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N-2665 Contec Inspeção em Serviço de Sistema de Tocha ("Flare")

A 1ª Emenda da norma PETROBRAS N-2667 REV. D atualiza referências e exclui partes do documento sobre inspeção de sistemas de tocha. A norma estabelece requisitos técnicos e práticas recomendadas para a inspeção de sistemas de tocha em unidades operacionais da PETROBRAS. A periodicidade das inspeções é definida com base em fatores de risco e histórico operacional, com recomendações específicas para sistemas onshore e offshore.
Direitos autorais
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N-2665 Contec Inspeção em Serviço de Sistema de Tocha ("Flare")

A 1ª Emenda da norma PETROBRAS N-2667 REV. D atualiza referências e exclui partes do documento sobre inspeção de sistemas de tocha. A norma estabelece requisitos técnicos e práticas recomendadas para a inspeção de sistemas de tocha em unidades operacionais da PETROBRAS. A periodicidade das inspeções é definida com base em fatores de risco e histórico operacional, com recomendações específicas para sistemas onshore e offshore.
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-PÚBLICA-

N-2665 REV. D 02 / 2024

CONTEC
Comissão de Normalização
Técnica
Inspeção em Serviço de
Sistema de Tocha (“Flare”)
SC-23
Inspeção de Sistemas e
Equipamentos em
Operações 1a Emenda

Esta é a 1a Emenda da PETROBRAS N-2667 REV. D e se destina a modificar o seu texto na(s) parte(s)
indicada(s) a seguir:

NOTA A(s) nova(s) página(s) com a(s) alteração(ões) efetuada(s) está(ão) colocada(s) na(s)
posição(ões) correspondente(s).

CONTEÚDO DA 1ª EMENDA - 02/2024

- Seção 2

Atualização do título da NR13 e da referência ao padrão PE-1PBR-00792.

- Anexo A.2.3 alínea e)

Alteração do texto.

- Anexo B

Exclusão.

PROPRIEDADE PETROBRAS 1 Página


PÚBLICA
-PÚBLICA-

N-2665 REV. D 03 / 2021

Inspeção em Serviço de
Sistema de Tocha (“Flare”)

Procedimento

Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.


Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a
responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e
enumerações.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


CONTEC deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve
Comissão de Normalização ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela
Técnica Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de
caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela Unidade da
PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter
não-impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].

Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 23 CONTEC - Subcomissão Autora.

Inspeção de Sistemas e As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Equipamentos em Operações Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S. A. - PETROBRAS, de aplicação interna na PETROBRAS e Subsidiárias,
devendo ser usada pelos seus fornecedores de bens e serviços,
conveniados ou similares conforme as condições estabelecidas em
Licitação, Contrato, Convênio ou similar.
A utilização desta Norma por outras empresas/entidades/órgãos
governamentais e pessoas físicas é de responsabilidade exclusiva dos
próprios usuários.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GT (formados por Técnicos Colaboradores especialistas da Companhia e de suas Subsidiárias), são
comentadas pelas Unidades da Companhia e por suas Subsidiárias, são aprovadas pelas
Subcomissões Autoras - SC (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as
Unidades da Companhia e as Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos
representantes das Unidades da Companhia e das Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS
está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a
cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são
elaboradas em conformidade com a Norma Técnica PETROBRAS N-1. Para informações completas
sobre as Normas Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 16 páginas e Índice de Revisões


PÚBLICA
-PÚBLICA-

N-2665 REV. D 03 / 2021

1 Escopo

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para a inspeção de sistemas de tocha instalados em
Unidades operacionais da PETROBRAS e suas participações societárias.

1.2 Esta Norma se aplica à inspeção de sistemas de tocha, a partir da data de sua edição.

1.3 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 Referências Normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências
datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as
edições mais recentes dos referidos documentos (incluindo emendas).

ANAC RBAC E-94 - Requisitos Gerais para Aeronaves Não Tripuladas de Uso Civil;

DECEA ICA 100-40 - Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas e o Acesso ao


Espaço Aéreo Brasileiro;

Instrução Suplementar IS nº E94-003/2017 da ANAC - Procedimentos para elaboração e


utilização de avaliação de risco operacional para operadores de aeronaves não tripuladas;

Resolução nº 715/2019 - Aprova o Regulamento de Avaliação da Conformidade e de


Homologação de Produtos para Telecomunicações;

NR-13 - Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos de


Armazenamento;

NR-35 - Trabalho em Altura;

PETROBRAS N-1596 - Ensaio Não Destrutivo - Líquido Penetrante;

PETROBRAS N-1598 - Ensaio Não Destrutivo - Partículas Magnéticas;

PETROBRAS N-1951 - Inspeção de Revestimentos de Concretos Refratários Submetidos à


Operação;

PETROBRAS N-2162 - Permissão para Trabalho;

PETROBRAS N-2555 - Inspeção em Serviço de Tubulação;

PETROBRAS N-2820 - Ensaio Não Destrutivo - Radiografia Industrial – Medição de


Espessura em Serviço de Tubulações e Acessórios com Uso de Radiografia
Computadorizada;

PETROBRAS N-2941 - Competências Pessoais em Atividades de Inspeção;

ABNT NBR 15417 - Vasos de pressão - Inspeção de segurança em serviço;

ABNT NBR 15783 - Ensaios não Destrutivos - Radiografia Industrial - Medição de


Espessura em Serviço de Tubulações e Acessórios;

ABNT NBR 15824 - Ensaios não destrutivos - Ultrassom - Medição de espessura;

ABNT NBR 16073 - Ensaios Não Destrutivos - Inspeção Eletromagnética - Cabos de Aço
Ferromagnéticos;

2
PÚBLICA
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N-2665 REV. D 03 / 2021

ABNT NBR ISO 4309 - Equipamentos de Movimentação de Carga - Cabos de Aço -


Cuidados, Manutenção, Instalação, Inspeção e Descarte.;

PE-1PBR-00792 - Requisitos de Segurança de Aviação – Aeronaves Remotamente


Pilotadas.

