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Medidas de Frequência em Saúde Pública

O documento aborda a importância de compreender problemas de saúde pública e as medidas de frequência em epidemiologia, incluindo indicadores de saúde e mortalidade. Discute a priorização de problemas de saúde bucal e a necessidade de decisões baseadas em dados epidemiológicos para otimizar recursos. Além disso, explora a definição e aplicação de índices e indicadores de saúde para mensurar e avaliar a situação de saúde da população.

Enviado por

Paulo Felipe
Direitos autorais
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Medidas de Frequência em Saúde Pública

O documento aborda a importância de compreender problemas de saúde pública e as medidas de frequência em epidemiologia, incluindo indicadores de saúde e mortalidade. Discute a priorização de problemas de saúde bucal e a necessidade de decisões baseadas em dados epidemiológicos para otimizar recursos. Além disso, explora a definição e aplicação de índices e indicadores de saúde para mensurar e avaliar a situação de saúde da população.

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O problema de saúde pública

Medidas de frequência em epidemiologia


(índices e indicadores)

• UDF Centro Universitário do Distrito Federal


• Odontologia em Saúde Coletiva II
• Profa. Caroline Piske de A. Barbosa
Objetivos

Compreender:
• O problema de Saúde Pública
• Medidas de frequência e indicadores de saúde
• medidas de mortalidade, morbidade e indicadores de saúde
bucal
• Você é um gestor de uma unidade de saúde e deve
participar da decisão sobre em qual agravo ou
Escolhas doença investir já que sua verba anual está restrita.
Que fatores guiariam você nessas decisões?
Condições essenciais para
considerar-se um Problema de
Saúde Pública (Sinai apud
Chaves, 1986):

• Constitui causa comum de


morbidade ou mortalidade
• Existem métodos eficazes de
prevenção e controle
• Tais métodos não estão sendo
utilizados de modo adequado
pela comunidade
Problemas de saúde bucal
Como definir prioridades para
hierarquização dos problemas
(Sinai apud Chaves, 1986) ?

• Número de pessoas atingidas


• Seriedade do dano causado
• Possibilidade de atuação eficiente
(Fissura de lábio-palatino)
• Custo per capita
• Grau de interesse da comunidade
Problemas de
saúde bucal
• Os mais prevalentes são:
• Cárie dentária
• Periodontopatias
• Mal-oclusões
• Fissuras lábio palatinas
• Câncer bucal
• Fluorose
• Seqüelas de traumatismos
Planejamento dos serviços
As decisões do gestor em saúde
deveriam ser tomadas baseadas nas
informações da epidemiologia para:

• Definir prioridades
• Melhor uso dos
recursos humanos e
financeiros
Então por que nós não
podemos fazer isso
simplesmente com o
número total de casos?
Malária
• 10 casos / cidade de 1.000
hab.

• 10 casos / cidade de
100.000 hab.
*Em um mesmo período de
tempo
Em epidemiologia, nós
precisamos saber:

• O tamanho da
população da qual os
casos se originaram; e
• O período de tempo no
qual a informação foi
coletada
Sistema de
Informações de
Registro
• Devem ser confiáveis e
fidedignos,
• evitando, ao máximo,
• a subnotificação de
informações
• ou os casos de fuga de
dados
Fonte de informações para
os indicadores sociais
• Fontes de Informação:
• Censo – cada 10 anos – IBGE- Censo Demográfico –
Observa-se: crescimento populacional,
informações econômicas, de educação, de moradia
etc.
• Pesquisa Nacional de Amostras Domiciliares –
PNAD – pesquisas pontuais de doenças, patologias
• Levantamentos Epidemiológicos em Saúde Bucal
• CID-10 Classificação Estatística Internacional de
Doenças e Problemas Relacionados – permite
comparação entre países, regiões
Registro em Cartórios de eventos vitais:

• Casamentos
• Nascimentos Hospitais emitem Declaração de
Nascidos Vivos – cartório- Sistema de Nascidos
Vivos - SINASC, vigilância sobre os recém-nascidos
de risco, as condições de gestação e do parto e o
cálculo da mortalidade infantil.
• Mortes Declaração de Óbito. Sistema de
Mortalidade SIM
• Adoção, etc
Sistema de
Informações de
Registro
• Prontuários e estatísticas de
estabelecimentos de saúde
• Registros da Previdência social
• Arquivos médicos de empresas,
sindicatos, escolas e creches
• Fichas de consultórios
particulares
• Arquivos de alistamento militar
• Registros policiais
• A combinação de dados demográficos e epidemiológicos
• que possa traduzir os níveis de saúde de uma população é
• expresso através de indicadores,
• Estes indicadores podem ser coeficientes ou índices.
Uso de Indicadores
de Saúde

• É o que indica ou reflete


uma característica em
particular

• Representa ou mede
aspectos não sujeitos à
observação direta
Indicador x
Índice
• Índice- Expressa Situações
multidimensionais.
Incorpora em uma medida
diferentes aspectos ou
diferentes indicadores:
CPOD, APGAR,
MORBIMORTALIDADE.
• Indicador inclui apenas um
aspecto. Ex: a mortalidade


Índice e Indicadores

Índice – Se expressa por valor numérico.

