ALEF POFFO
COLEÇÃO CAMINHOS DA ESPIRITUALIDADE
RUMO À
UMBANDA
O GUIA PRÁTICO PARA
INICIANTES DE UMBANDA
COLEÇÃO CAMINHOS DA ESPIRITUALIDADE
RUMO À
UMBANDA
O GUIA PRÁTICO PARA
INICIANTES DE UMBANDA
1° EDIÇÃO
Com todo carinho e gratidão, dedico este livro a
todos os meus seguidores e a cada alma curiosa
que deseja se aprofundar no conhecimento da
Umbanda.
Sobre o autor
Alef Poffo é médium cruzado
de umbanda com 7 anos de
dedicação, numerólogo com
mais de mil mapas realizados e
influenciador digital com mais
de 400 mil seguidores nas
redes sociais.
Alef, guia espiritualmente sua
comunidade, integrando a
sabedoria dos orixás com a
numerologia para promover
autoconhecimento e
transformação. Nas redes
sociais, compartilha seus
conhecimentos espirituais,
inspirando muitos com sua
autenticidade e carisma.
Sua missão é democratizar o
conhecimento espiritual e
apoiar o crescimento pessoal de
seus seguidores.
“Agradeço a todos aqueles que contribuíram
para a realização deste projeto, seja com suas
palavras de incentivo, seu conhecimento
compartilhado ou sua presença amorosa.
Sem vocês, este livro não seria possível.”
Alef Poffo
Sumário
Introdução...................................................................................................................... 07
A Umbanda.................................................................................................................... 08
Deus na Umbanda.................................................................................................... 11
Divindades: Orixás..................................................................................................... 13
Entidades: Espíritos.................................................................................................. 18
A Crença em Jesus Cristo..................................................................................... 27
A Importância do tabaco e do álcool........................................................... 29
Como saber meu orixá de cabeça.................................................................. 30
Entidades que me acompanham.................................................................. 32
Sinais de mediunidade.......................................................................................... 34
Encontrando um bom terreiro......................................................................... 37
Condutas para o bom convívio........................................................................ 39
As funções de cada indivíduo no terreiro................................................. 45
Ato de bater cabeça................................................................................................. 49
Gira de umbanda....................................................................................................... 51
Preceito na umbanda............................................................................................. 54
O início do desenvolvimento mediúnico.................................................. 57
Incorporação consciente, semiconsciente e inconsciente........... 60
Identificando e Lidando com Falsas Incorporações.......................... 64
Oferendas na Umbanda....................................................................................... 67
Ervas na Umbanda................................................................................................... 70
Banhos poderosos..................................................................................................... 73
Simpatias para você usar na sua vida.......................................................... 84
Vaso de firmeza........................................................................................................... 89
Como montar um congá em casa (para simpatizantes)............... 93
Como rezar em casa................................................................................................ 97
Firmando Exu em casa.......................................................................................... 103
Como fazer uma casinha para Exú e Pomba Gira.............................. 104
Incorporação x supervisão................................................................................... 106
Considerações finais................................................................................................ 108
Introdução
Olá, sou Alef Poffo, e é com grande entusiasmo que
compartilho com você este livro dedicado à Umbanda. Há sete
anos mergulhei nesta fascinante jornada espiritual,
encontrando na Umbanda um caminho de luz, amor e
autoconhecimento.
Além de praticante da Umbanda, sou também numerólogo,
explorando os mistérios dos números e sua influência em
nossas vidas. Através das redes sociais, tenho o privilégio de
compartilhar minha paixão pela Umbanda e pela numerologia,
levando conhecimento e inspiração a todos que cruzam meu
caminho virtual.
Este guia nasceu do desejo de oferecer um recurso acessível
e abrangente para aqueles que desejam entender e se
aprofundar na prática da Umbanda. Minha intenção é
compartilhar não apenas conceitos básicos, mas também
insights pessoais e reflexões que possam enriquecer sua
jornada espiritual.
Espero que este livro seja uma fonte de inspiração e
conhecimento para você, guiando em sua busca espiritual e
fortalecendo sua conexão com o divino e com os mistérios da
vida. Que a luz da Umbanda e a sabedoria dos números
iluminem sempre o seu caminho.
Axé
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A Umbanda
A Umbanda é uma religião afro-brasileira que emergiu no
Brasil no início do século XX, combinando elementos do
candomblé, do espiritismo kardecista, do catolicismo e de
tradições indígenas. Esta confluência de crenças e práticas
religiosas faz da Umbanda uma religião rica e diversificada, que
reflete a complexa formação cultural do Brasil. A Umbanda é
uma expressão significativa da religiosidade brasileira,
destacando-se por sua abertura, flexibilidade e capacidade de
sincretismo.
A origem da Umbanda é frequentemente atribuída ao
médium Zélio Fernandino de Moraes, que, em 1908, anunciou a
fundação da religião na cidade de Niterói, no estado do Rio de
Janeiro.
De acordo com a tradição, Zélio, através de um espírito
chamado Caboclo das Sete Encruzilhadas, iniciou uma nova
prática espiritual que unia diversos elementos religiosos. Esta
nova prática não só acolheu espíritos de ancestrais africanos e
indígenas, mas também espíritos europeus e santos católicos,
promovendo um espaço inclusivo e plural para a prática
religiosa.
No Brasil, a umbanda se expandiu rapidamente, adaptando-
se às diferentes regiões e absorvendo influências locais. Este
caráter dinâmico e adaptável contribuiu para a diversificação
de suas práticas e rituais, que podem variar significativamente
de um terreiro para outro.
Embora a Umbanda como a conhecemos hoje tenha sido
sistematizada e formalizada por Zélio Fernandino de Moraes
em 1908, suas raízes são muito mais antigas e complexas,
refletindo uma longa história de sincretismo e resistência
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Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
cultural no Brasil.
A origem da Umbanda está profundamente enraizada nas
práticas religiosas africanas trazidas pelos escravizados, nas
crenças indígenas nativas e na influência do catolicismo, tudo
isso mesclado com o espiritismo europeu que se popularizou
no Brasil no século XIX.
As práticas religiosas africanas foram trazidas ao Brasil pelos
milhões de africanos escravizados, principalmente de regiões
da África Ocidental e Central. Essas religiões eram variadas e
complexas, com sistemas de crenças que incluíam a adoração
a diversos deuses e espíritos (Orixás, Inkices, Voduns) e rituais
para comunicação com os ancestrais. Com a escravidão e a
diáspora forçada, essas práticas religiosas foram adaptadas e
sincretizadas como forma de resistência cultural e
sobrevivência espiritual.
Os Orixás, figuras centrais nas religiões africanas, foram
reconfigurados no contexto brasileiro para resistir às
imposições do catolicismo. A prática de associar Orixás a santos
católicos (sincretismo) foi uma estratégia de dissimulação e
preservação das tradições africanas sob a vigilância colonial.
Por exemplo, Oxóssi, o Orixá da caça, foi sincretizado com São
Sebastião, e Iansã, a deusa dos ventos e tempestades, com
Santa Bárbara. Essa combinação permitiu que os escravizados
e seus descendentes continuassem a praticar suas crenças sob
a aparência de devoção cristã.
Além disso, muitas festas e celebrações católicas foram
reinterpretadas e incorporadas às tradições afro-brasileiras,
criando um calendário religioso sincrético. As festas juninas,
por exemplo, tornaram-se ocasiões para homenagear santos
católicos e Orixás simultaneamente.
Antes da chegada dos europeus, as populações indígenas
brasileiras já possuíam suas próprias práticas religiosas,
baseadas em um profundo respeito pela natureza e crença em
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espíritos e forças sobrenaturais. Esses povos realizavam rituais
para honrar e apaziguar os espíritos da natureza, com pajés
(líderes espirituais) atuando como mediadores entre o mundo
humano e o espiritual.
Com a colonização, os indígenas e suas práticas foram
frequentemente suprimidos, mas muitos aspectos de suas
crenças e rituais foram preservados e integrados às práticas
afro-brasileiras.
As entidades conhecidas como Caboclos na Umbanda, por
exemplo, refletem esta influência indígena. Os Caboclos são
espíritos de antigos guerreiros e caçadores indígenas,
conhecidos por sua ligação com a natureza e sabedoria
espiritual.
No final do século XIX, o espiritismo kardecista, fundado pelo
francês Allan Kardec, começou a ganhar popularidade no
Brasil. O espiritismo se focava na comunicação com espíritos
desencarnados, na reencarnação e na evolução espiritual,
conceitos que encontraram ressonância com as tradições afro-
brasileiras e indígenas já existentes.
O espiritismo kardecista influenciou a Umbanda,
especialmente no que diz respeito à organização das sessões
mediúnicas e à compreensão dos processos de comunicação
espiritual. A fusão desses elementos espiritistas com as práticas
religiosas afro-brasileiras e indígenas contribuiu para a criação
de uma nova forma de religiosidade, que eventualmente se
consolidaria na Umbanda.
Antes de Zélio de Moraes formalizar a Umbanda como uma
religião distinta, já existia uma rica tapeçaria de práticas
religiosas no Brasil. A Umbanda, portanto, é o resultado de
séculos de adaptação e resistência, refletindo a complexa
história religiosa do Brasil e a persistência das identidades
culturais dos povos que compõem a nação.
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Deus na Umbanda
Deus é uma entidade suprema que transcende todas as
divindades e seres espirituais. É o criador do universo e de
todas as coisas, exercendo um papel central na cosmologia
umbandista.
Deus é frequentemente referido como Olorum, um termo
de origem iorubá que significa "Senhor do Céu". Ele é visto
como uma força onipotente, onipresente e onisciente, que
criou o universo e todos os seres nele contidos. Olorum é a
fonte de toda vida, a energia vital que permeia o cosmos,
mantendo a ordem e o equilíbrio natural.
Outra denominação comum para Deus na Umbanda é
Zambi, termo utilizado em algumas tradições afro-brasileiras.
Independentemente do nome, a concepção de Deus na
Umbanda é de um ser transcendente e inefável, que está além
da compreensão humana, mas cuja presença é sentida em
todos os aspectos da vida e da natureza.
Olorum não atua diretamente no mundo material, mas
através de seus intermediários, os Orixás. Os Orixás são
divindades que representam forças da natureza e aspectos da
vida humana, cada um governando áreas específicas da
existência. Eles são filhos de Olorum e atuam como seus
agentes, mantendo a ordem e a harmonia no universo.
Os Orixás são invocados pelos praticantes para interceder
junto a Olorum em suas necessidades cotidianas. Essa
estrutura hierárquica permite que os umbandistas se
conectem com o divino de maneira acessível e direta, através
de rituais, oferendas e invocações.
Embora os Orixás desempenhem papéis vitais, é a vontade
de Olorum que, em última instância, rege o destino e o
funcionamento do cosmos.
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Olorum se manifesta através da natureza, nos elementos e
nas forças que regem o mundo. A reverência à natureza é,
portanto, uma forma de adoração a Olorum, reconhecendo sua
criação e a energia divina que nela reside.
Esta conexão profunda com a natureza é uma característica
central da Umbanda, refletindo a visão de que tudo no
universo está interligado e é sustentado pela força divina de
Olorum.
Alguns umbandistas, influenciados pelo catolicismo, se
referem a Deus como Pai Eterno ou somente Deus, integrando
elementos da fé cristã em suas práticas. Essa flexibilidade e
abertura refletem a natureza inclusiva da Umbanda, que
acolhe e harmoniza diversas tradições espirituais.
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DIVINDADES
Orixás
Os Orixás têm suas raízes nas religiões tradicionais africanas,
principalmente entre os povos iorubás da Nigéria, Benin e
Togo.
Na Umbanda, os Orixás são vistos como intermediários entre
o ser humano e Olorum, o Deus supremo. Eles representam
forças da natureza e aspectos da vida humana, sendo
reverenciados por suas qualidades e poderes específicos.
Cada Orixá possui características próprias, incluindo um dia
da semana dedicado, cores, elementos da natureza associados,
comidas e oferendas específicas.
Além disso, cada Orixá rege aspectos particulares da vida e
do comportamento humano, influenciando diretamente a
maneira como os praticantes se relacionam com o mundo ao
seu redor. Abaixo você encontrará os principais orixás na
umbanda:
OXALÁ
Oxalá é considerado o pai de todos os orixás e o criador da
humanidade. Ele representa a paz, a sabedoria e a serenidade.
Na Umbanda, Oxalá é sincretizado com Jesus Cristo, refletindo
sua natureza pacífica e misericordiosa.
Cor: Branco
Dia da semana: Sexta-feira
Saudação: Epá babá
Oferenda: Canjica
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IEMANJÁ
Iemanjá é a orixá das águas e a mãe de todos os Orixás. Ela
simboliza a maternidade, a fertilidade e a proteção. Iemanjá é
sincretizada como Nossa Senhora dos Navegantes e é
celebrada com grande devoção em festas e oferendas nas
praias.
Cor: Azul claro
Dia da semana: Sábado
Saudação: Odoyá
Oferenda: Manjar de coco
OGUM
Ogum é o orixá da guerra, da tecnologia e dos caminhos. Ele
é visto como um protetor dos guerreiros e trabalhadores,
representando a força e a determinação. Sincretizado com São
Jorge.
Cor: Vermelho ou azul escuro
Dia da semana: Terça-feira
Saudação: Ògún yè
Oferenda: Feijão preto
OXÓSSI
Oxóssi é o orixá da caça, da fartura e do conhecimento. Ele é
reverenciado por sua conexão com a natureza e por ser um
protetor dos caçadores e agricultores. Na Umbanda, Oxóssi é
sincretizado com São Sebastião.
Cor: Verde ou azul-turquesa
Dia da semana: Quinta-feira
Saudação: Okê arô
Oferenda: Milho
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XANGÔ
Xangô é o orixá da justiça, dos raios e trovões. Ele é visto
como um rei justo e poderoso, protetor dos injustiçados e
defensor da verdade. Sincretizado com São Jerônimo.
Cor: Marrom
Dia da semana: Quarta-feira
Saudação: Kaô kabecilê
Oferenda: Caruru
IANSÃ
Iansã é a orixá dos ventos, das tempestades e do fogo. Ela
representa a força, a paixão e a independência. Na Umbanda,
Iansã é sincretizada com Santa Bárbara.
Cor: Amarelo ou terracota
Dia da semana: Quarta-feira
Saudação: Eparrey
Oferenda: Acarajé
OXUM
Oxum é a orixá do amor, da beleza e das águas doces. Ela
simboliza a riqueza, a fertilidade e a sensibilidade. Sincretizada
com Nossa Senhora da Conceição.
