RESUMÃO
RESUMÃO
IMPORTANTE:
Medidas auxiliares
Radiografias Paciente falou ou chorou? geralmente a via
Procedimentos diagnósticos aérea está permeável
Estudo de vacinação antitetânica Todo politraumatizado merece a oferta de
Reavaliações e monitorização oxigênio por meio de máscara 10-12L/min
Medida auxiliar – oximetria de pulso
Analgesia: Paciente em coma – queda de base da língua
(obstrução) indicação de via aérea definitiva
Opióides intravenosos
Remover corpos estranhos e secreções –
Apenas no exame secundário com paciente
aspirador rígido
estável
Etiologia de obstrução da via aérea:
Transferência para tratamento definitivo: local
Exposição: adequado para tratamento adequado e acordos de Trauma de face
Despir o paciente transferência Trauma cervical
Avaliação do dorso, períneo e extremidades IMPORTANTE: Trauma da laringe
Cuidar com hipotermia leva a coagulopatia Glasgow menor ou igual a 8, temos queda de base da
o Usar cobertores e mante térmica Escalas de trauma:
língua, obstrução de via aérea.
Exames radiológicos no exame primária: RX de tórax e RTS – escala apenas com dados fisiológicos
IMPORTANTE:
de pelve ISS – apenas escala com dados anatômicos
TRISS – mais utilizado, unindo parâmetro Via aérea do queimado:
Avaliação secundária: fisiológico, anatômico, idade do paciente e
mecanismo do trauma (penetrante ou contuso) Lesões inicialmente podem não se manifestar, e
Após terminar a avaliação primária quando for entubar já não consegue mais
Paciente estável ou tendendo a estabilização Lesão por inalação
o Quemadura de face
o Chamuscamento de vibrissas nasais
o Chamuscamento de cílios
o Escarro carbanáceo
Avaliação neurológica: Mesmo que o paciente fale ou
chore, ele merece a via aérea
definitiva
Tratamento: Compressão cda cartilagem – reduz risco de Pode ser feita cricotireoidostomia por punção
vômito ou cricotireoidostomia cirúrgica
Técnicas de manutenção da via aérea:
Uma grande ajuda é o uso de um guia (Boungie) Punção na laringe
Remover corpos estranhos e secreções por meio fio que auxilia na passagem do tubo de o Cartilagem cricoide abaixo da
de aspirador rígido oxigenação cartilagem tireoide (pomo de adão) e
Elevação do queixo – chin lift – e protrusão da entre elas temos o ligamento cricóideo
Intubação nasotraqueal:
mandíbula – jaw thrust (local onde é feito o acesso)
o Jaw thrust é melhor no Paciente pode tolerar melhor, ficar mais Indicações:
politraumatizado por conta da diminuir tempo... o Abordagem alternativa –
o risco de lesão cervical Não pode ser usada quando em suspeita de impossibilidade de IOT (como em um
o Ajuda o paciente a tirar a queda de base fratura de base de crânio trauma de face grave)
da língua Habitualmente é feito de forma eletiva e em Crianças menores de 12 anos tem
Intubação orotraqueal:
Cânula orofaríngea (guedel) – medir da centro cirúrgico; contraindicação a cricotireoidostomia
o Precisa-se observar as cordas vocais
comissura labial até o lóbulo da orelha para Pode ser feita a intubação às cegas na urgência cirurgica; a cricotireoidostomia por punção
para ser feita a intubação de maneira
saber o tamanho Paciente para usar na urgência, precisa estar pode ser feita em todas as faixas etárias
adequada
o No adulto insere com a concavidade respirando ainda não pode estar em apneia o Agulha da punção é fina paciente
o Confirmar o correto posicionamento da
voltada para palato e depois faz o giro (precisamos ver o ar saindo pelo tubo para saber precisa de 1s de inspiração e 4s de
cânula saber se está no esôfago ou
o Muito boa para vencer a queda da base que a corda vocal está aberta) expiração (relação 1:4) para diminuir o
na traqueia (a melhor maneira é
da língua risco de hipercapnia
associar a um capnógrago para saber –
o Problema – causa repulsa (paciente Dispositivos auxiliares: o Entre 30-40min o paciente precisa de
dosagem do CO2 expirado, porém pode
deve estar totalmente inconsciente) e outra via aérea (punção é somente por
ser por ausculta também) Máscara laríngea: se a boca abre e não tem uma
induz reflexo do vômito esse tempo, precisamos depois ir para
o Intubação seletiva – introdução demais disjunção maxilo facial, podemos utilizar
Cânula nasofaríngea: introduzida pelo nariz e cirúrgica ou paciente estar no centro
do tubo e ele ganha um brônquio fonte fica na orofaríngea
visa vencer também a queda de base da língua cirúrgico)
(geralmente do lado direito) RX o Com ela se manda ar para esôfago e
o Paciente aceita melhor que o Guedel Se suspeita de obstrução de via aérea – diminuir
ajuda na visualização traqueia tem risco de
o Não pode usar em suspeita de fratura de o fluxo de oxigênio
broncoaspiração
base de crânio Sequência de intubação rápida: Complicações: sangramento, deslocamento da
o Resgate de vias aéreas em situações
Máscara de Venturi: oferta de oxigênio cânula, ruptura pulmonar, pneumotórax
Paciente que aceitou guedel, geralmente não vai eletivas; conduta de exceção durante o
suplementar ao paciente A cricotireoidostmia cirúrgica vai no mesmo
precisar de sedação trauma
o Máscara associada a uma válvula de local e colocar uma cânula sem cuff
Paciente com reflexo presente, fazemos essa Tubo esôfago-traqueal de 2 vias (combitube):
venturi que leva a uma alta tensão de preferencialmente
sequência o Tubo com uma via gástrica e uma
oxigênio laríngea
Também chamada de sequência com uso de IMPORTANTE:
Ventilação com máscara (ambu) – paciente sem o Oclui o esfíncter superior do esôfago
drogas
capacidade de garantir sua ventilação o Muito traumática – não usar em criança
o Guedel e cânula nasofaríngea facilita e pacientes com menos de 4kg, lesa
não ter resistência ao ambu muito a mucosa oral
Em tempos de COVID-19: o Hoje é mais utilizada a máscara
laríngea intubante
Bolsa máscara reinalante em sistema fechado
Ambu com filtro de barreira Via aérea cirúrgica:
o Diminuir o risco de produção de Paciente em que nãos e consegue intubar
aerossóis Membrana cricotireoidea – menor distancia da
Via aérea definitiva: via aérea para o meio exterior
Classificação – morfologia: Evitar a lesão secundária – principal objetivo Calota: eventualmente pode não ter lesão
Avaliação inicial: intracraniana associada
o Indicação cirúrgica: afundamento
ABC é fundamental de ser estabilizado como ósseo maior, sinais de hipertensão
prioridade TCE LEVE (GCS 13-15): intracraniana, perda de líquido
D – disability 80% dos pacientes com TCE cerebroespinhal, fraturas expostas
o Reconhecer sinais de aumento da PIC 3% vão apresentar disfunção neurológica grave o Tipos: lineares, estreladas, com
de acordo com escala de coma de com a evolução afundamento, sem afundamento,
Glasgow e reação pupilar A tomografia é o ideal – porém temos alguns fechada e exposta
critérios: idosos, uso de antiagregantes Fratura de base de crânio:
Mais comum ter lesão intracraniana sem fratura plaquetários ou anticoagulantes, vômito, o Sinal do guaxinim (equimose
cefaleia intensa, perda de memória... periorbitária) e sinal de Battle ou da
Aumento da pressão intracraniana pode ficar maior que batalha (equimose retroauricular)
a pressão de perfusão, levando a isquemia dos neurônios o Porém, não é errado pedir a TC a todos
os pacientes o Alta suspeita clínica
ainda não lesados causa lesão secundária. o Cuidado com sonda gástrica (não pode
o Solicitar TC sem contraste (sangue
ABC é fundamental paciente não pode estar agudo é branco) passar sonda nasogástrica, somente
hipovolêmico para poder ter a perfusão cerebral Na indisponibilidade de tomografia, podemos orogástrica)
fazer observação o TC coronal é melhor
Fisiopatologia:
o Geralmente tratamento ósseo Hematoma subdural crônico: Tratamento clínico do TCE:
conservador o Visualizamos de forma escura ao invés
Evitar lesão secundária – estabilidade da vítima
de branco (diminuição do ferro – fez
Hematomas: e via aérea definitiva em TCE grave
absorção)
Soluções salinas hipertônicas são descritas,
Hematoma extradural:
porém não são recomendadas pelo ATLS
Hiperventilação – moderada – pCO2 25mHg
Manitol – recomendada para vítimas com
iminência de herniação (pupilas normais que
evoluem a dilatadas ou hemiparesia/pupilas
dilatadas e não reativas e não hipotensos (cada
vez mais, menos utilizados)
o Quando se tem piora neurológica
o Diurético osmótico
Esteroides – não tem evidência
Ferimentos penetrantes de crânio:
Hematoma intracerebral: Barbitúricos – elevação da PIC refratária
Fenitoína – quando com convulsões (nunca de
forma profilática)
Fazer avaliação do neurocirurgião
Tratamento cirúrgico:
Aliviar hematoma
Lesões de couro cabeludo
Fraturas cm afundamento de crânio
Lesões intracranianas de massa
Hematoma subdural:
5. ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
o Da carótida interna se ramifica a
Doenças cerebrovasculares cerebral média (maior incidência de
AVC)
Quando uma única lesão, podemos fazer o tratamento
cirúrgico. Se múltiplas lesões, geralmente não. Sistema vertebrobasilar:
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL:
Lesões intracranianas difusas: Polígono de Willis
Clinicamente definido pela presença de déficit Artéria vertebral (uma de cada lado) se une para
São mais comuns que as focais neurológico de instalação súbita formar a artéria basilar (repousa no tronco
Mecanismo – aceleração/desaceleração Pode ser: hemorrágico (coloração mais branca) cerebral)
Concussão leve, contusão cerebral clássica e ou isquêmico (mais acinzentado) De cada lado da artéria basilar forma uma
lesão axonal difusa (TC normal) Epidemiologia: artéria cerebral posterior
Cada cerebral posterior vai originar a artéria
Incidência de 750 mil pessoas ao ano nos EUA comunicante posterior
Prevalência de 4 milhões de sobreviventes A artéria comunicante posterior faz a
Terceira causa de mortalidade no mundo comunicação com a artéria carótida interna, que
Primeira causa de mortalidade no Brasil é de onde sai a formação da artéria cerebral
Principal causa de incapacidade: 70% não média
retornam ao trabalho Temos também a artéria cerebral anterior que é
ligada pela comunicante anterior
Sistema carotídeo:
IMPORTANTE:
o Cardiopatias dilatadas – aumentam a o Carótida – costumam ter relação com
musculatura e diminui a contratilidade, síndrome de Horner
podendo formar estase de sangue o Mais comum em jovens
o Podemos ter trombos nas válvulas por o Esportes e movimentos bruscos podem
conta de placas, tromboses de próteses ter relação, além e colagenoses
e mecanismos infecciosas o Uma das camadas sofre um
o Placas na aorta rompimento, formando um
o Mixoma sangramento, estenosando a luz do
o Persistência do forame oval patente – vaso causando os sintomas ou o
pode estar relacionado, mas ainda é hematoma trombosar, subir e formar o
bastante controverso (recomenda-se AVC
seu fechamento de acordo com
Artéria cerebral média: irria áreas muito Síndromes clínicas:
tamanho e fluxo grandes, além da Síndrome de Wallenberg:
especificas para motricidade, linguagem
formação de aneurismas) o Mais comum
(hemisfério esquerdo)
o Êmbolos podem se implantar em vasos o Acometimento na parte lateral do bulbo
calibrosos ou na pequena circulação o Déficit do lado esquerdo facial e déficit
cerebral do lado direito MMSS e MMII
Ateroembólico: o Hipoestesia é térmico-dolorosa (não é
o Placa se forma na artéria, e uma parte um déficit sensitivo tátil)
pode romper e ir para uma circulação o Alteração da marcha
distal o Pode ter também acometimento de
o A própria placa pode acabar obstruindo pares baixos, hipoglosso e alteração na
o vaso fala (disartria)
7. QUEIMADURAS
Queimaduras
Avaliação inicial:
Grande frequência de queimados em extremos de idade,
sendo que crianças pequenas se queimam muito por Alterações hemodinâmicas:
acidentes domésticos, enquanto idosos são vítimas por
diminuição da capacidade cognitiva.