Indicadores – Possuem sentido mais amplo e podem incluir tanto


alguns índices quanto informações qualitativas como condições
de vida, acesso a serviços de saúde, etc.
ÍNDICES E
INDICADORES
• ÍNDICES – expressões
numéricas do indicador.
Representa relação
entre medidas.

• Ex. 1: O carro anda a 250


km/h
• Indicador: velocidade
• Índice: 250 km/h
ÍNDICES E
INDICADORES
• Ex. 2: Um trabalhador produz 100
blocos por dia.
• Indicador: produtividade do
trabalhador
• Índice: 100 blocos/ dia

• Obs: medidas simples não


constituem índices.
AS MEDIDAS EM
NOSSAS VIDAS
• Para saber se estamos acima do
peso, verificamos o nosso IMC
(índice de massa corpórea);
• Nossa saúde geral é avaliada a
partir da coleta de inúmeras taxas
(colesterol, triglicerídeos, glicose,
etc.);
• Todos os estudantes são avaliados a
partir de notas ou indicadores
escolares.
Por que nós precisamos
fazer essas mensurações?

Mensurar doença (e saúde) de formas diferentes

Tomada de decisões

Comparações

Indivíduos

Países, estados, regiões, municípios

Gênero, raça

Experiências / exposições diferentes


Instrumentos de
medida
qualitativas
• Para mensurar os índices da
qualidade e produtividade,
podemos utilizar :
• Formulários;
• Folhas de levantamento de dados;
• Gráficos;
• Tabelas;
• Dentre outros.
Indicadores epidemiológicos podem ser expressos em:

• Números absolutos - 0,1,2,3,4,... (n. de crianças doentes)


• Números relativos:
• Proporções ( % de homens doentes/ homens doentes e sadios)
• Razões ( n. de homens doentes/ n. de mulheres doentes)
• Taxas ou coeficientes ( n. de novos casos de doentes) Incidência, prevalência,
mortalidade
• Índicadores (medidas que integram múltiplas dimensões, diferentes variáveis)
• Índice de Apgar (freqüência cardíaca, respiração, tónus muscular, irritabilidade
reflexa e cor da pele), IDH, CPOD
Critérios importantes para um índice:
Aceitabilidade – Prático e aceitável para o paciente, não causando incômodo

Clareza, simplicidade e objetividade – para o examinador

Pertinência – relação entre índice e a doença estudada

Confiabilidade – Padronizado e confiável, permitindo comparações

Análise estatística - Permitir a quantificação numérica

Além disso, não produzir dor ou incômodo nos examinados


• Mortalidade Indicador negativo
• Morbidade Indicador negativo
• Indicadores Positivos de Saúde: Bem estar e
qualidade de vida
• Indicadores Nutricionais : crescimento e
desenvolvimento

Principais Indicadores • Indicadores Demográficos: Esperança de vida


• Indicadores Sociais
de Saúde • Indicadores saúde – ambiental: saneamento,
moradia
• Serviços de Saúde: insumos, processos, resultados
•morbidade
(doença) e
INDICADORES DE: mortalidade
(óbitos)
Expressa a situação das doenças na população

Decomposição do processo saúde doença:

Alteração da saúde

MORBIDADE Percepção de anormalidade

Demanda por atendimento

Uso de serviços

Resultado clínico
Medidas de
Frequência
PREVALÊNCIA
• Número de casos existentes de uma
doença, em um dado momento.
• É uma medida estática, pontual.
• INCIDÊNCIA
• Frequência com que surgem novos
casos de uma doença, em uma
população, num intervalo de tempo.
• É uma medida dinâmica.
Medidas de
Frequência
das doenças
Indicadores
de
morbidade
• Descreve a força (carga) com que sub- existem as
doenças na coletividade
• Medida estática
• Qual a prevalência da parasitose por Ascaris
lumbricoides entre 400 crianças submetidas a
Calcule exame parasitológico de fezes, no início do ano,
sendo que foram encontradas 38 com exame
positivo para Ascaris?
• Incidência: Prevalência
velha – Prevalência Nova
Uso das medidas de Prevalência e Incidência
• Como a epidemiologia das
doenças infecciosas pode
influenciar a incidência?
Patogenicidade / Virulência X
Dados de vigilância
Conceitos Específicos