Cor: Azul escuro ou amarelo ouro
Dia da semana: Sábado
Saudação: Ora yê yê ô
Oferenda: Feijão fradinho
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OBALUAIÊ
Obaluaiê é o orixá da cura, das doenças e da morte. Ele é
venerado por sua capacidade de curar doenças e proteger
contra o mal. Na Umbanda, Obaluaiê é sincretizado com São
Lázaro.
Cor: Preto e branco
Dia da semana: Segunda-feira
Saudação: Atotô
Oferenda: Pipoca
EXÚ
Exu é o orixá mensageiro e guardião das encruzilhadas,
fundamental na Umbanda por sua capacidade de facilitar a
comunicação entre o mundo espiritual e o material. Exu é
sincretizado com Santo Antônio.
Ele é um intermediário vital, que abre e fecha caminhos,
protege e guia os praticantes em suas jornadas espirituais. Exu
é frequentemente mal compreendido fora do contexto
religioso, mas dentro da Umbanda, ele é reverenciado como
um protetor poderoso e justo.
Cor: Preto e vermelho
Dia da semana: Segunda-feira
Saudação: Laroyê
Oferenda: Padê
NANÃ
Nanã é a orixá das águas paradas, da sabedoria ancestral e
da morte transformadora. Na Umbanda, ela é venerada como a
grande mãe e guardiã dos segredos do tempo e da existência,
simbolizando a introspecção e a renovação. Nanã é
sincretizada com Santa Ana.
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Cor: Roxo e branco
Dia da semana: Sábado
Saudação: Salubá
Oferenda: Pirão de batata roxa
As informações acima podem variar de acordo com a
vertente de umbanda. Além disso, outros orixás são cultuados,
mas não são vistos com tanta popularidade, por conta disso
não foram apontados.
Cada orixá tem um papel específico na proteção e orientação
dos seguidores. Por exemplo, alguém que busca justiça pode
fazer oferendas a Xangô, enquanto alguém que precisa de cura
pode invocar Obaluaiê.
A relação entre os praticantes e os orixás é uma troca
contínua de devoção e bênçãos, onde as oferendas e os rituais
servem para fortalecer os laços espirituais.
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ENTIDADES
Espíritos
As entidades na Umbanda são geralmente classificadas em
várias categorias (linhas), cada uma representando diferentes
aspectos da espiritualidade e da experiência humana.
Entre as mais conhecidas estão os Pretos-Velhos, os
Caboclos, as Crianças (ou Erês) e os Exus. Cada grupo possui
um papel específico dentro do culto e é reverenciado de
acordo com suas particularidades.
Durante os rituais, os médiuns incorporam essas entidades,
permitindo que elas se manifestem diretamente e interajam
com os fiéis. Essa interação direta é uma das características
distintivas da Umbanda, criando uma conexão íntima e pessoal
entre o mundo espiritual e o material.
PRETOS-VELHOS
São espíritos de antigos escravos africanos que, após a
morte, alcançaram grande sabedoria e evolução espiritual.
Essas entidades são conhecidos por sua paciência,
humildade e bondade, agindo como conselheiros e curadores.
Durante as giras (cultos), os Pretos-Velhos costumam se
manifestar de maneira serena, com postura encurvada e voz
mansa, simbolizando a sabedoria acumulada ao longo de
muitas vidas difíceis.
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Essas entidades são frequentemente procuradas para
aconselhamento e orientação espiritual. Eles oferecem curas
espirituais e físicas através de rezas, benzimentos e remédios
naturais.
Os Pretos-Velhos são reverenciados por sua capacidade de
oferecer conforto e soluções práticas para os problemas dos
fiéis.
Cor: Preto e branco
Dia da semana: Segunda-feira
Saudação: Adorei as almas
Oferenda: Café passado e bolo de fubá
CABOCLOS
Os Caboclos são espíritos de antigos indígenas brasileiros
ou de guerreiros africanos. Eles são associados à força,
coragem e conexão com a natureza.
Durante as giras, os Caboclos se manifestam com uma
postura altiva e firme, usando instrumentos simbólicos como
arcos e flechas, e muitas vezes falam em línguas indígenas ou
em um português rudimentar.
Os Caboclos são procurados por sua capacidade de limpar
energias negativas, proteger contra males espirituais e
fornecer força e coragem aos praticantes. Eles também são
conhecidos por suas habilidades de cura, utilizando ervas e
plantas medicinais.
Cor: Verde
Dia da semana: Quinta-feira
Saudação: Okê caboclo
Oferenda: Frutas
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EXUS/POMBAGIRAS
Os Exus são entidades complexas e ambivalentes,
frequentemente mal compreendidas fora do contexto da
Umbanda. Eles são mensageiros entre o mundo dos orixás e o
mundo humano, guardiões dos caminhos e protetores contra
forças negativas.
Diferente do que se imagina, Exus não são espíritos
malignos; eles são considerados neutros, capazes tanto de
proteger quanto de punir, dependendo do comportamento do
indivíduo.
Durante as giras, os Exus se manifestam de maneira
vigorosa e direta, muitas vezes usando linguajar franco e
gestos enfáticos. Eles são invocados para abrir caminhos,
remover obstáculos e lidar com questões complexas que
exigem intervenção espiritual forte.
Cor: Preto e vermelho
Dia da semana: Segunda-feira
Saudação: Laroyê
Oferenda: Padê, cachaça, pimenta
BAIANOS
Os Baianos são espíritos de antigos trabalhadores rurais,
pescadores e pessoas simples do nordeste brasileiro. Eles são
associados à alegria, à sabedoria prática e ao espírito de
superação.
Durante as giras, os Baianos se manifestam com uma
postura descontraída e amistosa, muitas vezes trazendo
consigo elementos simbólicos como cachaça, chapéu de palha
e cachimbo, e falam com sotaque nordestino, utilizando
expressões típicas da região.
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Os Baianos são procurados por sua capacidade de trazer
leveza e alegria aos terreiros, além de oferecerem conselhos
práticos e diretos para os problemas do dia a dia.
Eles são conhecidos por sua habilidade em desmanchar
trabalhos espirituais negativos e ajudar na resolução de
conflitos pessoais e familiares.
Além disso, os Baianos possuem um conhecimento
profundo das ervas e plantas medicinais, utilizando esses
recursos para curas espirituais e físicas.
Cor: Amarelo ou branco
Dia da semana: Segunda-feira
Saudação: Salve o povo da Bahia
Oferenda: Aipim com melaço
MARINHEIROS
Os Marinheiros são espíritos de antigos navegantes,
pescadores e trabalhadores dos mares e rios. Eles são
associados à flexibilidade, à sabedoria adquirida em viagens e à
tranquilidade.
Durante as giras, os Marinheiros se manifestam com uma
postura relaxada e amigável, muitas vezes balançando como
se estivessem em um barco.
Usam elementos simbólicos como roupas de marinheiro,
gorros e cachimbos, e falam de maneira calma e cadenciada,
refletindo sua conexão com as águas.
Os Marinheiros são procurados por sua capacidade de
trazer paz e equilíbrio emocional, ajudando os praticantes a
navegarem pelas dificuldades da vida com serenidade.
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Eles são conhecidos por seu talento em limpar energias
negativas e harmonizar ambientes, além de oferecer conselhos
sábios e tranquilos. Os Marinheiros também têm um profundo
conhecimento sobre ervas e elementos aquáticos, utilizando
esses recursos para curas espirituais.
Cor: Azul e Branco
Dia da semana: Sábado
Saudação: Salve marujada
Oferenda: Peixe assado
MALANDROS
Os Malandros são espíritos de antigos boêmios, sambistas
e pessoas que viveram nas ruas, conhecidos por sua astúcia,
charme e jeito despreocupado.
Eles são associados à malandragem no sentido positivo da
palavra, trazendo esperteza, proteção e uma visão leve da vida.
Durante as giras, os Malandros se manifestam com uma
postura descontraída e sedutora, muitas vezes trajando roupas
brancas e chapéu de palha ou panamá. Falam de maneira
jovial e cativante, utilizando gírias e expressões típicas dos
bairros boêmios.
Os Malandros são procurados por sua capacidade de aju-
dar em questões relacionadas à vida urbana, proteção contra
perigos e resolução de problemas cotidianos.
Eles são conhecidos por sua habilidade em desfazer situa-
ções complicadas e oferecer conselhos práticos e diretos. Além
disso, os Malandros possuem um conhecimento único sobre
ervas e poções que utilizam para limpezas espirituais e curas.
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Cor: Branco e vermelho
Dia da semana: Terça-feira
Saudação: Salve a malandragem
Oferenda: Comida de boteco
BOIADEIROS
Os Boiadeiros são espíritos de antigos vaqueiros, tropeiros
e trabalhadores das regiões rurais do Brasil. Eles são associados
à bravura, à resistência e à determinação.
Durante as giras, os Boiadeiros se manifestam com uma
postura vigorosa e destemida, trazendo consigo elementos
simbólicos como chicotes, chapéus de couro e berrantes.
Falam de maneira simples e direta, muitas vezes com sotaque
típico das regiões do sertão brasileiro.
Os Boiadeiros são procurados por sua capacidade de
proteger contra forças negativas e enfrentar demandas
espirituais pesadas. Eles são conhecidos por sua força
espiritual, que ajuda a afastar obsessores e energias negativas.
Além disso, os Boiadeiros têm um conhecimento profun-
do sobre a natureza e utilizam este saber para realizar curas e
limpezas espirituais.
Cor: Marrom ou branco
Dia da semana: Quinta-feira
Saudação: Xetuá Boiadeiro
Oferenda: Arroz com carne seca
CRIANÇAS (ERÊS)
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As Crianças, ou Erês, são espíritos de crianças que se
manifestam na Umbanda com a energia e a pureza típicas da
infância. Elas simbolizam a inocência, a alegria e a
simplicidade. Durante as giras, os Erês se manifestam de
maneira brincalhona e divertida, muitas vezes pedindo doces,
balas e brinquedos.
Os Erês são invocados para trazer leveza e alegria aos
praticantes, ajudando a superar dificuldades emocionais e
espirituais com sua energia pura e descomplicada. Eles
também são conhecidos por sua capacidade de curar doenças,
especialmente aquelas que afetam crianças.
Cor: Azul e rosa
Dia da semana: Domingo
Saudação: Salve as crianças/Oni beijada
Oferenda: Doces, bolos de festa e guaraná
CIGANOS
Os Ciganos são espíritos de antigos membros de comunida-
des ciganas, conhecidos por sua liberdade, alegria de viver e
sabedoria ancestral.
Eles são associados à dança, à música e ao uso de elementos
naturais para adivinhação e cura. Durante as giras, os Ciganos se
manifestam com uma postura alegre e festiva, usando roupas
coloridas e adereços como lenços, moedas e cartas de tarô. Falam
com um sotaque marcante e utilizam expressões características
de suas tradições.
Os Ciganos são procurados por sua capacidade de trazer
alegria, prosperidade e conselhos sobre questões amorosas e
financeiras. Eles são conhecidos por suas habilidades de
adivinhação, utilizando cartas, cristais e outros oráculos para guiar
os praticantes.
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Além disso, os Ciganos possuem um vasto conhecimento
sobre ervas e plantas medicinais, que usam para realizar curas e
limpezas espirituais.
Cor: Todas as cores (colorido)
Dia da semana: Terça
Saudação: Optchá
Oferenda: Frutas
Na Umbanda, a diferenciação entre os lados direito e esquer-
do é essencial para compreender a dinâmica espiritual. Essas
polaridades representam energias distintas e complementares,
cada uma desempenhando papéis específicos na jornada
espiritual dos praticantes.
No lado direito, encontramos energias associadas à cura,
orientação espiritual e proteção, manifestadas por entidades
como Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças. Essas entidades
oferecem sabedoria e auxílio em momentos difíceis, buscando a
evolução espiritual dos que as procuram.
Já no lado esquerdo, as energias são mais densas e desafiado-
ras, associadas à justiça, proteção intensiva e desmanche de
trabalhos negativos. Entidades como Exus e Pombagiras atuam
nesse lado, lidando com questões complexas e difíceis, além de
protegerem contra influências prejudiciais e garantirem a ordem
espiritual.
Algumas entidades transitam entre os dois lados, equilibran-
do suas energias e trabalhando de forma mais abrangente na
jornada espiritual. Exemplos dessas entidades incluem os Ciganos
e os Malandros, que combinam características dos dois lados e
desempenham papéis diversos conforme a necessidade.
É importante compreender que essas polaridades não devem
ser vistas como opostas, mas sim como complementares. Ambos
os lados são essenciais para manter o equilíbrio e a harmonia no
universo espiritual da Umbanda.
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Na jornada espiritual, o equilíbrio entre os lados direito e
esquerdo não é uma divisão entre bem e mal, mas sim uma
coexistência harmoniosa de diferentes aspectos da existência.
Enquanto o lado direito oferece luz e amor, o lado esquerdo traz
proteção e justiça.
A união dessas energias proporciona aos praticantes recursos
espirituais para sua evolução pessoal. Reconhecer a importância
de ambas as polaridades fortalece a conexão espiritual e
proporciona um equilíbrio genuíno na jornada da vida.
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A crença em Jesus Cristo
Muitos umbandistas acreditam em Jesus Cristo como uma
figura espiritual importante, alinhando-se com seus princípios
de amor, perdão e compaixão. Acreditar em Jesus Cristo não é
um requisito para ser umbandista, mas é uma crença comum
devido à influência do catolicismo no Brasil e na formação
histórica da Umbanda.
Para muitos praticantes, Jesus Cristo é visto como um
grande mestre espiritual, cujos ensinamentos sobre o amor ao
próximo, a caridade e a humildade são perfeitamente
compatíveis com os princípios da Umbanda. Além disso, a
figura de Jesus como um curador e redentor ressoa com a
prática umbandista de cura espiritual e mediação de conflitos.
Nos terreiros de Umbanda que usam de sincretismo, é
comum encontrar imagens de Jesus Cristo ao lado de
representações de orixás e outras entidades espirituais.
Durante os rituais, cânticos e orações podem incluir
referências a Jesus, especialmente em contextos de cura,
perdão e busca de paz interior. Essa integração reflete a
flexibilidade e a abertura da Umbanda para diversas influências
espirituais.
Os rituais de Umbanda muitas vezes incorporam elemen-
tos do cristianismo, como a cruz e o uso de água benta, que
são usados em bênçãos e purificações.
As celebrações importantes do calendário cristão, como o
Natal e a Páscoa, também podem ser comemoradas nos
terreiros, adaptadas para incluir elementos umbandistas.
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A prática da caridade, que é central tanto no cristianismo
quanto na Umbanda, é uma área onde a influência de Jesus é
claramente visível. Muitos terreiros realizam trabalhos sociais e
assistenciais, inspirados pelos ensinamentos de Jesus sobre
ajudar os necessitados e promover a justiça social. Este
compromisso com a caridade e o serviço comunitário reforça a
conexão entre as práticas umbandistas e os princípios cristãos.
