CITOESQUELETO
BIOCITOLOGIA UC3
PROF.: NAYANE PEIXOTO
ALUNOS:LUCA VICTORELLI CARDOSO, LORENA CARNEIRO
ALBINO, LORENA CARMO CASTRO SOARES, NOEL FELIPH
SANTIAGO NETTO, FÁBIO VICTORELLI CARDOSO, ISABELA
SOUSA CARVALHO E THIAGO DEBASTIANI
INTRODUÇÃO
CITOESQUELETO
Rede de filamentos que atua como esqueleto dinâmico das
células
FUNÇÕES
Suporte e forma celular
Movimentação intracelular
Movimentação celular
Divisão celular
FILAMENTOS DE ACTINA
ACTINA
Proteína essencial e abundante em eucariontes.
Seis tipos em mamíferos, expressos em diferentes tecidos (ex.:
α e γ em músculos, β e γ em células não musculares).
Podem coexistir diferentes tipos de actina na mesma célula.
ESTRUTURA DOS FILAMENTOS DE ACTINA:
Formados por monômeros de actina globular (G-actina)
organizados em espiral.
Diâmetro de aproximadamente 8 nm.
Monômeros ligados ao ATP têm alta afinidade e são
adicionados aos filamentos.
FILAMENTOS DE ACTINA
POLIMERIZAÇÃO E DINÂMICA:
Nucleação: processo inicial de formação de novos filamentos,
acelerado por proteínas nucleadoras ou fragmentos de
filamentos.
Polaridade: Extremidade (+) com cinética de adição rápida,
extremidade (–) com troca mais lenta.
CRESCIMENTO OU ENCURTAMENTO:
Alta concentração de monômeros = crescimento.
Baixa concentração = encurtamento.
FILAMENTOS DE ACTINA
FENÔMENO DA ESTEIRA:
Equilíbrio dinâmico em concentração intermediária de
monômeros.
Monômeros de ATP adicionados na extremidade (+) e ADP
dissociados na extremidade (–), criando um fluxo constante ao
longo do filamento.
PROTEÍNAS MOTORAS
PROTEÍNAS MOTORAS:
Produzem movimento pela hidrólise de ATP.
A miosina é a principal proteína motora associada aos
filamentos de actina.
FUNÇÕES DA MIOSINA:
Facilita o deslizamento dos filamentos de actina, essencial para
a contração muscular e a contratilidade celular.
Importante para a interação e tração celular durante a
migração.
Envolvida no transporte intracelular, embora menos destacada
que em microtúbulos.
PROTEÍNAS MOTORAS
ESTRUTURA DA MIOSINA II:
Formada por duas cadeias pesadas helicoidais (dimerização) e
dois pares de cadeias leves.
Cadeias pesadas têm “cabeças” com atividade ATPásica,
“pescoço” flexível e “cauda”.
Filamentos de miosina são bipolares e possuem cabeças em
direções opostas.
PROTEÍNAS MOTORAS
MECANISMO DE CONTRAÇÃO:
Ciclo de ligação à actina, hidrólise de ATP, liberação de fosfato e
deslocamento.
Causam o deslizamento dos filamentos de actina, fundamental
para a contração muscular.
MICROTÚBULOS
ESTRUTURA DOS MICROTÚBULOS
Cilíndricos, 25 nm de diâmetro
Formados por dímeros de tubulinas α e β organizados em anéis
MICROTÚBULOS
Polaridade dos Microtúbulos
Extremidade (+): dinâmica, facilita polimerização
Extremidade (–): associada ao MTOC (centro organizador
de microtúbulos)
Processos de Polimerização e Despolimerização
“Catástrofe” (despolimerização) e “resgate”
(polimerização)
Modulação pela hidrólise de GTP, que reduz afinidade
pelo microtúbulo
MICROTÚBULOS
FUNÇÃO DO MTOC
Localizado próximo ao núcleo e complexo de Golgi
Atua como centro nucleador com ajuda da tubulina γ
MICROTÚBULOS
PROTEÍNAS ACESSÓRIAS
Estabilizam e organizam os microtúbulos em feixes (Tau, MAP2)
Controlam a polimerização e despolimerização na extremidade
(+)
Ex.: Quetanina “quebra” microtúbulos, importante na mitose
PROTEÍNAS MOTORAS
PROTEÍNAS MOTORAS (CINESINAS E DINEÍNAS)
Responsáveis pelo transporte de moléculas, vesículas e organelas
ao longo dos microtúbulos.
Utilizam ATP para gerar movimento.
Cinesinas transportam para a extremidade (+); dineínas para a
extremidade (–).
PROTEÍNAS MOTORAS
FUNÇÕES ESSENCIAIS
Posicionamento de Organelas: Ex. retículo endoplasmático e complexo de Golgi.
Melanóforos de Peixes: Movimentação de grânulos de melanina que altera a
coloração da pele.
Exocitose de Insulina: Transporte de grânulos de insulina em células pancreáticas,
afetado em condições de deficiência de microtúbulos.
PROTEÍNAS MOTORAS
TRANSPORTE NEURONAL
Cinesinas movem vesículas para a sinapse (transporte anterógrado).
