricante.
Manipulação e material de moldagem → é importante seguir as instruções do fabricante
para obter resultados precisos.
Moldagem dos preparos dentários → o material é inserido na boca cobrindo
completamente os preparos e tecidos adjacentes
Remoção e inspeção da moldagem → após o tempo de presa adequado, a moldagem é
cuidadosamente removida da boca do paciente, ela deve ser inspecionada para verificar
se todos os detalhes necessários foram copiados
Envio para o laboratório → a moldagem é enviada para o laboratório de prótese, onde
será utilizada para a confecção do modelo de gesso (ou envia o modelo pronto)
● Afastamento gengival → afastamento temporário da gengiva circundante aos dentes
preparados nos limites gengivais e intra sulculares por um período de tempo suficiente
para a realização da moldagem; cessado seus efeitos, os tecidos gengivais devem voltar a
posição e a condição de saúde gengival.
Parte mais nobre de um dente preparado → linha de terminação cervical.
● Adaptação de uma PPF → fator determinante para a saúde do periodonto e do complexo
dentinho pulpar
● Desejável → cópia nítida da linha de terminação confecção de uma PPF com adaptação
marginal satisfatória
○ O material de moldagem deve copiar cervicalmente
○ Visualização nítida do término cervical
● Afastamento químico → sulfato férrico
● Afastamento mecânico → casquetes de resina acrílica autopolimerizável / RAAP
(coping); não controla o exsudato nem o sangramento, proporciona um afastamento
gengival satisfatório, permite reembasamento, confortável ao paciente, a anestesia é só
necessária quando o pilar for vitalizado, provoca menos dano tecidual, cicatrização mais
rápida e menor recessão gengival permanente
● Afastamento químico-mecânico → duplo efeito (ação mecânica do fio e química da
substância), substâncias químicas com vasoconstritor ou adstringentes
○ Adstringentes → sulfato de alumínio (apresentam enxofre, devem ficar até 10
minutos no sulco), cloreto de alumínio e sulfato férrico (causa irritação, deve ficar
1 a 3 minutos no sulco gengival)
○ Vasoconstritores → dose máxima de 0,2 mg/pol, uso máximo por 8 min, não deve
ser usado em tecidos ulcerados, evitar uso em pacientes cardíacos, diabéticos,
com hipertireoidismo e que tomem betabloqueadores.
● Toda manobra de afastamento no sulco gengival é traumática; o afastamento deve ser
suave; o reparo histológico ocorre em no máximo 10 dias em condições adequadas
(recessão gengival imperceptível)
Passo a passo:
Isola-se a área dos dentes preparados
Seca-se com leves jatos de ar os dentes preparados
Corte do fio de afastamento 1 cm maior que o diâmetro do pilar
Imersão do fio de afastamento na solução química ou adstringente
Posiciona-se o fio ao redor do dente, alçando-o
Inserção do fio com espátula de ponta romba nas faces proximais, em seguida
vestibular e lingual
Pontas do fio ficam para lingual e palatina
Corta-se o excesso e faz a sobreposição das pontas do fio por lingual ou palatina
Aguarda-se o fim do tempo de permanência do fio
Remoção do fio de afastamento – duração do afastamento de 30s
Lavagem e secagem
Inserção do material de moldagem
Dois Tempos
Seca-se com leves jatos de ar a área a ser moldada
Mistura-se manualmente a pasta base e catalisadora da massa densa; preenche-se a
moldeira e leva-se a moldeira à boca.
Após o tempo de presa adequado, a moldagem é cuidadosamente removida. Deve-se
verificar se todos os dentes da arcada e todos os detalhes necessários foram copiados,
sem irregularidades grosseiras
Fazer alívio na moldagem, eliminando o excesso de material que dificulte a reinserção
da moldeira na boca (especialmente em região de fundo de vestíbulo).
● A moldagem inicial pode ser feita interpondo-se uma folha de plástico sobre a
massa densa ou com o provisório em boca para conferir alívio desde o início
(dispensa a necessidade do desgaste posterior)
Para preparos com extensão intrasulcular é necessário antes realizar um afastamento
gengival com fios retratores (com ou sem substância química). Deve-se esperar o
tempo necessário de ação do afastamento gengival.
Preparar a pasta leve e colocar em uma seringa de moldagem; remover o segundo fio
retrator (umedecer o fio com spray de água evita sangramentos).
Dentro de 30 segundos, leva-se a seringa à boca e o material é dispensado sobre os
dentes preparados e também sobre o molde (na moldeira). A moldeira é levada em
posição, com leve compressão, para escoamento do material fluido.
Após a presa final, deve-se remover a moldeira em um movimento único, protegendo a
arcada antagonista. O material leve deve estar todo contido dentro da pasta pesada
sem falhas, copiando todo o término do preparo com precisão.