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A Importância do
tabaco e do álcool
Na prática da Umbanda, o tabaco e o álcool são ferramen-
tas sagradas que auxiliam os praticantes a estabelecerem
conexões espirituais, purificarem os ambientes e expressarem
gratidão aos guias espirituais e divindades. Embora seu uso
possa gerar questionamentos e preocupações, é importante
compreender a profundidade de seu significado dentro do
contexto religioso.
O tabaco é reverenciado na Umbanda como um elemento
de purificação e comunicação espiritual. Sua queima durante a
defumação limpa os ambientes de energias negativas,
preparando-os para as práticas rituais. Além disso, o tabaco é
utilizado pelos médiuns como uma forma de concentrar
energia e abrir canais de comunicação com os espíritos e
entidades espirituais.
Da mesma forma, o álcool é utilizado na Umbanda como
uma forma de oferenda e gratidão aos orixás e entidades
espirituais. Sua presença nos rituais simboliza a troca de
energias entre o mundo material e espiritual, fortalecendo os
laços de união e respeito entre os praticantes e as divindades.
É fundamental que os praticantes da Umbanda
compreendam a importância e o significado do tabaco e do
álcool dentro do contexto religioso, utilizando-os com
consciência e responsabilidade.
O uso dessas substâncias não deve ser encarado como um
hábito banal, mas sim como uma prática sagrada que requer
respeito e moderação. É importante ressaltar que o consumo
excessivo de tabaco e álcool pode ser prejudicial à saúde física,
mental e espiritual, e que seu uso deve ser sempre feito de
forma consciente e equilibrada.
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Como saber meu
Orixá de cabeça
Na Umbanda, cada pessoa é regida por um orixá de cabe-
ça, que representa a energia divina que governa seus destinos
e influencia sua jornada espiritual. Diferentemente do
Candomblé, onde o búzio é utilizado como um método
tradicional de divinação, na Umbanda a conexão com o orixá
se dá principalmente através da mediunidade.
O desenvolvimento mediúnico é essencial para
compreendermos e nos conectarmos com nosso orixá de
cabeça na Umbanda. Assim, podemos abrir canais de
comunicação com o mundo espiritual e receber insights sobre
nossa orientação espiritual. Durante as giras e rituais, os
médiuns podem receber mensagens e orientações
diretamente de seus guias espirituais, revelando a presença e
influência de seus orixás de cabeça em suas vidas.
É importante ressaltar que Umbanda e Candomblé possu-
em tradições espirituais distintas, com práticas, crenças e
métodos de divinação diferentes. Enquanto no Candomblé o
búzio é utilizado como um instrumento de comunicação com
os orixás, na Umbanda a mediunidade é a principal ferramenta
para estabelecer essa conexão. Portanto, buscar informações
sobre o orixá de cabeça através do búzio no Candomblé pode
gerar divergências.
O Candomblé e a Umbanda são religiões diferentes, cada
uma com seu próprio panteão de orixás e rituais. Enquanto na
Umbanda há uma seleção específica de orixás que são
cultuados e reverenciados, no Candomblé existem muitos
outros orixás que não fazem parte da tradição umbandista.
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Buscar informações sobre o orixá de cabeça na Umbanda
através do búzio no Candomblé pode levar a uma identificação
incorreta, já que pode surgir um orixá no Candomblé que não
está presente na Umbanda.
Ao receber a informação de um orixá no Candomblé que
não está presente na Umbanda, isso pode gerar um conflito
interno na pessoa. Ela pode se sentir confusa e desorientada ao
tentar conciliar as práticas e crenças das duas tradições
espirituais. Isso pode resultar em desalinhamento espiritual e
frustração.
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Entidades que me
acompanham
A conexão com as entidades é uma parte fundamental do
processo de crescimento e desenvolvimento espiritual. Muitas
pessoas buscam descobrir o nome das entidades que as
acompanham, buscando orientação e compreensão em sua
jornada espiritual.
No entanto, é importante entender que essa revelação não
é obtida através de oráculos ou métodos convencionais; pelo
contrário, ela surge naturalmente através do desenvolvimento
mediúnico e da conexão pessoal com o mundo espiritual.
Descobrir o nome das entidades na Umbanda não é uma
tarefa simples ou direta; requer tempo, dedicação e um
compromisso sério com o desenvolvimento mediúnico. Esse
processo envolve a prática regular de exercícios espirituais,
como meditação, prece e concentração, que ajudam a abrir
canais de comunicação com o mundo espiritual.
Além disso, é necessário cultivar virtudes como humildade,
paciência e amor, que são essenciais para receber as
mensagens das entidades de forma clara e precisa.
No caminho do desenvolvimento mediúnico, a orientação
de médiuns experientes e de líderes espirituais é fundamental.
Eles oferecem suporte e ensinamentos práticos que ajudam os
iniciantes a compreenderem e aperfeiçoarem suas habilidades
mediúnicas. É através desse aprendizado prático e da troca de
experiências que os praticantes podem desenvolver uma
compreensão mais profunda e íntima das entidades que os
acompanham.
Embora os oráculos sejam amplamente utilizados em
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inúmeras tradições espirituais, na Umbanda, eles não são
considerados confiáveis para descobrir o nome das entidades.
As entidades da Umbanda se comunicam através da
mediunidade, utilizando os canais sensitivos dos médiuns para
transmitir suas mensagens e orientações.
Descobrir o nome das entidades na Umbanda é uma jorna-
da espiritual única e pessoal, que se desenrola através do
desenvolvimento mediúnico e da conexão direta com o
mundo espiritual.
Não há atalhos ou métodos rápidos para essa revelação; ela
surge naturalmente à medida que os praticantes se dedicam
ao aprimoramento de suas habilidades mediúnicas e à busca
sincera pela verdade espiritual.
Portanto, aqueles que desejam descobrir o nome de suas
entidades na Umbanda são incentivados a se comprometerem
com o caminho da mediunidade, confiando na orientação e na
sabedoria das entidades que os guiam nessa jornada sagrada.
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Sinais de mediunidade
A Mediunidade é a capacidade de uma pessoa se comuni-
car ou intermediar a comunicação entre o mundo espiritual e o
mundo material.
Na Umbanda, os médiuns desempenham papéis
fundamentais nos rituais, servindo como canais para as
entidades espirituais transmitirem suas mensagens e
orientações.
SINAIS
Sensações Físicas Inexplicáveis: Pessoas com mediunidade
frequentemente experimentam sensações físicas inexplicáveis,
como calafrios, arrepios, formigamento ou sensação de
presença. Esses sintomas podem ocorrer sem nenhuma causa
aparente e são muitas vezes mais intensos em locais
espiritualmente carregados, como terreiros.
Sonhos Vivos e Visões: Sonhos vívidos, muitas vezes com
entidades ou mensagens espirituais, são comuns entre aqueles
com mediunidade. Esses sonhos podem parecer
extremamente reais e deixar uma impressão duradoura. Além
disso, visões ou imagens que aparecem durante a meditação
ou momentos de tranquilidade também podem ser sinais de
mediunidade.
Intuição Acentuada: Uma forte intuição ou "sexto sentido" é
outro indicador de mediunidade. Pessoas com esse dom
frequentemente têm uma capacidade aguçada de prever
acontecimentos, sentir emoções de outras pessoas ou
perceber energias em ambientes diferentes.
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Alterações de Humor e Energia: Mudanças repentinas de
humor ou níveis de energia podem ser um sinal de que você
está captando as emoções e energias de outras pessoas ou
entidades espirituais. Essas mudanças podem ocorrer sem
motivo aparente e podem ser intensas e rápidas.
Sensibilidade a Ambientes: Sensibilidade a diferentes
ambientes, especialmente locais espiritualmente ativos, é
comum entre médiuns. Sentir-se desconfortável, pesado ou
sobrecarregado em certos lugares pode indicar uma
percepção ampliada das energias espirituais.
Comunicações Espirituais: Experimentar comunicação direta
com entidades, seja através de vozes, pensamentos intrusivos
que não parecem seus, ou sentir-se compelido a dizer ou fazer
coisas fora do comum, pode ser um sinal claro de
mediunidade.
Empatia Elevada: Uma empatia extremamente elevada, onde
se sente profundamente as emoções e dores dos outros, é
frequentemente uma característica de médiuns. Essa
sensibilidade pode ser tanto uma benção quanto um desafio,
exigindo prática e orientação para ser gerida de maneira
saudável.
Reconhecer os sinais de mediunidade é apenas o primeiro
passo. O desenvolvimento dessa habilidade requer prática,
orientação e paciência. Confira algumas sugestões para
iniciar:
Frequentar um Terreiro: Buscar orientação em um terreiro de
Umbanda é fundamental. Os líderes espirituais podem ajudar a
identificar e desenvolver sua mediunidade de forma segura e
responsável.
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Estudar e Aprender: Ler sobre mediunidade e as práticas da
Umbanda pode fornecer uma base teórica sólida. Entender o
contexto e a história pode ajudar a colocar suas experiências
em perspectiva.
Meditar e Orar: Práticas regulares de meditação e oração
podem fortalecer sua conexão com o mundo espiritual,
ajudando a clarificar e direcionar suas habilidades mediúnicas.
Manter um Diário Espiritual: Registrar suas experiências e
sensações pode ajudar a identificar padrões e entender melhor
suas capacidades mediúnicas.
Procurar Grupo de Desenvolvimento: Participar de grupos de
desenvolvimento mediúnico, onde você pode praticar e
aprender com outros médiuns, pode ser extremamente
benéfico.
A mediunidade é um dom que, quando reconhecido e
desenvolvido adequadamente, pode enriquecer profundamen-
te sua jornada espiritual e ajudar a servir a comunidade da
Umbanda.
Se você identificou alguns desses sinais em si mesmo,
considere buscar orientação e aprofundar seu entendimento. A
Umbanda oferece um caminho seguro e estruturado para
explorar e cultivar suas habilidades mediúnicas, sempre com
respeito e responsabilidade.
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Encontrando um bom terreiro
Encontrar um terreiro de qualidade e compatível com suas
necessidades é crucial para receber orientação espiritual,
participar de rituais e desenvolver sua espiritualidade de forma
segura. Separei algumas dicas e considerações importantes
para te ajudar:
Pesquise: Antes de escolher um terreiro de Umbanda, é
importante realizar uma pesquisa abrangente para identificar
as opções disponíveis em sua região. Você pode começar
consultando amigos, familiares ou conhecidos que praticam
Umbanda, pedindo recomendações e insights sobre suas
experiências em diferentes terreiros. Além disso, a internet
pode ser uma fonte valiosa de informações, onde você pode
encontrar listagens de terreiros locais, avaliações de membros
da comunidade e até mesmo depoimentos de praticantes.
Observe: Após identificar alguns terreiros potenciais, é
recomendável visitá-los pessoalmente para observar o
ambiente, as práticas rituais e a atmosfera espiritual. Durante a
visita, preste atenção à limpeza e organização do espaço, à
recepção e hospitalidade dos membros da comunidade e à
energia geral do ambiente. Observe também a qualidade das
práticas rituais, a seriedade dos médiuns e a harmonia entre os
participantes. Essa observação pessoal ajudará você a ter uma
ideia mais precisa de cada terreiro e a tomar uma decisão.
Converse: Converse com os membros da comunidade e os
médiuns sobre suas experiências e práticas espirituais. Faça
perguntas sobre a filosofia e os princípios do terreiro, as
tradições rituais, os ensinamentos espirituais e as
oportunidades de crescimento e desenvolvimento dentro da
comunidade. Essas conversas podem oferecer insights valiosos
sobre a cultura e valores do terreiro, bem como sobre o suporte
e orientação espiritual disponíveis para os médiuns.
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Ética: Ao avaliar um terreiro de Umbanda, é importante
considerar sua autenticidade e ética espiritual. Procure por
sinais de respeito às tradições e crenças da Umbanda, como a
valorização dos Orixás, o respeito aos antepassados e o
compromisso com o bem-estar espiritual da comunidade.
Além disso, esteja atento a quaisquer práticas questionáveis ou
comportamentos inadequados que possam indicar falta de
integridade ou ética por parte dos líderes ou membros do
terreiro.
Intuição: Por fim, confie em sua intuição e conexão espiritual
ao escolher um terreiro de Umbanda. Busque um ambiente
onde você se sinta acolhido(a), respeitado(a) e inspirado(a) a
desenvolver sua espiritualidade. Seja paciente.
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Condutas para o
bom convívio
A Umbanda é uma religião que preza pela harmonia e pelo
respeito entre seus praticantes. Ao ingressar em um terreiro de
Umbanda, é fundamental que o iniciante adote uma postura
de respeito e atenção às práticas e normas estabelecidas pela
comunidade.
Respeito ao Espaço Sagrado
O terreiro de Umbanda é um espaço sagrado onde os orixás,
guias espirituais e entidades são cultuados. Ao adentrar esse
espaço, é importante manter uma postura de respeito e
reverência. Evite falar alto, rir excessivamente ou fazer
brincadeiras que possam desrespeitar o ambiente. Lembre-se
de que o terreiro é um lugar de devoção e espiritualidade.
Vestimenta Adequada
Geralmente, recomenda-se o uso de roupas brancas, que
simbolizam a pureza e a paz. Evite usar roupas curtas,
decotadas ou transparentes, que possam ser consideradas
inadequadas para o ambiente religioso. Os homens devem
vestir calças compridas e camisetas.
Pontualidade e Comprometimento
A pontualidade é um sinal de respeito ao tempo e ao esforço
de todos os envolvidos no terreiro. Procure chegar no horário
marcado para as sessões e rituais.
Além disso, mostre comprometimento com as atividades do
terreiro, participando ativamente e cumprindo com suas
responsabilidades. Lembre-se de que a dedicação e o compro-
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metimento são essenciais para o desenvolvimento espiritual.
Silêncio e Concentração
Durante os rituais e sessões, é fundamental manter o silêncio e
a concentração. Evite conversas paralelas ou distrações que
possam interferir na condução dos trabalhos espirituais.
Concentre-se nas orações, cânticos e orientações dos
dirigentes, permitindo que o ambiente permaneça
harmonioso e propício para a manifestação dos guias
espirituais.
Higiene e Cuidado Pessoal
Mantenha sempre a higiene pessoal em dia, apresentando-se
de forma limpa e cuidada ao frequentar o terreiro. Evite o uso
excessivo de perfumes ou produtos com cheiro forte, que
podem incomodar outras pessoas ou interferir na sensibilidade
dos médiuns. O cuidado pessoal demonstra respeito consigo
mesmo e com os demais frequentadores.
Respeito aos Dirigentes e Médiuns
Os dirigentes e médiuns do terreiro desempenham papéis
fundamentais na condução dos rituais e na orientação
espiritual dos praticantes. Trate-os sempre com respeito e
consideração, seguindo suas orientações e acatando suas
decisões. Lembre-se de que eles possuem experiência e
conhecimento para guiar os trabalhos espirituais de forma
segura e eficiente.
Participação e Colaboração
Esteja sempre disposto(a) a ajudar nas atividades do terreiro,
seja na organização dos rituais, na limpeza do espaço ou na
preparação de oferendas. A colaboração mútua fortalece os
laços comunitários e contribui para o bom funcionamento das
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atividades espirituais.
Respeito às Diferenças
A Umbanda é uma religião inclusiva que acolhe pessoas de
diferentes origens, crenças e estilos de vida. Respeite as
diferenças e evite qualquer forma de preconceito ou
discriminação dentro do terreiro (e fora). Valorize a diversidade
e esteja aberto a aprender com as experiências e perspectivas
dos outros praticantes.
Uso de Celulares e Dispositivos Eletrônicos
Durante as sessões e rituais, desligue ou coloque em modo
silencioso os celulares e dispositivos eletrônicos.
O uso desses aparelhos pode distrair e interromper o fluxo dos
trabalhos espirituais. Reserve esse momento para se
desconectar das distrações externas e focar na espiritualidade
e nas práticas religiosas.
Gratidão e Humildade
Cultive sempre a gratidão e a humildade em suas atitudes.
Agradeça pelas orientações recebidas, pelas bênçãos e pela
oportunidade de fazer parte do terreiro. A humildade é uma
virtude fundamental para o crescimento espiritual e para a
convivência harmoniosa dentro da comunidade umbandista.
Condução de Crianças e Visitantes:
Se você levar crianças ou visitantes ao terreiro, oriente-os sobre
as normas de comportamento e respeito que devem ser
seguidas. Assegure-se de que eles compreendam a
importância do espaço sagrado e que se comportem de
maneira adequada durante os rituais.
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Respeito às Regras do Terreiro
Cada terreiro de Umbanda possui suas próprias regras e
tradições, que podem variar de acordo com a liderança
espiritual e a linhagem seguida. É essencial que o iniciante
esteja atento e respeite essas regras específicas, que podem
incluir horários de funcionamento, procedimentos para
participação nos rituais, e normas de convivência. Pergunte e
aprenda sobre as regras do seu terreiro para garantir que você
esteja alinhado com as expectativas da comunidade.
Evitar Comportamentos Negativos
Evite fofocas, discussões ou atitudes desrespeitosas dentro do
terreiro. O ambiente do terreiro deve ser um espaço de paz,
harmonia e respeito mútuo. Conflitos e comportamentos
negativos podem afetar a energia do local e prejudicar os
trabalhos espirituais. Se surgir algum desentendimento,
procure resolver de maneira calma e respeitosa,
preferencialmente com a mediação dos dirigentes.
Participação em Estudos e Palestras
Muitos terreiros de Umbanda oferecem estudos, palestras e
grupos de estudo sobre a doutrina, os rituais e os orixás.
Participe dessas atividades para aprofundar seu conhecimento
e entendimento sobre a religião. A aprendizagem contínua é
fundamental para o crescimento espiritual e para
desempenhar suas funções de maneira mais consciente e
informada.
Reverência ao Congá (Altar)
O Congá é o altar sagrado onde estão dispostas as imagens e
símbolos dos orixás e entidades espirituais.
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Sempre que passar pelo congá, faça uma reverência em sinal
de respeito e devoção. Evite tocar nos objetos do congá sem
permissão e trate esse espaço com a máxima reverência.
Preparo Espiritual Antes dos Rituais
Prepare-se espiritualmente antes de participar dos rituais. Isso
pode incluir práticas como a meditação, a oração, ou a
realização de banhos de ervas para purificação. Chegar ao
terreiro com uma mente e um coração tranquilos ajuda a criar
um ambiente mais propício para a manifestação espiritual e
para a sua própria receptividade às energias e orientações dos
guias.
Respeito aos Momentos de Introspecção
Em alguns momentos, os rituais podem incluir períodos de
introspecção e silêncio, onde cada praticante deve refletir e se
conectar internamente com sua espiritualidade. Respeite esses
momentos, evitando qualquer tipo de interrupção ou
distração. Aproveite para focar em suas intenções e na sua
ligação com os orixás e entidades.
Orientações Alimentares
Alguns terreiros podem sugerir orientações alimentares antes
dos rituais, como evitar carne ou alimentos pesados. Respeite
essas orientações, pois elas podem ser parte de um processo
de purificação e preparação espiritual. Pergunte aos dirigentes
sobre quaisquer restrições alimentares específicas para os dias
de culto.
Contribuições e Doações
A manutenção do terreiro depende muitas vezes de
contribuições e doações voluntárias dos praticantes. Esteja
disposto a contribuir de acordo com suas possibilidades, seja
financeiramente, com alimentos para oferendas, ou ajudando
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na manutenção e limpeza do espaço. A colaboração de todos é
fundamental para o bom funcionamento do terreiro.
Respeito aos Guias e Entidades Incorporadas:
Durante os rituais, os médiuns podem incorporar guias e
entidades espirituais. Trate essas entidades com o máximo
respeito, dirigindo-se a elas de forma adequada e seguindo as
orientações dadas. Evite fazer perguntas triviais ou
desrespeitosas e esteja sempre atento às necessidades dos
médiuns durante as incorporações.
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As funções de cada
indivíduo no terreiro
Pai e Mãe de Santo (Babalorixá e Iyalorixá)
São os líderes espirituais do terreiro. Eles possuem uma vasta
experiência e conhecimento das tradições e rituais da
Umbanda, adquiridos através de muitos anos de prática e
aprendizado. Suas funções principais incluem:
Liderança Espiritual: Conduzem os rituais e cerimônias,
invocando os Orixás e entidades espirituais, e garantindo
que os trabalhos sejam realizados de acordo com as
tradições da Umbanda.
Orientação e Aconselhamento: Oferecem orientação
espiritual e emocional aos membros do terreiro, ajudando-
os a resolver problemas pessoais e espirituais.
Desenvolvimento Mediúnico: Identificam e treinam os
médiuns, ensinando-os a controlar e aprimorar suas
capacidades mediúnicas.
Administração: Gerenciam as atividades do terreiro,
incluindo a organização dos rituais, a administração dos
recursos e a manutenção da ordem e disciplina entre os
membros.
Manutenção da Tradição: Preservam e ensinam as
tradições e conhecimentos da Umbanda, garantindo a
continuidade da religião para as futuras gerações.
Pai e Mãe Pequena
São auxiliares diretos do Babalorixá e da Iyalorixá. Eles
desempenham funções importantes dentro do terreiro,
incluindo:
Suporte nos Rituais: Ajudam na preparação e condução
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dos rituais, auxiliando o Pai ou Mãe de Santo nas invocações
e na organização dos elementos rituais.
Aconselhamento: Oferecem suporte espiritual e emocional
aos membros do terreiro, muitas vezes atuando como
intermediários entre os praticantes e os líderes espirituais.
Desenvolvimento dos Médiuns: Participam do
treinamento e desenvolvimento dos médiuns, ajudando a
orientar os novos membros no controle de suas habilidades.
Substituição: Em caso de ausência do Pai ou Mãe de Santo,
o Pai ou Mãe Pequena pode assumir a liderança temporária
do terreiro, garantindo a continuidade dos trabalhos
espirituais.
Cambone
Os Cambones são auxiliares dos médiuns durante os rituais.
Suas funções incluem:
Preparação do Ambiente: Organizarem os materiais
necessários para os rituais, como velas, bebidas e objetos de
oferenda.
Assistência aos Médiuns: Auxiliam os médiuns
incorporados, garantindo que estejam confortáveis e
seguros durante as incorporações. Isso pode incluir a
entrega de objetos, a limpeza de instrumentos e a
assistência física.
Comunicação: Atuam como intermediários entre os
médiuns incorporados e os praticantes, transmitindo
mensagens e orientações das entidades espirituais.
Organização: Mantêm a ordem durante os rituais,
assegurando que os participantes sigam as normas e
respeitem o ambiente sagrado.
Tabaqueiro/Curimbeiro
O Tabaqueiro é responsável pelos atabaques (tambores) e pela
música ritual. Suas funções são:
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Ritmo dos Rituais: Toca os atabaques durante os rituais,
marcando o ritmo e ajudando a criar a atmosfera
necessária para a manifestação dos Orixás e entidades
espirituais.
Cânticos: Conduz os cânticos (pontos cantados) que são
uma parte essencial dos rituais, ajudando a elevar a energia
e a conectar os praticantes com a espiritualidade.
Manutenção dos Instrumentos: Cuida da manutenção e
afinação dos atabaques, garantindo que estejam sempre
em bom estado para os rituais.
Auxílio Espiritual: A música ritual tem um papel espiritual
significativo, ajudando a equilibrar as energias do ambiente
e a facilitar a incorporação dos médiuns.
Médiuns Rodantes
Os Médiuns Rodantes são os intermediários entre o mundo
espiritual e o mundo material. Suas funções incluem:
Incorporação: Permitem que os guias espirituais se
manifestem através de seus corpos, oferecendo
orientações, curas e conselhos aos praticantes.
Desenvolvimento Espiritual: Passam por um processo
contínuo de desenvolvimento mediúnico, orientados pelo
Pai ou Mãe de Santo, para aprimorar suas habilidades e
manter um equilíbrio espiritual.
Interpretação de Mensagens: Interpretam e transmitem
as mensagens e orientações recebidas dos guias espirituais
durante as incorporações.
Responsabilidade Espiritual: Mantêm uma conduta ética e
espiritual elevada, respeitando as normas do terreiro e
dedicando-se ao serviço da comunidade umbandista.
Assistência
A Assistência é composta por simpatizantes que frequentam o
terreiro para receber orientação espiritual, suas funções
incluem:
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Participação nos Rituais: Participam ativamente dos
rituais, cantando os pontos, batendo palmas e seguindo as
orientações dos líderes espirituais.
Respeito e Ordem: Mantêm uma postura de respeito e
silêncio durante os momentos apropriados dos rituais,
ajudando a criar um ambiente propício para a
espiritualidade.
Aprendizado: Estão em constante aprendizado,
absorvendo os ensinamentos sobre a doutrina e as práticas
da Umbanda, e se preparando para, eventualmente,
assumirem funções mais específicas dentro do terreiro.
Colaboração: Contribuem para a manutenção do terreiro,
seja através de doações, auxílio na limpeza e organização,
ou apoio às atividades comunitárias.
A hierarquia e as funções específicas de cada indivíduo
dentro de um terreiro de Umbanda são fundamentais para o
bom funcionamento dos trabalhos espirituais e para a
harmonia da comunidade.
Desde o Pai e Mãe de Santo, que lideram com sabedoria e
experiência, até a Assistência, que participa ativamente e com
respeito, cada função tem sua importância e contribui para a
eficácia dos rituais e a conexão com a espiritualidade.
Compreender e respeitar essas funções é essencial para
todos os praticantes, garantindo que o terreiro seja um espaço
de crescimento espiritual, cura e aprendizado contínuo.
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Ato de bater cabeça
A cabeça é considerada a nossa maior preciosidade, aquilo
que guarda nosso cérebro, que detém nossos pensamentos,
sentimentos e nossos aprendizados. É através da cabeça que
nos conectamos com o nosso sagrado, por essa questão
utilizamos de rituais no topo da cabeça, a cobrimos em lugares
com energias ruins e não damos permissão para que pessoas
desconhecidas coloquem a mão.
Nas religiões de matrizes africanas é muito comum que se
utilize a palavra ORÍ. Essa palavra vem da língua iorubá e
literalmente significa cabeça. Um dos atos mais singelos
dentro da religião de umbanda é o ato de “bater cabeça”.
O ato de bater cabeça na umbanda não pode ser confundi-
do como um ato de submissão, ele é um ato de muito respeito
e de muita humildade. Como citado anteriormente, quando se
bate cabeça para alguém na umbanda, significa que estamos
colocando à disposição o nosso bem mais sagrado.
Em resumo, bater a cabeça é similar a ideia de se curvar a
algo ou alguém que consideramos ter grau de relevância na
nossa vida espiritual. É comum batermos a cabeça para itens
sagrados como o congá (Altar), atabaques, os quatro cantos de
um terreiro etc.
Em se tratando de pessoas, batemos a cabeça aos nossos
dirigentes espirituais (Pais e mães de santo), aos nossos
padrinhos e madrinhas, e em algumas casas é comum que os
irmãos mais novos batam a cabeça para os irmãos mais velhos,
respeitando o tempo de religião e obrigações tomadas.
Também batemos cabeça para as entidades de umbanda.
Nesse caso batemos a cabeça para as entidades dos nossos
dirigentes espirituais, dos nossos padrinhos, seguindo a
mesma regra citada no parágrafo anterior.
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Para bater cabeça:
Posicione-se de frente para o objeto, lugar ou pessoa que
queira bater cabeça.
Ajoelhe-se.
Deite-se de barriga para baixo de modo que sua testa
permaneça encostada no solo..
Mantenha as mãos próximas à cabeça, com as palmas
voltadas para cima.
Mantenha-se nesta posição por algum tempo, vale contar
mentalmente até três.
Levante-se.
Caso sejam pessoas, beije a mão e peça a benção, um
simples “sua benção” já é suficiente.
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Gira de umbanda
Assim como em outras religiões, nós umbandistas temos
um culto próprio. Para esse culto damos o nome de Gira de
umbanda. As giras de umbanda podem ser categorizadas de
algumas formas:
Gira fechada: Culto que não permite a presença de pessoas
que não sejam membros do terreiro.
Gira aberta: Culto que permite a presença do público em
geral.
Gira de desenvolvimento: Culto que tem como prioridade
desenvolver a mediunidade dos médiuns do terreiro. Nessa
gira não há benzimentos e atendimentos ao público. (gira
fechada)
Gira de Atendimento: Culto que tem como prioridade o
atendimento ao público, como benzimentos e
aconselhamentos. Nessa gira os médiuns que estão aptos
(firmes) podem atender. (Gira aberta)
Gira Mista: Culto em que alguns médiuns firmes atendem o
público e outros auxiliam no desenvolvimento mediúnico dos
médiuns mais novos. (gira aberta)
As giras também são determinadas pela entidade que
atuará no culto:
Gira de caboclo: Culto em que a prioridade será atendimento
com os caboclos de umbanda.
Gira de preto velho: Culto em que a prioridade será
atendimento com os pretos velhos.
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Gira de Exú: Culto em que a prioridade será atendimento com
os Exús.
A mesma lógica segue para outras entidades.
A força de uma gira de umbanda se mantém com a
concentração de todas as pessoas que estão presentes no
local. Isso inclui até mesmo a assistência (pessoas que estão
buscando atendimento). A concentração de todas as pessoas
gera uma corrente energética que favorece os trabalhos
mediúnicos. Então nada de ficar conversando ou pensando em
situações externas. A sua concentração também é importante.