3 Termos e Definições

Para os efeitos deste documento aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
coluna
tubulação vertical de grande diâmetro que conduz o gás para o queimador

3.2
“heat shield” ou “wall”
barreira vertical de proteção que visa conter a radiação, impedir a visualização das chamas, dar
estabilidade às mesmas protegendo-as do vento, permitir o acesso do ar para combustão e impedir o
acesso de pessoas na área dos queimadores. Normalmente feita de chapas metálicas

3.3
ignição
o sistema de ignição é responsável por ignitar a chama dos pilotos da tocha quando da partida da
tocha ou em caso de apagamento dos pilotos

3.4
inspeção externa
inspeção de todos os equipamentos/componentes que podem ser verificados com o sistema de tocha
em operação

3.5
inspeção geral
inspeção efetuada nos componentes pelos lados interno e externo, com os equipamentos fora de
operação

3.6
monitoração dos pilotos
sistema que monitora as chamas dos pilotos e alarma se um dos pilotos apagar

3.7
ocorrência relevante
ocorrência que influi direta ou indiretamente na integridade física dos equipamentos ou na campanha
operacional da Unidade/sistema

3.8
pilotos
sistema que mantém pequenas chamas acesas na borda ou junto ao topo dos queimadores da tocha
para assegurar a ignição de qualquer gás enviado para queimar na tocha

3.9
selo molecular/selo fluídico
equipamento para economizar gás de purga em “pipe flares”. O selo pode ser molecular ou fluídico

3
PÚBLICA
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N-2665 REV. D 03 / 2021

3.10
sistema de tocha
conjunto de equipamentos constituído por vasos de pressão, tubulações, bombas, painéis de
acendimento, queimadores e estrutura de fixação, com a finalidade de queima de gases provenientes
de uma unidade de processo. Os sistemas de tocha podem ser assistidos por ar, gás, vapor etc., para
melhorar a combustão

3.11
tipos de tochas

3.11.1
“pipe flare”ou “utility flare”
tocha de queimador único (“single point“), cuja coluna central pode ser suportada por uma estrutura
de apoio, ser estaiada ou ser autossuportada (pequenos flares)

3.11.2
multiponto ou multiflare
tocha composta por vários conjuntos de queimadores denominados estágios. Um sinal de processo,
geralmente pressão, é interligado ao painel de controle da tocha que abre as válvulas dos estágios
adequados para uma faixa de vazão de gás

3.11.3
tulipa móvel ou “variable slot”
tocha cujo estagiamento é feito pela calibração das molas das tulipas móveis. A área na base da
tulipa por onde sai o gás é variável de acordo com a vazão, porque a tulipa se move de acordo com a
resultante das forças peso e de empuxo de gás na mola que a sustenta. Pode ser “single point” ou
“multipoint”

3.11.4
“ground flare”
tipo particular de “flare” multiponto instalado no nível do solo e equipado com uma barreira de
radiação (“wall”)

3.11.5
dispersor (“vent stack”)
coluna constituída por tubulação, sem queimador, com a finalidade de dispersão para a atmosfera de
gases provenientes de uma unidade de processo para a atmosfera

3.11.6
queimador de líquido
queimador horizontal destinado a queima de hidrocarbonetos líquidos

3.12
vaso de selagem
vaso de selo de água para manutenção de pressão positiva no sistema de despressurização e alívio
a montante do vaso e para interrupção de eventual retorno de chama

3.13
vaso separador
vaso separador de gás/líquido dos efluentes gasosos da unidade de processo, também conhecido
como vaso de “blow-down” ou vaso de “knockout”

4
PÚBLICA
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N-2665 REV. D 03 / 2021

4 Condições Gerais

4.1 Periodicidade de Inspeção Externa (em Operação)

Para sistemas de tocha onshore recomenda-se que a periodicidade de inspeção não ultrapasse
36 meses e para aqueles de Unidades offshore, 24 meses. [Pratica Recomendada]

4.2 Periodicidade de Inspeção Geral

4.2.1 Os prazos devem ser definidos de acordo com as particularidades de cada Unidade
considerando fatores como: potencial de risco à segurança dos trabalhadores e das instalações
industriais, criticidade dos equipamentos, resultados das inspeções externas e histórico operacional.

4.2.2 Como referência, recomenda-se que a periodicidade de inspeção não ultrapasse 72 meses.
[Pratica Recomendada]

4.2.3 Para os vasos de pressão, a periodicidade deve respeitar a NR-13.

4.2.4 Para tubulações do sistema de tocha, a periodicidade deve seguir a PETROBRAS N-2555.
Tubulações ligadas à vasos de pressão que contenham fluidos de classe A ou B, conforme alínea "a"
do 13.5.1.2 da NR-13, devem seguir a periodicidade definida na NR-13.

4.3 Preparação para Inspeção

Devem ser verificados os seguintes itens, a fim de que possa ser elaborada a programação de
inspeção:

a) relatórios de inspeções anteriores;


b) recomendações de inspeção efetuadas durante a operação e na última inspeção;
c) modificações de projeto;
d) planejamento da inspeção [Ensaios Não Destrutivos (END), pontos a verificar
baseando-se em relatórios de inspeção];
e) norma de construção do equipamento;
f) histórico de não-conformidades operacionais;
g) documentos de projeto e construção do sistema da tocha, se disponível.

4.4 Requisitos de Segurança

4.4.1 Antes do início dos trabalhos de inspeção, deve ser verificado se as condições existentes
permitem a execução dos serviços e deve ser obtido a permissão para o trabalho, conforme
requisitos da PETROBRAS N-2162.

4.4.2 Utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para a execução dos
serviços de inspeção, inclusive rádio transceptor.

4.4.3 Verificar se os acessos, andaimes e iluminação são suficientes e adequados.

4.4.4 Verificar se os trabalhos de manutenção em paralelo aos serviços de inspeção oferecem riscos
à segurança (queda de pessoas, materiais, intoxicação e calor radiante).

5
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N-2665 REV. D 03 / 2021

4.4.5 A avaliação clínica das pessoas deve ser efetuada pelo órgão de saúde ocupacional, inclusive
quanto à aerofobia/claustrofobia.

4.4.6 Os trabalhos de inspeção/manutenção não devem ser efetuados em tempo chuvoso, com
descargas elétricas atmosféricas ou ventos acima de 36 km/h (entre 19 e 20 nós).

4.4.7 Em caso de emergência nas Unidades com descarte para o sistema de tocha, interromper os
trabalhos.

5 Condições Específicas

5.1 Roteiro de Inspeção Externa (em Operação)

5.1.1 Inspeção Visual

5.1.1.1 A inspeção externa em operação é aplicável nos componentes do sistema de tocha cujo
acesso não comprometa a segurança dos trabalhadores em decorrência do calor irradiado pela
tocha.

5.1.1.2 Observar as condições dos seguintes itens:

a) estado da pintura dos equipamentos quanto à ocorrência de empolamento,


empoamento, descascamento, fendilhamento e impregnação de impurezas;
b) deformações nos costados dos vasos de pressão, corpos cilíndricos e selo molecular da
tocha;
c) estado físico do concreto, estojos de fixação da estrutura, quanto à corrosão, trincas e
infiltração;
d) estado dos componentes de escadas de acesso e plataformas, quanto à avarias
mecânicas e corrosão;
e) integridade do sistema de aterramento;
f) estado de fixação das linhas auxiliares (vapor, ar, água, gás combustível) e condições
físicas;
g) estado dos acessórios, bocas de visita quanto às condições físicas, soldas;
h) integridade dos estais (cabos de aço) quanto à corrosão, tensão (se aplicável);
i) estado da estrutura de suportação do “flare” (se aplicável);
j) no topo da tocha, procurar por trincas térmicas e de fadiga, deformações, deslocamentos
de partes, partes faltantes e partes prestes a cair.

5.1.1.3 A inspeção do topo do “flare” e vizinhanças pode ser realizada com auxílio de Sistemas de
Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS), usualmente conhecidas como “drones”, visando a
obtenção de informações através de registro fotográfico, filmagem e/ou termografia. Os requisitos
específicos para a execução de serviços com RPAS estão apresentados no Anexo A desta norma.

5.1.2 Inspeção Termográfica

5.1.2.1 A inspeção termográfica do topo do “flare” e vizinhanças pode ser realizada com emprego de
RPAS para monitoração quanto à ocorrência de:

a) combustão dentro do bico do queimador (“flare tip”);


b) colamento da chama na face abrigada ao vento (sotavento) do bico do queimador
(“downdraft”);

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PÚBLICA
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N-2665 REV. D 03 / 2021

c) temperatura alta no bico do queimador (“flare tip”), devido à proximidade de chama


causada pela velocidade baixa de gás;
d) foco de fogo imprevisto - registro de vazamento circunstancial de gás próximo à
extremidade da estrutura;
e) radiação excessiva sobre a extremidade da estrutura, indicando necessidade de “heat
shield”.

5.1.2.2 Da mesma maneira que expresso em 5.1.1.3, os requisitos específicos para a execução de
serviços com RPAS estão apresentados no Anexo A desta norma.

5.2 Roteiro de Inspeção Geral (Fora de Operação)

5.2.1 Inspeção Externa

A inspeção externa deve ser efetuada conforme o roteiro descrito em 5.1, no que for aplicável, e
acrescido dos itens descritos em 5.2.1.1 a 5.2.1.10.

5.2.1.1 Recomenda-se a execução de radiografia computadorizada em tubulações e conexões de


pequeno diâmetro (inferior a 4”), conforme prescrições das normas ABNT NBR 15783 e
PETROBRAS N-2820. [Prática Recomendada]

5.2.1.2 Verificar as condições dos estais (cabos de aço) quanto à corrosão, fixação e arames
partidos, conforme ABNT NBR ISO 4309. A critério da inspeção, pode ser utilizada a inspeção
eletromagnética de cabos de aço, conforme ABNT NBR 16073 e tensão, conforme procedimento ou
prática eventualmente adotada pela Unidade.

NOTA Caso seja observada alguma anormalidade na flecha dos cabos de aço, recomenda-se a
avaliação da carga atuante. [Prática Recomendada]

5.2.1.3 Efetuar medição de espessura nos pontos pré-determinados pelo plano de inspeção,
conforme ABNT NBR 15824.

5.2.1.4 Verificar a existência de trincas ou deterioração por alta temperatura, na parte superior da
tocha e na junta dissimilar (bico x coluna) do queimador.

5.2.1.5 Recomenda-se efetuar ensaio de réplica metalográfica em pontos dispersos nos bicos
queimadores, a fim de detectar danos por exposição à temperaturas elevadas e para confirmar que o
material proposto foi o material entregue ou instalado. [Prática Recomendada]

5.2.1.6 Na inspeção visual das regiões inacessíveis ao inspetor, prever a inspeção com apoio de
escalador industrial ou RPAS/drones, o que for considerado mais eficiente e seguro.

5.2.1.7 Onde não foi possível realizar a inspeção em operação, devido a limitações impostas pela
radiação ou acesso visual/viabilidade de emprego de RPAS/drones, realizar o seguinte roteiro de
inspeção:

a) estrutura de sustentação:
— estado do aterramento, pintura e grau de deterioração dos perfis e fixadores, quanto
à corrosão;
— observar o acúmulo de detritos e a existência de corrosão;

7
PÚBLICA
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N-2665 REV. D 03 / 2021

b) escadas de acesso e plataformas:


— estado físico dos guarda-corpos, piso e degraus, quanto à deterioração;
c) fixação de tubulações e de linhas auxiliares (vapor, água, gás combustível e ar):
— estado físico dos grampos de fixação, cintas e suportes, quanto à corrosão e
deformação;
— condições físicas das tubulações;
d) coluna:
— observar o acúmulo de detritos e a existência de corrosão;
— estado físico da chaparia, efetuar teste com martelo e medição de espessura.

5.2.1.8 Selo Molecular/Selo Fluídico

Verificar o estado físico da chaparia.

5.2.1.9 Queimador:

a) bico:
— condições físicas do bico, quanto a deformação e deterioração;
— condições do refratário e sua ancoragem;
— formação de depósitos fuliginosos ou betuminosos no interior ou externamente aos
queimadores, avaliando cuidadosamente a espessura depositada;
b) anel de vapor:
— condições físicas da tubulação e dos difusores quanto à corrosão, deformação,
erosão e sinais de obstrução;
c) anel de ar:
— condições físicas da tubulação e difusores de ar quanto à corrosão, deformação e
deterioração;
d) pilotos:
— estado físico dos bicos, venturi, flanges, tubulações, quanto à corrosão, sinais de
vazamento e erosão;
e) ignição:
— frente de chama:
— condições físicas das tubulações quanto a corrosão, deformação e deterioração;
— drenagem das tubulações está operacional e as tubulações estão secas;
— as pontas de saída da frente de chama junto aos pilotos no topo da tocha estão
desobstruídas e posicionadas para acenderem corretamente os pilotos;
— ignição elétrica:
— cabeamento integro desde o painel da tocha até o topo da tocha, principalmente
na região quente próxima a tocha;
— vela ou outro dispositivo no topo da tocha está integro, sem corrosão e sem
depósitos impedindo a centelha;
f) monitoramento dos pilotos:
— termopares:
— estado geral e íntegro dos termopares (um ou mais por piloto);
— cabeamento dos termopares em boas condições desde o topo da tocha até o
painel da tocha, principalmente na região quente próxima tocha;
— ponta dos termopares na posição correta para sentir a temperatura das chamas
dos pilotos;
— ionização pelas chamas:
— limpeza dos terminais sensores da presença de chama do piloto;
— cabeamento desde o topo da tocha até o painel da tocha devem estar íntegros,
principalmente na região quente próxima a tocha.

5.2.1.10 Tubulações

Verificar as condições físicas quanto à corrosão e empolamento pelo hidrogênio.


Complementarmente, seguir orientações da PETROBRAS N-2555.

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PÚBLICA
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N-2665 REV. D 03 / 2021

5.2.2 Inspeção Interna

5.2.2.1 Inspecionar os vasos de selagem e os vasos separadores conforme a ABNT NBR 15417.
Executar ensaio de líquido penetrante e/ou partículas magnéticas, conforme as PETROBRAS N-1596
e N-1598, respectivamente, nos pontos estabelecidos pelo plano de inspeção.

5.2.2.2 Realizar inspeção visual interna do selo molecular, observando a ocorrência de processo
corrosivo, existência de incrustações e obstruções.

5.2.2.3 As bocas de visita de acesso ao interior da coluna devem ser abertas para inspeção visual e
eventual limpeza, principalmente a da região inferior da tocha. Devem ser removidos os resíduos
acumulados.

NOTA Na ocorrência de acúmulo de água ou umidade, recomenda-se a realização de ensaios


para detecção de trincas nas soldas. [Prática Recomendada]

6 Critérios de Aceitação

6.1 Integridade

Para definição do critério de aceitação recomenda-se que seja determinado o mecanismo de dano
associado, a critério do profissional habilitado, levando-se em conta criticidade do
equipamento/componente, histórico, taxa de desgaste, prazo de campanha futura, alterações nas
condições de projeto e operacionais e resultados da inspeção e ensaios realizados.
[Prática Recomendada]

6.2 Ensaios não Destrutivos (END)

6.2.1 A seleção dos métodos de END deve atender ao previsto no plano de inspeção dos
equipamentos.

NOTA A critério do profissional habilitado, novas metodologias podem ser utilizadas para fornecer
subsídios à tomada de decisões. [Prática Recomendada]

6.2.2 Os procedimentos de inspeção devem ser qualificados e as inspeções devem ser realizadas
por profissionais aptos a sua execução.

NOTA Os inspetores devem ser certificados conforme PETROBRAS N-2941 nos métodos de END
que executam.

6.3 Reparos

6.3.1 Todos os reparos ou alterações em equipamentos abrangidos devem respeitar os respectivos


códigos de projeto e pós-construção e as prescrições do fabricante.

6.3.2 Quando não for conhecido o código de projeto, deve ser respeitada a concepção original,
empregando-se os procedimentos de controle prescritos pelos códigos pertinentes.

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6.3.3 A critério do profissional habilitado podem ser utilizadas tecnologias de cálculo ou


procedimentos mais avançados, em substituição aos previstos pelos códigos de projeto.
[Prática Recomendada]

6.3.4 As Normas PETROBRAS aplicáveis devem ter seus requisitos atendidos.

6.4 Refratários

Conforme os requisitos da PETROBRAS N-1951.

7 Registro de Resultados

Todos os itens inspecionados devem ser registrados de forma precisa em um relatório de inspeção,
assim como os defeitos encontrados e reparos efetuados devem ter sua localização e identificação de
forma rastreável. O relatório de inspeção deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) objetivo;
b) normas de referência;
c) tipo e identificação do equipamento;
d) fluido e categoria do equipamento, se aplicável;
e) data de início e término e local da inspeção;
f) identificação e assinatura do inspetor e profissional habilitado;
g) tipo de inspeção e área inspecionada;
h) descontinuidades detectadas e resultados das inspeções e intervenções efetuadas;
i) testes e reparos efetuados;
j) recomendações de inspeção;
k) conclusões;
l) data prevista para a próxima inspeção;
m) informações complementares: vida remanescente calculada com base nos resultados de
medição de espessura, registros fotográficos etc.; [Prática Recomendada]
n) relatório da inspeção realizada através de RPAS, se aplicável (vide Anexo A);
o) fotografias e vídeos de boa qualidade com registro de data e horário e referenciação de
local e posição de onde foram tomadas. Caso sejam imagens da tocha em operação,
informar a condição operacional (vazão e gás ou a procedência de gás dentro da planta)
e, se possível, direção da incidência de vento.

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PÚBLICA
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Anexo A - Requisitos Específicos para a Execução de Serviços com RPAS na


Inspeção de Sistemas de Tocha “Flares”

A.1 Generalidades

A.1.1 Aplicabilidade

A.1.1.1 Este anexo visa apresentar os requisitos específicos a serem atendidos por equipes próprias
ou empresas prestadoras de serviço, seus sistemas de aeronaves remotamente pilotadas e câmeras
utilizadas na inspeção, em atendimento à norma PETROBRAS N-2665, às diretrizes da Autoridade
Técnica em Aviação da Companhia e à legislação brasileira aplicável, expressa através da
ANAC RBAC-E-94 e da DECEA ICA 100-40.

A.1.1.2 Constitui escopo dos serviços, nos casos de contratação, a aquisição e entrega de
fotografias e vídeos obtidos através de RPAS nas instalações da PETROBRAS e, se for o caso, de
termogramas, em meio digital.

NOTA Para os casos de necessidade de realização de termografia, o RPA deve estar equipado
com o recurso de câmera termográfica ou, mediante negociação entre as partes, pode ser
utilizada uma câmera termográfica da PETROBRAS, de acordo com o “payload” do RPA e
tipo de grua. Em qualquer caso, a câmera deve atender os requisitos técnicos mínimos
estabelecidos neste documento.

A.1.2 Definições

a) ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil;


b) ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações;
c) DECEA - Departamento de Controle do Espaço Aéreo;
d) Drone - Originário do inglês “zangão”; termo popularizado pelos veículos de imprensa
para referenciar aeronaves remotamente pilotadas;
e) Equipe de RPAS - Todos os membros de uma equipe com atribuições essenciais à
operação de um sistema de aeronave remotamente pilotada;
f) Estação de Pilotagem Remota - Componente do sistema de aeronave remotamente
pilotada contendo os equipamentos necessários à pilotagem do RPA;
g) LV - Lista de Verificação de identificação do serviço. Documento necessário para
planejamento e execução dos serviços com RPAS em Unidades da PETROBRAS;
h) Operação Além da Linha de Visada Visual (BVLOS – Beyond Visual Line of Sight) -
Operação na qual o piloto não consegue manter o RPA dentro de seu alcance visual
mesmo com ajuda de um observador;
i) Operação em Linha de Visada Visual (VLOS – Visual Line of Sight) - Operação em que o
piloto mantém contato visual direto com o RPA com vistas a manter as distâncias
previstas, bem como prevenir colisões;
j) Operação em Linha de Visada Visual Estendida (EVLOS – Extended Visual Line of
Sight) - Operação na qual o piloto só é capaz de manter contato visual com o RPA com
auxílio de lentes ou de outros equipamentos e precisa do auxílio de observadores;
k) Operador - pessoa, órgão ou empresa dedicada à operação de RPA. Pode ser entendido
como o piloto da aeronave;
l) Operador de Câmera – Profissional responsável pela aquisição de fotos e/ou vídeos
durante a operação de voo do RPA;
m) “Payload” ou carga útil - Capacidade de carga, por parte do RPA, de todos os elementos
não necessários ao voo e pilotagem, porém importantes ao cumprimento de uma missão
específica;
n) Perda de Link - perda da interface de comando e controle com RPA, de tal forma que
impossibilita o controle da aeronave pelo piloto;
o) Piloto - Operador em comando do RPA, responsável pela operação e segurança do voo;
p) RIC – Rede Integrada Corporativa da PETROBRAS;

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PÚBLICA
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q) RPAS: Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (Remotely Piloted Aircraft System) -


O conceito compreende a aeronave (RPA), a estação pilotagem remota e os sistemas de
comunicação entre ambas;
r) RPA: Aeronave Remotamente Pilotada (Remotely Piloted Aircraft) - Veículo projetado
para operar sem piloto a bordo e utilizado para fins não recreativos;
s) RPA Classe 3 - RPA de uso recreativo ou não recreativo, com peso máximo de
decolagem superior a 250 g, mas limitado a 25 kg;
t) SARPAS (Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas) - Sistema
desenvolvido pelo DECEA, acessível via rede, que objetiva facilitar a solicitação e
consequente concessão ponderada do uso do espaço aéreo por parte do RPAS em
acordo com a legislação brasileira;
u) SISANT (Sistema de Aeronaves Não Tripuladas) - Sistema de cadastro obrigatório da
ANAC, acessível via rede, o qual contempla RPAs Classe 3 que operam dentro da linha
de visada visual do piloto (VLOS) e até de 400 pés (120 m) acima do nível do solo. No
cadastro, é necessário apresentar informações sobre o operador e o equipamento. RPAs
Classe 3 que operem no modo BVLOS, EVLOS ou acima de 120 m deverão ter projeto
autorizado pela ANAC e precisam ser registrados e certificados com suas marcas de
nacionalidade e matrícula;
v) Trimagem - Ajuste fino antes da decolagem para deixar o voo mais limpo, eliminando as
tendências indesejáveis dos comandos do RPA, quando os controles estão na posição
neutra. Especialmente necessária para veículos monorrotores;
w) VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) - Termo oriundo do inglês “Unmanned Aerial
Vehicle” (UAV), considerado obsoleto no meio civil da comunidade aeronáutica
internacional, mas de grande penetração no Brasil. O termo tem sido usado
preferencialmente para aeronaves militares.

NOTA Deve ser ressaltado que a terminologia usada para descrever a operação de sistemas de
aeronaves remotamente pilotadas (RPAS), bem como o pessoal e os equipamentos
envolvidos, encontra-se em constante evolução e cada mudança deverá ser objeto de
discussão para revisão destas nomenclaturas em concordância à terminologia adotada
pelos Estados signatários da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional).

A.2 Requisitos

Os requisitos a seguir foram obtidos pela consolidação das características operacionais e técnicas
comuns aos RPAS/drones aprovados após os testes realizados no campo, reuniões com as equipes
de SMS das Unidades clientes, técnicos de operação e especialistas em sistemas de “flare”. Tais
requisitos devem estar em conformidade com as exigências legais brasileiras pertinentes.

A.2.1 Requisitos Legais

a) As estações de pilotagem remota devem ser homologadas junto à ANATEL conforme


Resolução nº 715/2019. Em caso de contratação de serviços, a contratada deve
apresentar comprovação de atendimento a este requisito;
b) As aeronaves remotamente pilotadas (RPA Classe 3) devem estar cadastradas no
sistema SISANT da ANAC. O número de identificação gerado na certidão de cadastro
deve estar acessível na aeronave ou em local facilmente visível, de forma legível e
produzido em material não inflamável. Em caso de contratação, a contratada deve
apresentar comprovação da realização do referido cadastro;
c) Somente serão permitidas as operações com RPAs com registro vinculados à pessoa
jurídica;
d) A solicitação de acesso ao espaço aéreo no sistema SARPAS deve ser enquadrada no
princípio da sombra, mantendo-se o requisito de operar até uma distância máxima do
objeto de inspeção de 30 m. No caso de contratação, a autorização do DECEA deve ser
apresentada pela contratada antes do início das operações;
e) É obrigatória apresentação do registro do piloto no DECEA;
f) É obrigatório, conforme requerido pela ANAC, a apresentação de apólice de seguro para
cobertura contra danos a terceiros nas operações com RPAS (seguro RETA);
g) É obrigatória a execução de análise de risco da operação previamente à emissão da PT;

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PÚBLICA
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NOTA Para o caso de serviços “offshore” recomenda-se que seja realizada análise de risco da
operação antes do embarque. Vide também Requisitos de Segurança.
[Prática Recomendada]

h) Os voos deverão ser executados abaixo de 120 m, considerando o nível da base do


“flare”, realizando sempre operações em VLOS, com o veículo afastado à, no máximo,
500 m horizontais do piloto;
i) O plano de voo pode ser definido no local de testes, antes da execução dos serviços,
considerando as áreas classificadas e definindo as rotas e as áreas interditadas ao voo.
j) É recomendável que empresas contratadas também contem com seguro de CASCO
para o RPA; [Prática Recomendada]
k) Os prestadores de serviço indicados para o atendimento “offshore” devem possuir curso
de CBSP (Curso Básico de Segurança de Plataforma) conforme a legislação em vigor.
No caso da execução de trabalho em altura, será necessária a capacitação segundo a
NR-35.

A.2.2 Requisitos de Sistemas

a) Somente devem ser utilizados RPA que apresentem condições de operação em


ambiente industrial (resistência mínima a velocidade de vento de 36 km/h ou 10m/s);
b) Os RPAs devem contar com sensores de detecção de obstáculos, de forma a minimizar
os riscos de danos pessoais e materiais, apresentar capacidade de retornar ao ponto de
decolagem em caso de falha no enlace de controle do RPA (“Return to Home”) e contar
com sistema de alerta de proximidade de espaços aéreos condicionados e áreas
próximas de aeródromos ou helipontos;
c) No caso de empresa contratada, a mesma deve adotar mecanismos de segurança nos
sistemas operacionais embarcados de forma a minimizar o risco de infecção por vírus
nos respectivos dispositivos, incluindo-se as mídias de armazenamento (usualmente
cartão micro SD). Os mesmos mecanismos também devem visar a proteção
contra-ataques indevidos que possam gerar a perda de controle do RPA;
d) Na inspeção visual devem ser utilizadas câmeras de alta resolução que atendam às
seguintes especificações:

- Mínimo de 16 M pixels efetivos;


- Tamanho de sensor mínimo de 4/3";
- Distância focal mínima de 200 mm em “full frame” (para sensores menores converter
utilizando fator de “crop”). É permitido o uso de lentes adicionais teleobjetivas ou de
zoom ótico para atender a este requisito;
- Possibilidade de geração de vídeos em resolução FHD (Full High Definition) 1080p
(varredura progressiva) @ 30fps (quadros por segundo);
- É desejável a possibilidade de geração de vídeos 4K Ultra HD @ 30fps;
- São desejáveis os recursos de alteração de zoom e de exposição durante o voo.

