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Art Revisao

O artigo apresenta um protocolo terapêutico para o tratamento da cárie dentária por meio do Tratamento Restaurador Atraumático (ART), que é uma abordagem minimamente invasiva. O protocolo é essencial para guiar a prevenção e tratamento de lesões cariosas, especialmente em populações vulneráveis, utilizando instrumentos manuais e ionômero de vidro. O sucesso do ART depende do diagnóstico precoce da cárie e da adoção de um protocolo de tratamento adequado pelo operador.

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O artigo apresenta um protocolo terapêutico para o tratamento da cárie dentária por meio do Tratamento Restaurador Atraumático (ART), que é uma abordagem minimamente invasiva. O protocolo é essencial para guiar a prevenção e tratamento de lesões cariosas, especialmente em populações vulneráveis, utilizando instrumentos manuais e ionômero de vidro. O sucesso do ART depende do diagnóstico precoce da cárie e da adoção de um protocolo de tratamento adequado pelo operador.

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PROTOCOLO TERAPÊUTICO DA CÁRIE DENTÁRIA POR MEIO DO

TRATAMENTO RESTAURADOR ATRAUMÁTICO (ART)


Therapeutic Protocol of the Dental Caries Through Atraumatic
Restoration Treatment (ART)

Eslane Sousa Torres1, Moisés Almeida Barbalho2, Carla Mendes Lima3

RESUMO
O objetivo desse artigo é descrever um protocolo terapêutico para cárie dentária por meio do
tratamento restaurador atraumático (ART). A perda dentária é uma das principais
consequências de lesões de cárie não tratadas, principalmente por fatores socioeconômicos, que
impactam nas condições de saúde dos indivíduos e/ou grupos em situações de vulnerabilidade
social. O Tratamento Restaurador Atraumático (ART) é uma abordagem minimamente invasiva
que se aplica com o uso de instrumentos de escavação manual, selante e ionômero de vidro
restaurador. Logo, um protocolo de Tratamento Restaurador Atraumático facilitador, é
indispensável para nortear os princípios da Odontologia Minimimanente Invasiva na aplicação
dos procedimentos de cuidados de prevenção e tratamento das lesões cariosas, ainda nos
estágios iniciais, tanto em dentição decídua, quanto na permanente. Nesse intuito, para a
realização dessa pesquisa utilizou-se a metodologia de revisão de literatura com enfoques
qualitativo e exploratório. Os resultados demonstram que para a obtenção de um efeito
satisfatório no tratamento é importante a realização do diagnóstico da cárie ainda nos estágios
iniciais de seu aparecimento, para manejo adequado da técnica e, principalmente à prevenção
da evolução da doença. O exame radiográfico é indispensável para determinar a profundidade
e gravidade da lesão, e o tipo de restauração a ser realizada antes da aplicação do ART.
Considera-se que o sucesso do ART está basicamente relacionado a adoção de um correto e
prático protocolo de tratamento por parte do operador, associado a habilidade para o
desenvolvimento seguro da técnica e, a consistência e as propriedades físicas dos materiais
restauradores empregados (CVI e ionômero de vidro).

Palavras-chave: Cárie dentária, Odontologia Minimamente Invasiva, Cárie e ART, Cárie e


TRA.

ABSTRACT
The aim of this article is to describe a therapeutic protocol for dental caries through atraumatic
restorative treatment (ART). Tooth loss is one of the main consequences of untreated carieous
lesions, mainly due to socioeconomic factors, which impact the health conditions of individuals
and/or groups in situations of social vulnerability. Atraumatic Restorative Treatment (ART) is
a minimally invasive approach that is applied using manual excavation instruments, sealant,
and restorative glass ionomer. Therefore, a facilitating Atraumatic Restorative Treatment
protocol is essential to guide the principles of Minimimally Invasive Dentistry in the application
of care procedures for the prevention and treatment of carious lesions, even in the initial stages,
both in primary and in permanent dentition. In order to carry out this research, the literature
review methodology was used with qualitative and exploratory approaches. The results
demonstrate that, in order to obtain a satisfactory effect in the treatment, it is important to carry
out a diagnosis of caries in the early stages of its onset, in order to properly manage the

1
Acadêmica do Curso de Bacharelado em Odontologia, pela Faculdade Cathedral.
2
Acadêmico do Curso de Bacharelado em Odontologia, pela Faculdade Cathedral.
3
Cirurgiã-Dentista, Mestre em Dentística pela Faculdade São Leopoldo Mandic e Professora Titular da Faculdade
Cathedral de Ensino Superior.
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Revista Cathedral (ISSN 1808-2289), v. 4, n. 1, ano 2022
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technique and, mainly, to prevent the evolution disease. Radiographic examination is essential
to determine the depth and severity of the lesion, and the type of restoration to be performed
before applying ART. It is considered that the success of ART is basically related to the
adoption of a correct and practical treatment protocol by the operator, associated with the skill
for the safe development of the technique and the consistency and physical properties of the
restorative materials used (CVI and glass ionomer).
Keywords: Dental caries, Minimally Invasive Dentistry, Caries and ART, Caries and ART