As giras de umbanda comumente respeitam a seguinte
ordem:
Defumação: Ato de realizar fumaça através da queima de
ervas. Nesse momento o ambiente e todas as pessoas
presentes são defumadas.
Fechamento energético: Ato em que saudamos o guardião do
terreiro, a entidade que está presente na porteira (entrada do
terreiro) para que nenhum mal possa interferir nossa corrente.
Vale lembrar daquele famoso ponto cantado, “lá na porteira eu
deixei meu sentinela”, que faz parte deste momento.
Abertura da gira: Nesse momento louvamos aos orixás,
oramos, pedimos a proteção e autorização para que comecem
os trabalhos mediúnicos.
Chamada das entidades: Os médiuns se concentram para que
possam servir de instrumento para as entidades de umbanda.
Por respeito, as manifestações ocorrem do médium mais velho
(pai ou mãe de santo) para o médium mais novo.
Atendimento: Em se tratando de uma gira de atendimento,
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nesse momento os médiuns manifestados passam a atender
aos que precisam.
Subida das entidades: Uma vez que todos foram atendidos, as
entidades se desacoplam do corpo dos médiuns. Por respeito a
subida se dá do mais novo para o mais velho.
Encerramento da Gira: Nesse momento realizamos orações de
agradecimento, batemos cabeça aos mais velhos e damos fim
ao culto de umbanda.
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Preceito na umbanda
A limpeza energética do corpo do médium é extrema-
mente importante. Ela faz com que a frequência do médium
se eleve, assim o corpo físico e espiritual pode ter mais
facilidade para se comunicar com espíritos considerados de
energia superior.
Agora, imagine que você não cuide da sua frequência
energética ao modo que passe a vibrar de forma negativa.
Neste caso, o seu corpo se encontra vulnerável para se
comunicar com espíritos de frequência baixa. Isto pode ser
perigoso, pois você poderá atrair kiumbas (espíritos
obsessores). Acredito que ninguém queira ter um encosto por
perto, não é mesmo?
A regra é clara, pessoas com frequência energética baixa
atraem espíritos de frequência energética baixa e pessoas com
frequência energética alta atraem espíritos de frequência
energética alta.
Em uma gira de umbanda os médiuns precisam estar
devidamente limpos energeticamente, essa atitude garante
que o próprio médium não passará mal depois de realizar os
trabalhos mediúnicos.
O médium também tem a responsabilidade de sustentar
a corrente mediúnica de forma cada vez mais positiva, afinal, as
pessoas que nos buscam para serem amparadas
espiritualmente também precisam se sentir bem.
A lógica é simples, ninguém gostaria de se benzer com um
médium vibrando em frequência ruim. Portanto, não seja esse
tipo de médium.
Para elevar a sua frequência energética é aconselhado que
você pratique o preceito ao menos 24 horas antes de realizar
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qualquer trabalho mediúnico, seja desenvolvimento ou
atendimento.
Os umbandistas também realizam o preceito, mesmo que
não venham a realizar trabalhos mediúnicos, toda sexta-feira.
As sextas-feiras são consideradas sagradas na umbanda, pois
são destinadas ao orixá Oxalá. Oxalá é considerado pai de
todos.
Dica para a vida, quer saber se alguém é umbandista?
Observe esse alguém nas sextas-feiras. Se ele estiver sempre
usando branco, as chances são grandes.
O preceito consiste na prática de várias ações que visam
limpar o nosso corpo energeticamente. Ele pode variar de
terreiro para terreiro e de vertente para vertente, na dúvida
pergunte ao seu dirigente espiritual.
Abaixo, você encontrará algumas ações comuns realizadas
no preceito:
Usar vestes brancas ou claras.
Não comer carne vermelha, alguns não comem nenhum
tipo de carne.
Não consumir bebidas alcoólicas, alguns optam por não
fumar também.
Não ter relações sexuais.
Não falar palavrões.
Não entrar em conflitos.
Evitar situações que nos levem a irritabilidade.
Em terreiros mais conservadores a prática de não ingerir
nenhum tipo de bebida ou comida escura é bastante comum.
Neste caso, entende-se pelas leis da física, que o preto é a
ausência do espectro de luz. Evita-se então refrigerantes a base
de cola, café, achocolatados, chocolates, feijão, entre outros.
Vale também utilizar ao longo do preceito banhos de ervas
específicos para os fins de limpeza e descarrego.
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Este banho geralmente é passado pelo dirigente espiritual.
Caso você não tenha direcionamento para utilização de
banhos, você poderá utilizar o banho descrito a seguir:
2 litros de água
Um punhado de Arruda
Um punhado de Guiné
Um punhado de boldo
Macerar em água fria e se banhar do pescoço para baixo.
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O início do desenvolvimento
mediúnico
O desenvolvimento mediúnico é uma etapa muito
importante para a vida do médium. É através dele que o
médium adquire cada vez mais afinidade com a energia das
entidades que estão presentes na vida dele.
A etapa de desenvolvimento mediúnico deve ter como sua
principal função o autocontrole diante das capacidades
mediúnicas. Se preocupar neste momento com o nome do
guia, o orixá de cabeça ou quanto tempo vai durar o
desenvolvimento para começar a atender a quem precise, irá
fazer com que o desenvolvimento seja prejudicado.
A melhor forma de identificar o nome dos seus guias, por
exemplo, é permitindo com que os próprios guias possam falar,
porém essa não é uma etapa que ocorre da noite para o dia,
por isso o desenvolvimento mediúnico se faz necessário.
O desenvolvimento mediúnico traz segurança para o
médium, reduz a ansiedade para futuros atendimentos,
garante que o médium esteja apto e firme para servir de
instrumento para realização de benzimentos, trabalhos
espirituais e consultas.
É aconselhável que a giras de desenvolvimento mediúnico
sejam realizadas separadamente as giras destinadas aos
atendimentos ao público. Realizar o desenvolvimento em giras
fechadas garante um ambiente mais seguro e confortável para
os iniciantes e faz com que os médiuns mais velhos possam
dar atenção exclusiva a quem precise.
Tente imaginar uma gira em que os médiuns mais velhos
precisem auxiliar os médiuns mais novos, benzer e prestar
consulta as pessoas que buscam por amparo.
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Se o terreiro não tem uma política organizacional, com
toda certeza irá virar uma grande bagunça.
Dicas valiosas para o seu desenvolvimento
Tenha certeza do terreiro em que você se encontra: Como
mencionado anteriormente, terreiros com políticas de
organização e planejamento claras terão mais sucesso em
relação ao amparo inicial.
Concentre-se apenas em conquistar afinidade com seus guias:
Informações como o nome do guia, o orixá de cabeça, ou qual
a cor da roupa que ele veste, são desnecessárias para este
momento. Essas informações serão úteis para futuras
obrigações, mas não agora.
Não deixe de realizar o preceito 24 horas antes: Caso você não
tenha entendimento sobre preceito, sugiro realizar a leitura do
capítulo “preceito na umbanda”.
Humildade: Seja humano, honesto, humilde, compreensivo,
colaborativo, diplomata, pacífico, bondoso, paciente, solícito,
generoso, prestativo, justo. Não há sentido algum em querer
desenvolver sua mediunidade e divergir destes valores.
Não tenha medo de passar vergonha: Um terreiro sério jamais
colocará você em situações constrangedoras, como permitir
que riam de você. Ninguém nasceu sabendo, se fosse assim, o
desenvolvimento mediúnico não seria necessário. Errar é a
melhor forma para diagnosticar os ajustes que precisam ser
realizados no caminho.
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Não se deixe levar pelas primeiras incorporações: As suas
primeiras experiências podem ser tanto boas quanto ruins. Já
ouvi muitos relatos de pessoas que se sentiram muito bem
incorporando pela primeira vez, e outros que se sentiram
muito mal por conta da energia.
Independentemente da ocasião, saiba que não há uma regra
para isso, alguns dias você terá ótimas experiências, outros
nem tanto, e está tudo bem. Com o tempo você vai adquirindo
experiência e compreendendo o processo.
Pratique: Não basta apenas querer desenvolver sua
mediunidade, você precisa agir. Compareça nas giras de
desenvolvimento, pratique todas as dicas descritas neste livro.
Se você é um médium que falta demais nos encontros para
desenvolvimento, você não tem o direito de se aborrecer
porque não vê evolução.
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Incorporação consciente,
semiconsciente e inconsciente
A incorporação é uma das práticas mediúnicas centrais na
Umbanda, onde os médiuns servem como canais para que
espíritos, se manifestem e interajam com o plano físico. No
entanto, a experiência de incorporação pode variar
significativamente de médium para médium, manifestando-se
de maneiras conscientes, semiconscientes ou inconscientes.
INCORPORAÇÃO CONSCIENTE
Na incorporação consciente, o médium mantém um grau
elevado de consciência durante a manifestação do espírito. Ele
está ciente do que está acontecendo ao seu redor e pode
lembrar-se das atividades e comunicações ocorridas durante a
sessão.
Características da Incorporação Consciente
Consciência Parcial: O médium está consciente do
ambiente e das ações do espírito incorporado, mas pode
sentir-se como um observador passivo.
Controle: Existe um nível maior de controle sobre o corpo
físico, permitindo que o médium intervenha se necessário.
Memória: O médium geralmente se lembra das interações
e mensagens transmitidas pelo espírito após a sessão.
Vantagens
Segurança: Maior capacidade de intervir se algo inesperado
ocorrer.
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Aprendizado: O médium pode aprender diretamente com a
experiência, refletindo sobre as mensagens e ensinamentos
recebidos.
Desafios
Interferência: Há um risco maior de interferência
consciente, onde os pensamentos do médium podem
influenciar a comunicação do espírito.
INCORPORAÇÃO SEMICONSCIENTE
A incorporação semiconsciente é um estado intermediário
onde o médium mantém alguma consciência, mas esta é
bastante reduzida durante a manifestação do espírito. O
médium pode ter fragmentos de lembrança e uma vaga noção
do que ocorreu.
Características da Incorporação Semiconsciente
Consciência Reduzida: A consciência do médium é parcial e
difusa, com lembranças esparsas da sessão.
Controle Parcial: O controle sobre o corpo físico é menor
em comparação com a incorporação consciente, mas o
médium ainda pode ter algum nível de intervenção.
Memória Fragmentada: As memórias do médium são
frequentemente vagas ou fragmentadas, com possíveis
lapsos.
Vantagens
Menor Interferência: Redução da interferência consciente
permite uma comunicação mais pura do espírito.
Equilíbrio: Oferece um equilíbrio entre controle e entrega
ao espírito, sendo útil para médiuns em desenvolvimento.
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Desafios
Confusão: Pode haver confusão ou dificuldade em
distinguir entre as ações do médium e do espírito.
INCORPORAÇÃO INCONSCIENTE
Na incorporação inconsciente, o médium entrega
completamente o controle ao espírito, perdendo a consciência
durante a manifestação. Ao final da sessão, o médium
geralmente não tem lembrança do que ocorreu.
Características da Incorporação Inconsciente
Perda de Consciência: O médium está totalmente
inconsciente durante a incorporação e não se lembra das
ações ou comunicações realizadas.
Controle Total pelo Espírito: O espírito tem controle total
sobre o corpo do médium, agindo e falando livremente.
Memória Ausente: O médium não tem lembranças da
sessão e depende de relatos de terceiros para saber o que
ocorreu.
Vantagens
Comunicação Pura: A comunicação do espírito é mais pura
e livre de interferências do médium.
Profundidade Espiritual: Permite manifestações espirituais
mais profundas e complexas.
Desafios
Vulnerabilidade: A total entrega pode deixar o médium
vulnerável a influências espirituais negativas se não houver
proteção adequada.
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Dependência de Terceiros: O médium depende de outros
para entender o que ocorreu durante a incorporação, o que
pode dificultar o aprendizado e o autoconhecimento.
Cada forma de incorporação tem suas vantagens e desa-
fios, e a experiência pode variar ao longo do desenvolvimento
mediúnico de cada praticante.
Alguns médiuns podem começar com incorporações
conscientes e, com o tempo e prática, mover-se para estados
mais profundos de semiconsciência ou inconsciência. Outros
podem encontrar uma forma que lhes seja mais natural e
eficaz desde o início.
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Identificando e Lidando
com Falsas Incorporações
(Mistificação)
Mistificação, no contexto da Umbanda, refere-se à falsa
incorporação, onde um médium simula ou acredita estar
manifestando um espírito ou entidade, mas a manifestação
não é genuína.
Isso pode ocorrer de forma consciente ou inconsciente, e é
um desafio significativo para os dirigentes espirituais e para a
comunidade umbandista.
Causas da Mistificação
Desejo de Pertencer: Alguns médiuns podem sentir uma
pressão para demonstrar suas habilidades mediúnicas,
levando-os a simular incorporações para se sentir aceitos e
respeitados dentro do terreiro.
Falta de orientação: Médiuns inexperientes ou mal
orientados podem confundir suas próprias emoções,
pensamentos ou influências externas com a presença de
um espírito.
Influências Psicológicas: Problemas emocionais ou
psicológicos podem levar uma pessoa a acreditar que está
incorporando um espírito, quando, na verdade, estão
projetando seus próprios estados internos.
Identificar a mistificação requer sensibilidade, experiência e
um entendimento profundo das dinâmicas espirituais e
psicológicas. Os dirigentes e médiuns mais experientes
desempenham um papel crucial nesse processo, observando
comportamentos e manifestações com discernimento.
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Sinais de Mistificação
Inconsistência na Manifestação: Espíritos verdadeiramente
incorporados têm características e comportamentos
consistentes. Mudanças bruscas ou incoerências podem
indicar mistificação.
Falta de Conhecimento Espiritual: Um espírito verdadeiro
traz consigo um conhecimento e uma sabedoria que um
médium mistificado pode não ser capaz de simular
adequadamente.
Emoções Exageradas: Exibicionismo, comportamentos
excessivamente dramáticos ou emocionais podem ser
sinais de que a incorporação não é genuína.
Resistência ao Controle: Espíritos verdadeiros respeitam a
hierarquia do terreiro e a orientação dos dirigentes. Se um
médium mostra resistência ou desafia constantemente a
liderança, pode ser um indício de mistificação.
Lidar com a mistificação exige tato e uma abordagem
equilibrada. É importante abordar a situação com
compreensão e apoio, ajudando o médium a entender e
corrigir o problema sem causar constrangimento ou alienação.
Abordagens para Lidar com Mistificação
Diálogo e Educação: Conversas abertas e honestas com o
médium podem ajudar a esclarecer a diferença entre
experiências genuínas e falsas. Educar sobre a natureza da
verdadeira incorporação é fundamental.
Desenvolvimento Mediúnico: A orientação e o treinamento
contínuo são essenciais. Dirigentes devem proporcionar
oportunidades para que os médiuns desenvolvam suas
habilidades de forma segura e autêntica.
Suporte Psicológico: Em casos onde a mistificação está
ligada a questões emocionais ou psicológicas, o apoio de
profissionais de saúde mental pode ser necessário. Integrar
cuidados espirituais e psicológicos pode ajudar o médium a
encontrar equilíbrio.
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Monitoramento Cuidadoso: Continuar a observar e orientar o
médium durante as sessões pode prevenir futuras
mistificações e reforçar práticas mediúnicas corretas.
A prevenção da mistificação começa com a criação de um
ambiente de terreiro que valoriza a autenticidade, a paciência
e o apoio mútuo. Dirigentes espirituais e membros da
comunidade devem trabalhar juntos para cultivar uma
atmosfera de confiança e crescimento espiritual.
Estratégias de Prevenção
Clareza nas Orientações: Dirigentes devem ser claros e
consistentes nas orientações sobre práticas mediúnicas,
deixando os médiuns confortáveis para buscar ajuda e
orientação quando necessário.
Encorajamento do Desenvolvimento Gradual: Incentivar os
médiuns a progredirem em seu desenvolvimento espiritual
sem pressa ou pressão. A valorização do progresso gradual
pode reduzir a tentação de mistificação.
Promover a Autenticidade: Celebrar e valorizar as
manifestações genuínas e o desenvolvimento espiritual
autêntico, criando um ambiente onde a verdade espiritual é
mais importante do que a performance.
Mistificação é um desafio real na prática da Umbanda, mas
com discernimento, educação e apoio adequado, é possível
lidar com essas situações de maneira construtiva. Preservar a
integridade das manifestações mediúnicas é fundamental
para manter a harmonia e a autenticidade do terreiro,
garantindo que a conexão com o mundo espiritual seja
verdadeira e transformadora.
Ao enfrentar a mistificação com compreensão e firmeza, a
comunidade umbandista fortalece sua prática espiritual e
promove um ambiente de crescimento e autenticidade para
todos os seus membros.
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Oferendas na Umbanda
As oferendas representam a troca entre o mundo material
e o espiritual. Elas são uma maneira de expressar gratidão e
reverência aos Orixás e guias espirituais, fortalecendo o vínculo
entre o praticante e a espiritualidade. As oferendas também
são usadas para equilibrar energias, pedir ajuda em momentos
de dificuldade e celebrar conquistas e bênçãos recebidas.
Na Umbanda, acredita-se que tudo no universo está
interligado e que é preciso manter um equilíbrio entre dar e
receber. As oferendas são uma forma de manter essa
harmonia, retribuindo aos Orixás e guias espirituais pelo auxílio
e proteção que oferecem. Além disso, elas ajudam a limpar e
purificar o ambiente e a energia pessoal do praticante,
promovendo bem-estar e paz interior.
Existem diversos tipos de oferendas na Umbanda, cada
uma com seus significados e propósitos específicos. Alguns dos
principais tipos de oferendas incluem:
Flores
São símbolos de beleza, pureza e renovação. Cada Orixá tem
suas flores favoritas, que são oferecidas em momentos de
celebração e agradecimento.
Comidas
As oferendas de alimentos são comuns na Umbanda e variam
de acordo com o Orixá a ser homenageado. Cada Orixá possui
alimentos específicos que representam suas energias e
características.
Por exemplo, para Iansã podem ser oferecidos acarajés,
enquanto para Ogum, as oferendas podem incluir carne e
feijão.
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Bebidas
Podem incluir água, sucos, cerveja, cachaça ou vinho,
dependendo do Orixá ou guia espiritual a ser homenageado.
As bebidas são usadas para energizar e purificar o ambiente,
além de simbolizar a generosidade e a gratidão do praticante.
Velas
As velas são oferecidas para iluminar o caminho e atrair a
atenção dos Orixás e guias espirituais. Cada cor de vela tem um
significado específico e é escolhida de acordo com o Orixá ou
entidade a ser homenageado. As velas representam a luz
divina e a presença espiritual, ajudando a fortalecer a conexão
entre o praticante e a espiritualidade.
Objetos simbólicos
Além de alimentos e bebidas, outros objetos simbólicos podem
ser oferecidos, como pedras, conchas, moedas e objetos
pessoais que tenham um significado especial para o
praticante. Esses objetos são usados para fortalecer os pedidos
e intenções da oferenda, representando o compromisso e a
devoção do praticante.
As oferendas devem ser feitas com respeito, devoção e
pureza de intenção. Existem alguns passos básicos que
devem ser seguidos para garantir que a oferenda seja bem
sucedida:
Preparação: Antes de realizar a oferenda, é importante
preparar-se espiritualmente e fisicamente. Isso pode incluir
banhos de ervas, orações e meditação para purificar a mente e
o corpo. A preparação também envolve a escolha cuidadosa
dos itens a serem oferecidos, garantindo que estejam em bom
estado e sejam apropriados para o Orixá ou guia espiritual a ser
homenageado.
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Intenção: A intenção por trás da oferenda é fundamental. É
importante ter clareza sobre o propósito da oferenda, seja ele
um pedido de ajuda, uma expressão de gratidão ou um desejo
de equilibrar energias. A intenção deve ser comunicada de
maneira clara e sincera, mentalizando ou verbalizando o
pedido durante a oferenda.
Local: O local onde a oferenda será realizada também é
importante. Cada Orixá tem um lugar específico que lhe é
sagrado, como cachoeiras para Oxum, matas para Oxóssi,
encruzilhadas para Exu, entre outros.
É essencial escolher um local adequado para garantir que a
oferenda seja bem-recebida e que a conexão espiritual seja
fortalecida.
Entrega: A entrega da oferenda deve ser feita com respeito e
devoção. O praticante deve colocar os itens oferecidos de
maneira ordenada e harmoniosa, acender as velas e fazer suas
orações ou cânticos (pontos cantados).
Durante a entrega, é importante manter uma atitude de
humildade e reverência, lembrando-se sempre de agradecer
pelos auxílios e bênçãos recebidas.
Descarte: Após a realização da oferenda, é importante cuidar
do descarte adequado dos itens utilizados. Alguns terreiros
possuem regras específicas para o descarte das oferendas,
garantindo que o meio ambiente seja respeitado e que os
resíduos sejam tratados de maneira apropriada.
Em alguns casos, as oferendas são deixadas em locais
sagrados, onde os elementos naturais podem retornar à terra
de forma harmoniosa. Em geral 3 dias são suficientes.
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Ervas na Umbanda
As ervas desempenham um papel fundamental na
Umbanda, sendo utilizadas para diversos fins espirituais e
terapêuticos. Desde a preparação de banhos de limpeza até a
realização de defumações e oferendas, as ervas são vistas como
elementos sagrados que possuem energias específicas
capazes de purificar, proteger e harmonizar ambientes e
pessoas.
As ervas são consideradas presentes da natureza, dotadas
de propriedades especiais que permitem a comunicação e a
interação com o mundo espiritual. Cada erva possui uma
energia única, associada a determinados Orixás e entidades
espirituais. A utilização das ervas é uma forma de alinhar as
energias do praticante com as forças da natureza, promovendo
equilíbrio e bem-estar.
Na Umbanda, há uma vasta gama de Ervas Utilizadas para
diferentes propósitos. Cada erva é selecionada com base em
suas propriedades energéticas e sua afinidade com
determinados Orixás e entidades. Alguns dos principais tipos
de ervas e seus usos incluem:
Ervas de Limpeza
Arruda: Utilizada para afastar energias negativas e proteger
contra inveja e mau-olhado. É comum em banhos de
descarrego e defumações.
Guiné: Conhecida por suas propriedades purificadoras, é usada
para limpar o campo energético e proteger contra influências
espirituais negativas.
Alecrim: Utilizado para limpeza e elevação espiritual,
promovendo clareza mental e proteção.
Ervas de Proteção
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Espada-de-São-Jorge: Considerada uma erva poderosa de
proteção, é utilizada para afastar espíritos obsessores e
energias negativas.
Comigo-ninguém-pode: Outra erva de forte proteção, usada
para criar barreiras contra influências negativas e manter a
harmonia no ambiente.
Ervas de Cura
Erva-cidreira: Utilizada em banhos e chás para acalmar a
mente, aliviar o estresse e promover o bem-estar emocional.
Camomila: Conhecida por suas propriedades calmantes, é
usada em trabalhos de cura para aliviar tensões e promover a
paz interior.
Ervas de Prosperidade
Canela: Utilizada para atrair prosperidade e sucesso, tanto em
defumações quanto em banhos de prosperidade.
Louro: Conhecida por suas propriedades de atração de riqueza
e boa sorte, é usada em rituais para trazer abundância.
As ervas na Umbanda são utilizadas de várias maneiras, cada
uma com um propósito específico. Algumas das aplicações
práticas mais comuns incluem:
Banhos de Ervas
As ervas são maceradas ou fervidas, e a água resultante é
utilizada em banhos, que devem ser realizados com intenção e
respeito. Cada tipo de banho é preparado com ervas
específicas para atender a necessidades distintas, como
descarrego, abertura de caminhos, cura e equilíbrio.
Defumações
As defumações são rituais em que as ervas são queimadas para
purificar o ambiente e afastar energias negativas.
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Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
As ervas secas são colocadas em um recipiente próprio para
defumação e acesas, permitindo que a fumaça se espalhe pelo
local. Essa prática é utilizada tanto em rituais públicos quanto
em trabalhos individuais, sendo fundamental para a
preparação de espaços sagrados.
Oferendas
As ervas também são oferecidas aos orixás e entidades
espirituais como parte das oferendas. Cada orixá possui ervas
específicas que lhe são agradáveis e que são utilizadas para
fortalecer a conexão e demonstrar reverência. As ervas são
arrumadas de forma cuidadosa nos altares ou em locais
sagrados designados para as oferendas.
Amuletos e Patuás
As ervas podem ser utilizadas em amuletos e patuás, pequenos
sacos que contêm ervas e outros elementos simbólicos. Esses
amuletos são carregados junto ao corpo ou colocados em
locais estratégicos para proteção, atração de prosperidade e
fortalecimento espiritual.
O uso das ervas na Umbanda deve ser feito com conhecimento
e respeito. Cada erva possui suas propriedades e energias
específicas, e é importante conhecer suas características para
utilizá-las de forma adequada. Além disso, a colheita das ervas
deve ser realizada com respeito à natureza, sempre pedindo
permissão às forças da natureza e agradecendo pela colheita.
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Banhos poderosos
Neste tópico selecionei alguns banhos de ervas poderosos
que podem ajudar você a se conectar com as energias da
natureza e dos orixás.
Cada banho foi cuidadosamente selecionado por suas
propriedades específicas e benefícios espirituais. Siga as
instruções com atenção e permita que esses banhos tragam
renovação e equilíbrio para sua vida.
Não esquece de compartilhar comigo lá nas redes
sociais, quais banhos você mais gostou de fazer?
Banho de Limpeza Espiritual
Ervas Utilizadas
Arruda
Guiné
Alecrim
Funções do Banho
A combinação de arruda, guiné e alecrim proporciona uma
poderosa limpeza espiritual, removendo energias negativas e
promovendo proteção.
A arruda é conhecida por sua capacidade de afastar más
influências, a guiné purifica e protege a aura, enquanto o
alecrim revitaliza e fortalece a energia pessoal.
Como Realizar o Banho
Ramo de arruda
1 punhado de folhas de guiné
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 73
Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
1 punhado de folhas de alecrim
3 litros de água
Preparo:
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione a arruda, a guiné e o alecrim.
Deixe a mistura em infusão por 15 minutos, cobrindo o
recipiente.
Coe a mistura, removendo os restos das ervas.
Aplicação:
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando a limpeza e a proteção de todas as energias
negativas.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Banho de Equilíbrio e Serenidade
Ervas Utilizadas
Manjericão
Alfazema
Camomila
Funções do Banho
O manjericão, a alfazema e a camomila são ervas conhecidas
por suas propriedades calmantes e equilibradoras. Este banho
promove a paz interior, alivia o estresse e equilibra as emoções,
ajudando a restaurar a serenidade e a tranquilidade.
Como Realizar o Banho
1 punhado de folhas de manjericão
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 74
Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
1 punhado de flores de alfazema
1 punhado de flores de camomila
3 litros de água
Preparo:
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione o manjericão, a alfazema e a
camomila.
Coe a mistura, removendo os restos das ervas.
Aplicação:
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando serenidade e equilíbrio.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Banho de Vitalidade e Proteção
Ervas Utilizadas
Alecrim
Hortelã
Sálvia
Funções do Banho
O alecrim, a hortelã e a sálvia são ervas revitalizantes e
protetoras. Este banho aumenta a energia, promove a clareza
mental e protege contra influências negativas, fortalecendo o
corpo e a mente.
Como Realizar o Banho
1 punhado de folhas de alecrim
1 punhado de folhas de hortelã
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 75
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1 punhado de folhas de sálvia
3 litros de água
Preparo:
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione o alecrim, a hortelã e a sálvia.
Deixe a mistura em infusão por 15 minutos, cobrindo o
recipiente.
Coe a mistura, removendo os restos das ervas.
Aplicação:
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando vitalidade e proteção.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Banho de Prosperidade
Ervas Utilizadas
Canela em pau
Louro
Cravo-da-índia
Funções do Banho
A canela, o louro e o cravo-da-índia são ervas associadas à
prosperidade e à abundância. Este banho atrai boas energias
financeiras, promove a sorte e abre caminhos para novas
oportunidades.
Como Realizar o Banho
3 paus de canela
5 folhas de louro
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 76
Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
10 cravos-da-índia
3 litros de água
Preparo:
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione a canela, o louro e o cravo-
da-índia.
Deixe a mistura em infusão por 15 minutos, cobrindo o
recipiente.
Coe a mistura, removendo os restos das ervas.
Aplicação:
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando prosperidade e abundância.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Banho de Amor e Atração
Ervas Utilizadas
Rosas vermelhas
Jasmim
Hibisco
Funções do Banho
As pétalas de rosas vermelhas, jasmim e hibisco são
conhecidas por suas propriedades de atração e amor. Este
banho promove a autoestima, o amor-próprio e a atração de
relações amorosas saudáveis.
Como Realizar o Banho
Pétalas de 3 rosas vermelhas
1 punhado de flores de jasmim
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 77
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1 punhado de flores de hibisco
3 litros de água
Preparo
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione as pétalas de rosa, o jasmim e o
hibisco.
Deixe a mistura em infusão por 15 minutos, cobrindo o
recipiente.
Coe a mistura, removendo os restos das flores.
Aplicação
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando amor e atração.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Banho de Proteção
Ervas Utilizadas
Arruda
Espada-de-São-Jorge
Guiné
Funções do Banho
A combinação de arruda, espada-de-São-Jorge e guiné oferece
uma forte proteção contra energias negativas e ataques
espirituais. Este banho fortalece o campo energético e cria
uma barreira de proteção ao redor do corpo.
Como Realizar o Banho
1 ramo de arruda
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 78
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3 folhas de espada-de-São-Jorge
1 punhado de folhas de guiné
3 litros de água
Preparo
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione a arruda, a espada-de-São-Jorge
e a guiné.
Deixe a mistura em infusão por 15 minutos, cobrindo o
recipiente.
Coe a mistura, removendo os restos das ervas.
Aplicação:
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando proteção e segurança.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Banho de Energização
Ervas Utilizadas
Alecrim
Hortelã
Eucalipto
Funções do Banho
O alecrim, a hortelã e o eucalipto são ervas revitalizantes e
energizantes. Este banho aumenta a energia, a disposição e a
clareza mental, ajudando a enfrentar o dia com mais vitalidade.
Como Realizar o Banho
1 punhado de folhas de alecrim
1 punhado de folhas de hortelã
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 79
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1 punhado de folhas de eucalipto
3 litros de água
Preparo
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione o alecrim, a hortelã e o eucalipto.
Deixe a mistura em infusão por 15 minutos, cobrindo o
recipiente.
Coe a mistura, removendo os restos das ervas
Aplicação
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando vitalidade e disposição.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Banho de Paz e Tranquilidade
Ervas Utilizadas
Camomila
Lavanda
Erva-cidreira
Funções do Banho
A camomila, a lavanda e a erva-cidreira são conhecidas por
suas propriedades relaxantes e calmantes. Este banho
promove a paz interior, alivia a ansiedade e ajuda a ter um sono
tranquilo e reparador.
Como Realizar o Banho
1 punhado de flores de camomila
1 punhado de flores de lavanda
1 punhado de folhas de erva-cidreira
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 80
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3 litros de água
Preparo
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione a camomila, a lavanda e a erva-
cidreira.
Deixe a mistura em infusão por 15 minutos, cobrindo o
recipiente.
Coe a mistura, removendo os restos das ervas.
Aplicação
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando paz e tranquilidade.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Banho de Purificação
Ervas Utilizadas
Sálvia
Alecrim
Eucalipto
Funções do Banho
A sálvia, o alecrim e o eucalipto possuem propriedades
purificadoras que ajudam a remover energias negativas e a
purificar o corpo e a mente. Este banho é ideal para momentos
em que se busca uma renovação espiritual.
Como Realizar o Banho
1 punhado de folhas de sálvia
1 punhado de folhas de alecrim
1 punhado de folhas de eucalipto
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 81
Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
3 litros de água
Preparo
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione a sálvia, o alecrim e o eucalipto.
Deixe a mistura em infusão por 15 minutos, cobrindo o
recipiente.
Coe a mistura, removendo os restos das ervas.
Aplicação
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando purificação e renovação.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Banho de Proteção e Prosperidade
Ervas Utilizadas
- Arruda
- Manjericão
- Louro
Funções do Banho
A combinação de arruda, manjericão e louro oferece uma
proteção forte contra energias negativas e atrai prosperidade e
sorte. Este banho é indicado para momentos em que se busca
proteção e abertura de caminhos.
Como Realizar o Banho
1 ramo de arruda
1 punhado de folhas de manjericão
5 folhas de louro
3 litros de água
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 82
Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
Preparo
Ferva 3 litros de água.
Desligue o fogo e adicione a arruda, o manjericão e o louro.
Deixe a mistura em infusão por 15 minutos, cobrindo o
recipiente.
Coe a mistura, removendo os restos das ervas.
Aplicação
Tome um banho higiênico normal.
Após o banho, despeje a infusão do pescoço para baixo,
mentalizando proteção e prosperidade.
Não se enxágue. Deixe o corpo secar naturalmente ou
seque-se levemente com uma toalha.
Se você gostou destes banhos e sentiu os efeitos positivos
que eles podem proporcionar, tenho uma excelente notícia!
Em breve
Lançarei um novo e-book dedicado exclusivamente a uma
variedade ainda maior de banhos de ervas.
Este próximo volume trará receitas detalhadas, explicações
aprofundadas sobre as propriedades das ervas, e novos
métodos para potencializar os efeitos dos banhos em
diferentes áreas da vida.
Gostou? Então, compartilha a novidade.
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Simpatias para você
usar na sua vida
As simpatias são práticas simples, mas cheias de significa-
do e energia, que ajudam a atrair boas vibrações e realizar
desejos. Elas são uma forma de fortalecer nossa conexão com o
espiritual e de manifestar intenções positivas no nosso dia a
dia.
Cada simpatia foi escolhida com carinho, pensando nas
necessidades cotidianas e nas diversas situações que podem
surgir. Com ingredientes fáceis de encontrar e procedimentos
simples de seguir, essas simpatias são uma maneira acessível e
eficaz de atrair prosperidade, amor, proteção e muito mais.
Simpatia para Atrair Prosperidade
Ingredientes
1 punhado de arroz cru
1 folha de louro
1 moeda dourada
1 fita dourada
1 Saquinho de tecido amarelo
Como Fazer
Em uma noite de lua cheia, coloque o arroz, a folha de louro
e a moeda dentro de um saquinho de tecido amarelo.
Feche o saquinho com uma fita dourada.
Pendure o saquinho atrás da porta de entrada de sua casa,
mentalizando prosperidade entrando em seu lar.
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Simpatia para Amor e União
Ingredientes
1 maçã vermelha
1 colher de mel
1 pedaço de papel branco
1 lápis
Como Fazer
Escreva seu nome e o nome da pessoa amada no papel.
Faça um pequeno corte na maçã e coloque o papel dentro.
Regue o corte com mel.
Enterre a maçã em um jardim florido, pedindo por amor e
união.
Simpatia para Proteção
Ingredientes
1 ramo de alecrim
1 dente de alho
1 saquinho de tecido branco
1 fita branca
Como Fazer
Coloque o ramo de alecrim e o dente de alho dentro do
saquinho.
Feche o saquinho com uma fita branca.
Carregue o saquinho sempre com você, na bolsa ou no
bolso, mentalizando proteção constante.
Simpatia para Atrair Boas Energias
Ingredientes
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1 copo de água
1 punhado de sal grosso
1 folha de arruda
Como Fazer
Coloque o sal grosso e a folha de arruda no copo de água.
Deixe o copo em um lugar alto, perto da porta de entrada
de sua casa.
Troque a água e a arruda semanalmente, pedindo sempre
por boas energias.
Simpatia para Realização de Desejos
Ingredientes
1 vela branca
1 papel branco
1 lápis
Como Fazer
Escreva seu desejo no papel com o lápis.
Enrole o papel em volta da vela branca.
Acenda a vela, mentalizando seu desejo sendo realizado.
Deixe a vela queimar até o fim em um local seguro.
Simpatia para Sucesso no Trabalho
Ingredientes
1 folha de louro
1 colher de canela em pó
1 saquinho de tecido verde
1 fita verde
Como Fazer
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Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
Coloque a folha de louro e a canela em pó dentro do
saquinho.
Feche o saquinho com uma fita verde.
Mantenha o saquinho na sua mesa de trabalho ou na
gaveta, mentalizando sucesso e crescimento profissional.
Simpatia para Afastar Inveja
Ingredientes
1 espelho pequeno
1 saquinho de tecido preto
1 fita preta
Como Fazer
Coloque o espelho dentro do saquinho, com o lado
espelhado para fora.
Feche o saquinho com uma fita preta.
Pendure o saquinho atrás da porta de entrada de sua casa,
refletindo e afastando a inveja.
Simpatia para Saúde
Ingredientes
1 folha de hortelã
1 ramo de alecrim
1 saquinho de tecido azul
1 fita azul
Como Fazer
Coloque a folha de hortelã e o ramo de alecrim dentro do
saquinho.
Feche o saquinho com uma fita azul.
Mantenha o saquinho embaixo do seu travesseiro, pedindo
saúde e vitalidade.
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 87
Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
Simpatia para Paz e Harmonia
Ingredientes
1 vela azul clara
1 incenso de lavanda
Como Fazer
Acenda a vela azul clara e o incenso de lavanda em um
lugar tranquilo da sua casa.
Sente-se ao lado e medite por alguns minutos,
mentalizando paz e harmonia.
Deixe a vela e o incenso queimarem até o fim.
Simpatia para Atração de Sorte
Ingredientes
1 trevo de quatro folhas (pode ser artificial)
1 fita dourada
1 moeda de qualquer valor
Como Fazer
Amarre a moeda ao trevo de quatro folhas com a fita
dourada.
Carregue este amuleto sempre com você, na carteira ou na
bolsa, atraindo sorte em todas as áreas da vida.
Considerações Finais
As simpatias são uma forma de canalizar intenções e
energias positivas para melhorar diversos aspectos da vida. Ao
praticá-las com fé e respeito, você se alinhará com forças
espirituais que podem auxiliar na sua jornada. Lembre-se de
que a verdadeira força das simpatias vem da sua intenção e da
energia que você coloca nelas.
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Vaso de firmeza
Criar um vaso de firmeza é uma prática comum na
Umbanda para proteger a entrada de casa contra energias
negativas.
Este vaso atua como um ponto de força, garantindo que
apenas boas vibrações entrem em seu lar. Vamos aprender a
fazer isso usando 7 ervas, 7 pregos, uma tesoura ou faca usada
e 7 moedas, seguindo um passo a passo detalhado.
Materiais Necessários:
Um vaso grande de barro ou cerâmica
Terra adubada
7 mudas de ervas de proteção: arruda, alecrim, espada-de-
são-jorge, guiné, manjericão, comigo-ninguém-pode e
hortelã
7 pregos de ferro
Uma tesoura ou faca usada
7 moedas de qualquer valor
Uma vela branca
Um pouco de água benta ou água de cachoeira
Fita branca
Incenso de mirra ou benjoim
Passo a Passo:
Preparação do Vaso
Limpe o vaso de barro com água e sabão neutro para
remover qualquer impureza. Deixe secar completamente.
Consagração dos Materiais
Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização. Lei nº 9610/98. 89
Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
Em um espaço tranquilo, coloque todos os materiais em
uma mesa ou altar.
Acenda o incenso de mirra ou benjoim para purificar o
ambiente.
Acenda a vela branca, pedindo proteção e luz aos Orixás e
guias espirituais.
Passe cada um dos pregos pelo incenso, consagrando-os e
pedindo que bloqueiem as energias negativas.
Faça o mesmo com a tesoura ou faca usada e as 7 moedas.
Colocação da Tesoura e Moedas
Coloque a tesoura ou faca usada no fundo do vaso,
simbolizando a força e a capacidade de cortar qualquer
negatividade que tentar entrar.
Coloque as 7 moedas ao redor da tesoura ou faca, pedindo
prosperidade e proteção financeira.
Preenchimento com Terra
Cubra a tesoura e as moedas com uma camada de terra
adubada, enchendo cerca de metade do vaso.
Preparação das Ervas
Lave bem todas as ervas em água corrente.
Seque as ervas com cuidado usando um pano limpo.
Borrife as ervas com a água benta ou água de cachoeira,
pedindo que elas tragam proteção e purificação.
Plantio das Ervas
Plante as mudas das ervas, uma a uma dentro do vaso.
Enquanto planta cada erva, mentalize ou verbalize suas
intenções de proteção e firmeza:
Arruda: para afastar o mau-olhado e energias negativas.
Alecrim: para trazer paz e clareza mental.
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Espada-de-são-jorge: para cortar energias negativas.
Guiné: para proteção espiritual.
Manjericão: para purificar o ambiente.
Comigo-ninguém-pode: para afastar intrusos espirituais.
Hortelã: para trazer frescor, saúde e energias revitalizantes
Complete o vaso com mais terra adubada, garantindo que
as raízes das ervas estejam bem cobertas e firmes.
Posicionamento dos Pregos
Insira os 7 pregos de ferro no vaso, formando um círculo ao
redor das plantas, visualizando a criação de uma barreira
protetora.
Enquanto posiciona cada prego, peça aos Orixás e guias
que bloqueiem todas as energias ruins e protejam sua casa.
Finalização
Amarre a fita branca ao redor do vaso, simbolizando pureza
e proteção.
Faça uma oração de sua escolha, pedindo proteção e
firmeza aos seus guias e Orixás.
Colocação do Vaso
Coloque o vaso de firmeza próximo à entrada de sua casa,
onde ele ficará como guardião do lar.
Todos os dias, ao sair e entrar em casa, mentalize o poder
de proteção do vaso, reforçando sua intenção de que ele
filtre as energias que entram.
Manutenção
Regue as ervas regularmente, mantendo-as saudáveis e
vibrantes.
A cada lua cheia, reforce a proteção do vaso acendendo
uma vela branca próxima a ele e oferecendo uma oração.
Substitua as ervas e renove a consagração dos pregos,
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tesoura ou faca, e moedas a cada seis meses, ou quando sentir
que a proteção está enfraquecendo.
O vaso de firmeza é uma ferramenta poderosa na proteção
espiritual de sua casa. Ele não só atua como um guardião físico,
mas também simboliza sua intenção de manter seu espaço
seguro e harmonioso.
Lembre-se de que a fé e a intenção são elementos cruciais
nesse processo. Mantenha sempre uma atitude positiva e
confiante, acreditando na eficácia de suas práticas espirituais.
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Como montar um congá em
casa (para simpatizantes)
O Congá, ou altar, é um espaço sagrado onde os pratican-
tes de Umbanda se conectam com os Orixás, guias espirituais
e entidades.
Para aqueles que simpatizam com a Umbanda e desejam
criar um Congá em casa, é importante seguir alguns passos e
diretrizes que garantem a harmonia e o respeito necessários
para estabelecer um ambiente espiritual adequado.
Escolhendo o Local
O primeiro passo para montar um Congá em casa é esco-
lher um local apropriado. Este espaço deve ser calmo,
reservado e longe de distrações do dia a dia.
É importante que seja um lugar onde você se sinta
confortável e que possa ser mantido limpo e organizado.
Escolha um local onde você possa meditar e realizar suas
orações sem interrupções.
Pode ser um quarto separado, um canto da sala ou até
mesmo uma varanda. Mantenha o espaço limpo e livre de
bagunça. A limpeza física do local reflete a pureza espiritual e
facilita a conexão com as entidades e Orixás.
Elementos do Congá
Um Congá típico contém vários elementos que represen-
tam as forças da natureza, os Orixás e as entidades espirituais.
Cada item tem um significado específico e deve ser escolhido e
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Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
arranjado com cuidado e respeito. Inclua imagens ou
estatuetas dos Orixás aos quais você se sente mais conectado.
Se você não conhece seus orixás de cabeça você pode manter
uma imagem de oxalá (orixá pai de todos).
Você também pode incluir imagens de entidades como os
Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças. Essas representações
ajudam a focar sua devoção e meditação.
As velas também são importantes para iluminar o caminho
e elevar as vibrações do ambiente. Cada cor de vela tem um
significado específico. Por exemplo, velas brancas são
universais e podem ser usadas para qualquer Orixá, enquanto
velas azuis são associadas a Iemanjá, e velas vermelhas a
Ogum.
Cristais e pedras podem ser usados para equilibrar as
energias do Congá. Cada pedra tem uma vibração específica e
pode ser escolhida de acordo com a necessidade espiritual.
Quartzo branco, ametista e turmalina negra são opções
populares. Um copo ou tigela com água é essencial no Congá,
representando a pureza e a vida.
A água deve ser trocada 1 vez por semana para manter a
energia do altar sempre renovada. Flores frescas e plantas
também são bem-vindas no Congá. Elas representam a beleza
e a renovação da natureza.
O incenso é utilizado para purificar o ambiente e elevar a
espiritualidade. Escolha incensos de acordo com as intenções
das suas preces, como arruda para limpeza ou rosa branca para
paz e harmonia.
Montando o Congá
Agora que você tem todos os elementos, é hora de montar
o seu Congá. Siga estas diretrizes para garantir que o altar
esteja harmonioso e funcional.
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Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
Escolha uma mesa, prateleira ou superfície elevada para
servir como base do Congá. Cubra a superfície com uma
toalha branca limpa.
Centralize a imagem ou estatueta do Orixá principal (oxalá)
e disponha outras imagens caso tenha.
Coloque as velas ao lado ou na frente das imagens. Lembre-
se de sempre acender as velas com intenção e nunca as
deixar queimando sem supervisão.
Distribua os cristais e pedras ao redor das imagens, criando
um círculo ou um padrão que lhe pareça harmonioso.
Posicione o copo ou tigela de água na frente ou ao lado da
imagem principal.
Coloque as flores ou plantas em vasos ao lado do Congá, ou
espalhe pétalas ao redor das imagens.
Posicione o incenso em um suporte adequado e acenda-o
durante suas orações e meditações.
Manutenção do Congá
Manter o Congá limpo e organizado é essencial para garantir
que ele continue a ser um espaço sagrado e poderoso.
Limpe regularmente a superfície do altar, troque a água, e
retire flores murchas e velas consumidas. Isso ajuda a
manter a energia do espaço sempre renovada e positiva.
Sempre arrume os elementos com respeito e cuidado. Evite
deixar o Congá desorganizado ou sujo, pois isso pode afetar
negativamente a energia do ambiente.
Utilize o Congá para meditar, fazer orações e conectar-se
com os Orixás e guias espirituais. Esteja presente e
intencional durante esses momentos, elevando suas
vibrações e fortalecendo sua espiritualidade.
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Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
Lembre-se sempre de que o Congá é um reflexo de sua fé e
devoção, e deve ser tratado com o máximo respeito e
reverência.
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Como rezar em casa
Rezar em casa é uma prática valiosa, permitindo uma
conexão pessoal e íntima com as divindades e entidades
espirituais. Antes de começar suas orações, é importante
preparar o ambiente para garantir uma atmosfera propícia à
conexão espiritual.
Selecione um espaço tranquilo e reservado em sua casa
onde você se sinta confortável e sem interrupções. Certifique-
se de que o ambiente esteja limpo e organizado. Isso pode
incluir arrumar a área, remover objetos desnecessários e
garantir que a energia do espaço esteja purificada.
Selecione velas de cores que correspondam às entidades
que deseja saudar. Por exemplo, velas vermelhas para Ogum,
amarelas para Oxum e brancas para os Pretos-Velhos.
Caso não tenha esse conhecimento, utilize branco. Antes
de acender cada vela, concentre-se em sua intenção e no
propósito de sua oração. Ao acender a vela, visualize a luz que
ela emite como uma conexão com as divindades e entidades
espirituais.
Comece com uma oração pessoal, expressando seus
sentimentos, gratidão e intenções. Após a oração pessoal,
saúde os orixás com pontos cantados específicos para cada um
deles.
Ao entoar os pontos cantados, permita-se mergulhar na
energia das entidades, abrindo seu coração e mente para
receber suas bênçãos e orientações.
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Oxalá
Oxalá meu pai
tenha pena de nós, tenha dó
Se a volta do mundo é grande
O seu poder é maior
Ogum
Ogum em seu cavalo corre
E a sua espada reluz
Ogum em seu cavalo corre
E a sua espada reluz
Ogum, Ogum Megê
Sua bandeira cobre os filhos de Jesus
Ògún yè
Xangô
Pedra rolou, pai Xangô
lá na pedreira
segura a pedra, meu pai
na cachoeira
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Rumo à Umbanda - Alef Poffo ©
Oxóssi
É o rei, é o rei,
É o Rei do Panaiá e da Jurema. (bis)
Lá na Jurema Oxóssi é o rei,
É o Rei do Panaiá e da Jurema. (bis)
Iemanjá
Mãe d´água, Rainha das Ondas,
Sereia do Mar
Mãe d´água, seu canto é bonito
quando tem luar
Ô, Iemanjá, Rainha das Ondas,
Sereia do Mar
Rainha das Ondas, Sereia do Mar
Como é lindo o canto de
Iemanjá
Faz até o pescador chorar
Quem escuta a mãe d´água
cantar
Vai com ela pro fundo do mar
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Iansã
Ela é minha mãe guerreira
De cabelos louros, ela vem
Com trovoada e muito vento
Espada na mão
Ela vem guerrear
Ela é Iansã
É Iansã guerreira
Ela vem pra guerrear
Oxum
Eu vi mamãe Oxum da Cachoeira
Sentada na beira do rio (x 2)
Colhendo lírios, lírio ê
Colhendo lírios lírio á
Colhendo lírios
Para enfeitar nosso conga
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Obaluaiê
Meu pai Oxalá é um Rei, venha me valer (2x)
E o velho Omolú, atotô, Obaluaê (2x)
Atotô, Obaluaê
Atotô, Babá
Atotô, Obaluaê
Atotô, é Orixá!
Agora fale com as entidades espirituais como se estivesse
conversando com um amigo íntimo, compartilhando seus
pensamentos e emoções mais profundos.
Procure realizar suas orações diariamente, estabelecendo
uma rotina que permita uma prática consistente e significativa.
Além de fazer seus pedidos, não se esqueça de oferecer
agradecimentos às entidades por suas bênçãos e proteção.
Você pode fazer oferendas simples, como flores, frutas ou água.
Esteja aberto para receber as respostas e orientações das
entidades, mesmo que não venham da forma esperada. Esteja
atento aos sinais e sincronicidades que podem ocorrer em sua
vida, pois podem ser mensagens das entidades.
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Que essas práticas te guiem e fortaleçam em sua jornada
espiritual, trazendo paz, proteção e bênçãos para sua vida e
para aqueles ao seu redor.
Que a luz das entidades ilumine sempre o seu caminho,
guiando-o para o bem e para a evolução espiritual.
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Firmando Exú em casa
A prática de firmar velas para Exú em casa é uma questão
que gera diferentes opiniões e pontos de vista entre os
praticantes. Alguns defendem que é possível e até mesmo
recomendável realizar esse tipo de firmeza em casa, desde que
feita com respeito e conhecimento adequado.
Outros, no entanto, acreditam que as firmezas devem ser
realizadas apenas em terreiros e sob a orientação de um
dirigente espiritual.
A firmeza para Exú em casa , desde que realizada com
cautela e dentro dos limites do básico, é uma prática viável.
Isso geralmente envolve acender uma vela vermelha ou preta
e oferecer uma pequena quantidade de bebida, como cachaça,
em um local dedicado a Exú.
No entanto, é crucial enfatizar que, embora essa prática
possa ser realizada de forma simples e respeitosa, trabalhos
espirituais mais complexos não devem ser empreendidos sem
a supervisão e orientação de um dirigente espiritual
qualificado. Exú é uma entidade poderosa e suas energias
devem ser manejadas com cuidado e conhecimento
adequado.
Portanto, ao decidir firmar velas para Exú em casa, é
essencial fazê-lo com humildade, respeito e consciência dos
limites de nossa compreensão espiritual.
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Como fazer uma casinha para
Exú e Pomba Gira
Na religião de Umbanda, é essencial compreender a
diferença entre uma tronqueira e uma casinha de Exú.
Enquanto a tronqueira é um espaço mais complexo que
requer conhecimento e amparo de um dirigente espiritual
para ser instalada, a casinha de Exú é um elemento mais
simbólico, utilizado principalmente para rezas e firmezas de
intenções.
Por se tratar de uma representação do lado esquerdo na
Umbanda, a casinha de Exú não deve ser colocada junto com o
congá, que representa o lado direito. É importante respeitar
essa divisão para manter o equilíbrio e a harmonia espiritual no
ambiente.
Para criar uma casinha de Exú em sua casa, você precisará
de alguns materiais simples. Comece escolhendo uma
pequena caixa de madeira, que será a base da casinha. Em
seguida, pinte a caixa com as cores tradicionais de Exú e
Pomba Gira, vermelho e preto, representando suas energias.
Decore a casinha com elementos simbólicos, como espe-
lhos pequenos, flores vermelhas e pretas, e outros enfeites que
representem Exú e Pomba Gira. Você pode personalizá-la de
acordo com suas preferências e crenças.
Quando a casinha estiver pronta, posicione-a em um local
adequado de sua casa, preferencialmente em um cantinho
discreto e respeitoso. Acenda uma vela vermelha e preta
diante da casinha, e faça suas preces e firmezas de intenções
com sinceridade e devoção.
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Além disso, é comum oferecer um pouco de cachaça para
Exú e espumante para Pomba Gira como oferenda. Coloque
uma pequena quantidade dessas bebidas dentro da casinha,
como uma forma de estabelecer uma conexão com essas
entidades.
Ao finalizar suas orações, agradeça a Exú e Pomba Gira
pela proteção e orientação espiritual. Mantenha sempre uma
relação de respeito e gratidão com essas entidades,
reconhecendo sua importância na religião de Umbanda e em
sua vida pessoal.
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Incorporação x Supervisão
Incorporação, no contexto da Umbanda, é o processo pelo
qual um médium cede parcialmente o controle de seu corpo
para que uma entidade espiritual se manifeste. Durante a
incorporação, a entidade se expressa através do médium,
falando, gesticulando e realizando ações específicas. Essa
prática é fundamental para a Umbanda, pois permite que as
entidades ofereçam orientações, conselhos, curas e bênçãos
diretamente aos frequentadores do terreiro.
A incorporação é vista como um dom e uma
responsabilidade. Os médiuns são preparados através de
longos períodos de desenvolvimento mediúnico, que incluem
aprendizado, prática supervisionada e limpeza espiritual. Este
processo garante que a incorporação seja realizada de forma
segura e eficaz, protegendo tanto o médium quanto aqueles
que interagem com as entidades.
As sessões de incorporação permitem que os frequentado-
res do terreiro recebam conselhos personalizados, diagnósticos
espirituais e tratamentos energéticos que são específicos para
suas necessidades.
Ela proporciona uma experiência direta da presença e da
sabedoria espiritual, o que pode ser profundamente
transformador e fortalecedor para a fé dos participantes.
Embora a incorporação seja uma prática enriquecedora e
fundamental dentro da Umbanda, não é recomendável que ela
seja realizada fora do ambiente controlado do terreiro. Existem
várias razões para isso, que incluem questões de segurança,
proteção espiritual e a necessidade de orientação adequada.
Os terreiros de Umbanda são espaços preparados
espiritualmente, com defesas e energias específicas para
proteger os participantes e médiuns durante os rituais.
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A incorporação em casa, por outro lado, pode expor o
médium a influências espirituais negativas e a ataques de
entidades mal-intencionadas. Sem as proteções adequadas, a
pessoa pode se tornar vulnerável a energias nocivas, causando
desequilíbrios físicos e emocionais.
A incorporação requer a supervisão de um líder espiritual
experiente, como um Pai ou Mãe de Santo. Esses líderes têm o
conhecimento e a capacidade de guiar os médiuns, garantir
que as incorporações ocorram de maneira segura e ajudar a
resolver qualquer problema que possa surgir durante o
processo.
Sem a orientação adequada, há um risco maior de confu-
são e mistificação durante a incorporação. Isso significa que o
médium pode não ser capaz de distinguir claramente entre as
mensagens das entidades e seus próprios pensamentos e
emoções.
Além disso, sem a supervisão de um líder espiritual, é mais
difícil verificar a autenticidade das entidades que se
manifestam, o que pode levar a enganos e desinformação.
Realizar incorporação em casa, sem um ambiente adequa-
do e sem a orientação de um líder espiritual, pode levar a
dificuldades para retornar ao estado normal de consciência,
além de afetar o bem-estar físico e emocional do médium.
Problemas como fadiga extrema, dores de cabeça e distúrbios
do sono são comuns quando a incorporação não é realizada
em condições apropriadas.
Portanto, para aqueles que se sentem chamados a
desenvolver sua mediunidade e experimentar a incorporação,
é essencial buscar um terreiro de confiança e se submeter ao
treinamento e à orientação de um Pai ou Mãe de Santo.
Somente assim é possível garantir que a prática da
incorporação seja uma experiência positiva, enriquecedora e
segura para todos os envolvidos.
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Considerações finais
Chegamos ao fim deste livro, e gostaria de expressar minha
mais profunda gratidão a você, querido leitor, por acompanhar
esta jornada de descoberta e aprendizado. É uma honra e um
privilégio poder compartilhar este conhecimento com você, e
espero que as informações aqui apresentadas tenham sido
úteis e inspiradoras em sua jornada espiritual.
A Umbanda é uma religião de amor, luz e compaixão, e é
meu desejo que as mensagens e ensinamentos
compartilhados neste livro possam guiá-lo em seu caminho,
fortalecendo sua conexão com o divino e com os mistérios da
vida. Que você possa encontrar paz, sabedoria e bênçãos em
sua prática espiritual, e que a luz da Umbanda continue a
iluminar seu coração e sua mente.
Que a sabedoria das entidades espirituais e a magia dos
números estejam sempre ao seu lado, guiando-o em direção à
evolução e ao crescimento espiritual. Que cada passo em sua
jornada seja abençoado, e que você possa encontrar a
felicidade e a plenitude em sua busca pelo divino.
Com profundo apreço e gratidão, me despeço desejando
que a luz da Umbanda continue a brilhar em sua vida, hoje e
sempre.
Que Orixá ilumine teu caminho!
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AXÉ
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