As moldagens feitas com silicone de condensação devem ser vazadas em até 30
minutos após sua remoção da boca; com silicone de adição, só podem ser vazadas após
1 hora de espera (para permitir a eliminação de hidrogênio do material).
Tempo Único
Seca-se com leves jatos de ar a área a ser moldada
Insere-se o fio retrator no sulco gengival
Mistura-se manualmente a pasta base e catalisadora da massa densa
Preenche-se a moldeira
Mistura-se a pasta base e a catalisadora da massa leve
Injeta-se a mistura do interior do sulco gengival nos dentes vizinhos e na moldeira
Leva-se a moldeira à boca
Espera-se o tempo de polimerização do material
Remoção da moldeira
Inspeção do molde obtido
Casquete de Resina
● Vantagens → afastamento mecânico
(conservador), mais barato
● Não necessita de fio de afastamento
Etapa: confecção dos casquetes de resina acrílica através de dois métodos distintos
→ modelo de gesso dos preparos dentais ou coroas provisórias
➜ Modelos de gesso dos preparos dentais:
1. Moldagem dos preparos dentais
2. Obtenção do modelo
3. Delimitação entre a junção das paredes axiais e do término cervical com
grafite
4. Alívio em cera ±0.5 mm
5. Isolamento do término cervical, do preparo e da cera
6. Manipulação da RAAQ
7. Confecção do casquete – maior espessura vestíbulo-lingual
8. Remoção dos casquetes do modelo
9. Acabamento dos casquetes
10. Identificação do casquete (em múltiplos preparos)
➜ Coroas provisórias:
1. Remoção e limpeza das coroas provisórias
2. Pote dappen – mistura homogênea de alginato
3. Inserção da coroa provisória no alginato
4. Remoção da coroa provisória – obtenção do molde
5. Preenchimento do molde com RAAQ
6. Remoção do casquete
7. Acabamento
Etapa: reembasamento dos casquetes:
1. Isolamento do dente preparado
2. Aplicação de resina acrílica ao término do preparo – técnica de Nillow
3. Com a perda do brilho da resina, posiciona-se o casquete com movimento
vagaroso na direção apical
4. Pressão do casquete sobre a resina do tecido gengival – ligeira isquemia
5. Afastamento lateral
6. Resina na fase plástica – inserção no sulco gengival → melhor afastamento
gengival
7. Remover e recolocar o casquete
8. Remoção do casquete
9. Visualização do excesso externo de RAAQ – ±0.2 mm saia – afastamento
mecânico de tecido gengival
10. Delimitação da saia e do término cervical
11. Desgastes das margens externas da saia
12. Desgaste das margens internas
● Verificação da adaptação em boca - usar sonda exploradora
Etapa: moldagem com o casquete
1. Seca-se o dente preparado
2. Aplicação de adesivo especial no casquete
3. Manipulação do material de moldagem
4. Inserção da mistura, com espátula, no casquete
5. Moldagem do preparo
Moldagem Digital
● Feita pelo próprio dentista ou profissional terceirizado, com modelo de gesso
previamente moldado
● Etapas clínicas: captação da imagem → planejamento digital → confecção da prótese
(CAD/CAM) → prova da peça → cimentação
Quanto à área a ser restaurada
● Inlays (incrustação) → são cavidades parciais sem envolvimento de cúspide / preenche o
espaço entre as cúspides, ficando contida “dentro” do dente.
○ Restauração unicamente intracoronária
● Onlays → restauração extracoronária, com envolvimento de uma ou mais cúspides
○ Também chamada de RMF (restauração metálica fundida)
○ Vonlay → possui a margem semelhante a um “V” na oclusal
● Overlays (tabletops) → restauração onlay que envolve e recobre todas as cúspides
as restaurações indiretas não possuem diferença quanto à sua conformação
geométrica, mas sim em sua extensão.
● Veneer (faceta) → lâminas finas de porcelana ou resina
composta que são aplicadas na superfície frontal dos dentes
com objetivo de melhorar a estética, corrigir imperfeições,
restaurar desgastes, modificar o formato irregular e fechar
pequenos diastemas entre os dentes.