1. INTRODUÇÃO

A cárie dentária é considerada uma das doenças mais antigas e comuns encontradas em
humanos (RATHEE; SAPRA, 2021). É uma doença dependente de açúcar que danifica as
estruturas dentárias, levando a perda de componentes minerais, podendo resultar na cavitação
dentária (DORRI et al., 2017), em razão da ocorrência de bactérias patogênicas que destroem
o esmalte dos dentes, requerendo manipulações odontológicas para remoção do sítio danificado
e restauração da cavidade (HEYMANN, RITTER, SWIFT JR, 2014). Assim, a doença é
caracterizada pela destruição gradual dos tecidos duros do dente devido à perda de íons
metálicos e à degradação do esmalte e da dentina que o compõem (NEEL et al., 2016;
RATHEE; SAPRA, 2021).
Na dentição permanente, a cárie é uma das principais causas da perda dentária, quando
não tratada (KASSEBAUM et al., 2015). Em contrapartida, é dos procedimentos mais comuns
na Odontologia. O principal objetivo da odontologia moderna é manter os dentes naturais o
máximo possível. Com protocolos de tratamento modernos e a evolução da tecnologia, tornou-
se mais viável, que no passado. Todavia, a necessidade de atendimento à população de baixa
renda que vive em regiões subdesenvolvida (ribeirinhos, indígenas, moradores do campo,
pequenos produtores rurais) sem facilidade no acesso à saúde pública, levou a criação do
Tratamento Restaurador Atraumático, com objetivo de fornecer tratamento odontológico, em
áreas onde o uso das técnicas convencionais (brocas e preenchimentos) são impossibilitados
devido à falta de energia elétrica (DORRI et al., 2018).
Nesse sentido, a técnica de restauração atraumática (ART) inclui a prevenção e
tratamento de cárie (CHIBINSKI, 2014; MONNERAT; SOUZA; MONNERAT, 2013), por
meio da remoção do tecido dentário infectado com auxílio de instrumentos manuais, evitando
perda de estruturas dentárias, seguido pelo selamento da superfície ou da restauração com
materiais adesivos, geralmente ionômero de vidro (HESSE et al., 2020; FOX; PEROZO;
ZAMBRANO, 2012; ASAKAWA; FRANZIN, 2017), eliminando a necessidade de anestésicos
locais e uso de equipamentos onerosos (SABER et al., 2019).
Assim, consiste em uma abordagem minimamente invasiva para prevenir lesões de cárie
e interromper seu desenvolvimento através da realização do diagnóstico precoce (KUHNEN;
BURATTO; SILVA, 2013; NAVARRO et al., 2015). Cabe ressaltar, que a Organização
Mundial da Saúde fomenta o uso do ART como uma forma econômica de tratamento da cárie
dentária (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019).
Diante do exposto, a relevância desse estudo consiste em apresentar um protocolo que
possibilite a aplicação de uma Odontologia mais conservadora, mais voltada a preservação dos
tecidos dentários, com uma técnica de reabilitação eficaz, diferentemente da Odontologia
convencional, uma vez que, na abordagem do ART é evitado o uso de equipamentos rotativos
e anestésicos, que sabidamente contribuem para o estresse durante o tratamento odontológico.
Além disso, sua filosofia de tratamento é fundamentada na proposta de possibilitar o acesso
odontológico as populações diversas atingidas com a falta de serviços básicos de saúde
(principalmente em razão da pobreza e/ou distanciamento geográfico).

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2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 CÁRIE DENTÁRIA: CONCEITOS, FATORES ETIOLÓGICOS E DIAGNÓSTICO

A forma como a cárie dentária e seus fatores etiológicos são definidos, dilucida a
precedência do diagnóstico e plano de tratamento adequado para cada faixa etária (CORRÊA,
2019; MARTIGNON et al., 2021; OLIVEIRA; FONTES; BARRETO, 2020; ASTASOV-
FRAUENHOFFER; KULIK, 2021, BOGALE et al., 2021). Cárie dentária é o termo usado para
descrever lesões em diferentes estágios de desenvolvimento (BATISTA; VASCONCELOS;
VASCONCELOS, 2020), comprometendo indivíduos de várias faixas etárias, inclusive adultos
com idade avançada (BARBOSA-LIMA, 2021).