• Infectividade, taxa de ataque, imunidade, vetor, transmissão, portador,


doença subclínica, caso índice, fonte, exposição, reservatório, período
de incubação, colonização, suscetibilidade, resistência…
Infectividade

CAPACIDADE DE PRODUZIR ESTIMADA POR N. INFECÇÕES TAXA DE ATAQUE SECUNDÁRIO –


INFECÇÃO X 10N / POP EXPOSTA EPIDEMIAS
Patogenicidade

• Capacidade de produzir
doença

• Cepa, intensidade de
infecção

• No. Casos clínicos / total


de infectados
Capacidade de produzir
casos graves ou letais
Virulência

Letalidade – No. Óbitos X 10n


/ no. Casos da doença
Patogenicidade / Virulência
Prevalência e Incidência
Prevalência e Incidência

Prevalência

= casos prevalentes
Prof. Caroline Mohamed
Prevalência e Incidência

Nova
prevalência

Incidência

Velha
prevalência

Nenhum caso more ou fica são


Prof. Caroline Piske = casos prevalentes = casos incidentes
Prevalence
Prevalênciaand
e Incidência
Incidence

= casos prevalentes
Prof. Caroline Piske
= casos incidentes = óbitos ou recuperação
Fatores que afetam a prevalência de doenças e agravos?

Prof. Caroline Piske 46


A prevalência depende da duração da doença e da incidência !

A prevalência e a incidência estão relacionadas à duração da doença.

A melhoria no tratamento médico de uma afecção crônica, fazendo prolongar a vida mas
sem curar a doença, aumenta o número de casos na população, elevando a prevalência.

P=IxD
Vamos treinar!!
1. Calcule
Em 2019, O estado de São Paulo reportou uma estimativa de
253.040 residentes com mais de 20 anos de idade com diabetes
mellitus
O censo estimou que a população de São Paulo, acima de 20
anos, era de 5.008.863 habitantes

Calcule a PREVALÊNCIA do Diabetes nessa população em 1999.


2. Calcule
• Em 2015, O estado de Pernambuco reportou uma estimativa de
200 casos de microcefalia em recém nascidos, ligados à infecção
com o Zica vírus.
• O censo estimou que a população de recém nascidos vivos em
Pernambuco neste mesmo ano foi de 120.000 crianças.
• Calcule a INCIDÊNCIA da Microcefalia nessa população em 2015.
• Justifique o cálculo de incidência contra o de prevalência.
Indicadores de Mortalidade
Coeficiente mortalidade geral

Coeficiente mortalidade geral por causas

Coeficiente mortalidade materna

Coeficiente mortalidade infantil


Coeficiente de
Mortalidade Geral

• Estima o risco de morrer a que está sujeita uma


pessoa de uma determinada área e determinado
ano.
Conceito de Morte materna (CID-10):

• “É a morte de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o


término da gestação, independente da duração ou da localização da
gravidez, devida a qualquer causa relacionada com ou agravada pela
gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não devida a causas
acidentais ou incidentais"
Mortalidade Materna

01 02 03
A morte de mulheres Trata-se de um Número de mortes
por causas ligadas a importante indicador maternas por 100 mil
gravidez, aborto, do nível de respeito nascidos vivos.
parto e puerpério é, aos direitos sexuais e
em sua quase reprodutivos na
totalidade, evitável. comunidade.
• Objetiva-se medir o risco de morte por estas causas,
Coeficiente de avaliando a cobertura e qualidade da assistência
prestada à mulher neste período.
Mortalidade Materna
• Estima o risco de um nascido vivo morrer antes de
Coeficiente de completar um ano de vida.
Mortalidade Infantil • Indicador sensível que permite avaliar condições de
vida e de desenvolvimento social de uma região.
Coeficientes de mortalidade
de países selecionados
Países Infantil Materna Esper. de
vida
ETIÓPIA 135 2000 47

BRASIL 61 150 65

CANADÁ 8 2 77

JAPÃO 5 15 78

Fonte: Banco Mundial 1980


Prof. Caroline Piske 59
Prof. Caroline Piske 60
Coeficiente de
letalidade
• Relativo à virulência
Risco de morrer de uma pessoa
doente
Outros coeficientes específicos e
mortalidade proporcional

Mortalidade
Mortalidade Mortalidade Mortalidade
proporcional
por sexo por idade por local
por causas
Indicadores
Epidemiológicos
Trabalho em grupo
Discuta com seus grupos a apresentação da
covid 19 no Brasil em:
• 2020
• 2021
• 2022
• 2023
• 2024
• Semanas epidemiológicas (de domingo à sábado= 52 a 53 semanas
por ano)
• Escolha a semana epidemiológica ou clique nas semanas do ano todo
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