Quanto ao material restaurador
● Restauração metálica → confeccionadas em ligas metálicas nobres
● Restauração mista → metalo-cerâmicas
● Restaurações cerâmicas
● Restaurações de resina composta → são confeccionadas com sistemas indiretos de
resina composta
Indicações
Cavidades médias a amplas, principalmente MOD
● Dentes posteriores com lesões de cárie envolvendo no mínimo duas superfícies
● Substituição de restaurações amplas deficientes
● Dentes tratados endodonticamente e com extensa destruição coronária
● Dentes tratados endodonticamente com extensa destruição coronária e ampla
dilaceração radicular (inviável a colocação de de pino intra-radicular)
● Dentes que apresentam fratura de cúspides
● Dentes extruídos ou em suboclusão (correção do posicionamento)
● Dentes com defeitos estruturais ou de formação (amelogênese imperfeita ou hipoplasia)
● Fechamentos de pequenos diastemas
● Dentes vitais com extensa destruição coronária
● Dentes posteriores com coroa clínica curta
Vantagens
● Resultado estético excelente
● Reforço da estrutura dental remanescente
● Maior resistência ao desgaste e melhores propriedades em comparação a restaurações
diretas em resina
● Menor contração de polimerização pela técnica de cimentação adesiva
● Maior facilidade de restabelecer contatos interproximais e melhor adaptação marginal
em dentes vitais, onlays e overlays possibilitam restaurações que dispensam o
tratamento endodôntico, colocação de pino intra-radicular e desgaste da estrutura
coronária remanescente – maior preservação do dente natural
Limitações
● Cavidades pequenas e cavidades subgengivais
● Etapa laboratorial – maior tempo de tratamento e maior custo
● Pacientes com parafunção oclusal – necessitam de um plano de tratamento de ajuste,
reabilitação e proteção da oclusão
CRITÉRIOS QUE PERMITEM RESTAURAÇÃO DIRETA EM RESINA COMPOSTA:
● Dente vital (sem endo), oclusão estável, paredes circundantes maiores que 2.5 mm,
dente que não é pilar de prótese, sem ausências dentárias vizinhas
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO PARA RESTAURAÇÕES INDIRETAS:
● Endo → tratamento endodôntico (dente vital ou não) e sensibilidade dentária
● Oclusão → patologias, ausências e próteses
● Tamanho da cavidade e remanescente → presença de trincas
● Quantidade e condição do tecido dental remanescente → decisão de preservação,
remoção parcial ou total.
sempre que possível, optar pela manutenção da cúspide devido à preservação de
tecido hígido e manutenção da relação oclusal.
● Presença de restaurações nos dentes da arcada antagonista → determina o tipo de
material restaurador indireto (compatibilidade com o antagonista / resina-resina e
porcelana-porcelana)
● Oclusão → bruxismo, relação de intercuspidação, espaço para o material restaurador
● Localização das margens da cavidade → preferencialmente margens supragengivais
Classificação de Dietschi
● Cavidade pequena-média → apresenta espessura de parede maior que 2.5 mm
● Cavidade média-grande → paredes circundantes menores que 2.5 mas maiores que 1.5
mm; considerar a proteção de cúspides
● Cavidade extensa → paredes circundantes menores que 1.5 mm e/ou localizada abaixo
da junção cemento esmalte; necessariamente fazer proteção de cúspides
Curva Tensão x Deformação
● Curva tensão deformação → relaciona o quanto de força é aplicado (sobre a área) para
gerar deformação
○ Tensão → resistência a uma força aplicada sobre um material
○ Deformação → alteração de comprimento quando o material é submetido a uma
força
○ Regime elástico → deformação com recuperação da forma – padrão de
proporcionalidade da curva
○ Regime plástico → deformação sem recuperação da forma / absorção de energia
plástica – perda do padrão de proporcionalidade da curva; leva à fratura
● Limite de escoamento do material (σesc ) → representa o fim do comportamento
elástico do material e o início do comportamento plástico
● Limite de resistência mecânica (σs / UTS) → ponto de tensão máxima antes da fratura
(pico da curva)
● Rigidez → medida de elasticidade do material; ângulo inicial do gráfico formado numa
curva de tensão/deformação no regime elástico
○ Ângulo da curva muito alto → material rígido – precisa de muita força para
sofrer deformação
⤥ Ε → modulo de Young / módulo de elasticidade – medida da rigidez
(quanto maior o módulo, mais rígido o material)
Perda de rigidez do dente (perda de esmalte) → forças pequenas se
tornam capazes de provocar fratura
● Resiliência → alta capacidade de deformação no regime elástico – absorção de energia
○ Área abaixo do regime elástico
○ Fibromucosa, resina acrílica
● Ductilidade → capacidade do material de absorver energia plástica – resistência à força
de tração
○ Área abaixo do regime plástico da curva
● Fragilidade → contrário de ductilidade / incapacidade de se deformar plasticamente –
não se deforma no regime plástico
● Tenacidade → capacidade total de deformação – plástica e elástica / corresponde à área
total abaixo das porções elástica e plástica da curva
○ Quantidade de energia aplicada sobre um material para que ocorra fratura
○ Quanto maior a resistência e maior a ductibilidade, maior será a tenacidade
● Resistência → capacidade de aguentar tensão antes de deformar
Um material pode ser resistente e frágil – material não dúctil
Material dentário ideal deve acompanhar a deformação natural do dente frente à
mudança de temperatura (expansão e contração)
● Quando recobrir cúspides → concentração de tensões maior com inlays; distribuição
das tensões com restaurações onlays (pelo envolvimento de mais cúspides)
○ Efeito férula → é dado pela restauração indireta através da característica de
abraçamento realizado na estrutura dentária coronária remanescente após o
preparo
⤥ Efeito protetor que previne a fratura vertical da raiz e melhora a
integridade do dente tratado endodonticamente
○ Onlay → mecanismo de proteção de cúspides
○ Se for muito grande, a inlay pode levar a concentração de tensões no ângulo
axiopulpar
● “Proteção” de cúspides → modificação da distribuição de tensões no remanescente
dentário, evitando concentrações principalmente nos ângulos axopulpares
Classe I de Black
● Classe I reduz a rigidez e/ou resistência mecânica do dente em 14-44%
● Rigidez → gera deflexão das cúspides
○ Cavidade oclusal → rigidez diminui – é necessário menos força para provocar
uma deformação maior – deflexão de cúspide maior
● Dente vital, sem sinal de sensibilidade e sem fraturas → permite restaurações mais
conservadoras (resina composta direta)
○ Analisar a espessura das paredes do remanescente → resistência à deflexão
○ Paredes axiais maiores que 2.5 mm
Trincas em dente vital e paredes espessas permitem restauração direta
Classe II de Black (MOD)
● Aumento de deflexão das cúspides – maior perda de rigidez devido à perda da crista
marginal
● Istmo maior que ⅓ da distância das cúspides → considerar a necessidade de proteção
de cúspides
● Maiores tensões nos pontos de contato e ângulos axiopulpares
● Tendência de fratura na parede pulpar e axiopulpar
● Tendência de fratura vestibular e lingual (maior tensão nos pontos de contato) – fratura
longitudinal
● Comprometimento de um dos critérios (endo, oclusão e tamanho da cavidade) pode já
indicar a necessidade de proteção de cúspides – restaurações onlay ou overlay
○ A proteção de todas as cúspides que tenham menos que 1.5 mm de espessura
diferencia a necessidade de onlay ou overlay
● Resina composta apresenta propriedades mecânicas semelhantes à dentina – ideal para
substituir dentina
● Efeito da espessura das paredes do remanescente sobre o tipo de preparo feito
● Cavidade profunda, mesmo que seja espessa, pode provocar deflexão pelo efeito de
alavanca
Fratura de amálgama – síndrome do dente fraturado
Otimização do tamanho da cavidade (profundidade) → diminuir o tamanho da parede
(fazer preparo para onlay) ou realizar núcleo de preenchimento
● Cerâmica com alto módulo de elasticidade (rígida) – dissilicato de lítio → proteção
melhor das cúspides em grande perda de esmalte e dente endodôntica mente tratado
○ Preparo de cerâmica → paredes divergentes, ângulo de 90 a 120 graus, ângulos
internos arredondados, desgaste na espessura de 1.5 mm
Para restaurações indiretas
● Preparos para inlay → são totalmente expulsivos, possuem ângulos internos
arredondados, término em ombro arredondado para cerâmicas e em chanfro para metal,
desgastes de 1.5 mm a 2 mm nas cúspides de trabalho e 1.5 mm em todo o resto.
○ Onlay → não prepara todas as cúspides
● Caixa proximal → parede vestibular e lingual expulsivas; parede axial plana e levemente
expulsiva no sentido axioproximal, com terminação em chanfrado; ângulos externos
arredondados.
● Caixa oclusal → abertura vestibulolingual de 1,5 a 2mm; profundidade oclusal de 2 mm;
parede vestibular e lingual levemente expulsivas; ângulos internos arredondados; ângulo
cavo superficial nítido e sem bisel; chanfro nas cúspides de contenção cêntrica para
onlays e overlays
○ Vantagens do chanfro → transição estética e configuração adesiva favoráveis;
escoamento para o cimento resinoso; ângulos internos arredondados.
⤥ Desvantagem → maior risco de fratura marginal
● Fazer guias de desgaste e desgaste oclusal
● Bisel da cúspide funcional para ter espessura adequada da cúspide de trabalho
● 1 a 1.5 mm de desgaste da cúspide
● Contra-bisel
● Caixas → istmo de 2 a 3 mm, caixa de 1.5 mm, ângulo de
expulsividade mais ou menos 10°, menor que 45°
● Flare → alcançar ângulo de 90° externo
● Ombro na cúspide de trabalho para aumentar a espessura
de cerâmica
Aesthetica Odontologia - Vídeo com preparo para "overlay" cerâmico