NOTA 1 Câmeras com menor número de pixels e/ou menor tamanho de sensor que os requeridos,
serão aceitas mediante compensação na distância focal equivalente através de zoom ótico,
desde que igual ou maior a 30x.
NOTA 2 Para câmeras com maior número de pixels, a distância focal equivalente pode ser menor
que 200 mm desde que a resolução das imagens obtidas a uma distância de 10 m seja
igual ou melhor à resolução garantida pelos requisitos mínimos. Ressalta-se, no entanto,
que a distância focal mínima admissível é de 90 mm em “full frame” (para sensores menores
converter utilizando fator de “crop”). É permitido o uso de lentes adicionais teleobjetivas ou
de zoom ótico atender a este requisito.

e) Na inspeção termográfica a câmera de termografia utilizada deve atender às seguintes


especificações:

- Mínimo de 640 x 480 pixels;


- IFOV máximo de 1,3mRad;
- Sensibilidade térmica mínima de 0,5 mK;
- Mínimo limite superior de temperatura imageada de 500 ºC;
- Frequência mínima de 30 Hz.

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A.2.3 Requisitos de Segurança

a) As equipes executoras de serviços de inspeção com RPAS, próprias ou contratadas,


devem contar com um piloto e um operador de câmera, para a pilotagem do RPA e
aquisição de fotos/vídeos, respectivamente;
b) No caso de contratação de serviços, a Unidade deve consultar a base de fornecedores
de serviço da PETROBRAS (família 99.005.500 - Serviço de aquisição de imagens
através de RPAS/Drones). É obrigatória a comprovação de tradição de serviços com
RPAS na indústria de óleo & gás ou petroquímica, em ambiente “onshore” e/ou
“offshore”, de acordo com o detalhamento expresso na família. Este requisito está em
conformidade com a Lei das Estatais;
c) Dentro do previsto no escopo desta norma, o RPA fará decolagens e pousos planejados
em estreita coordenação com as demais operações aéreas da Unidade, buscando
minimizar riscos e interferências e maximizando o tempo útil de execução da atividade.
Esta coordenação deverá ser formalizada através de Análise de Risco Operacional,
conforme disposto na Instrução Suplementar IS nº E94-003/2017 da ANAC;
d) Deverá ser elaborado pelo piloto um documento que contemple a análise preliminar de
risco da atividade e a Avaliação de Risco Operacional, em comum acordo com a
Unidade. Esta análise deverá conter a assinatura do piloto e do responsável pela área de
segurança. No caso de contratação, a área de segurança da empresa contratada
assume a responsabilidade junto ao piloto, devendo haver aprovação da PETROBRAS
previamente à execução dos serviços;
e) Para realização dos serviços em Unidades da PETROBRAS, a equipe própria ou
empresa contratada deverá preencher a LV contemplando as fases de planejamento e
operação. Caberá à gerência da Unidade demandante encaminhar o documento para
análise da Autoridade Técnica em Aviação da PETROBRAS, conforme consta no padrão
PE-1PBR-00792. O modelo de LV a ser adotada encontra-se no referido padrão. Em
caso de atualização do modelo, considerar a versão mais recente;
f) O piloto fica terminantemente proibido de operar um RPA nas instalações da
PETROBRAS se aparentar estar sob influência de bebidas alcoólicas ou entorpecentes;
g) No caso de serviços “offshore”, a equipe própria ou empresa contratada e a Unidade
demandante deverão planejar a missão com a antecedência necessária para realizar o
transporte das baterias em embarcações, tendo em vista a impossibilidade do transporte
de baterias de íon-lítio no interior das aeronaves afretadas para o transporte aéreo
“offshore” da PETROBRAS;
h) Caso a equipe própria ou empresa contratada disponha de sistema de acondicionamento
para o transporte de bagagens com a previsão de extinção de incêndio, homologado por
uma agência reguladora, nacional ou internacional, deverá apresentar a documentação à
Unidade solicitante, para que a mesma proceda as tratativas com a Autoridade Técnica
em Aviação da PETROBRAS possibilitando o transporte aéreo das baterias;
i) Em caso de perda do link de comunicação entre o RPA e a respectiva estação remota de
pilotagem, o piloto deve seguir integralmente o procedimento “Return to Home” (RTH)
descrito pela ICA 100-40;
j) O responsável pelas operações com RPAS deve garantir a devida manutenção do
veículo, seguindo as orientações do fabricante e a geração de registro correlato,
atestando sua condição de aeronavegabilidade. Adicionalmente, no caso de empresa
contratada, a mesma deve dispor de manual de operações (“check list”), contendo os
procedimentos normais e de emergência e limites. O documento poderá ser
desenvolvido pela contratada ou pelo fabricante e deverá conter o plano de manutenção
para o RPA envolvido na operação;
k) Recomenda-se que o RPAS conte com sensores para medição de temperatura de
baterias e ambiente, assim como para medição da velocidade do vento.
[Prática Recomendada]

A.3 Condições de Operação

a) O voo com RPA não deve ser efetuado em tempo chuvoso, com descargas elétricas
atmosféricas ou sob ventos acima dos limites operacionais definidos pelo piloto;
b) É estritamente proibido voar em áreas de aproximação do heliponto e seus arredores, ou
acima de 120 m (400 pés) da base do sistema de tocha. A operação somente poderá ser

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PÚBLICA
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executada após emissão de PT, autorização das equipes de SMS envolvidas na


liberação do serviço e da Autoridade Técnica em Aviação da PETROBRAS;

NOTA Em instalações nas quais a altura da lança ou “pipeflare” supere os 120 m verticais,
recomenda-se que a equipe própria de operação com RPAS ou a empresa prestadora de
serviços consulte o DECEA durante a solicitação de acesso ao espaço aéreo via SARPAS.
[Prática Recomendada]

c) Ninguém pode operar em desacordo às normas de segurança da PETROBRAS


oferecendo riscos às pessoas, ao trafego aéreo, a si próprio ou à planta na
superfície/plataforma;
d) A operação automática de RPAs no desempenho da atividade de inspeção é permitida
nos termos descritos pela ICA 100-40;
e) Não é permitido o uso de navegação autônoma de qualquer forma;
f) O relógio do RPAS deve estar sincronizado com o horário de Brasília – DF, sendo que
os arquivos gerados devem seguir a mesma base de tempo;
g) No caso de empresa contratada, a mesma deverá utilizar o RPAS com todos os
softwares e “firmwares” atualizados e testados previamente, incluindo o “firmware” do
RPA, do controle remoto, das baterias, das câmeras utilizadas e do software de controle
e navegação. Não será permitido o uso da RIC para fins de atualização de software;
h) Durante a trimagem, uma linha demarcatória deve ser estabelecida entre os
espectadores e a área de voo, sendo somente permitindo acesso à área às pessoas
essenciais às operações de voo;
i) Não operar em áreas restritas ou proibidas, a menos que esteja devidamente autorizado
pela Unidade que gerencia e/ou controla a área;
j) A menos que expressamente autorizado, a projeção vertical do RPA na superfície deve
estar afastada a, pelo menos, 30 m de:
- Aérea Classificadas;
- Aeronaves;
- Embarcações;
- Veículos;
- Pessoas não anuentes e não envolvidas na operação;
- Animais de qualquer porte.
k) O piloto só deve comandar a decolagem do RPA se:
- A área for restrita e/ou estiver isolada ao acesso de pessoas não envolvidas na
operação;
- For emitida PT e após autorização do técnico de segurança da Unidade e da
Autoridade Técnica em Aviação da PETROBRAS;
- Julgar que as condições meteorológicas são adequadas à operação de voo;
- A aeronave estiver em condições de manutenção regularizada e não possuir qualquer
restrição que possa vir a afetar sua operação.
l) O piloto só pode comandar pousos ou decolagens em locais previamente definidos e
delimitados (vide Requisitos de Segurança);
m) Como referência de planejamento das missões, cada voo deverá atender as condições
operacionais limitantes à cada projeto de RPA (vento e interferências eletromagnéticas,
por exemplo), ausência de chuva (intensidade maior que chuva fraca ou garoa) e
ausência de poeiras ou partículas sólidas maiores que o tolerável pelo organismo
humano. Se durante o voo forem identificados riscos maiores à vida humana, às
instalações da Unidade ou ao RPA, será responsabilidade do piloto suspender a missão;
n) No caso de empresas contratadas, o piloto deve estar acompanhado por um(a)
técnico(a) da PETROBRAS envolvido(a) no processo;
o) O número de voos realizados durante o dia de serviço é ilimitado, porém a última
operação deve acontecer até antes do pôr do sol;
p) Durante a aquisição de imagens é desejável manter a maior aproximação possível entre
o RPA e o equipamento/estrutura sob inspeção. O limite de aproximação será
estabelecido pelo piloto em função das condições de voo e segurança, ciente de que a
seleção da câmera/lente utilizada deve compensar os efeitos de um distanciamento
maior. Para o “tip” do “flare”, recomenda-se um afastamento máximo entre 10 e 15 m,
considerando-se que os sistemas de imageamento atendem às especificações do item
A.2.2;

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PÚBLICA
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N-2665 REV. D 03 / 2021

q) Para garantir uma relação sinal ruído (SNR) satisfatória para as imagens adquiridas,
recomenda-se que o fator ISO adotado não ultrapasse o valor de 1600. [Prática
Recomendada]

A.4 Registro de Resultados

a) No caso de empresas contratadas, recomenda-se que seja entregue à Unidade


contratante, segundo prazo estabelecido entre as partes, um relatório de atividades
apresentando, no mínimo, as seguintes informações: [Prática Recomendada]
- Local/Unidade onde foi realizado o serviço;
- TAG do equipamento inspecionado;
- Data de início e fim dos serviços;
- RPAS utilizado e sistemas de câmera, com especificações técnicas;
- Nomes dos profissionais envolvidos;
- Campo para assinatura e carimbo dos profissionais da contratada;
- Campo para assinatura e carimbo da fiscalização do serviço;
- Campo para registro de ocorrências relevantes ao serviço.

NOTA O relatório deve conter um descritivo das atividades executadas, sem realização de laudo, a
menos que especificado no instrumento contratual.

b) O serviço não sede ser medido pela quantidade de fotos/vídeos realizados, mas sim pela
entrega de um volume satisfatório de imagens com a qualidade requerida para a
avaliação da PETROBRAS;
c) Toda a coletânea de imagens e vídeos adquiridos deve ser entregue à fiscalização, de
forma organizada e correlacionada com as partes sob inspeção. O modo de
ordenamento do material deve ser decidido em comum acordo entre a contratada e a
fiscalização;
d) A contratada não pode desembarcar ou sair da Unidade com quaisquer imagens
adquiridas nas plataformas e/ou dos “flares” da PETROBRAS. O descumprimento deste
item sujeita a contratada às devidas sanções legais.

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PÚBLICA
-PÚBLICA-

N-2665 REV. D 03 / 2021

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisadas

REV. B
Partes Atingidas Descrição da Alteração

2 Revisada

3 Renumerada

3.1 Incluída

3.5 e 3.6 Removidas e substituídas

3.8 Substituída

3.11 Incluída

3.11.1 a 3.11.3 Incluídas

3.12 Incluída

5.1.1.3 Revisada

5.1.2.1 Revisada

5.2.1 Revisada

5.2.1.2 Revisada

5.2.1.5 Revisada

5.2.1.9 Revisada

5.2.2.1 Revisada

8 (alínea “n”) Revisada

Anexo A Incluído

REV. C
Partes Atingidas Descrição da Alteração

2 Revisada

4.2.1 Revisada

4.2.2 Revisada

5.1.1.3 Revisada

5.1.2.2 Revisada

5.2.1.1 Revisada

5.2.1.6 Revisada

5.2.1.7 Revisada

PÚBLICA IR 1/3
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N-2665 REV. D 03 / 2021

6 Renumerada

6.2 Revisada

6.3 Incluída

6.4 Renumerada

7 (alínea “n”) Revisada e renumerada

Anexo A Revisado

REV. D
Partes Atingidas Descrição da Alteração

1.1 Revisada

Seção 2 Revisada

Seção 3 Revisada

4.3 g) Incluída

4.4.6 Revisada

5.1.1.1 Revisada

5.1.1.2 j) Incluída

5.1.2.1 b) Revisada

5.2.1.2 Revisada

5.2.1.5 Revisada

5.2.1.9 a) Revisada

5.2.1.9 e) e f) Incluídas

5.2.2.3 Incluída

6.1 Revisada

6.2.2 NOTA Revisada

Seção 7 n) Revisada

Seção 7 o) Incluída

A.1.1.1 Revisada

A.1.1.3 Texto transferido para A.2

A.1.2 g) Incluída

A.1.2 p) Alterada

A.2 Texto recebido de A.1.1.3

A.2.1 a) Revisada

A.2.1 c) Incluída

A.2.1 e) Incluída

A.2.1 g) NOTA Revisada

PÚBLICA IR 2/3
-PÚBLICA-

N-2665 REV. D 03 / 2021

A.2.2 b) e c) Incluídas

A.2.2 d) e e) Revisadas

A.2.3 c, d) e e) Incluídas

A.2.3 g) Alterada

A.2.3 h) Incluída

A.2.3 i) e j) Alteradas

A.3 b) Revisada

A.3 c), d), e), f) e g) Incluídas

A.3 k) e l) Revisadas

A.3 m) Incluída

A.4 a) e NOTA Revisadas

Anexo B Excluído na 1ª Emenda

PÚBLICA IR 3/3
-PÚBLICA-

N-2665 REV. D 03 / 2021

1 Escopo

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para a inspeção de sistemas de tocha instalados em
Unidades operacionais da PETROBRAS e suas participações societárias.

1.2 Esta Norma se aplica à inspeção de sistemas de tocha, a partir da data de sua edição.

1.3 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 Referências Normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências
datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as
edições mais recentes dos referidos documentos (incluindo emendas).

ANAC RBAC E-94 - Requisitos Gerais para Aeronaves Não Tripuladas de Uso Civil;

DECEA ICA 100-40 - Aeronaves não Tripuladas Pilotadas e o Acesso ao Espaço Aéreo
Brasileiro;

Instrução Suplementar IS nº E94-003/2017 da ANAC - Procedimentos para Elaboração e


Utilização de Avaliação de Risco Operacional para Operadores de Aeronaves não
Tripuladas;

Resolução nº 715/2019 - Aprova o Regulamento de Avaliação da Conformidade e de


Homologação de Produtos para Telecomunicações;

NR-13 - Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações;

NR-35 - Trabalho em Altura;

PETROBRAS N-1596 - Ensaio Não Destrutivo - Líquido Penetrante;

PETROBRAS N-1598 - Ensaio Não Destrutivo - Partículas Magnéticas;

PETROBRAS N-1951 - Inspeção de Revestimentos de Concretos Refratários Submetidos à


Operação;

PETROBRAS N-2162 - Permissão para Trabalho;

PETROBRAS N-2555 - Inspeção em Serviço de Tubulação;

PETROBRAS N-2820 - Ensaio Não Destrutivo - Radiografia Industrial – Medição de


Espessura em Serviço de Tubulações e Acessórios com Uso de Radiografia
Computadorizada;

PETROBRAS N-2941 - Competências Pessoais em Atividades de Inspeção;

ABNT NBR 15417 - Vasos de pressão - Inspeção de segurança em serviço;

ABNT NBR 15783 - Ensaios não Destrutivos - Radiografia Industrial - Medição de


Espessura em Serviço de Tubulações e Acessórios;

ABNT NBR 15824 - Ensaios não destrutivos - Ultrassom - Medição de espessura;

ABNT NBR 16073 - Ensaios Não Destrutivos - Inspeção Eletromagnética - Cabos de Aço
Ferromagnéticos;

PÚBLICA 2
-PÚBLICA-

N-2665 REV. D 03 / 2021

A.2.3 Requisitos de Segurança

a) As equipes executoras de serviços de inspeção com RPAS, próprias ou contratadas,


devem contar com um piloto e um operador de câmera, para a pilotagem do RPA e
aquisição de fotos/vídeos, respectivamente;
b) No caso de contratação de serviços, a Unidade deve consultar a base de fornecedores
de serviço da PETROBRAS (família 99.005.500 - Serviço de aquisição de imagens
através de RPAS/Drones). É obrigatória a comprovação de tradição de serviços com
RPAS na indústria de óleo & gás ou petroquímica, em ambiente “onshore” e/ou
“offshore”, de acordo com o detalhamento expresso na família. Este requisito está em
conformidade com a Lei das Estatais;
c) Dentro do previsto no escopo desta norma, o RPA fará decolagens e pousos planejados
em estreita coordenação com as demais operações aéreas da Unidade, buscando
minimizar riscos e interferências e maximizando o tempo útil de execução da atividade.
Esta coordenação deverá ser formalizada através de Análise de Risco Operacional,
conforme disposto na Instrução Suplementar IS nº E94-003/2017 da ANAC;
d) Deverá ser elaborado pelo piloto um documento que contemple a análise preliminar de
risco da atividade e a Avaliação de Risco Operacional, em comum acordo com a
Unidade. Esta análise deverá conter a assinatura do piloto e do responsável pela área de
segurança. No caso de contratação, a área de segurança da empresa contratada
assume a responsabilidade junto ao piloto, devendo haver aprovação da PETROBRAS
previamente à execução dos serviços;
e) Para realização dos serviços em Unidades da PETROBRAS, a equipe própria ou
empresa contratada deverá preencher a LV contemplando as fases de planejamento e
operação. Caberá à gerência da Unidade demandante encaminhar o documento para
análise da Autoridade Técnica em Aviação da PETROBRAS, conforme consta no padrão
PE-1PBR-00792-0:2020. O modelo de LV a ser adotada encontra-se no Anexo B. Em
caso de atualização do modelo, considerar a versão mais recente;
f) O piloto fica terminantemente proibido de operar um RPA nas instalações da
PETROBRAS se aparentar estar sob influência de bebidas alcoólicas ou entorpecentes;
g) No caso de serviços “offshore”, a equipe própria ou empresa contratada e a Unidade
demandante deverão planejar a missão com a antecedência necessária para realizar o
transporte das baterias em embarcações, tendo em vista a impossibilidade do transporte
de baterias de íon-lítio no interior das aeronaves afretadas para o transporte aéreo
“offshore” da PETROBRAS;
h) Caso a equipe própria ou empresa contratada disponha de sistema de acondicionamento
para o transporte de bagagens com a previsão de extinção de incêndio, homologado por
uma agência reguladora, nacional ou internacional, deverá apresentar a documentação à
Unidade solicitante, para que a mesma proceda as tratativas com a Autoridade Técnica
em Aviação da PETROBRAS possibilitando o transporte aéreo das baterias;
i) Em caso de perda do link de comunicação entre o RPA e a respectiva estação remota de
pilotagem, o piloto deve seguir integralmente o procedimento “Return to Home” (RTH)
descrito pela ICA 100-40;
j) O responsável pelas operações com RPAS deve garantir a devida manutenção do
veículo, seguindo as orientações do fabricante e a geração de registro correlato,
atestando sua condição de aeronavegabilidade. Adicionalmente, no caso de empresa
contratada, a mesma deve dispor de manual de operações (“check list”), contendo os
procedimentos normais e de emergência e limites. O documento poderá ser
desenvolvido pela contratada ou pelo fabricante e deverá conter o plano de manutenção
para o RPA envolvido na operação;
k) Recomenda-se que o RPAS conte com sensores para medição de temperatura de
baterias e ambiente, assim como para medição da velocidade do vento.
[Prática Recomendada]

A.3 Condições de Operação

a) O voo com RPA não deve ser efetuado em tempo chuvoso, com descargas elétricas
atmosféricas ou sob ventos acima dos limites operacionais definidos pelo piloto;
b) É estritamente proibido voar em áreas de aproximação do heliponto e seus arredores, ou
acima de 120 m (400 pés) da base do sistema de tocha. A operação somente poderá ser

PÚBLICA 14

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