(2014) Percepção Musical - RITMO
(2014) Percepção Musical - RITMO
www.maismusico.com.br
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PERCEPÇÃO MUSICAL
Vol. 1 - RITMO
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Julio Merlino
2014
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SUMÁRIO
I – Introdução 1
II – Notação Musical 3
2.1 – Definição 3
2.2 – Pauta 4
2.3 – Claves 6
2.4 – Escala Geral 8
2.5 – Sinais de Alteração de Nota 16
2.6 – Tempo Musical ou Pulso 21
2.7 – Figuras Musicais 22
2.8 – Compassos 26
2.9 – Armaduras de clave 35
2.10 – Sinais de Repetição 37
2.11 – Outros Sinais de Repetição 42
III – Ritmo 47
INTRODUÇÃO
musical. Com esse intuito, foi introduzido, neste primeiro volume do curso de
da percepção das alturas musicais e as estruturas formadas por elas: intervalos, acordes
e escalas, das quais derivam todo o escopo melódico e harmônico da música. O tópico
simultaneamente.
rítmica (sem alturas definidas, apenas o ritmo) nos compassos mais comuns. Os
exercícios de leitura rítmica a duas vozes visam aumentar o grau de compreensão e
instrumentista, e não somente para aqueles que tocam instrumentos que permitem a
É importante frisar que, por mais que este método seja suficientemente
na qual ditados, por exemplo, são uma parcela muito importante do processo de
2
II
NOTAÇÃO MUSICAL
2.1 – Definição
musical como conhecemos. Utilizando as primeiras sílabas do Hino a São João Batista,
• Ut queant laxis
• Resonare fibris
• Mira gestorum
• Famuli tuorum
• Solve polluti
• Labii reatum
• Sancte Ioannes2
A sílaba 'Ut' foi substituída por 'd ó ' no século XVII por Giovanni Batista Doni
(1593-1647), enquanto que, somente no século XVIII a sílaba 'si' (iniciais de Sanctes
Ioannes – São João) caiu no uso comum. Ambas as alterações provavelmente tiveram
como objetivo facilitar o canto pelo uso de sílabas com vogais. Desta forma chegamos
1 Guido d'Arezzo nasceu no ano de 920 na província de Arezzo (Toscana). Foi um monge na Catedral
de Arezzo, onde também era o regente do coro. Sua pauta de quatro linhas – o tetragrama, aos
poucos substituiu o uso das neumas (representação gráfica aproximada da música). Seu falecimento
ocorreu no ano de 1050.
2 Tradução: “Para que teus grandes servos, possam ressoar claramente a maravilha dos teus feitos, limpe
nossos lábios impuros, ó São João.”
Em países de cultura anglo-saxã (Alemanha, por exemplo), a solmização latina
não é utilizada. As notas são chamadas pelas sete primeiras letras do alfabeto. A esta
Solmização Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si
latina
Notação C D E F G A B
alfabética
2.2 – Pauta
Para escrever as notas, a princípio, foi proposta uma pauta com quatro linhas e
três espaços (tetragrama), mas o que de fato se estabeleceu foi a pauta com cinco
4
Além destas cinco linhas e quatro espaços, podemos utilizar linhas e espaços
suplementares:
5
2.3 - Claves
6
Atividades de Fixação de Conhecimento:
1) Escreva as seguintes notas nas cinco claves (sol, fá, dó na primeira linha, dó na
a) dó b) fá c) sol d) mi e) lá f) ré g) si
2) Escreva o nome de cada uma das seguintes notas, utilizando a solmização latina
e a notação alfabética:
7
2.4 – Escala Geral
As claves são utilizadas para representar várias alturas diferentes. As notas mais
instrumentos, e nos referir com mais precisão às altura das notas. Vejamos alguns
exemplos a seguir:
• Na escrita para piano, geralmente utilizamos duas claves ligadas por uma chave
8
O símbolo '8va' acima da nota, significa que esta deverá ser tocada uma oitava acima;
abaixo da nota, significa que esta deverá ser tocada uma oitava abaixo3. Todas as notas
a partir do dó3 pertencem à oitava 3: ré3, mi3, fá3, etc. Assim como, por exemplo, todas
as notas a partir do dó1 pertencem à oitava 1: ré1, mi1, fá1, etc. O dó3 é também
duas teclas pretas e um outro de três teclas pretas, o dó é sempre a primeira tecla
(dó)
3 Uma oitava é um intervalo entre duas notas. Quando tocamos uma sucessão de notas como, por
exemplo, dó – ré – mi – fá – sol – lá – si – dó, o segundo dó está uma oitava acima do primeiro, ele é a
oitava nota a partir da primeira. Retomaremos este assunto adiante.
9
Os números negativos (-1 e -2) são utilizados porque, provavelmente, quando a
escala geral foi adotada não existia piano, o instrumento de teclado predominante era o
cravo. Neste instrumento, o dó mais grave era o que chamamos de dó1. Sendo assim
era natural que este recebesse o número '1' na escala geral. Quando o piano surgiu, é
possível que tenha-se optado pela utilização dos números negativos para as oitavas
mais graves que a oitava 1, para não mudar a numeração que já vinha sendo utilizada
E porque utilizamos duas claves para o piano? Repare que o dó3 pode ser escrito
em ambas as claves:
10
É comum limitar o uso das linhas suplementares, tanto superiores como
• As quatro vozes do coral clássico utilizam quatro claves específicas para cada
vozes femininas
vozes masculinas
4 Para alguns instrumentos, utilizamos mais de uma clave, o que pode ser uma solução para notas que
utilizariam mais de três linhas ou quatro espaços suplementares. O trombone e o violoncelo são bons
exemplos disto, para os quais, usualmente, se escreve em clave de fá, mas pode ser utilizada também
a clave de dó na quarta linha.
11
• Instrumentos de sopro:
• Intrumentos de corda5:
5 O violão e o contrabaixo, são instrumentos transpositores. Ambos soam diferentemente do que o que
está escrito. Exemplo: a nota mais grave escrita para o violão e para o contrabaixo é um mi1, que no
violão soa um mi -1 e no contrabaixo soa um mi -2.
12
• Instrumentos de percussão:
13
Atividades de Fixação de Conhecimento:
1) Escreva o nome e número de oitava (fá3, dó5, etc.) das seguintes notas:
14
2) Utilizando uma pauta e a clave mais apropriada, escreva as seguintes notas:
a) sol3
b) si bemol 2
c) fá sustenido
4 d) lá bemol 5
d) ré1
e) dó3
15
2.5 – Sinais de Alterção de Notas
piano apresentado anteriormente, vemos que além das sete teclas brancas (dó, ré, mi,
fá, sol, lá e si), temos ainda outras cinco teclas pretas, totalizando 12 teclas ao todo
Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si
Observando o teclado acima, vemos que entre as notas: dó e ré; ré e mi; fá e sol;
sol e lá; lá e si; temos uma tecla preta. Divindo-se a oitava em doze partes iguais, cada
6 Compositor alemão nascido em Eisenach, Thuringia em 21 de março de 1685, e falecido em Leipzig
28 de julho de 1750.
16
tecla corresponde a cada uma dessas doze partes. Estas partes são chamadas de
semitom, e a cada dois semitons, temos um tom. Logo, entre as notas dó e ré, temos
um tom inteiro: um semitom entre dó e a tecla preta a seguir, e mais um semitom entre
a tecla preta e a nota ré. Então, como se chama essa nota da tecla preta entre o dó e o
ré? Podemos chamá-la por dois nomes diferentes: se estivermos subindo do dó para a
diferentes.
17
Entre as notas mi e fá; si e dó não temos nenhuma outra tecla, logo, em ambos os
casos, essas notas mantêm entre si uma relação de semitom. Esta relação entre as notas
for feita uma alteração ascendente nas notas mi e si, teremos, por enarmonia, as notas
fá e dó:
cromática:
bemol e bequadro.
18
O dobrado sustenido, como o nome já sugere, implica numa alteração dobrada
inteiro:
19
Por último, temos o sinal que anula qualquer alteração – o bequadro. Qualquer
nota que tenha sofrido alteração por meio de bemol ou sustenido (inclusive os
O bequadro não sobe ou desce a nota um semitom, ele anula qualquer que
seja a alteração - a nota bequadro é a tecla branca. No caso de uma nota dobrado
sustenido ou dobrado bemol que passe a ser sutenido ou bemol, deve-se utilizar os
20
2.6 – Tempo Musical ou Pulso
Vimos que as claves são utilizadas, juntamente com a pauta, para representar as
alturas das notas musicais. A duração dessas notas, ou do silêncio (tempo em que não
frações de segundos). Para precisar a duração dos sons e das pausas na notação
mesmo sua música preferida e preste atenção numa coisa: é possível marcar o tempo
dessa música batento os pés no chão, por exemplo? Isso é o tempo dessa música, ou o
pulso dela.
As músicas podem ter um pulso rápido ou lento, a velocidade pode variar. Isso é
andamento rápido, entre 145 e 155 bpm em média. A música “A Banda” do Chico
Buarque foi gravada com o andamento em torno de 118 bpm, e “Esquinas” do Djavan,
em torno de 50 bpm.
Experimente fazer uma lista com várias das suas músicas preferidas (quanto
21
Utilizando o pulso como referência (em qualquer que seja o andamento) é
possível escrever na pauta a duração de cada nota ou silêncio (pausas), para isso
22
As figuras musicais não têm uma duração absoluta em segundos, por exemplo.
referência. A semibreve, que é a maior das figuras que utilizamos7, recebe o número 1,
dentro dela (no mesmo espaço de tempo de sua duração) cabem duas mínimas (½),
quatro semínimas (¼), oito colcheias (1/8), etc. Observe o exemplo a seguir:
7 Houve um tempo em que figuras maiores do que a semibreve e menores do que a semifusa eram
também utilizadas, mas caíram em desuso.
23
Com as figuras musicais e suas respectivas pausas, é possível determinar a
duração das notas na pauta. Para isso, atribuímos a uma figura o valor de unidade –
essa determinada figura passa a ter a mesma duração de um pulso, e as demais têm
sua duração definida pela razão entre elas e a figura que foi escolhida como pulso.
que representa a duração de um pulso, logo a mínima terá a duração de dois pulsos, a
semibreve de quatro pulsos, a colcheia de meio pulso (duas notas por tempo), etc.
Desta forma, basta saber a razão entre as figuras que já será possível representar na
deverão ser escritas para cima quando estiverem escritas até a terceira linha. Da terceira
24
Atividades de Fixação de Conhecimento:
25
2.8 – Compassos
Mais uma vez, escolha uma música da qual você goste, e escute com atenção ao
pulso dessa música. Procure observar se parece haver algum tipo de agrupamento dos
Exemplo:
compasso. Nesse caso trata-se de um compasso binário, ou seja, de dois tempos. Ele
(quatro tempos).
musicais será a unidade de tempo deste compasso. Ou seja, qual a figura que terá a
26
Compassos simples mais utilizados e suas unidades de tempo:
Binário
Ternário
Quaternário
27
As unidades de tempo dos compassos compostos são figuras pontuadas.
Quando uma figura vem seguida de um ponto à sua direita, siginifica que sua duração
Poderíamos representar as “adições” das figuras acima também por meio de uma
do que a seus atributos ritmicos. Quando duas ou mais notas surgem com uma ligadura
sobre elas numa determinado trecho melódico, significa que devemos “ligar” essas
notas, elas devem ser tocadas sem nenhum tipo de espaço ou articulação entre elas:
28
Quando termina a ligadura (na nota dó# do primeiro compasso, por exemplo), a
próxima nota deve ser articulada. Nos instrumentos de sopro, por exemplo, toca-se as
notas ligadas sem usar a língua, num sopro só. Quando não há ligadura, ou ao final de
uma ligadura, na nota subsequente utiliza-se a língua, geralmente com a sílaba 'tu'. Em
uma ligadura, toca-se todas as notas ligadas na mesma direção do arco. Quando as
notas não têm ligadura, alternam-se os movimentos do arco para cima e para baixo a
cada nota. É parecido com cantar uma música utilizando a língua para articular as
sílabas da letra, e depois cantar a mesma música sem usar a língua, com a boca imóvel.
No entanto, quando duas notas iguais são ligadas, o efeito torna-se rítmico. Duas
notas iguais sem espaço ou articulação nenhuma entre elas, para todos os efeitos, se
29
Vejamos agora os compassos compostos mais utilizados e suas unidades de
tempo:
Binário
Ternário
Quaternário
30
As barras simples são utilizadas para separação entre os compassos; a barra
dupla serve para indicar o fim de um trecho e o início de outro dentro da mesma
música, exemplo:
As ligaduras entre notas iguais, por exemplo, nos permitem “somar” as durações
31
Atividades de Fixação de Conhecimento:
32
2) Dada a unidade de tempo de cada compasso do exercício anterior, classifique-os
33
34
2.9 – Armaduras de clave
tratar de uma peça tonal), ou podem determinar um modo qualquer utilizado numa
peça.
35
Quando houver uma mudança de armadura, as alterações anteriores são
anuladas com bequadros (quando for o caso) e a nova armadura é assinalada a seguir:
na mesma oitava:
de preocaução:
não teria efeito no próximo compasso, mas o bequadro (entre parênteses) foi
36
2.10 – Sinais de repetição
São utilizados para facilitar a escrita de músicas nas quais existam repetições de
ritornello:
trecho musical. O que está voltado para a esquerda indica de onde deveremos voltar
música. Exemplo:
37
Note que sexto compasso temos um ritornello voltado para a esquerda, mas não
há nenhum outro voltodo para direita anterior a este. Desta forma, após tocarmos o
Neste caso, toca-se os quatro primeiros compassos até a casa de primeira vez,
depois retornamos ao primeiro compasso (por não haver nenhum ritornello voltado
para a direita), tocamos até o terceiro compasso e passamos à casa de segunda vez.
Observe a seguir como ficaria o mesmo trecho musical escrito sem nenhum sinal de
38
Podemos utilizar mais de duas casas de repetição, dependendo da situação.
Exemplo:
39
Atividades de Fixação do Conhecimento
1) Reescreva os trechos musicais abaixo por extenso, sem utilizar os sinais de repetição:
a)
b)
c)
40
d)
e)
41
2.11 – Outros Sinais de Repetição
Segno ou 'S'
normalmente, como está escrito. Ao final do trecho a expressão D.S. al Fine (del segno
al fine - do sinal ao fim) indica que devemos retornar ao segundo compasso onde está
assinalado o 'S', e tocar a música de novo até o final do compasso 6, onde está
42
Se houver ritornellos no trecho, estes deverão ser tocados normalmente também,
escrita:
execução:
43
Se ao invés de D.S. al Fine, estiver escrito D.S. s/ rep. al Fine, os ritornellos
deverão ser ignorados, e, caso haja casas de repetição, toca-se somente a última casa.
Exemplo:
escrita:
execução:
possível incluir a expressão s/ rep. (D.C. s/ rep. al Fine), assim como exempificado com
o D.S.
44
Coda ou 'O'
fazer uma terminanção diferente para a peça ou trecho musical, podemos usar o Coda.
está escrito D.C. al Coda. Então voltamos ao primeiro compasso da peça (da capo) e
tocamos até o final do compasso 6, onde temos o coda interno (ponto a partir de onde
deve-se “pular” para o coda externo). Veja o mesmo trecho escrito por extenso a seguir:
45
Neste caso também pode-se utilizar a expressão s/ rep. da mesma forma
exemplificada anteriormente.
46
III
RITMO
variadas subdivisões, bem como as suas variações. Como será visto no exercício, várias
sempre será metade de uma semínima; uma semibreve sempre será o dobro de uma
mínima; etc.
o metrônomo (mão ou pé), depois somente com o metrônomo. A parte superior deve
ser executada com a voz (com qualquer sílaba desejada, ou falando os números. Ex.: na
baixo com a mão ou com o pé, enquanto não for possível a realização do exercício sem
3.2.1:
3.2.2:
3.2.3:
49
3.2.4:
3.2.5:
3.2.6:
50
3.2.7:
3.3.1:
51
3.3.2:
3.3.3:
52
3.3.4:
53
3.3.5:
54
3.3.6:
55
3.3.7:
56
3.4 – Exercícios de Leitura Rítmica
1/2; os exercícios escritos em 4/4 devem ser lidos em 2/2; e os exercícios escritos em
exemplos abaixo:
57
Deve ser lido também como:
E, por último:
58
No caso do compasso ternário simples (aqui o 3/4), quando fazemos a leitura
Para cada série de exercícios, serão propostas células rítmicas isoladas, para que
mesmas.
Como os demais exercícios, estes deverão ser cantados (na altura que for mais
confortável para cada um). O metrônomo deverá estar sempre ligado até que seja
possível a realização dos exercícios sem a necessidade de marcar o pulso junto com o
metrônomo.
59
Com ligaduras:
60
3.4.2—Figuras com duração menor do que a do pulso
61
Com ligaduras:
62
Com ligaduras:
63
Subdivisão do pulso em até quatro partes:
64
Com ligaduras:
65
66
Com ligaduras:
67
68
Com ligaduras:
69
Com ligaduras:
70
Subdivisão do pulso em até oito partes:
71
Com ligaduras:
72
3.5 – Exercícios de Leitura Rítmica a Duas Vozes
tocam ao mesmo tempo, e onde tocam separadas. É como um jogo onde você precisa
linha inferior estiver em pausa); só a mão (quando a linha superior estiver em pausa);
voz e mão juntas (quando nenhuma das duas vozes estiverem em pausa) e nenhuma
das duas (quando ambas as vozes estiverem em pausa). Para iniciarmos estes estudos,
coordenação motora.
Imagine que para cada uma das quatro possibilidades em negrito no parágrafo
3) você cantará uma nota qualquer e baterá a mão uma vez ao mesmo tempo;
4) você não fará nada, acompanhará em sua mente o momento em que você não
1–1–1–1–4–2–2–2–2–4–3–3–3–4–1–1–2–2–3–3–4–4
73
1–2–1–3–4–4–1–2–1–3–4–4–2–1–2–3–4–4–2–3–2–1–4
3–2–3–4–3–2–3–4–4–1–3–1–3–4–2–1–3–4–2–4–1–4–3
superior é a voz, a inferior a mão, logo podemos dizer que o número 1 poderia, num
Com a voz cantamos uma nota qualquer por dois tempos inteiros, enquanto que
a mão está em pausa (parte inferior). Situação 1: você cantará uma nota qualquer.
Situação 3: você cantará uma nota qualquer e baterá a mão uma vez ao mesmo
tempo.
Situação 4: você não fará nada, acompanhará em sua mente o momento em que
74
Se a cada número fosse atribuída a duração, no compasso binário simples, de
1–1–1–1–4–2–2–2–2–4–3–3–3–4–1–1–2–2–3–3–4–4
Com as demais figuras musicais e ritmos fazemos a mesma coisa, apenas com
75
➢ Sem subdivisão do pulso com ligaduras
76
➢ Subdivisão do pulso em até duas partes
77
➢ Subdivisão do pulso em até três partes
78
➢ Subdivisão do pulso em até três partes com ligaduras
79
➢ Subdivisão do pulso em até quatro partes
80
3.5.3 – Exercícios de leitura rítmica a duas vozes variados
81
82
83
84
3.6 – Compassos Compostos
85
86
3.6.2 – Leitura Rítmica a Duas Vozes em Compassos Compostos
87
88
3.7 – Compassos Alternados
compassos. Exemplos:
89
Ou o inverso disso:
2-3
90
91
92
3–2
93
94
95
Leitura rítmica a duas vozes em compassos de cinco tempos:
casos.
96
Leitura rítmica em compassos de sete tempos:
2-2-3
97
98
3-2-2
99
100
2-3-2
101
102
Leitura rítmica a duas vozes em compassos de sete tempos:
um dos casos.
103
104
Leitura rítmica em compassos de onze tempos:
3-3-3-2
105
106
Leitura rítmica a duas vozes em compassos de onze tempos:
107
108
109
3.8 - Leitura Rítmica em 15/16
110
111
3.8.1 - Leitura rítmica a duas vozes no compasso 15/16
112
113
3.9 – Mudança de Compassos
temos são compassos alternados (como vimos no capítulo anterior), e sua leitura é
Quando for este o caso, a escrita de uma forma ou de outra é opcional, vai
114
Se a mudança for na unidade de tempo (denominador), o próximo compasso
relação entre as figuras musicais, o compasso 2/4 deverá ser tocado no dobro do
tempo do compasso 2/2, visto que sua unidade de tempo – a semínima, vale meio
tempo no compasso 2/2. O que no compasso 2/2 era equivalente a meio tempo, agora
com o mesmo número de tempos e com a unidade de tempo com o dobro do valor do
compasso atual. Desta forma, o que antes valia um tempo inteiro, agora passará a durar
Vejamos isso de uma outra forma: você está escrevendo ou lendo uma partitura
à metade de um tempo, e a mínima é tocada a cada dois cliques devido ao seu valor
115
de dois tempos. Agora, se em algum momento houver uma mudança para o compasso
2/2, mantendo-se as relações das figuras musicais de um compasso para o outro, todas
as relações entre as figuras e o metrônomo seriam dobradas: a mínima que antes valia
dois tempos agora passaria a valer apenas um; a semínima seria metade de um
lugar de metade dele. Sendo assim, se mantivermos a escrita exatamente como estava
no exemplo anterior, tudo soará no dobro da velocidade. Para que soe da mesma
por compasso.
116
117
118
3.9.3 – Mudança entre compassos compostos
(colcheia pontuada é igual à semínima pontuada) faz com que o tempo permaneça o
119
qualquer compasso de cinco tempos poderia ser escrito no lugar do compasso 15/16,
logo, a referência é a maior subdivisão comum entre ambos os compassos – nesse caso
partes, no compasso 15/16, a mesma figura musical divide o tempo em três partes.
6/8 a 80 bpm para o compasso 15/16 dobra o andamento (160 bpm) e acrescenta três
tempos ao compasso:
120
121
122
3.9.5 – Mudança entre compassos simples e compostos
bpm. No terceiro compasso passamos para um compasso binário composto (6/8) com
tempo do compasso anterior (semínima). Isso faz com que ambas as unidades de
tempo, tanto a simples, quanto a composta, sejam igual a 60 bpm. Ou seja, foi
mantido o mesmo pulso, só que no compasso simples com subdivisão regular em duas
123
Neste caso, a colcheia permanece igual na mudança entre os compassos, por
isso a igualdade entre colcheias está assinalada sobre o primeiro compasso binário
composto (6/8 no terceiro compasso). Para realizar este tipo de mudança, temos que
nos basear na colcheia: no binário simples, temos duas colcheias por tempo; no binário
composto, teremos três colcheias por tempo. É a colcheia, nesse caso, que nos vai dar o
novo pulso, da nova unidade de tempo (semínima pontuada). Dividindo 120 bpm da
124
Se a semínima pontuada e igual a 60 bpm, as colcheias neste compasso são
bpm para 90 bpm, pois agora são apenas duas colcheias por tempo no lugar de três
(180/2=90).
125
obs.: quando não houver nenhuma indicação de relação entre as unidades de tempo na
mudança de compassos (como nos exercícios anteriores), faz-se a mudança pelos valores das
figuras musicais. Nos próximos seis exercícios, por exemplo, por não haver igualdade entre as
unidades de tempo, e sendo a colcheia a maior subdivisão comum entre as unidades de tempo
126
127
Obs.2: nos compassos de numerador '2', a colcheia vale ¼ do pulso, fazendo com que a
mudança para compassos compostos com numerador '8' aumente ainda mais o andamento.
128
129
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SOBRE O AUTOR:
gravações e shows pelo Rio de Janeiro e outros estados do Brasil. Desde então, vem trabalhando
diversos artistas, dentre eles: Alcione, Alma Thomas, Armando Lobo, Carlos Lyra, Clara Moreno, Cris
Delanno, Copa 5, Durval Ferreira, Dôdo Ferreira Quarteto, Emílio Santiago, Frevo Diabo, Gilson
Peranzzeta, Jane Duboc, Jazzafinado, Joana Duah, João Donato, Jovino Santos Neto, Kenia Ashby,
Kazuo Yoshida, Leny Andrade, Luís Carlos Vinhas, Mark Lambert, Mateus Starling, Miele, Nei Lopes,
Pascoal Meireles, Rildo Hora, Roberto Menescal, Thiago Amud, UFRJazz Ensemble, Wanda Sá,
leciona a uma turma de Oficina de Prática Instrumental na mesma instituição, junto à qual coordena
Popular, que visa proporcionar interação entre os alunos universitários, profissionais e alunos
Pedro Bittencourt; conduz uma pesquisa sobre a emissão de harmônicos no saxofone e a relação
entre seus aspectos acústicos e técnicos no instrumento; também possui uma pesquisa de materiais
maismusico.com.br, para o qual tem produzido diversos materiais didáticos exclusivos, peças
musicais diversas, videoaulas e artigos sobre a vivência do estudante e profissional de música; além
• Escalas Encadeadas;
• Harmônicos;
• Sobreagudos;
Ebooks:
Partituras:
• Para orquestra de sopros (banda sinfônica): Ictibus Aer (Sobre o
experimentalismo combinatório);
• Para Big Band: Amor (IJo. 4:8), Betel, Casa Cheia (IICr. 7:1a3), Claros,
Tabera, Galope;
lágrima." (trio para flauta, oboé e harpa); Sonho Frio (1ºmov. - trio para
movimentos).
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