Lesão de via aérea baixa – formação de um Mais sujeito a hipotermia, com risco de
quadro de pneumonia química coagulopatia aquecer o paciente de forma Por conta do quadro de ílio paralítico, podemos
adequada precisar de outro tipo de nutrição associada a
IMPORTANTE: nutrição enteral no inicio do tratamento (como
Tratamentos específicos:
A pneumonia por inalação é química, sendo que uma parenteral).
o diagnóstico definitivo se dá por broncoscopia Não esquecer do antitetânico
IMPORTANTE:
(porém, o diagnóstico é clínico)
Raramente a broncoscopia não faz diagnóstico
– cintilografia de ventilação com xenônio-133
pode ser útil nesses casos
Fasciotomia e escarotomia:
Ressangramento
Mortalidade
Tempo de internação
IMPORTANTE: Otimizar recursos e custos
Não há nenhuma classificação que exclua a necessidade
de um procedimento para um paciente, ela vai servir de
forma a dar um direcionamento
Escala de Rockall:
Abordagem inicial:
o Abordagem sempre na sala de Transfusão de hemoderivados:
emergência
o Estratificação de risco
o Preparo para endoscopia
Tratamento hemostático e diagnóstico
definitivo: endoscopia digestiva alta e
internação em UTI (principalmente se ainda
não feita a EDA, porque não sabemos se o
paciente parou de fato de sangrar)
Endoscopia digestiva alta:
Tempo porta-agulha:
o Em quanto tempo fazer a trombólise
o Até 30 minutos (diretriz europeia
coloca até 10min)
Tempo porta-balão
o Em quanto tempo fazer a angioplastia
o Até 90 minutos ou até 120 minutos no
Parede dorsal/posterior na verdade são parede caso de transferência
lateral
Angioplastia é melhor, sendo de preferência por stent
Supra de parede inferior – fazer derivações adicionais a farmacológico (reduz a chance da formação de novos
direita. trombos na coronária) e a via radial é superior a via
4ª definição universal de infarto: femoral.
Angioplastia primária:
Além do bloqueio de ramo esquerdo novo ou
presumivelmente novo, o bloqueio de ramo Idealmente deve ser solicitada para sintomas
direito novo ou presumivelmente novo iniciados a menos de 12hrs
correspondem como um infarto com supra o Se mais de 12hrs e paciente com dor ou
Elevação acima do percentil 99 da troponina + instável, ainda podemos fazer
pelo menos 1 das seguintes condições: Preferir ela também em paciente com disfunção
o Sintomas de isquemia miocárdica
10. SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS ventricular grave ou choque cardiogênico
o Nova alteração no ECG Primeiro tratar o vaso culpado outras lesões
o Desenvolvimento de onda Q patológica significativas devem ser tratadas em um outro
Náuseas, vômitos, sudorese e dispneia
o Imagem com nova perda de miocárdio
Síndrome coronariana aguda Pode melhorar com uso de nitratos viável ou anormalidade no movimento
procedimento na mesma internação ou logo
após a alta
com supra de ST Atenção com quadros atípicos – mulher, idoso, de uma parede (correspondente a
diabético, transplantados cardíacos, Não aspirar o trombo de rotina não tem
isquemia) benefício
demenciados... o Trombo coronariano no CATE ou
o Dor de estomago necropsia Trombolíticos:
No supra de ST temos a oclusão total da coronária, e
o Desmaio
com isso leva-se a uma lesão transmural em todo o Não aguardarás a troponina no IAM com supra de ST Opções: estreptoquinase (mais barata, porém
ventrículo. Paciente com dor torácica principal exame é o ECG, tratar o paciente inferior), alteplase, reteplase e tenecteplase
tendo o tempo porta-eletro de 10min (ECG feito e (melhor de todos)
Uma das principais emergências clínicas na interpretado em até 10 minutos) Onda T de Winter – onda T apiculada com
medicina Critérios de reperfusão (avaliar de 60-90min
infrada (equivalente ao supra de ST, paciente após infudir)
Na prova o paciente vai ter fatores de risco tem a coronária anterior obstruída)
Quadro clínico: o Redução do supra em mais de 5%
clássicos no quadro Infra de V1 a V3 fazer derivação posterior o Melhora da dor
Dor em região precordial, aperto, queimação e O supra de ST deve ter pelo menos 1mm em pelo menos (V7, V8 e V9), para avaliar imagem em espelho o Arritmias de reperfusão (como ritmo
peso 2 derivações contíguas, exceção de V2 e V3: Classificação de Killip e Kimball: análise dos sintomas idioventricular acelerado)
Irradiação para braços, pescoço e mandíbula
do paciente com supra
Duração superior a 20min
Quando o paciente não conseguiu reperfundir Em paciente sem sinais de IC e nem de baixo
com trombólise encaminhamos para débito
angioplastia de resgate Preferencia por VO e em paciente com baixo
risco de choque cardiogênico
Atualmente o paciente com IAM com supra, por mais
Uso EV: em hipertensão e isquemia recorrente
que ele tenha a trombólise perfeita, ele precisa ser
(porém, pouco utilizado)
encaminhado em até 24hrs para realizar o cateterismo
Contraindicações:
(não dar alta para o paciente sem ter feito o cateterismo).
o FC <60bpm
Contraindicações ao trombolítico: o PAS <100mmHg
o BAV de segundo e BAVT
Não prescrever ataque de clopidogrel para pacientes co
o Classe Killip>II
mais de 75 anos submetidos a trombólise
IECA ou BRA:
Inibidor da GP IIb/IIIa:
Nas primeiras 24hrs
Ticagrelor: Paciente com alta carga trombótica ou fluxo Paciente com IC e disfunção sistólica
o A troca de clopidogrel para ticagrelor lento após a angioplastia
pode acontecer nas primeiras 24hrs Principalmente em paciente com HAS e DM e
Feito pelo hemodinamicista IAM anterior
o Efeito colateral – dispneia
Prasugrel: Oxigênio: Iniciar em doses baixas
o Só pode usar em paciente com Deve ser considerado para todos os pacientes
Ofertar somente quando a saturação for menor Se houver intolerância ao IECA, o BRA com
anatomia coronariana conhecida
que 90% valsartana é uma boa opção
o Contraindicações absolutas: AVC ou
AIT prévio Excesso de O2 aumenta o risco de IAM e
arritmias Espironolactona:
o Contraindicações relativas: peso <60kg
ou idade maior ou igual a 75 anos Dor: Paciente com FE menor ou igual a 40% com IC
e/ou DM
Nitratos: Já em uso de IECA e betabloqueador
o Uso em dor isquêmica, congestão Atenção com função renal e hipercalemia
pulmonar e hipertensão
o Não usar em paciente com hipotensão, Estatinas:
bradi ou taquicardia (paciente pode
O quanto antes
estar chocando) e pacientes que usaram
Após uma SCA – todo paciente vira Muito alto
inibidores da fosfodiesterase
risco e devemos usar estatinas de alta potência
Morfina: não usados de rotina (somente quando
para chegar a um LDL < 50mg/dL
não melhorar com nitrato) porque podem
Dupla antiagregação plaquetária prevenção aumentar mortalidade Bloqueadores dos canais de cálcio/BCC:
secundária:
IMPORTANTE: Usados em pacientes com contraindicação ao
AAS para todos os pacientes já quando Anticoagulação: betabloqueador (como DPOC grave)
diagnosticar o paciente Infarto do ventrículo direito:
o Usar BCC não diidropiridinco –
Heparinas o V3R e V4R – V7, V8 e V9
verapamil e diltiazem
o HNF: preferencia no caso da o Coronária direita é a culpada em 80%
o Controle dos sintomas anginosos
angioplastia e infundido na sala de dos casos
Não dar nifedipina de ação curta porque causa
hemodinâmica o Supra maior ou igual e 0,5mm
hipotensão, ativação simpática e taquicardia
o HBPM: IMPORTANTE o Não utilizar nitrato
Manter o paciente ter alta ou O VD nasceu para trabalhar Paciente estável e desestabiliza complicações
até ele faze angioplastia – com volume nitrato causa mecânicas:
depois deixamos em dose venodilatação, diminuindo
profilática retorno venoso e diminuindo o Insuficiência mitral aguda:
volume o Ruptura do músculo papilar e cordas
o Na prova, geralmente vai ser dito que o tendinosas
paciente está com pulmão limpo o Paciente tem um quadro de edema
o Paciente pode ter bradicardia por agudo de pulmão
reflexo (tende a ser reversível) o Nem sempre tem sopro
Ruptura do septo interventricular:
Betabloqueador: o Shunt esquerdo-direita
Nas primeiras 24hrs
o Paciente vai ter hipotensão por não o Angina de aparecimento: pelo menos o Pode aumentar em outros quadros
ejetar sangue CCS III e recente com início hpa 2 como emergência hipertensiva, IC
o IC biventricular meses aguda, miocardite, taquiarritmias, TEP
o Sopro holossistólico BEEB o Angina em crescendo: angina prévia, e dissecção de aorta
Ruptura da parede livre do VE: que aparece com mais frequência,
o Tamponamento cardíaco e vai parar em episódios de maior duração e menor
AESP limiar
o Tratamento – pericardiocentese e Dor semelhante a um IAM antigo
enviar o paciente para cirurgia de
ABCD:
emergência
____________________________________________ Estratificação – angina instável:
Critérios:
o Infra de ST maior ou igual a 0,5mm em Risco de sangramento:
2 derivações contíguas
o Inversão de onda T maior ou igual a Marcadores de injúria miocárdica:
1mm em 2 derivações contíguas Na disponibilidade da troponina nenhum outro
Infra de ST não tem boa acurácia para localizar artéria MIM necessita ser solicitado para fins
culpada. diagnósticos
Troponina ultrassensível – pode detectar
ECG normal não descarta SCA quantidades de troponina 100x menor que a
Estratificação pontual:
troponina menor, além de ter um maior VPM
Recomendação da diretriz:
o Coletar na admissão e depois em 1hr ou
o As derivações V3R e V4R e V7-V9
até 2hrs
devem ser realizadas em pacientes que
Troponina convencional:
permanecem sintomáticos e que
apresentem ECG não diagnóstico o Solicitar na admissão e repetir pelo
menos 1x (3-6hrs) caso a primeira
Dor: dosagem seja normal ou pouco elevada Oxigênio suplementar:
Sintomas agudos IMPORTANTE: Oferecer apenas quando a saturação estiver
Angina instável: menor que 90%
Troponina elevada não é igual infarto
o Angina em repouso: duração
significa injúria miocárdica: Dor:
>20minutos, há cerca de 1 semana
Nitrato
Paciente com risco intermediário e alto
o Fazer teste não invasivo IECA – BRA – Antagonista da aldosterona:
ainda sintomáticos
o Principamente pacientes com Risco intermediário e alto:
congestão e hipertensos AAS + segundo antiagregantes (clopidogrel)
o Dinitrato de isossorbida 5mg até 3 o Clopidogrel – ataque de 300mg e
doses manutenção de 75mg/dia
o Não usar em pacientes hipotensos e Pró droga – demora mais para
nem que fizeram uso de inibidores de metabolizar
fosfodiesterase nas últimas 24-48hrs Resistencia genética em 30%
Morfina: o Ticagrelor: ataque de 180mg e
o Se nitrato não funcional manutenção 90mg 12/12hrs
o 2-4mg a cada 5min Superior ao clopridogrel
Antiinflamatório é proscrito na SCA por aumento da EC: tosse, dispneia e Evitarás o crossover entre heparinas não ficar Estatinas:
mortalidade. bradicardia trocando uma pela outra por aumentar o risco
o Suspender clopidogrel e ticagrelor 5 Peril lipídico nas primeiras 24hrs
hemorrágico Muito alto risco
IMPORTANTE: dias antes de uma possível cirurgia
o Prasugrel Betabloqueador: Estatina de alta potência independentemente do
CATE de urgência – imediato (em até 2hrs) LDL
Pacientes com anatomia
o Somente em pacientes de muito alto VO nas primeiras 24hrs em pacientes com Meta do LDL <50mg/dL
coronariana conhecida/após o
risco: instabilidade hemodinâmica, baixo risco de choque cardiogênico
cateterismo Glicemia:
choque cardigoênico, angina refratária Contraindicações:
Ataque 6mg e manutenção
ou recorrente, IC aguda, arritmias o Ntervalo PR > 240ms
10mg 1x/dia Mensurar na admissão
malignas e PCR e alterações dinâmicas o FC <60bpm
Superior ao clopidogrel (SUS) Glicemia >180, considerar protocolo de
recorrentes do ST o PAS<90-100mmHg
Suspender 7 dias antes de uma insulina
o BAV de segundo e BAVT
Pacientes de alto risco: cirurgia Cuidado com a hipoglicemia
o Killip >2
o Manter dupla antiagregação por pelo
Estratégia invasiva precoce (<24hrs) menos 12 meses Síndrome de Wellens: alteração de alto risco, não
Bloqueadores dos canais de cálcio:
GRACE <140 precisando de CATE na urgência (somente nas
Aumento ou queda da troponina compatível Pacientes de muito alto risco: não realizar pré- Angina de Prinzmetal – causada por espasmo primeiras 24hrs) lesão na artéria descendente anterior
com IAM tratamento com um segundo antiplaquetário (Ip2y12) coronariano (não pode usar betabloqueadores)
medicar após realização do cateterismo quando a Alteração de onda T sobe e desce
Alterações dinâmicas do segmento ST ou onda
anatomia coronariana for conhecida e intervenção Dor torácica
T
coronariana percutânea for programada
Supra de aVR + infra difuso: alteração de alto risco que
Risco intermediário:
Pacientes de alto risco: pede por CATE nas primeiras 24hrs
Estratégia invasiva tardia (<72hrs)
Não há indicação rotineira de se iniciar iP2Y12 Possível lesão de tronco de coronária ou de
como pré-tratamento (esperar cateterismo) início da artéria descendente anterior
Heparinas:
As estratégias farmacológicas são o uso de Atualmente, podemos concluir que uma vez
inibidores de bomba de prótons (IBP), iniciada insulinoterapia endovenosa (método de
bloqueadores histamínicos H2 e o sucralfato. escolha em pacientes críticos), uma meta entre
Recomenda-se nos pacientes com via oral 140-180mg/dL é razoável para a maioria dos
permitida optar por IBPs que são mais custo- pacientes; não existe recomendação no
efetivos e possuem maior eficácia para manter momento para controle estrito de
o pH gástrico superior a 4. Nos indivíduos que glicemia(entre 80-110mg/dL) em pacientes
só puderem receber medicação EV, os internados em UTI; deve ser realizada a
bloqueadores H2 revelam-se escolha mais monitorização freqüente de glicemia capilar a
custo-benéfica. fim de detectar episódios de hipoglicemia e
obter controle glicêmico adequado.
Glucose control (controle glicêmico): O paciente
crítico comumente desenvolve um estado
IMPORTANTE:
Exame de imagem:
Tomografia computadorizada
Radiografia simples o Melhor exame para fornecer o
o Sempre pedir 3 incidências quando for diagnóstico
solicitar o IMPORTANTE:
Ressonância magnética
Os que dão certo, ainda recidivam na maioria
das vezes
IMPORTANTE:
Ultrassonografia
o Não há exposição a radiação – gestante Tratamento padrão – apendicectmia (cirurgia é
e crianças o tratamento definitivo) via laparoscópica é
o Sensibilidade e especificidade variam a de escolha
muito nos estudos – operador
dependente
o Apêndice não visualizado em 25-35%
Laparoscopia:
dos exames ou ter uma visualização
o Diagnóstica e terapêutica
apenas parcial
o Invasivo como diagnóstico
o Realizado principalmente em mulheres
Colecistite – infamação da vesícula anatomia, como paciente que Cirurgia de urgência e não eletiva (embora pode
(colecistopatia crônica calculosa) está com muita inflamação) esperar mais que uma apendicite)
Litíase da via biliar principal ou coledocolítiase Laparoscopia é a via de escolha, sempre de
Colecistolitíase sintomática e Colecistite:
forma precoce
Colecistolitíase: cálculo na vesícula biliar
Geralmente uma contração dolorosa da vesícula Colecistostomia – paciente com choque séptico,
O mais frequente é que o paciente seja biliar após uma alimentação gordurosa gravemente enfermo puncionar e esvaziar a
assintomático Aperto no epigástrio, região de hipocôndrio vesícula biliar e associar a antibiótico, para
direito ou região dorsal com possíveis vômitos fazer a colecistectomia posteriormente (feito
IMPORTANTE: somente em paciente muito instável)
Dor constante – não é bem uma cólica
O melhor exame para diagnóstico de cálculos Se o cálculo voltar para o lugar (está impactado) Outros tipos de colecistite aguda:
biliares é a ultrassonografia primeiro exame – dor melhora e não desenvolve inflamação
Achado – imagens Tratamento com sintomáticos Alitiásica – sem cálculo na vesícula biliar (por
hiperecogênicas/hiperecóicas com sombra Colecistite aguda: sofrimento da parede, pode exemplo, alguma infecção e nutrição
___________________________________________ acústica posterior, móveis a mudança de ter edema e tardiamente pode acontecer parenteral)
decúbito no interior da vesícula biliar, sem infecção bacteriana (bile inicialmente é estéril, o Nesse caso podemos fazer a
COLECISTITE E COLANGITE alterações inflamatórias mas com sua estase, pode ter uma infecção cintilografia não vamos identificar a
AGUDA secundária) vesícula, mostrando que ela está
Tratamento: o Além da dor típica, temos sintomas entupida
A principal causa se dá por conta de presença de inflamatórios locais Enfisematosa – necrose gasosa da vesícula
Tratamento clínico – não é usado de rotina no
cálculos nas vias biliares, sendo outras possíveis causas o Dor muito semelhante a da cólica biliar biliar, sendo um quadro gravíssimo precisando
Brasil
infecções e tumores. o IMPORTANTE: alteração mais de cirurgia imediata
Expectante
importante na Colecistite aguda é o
Cálculos biliares: Cirúrgico – prós e contras Colangite:
sinal de Murphy ponto cístico com
o Alguns pacientes tem muito risco de
Doença muito prevalente, que vem crescendo palpação profunda segurando, pede Inflamação da via biliar principal (não da
desenvolver complicação, devendo ser
com a idade e mais frequentemente em para o paciente inspirar e com isso a vesícular)
operado – por exemplo pacientes
mulheres (sobretudo por conta da progesterona) vesícula toca na mão do examinador e Fatores predisponentes: obstrução ao fluxo de
imunossuprimidos ou diabéticos
Origem: vesícula biliar onde tem o acúmulo o Pacientes muito jovens – melhor operar
ele interrompe a respiração bile que leva a estase e proliferação bacteriana
de bile e onde é concentrada em até 10 vezes o Espessamento da parede vesicular cm que causa colangite
o paciente (tem muita chance ao longo
(casos de exceção irão se formar na via biliar – possível delaminação (sinal específico o Principal causa é a coledocolítiase
da vida de ter alguma complicação)
via biliar doente) mais importante – não deixa dúvida que o A maioria é por translocção bacteriana
o Cálculo muito pequeno (< 0,5cm) –
Vários tipos diferentes: são feitos basicamente seja uma inflamação) e pode ter uma do intestino, sobretudo se o paciente
tem muito risco de desenvolver uma
dos solutos em desbalanço na bile (água, sais e coleção perivesicular tiver uma disposição hepática
complicação, logo deve ser retirado
pigmentos biliares, colesterol e fosfolípides) o Tomografia – pode mostrar, porém é de associada
o Paciente com pólipo associado – retirar
o Colesterol – mais comum (pessoa que forma menos específica Colangite aguda simples
o Paciente com cálculo muito grande –
perde peso, efeito sanfona apresentam retirar o cálculo Colangite supurativa tóxica
Diretrizes de Tóquio 2018 – critérios diagnósticos da
tendência por conta do colesterol ser o Se sugerir inflamação no exame de Colecistite: IMPORTANTE:
eliminado pela bile) imagem – retirar também
o Pigmentares negros – Colecistectomia videolaparoscópica – padrão Colangite simples – Tríade de Charcot
radiotransparentes (geralmente ocorre no paciente assintomático Colangite tóxica – Pêntade de Reynolds
em pacientes com hemólise, fígado em o Bile é secretada normalmente no
mal funcionamento, cirrose hepática) intestino – paciente pode ter uma certa
o Sais biliares intolerância a gordura e desenvolver
Vesícula biliar par ética – como na doença de quadros diarreicos
chagas, lesão do nervo vago – tendência a o Colangiografia intraoperatória –
formar cálculo radiografia contrastada das vias biliares
O caminho das pedras: para avaliar alterações da anatomia,
forma e calibre das vias biliares, falha
Se formam na vesícula de enchimento e se contraste se avalia
Cole – se refere a bile de forma adequada pela via biliar
Colecistolitiase – cálculos na vesícula biliar Alguns fazem de forma
Colelitiase – calculo biliar (pressupõe-se que rotineira (segurança do Suspeito: 1 item A + 1 item B
seja na vesícula, por ser o local mais comum) cirurgião) enquanto outros Definitivo: 1 item A + 1 item B + 1 item C
Colecistopatia – doença na vesícula biliar preferem realizar de forma
(pressupõe-se que seja a colecistopatia seletiva (altas chances de IMPORTANTE:
calculosa, porque é a mais comum) coledocolítiase ou dúvida na Tratamento da colecistite aguda:
leva ao aumento da deposição de Forma hipertônica; Permite ver a presença e local do abscesso
elastina o Camada muscular espessa e Ver se tem o comprometimento de outros
hipertrofiada órgãos
As áreas de fraqueza ocorrem nas áreas de penetração
o Mais em jovens e constipados Guia para drenagem de coleções
da circulação (vasos retos), sendo que com o aumento
o Complicação – diverticulite (óstio Sensibilidade de 93-98% e especificidade de
da pressão colônica, ocorre pressão e herniação dessa
estreito) 75-100%
região.
o Mais presentes em cólon esquerdo
Colonoscopia:
Por isso ele pode sangrar
Na maioria das vezes os divertículos são assintomáticos,
Funcional: sendo que sintomas relacionados aos divertículos estão Não é usada na diverticulite aguda – pode ter
o Pressão intracólica aumentada – causa presentes em apenas 10-20% das vezes. um aumento da perfuração, além de dificultar a
protusão nas áreas de fraqueza realização do exame
o Motilidade basal e propulsiva Fisiopatologia: Em casos raros pode se encontrar diverticulite
aumentada ao longo do tempo em exame de rotina, mostrando hiperemia e
Obstrução do divertículo por fecálito que causa
o Lúmen estreito (principalmente na possível pus na região
uma abrasão da mucosa do saco diverticular
porção terminal – sigmoide) e
contrações segmentares Com isso se tem uma inflamação e proliferação IMPORTANTE:
bacteriana, com diminuição do fluxo venoso e
Conceitos: isquemia que pode causar uma perfuração Classificação de Hinchey: feita em quadros
complicados com abscesso
Diverticulose – presença de divertículos (pode IMPORTANTE:
ou não ter sintoma); I – abscesso pericólico (microabscesso)
Diverticulite aguda: o Tratar com antibiótico oral ou EV
Doença diverticular – divertículos com
o Microperfuração II – abscesso à distância localizado
sintomas associados.
o Extravasamento fecal (retroperitoneal e pélvico)
Diverticulite – processo inflamatório
Colangite simples – cobrir gram negativo o Contaminação relacionada a resposta o Drenar o abscesso com ntibipotico EV
relacionado a presença de divertículos
entéricos e anaeróbios e tratar a causa de forma do hospedeiro leva ao grau de doença: III – peritonite difusa purulenta
secundária Epidemiologia dos divertículos: pode ter inflamação mínima, abcesso, o Cirurgia
Colangite tóxica – precisa de drenagem perfuração, fístulas e obstrução IV – peritonite difusa fecal
Idade: prevalência menor de 2% em menores de o Nem todo paciente com fecalito terá a
imediata da via biliar 30 anos, enquanto mais de 75% em pacientes o Cirurgia
o A principal forma é por meio da via diverticulite – precisa da
com mais de 80 anos microperfuração Tratamento:
endoscópica – CPRE Dieta: pobre em fibras, frutas e vegetais
(intestino mais constipado, com maior doença Quadro clínico: Crise aguda:
_________________________________________
diverticular), rica em carnes vermelhas, gordura
Dor abdominal Clínico – ambulatorial ou hospitalar
DIVERTICULITE AGUDA e açúcar (população mais obesa possui mais
Localizada em FIE Cirúrgico – drenagem ou ressecção do
divertículo que pessoas mais magras)
Diverticulum – pequeno desvio do trajeto normal Geralmente não é muito intensa no inicio segmento acometido
(saculação ou bolsa formada) Localização: Defesa local
Clínico ambulatorial:
Dor à descompressão brusca é possível
Verdadeiros x falsos – 60% em cólon sigmoide
Irradiação – lombar, epigástrio e hipocôndrio Quadros leves ou formas não complicadas
o Verdadeiro – todas as camadas do 40% tem envolvimento de outros segmentos
Inflamação de outros órgãos Dieta líquida
lúmen também
Formação de massa abdominal Antibióticos (mínimo 7-10 dias) alguns
o Falsos – não tem todas as camadas Na Ásia tem um pouco mais de frequência no
Peritonite generalizada novos estudos mostram que talvez não precisa
Congênitos (vem desde o nascimento) x cólon direito provavelmente por conta da
em casos leves e pacientes imunocompetentes
adquiridos (adquiridos ao longo do tempo) dieta ter mais fibra Diagnóstico: Analgésicos
Fisiopatologia: Patologia: Quadro clínico e laboratorial (leucocitose Anti-inflamatórios
levemente acima do normal e baixa elevação de
Estrutural: Forma hipotônica: Clínico hospitalar:
PCR)
o Parede cólica – mucosa, submocosa, o Geralmente uma camada muscular na
TC de abdome Jejum 24-48hrs
muscular, circular e longitudinal, e alça intestinal mais delgada,
hipotrófica RX em complicações Antibióticos parenterais
serosa
o Maioria dos casos o RX em 3 posições Hidratação
o No divertículo do cólon tem uma
saculação de forma falsa o Mais em idosos o Observar cúpulas diafragmáticas para Analgesia
o Complicação mais frequente – excluir pneumoperitônio Sintomáticos
Geralmente surge entre as
tênias, em áreas de fraqueza sangramento (óstio largo) o Ver sinais de obstrução Observação da evolução – geralmente melhora
o Ocorre uma hipertrofia da camada o Mais presentes em cólon direito IMPORTANTE: IMPORTANTE
muscular, sendo que ao longo do tempo (menos espesso)
Em todos os guidelines se recomendam a TC:
Invasivo não-cirúrgico: Hinchey I e II Outras complicações:
IMPORTANTE:
Tratamento:
Amilase e lipase não tem valor prognóstico –
tem valor apenas para diagnóstico
Queda do hematócrito: hemorragia ou porque
tomou muito soro
Cálcio – decai, por conta da calcificação peri-
pancreática
Sequestro de líquido – ocorre para o terceiro
espaço
Classificação de Balthazar:
Pancreatite aguda grave: Quadro clínico:
Abdome agudo obstrutivo
Obstrução proximal – antes da válvula
ileocecal:
o Dor abdominal com cólica difusa
Interrupção do trânsito intestinal, em qualquer porção o Náuseas e vômitos precoces
dele. o Parada de eliminação de gases
A obstrução pode ocorrer em qualquer parte do trato o Pode ter uma distensão abdominal
digestivo: (menor)
o Tempo curto de história
Causas mecânicas: Obstrução distal:
o Dor abdominal em cólica difusa
Esôfago: atresia, corpo estranho, estenose,
o Vômitos tardios
neoplasia, compressões extrínsecas
o Para de eliminação de gases
Estômago: estenose piloro, estenose péptica,
o Distensão abdominal mais pronunciada
bezoar, neoplasia gástrica
o Maior tempo de história (arrastado)
Duodeno: atresia, pâncreas anular, síndrome da
Sinais sistêmicos: taquicardia, desidratação,
artéria mesentérica superior, neoplasias
distúrbios metabólicos
Sempre preferir a nutrição enteral (sonda Intestino delgado: aderências, hérnias, íleo
Sugere complicação:
nasoenteral com ponta no jejuno) biliar, neoplasias, intussuscepção, DII
o Dor contínua
Intestino grosso: aderências, hérnia, volvo,
PA necrotizante: o Peritonite difusa
neoplasia, fecaloma, DII
o Febre
Causas funcionais: o Sépsis
o Sinal de Jobert
Esôfago: acalasia, espasmo esofágico Antecedentes:
Estômago: lesão do vago, gastroparesia o Cirurgia prévia abdominal
Duodeno: distúrbios de motilidade o Processo inflamatório abdominal
Intestino delgado: íleo paralítico, prévio
carcinomatose abdominal, distúrbio da o Obstrução intestinal prévia
motilidade o Hérnias
Intestino grosso: síndrome de Ogilve, atonia de o Ingestão de corpo estranho
Quem deve ser operado?
cólon, doença de Hirschsprung o Radioterapia (lesão actnica do
Laparotomia diagnóstica cada vez menos intestino, em geral de forma tardia)
Causas:
realizada o Risco aumentado para neoplasia
Cirurgia para controle da doença, como
Exame físico:
desbridamento da necrose – pacientes muito
graves e refratários ao tratamento clínico (mais Desidratação
de 14 dias – ainda controverso) Distensão abdominal
Infecção da necrose pancreática – obrigatório Ruídos hidroaéreos:
Tratamento da causa – depois de resolver a o Aumentados – quadro inicial é
pancreatite esperado estar aumentado, evoluindo
para paresia depois do tempo
o Diminuídos/ausentes
Timpanismo à percussão
Dor abdominal – desconforto e irritação
peritoneal (quadros complicados com isquemia
IMPORTANTE: ou perfuração)
Hérnia
Aderências e bridas são as causas mais Sinal de Jobert – Timpanismo na percussão do
frequentes, sobretudo em intestino delgado hipocôndrio direito
Intussuscepção – entrada do intestino nele
IMPORTANTE:
mesmo
Sinald e Chilaidit interposição de alças entre
No intestino grosso, a causa mais frequente é a
fígado e diafragma pode também produzir uma
neoplasia e o volvo de sigmoide
percussão timpânica
OBSTRUÇÃO INTESTINAL: Tratamento clínico: Procedimentos invasivos (cirurgia, IMPORTANTE:
o Menobra de Bruusgaard – por meo de endoscopia...)
Total ou parcial (suboclusão) Sinais de penumoperitônio na radiografia:
retossigmmoidoscopia rígida ou Doenças (HIV, DM)
Sem complicação ou com complicação – flexível
o RX de tórax
Diverticulite
isquemia, perfuração e repercussões sistêmicas o Evita a cirurgia de emergência e avaliar Sinal de Rigler:
Apendicite
isquemia da muro o Parede intestinal bem desenhada, com
Exames complementares: Hérnia
o Sona retal uktrapassando nível de o ar fora da parede fazendo uma boa
Doença péptica evidência do ar dentro e fora da alça
Laboratoriais: hemograma completo, função torlça o(48-72hrs), sucesso em 70- Doenças infecciosas (TB, CMV etc.) intestinal
renal, eletrólitos, lactato 920% dos casos e recidiva de 40-90% Neoplasias Decúbito lateral com raios horizontais: pode
o Não são essenciais, porém ajuda a guiar Tratamento clínico: eletivo após a redução e
a conduta do caso clínico urgente se houver sinais de isquemia IMPORTANTE: mostrar o penumoperitônio
Imagem: radiografia de abdome (3 posições – Ultrassonografia: não é comum sua solicitação para
deitada, posição ortostática e para avaliar a Íleo biliar: Quadro clínico:
identificar abdome agudo perfurativo, porém é um
cúpula diafragmática) e tomografia de abdome Situação incomum Perfuração em peritônio livre: exame capaz de visualizar
o Avaliar distensão de alça e níveis o Dor súbita e intensa em todo abdome
Obstrução por cálculo biliar
hidroaéreos o Procura imediata ao pronto socorro Geralmente Ponto of care ultrasound (US a
Fístula biliar que o cálculo passa para o trato
o Pode ajudar a dizer a possível causa da o Podem ocorrer náuseas e vômitos beira leito) permite ver linhas A’s, sem
digestivo
obstrução reflexos visualização das estruturas por conta da
Tríade de Rigler: obstrução do intestino
o Exame físico: presença de ar
Obstrução em calça fechada: delgado, cálculos biliares ectópicos e
pneumobilia (ar na via biliar – conectando com Posição antálgica – imóvel, Tomografia:
Obstrução vai dilatando, represando conteúdo e o intestino) defesa
formando dilatação (principalmente do ceco) Palpação com peritonite difusa Permite identificar o penumoperitônio: ar fora
e abdome em tábua da alça
IMPORTANTE:
Percussão: irritação peritoneal,
Abdome agudo perfurativo perda da macicez hepática
IMPORTANTE:
Conduta inicial:
sinal de Jobert Tratamento:
Jejum (pneumoperitônio)
Hidratação Perfuração do trato digestivo abdominal. Não pode ser sinal de Cirurgia: laparotomia exploradora e
Analgesia Chilaiditi, que é um laparoscopia
Anatomia: causa e quadro clínico: o Grande maior dos casos
Sonda nasogástrica – nem sempre consegue sinal radiológico de
desobstruir por meio dela Esôfago abdominal: corpo estranho e interposição de alça o Usar recursos menos invasivos sempre
Avaliação do cirurgião endoscopia intestinal, que que possível
Estomago: úlcera péptica e corpo estranho atrapalha a percussão e Não operatório: geralmente quando você sabe
Avaliação do cirurgião: que é um quadro inflamatório com
Duodeno: retroperitoneal, sendo por conta de com isso diminui a
macicez do fígado microperfuração, como diverticulite com
Conduta não operatória: pode ser um inicial úlcera péptica, corpo estranho, CPRE
para compensação, muitas vezes sedo o Vai variar o quadro conforme a parede (fica timpânico perfuração bloqueada, perfuração de
acometido também) retroperitônio e em casos específicos
subocluído reversível
Cirurgia: sempre em complicações, alça Intestino delgado: obstrução intestinal, corpo Ausculta: RHA diminuídos ou Úlcera péptica perfurada:
fechada, refratárias as medidas cínicas e estranho, divertículo de Meckel ausentes
obstrução mecânica Intestino grosso: neoplasia, obstrução em alça Perfuração bloqueada: Úlceras duodenais ou úlceras gástricas que se
o Laparoscopia é uma alternativa no fechada, diverticulite e apendicite o Dor mais branda (ainda que forte, comportam como duodenal, e eventualmente o
tratamento ciruúrgico intensa) paciente está instável:
o Peritonite localizada o Fazer desbridamento das bordas e pode
Recorrências: o Menor resposta sistêmica fazer uma sutura primária ou um patch
o Causas: evolução de abdome agudo com omento (Graham) que é como se
53% dos paciente não tratardos e 29% dos
inflamatório, bloqueio de alças e fosse um retalho
operados por frequência (paciente pode ter
vísceras do retroperitônio (como Cuidado com estenose na rafia
novas aderências causando novas inflamações)
parede posterior do duodeno às Perfuração relativamente estável: podemos
Volvo de cólon: vezes dor lombar) fazer uma gastrectomia, com avaliação do
tamanho da perfuração, localização da úlcera,
Torção de segmento co cólon sobre o eixo Exames complementares:
condições clínicas do paciente e história prévia
mesentérico causando obstrução intestinal, da úlcera
Exames laboratoriais: leucocitose, eletrólitos,
formando uma onde chada e pode evoluir com
creatinina, ureia, amilase e PCR
sofrimento, sobretudo em ceco e sigmoide
Fatores de risco: Imagem: RX simples e TC
Sianl de Frimann-Dahl ou grão de café: 2 linha
o RX simples muito útil
confluentes na imagem do RX Corpo estranho – como produtos odontológicos
sendo primeiro o edema e sendo mais branda na
Abdome agudo vascular sua evolução
Exames complementares:
Trombose venosa: dor mais progressiva, não Dor abdominal, geralmente cólica leve (alguns
tendo necrose e isquemia tão rapidamente, casos podem ser de forma intensa)
Fezes diarreicas com sangue Pneumatose intestinal: tônus vascular, logo a PA é um indicador pouco Prevalência de gram positivos (60-70%);
Toque retal – aspecto de geléia de framboesa acurado quando gram-negativos, há sepse grave e
Pode estar presente no RX também, não de
Tratamento: choque séptico
Laboratorial: forma exclusiva
o Hidratação vigorosa Procurar foco infeccioso, sendo o mais comum
Permite ver o contorno da alça intestinal com ar o Após hidratação dar diurético de alça
Leucocitose o respiratório
Acidose metabólica o Bifosfonatos (pamidronato e ácido o Hemoculturas
Lactato zoledônico) – supressão da reabsorção o Urocultura
mediada por osteoclastos e pela o RX de tórax
IMPORTANTE: diminuição da ação dos osteoblastos o TC de t´porax e seios da face
o Bioquímica
Diagnóstico: Síndrome de lise tumoral:
o Cultura de qualquer outro sítio suspeito
Acidose metabólica com toque retal Emergência oncológica caracterizada por lise de infecção
sanguinolento no aspecto geleia de framboesa celular tumoral maciça, levando à liberação de Tratamento:
pode denotar uma colite isquêmica grandes quantidades de potássio, fosfato e o Antibiótico empírico nos primeiros 60
ácidos nucleicos na circulação sistêmica minutos, tendo de preferenciar
Exames complementares: atividade contra pseudomionas
IMPORTANTE: (cefepima)
Tomografia de abdome com contraste
Colonoscopia Lise celular acelerada com liberação de o Baixo risco: ciprofloxacino e
Tomografia computadorizada:
conteúdo intracelular (resposta maciça ao amoxicilina-clavulanato
“Thumb printing”: Pode mostrar isquemia associada a tratamento, geralmente após quimioterapia) o Vancomicina
espessamento do cólon Mais comum em neoplasias linfoproliferativas, Instabilidade hemodinâmica,
Radiografia pode dar sinais indiretos mucosite grave e infecção
Arcadas de Drummond – local mais frequente leucemias e linfomas
Sinal das digitais ou projeções digitiformes relacionada a cateter
da isquemia, muitas vezes por não ter Hipercalemia – efeitos mais graves com efeitos
Pode sugerir um espessamento por edema de Profilaxia antibiótica com
comunicação pode levar a isquemia do cardíacos
alças isquêmicas quinolona e colonização prévia
ângulo esplênico Hiperfosfatemia e hipocalcemia – precipitação
Não é achado exclusivo da colite isquêmica, por germe sensível somente a
mas pode estar presente Podemos ver ar na veia porta, visto no fígado quadro e fosfato de cálcio, arritmias, convulsões e
vancomicina
extremamente grave de colite isquêmica já instalada. câimbras
Cultura positiva para gram-
Hiperuricemia – danos renais, oligúria, edema
positivo
periférico e pulmonar, hematúria
o Antifúngico
Tratamento: Uso de corticoides, uso prévio
o Hidratação de atb de largo espectro,
o Medidas profiláticas – medicações para presença de cateter central e
hiperuricemia (alopurinol) lesão de tecido ou piora dos
o Corrigir eletrólitos sintomas clínicos
Manifestações clínicas: Eventualmente pode ser usado fator de
o Anormalidades metabólicas: náuseas e crescimento de colônia de granulócitos (G-
vômitos, diarreia, anorexia e letargia CSF) e descontinuar antibiótico na resolução de
o Hematúria, ICC, arritmias, convulsões, neutropenia
sincopes e morte súbita
o Deposição renal de ácido úrico: EMERGÊNCIAS ESTRUTURAIS:
14. EMERGÊNCIAS ONCOLÓGICAS raramente causa sintomas, podendo ter
Síndrome da veia cava superior:
ureterolitíase
pescoço, sendo geralmente um sinal de mau Diminuição do fluxo sanguíneo da veia cava
EMERGENCIAS INFECCIOSAS:
Emergências oncológicas prognóstico superior para o átrio direito
Letargia, fraqueza muscular, confusão, IMPORTANTE: Veia jugular ingurgitado e veias bastante
anorexia, náuseas, vômitos, constipação, aumentadas em região de MS, clavícula e
Neutropenia febril:
Cada vez mais comuns na prática clínica diária e poliúria e polidipsia pescoço
também em concursos médicos. Hipovolemia – efeito secundário Complicação dos tratamentos quimioterápicos Tumor comprimindo a veia cava, levando a
o Crise hipercalcêmica – pacientes muito Neutrófilos em níveis menores de 1500/mm³ estase de conteúdo
EMERGENCIAS METABÓLICAS: desidratados Neutropenia grave quando menor que 500/mm³ IMPORTANTE:
Hipercalcemia: Alteração do cálcio iônico, da função renal e Temperatura oral maior ou igual a 38,3ºC ou
alterações do ECG axilar maior ou igual a 37,8ºC Manifestações clínicas:
Os mais comuns são no mieloma múltiplo, Apesar de desidratado, na fase inicial o paciente Quadro infeccioso somado a imunossupressão o Edema de cabeça e pescoço, parede
tumores de mama, pulmão, rim, cabeça e não está hipotenso porque o cálcio aumenta o do tratamento oncológico torácica e MMSS
o Dor torácica e disfagia
o Cefaleia, confusão mental e coma Metástases cerebrais, levando a massa e edema Podem ser intra-abdominais ou perianais
o Vasos sanguíneos ingurgitados dentro da caixa craniana complexas
o Dispneia – sintoma mais frequente Tumores mais comuns: pulmão, mama e
Exame realizado – tomografia de tórax melanoma 15. TÉCNICAS DE PROCEDIMENTOS
o Pode precisar de broncoscopia com Levam ao aumento da pressão intracraniana,
citologia oncótica com biópsia edema cerebral e hidrocefalia Acúmulo de linfa por conta de uma lesão
Tratamento: Procedimentos torácicos geralmente traumática
o Repouso no leito com cabeceira IMPORTANTE:
Ducto torácico – principal ducto torácico,
elevada 75% dos indivíduos com metástase cerebral estando a esquerda desaguando na veia
o Oxigenoterapia possuem sintomas neurológicos: cefaleia, Cavidade pleural: subclávia esquerda
o Radio e quimioterapia náuseas, vômitos, vertigem, sintomas focais,
Individuais e com pressão negativa, porém uma Mais comum em lesão iatrogênica por punção
Síndrome de compressão medular: alterações neurocognitivas e convulsões de acesso venoso central (por isso o acesso
reflete em outra quando se tem um dano
Fazer hidratação, decúbito elevado, usar venoso profundo deve ser feito do lado direito)
Metástases para região epidural (95%) ou patológico
corticoides (dexametasona) e diuréticos Liquido de característica leitosa e gordurosa
medular (5%) Arcabouço ósseo com parede muscular entre as
osmóticos (manitol 20%) Primeira terapêutica é clínica
Colapso vertebral pelo tumor costelas no revestimento
UTI se rebaixamento de consciência)
Frequente em tumores de mama, próstata, Diafragma – estrutura com função dinâmica Derrame pleural:
Tratamento com radioterapia e cirurgia se
pulmão e mieloma múltiplo Pulmão – dentro de cada cavidade pleura,
forem possíveis Consequências a ventilação, levando a dispneia
Geralmente a coluna torácica é a mais revestida com a pleura visceral e um
EMERGENCIAS ABDOMINAIS: revestimento de pleura parietal e possibilidade de insuficiência respiratória
acometida (60-802%) – canal medular torácico
Espaço virtual entre as pleuras Possíveis causas:
é mais estreito, comprimindo com maior Podem ser 4 formas: quadros obstrutivos, o Cardíacas – como ICC
facilidade essa região (mas não sangramentos, fístulas e infecções Derrame pleural: o Infecciosa - empiema
necessariamente as metástases são mais
o Inflamatória
comuns nessa região) Quadros obstrutivos: Acumulo de líquido entre pleura visceral e
o Neoplásica
Dor é o sintoma mais frequente, sendo que a parietal, sendo que quando maior o acúmulo,
Podem surgir de bridas, obstrução tumoral e maior o comprometimento da troca gasosa
o Hipoproteinemia
piora súbita da dor indica uma fratura
carcinomatose (disseminação peritoneal de o Linfa (quilotórax)
patológica Geralmente derivado de alguma situação
algum tumor, formando o abdome congelado,
Sintomas motores, como síndrome da cauda patológica Toracocentese:
sendo uma catástrofe sem solução)
equina, fraqueza e diminuição de reflexos Causas traumáticas geralmente acúmulo de
Paciente com quadro obstrutivo progressivo Punção pleural
Sintomas sensitivos raramente vem antes dos sangue (hemotórax)
com desenvolvimento de peritonite difusa e Introduz uma agulha, retira o líquido necessário
sintomas motores Líquido em coleções infeciosas ou
febre provavelmente aconteceu uma e tira o líquido – serve para derrame pleural
Disfunções vesical e intestinal são achados inflamatórias, podem ter características
perfuração (diferentemente da drenagem pleural, que é
tardios diferentes:
o Tubo digestivo distendido por uma quando se deixa um dreno ali de longa duração)
Sinais de alarme para lombalgia por doença o Exsudato
obstrução, sendo que ao longo do Objetivos: aliviar a restrição respiratória e
metastática: o Transudato
tempo diminui o retorno venoso e principalmente coletar o líquido para análise
o Idade acima de 50 anos déficit circulatório, formando isquemia Pneumotórax: laboratorial
o História de neoplasia e perfuração
o Pacientes com CA de mama, mais o Eventualmente pode apenas romper Acúmulo de ar entre as pleuras Exame físico:
importante disseminação óssea e local o Mudança dos níveis de leucócito e Pode ser em trauma aberto ou fechado, ou por
mais comum é a coluna patologias congênitas como no caso de Localizar o derrame pleural
alteração do quadro clínico do paciente
o Vários retornos ao OS em um período formação de bolhas Inspeção
desenvolvemos um abdome agudo
inferior a 1 mês Na situação com entrada de ar, sem outro meio Palpação: expansibilidade diminuída e frêmito
perfurativo com necessidade de
o RX simples – avaliar a presença de de saída, podemos empurrar o mediastino para toracovocal ausente
tratamento de urgência
lesões blásticas ou líticas o lado contralateral, dificultando o retorno Percussão: macicez
Ressonância magnética: exame de escolha, Sangramentos: venoso e com isso temos o desenvolvimento de Ausculta ausente
incluindo toda a coluna sendo que até 1/3 dos um pneumotórax hipertensivo
Podem ser como HDA (tumor de esôfago, RX:
pacientes tem mais de 1 sitio de compressão
gástrico raramente e tumor com hipertensão Hemotórax:
Tratamento: portal – péssimos prognósticos) ou HDB (como Suspeita diagnóstica pelo exame físico,
o Analgesia Derrame pleural com acúmulo de sangue no podemos localizar o derrame pelo RX
câncer de reto e sigmoide, raramente causando
o Corticoterapia (dexametasona) uma grande hemorragia com choque trauma geralmente Visualização de um velamento com uma curva
o Radioterapia hipovolêmico, pode ser pós-radioterapia) Além de ocupar o espaço de troca gasosa, temos para cima
o Descompressão cirúrgica as consequências de um choque hipovolêmico o Linha ou parábola ou curva de
HDA – pode acontecer fistula aorto-esofágico,
sendo um quadro terebrante Damaoiseua: condensação com uma
Hipertensão intracraniana: Quilotórax: curva para cima, sendo patognomonico
Fístulas: de derrame pleural
Transudato: geralmente passível apenas de O dreno torácico é uma estrutura tubular fenestrada TRAQUEOSTOMIA:
punção apenas na superfície proximal que vai estar dentro da
cavidade pleura, devendo estrar conectado em um Ostomia = comunicação com o meio externo
o Mesmo que muito grande
sistema em selo de agua. Otomia = apenas abertura
Exsudato: na maioria das vezes preciso deixar
um dreno pleural de longa duração Abertura da traqueia para o meio externo
Geralmente com 500mL de SF é o suficiente (geralmente por uma prótese ou cânula)
Mandar o líquido para bioquímica e para
análise de cultura Geralmente é um procedimento cirúrgico feito
Técnica:
em ambiente adequada
Assepsia e antissepsia Cada vez mais realizada em pacientes crônicos
Procedimento cirúrgico e em intubações prolongadas
Paciente geralmente deitado em 45º com
RX de Laurell: ajuda a confirmar o derrame, Anatomia da via aérea superior:
membro superior abduzido
principalmente quando o derrame for muito
Anestesia local no local da incisão – 5°EIC Laringe: cartilagens laríngeas
pequeno entre a linha axilar anterior e média o Cartilagem maior (tireóidea) e a
o Paciente em decúbito lateral, fazendo
Incisão de bisturi no local, que consiga caber o cartilagem cricóidea
raios horizontais, vemos o líquido se
dedo do médico conseguimos ter certeza de o As cartilagens estão apoiadas no osso
espalhando pelo lado acometido
que não está no abdome e que está de fato na hioide pelo ligamento tireóideo
o Quando vemos a linha dele maior que
cavidade pleural o Ligamento cricotireoideo (membrana
10mm – candidato a punção
o Além disso, facilita a entrada do dreno cricotireoidea): liga a cartilagem
Ultrassonografia: conseguimos ver o líquido em uma pelo trajeto muscular tireóidea e a cricóidea, sendo a
Para fazer isso, preciso fazer uma relação entre Medir o dreno desde a clavícula até o orifício comunicação mais próxima entre a via
consistência preta
a proteína do líquido pleural e sérica, bem como de saída, devendo o espalho livre ficar pelo aérea com o meio externo
Tomografia computadorizada: do DHL do líquido pleural e sérica menos 4 dedos de distancia
Transudato – mais fino, mais ralo; exsudato: Indicações:
Vê o derrame com grande qualidade, inclusive Depois fazer a técnica de fechamento
maior, mais proteína
quando em pequena quantidade Manter aguda ou cronicamente a perviedade da
Se não houver expansão adequada: pensar na
via aérea
IMPORTANTE: possibilidade de segundo dreno e na possibilidade de
o Neoplasia obstrutiva da via aérea
segundo frasco e aspiração.
Existe indicação de punção de todo derrame Neoplasias da laringe,
maior que 10mm na incidência de Laurell Dreno pigtail e válvula de heimlich: orofaringe (base da língua)
(hipofaringe (seio piriforme)
Procedimento: Dreno introduzido com punção de abocath, se ou da traqueia
curvando e ficando dentro da parede torácica Tumor benigno: raramente
Para diagnóstico do derrame pleural é diferente A válvula não permite a entrada de ar ou retorno obstruir via aérea
da punção de alívio do pneumotórax de líquido – não serva o Obstrução não neoplásica da via aérea
hipertensivo Muito frequente em UTI Agudas – por exemplo um
Punção feita posterior, geralmente com o Feito em situações de rotina e eletivas trauma, em que iremos realizar
paciente sentado e tronco fletido 45º a cricotireoidostomia (exceto
Linha hemiclavicular posterior, abaixo do Amilase – para excluir derrame por conta de Pleuroscopia;
nas contraindicações -
ângulo da escala, geralmente é no 9º espaço pancreatite (sobretudo do lado esquerdo) Feita principalmente se tem empiema pleural crianças, laringite, diátese
intercostal hemorrágica e trauma de
Toracocentese no pneumotórax hipertensivo: que pode ser secundário a abscessos e
Feito no bordo superior da costela inferior pneumonias laringe)
no bordo inferior temos os feixes Atualização do 10º programa do ATLS Formação purulenta leva a formação de fibrina Crônica não neoplásica: lesões
vasculonervosos, podendo ter lesão acidental o 5º espaço intercostal na linha axilar do complexo laringotraqueal,
que pode fazer encarceramento pulmonar, que
Fazer a punção onde está maciço – em região anterior/média são como aderências que impedem essa função estenoses após intubação
de som claro pulmonar posso causar lesão o Crianças – permanece o 2º EIC prolongada; geralmente são
porque estou puncionando fora do local Retirada do dreno: obstruções de forma lenta e
Pode ser guiada por ultrassom para diminuir o DRENAGEM PLEURAL:
Após resolução do processo: pulmão deve estar progressiva
risco de se fazer lesão Dreno tubular no espaço pleural o Intubação prolongada (o tubo causa
expandido sem mais efluente
Se muito para baixo pode-se lesar o fígado Reservatório em selo d’agua – trazer a pressão lesão e possível estenose
Técnica de retirada: inspiração profunda,
Após puncionado, com técnica asséptica, negativa do pulmão posteriormente)
movimento único e curativo oclusivo para não
devemos retirar muito cuidado para não Indicações: drenagem e hemotórax e derrame Diminuir o espaço morto,
causar pneumotórax
entrar ar (podemos colocar uma torneira para pleural, drenagem do pneumotórax, trauma melhorar higienização
não ter essa entrada de ar) (pneumotórax, hemotórax, tórax instável, traqueobrônquica e prevenir
profilático em transporte) e pós cirúrgico após estenoses
IMPORTANTE: Análise do líquido pleural (critério de
abertura da cavidade pleural
Acesso cirúrgico das vias aéreas O cuff do tubo é lesivo a
Light):
mucosa
Cânulas antigas de Com o COVID foi colocada a possibilidade de
traqueostomia eram de baixo realização da traqueostomia na própria UTI, Acessos venosos centrais
volume de ar e alta pressão; sem necessidade de transporte ao centro
hoje as cânulas modernas cirúrgico
possuem alto volume e baixa Cateter posicionada em uma região de alto fluxo
pressão, diminuindo risco de IMPORTANTE:
sanguíneo, geralmente para diluis substancias
lesão Do ponto de vista cirúrgico, deve-se levar em hiperosmolares que poderiam sofrer lesão esclerosante
Deve ser feita uma análise consideração alguns fatores anatômicos: quando em região periférica geralmente na região
global do paciente e cavoatrial
prognóstico (não levar em
consideração apenas intubação Administração de drogas intravenosas,
por mais de 14 dias) Complicações tardias ou crônicas soluções isotônicas, inclusive hiperosmolares
Em torno de uma semana sem (como nutrição parenteral)
prognóstico de extubação nas Quando não disponível mais veia periférica
próximas 48hgrs – considerar Propicia administração de drogas
traqueostomia antineoplásticas e transfusão de hemoderivados
o Higiene traqueobrônquica e aspiração Drogas vasoativas
Maior facilidade de Via de acesso a hemodiálise e Swan Ganz
Técnica operatória:
manipulação, aspiração de Inserção de marcapasso
secreções, fisioterapia Incisão longitudinal ou transversal cerca de 02
ventilatória e desmame dedos acima do esterno Na suspeita de estenose, vamos fazer a investigação por Indicações:
ventilatório Abrir até os músculos pré-tireoidianos para meio da broncoscopia.
Possibilidade de suporte fazer a exposição da traqueia e tireoide
ventilatório sem sedação – Traqueostomia percutânea:
superiormente
inclusive alguns pacientes Incisão na traqueia pode ser longitudinal, Via retrógrada com auxílio do broncoscópio
podem ir para domicilio com transversal, cruzada ou outros formatos Contraindicações em anatomia desfavorável
traqueostomia e recebendo Inserir a cânula adequada, primeiramente de Pode causar sangramento
ventilação por meio de seu uma forma sintética com cuff no inicio e depois Não necessita de sangramento cirúrgico
aparelho próprio fechamos o orífica da pele
Motivos funcionais de CRICOTIREOIDIMOSTOMIA:
aspiração: alterações Tipos de cânulas:
neurológicas com Punção realizada na membra cricotireoidéa
A primeira geralmente é a descartável com cuff Indicações:
incoordenação do complexo Contraindicações:
(deve ficar insuflado por cerca de 24hrs) o Abordagem alternativa na
laringotraqueal = pneumonias
Depois temos as cânulas metálicas, que quase impossibilidade de IOT
aspirativas de repetição
não tem mais sido utilizadas o Atendimento inicial ao
(pacientes dementes costumam
tendo a traqueostomia como Cânula de válvula passy-muir cânula com politraumatizado
uma proteção a via aérea) válvula fonatória que permite o paciente falar Alguns dispositivos já vem pronto para ser
Cânula biesalki – permite o paciente ter a realizado na emergência
Outra grande indicação tem-se no sentido de fazer o fonação também
despertar do paciente que estava sedado para intubação, CRICOTIREOIDOSTOMIA:
e assim ele consegue continuar com a ventilação de Complicações:
Pequena incisão na membarna cricotireoidea,
forma crônica, porém acordado) Intraoperatória: inserindo uma via aérea no paciente de forma
Cuidados pré e pós-operatórios: o Sangramento – principalmente pela controlada
jugular anterior Suspeita de obstrução completa, diminuir o
Análise risco/benefício o Mau posicionamento do tubo fluxo de oxigênio
Contato prévio com a família o Laceração traqueal Crianças abaixo de 12 – cricotireoidostomia
o Lesão de nervo laríngeo recorrente cirúrgica é contraindicada (só faz por função)
(laterais e posteriores a traqueia) A retenção de CO2 na lesão por punção é de 4:1
o Pneumotórax dificuldade em sair o ar, devendo ficar por
o Pneumomediastino apenas 30-40min
o Parada cardiorrespiratória (podendo ser Complicações:
até mesmo por hipóxia) o Sangramento Técnica geral:
IMPORTANTE: o Ruptura pulmonar/pneumotórax
o Deslocamento da cânula
Complicações agudas
Deve ser um procedimento estéril – risco de Recomendada nos EUA desde 2001 Alívio de ascite na maioria das vezes e
endocardite bacteriana posteriormente encaminho do líquido para avaliação
(assepsia e antissepsia é fundamental) Controle:
o Importante saber se a ascite tem origem
o Médico deve se escovar e escovar o Teste do refluxo de hipertensão portal ou de outra causa
paciente RX deve ser feito antes de infundir a solução o Além disso, é importante saber se ela
Posicionamento do paciente – leve no paciente está contaminada com infecção
trendelemburg
Cateter totalmente implantado de longa duração: pode Ascite volumosa: restrição ventilatória e dor abdominal
Técnica asséptica
Anestesia local ser usado na quimioterapia para evitar de ficar fazendo Líquido dentro do peritônio (cavidade
Ultrassom Doppler pode ajudar a localização punção com frequência
abdominal), podendo ter causas diferentes
Técnica de SELDINGER – punção com agulha Deixa-se uma válvula subcutânea
fina longa e introduz um guia de metal maleável A veia subclávia pode causar mais hemopneumotórax, Semiologia da ascite:
Deve-se ser exclusivamente para quimioterapia
dentro da veia, para posteriormente colocar o porém é uma região mais segura quanto a infecção. A Aumento do volume abdominal
e não aplicar outras drogas
dilatador e poder colocar o cateter veia jugular interna é mais frequente as infecções. A
Macicez móvel dos flancos
punção de veia femoral leva mais a complicações
Líquido distribuído de maneira circular
tromboembólicas.
centrípeta
Se infecção – tratar com antibióticos que Semicírculos de skoda – percebemos uma
cubram microrganismos da flora normal da pele parábola de distribuição centrípeta do líquido
quando deitado em decúbito dorsal com
Pontos anatômicos: cabeceira levemente elevada
Veia subclávia: Sinal de piparote – feito em ascites de grandes
o Nó esternal, traça uma linha reta até volumes, com preenchimento de toda a
encontrar o bordo inferior da clavícula cavidade abdominal, projetando a onda líquida
fazer uma punção a 45º de um lado ao outro
o Ponto de punção na união dos 2/3 IMPORTANTE:
distais com o 1/3 proximal da clavícula
técnica formal Indicações de paracentese abdominal:
Deve passar livremente esse fio e agulha, se Veia jugular interna: geralmente a primeira
sentir alguma resistência, vamos ter opção
complicação fazendo falso trajeto no paciente o Entre o ventre esternal e o ventre
O teste do refluxo pode ajudar, abaixando o equipo com clavicular, com a clavícula em sua
soro e com isso podemos ver se está refluindo o sangue base, forma-se um triângulo --:> fazer
estando na veia realmente. a punção no vértice desse triangulo de Manutenção mensal para que não se obstrua o
30-45º voltado para o manúbrio cateter
RX de controle é necessário para avaliar se está esternal ou mamilo
no trajeto correto o IMPORTANTE: Triângulo de Sedillot Cateter venoso central para hemodiálise:
Veia jugular externa – atravessa o ventre
Complicações potenciais: Pacientes com necessidade provisória
anterior do esternocleidomastóideo, sendo
Exclusivos
muito pouco utilizada
Punção subclávia, jugular ou femoral
Veia femoral:
o Muito utilizado na nefrologia Hidrotórax complicação relacionada a punção,
o Palpar a artéria femural na região principalmente de jugular e subclávia esquerda
inguinal, sendo a veia medial a ela
Tratar com jejum, dieta restrita de gordura e
IMPORTANTE: eventualmente ligadura do ducto torácico
Procedimento:
Feixe vasculonervoso femoral:
o Artéria – lateral Posição semielevada, levemente lateralizada
o Veia – medial Procedimentos abdominais para o lado da punção a 30°
O local mais seguro para punção é a fossa ilíaca
Punção profunda guiada por ultrassom: esquerda sigmóide tem maior mobilidade
Problemas durante o procedimento: o Como se fosse no ponto de McBurney
Transdutor linear retilíneo 5-10MHz PARACENTESE ABDOMINAL:
Prevenção de punção arterial, pneumotórax e do lado esquerdo
Procedimento simples Assepsia e antissepsia
hematomas
Punção abdominal Anestesia local
Prevenção do insucesso da punção
Identificação de situações adversas (tromboses) Ambulatorial Punção perpendicular com Jelco
Sistema coletos Fazer a punção e imediatamente aspirar: Pedir exame com citologia global e diferencial
Quando finalizado, vamos fazer a retirada do Amilase elevada – chance de pancreatite
Sangue não coagulado – diagnóstico feito
sistema e curativo
Se não vier, vamos colocar SF 0,98% 1000ml IMPORTANTE:
Paracentese de grandes volumes: no adulto ou 10ml/kg nas crianças (até 1000ml)
No trauma – paciente instável
O resgate do efluente enviar para laboratório
4-6L geralmente são suficientes para alívio de hemodinamicamente
sintomas A técnica aberta é feita supra ou infraumbilical: o Lavado peritoneal diagnóstico – mais
Retiradas superiores levam a risco de sensível
Supra – grávida e paciente com fratura pélvica o Ultrassom fast – menos sensível, porém
hipovolemia (desequilíbrio do sistema
oncótico, levando a maior perda de líquido para Inserimos um cateter mais específico
o terceiro espaço do paciente)
Preferível retirar de forma fracionada
Gradiente: pegamos a albumina sérica e
IMPORTANTE: diminuo pela albumina do líquido
Medidas, caso seja necessário retirada maior de Maior que 1,1 – transudato
6L: Menor que 1,1 – exsudato
o Suspender diuréticos 48hrs antes LAVADO PERITONEAL DIAGNÓSTICO:
o Checagem de PA e pulso
o Usar expansores volêmicos artificiais Procedimento invasivo usado na maioria das
ou albumina (150mL a caba litro vezes para detecção de hemorragia 16. IVAS
drenado) intraperitoneal com sensibilidade de 98%
Baixa especificidade RINOSSINUSITE: Double sickening – começa a melhorar e piora
Complicações:
Usado para vítimas instáveis e absurdamente – teve evolução bacteriana
politraumatizados para indicar laparotomia Processo inflamatório/infeccioso do nariz e
Após drenagem: líquido circulatório para
seios da face Fatores de risco:
extracelular, levando a hipovolemia e
Aguda se menor que 12 semanas e crônica
insuficiência renal Fatores anatômicos
quando maior ou igual a 12 semanas
Drenagem contínua no local da punção Fatores ambientais (inverno/umidade/poluição)
Perfuração intestinal que pode levar a uma IMPORTANTE: critérios diagnósticos: Alergia
peritonite Lesão ciliar
Discinesia ciliar primária
Tabagismo
Sempre que tiver trauma pélvico é muito Refluxo gastroesofágico
importante descartar um sangramento Ansiedade e depressão
abdominal também Doença crônica (DM, asma, bronquite,
Hoje vem sendo utilizado mais o ultrassom cardiovascular, tumor)
FAST
Contraindicação absoluta:
Se aspirar e vier fezes se for uma agulha Laparotomia já indicada
menor que 16 e em uma única punção, não o Por exemplo, já sabemos que o Tomografia – geralmente não solicita no quadro
precisa ser feito cirurgia de emergência paciente tem que operar agudo
Interpretação do efluente ascético da paracentese:
Procedimento:
Exame físico:
18. CEFALEIA
Cefaleia mais comum – cefaleia tensional
IMPORTANTE: Cefaleia Migrânea – cefaleia que mais leva o paciente a
Sinais de gravidade: procurar o médico
o Hipovolemia (desidratação moderada a MIGRÂNEA – ENXAQUECA:
grave) Cefaleias primárias:
o Sinais de toxemia Cefaleia de ataques recorrente
o Presença de sangue nas fezes É frequente, mas não sempre unilateral e tende
o >6 evacuações em 24hrs a ser pulsátil
o Duração >1 semana Sintomas concomitantes ncluem náusea,
o Dor abdominal severa vômito, fotofobia ou fonofobia antes ou
o Idosos ou imunocomprometidos durante os ataques
DIAGNÓSTICO: Fatores desencadeantes: stress, menstruação,
alteração visual, mudança de temperatura,
Habitualmente é desnecessário qualquer exame nitratos, vinho, alteração do sono e aspartame
Não infecciosas: investigativo
IMPORTANTE:
Paciente com sinais de alarme: hemograma,
Medicamentos (antibióticos, anti- função renal, eletrólitos, PCR
inflamatórios, hipoglicemiantes, digitálicos e Em alguns casos específicos posso ver pesquisa
hipolipemiantes) de leucócitos e sangue nas fezes, coprocultura Epidemiologia:
Resposta completa à terapia com indometacina
– pode fazer teste terapêutica
Dor aguda, forte intensidade, temporal, orbital
ou supraorbital
Sintomas autonômicos ipsilaterais:
lacrimejamento, injeção conjuntival, rinorreia,
congestão nasal, ptose e rubor fácil
São frequentes foto e fonofobia unilaterais
Os ataques são desencadeados por stress,
exercício, álcool, movimento do pescoço,
alterações da temperatura ambiental e
alimentos
Hemicrania paroxística crônica: ataques diários
Aura:
sem remissão durante pelo menos um mês
Fenômeno progressivo que se relaciona
Flunarizina – muito utilizado em enxaqueca SUNCT:
anatomicamente a uma disfunção do córtex
cerebral ou do tronco encefálico pediátrica Cefaleia trigeminal
Presente em cerca de 20% dos pacientes Curta duração, moderada a grave, latejante,
CEFALEIA TENSIONAL:
Fatores de risco para doenças cerebrovasculares estritamente unilateral: geral ramo oftálmico do
Espraia-se gradativamente por contiguidade, Cefaleia mais comum trigêmeo
sem respeitar limites anatômicos ou vasculares Dor em pressão ou aperto de predomínio Sintomas autônomos cranianos ipsilaterais:
Fenômeno autolimitado < 60min – geralmente posterior injeção conjuntival, lacrimejamento e rinorreia
começa antes da dor Piora ao final do dia, sem limitação das Desencadeados por estímulos cutâneos ou
atividades, leve a moderada intensidade espontâneos
Tratamento agudo:
Fotofobia ou náusea podem ocorrer Pode ter 50 a 100 ataques curtos por dia, com
Seguir uma hierarquia para medicar o paciente Tratamento: duração de 1 a 15 minutos, predominantemente
Inicio da crise (leve a moderada): analgésico e o Agudo – analgésico e AINH diurnos
AINH o Profilático: antidepressivos tricíclicos Intensidade extremamente forte
Dor um pouco mais intensa, já não resolvendo Tratamento:
CEFALEIA EM SALVAS:
com analgésico: ergotamina e triptano o Não responde a indometacina ou
Refratário a tudo: neuroléptico Homens, adultos jovens oxigênio
Contraindicações: Crises de 15 a 180 minutos o Carbamazepina, lamotrigina,
o Analgésicos: pode desenvolver cefaleia Mais comum dentro das cefaleias trigeminais gabapentina ou topiramato
crônica diária Frequência: 1 crise a cada 2dias a até 8 crises o Casos graves: descompressão
o Triptanos: evitar em pacientes em um dia microvascular da raiz do trigêmeo,
coronariopatas Dor lancinante, em facada, região periorbitária compressão por balão do gânglio
o Ergotamina: evitar em pacientes Lacrimejamento, hiperemia, edema ocular e trigeminal ou bloqueio com opiáceos
vasculopatas coriza unilateral do gânglio cervical superior
o Sintomas autonômicos – presentes nas Avaliação do paciente com cefaleia:
cefaléias trigeminais
o Sempre unilaterais a queixa de dor
Tratamento:
o Agudo: oxigênio a 100% 5-12L/min,
máscara com reservatório.
Sumatriptano injetável
o Transição: corticoides
o Profilaxia: verapamil, topiramato, IMPORTANTE:
gabapentina e lítio
HEMICRANIA PAROXÍSTICA:
IMPORTANTE: Duração rápida: 2-30min
Tratamento profilático: Frequência > 5 crises/dia, com uma média de
20
Atenção para piora relacionada ao posicionamento: Sindrome de Horner – semiptose e miose da
pupila do paciente
o Pode acontecer tanto na dissecção de
carótida, quanto na de vertebral
DISSECÇÃO DAS ARTÉRIAS CERVICAIS:
Dentro dos gram-positivos, os mais comuns são Antimicrobiano escolhido pelo sítio:
Quando fazer exame secundário:
os com formato de cocos que podem ter várias
Punção lombar: formas de apresentação (como estrep,
estafilo...)
Enterobactérias: ajudam as fezes a serem
formadas, sendo muito presentes na região
intestinal
Bactérias não fermentadoras: geralmente não
estão presentes no intestino
Anaeróbios podem tanto ser gram positivos ou
negativos
Muitos antibióticos precisam dessa parede celular
espessa para conseguir fazer sua ação. SNC: quando tiver abscesso o metronidazol
penetra melhor
Sítio x bactéria:
Orofaringe: se pensarmos em anaeróbios de
Pulmão: boca, associamos de clindamicina
19. ANTIBIÓTICOS o Geralmente gram positivo (como Pulmão: usar macrolídeo se risco de atípico
streptococos pneumoniae) o Quinolonas agem da mesma forma que
o Pode se ter atípicos: como clamídia cefalosporina associado a macrolídeo
Principais antimicrobianos o Paciente hospitalar: gram negativo, Abdome: metronidazol para tratamento de
geralmente resistentes as anaeróbios
cefalosporinas iniciais Pele: glicopeptídeo para paciente internado
Perfil do antimicrobiano: o Caso paciente tenha uma aspiração, com stafilo resistente; metronidazol ou
serão aspirados anaeróbios (presentes clindamicina se tiver anaeróbio
Bactericidas:
na boca) Urina: cefalosporina se paciente internado
o Morte celular bacteriana
SNC:
o Maior toxicidade se não usadas cm Concentração ATB:
o Pode se ter gram negativos ou positivos
critério
o Se presença de abscessos, temos a Farmacocinética (PK): avalia a concentração
o Infecções graves e com alta
presença de anaeróbios sérica do antibiótico ao longo do tempo
mortalidade
Orofaringe: Farmacodinâmica (PD): efeito do ATB ao
Bacteriostáticos:
o Gram positivo e gram positivos longo do tempo
o Impedem a reprodução bacteriana, mas
anaeróbios Relação PK-PD: avalia a eficácia de um
sem matar O mais importante para saber qual medicamento usar é o Se dentes em péssimas condições, antimicrobiana (avalia o quanto ele demorou
o Boas em controle de longos saber o perfil de cada bactéria e seu local de habitação temos gram negativos associados para concentrar e o quanto foi seu efeito)
tratamentos no corpo do paciente, bem como o perfil de ação de cada possivelmente
antibiótico. Pele: Concentração inibitória mínima:
Microbiologia: o Gram positivos (celulite e erisipela)
MIC ou CIM
o Paciente com necrose e DM: flora
Corresponde ao menor valor do ATB para
microbiana, podendo ter gram positivo,
matar uma bactéria com isso se diminui a
gram negativo e até mesmo anaeróbios
toxicidade para o paciente
em casos graves
Não comparar MIC de antibióticos diferentes
Urológico:
(para cada bactéria e para cada antibiótico,
o Gram negativo
temos valores diferentes)
o Não podemos comparar um antibiótico o Queremos altas doses de concentração Estendida (3-4hrs): igual a forma contínua da o Só não vai funcionar bem para
com outro em um antibiograma o Dose máxima é mais benéfica forma contínua, mas é a preferida por não ficar carbapenemases
o Podemos fazer dose 1x/dia o tempo todo em uso de via permanente o Boa droga para infecção abdominal
Como saber a eficácia?
o Aminoglicosídeos Essa versão serve para cefalosporinas de 4ª intra-hospitalar, infecção pulmonar
Qualquer antibiótico vai atingir um pico com a geração, inibidores de betalactamases e Ceftarolina: cefalosporina de classe especial
Por exemplo:
concentração máxima de antibiótico que ele carbapenêmicos o Trata staphylococos aureus MRSA
chegou Ceftazidima (cefalosporina de terceira geração)
BETALACTÂMICOS:
o A partir do PIC começamos a cair a um associado a avibactam (inibidor de
valor que temos um valor de menor Cefalosporinas: betalactamase, sem anel betalactâmico, tendo
concentração ativa um perfil mais eficiente)
o Linha preta no gráfico – MIC Ação:
Carbapenêmicos:
(demonstra que quando o gráfico passa
dele, o antibiótico não faz mais efeito
nesse momento precisamos de uma
outra dose para a bactéria poder não
crescer)
o Vale: menor dose do antibiótico que
ficou acima do MIC, que ficou fazendo
efeito Nesse gráfico vemos quando a gentamicina
A região de triângulo, acima do (concentração-dependente) é aplicada várias
vezes ao dia, com isso ela acaba não atingindo Em resumo, toda essa classe do inicio ao final foi
MIC, corresponde a relação
um pico muito grande e acaba sendo mais aumentando o espectro de cobertura para gram
PK-PD, que é toda a
tóxico ao paciente 2ª geração: pega muito em região da cavidade negativo.
concentração que o antibiótico
irá fazer efeito oral e seios da face por ter o perfil de IMPORTANTE:
haemophilus e moraxela
3ª geração: melhora o perfil para o gram Sempre que sensível, betalactâmico é a melhor
negativo escolha para gram positivo
o Ceftazidima: é a única cefalo de Estafilococo: oxacilina
terceira geração que cobre Enterococo: ampicilina
pseudomonas Estreptococo: penicilina cristalina/ceftriaxona
4ª geração: ideia é tratar o gram negativo multi-
GLICOPEPTÍDEOS:
droga resistente
o Não tratamos ESBL (betalactamase de
perfil estendido)
Não cobre atípicos (exceto a moraxella; porém não
cobre a clamídia e legionella) e nem enterococos
(ceftarolina – cefalosporina de classe especial cobre um
pouco, apenas)
IMPORTANTE: Nesse outro gráfico, vemos quando a
gentamicina é administrada uma única vez ao Especiais:
Temos dois perfis de antibiótico: dia, com isso ela tem um pico maior, Usados para gram positivos meticilino
conseguindo eliminar mais bactérias mesmo resistentes e sensíveis
Antibióticos tempo-dependentes:
sem ficar o tempo todo acima do MIC e ainda
o Quanto maior o tempo acima do MIC, No uso de vancomicina, é importante ser
se tem menos toxicidade para o paciente
maior a ação dosado seu nível sérico (vancocinemia) para
o Menos toxicidade, com mais efeito, por
o Nesses casos, precisamos deixar o controle de dose:
ter atingido um pico máximo
tempo todo acima do MIC o Momento do VALE: 1h antes da 4ª
o Betalactâmicos Infusão de antimicrobianos: dose
o Infusão contínua ou várias doses por o Níveis devem estar entre 15-20 para se
dia – precisamos replicar a dose do Infusão rápida (flush): antibiótico tempo- dizer que está funcionando
antibiótico antes de cair abaixo do MIC dependente não é uma boa opção o Importante ser feita a dosagem também
novamente Contínua (24hrs): boa por estar possibilitando para garantir que não esteja tendo
Concentração-dependentes: estar sempre acima no MIC no tempo- Piperacilina-tazobactam: mistura de penicilina nefrotoxicidade
o O valor máximo (o pico) que conta dependente, porém acaba se usando uma via de com inibidor de betalactamase
uso permanente o Funciona para anaeróbios também POLIMIXINAS:
quanto maior a concentração ele
alcançar, é mais benéfico
da transpeptidação do composto peptidoglicano, A penicilina benzatina também é considerada
resultando em ação bactericida. uma penicilina de depósito, possuindo meia
vida mais longa e nível sérico mais baixo que a
PENICILINAS NATURAIS — A benzilpenicilina G
forma procaína. A concentração sérica máxima
possui três apresentações: cristalina, procaína e
é obtida oito horas após a administração da
benzatina. O espectro de ação inclui bactérias gram-
Droga antiga que tem ação na membrana droga (exclusivamente intra-muscular). As
positivas não produtoras de penicilinase (estreptococos,
celular para gram negativo indicações clínicas estão vinculadas ao
corinebactérias), cocos gramnegativos (Neisseria
Uteis em gram negativos resistentes a tratamento e prevenção de agentes microbianos
meningitidis), bactérias anaeróbias (exceto Bacteroides
carbapenemicos sensíveis a concentrações séricas baixas de
fragilis) e espiroquetas. Devido à instabilidade em pH
Formação de poros na membrana celular – lise penicilina G: faringoamigdalite estreptocócica,
ácido, não há apresentação oral destes compostos.
celular profilaxia para febre reumática (a cada 21 dias)
Tóxica ao ser humana por não ser seletiva para A penicilina cristalina (sódica/potássica) é e sífilis (excluindo a forma neurológica). DOSE
Perfis de resistências de gram negativos:
membrana celular bacteriana administrada por via parenteral (endovenosa), HABITUAL: 1.200.000 UI (esquemas
possui meia vida de aproximadamente 30 variados).
TIGECICLINA: A penicilina V (fenoximetilpenicilina) é uma
minutos, índice de ligação proteíca em torno de
Glicilciclina (derivado das tetraciclinas) 50%, com excreção renal (70%) e hepática penicilina sintetizada em 1953, possuindo
o Ação contra MRS, (25%). Do total da dose administrada, 5-10% como principal característica a absorção oral. A
enterofermentadoras produtoras de ultrapassa a barreira hemato-liquórica, com meia vida da droga é de 60 minutos, com índice
carbapenemases não fermentadores elevação de tal índice na presença de meninges de ligação às proteínas plasmáticas em torno de
multiR (acinetobacteria) inflamadas. 80%, eliminação predominantemente renal e
o Sem ação contra pseudomonas O intervalo de administração de 4 horas entre as baixa concentração liquórica. A penicilina V
o Quando usada sozinha, possui aumento doses deve ser respeitado, uma vez que o nível está indicada nas infecções de pequena ou
de mortalidade sérico diminui consideravelmente após tal média gravidade (semelhante à penicilina
o Utilizar apenas quando não existirem Produtoras de ampC: preferir a período. procaína) e profilaxia de febre reumática.
outros tratamentos cefalosporina de 4ª geração A penicilina cristalina, por períodos e doses DOSE HABITUAL: 20-40 mg/kg/dia divididos
ESBL: preferir carbapenemicos variáveis de acordo com a gravidade da doença, em 4/4-6/6h.
CEFTAZIDIMA AVIBACTAM: está indicada no tratamento de meningite por
ANTIFÚNGICOS: PENICILINAS SEMI-SINTÉTICAS
Neisseria meningitidis e Streptococcus (OXACILINA) — A Oxacilina pode ser utilizada na
Nem toda cândida que cresce em urina ou boca pneumoniae, difteria, sífilis (forma forma oral e parenteral, com meia-vida de 30-60
é infecção – pode ser apenas uma colonização neurológica), infecções por anaeróbios (exceto minutos, índice de ligação às proteínas plasmáticas de
Fluconazol: muito usado para cândida, Bacteroides fragilis), leptospirose (Leptospira 94-98% e eliminação renal. Em pacientes com
geralmente interrogans), actinomicose (Actinomyces meninges normais, a concentração liquórica é
IMPORTANTE: Voriconazol: funciona contra aspergilos israelli) e infecções estreptocócicas (incluindo inadequada, aumentando-se de forma significativa na
também (filamentosos) erisipela, endocardites e pneumonias). Na vigência de meningite. A principal característica da
Colite pseudomembranosa:
suspeita de infecção pneumocócica grave, droga é a resistência à ação das penicilinases produzidas
Causada pela bactéria clostridioides difficile deve-se aguardar o perfil de sensibilidade do por Staphylococcus aureus.
Provocada pelo uso de antimicrobianos que Streptococcus pneumoniae antes da introdução
produz uma despopularização de bactérias no da penicilina. A associação com As indicações clínicas limitam-se ao tratamento
lúmen intestinal aminoglicosídeos pode ser benéfica em de infecções ocasionadas por Staphylococcus
endocardites. DOSE HABITUAL: 6.000.000- aureus, sensíveis à oxacilina como celulite,
24.000.000 UI/dia divididos 4/4h furunculose, endocardite, pneumonias e
A penicilina procaína, administrada por via osteomielite. Apesar do aumento de cepas de
intra-muscular, possui meia-vida mais longa e Staphylococcus aureus resistentes à oxacilina,
nível sérico moderado, utilizando-se o intervalo principalmente em ambiente hospitalar, a
de 12 horas entre as aplicações (penicilina de oxacilina continua sendo a droga de escolha
depósito). A concentração sérica máxima é para cepas sensíveis, independente da
alcançada em 1 a 3 horas após a administração. gravidade da doença. DOSE HABITUAL: 100-
A penicilina procaína está indicada no 200 mg/kg/dia 4/4h.
Principais efeitos colaterais dos antibióticos: BETA-LACTAMICOS — Incluem o grupo das tratamento das infecções de pequena ou média
AMINIPENICILINAS
Penicilinas (naturais e semi-sintéticas), Cefalosporinas gravidade como faringoamigdalite
(AMPICILINA/AMOXICILINA) — Com relação ao
(primeira à quarta geração), Carbapenêmico, estreptocócica, erisipela e gonorréia. