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GARROTILHO

O garrotilho, ou adenite equina, é uma doença infecciosa aguda dos equinos, causada pelo Streptococcus equi, caracterizada por inflamação purulenta das vias aéreas superiores e linfadenite. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre animais, e a doença é mais comum em equinos jovens, com surtos mais frequentes em climas frios e úmidos. O tratamento envolve a administração de antibióticos, como penicilina, e medidas de controle e profilaxia são essenciais para prevenir a disseminação da infecção.

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GARROTILHO

O garrotilho, ou adenite equina, é uma doença infecciosa aguda dos equinos, causada pelo Streptococcus equi, caracterizada por inflamação purulenta das vias aéreas superiores e linfadenite. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre animais, e a doença é mais comum em equinos jovens, com surtos mais frequentes em climas frios e úmidos. O tratamento envolve a administração de antibióticos, como penicilina, e medidas de controle e profilaxia são essenciais para prevenir a disseminação da infecção.

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Garrotilho ou Adenite Equina 1

Garrotilho ou Adenite Eqüina


1 – Conceito

Enfermidade infecciosa ou infecto-contagiosa aguda dos equinos, caracterizada por inflamação


purulenta das vias aéreas superiores e linfadenite com formação de abscessos, particularmente nos
linfonodos submandibulares e retrofaríngeos.

2 – Etiologia

Pertencem à família Streptococcaceae e ao gênero Streptococcus, espécie: S. equi (grupo C de


Lancefield. São cocos Gram-positivos, organizados em grupos de dois (diplococos) ou em cadeia que
variam desde poucos até muitos elementos; são anaeróbios facultativos, micro aerófilos e aeróbios; não
esporulam. Crescem bem em ágar sangue em 24-48 horas a 37ºC, produzindo colônias de cor branco-
cinza, lisas e brilhantes com 0,2 a 0,5mm de diâmetro. Os cocos são esféricos ou ovóides e medem ao
redor de 2 m de diâmetro.

3 – Epidemiologia

O habitat natural dos estreptococos são a pele e as mucosas dos animais e do homem.
Os equinos são a única espécie afetada pelo S. equi. A enfermidade afeta equinos de todas as
idades, porém é mais comum em animais com menos de 2 anos. Os cavalos afetados adquirem
imunidade, embora alguns possam adoecer mais de uma vez. Éguas imunes conferem imunidade
passiva aos potros até os três meses de idade. Geralmente os animais após dois-três anos já apresentam
imunidade, porque o agente é endêmico nas criações de equinos, podendo ser encontrados nas mucosas
orofaríngea e nasal normais.
A transmissão de S. equi ocorre pelo contato direto de animais sadios com animais doentes e
pode ocorrer, também, indiretamente, através de tratadores que lidam com os animais nos estábulos ou
através de fômites infectados. Alimentos, água, cama, utensílios de estábulos e ar contaminados por
espirros, tosse e relinchos que espalham pus em aerossol e insetos são importantes fontes de
disseminação do agente. A infecção pode ser transmitida, também, a éguas por potros que estão
mamando, levando a mamite purulenta.
O microrganismo é relativamente resistente às influências ambientais e pode ocorrer o contágio
indireto em propriedades infectadas mesmo após um mês da remoção dos animais infectados.
O surto pode ocorrer em qualquer época do ano, porém, é mais provável em tempo frio e
úmido. Entretanto, a movimentação dos equinos tem maior influencia na ocorrência do surto do que o
clima. Embora haja grande imunidade logo após um ataque, um equino pode sofrer repetidos ataques
com intervalos de até seis meses se a infecção for virulenta e persistir no grupo.
A enfermidade ocorre mais na faixa etária jovem, porque os animais sofrem baixa resistência
representada, ora pela desmama, ora pelos rigores de mudanças climáticas estacionais pela primeira
vez na sua vida, ora, em equinos puro-sangue, pela reunião de potros saídos de haras para ingressar nas
corridas, com treinamento intensivo e co-habitação estreita.
O garrotilho é de distribuição mundial, embora com a diminuição do número de equinos e a
melhora da terapia ele tenha pouca importância em muitos países. As maiores epidemias costumavam
ocorrer na unidade montada das forças armadas, na estação de monta e em estábulos de cavalo de tiro;
estão atualmente reduzidas em sua maior parte a pequenos surtos em estábulos para cavalos de pólo e
corrida, e individualmente em cavalos de exposição e de equitação.
Streptococcus equi pode permanecer viável nas descargas nasais purulentas por várias semanas
ou meses e, aparentemente, estábulos contaminados permanecem infectados por vários meses se não
forem cuidadosamente limpos e desinfetados. Vinte por cento dos animais que estão convalescendo ou
que, aparentemente, estão recuperados apresentam o agente na secreção nasal. Estresse, transporte,
Garrotilho ou Adenite Equina 2