Dineínas transportam de volta ao corpo celular (transporte retrógrado).
CENTROSSOMOS E DIVISÃO CELULAR
Compostos por pares de centríolos com feixes de microtúbulos.
Duplicam-se antes da mitose para formar os polos do fuso mitótico.
ESPECIALIZAÇÕES COM MICROTÚBULOS
CÍLIOS E FLAGELOS:
Estruturas responsáveis pela motilidade celular, compostas por microtúbulos.
Flagelos: Longos, únicos, presentes em espermatozoides e alguns
protozoários, movem-se por ondulação.
Cílios: Curtos, múltiplos, encontrados em células do sistema respiratório e
reprodutor feminino, movem-se por batimento coordenado.
ESPECIALIZAÇÕES COM MICROTÚBULOS
FUNÇÕES:
Cílios: Transporte de muco e partículas (sistema respiratório); movimentação de
óvulos (sistema reprodutor feminino).
Flagelos: Movimentação de espermatozoides em meio líquido.
ESTRUTURA:
Corpúsculos Basais: Local de inserção de cílios e flagelos, semelhantes a
centríolos.
Axonema: Arranjo 9+2 de microtúbulos (9 pares periféricos e 1 par central).
ESPECIALIZAÇÕES COM MICROTÚBULOS
MOVIMENTO:
Dineína Ciliar: Proteína motora que gera movimento ao deslizar microtúbulos,
convertendo força propulsora em dobramento.
Regulação: Complexo dineína-nexina limita deslizamento e controla a frequência
de batimentos.
ENERGIA:
ATP: Fornecido pelas mitocôndrias próximas à base de cílios/flagelos, essencial
para o movimento.
ESTABILIDADE DOS MICROTÚBULOS
Varia conforme a função e localização celular.
Cílios: microtúbulos estáveis.
Fuso mitótico: formação e desintegração durante a mitose.
Microtúbulos citoplasmáticos: meia-vida curta.
VIDA ÚTIL DAS SUBUNIDADES DE TUBULINA:
Subunidades α e β têm meia-vida maior que os microtúbulos.
Disponíveis para polimerização enquanto ligadas ao GTP.
MODIFICAÇÕES PÓS-TRADUCIONAIS DOS MICROTÚBULOS:
Alteram estabilidade e propriedades dos microtúbulos.
Modificações: acetilação, fosforilação, poliaminação,
poliglutamilação, poliglicilação.
Modificações que removem resíduos: destirosinação, tirosinação.
FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS
TAMANHO E ESTABILIDADE:
Filamentos intermediários têm cerca
de 10 nm de diâmetro, situando-se
entre microfilamentos de actina (8
nm) e microtúbulos (25 nm). São
mais estáveis do que os outros
elementos do citoesqueleto.
FUNÇÃO MECÂNICA:
Proporcionam resistência mecânica
às células, especialmente em tecidos
que enfrentam forças mecânicas,
como o tecido muscular e epitélios.
Ajudam a deformar-se sob força e
retornam à forma original sem danos.
FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS
PROTEÍNAS E CODIFICAÇÃO:
Aproximadamente 70 genes codificam proteínas para filamentos
intermediários. Essas proteínas variam conforme o tipo celular e são úteis
em biópsias, como a identificação de tumores.
FORMAÇÃO:
Filamentos intermediários se formam por proteínas com domínio central
conservado, que formam dímeros. Esses se associam em tetrâmeros, que
se combinam em protofilamentos, formando filamentos sem polaridade.
REGULAÇÃO:
Polimerização e despolimerização dos filamentos podem ser reguladas
por sinalização, como fosforilação, que pode induzir despolimerização ou
aumentar a flexibilidade. Não há motores moleculares específicos.
FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS
EXEMPLOS DE PROTEÍNAS:
Queratina: Presente em células epiteliais, confere resistência.
Vimentina: Encontrada em células mesenquimatosas, como fibroblastos
e macrófagos.
Desmina: Presente em células musculares, importante para estabilidade.
Neurofilamentos: Presentes em neurônios, influenciam a condução de
sinais nervosos.
LAMINA NUCLEAR:
Proteína do núcleo que forma a lâmina nuclear, reforça o envelope
nuclear e organiza a cromatina.
INTEGRAÇÃO DO CITOESQUELETO:
Plaquinas conectam filamentos intermediários a outros elementos do
citoesqueleto, como actina e microtúbulos, essenciais para processos
como migração celular e posicionamento nuclear.
CONTRAÇÃO NO MÚSUCLO ESTRIADO
CONTRAÇÃO MUSCULAR:
Conversão de energia química (ATP) em energia
mecânica para gerar movimento.
TIPOS DE MÚSCULOS:
Músculos estriados esqueléticos e cardíacos têm
mecanismos de contração semelhantes, mas com
diferenças morfológicas e funcionais.
FIBRAS MUSCULARES ESQUELÉTICAS:
Longas, cilíndricas, multinucleadas e estriadas
devido à presença de miofibrilas.
MIOFIBRILAS:
Formadas por sarcômeros, unidades funcionais
delimitadas por estrias Z.
CONTRAÇÃO NO MÚSUCLO ESTRIADO
FILAMENTOS DE ACTINA E MIOSINA:
Actina (fina) se liga às estrias Z, enquanto miosina (grossa) se localiza no centro do
sarcômero.
PROTEÍNAS ACESSÓRIAS:
Tropomiosina regula a interação entre actina e miosina.
CONTRAÇÃO:
Aumento de cálcio permite o deslizamento de actina sobre miosina, encurtando o
sarcômero e a fibra muscular.
CONTRAÇÃO NO MÚSUCLO ESTRIADO
DESLIZAMENTO DE FILAMENTOS:
Os filamentos de actina deslizam pelos de
miosina, encurtando a fibra muscular sem
alterar o comprimento dos filamentos.
ATP:
Fornecido pelas mitocôndrias, necessário para
a contração e relaxamento muscular.
CÉLULAS NÃO MUSCULARES:
A contração envolve interação entre actina e
miosina, mas de maneira menos organizada,
com regulação por fosforilação.
MIGRAÇÃO CELULAR
IMPORTÂNCIA DA MIGRAÇÃO CELULAR:
Essencial para desenvolvimento embrionário, amadurecimento do sistema nervoso,
cicatrização, defesa imunológica e homeostase tecidual.
Relacionada a patologias como invasão tumoral e metástases.
FATORES QUE INFLUENCIAM A MIGRAÇÃO:
Tipo celular, deformabilidade do citoesqueleto, volume e deformabilidade do núcleo.
Características do microambiente: composição molecular, densidade, elasticidade,
topografia e dimensionalidade da matriz extracelular.
MIGRAÇÃO CELULAR
MODOS DE MIGRAÇÃO:
Células aderentes ao substrato (ex. fibroblastos, macrófagos): ciclo cíclico de protrusão,
adesão e tração.
Formação de protrusões: filopódios (exploratórios), lamelipódios (rede de actina),
invadopódios (degradação da matriz extracelular).
MIGRAÇÃO CELULAR
ADESÃO AO SUBSTRATO:
Adesões com integrinas: ponto de tração para migração.
Fibras de estresse: actina e miosina II geram contração
celular.
POLARIZAÇÃO CELULAR:
Dianteira: formação de protrusões e adesões.
Traseira: retração e dissolução de adesões antigas.
MIGRAÇÃO EM SUBSTRATOS 3D:
Formação de invadopódios em matrizes tridimensionais, com
atividade proteolítica.
Importância no processo de invasão tumoral.
MIGRAÇÃO CELULAR
CONTRATILIDADE CELULAR:
Tipo celular específico pode migrar com baixa adesão,
utilizando contratilidade do citoesqueleto.
REGULAÇÃO MOLECULAR:
GTPases da família Rho (RhoA, Rac1, Cdc42) regulam o
citoesqueleto e a migração.
RhoA: contratividade e amadurecimento de adesões.
Rac1: formação de lamelipódios e adesões iniciais.
Cdc42: formação de filopódios.
QUESTÕES
( ) Os filamentos intermediários possuem cerca de 10 nm de
diâmetro e são mais estáveis do que os microtúbulos e os
filamentos de actina.
( ) Os microtúbulos são responsáveis pela contração muscular
nas células musculares estriadas.
( ) Os filamentos de actina formam estruturas chamadas
sarcômeros, responsáveis pela organização do músculo
esquelético.
( ) A principal função dos filamentos intermediários é
proporcionar resistência mecânica às células e estabilizar a forma
celular.
QUESTÕES
( V ) Os filamentos intermediários possuem cerca de 10 nm de
diâmetro e são mais estáveis do que os microtúbulos e os
filamentos de actina.
( F ) Os microtúbulos são responsáveis pela contração muscular
nas células musculares estriadas.
( F ) Os filamentos de actina formam estruturas chamadas
sarcômeros, responsáveis pela organização do músculo
esquelético.
( V ) A principal função dos filamentos intermediários é
proporcionar resistência mecânica às células e estabilizar a forma
celular.
QUESTÕES
( ) Os filamentos de actina são os maiores componentes do
citoesqueleto e formam a rede que sustenta a estrutura celular.
( ) Os microtúbulos são formados por dímeros de tubulina e
estão envolvidos no transporte intracelular.
( ) Os filamentos intermediários não possuem polaridade, ao
contrário dos filamentos de actina e microtúbulos.
( ) As proteínas associadas ao citoesqueleto, como a vimentina e
a queratina, são específicas para a formação de microtúbulos.
QUESTÕES
( F ) Os filamentos de actina são os maiores componentes do
citoesqueleto e formam a rede que sustenta a estrutura celular.
( V ) Os microtúbulos são formados por dímeros de tubulina e
estão envolvidos no transporte intracelular.
( V ) Os filamentos intermediários não possuem polaridade, ao
contrário dos filamentos de actina e microtúbulos.
( F ) As proteínas associadas ao citoesqueleto, como a vimentina
e a queratina, são específicas para a formação de microtúbulos.
OBRIGADO!