Na infância a cárie dentária é um dos problemas de saúde bucal evitáveis e uma das
doenças crônicas mais comuns, comprometendo a qualidade de vida das crianças em idade
escolar tanto física quanto psicologicamente, uma vez que afeta no sono, na alimentação, na
realização atividades recreativas, escolares e causa problemas na comunicação devido à
ausência, a descoloração ou danificação dos dentes, acarretando problemas na autoestima e no
desenvolvimento social das crianças (ANGUACH et al., 2021).
A cárie dentária pode ser conceituada como uma doença infecciosa e transmissível
causada por vários fatores (má higiene bucal, dieta, renda, etc.), que provocam a
desmineralização dos tecidos dentários (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019;
CORRÊA, 2019; FOLAYAN et al, 2020; RATHEE, SAPRA, 2021). Trata-se de uma doença
polimicrobiana do biofilme induzida pelo consumo regular de açúcares pelo hospedeiro
(PATRÃO, 2020).
Assim, as lesões de cárie apresentam curso evolutivo, seu primeiro estágio é
clinicamente visível com uma mancha branca e, com a persistência da atividade de bactérias
produtoras de ácido atuando no biofilme, a desmineralização, torna-se mais profunda,
degradando a superfície da lesão, iniciando-se o processo de cavitação (RIBEIRO; LULA;
NEVES, 2021). Uma vez que destrói o fosfato de cálcio e hidroxiapatita presente no esmalte
dentário (PITTS et al., 2017; ANIDO-ANIDO; MOURA, 2018; NEEL, 2016; GOLDBERG,
2020; DIPALMA et al., 2021).
Colonizadores primários associados à saúde bucal, como estreptococos, apresentam
vantagens ecológicas importantes sobre os organismos cariogênicos. No entanto, quando os
distúrbios ecológicos cruzam as fronteiras, a competição entre as espécies é modificada,
levando a processos patogênicos (PATRÃO, 2020).
É importante notar, que estudos recentes baseados em DNA e RNA de lesões cariosas
revelaram um ecossistema diversificado, com S. mutans representando apenas uma pequena
fração da comunidade bacteriana. Isso apoia a ideia de que consórcios constituídos por
múltiplos microrganismos atuam coletivamente para o desenvolvimento da cárie dentária
(BITENCOURT, 2020).
Assim, a doença cárie envolve fatores determinantes e modificadores. Sumariamente,
os fatores determinantes são: 1) hospedeiro (dente e saliva); 2) microrganismos (Streptococcus
mutans, Streptococcus sobrinus e Lactobacillus) 3) dieta (mantém a sobrevivência dos
microorganismos cariogênicos; 4) tempo (a perda de minerais acontece num período de tempo)
(MALTZ et al., 2016; CARDOSO; PASSOS; RAIMOND, 2020; NASCIMENTO et al., 2017;
BOJANICH; ORLIETTI, 2020). Já os modificadores são aqueles que podem influenciar no
desenvolvimento da doença, como fatores sociais, raciais, psicológicos, econômicos e
comportamentais (CORRÊA, 2019).

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Portanto, “processo cárie” não é mais do que uma descrição conveniente para o
complexo inteiro de fatores causais que produz os sinais e sintomas rotulados como “lesões
cariosas” (Figura 1) (BAELUM et al., 2017, p. 153).

Figura 1 – Fatores determinantes e modificadores do processo de


doença cárie. Fatores que atuam no nível da superfície
dentária estão apresentados no círculo verde. O círculo
amarelo compreende os fatores que atuam no nível do
indivíduo população.

Fonte: Fejerskov e Manji, 1990 apud Maltz, 2016, p. 12.

Evidências crescentes também sugerem um envolvimento próximo da cárie no início e


no desenvolvimento de doenças sistêmicas (XU; ZHOU, 2020). Indiscutivelmente, o
diagnóstico da cárie é um processo complexo, que inclui a compreensão várias informações
acerca dos sinais e sintomas clínicos, requerendo exames complementares (CRUZ et al., 2020).
A forma como o paciente deve ser cuidado não é apenas através do restabelecimento
das consequências deixadas pela doença, o desafio é diagnosticar a causa da doença, pois dela
depende o tratamento que será aplicado. Nesse sentido, Sánchez-Pérez (2018) caracteriza três
tipos de manifestações clínicas, as quais são apresentadas no Quadro 1 a seguir:

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Quadro 1 – Identificação do tipo de risco

Paciente sem risco ou de Paciente de médio risco Paciente de alto risco


baixo risco
Paciente sem cárie ou exame Paciente que se apresenta ao Paciente apresentando quatro
odontológico, as fissuras consultório com evidências de ou mais lesões de cárie
oclusais são remineralizadas. lesões de cárie cavitadas (entre cavitadas ou apresentando
Esta categoria de risco uma e três lesões de cárie), lesões, incluindo dentina, é
também inclui três outras manchas brancas são Fizeram restaurações nos
possibilidades: paciente com identificadas, lesões de cárie últimos três anos, podem
cárie inativa, sem indicação incipientes ou descalcificações, apresentar obturações com
de tratamento restaurador ou podem ter feito restaurações nos recorrência de cárie, observa-
paciente que mantém sua últimos dois anos, podem se biofilme nas superfícies
saúde após mais de uma apresentar as raízes expostas, em dentais, relatos da frequência
consulta. algumas ocasiões pode ser entre as refeições de açúcares
observada secura visual das cozidos e amidos, às vezes
membranas mucosas, apresenta Possui bandas ortodônticas,
contagens microbianas médias ou mantenedores de espaço,
altas e tem pouco controle próteses fixas ou removíveis.
dietético (em termos de frequência A análise de outros
e qualidade) indicadores inclui estar ou
não tomar medicamentos que
diminuem o fluxo salivar e
apresenta contagens
microbianas altas

Figura 1 – Pacientes com diferentes riscos

Fonte: Sánchez-Pérez, 2018, p. 343.

Grandes porcentagens de adultos são hoje afetados pela cárie dentária. A precisão do
diagnóstico precoce da cárie dentária ainda é um problema desafiador para o Dentista
(GEETHA; APRAMEYA; HINDUJA, 2020). A detecção e o diagnóstico de cáries o mais cedo
possível são fundamentais para a preservação do tecido dentário e manutenção da saúde bucal
(WALSH et al., 2021).
A pedra angular da detecção de cárie é um exame dentário visual e tátil (MACEY et al.,
2020). Todavia, essa não é a única opção de diagnóstico de cárie disponível (BAELUM et al.,
2017). A radioluscência na dentina, também é reconhecida como um bom indicador de
desmineralização e por isso as radiografias têm sido tradicionalmente usadas para
complementar o exame clínico visual-tátil convencional (WALSH et al., 2021).
Outro recurso, atualmente acessível é a radiografia digital direta, que possibilita um
diagnóstico mais preciso das lesões de esmalte oclusais, não valorizadas nos exames

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radiográficos convencionais (LEÃO-FILHO; SOUZA, 2011; SOARES et al., 2012;


PIMENTEL et al., 2018).
No entanto, métodos alternativos de detecção estão disponíveis e incluem dispositivos
baseados em fluorescência. Existem três categorias de dispositivos baseados em fluorescência,
cada uma definida principalmente pelos diferentes comprimentos de onda que exploram;
rotulamos esses grupos como fluorescência vermelha, azul e verde. Esses dispositivos podem
apoiar o exame visual para a detecção e diagnóstico de cáries em um estágio inicial de
decadência (MACEY et al., 2020).
Atualmente a tecnologia auxilia no diagnóstico mais preciso, como por exemplo o
diagnóstico e estadiamento de cárie usando fatores espectrais derivados do espectro de
autofluorescência induzida por laser azul, onde os espectros de autofluorescência são induzidos
por laser de 405nm, podendo ser aplicados isoladamente ou em conjunto com métodos
convencionais, como inspeção visual, tátil e de raios-X (CHING-CHANG et al., 2017).

2.1.1 INCIDÊNCIA DA CÁRIE NO BRASIL

A cárie continua sendo a doença bucal mais prevalente por várias décadas (SÁNCHEZ-
PÉREZ, 2018). A cárie dentária ainda é o principal problema de saúde bucal no Brasil, além de
ser a doença bucal mais estudada em todo o mundo (CORRÊA et al., 2020). É a doença bucal
mais prevalente (VIEIRA et al., 2018).
No Brasil, desde a década de 1980, levantamentos epidemiológicos têm sido realizados
em âmbito nacional para avaliar as condições de saúde bucal da população (ARDENGHI;
PIOVESAN; ANTUNES, 2013).
De acordo com o último levantamento de saúde bucal realizado no Brasil, o SB Brasil
2010, 62,9% das crianças de 12 anos apresentaram todos os sextantes hígidos. O maior
percentual de crianças aos 12 anos com sextantes hígidos foi encontrado na Região Sudeste
(67,9%) e o menor na Região Norte (41,6%). No grupo etário de 35 a 44 anos, 32,3%
apresentaram os sextantes excluídos como pior escore e 17,8% apresentaram todos os sextantes
hígidos (BRASIL, 2012).
Desde 2003, o Estado intervém em medidas de proteção, como a adoção de critérios de
igualdade na distribuição dos recursos de saúde e a inclusão de populações vulneráveis,
contribuindo para essa redução da cárie. Todavia, ainda é necessário prosseguir com os modelos
de atenção bucal utilizando a Epidemiologia como ferramenta estrutural (COSTA et al., 2013).
Muitos são os estudos que demonstram o efeito dos Determinantes Sociais na saúde e a
associação entre desigualdades sociais e cárie dentária. Tais estudos mostram que embora seja
a doença bucal mais prevalente em todo o mundo, a maioria das lesões de cárie se concentra
em grupos sociais que vivem em condições materiais e sociais de pobreza relativa ou absoluta
(MOYSÉS, 2019).
No estudo realizado por Vilar, Pinheiro e Araújo (2020) no município de Crato (CE)
sobre a prevalência de cárie dentária em crianças em condição de vulnerabilidade social, a cárie
dentária encontrada foi 92,31% para as crianças pesquisadas.
Corrêa (2019) ao realizar um estudo para verificar a associação entre prevalência e
severidade da cárie dentária e variáveis demográficas, socioeconômicas, comportamental e de
condições de saúde bucal, em adolescentes do Estado de São Paulo em 2015, constatou um
índice CPOD = 3,76 e, uma prevalência da cárie dentária de 71,7%.
Frazão (2016) realizaram estudo acerca da ocorrência da cárie dentária e o cuidado
odontológico em 186 escolares de 12 anos de idade no município em Acrelândia-AC, Brasil,
em 2010 na região amazônica, segundo sexo e área de residência, o CPOD foi de 2,15, não
havendo diferenças entre as categorias e, o índice de cuidados foi de 32,8%. Os autores
concluíram que, embora não recebam abastecimento de água fluoretada, os alunos apresentaram

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um padrão de cárie e cuidados odontológico próximos dos demais grupos do Brasil do que os
da Região Norte. Atribuíram esses resultados ao nível de desenvolvimento humano e ao
desempenho das equipes de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família no município.

2.1.2 ABORDAGEM CONVENCIONAL DE TRATAMENTO DE CÁRIE DENTÁRIA

A técnica convencional para o tratamento de lesões de cárie, é a remoção total do tecido


dentinário amolecido (dentina infectada), seguidamente é depositado o material restaurador
(ionômero de vidro ou resina composta) (MICHEL, 2018). Acredita-se que, dessa forma, as
cavidades irão estar livre de bactérias, no entanto, estudos recentes mostraram a presença de
colônias bacterianas viáveis em aproximadamente 25-50% das amostras, após a remoção
completa do tecido amolecido (VALENTIM; SILVA; CASTRO, 2017).

2.2 ODONTOLOGIA MINIMAMENTE INVASIVA

O uso de técnicas minimamente invasivas nas mais diversas áreas da saúde é cada vez
maior (PATANO; FRANÇA, 2011). Historicamente, a Odontologia baseou-se na necessidade
da limitação dos danos provocados tanto pela evolução da cárie como da doença periodontal;
ou seja, usando uma abordagem mecanicista restauradora e reabilitadora (TUMENAS et al.,
2014). A abordagem terapêutica tradicional para o manejo da lesão cariosa ainda é realizada
com amplas restaurações, resultando em um alto custo econômico e biológico (GIACAMAN
et al., 2018).
Os conceitos contemporâneos de tratamento minimamente invasivo para o tratamento
restaurador de lesões de cáries primárias incluem intervenção e preparações de tamanho menor
restritas à remoção de tecido cariado (LASKE et al., 2019). Como o próprio nome diz, técnicas
minimamente invasivas, são métodos que buscam preservar ao máximo o tecido e/ou o órgão
do indivíduo, invadindo-o o menos possível (PATANO; FRANÇA, 2011). Assim, em síntese
a Odontologia Minimamente Invasiva tem quatro princípios: 1) mínima intervenção; 2) máxima
preservação; 3) manutenção da vitalidade pulpar e; 4) aumento da longevidade das restaurações
(RIBEIRO; LULA; NEVES, 2021).
Estratégias de remoção de cárie por meio das técnicas minimamente invasivas podem
ser implantadas dependendo do risco de cárie do paciente, proximidade da lesão e vitalidade da
polpa, extensão da estrutura dental supra gengival remanescente e fatores clínicos
(BANERJEE, 2013).

2.2.1 TRATAMENTO RESTAURADOR ATRAUMÁTICO (ART)

A prevenção e o tratamento adequado de doenças bucais comuns são componentes


fundamentais da atenção primária à saúde voltada para as populações de baixa renda, que são
consideradas particularmente em risco por uma série de razões que tornam o acesso aos
cuidados odontológicos dificultados (falta de acesso, alto custo serviços, falta de informação
sobre o papel da saúde oral na saúde geral e no bem-estar dos indivíduos) (ESTUPIÑÁN-DAY
et al., 2013).
Indiscutivelmente, o custo do tratamento de doenças bucais impõe grandes encargos
financeiros às famílias e aos sistemas de saúde. Trata-se de um problema de saúde pública
global, com particular preocupação à sua prevalência crescente em muitos países de baixa
renda, associada a mudanças sociais, econômicas e comerciais (PERES et al., 2019).
Destarte, torna-se imprescindível que os recursos financeiros para o tratamento
restaurador, sejam aplicados no desenvolvimento de protocolos tratamento invasivso ou
minimamente invasivo (POZOS-GUILLÉN et al., 2021).

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Em solução a essa problemática, o tratamento restaurador atraumático (ART4) tem sido


considerado uma opção de tratamento viável, posto que é baseado na filosofia contemporânea
de intervenção mínima e preservação máxima do dente, podendo ser aplicado a toda a
população (SHENOY; JAIN; KUNDABALA, 2014). Trata-se de uma abordagem individual e
comunitária desenvolvida e investigada para o tratamento de lesões cariosas (ART) (LIMA et
al., 2021).
O tratamento restaurador atraumático (ART) é um método de tratamento da cárie
dentária baseado em 2 pilares: selantes para prevenir lesões de cárie em fossas e fissuras e
restaurações para lesões de cárie dentária [Link] apenas instrumentos manuais para abrir/
alargar a cavidade e remover tecido cariado. A quantidade de tecido cariado que deve ser
removido depende principalmente da profundidade da cavidade. Em cavidades de profundidade
rasa e média, o tecido cariado é removido até a dentina firme. Em cavidades profundas muito
profundas, nas quais não há sinais de exposição pulpar, inflamação pulpar e/ou história de dor
espontânea, um pouco de dentina mole pode ser deixada no assoalho/parede pulpar com o
objetivo de evitar a exposição pulpar (LEAL et al., 2018).
O tratamento restaurador Atraumático é um procedimento que foi criado nos anos 80,
num programa de atenção à saúde pública implantado na década de 1980 na faculdade de
odontologia de Dar Es Salaam, na Tanzânia, realizado pelo Professor Titular Jo Frencker, tendo
como base a filosofia preventiva minimamente invasiva da estrutura dentária e na restauração
da cavidade com um material adesivo, o cimento de ionômero de vidro (CIV) (MONNERAT;
COSCARELLI, 2015). O objetivo era a realização de tratamento odontológico em regiões onde
o uso dos motores odontológicos era impossível pela falta de energia elétrica (NOGUEIRA;
CURADO; FERREIRA, 2019).
A partir de então, o TRA foi descrito como uma técnica inovadora, indolor e de mínima
intervenção para a abordagem de lesões de cárie, recomendado, particularmente, em países
onde as técnicas operacionais eram desfavoráveis. Em 1994, devido ao seu baixo custo,
eficiência e falta de uso de equipamentos odontológicos avançados, o TRA foi reconhecido pela
OMS, que tomou a iniciativa de publicar um manual, traduzido em dez idiomas, (MONNERAT;
COSCARELLI, 2015). Com o objetivo de estimular ações de promoção da saúde necessária
para o controle e prevenção da cárie dentária, em países economicamente desfavorecidos ou
comunidades marginalizadas (SHENOY; JAIN; KUNDABALA, 2014).
O ART, tem como filosofia a intervenção minimamente invasiva, logo, seu uso é
permitido em serviços públicos e privados, pois a técnica mantém tecidos saudáveis reduzindo
as chances de intervenções mais invasivas como endodontia e exodontia (COELHO et al.,
2020).

[Link] Vantagens e Desvantagens do ART

Em consonância com os princípios da promoção da saúde bucal (educação e prevenção).


Sua utilização é altamente relevante nos casos de pacientes com necessidades de tratamento
acumulada, bem como, na Odontopediatria, cujos pacientes por vezes apresentam temor ou
ansiedade ao tratamento convencional, se tornando assim, uma alternativa segura, atraumática,
eficaz e de baixo custo (ASAKAWA; FRANZIN, 2017).
Existem poucas desvantagens no ART, como suas indicações não englobam todos os
tipos de classes de restaurações, e a falta de conhecimento da técnica pela maioria dos
operadores, pode resultar no fracasso da reabilitação e, é provável que cause fadiga ao
4
É importante esclarecer que a terminologia TRA ou ART tem o mesmo significado e, ambas podem ser utilizadas
para definir essa metodologia de tratamento da cárie. Sendo que a segunda é no inglês Atraumatic Restorative
Treatment. Observarmos com maior frequência o uso da sigla ART na literatura nacional (Tratamento Restaurador
Atraumático – ART) ao invés de TRA, por ser uma sigla universalmente aceita.

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Revista Cathedral (ISSN 1808-2289), v. 4, n. 1, ano 2022
[Link]

praticante devido ao uso de instrumentos manuais (NOGUEIRA; CURADO; FERREIRA,


2019).

[Link] Protocolo de Tratamento Restaurador Atraumático (ART)


Na literatura atual, existem variados protocolos voltados a prática do ART, por
considerar as instruções de Costa e Monnerat (2015) mais compreensíveis e sucintas, utilizou-
se como base para elaboração de dois quadros, o primeiro (Quadro 2) contendo as instruções
dos materiais, instrumentais utilizados no ART e, o segundo (Quadro 3), acerca dos
procedimentos clínicos do ART. Vejamos:

Quadro 2 – Materiais e instrumentais utilizados


Materiais utilizados
Materiais para Proteção Individual
• Luvas
• Gorro
• Máscara
• Óculos para a proteção do operador e outro para o paciente
• Jaleco ou uniforme
Material para Coleta de Dados e Encaminhamentos
• Prontuários dos pacientes
• Guias de encaminhamento
• Lista de referências
• Receituário
• Carimbo do profissional
• Canetas azul ou preta e vermelha
Materiais Complementares
Lanterna pequena
• Mesas ou carteiras (para atendimento e apoio)
• Pia para escovação supervisionada (caso não haja, pode ser substituída por um copo com água)
• Rolo de filme PVC (para não contaminar materiais auxiliares e deve ser trocado a cada paciente).
• Guardanapos ou papel-toalha
• Sabonete líquido
Materiais de Consumo
• CIV de alta viscosidade
• Espátula de madeira
• Compressas de gaze
• Algodão em roletes e em rolo
• Vaselina pastosa
• Verniz de flúor
• Seringa tipo Centrix (Nova DFL, Brasil) e pontas
• Carbono
• Bloco para espatulação
• Tiras de lixa
• Tiras de poliéster
• Cunhas de madeira
• Fio dental
• Óxido de zinco e eugenol
• Seringa carpule
• Anestésico com e sem vaso constrictor
• Agulha

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Instrumentais
Opção 1: Instrumentais para TRA com Kit ART
(Dufl ex, Brasil)
• Pinça para algodão
• Espelho clínico
• Sonda exploradora n˚ 5
• Opener
• Alargador
• Colheres de dentina 1, 2 e 3
• Espátula com esculpidor
• Espátula 24 ou espátula de manipulação de ionômero de vidro
Opção 2: Instrumentais Convencionais para a Realização do TRA
• Pinça para algodão
• Espelho clínico
• Sonda exploradora n˚ 5
• Instrumental Black (machado, cinzel ou formador
de bordo cervical)
• Colheres de dentina em três tamanhos
• Espátula 1 e/ou Hollemback
• Espátula 24 ou espátula de manipulação de ionômero de vidro
Fonte: Adaptado de Costa e Monnerat, 2015.

Quadro 3 - Protocolo de Atendimento Clínico


Procedimentos Prévios ou em Paralelo
• Realizar palestras educativas (instrução sobre como realizar higiene bucal de maneira correta para a
preservação das restaurações)
• Anamnese
• Exame clínico (de preferência com uma espátula de madeira, para não inutilizar o kit)
• Profilaxia (escovação)
• Escolha do quadrante a ser trabalhado para facilitar a realização do TRA.
O Acesso e Alargamento da Lesão
• Penetra-se a ponta de menor calibre do instrumental de Black (machado, cinzel ou conformador de
bordo cervical ou instrumental opener do Kit ART,Dufl ex, Brasil) na pequena entrada da cavidade
e posterior, movimento oscilatório, intercalando sentido horário e anti-horário. Após uma pequena
abertura, realiza-se o mesmo movimento com a ponta de maior calibre até que se tenha acesso à lesão
e segue-se para a remoção de cárie.
A Remoção da Dentina Cariada
• Com colheres de dentina ou escavadores (Dufl ex, Brasil) deve-se aplicar a técnica de remoção das
dentinas cariadas.
Inserção e Compressão do CIV
• Ao certificar-se que toda dentina amolecida foi removida, realiza-se a lavagem e secagem da cavidade
com bolinhas de algodão umedecidas em água e secas, respectivamente. Pode-se utilizar a seringa
Centrix (Nova DFL, Brasil) para a inserção do material na cavidade nos casos de dificuldade no
acesso à espátula.
• Realizar o isolamento relativo com rolete de algodão
• Fazer compressão com gaze para o controle da umidade.
• Após a manipulação do CIV de alta viscosidade, deve ser inserido na cavidade (com a espátula n° 1,
esculpidor/removedor ([Kit Art, Duflex, Brasil ou a seringa Centrix Nova DFL, Brasil).
• Certificando-se que toda a cavidade foi preenchida com um pouco de excesso, antes que o mesmo
tenha perdido o brilho. Após o preenchimento da cavidade, unta-se o dedo indicador ou polegar com
vaselina e, em seguida, realiza-se a compressão digital do material.

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Remoção de Excessos e Ajustes


• Ao fim da pressão digital, deve-se deslizar o dedo em sentido horizontal, para que não haja
deslocamento do CIV, e avaliar, com auxílio de um carbono, a presença de contatos prematuros.
• Os execessos devem ser removidos com o esculpidor Hollemback ou com a espátula/esculpidor (Kit
ART, Duflex, Brasil).
• Com o duplo intuito de manter a restauração livre ainda por mais tempo (ou com pouco) do contato
com a saliva e promover maior liberação de flúor, aplica-se com um pincel ou sonda um verniz de
flúor sobre os dentes restaurados.
Recomendações Pós-Operatórias
• Recomenda-se ao paciente não ingerir alimentos nem água na primeira hora e não mastigar alimentos
duros nas próximas 24 horas, fazendo, então, uma alimentação pastosa para preservação da
integridade da restauração durante o tempo de reação do CIV.
Fonte: Adaptado de Costa e Monnerat, 2015.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

Este trabalho foi elaborado a partir de uma revisão de literatura com enfoques qualitativo
e exploratório, realizada entre os meses de maio e outubro de 2021. A revisão da literatura
aludiu estudos publicados nas bases de dados Scielo, Bireme, Pubmed, Medline, Embase, Lilacs
e Google Acadêmicos, entre os anos de 2010 a 2021, priorizando as publicações mais recentes.
As palavras-chave utilizadas nas buscas foram “Cárie dentária”, “Odontologia Minimamente
Invasiva”, “Cárie e ART ”, “Cárie e TRA”. Nessas bases de dados foram encontrados um
somatório de 230 artigos, destes, foram extraídos um total de 55 artigos, por serem mais
recentes e preencherem ao critério de inclusão deste estudo. Também foram inclusos incluídos
06 Dissertações de Mestrado, 01 Tese de Doutorado e 07 livros sobre a abordagem de ART,
totalizando uma amostra de 69 publicações. A análise dos dados foi realizada por meio da
sistematização qualitativa das informações obtidas na amostra selecionada em consonância ao
objetivo do estudo.

4 DISCUSSÃO

A ART tem se estabelecido como uma técnica de reabilitação não temporária, que pode
ser desenvolvida em espaços sociais (MARTINS, 2019). Lima (2021) assegura que o
desempenho clínico das restaurações ART em comparação com as convencionais,
demonstraram taxas de sobrevida comparáveis, embora o ART esteja associado a uma melhor
relação custo-benefício, uma vez que requer menos recursos materiais
Frenken, Leal e Navarro (2012) o de ionômero de vidro de alta viscosidade pode ser
usado com segurança para restaurar cavidade presente em uma única face de dentes decíduos e
em posteriores permanentes, mas, sua qualidade precisa ser melhorada quando as cavidades se
estendem para múltiplas faces dos dentes posteriores. Os autores também afirmam que não há
diferença na sobrevivência de restaurações de ART de ionômero de vidro de alta viscosidade
de superfície única e restaurações de amálgama.
Para JIANG et al. (2021) enfatizam que o operador e o tipo de restauração são fatores
significativos que influenciam a taxa de sucesso das restaurações do ART. No entanto, Garbim
et al. (20201) argumentam que existem obstáculos potenciais para o uso do ART em nos
consultórios odontológicos convencionais, porque muitos profissionais consideram sua
aplicação apenas como uma prática de campo.
Em concordância, Asakawa e franzin (2017) certificam que a utilização do ART é
altamente relevante em casos de pacientes com Necessidades Especiais, bem como, na

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Odontopediatria, cujos pacientes por vezes apresentam temor ou ansiedade ao tratamento


convencional, tornando-se, assim, uma alternativa segura, atraumática, eficaz e de baixo custo.
Do mesmo modo, Lima (2021) acrescenta que dados recentes garantem o uso do ART em
pacientes idosos, de forma preventiva e restauradora, mantendo as estruturas dentárias
saudáveis, acessível em diversos cenários, contribuindo com a redução da perda dentária nessa
faixa etária.
Madastavicius (2021) ressalta que essa resistência ainda encontrada, por vezes, passa
pelo desconhecimento do profissional de Odontologia acerca da técnica, bem como pela falta
de qualificação para aplicá-la. No entanto esses obstáculos são perfeitamente transponíveis com
ações, como a difusão do ART.

5 CONCLUSÃO

O ART é uma abordagem cuidadosa para a restauração de dentes com cárie, sem
demandar altos custos. Para a obtenção de um resultado satisfatório no tratamento é importante
a realização do diagnóstico da cárie ainda nos estágios iniciais de seu aparecimento, para
manejo adequado da técnica e, principalmente à prevenção da evolução da doença. O exame
radiográfico é indispensável para determinar a profundidade e gravidade da lesão e o tipo de
restauração a ser realizada antes de aplicar o ART. Considera-se que seu sucesso está
basicamente relacionado ao conhecimento do operador acerca dos protocolos de tratamento e
sua habilidade para o desenvolvimento correto, associado a consistência e as propriedades
físicas dos materiais restauradores (CVI e ionômero de vidro).

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