excesso de trabalho, infecções virais e parasitismo aumentam a suscetibilidade dos animais e podem
precipitar a enfermidade em animais com infecções latentes.
A enfermidade pode ser confundida com outras doenças do aparelho respiratório dos equinos.
Muitas vezes, é feito o diagnóstico clínico de garrotilho, porém sem confirmação laboratorial, razão
pela qual é difícil estimar a prevalência da doença.
Quando um surto ocorre num grande grupo de equinos, geralmente fica restrito aos grupos mais
novos e a taxa de morbidade pode ser baixa, em torno de 10%. Sob condições climáticas adversas e
quando as instalações são inadequadas ou quando a predominância no grupo é de cavalos jovens, até
100% podem ser afetados. Assim uma alta incidência é frequentemente encontrada logo após um
grande número de equinos suscetíveis, vindos de vários locais, serem estabulados juntos.
A taxa de mortalidade com um tratamento adequado e em tempo é muito baixa, mas pode
alcançar 1-2% devido a uma extensão ocasional da infecção a outros órgãos.

4 – Patogenia

O Streptococcus equi chega às vias aéreas por inalação e, ocasionalmente por via oral. A
bactéria adere-se ao epitélio nasal e da orofaringe pela ação de uma proteína de superfície (proteína M)
e invade o tecido. Essa proteína e a cápsula a protegem da fagocitose. Após a penetração na mucosa,
chega aos linfonodos regionais por via linfática e inicia a abscedação.
As lesões patológicas são inespecíficas e caracterizam-se por rinite, faringite e, em alguns
casos, laringite aguda com hiperemia, edema, presença de infiltrado inflamatório de neutrófilos e
formação de pus, com eventual ulceração dos epitélios de revestimento. Nos linfonodos observa-se
acúmulo de pus.
O empiema da bolsa gutural é uma sequela pouco frequente do garrotilho, e em muitos casos
em que está envolvido não tem relacionamento etiológico com este. Entretanto, a inoculação
experimental intranasal de S. equi em equinos levou a uma alta incidência de empiema da bolsa
gutural. A drenagem pelos linfonodos locais resulta em abscedação e a infecção pode se difundir a
outros órgãos, causando o desenvolvimento de processos supurativos nos rins, cérebro, fígado, baço,
bainhas tendinosas e articulações.

5 – Sinais Clínicos

Os animais apresentam súbita elevação de temperatura, que chega a 41ºC, acompanhada de


anorexia, depressão e corrimento nasal seroso, que em 2-3 dias torna-se mucopurulento, purulento e
posteriormente apresenta aspecto grosso e amarelado. A descarga nasal é geralmente, bilateral e pode
ser copiosa. Em consequência da compressão da faringe e/ou da laringe pode haver tosse com
eliminação de grandes quantidades de exsudato. O animal apresenta dor na região da faringe e mantém
a cabeça baixa e estendida, podendo estar impedida a deglutição. Conjuntivite purulenta pode,
também, ser observada.
A reação febril frequentemente desaparece em 2-3 dias, mas logo retorna com o
desenvolvimento dos abscessos característicos nos linfonodos submandibulares e retrofaríngeos. Os
linfonodos afetados tornam-se quentes, infartados e dolorosos. A inflamação evidente dos linfonodos
pode levar 3-4 dias para se desenvolver e, em muitos casos, se o tratamento não for eficaz, estes
começam a exsudar soro por cerca de 10 dias, ocorrendo posteriormente a ruptura com eliminação de
pus cremoso e amarelado.
O severo aumento de volume dos linfonodos, associados às lesões das mucosas, pode impedir a
mastigação, deglutição e respiração, levando a morte do animal por asfixia. Em aproximadamente 10
dias ocorre a ruptura dos abscessos com descarga de grande quantidade de pus amarelado de
consistência cremosa.
Os abscessos podem ocorrer em qualquer ponto da superfície corporal, particularmente na face
e membros, e a infecção pode se difundir aos vasos linfáticos, causando edema obstrutivo. Isto ocorre
mais frequentemente nos membros inferiores, onde o edema máximo pode alcançar três ou quatro
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vezes o tamanho normal. É provável que também ocorra a formação de abscessos em outros órgãos ao
mesmo tempo.
O curso clínico nos casos moderados é, em geral, de 2-4 semanas e termina com a completa
recuperação do animal. Podem ocorrer, também, complicações com disseminação da infecção para as
bolsas guturais e seios paranasais, levando a empiema crônico dessas cavidades. A aspiração do pus,
por ruptura de abscessos para o interior da faringe, pode levar a pneumonia purulenta. Eventualmente,
pode ocorrer, também, disseminação do agente e formação de abscessos no fígado, rins, sistema
nervoso e articulações. Animais com inadequada resposta imunitária podem desenvolver uma forma
crônica da enfermidade. Miocardite e anemia crônica podem ser, também, uma complicação do
garrotilho. Streptococcus equi pode levar, também, a uma síndrome imunomediada devido ao
desenvolvimento de sensibilidade à proteína estreptocócica conhecida como púrpura hemorrágica, com
edema abdominal, edema dos membros, da cabeça e do escroto, e erupção da pele.
Aparecem formas atípicas da doença devido às metástases e à formação de abscessos em outros
órgãos; a disseminação metastática aos pulmões pode levar ao desenvolvimento de uma pneumonia
aguda; o envolvimento cerebral geralmente leva a um tipo de meningite purulenta com sinais de
excitação, hiperestesia, rigidez do pescoço e finalmente paralisia; trombos infectados nas veias
ocorrem raramente e causam sinais locais de obstrução vascular; pode haver o desenvolvimento de
abscessos no fígado, baço ou nos linfonodos viscerais e, se houver ruptura, pode ocorrer a morte,
mesmo após semanas ou meses de recuperação aparente da forma aguda da doença.

6 – Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se nos sinais clínicos e na demonstração da bactéria em esfregaços do


exsudato nasal ou do pus, corados com Gram. Laringoscopia e exame radiológico, para demonstrar o
aumento de tamanho dos linfonodos, podem auxiliar no diagnóstico. A confirmação é feita por cultura
do exsudado dos órgãos ou tecidos afetados para isolamento de Streptococcus equi. A reação de
polimerase em cadeia (PCR) detecta o DNA tanto da bactéria viva como morta, sendo mais sensível
que a cultura.
Há leucocitose com neutrofilia, alcançando um máximo quando os linfonodos abscedam. Pode
ou não haver anemia, devido aos efeitos hemolíticos dos estreptococos ou à depressão tóxica da
hematopoiese.
O garrotilho, nos estágios iniciais, pode ser confundido com outras enfermidades que cursam
com sinais clínicos respiratórios, como infecção pelo vírus da rinopneumonite equina, influenza equina
e bronquite aguda, porém nessas enfermidades o aumento dos linfonodos regionais é pequeno. Nos
estágios avançados a doença pode ser confundida com outras infecções piogênicas do trato respiratório
superior, particularmente as causadas por Streptococcus zooepidemicus e pela Burkholderia mallei.

7 – Tratamento

Os equinos infectados devem ser separados e o tratamento iniciado o mais cedo possível. O
tratamento específico compreende a administração parenteral de antibióticos adequados. As
sulfonamidas são muito eficazes, mas foram substituídas pela penicilina.
O tratamento de escolha é a penicilina de ação retardada (penicilina benzatina) a 20.000 UI/kg,
por via intramuscular, repetindo-se a dose aos cinco e 10 dias após a primeira dose. Se o número de
potros a tratar for grande, é possível estabelecer terapêutica massal na água ou ração, com terramicina
ou penicilinas semi-sintéticas como a ampicilina, a 20 mg/kg/dia, durante 10 a 15 dias.
O envolvimento sistêmico pode ser controlado, mas se a abscedação dos linfonodos é
avançada, eles podem continuar a aumentar e eventualmente romper-se. Há uma tendência a se
restringir o uso de tetraciclinas, devido ao risco de se provocar uma grave diarréia.
O tratamento geral consiste em se providenciar um bom abrigo aquecido, usar manta se
necessário, fornecer uma alimentação macia e saborosa, manter limpos o focinho e as narinas e, se
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houver tempo disponível, fazer inalações com vapor. O tratamento cirúrgico dos linfonodos
abscedados frequentemente não é necessário, a menos que a pressão cause dispnéia.

8 – Controle e Profilaxia

Em surtos da enfermidade os animais afetados devem ser imediatamente isolados para evitar-se
a disseminação do agente. O isolamento deve ser no mínimo de 4-5 semanas e cuidados devem ser
tomados, também, com os utensílios utilizados nos animais doentes, como cordas, baldes, seringas de
tratamento e outros. Os estábulos devem ser limpos e desinfetados e as camas queimadas. É
recomendado o uso de antibióticos durante o curso clínico da enfermidade. Nos casos em que há febre
alta e complicações com pneumonia, a antibioticoterapia deve ser mantida por, no mínimo, sete dias
após os abscessos terem sido drenados e a temperatura ter voltado ao normal. O uso de antibióticos
logo no início dos sinais clínicos pode ser eficiente para impedir a formação de abscessos. Se os
abscessos estão no estágio em que é possível detectá-los o tratamento com calor para deixá-los moles e
flutuantes e facilitar a drenagem. Após a drenagem o tratamento local com solução de iodo é
importante para evitar infecções secundárias. Após a recuperação os animais apresentam boa
imunidade, que pode manter-se por mais de um ano, embora alguns animais possam perder a
imunidade em 6 meses e reinfectarem-se. Os potros adquirem imunidade passiva pelo colostro, sendo
importante a administração de quantidades adequadas do mesmo para animais recém-nascidos.
Os demais cavalos devem ser observados diariamente e antibióticos a base de penicilina devem
ser administrados se houver aumento de temperatura dos animais. Antibióticos devem ser usados
profilaticamente, principalmente quando um grande número de potros de alto valor está sob risco de
adquirir a infecção. A maioria das cepas de Streptococcus equi são sensíveis a penicilinas e
sulfonamidas, porém são resistentes a estreptominicinas, tetraciclinas e gentamicina. Uma medida
profilática eficiente é o acompanhamento dos animais antes de serem introduzidos em uma
propriedade. A temperatura deve ser tomada duas vezes por dia e havendo suspeita de infecção a
cultura de “swabs” nasais permite identificar animais portadores em 60% dos casos e combinada com
teste de PCR em 90% dos casos. Três culturas negativas em um período de 2-3 semanas, indica que o
animal não está infectado.
Vacinas inativadas de subunidades da proteína M ou bacterina do corpo celular inteiro de S.
equi estão disponíveis para a prevenção do garrotilho em injeções intramusculares. Nenhuma delas é
completamente eficaz, mas aparentemente, reduzem em cerca de 50% a severidade da doença e a
morbidade durante os surtos. Essas vacinas tendem a causar uma reação no local da inoculação,
particularmente, quando inoculadas no pescoço e por isso a vacinação não é rotineiramente
recomendada, exceto em estabelecimentos de criação e reprodução de equinos, em que o garrotilho é
um problema endêmico persistente. Um esquema recomendado é a vacinação dos potros com 3-4
doses, a primeira entre 8-12 semanas de vida, a segunda entre 11-15 semanas de vida, a terceira entre
14-18 semanas (dependendo do produto usado) e a quarta no desmame entre o 6-8 meses. Animais de
um ano devem ser vacinados bianualmente, assim como os demais animais da propriedade quando o
risco de infecção é alto. As fêmeas prenhes devem ser vacinadas bianualmente, sendo uma dose
administrada 4-6 semanas antes do parto. Recentemente, tem sido desenvolvida uma vacina intranasal,
com vantagens sobre as vacinas de aplicação intramuscular pela eliminação dos efeitos colaterais,
embora a proteção dos animais seja, também parcial. A vacinação de animais não doentes durante um
surto pode reduzir a morbidade pela metade se os animais foram vacinados anteriormente, porém tem
utilidade limitada naqueles que nunca foram vacinados, uma vez que, para uma proteção eficiente, são
necessárias duas doses com intervalo de 2-3 semanas, tempo demasiadamente longo para desencadear
uma resposta imunológica eficiente ao contato com a bactéria.
Deve-se fazer a vacinação se um grande número de equinos estiver em contato com a doença,
mas os animais infectados não devem ser vacinados. Uma vacina autógena, preparada cuidadosamente
com culturas novas e mortas de S. equi, é administrada com o aumento gradual das doses em duas ou
três vezes, com intervalos de 10-14 dias. São recomendadas três injeções para uma boa proteção. A
esta série de três vacinações segue-se uma imunidade satisfatória no mínimo por 12 meses, sendo
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recomendada uma dose anual de reforço. São comuns com a vacinação reações que causam
desconforto ao animal e assustam o criador, mas a explicação de que outras complicações não
ocorrerão é geralmente suficiente para acalmá-lo. É recomendado cuidado na desinfecção da pele e
massagem após a injeção. Não se deve fazer a vacinação em potros com menos de 12 semanas de
idade.

8 – Outros Estreptococos

Pertencem à família Streptococcaceae e ao gênero Streptococcus, espécies: S. equi (grupo C de


Lancefield), S. pyogenes (grupo A), S. zooepidemicus, S. faecalis, S. agalactiae, S. uberis, S.
dysgalactiae, S. canis, S. suis São cocos Gram-positivos, organizados em grupos de dois (diplococos)
ou em cadeia que variam desde poucos até muitos elementos; são anaeróbios facultativos,
microaerófilos e aeróbios; algumas espécies ou raças tem cápsula de polissacarídeos, mas a maioria
não a possuem; não esporulam. Crescem bem em ágar sangue em 24-48 horas a 37ºC, produzindo
colônias de cor branco-cinza, lisas e brilhantes com 0,2 a 0,5mm de diâmetro. Os cocos são esféricos
ou ovóides e medem ao redor de 2 m de diâmetro. Quando cultivados em ágar sangue podem ou não
apresentar hemólise: alguns são não-hemolíticos (tipo  ou inerte), outros apresentam hemólise tipo ,
formando ao redor das colônias uma zona clara devido a lise completa das hemácias e ainda há os que
são alfa-hemolíticos, apresentando uma zona incompleta de hemólise, produzindo no meio uma cor
esverdeada.
Os estreptococos do grupo A produzem três proteínas antigênicas de superfície de parede que
são utilizadas para tipificar os estreptococos sorologicamente. São elas M, T e R. A proteína M é o
maior fator de virulência do grupo A e baseando-se nela se descreveram mais de 60 sorotipos de S.
pyogenes.
Depois que o germe se aderiu à superfície dos tecidos, aqueles que possuem a proteína M são
capazes de resistir à fagocitose e destruição intracelular nos fagolisossomas dos neutrófilos, portanto
tem maior capacidade de se espalharem por todo organismo hospedeiro através da corrente sanguínea.
Quando os anticorpos se desenvolvem, estes micro-organismos são rapidamente fagocitados e
destruídos nos fagolisossomas.

9 – Referências Bibliográficas

BLODD, D.C.; HENDERSON, J.A.; RADOSTITS, O.M. Clínica Veterinária. 5ed. Guanabara
Koogan, Rio de Janeiro, 1983. 1128p.
CORRÊA, W.M.; CORRÊA, C.N.M. Enfermidades Infecciosas dos Mamíferos Domésticos, 2ª ed.,
Rio de Janeiro, MEDSI, 843p. 1992.
RIET-CORREA, F.; SCHILD, A.L.; MÉNDEZ, M.D.C.; LEMOS, R.A.A. Doenças de Ruminantes e
Equinos. 2ª ed. Varela, São Paulo. v.1, 2001. 426p.

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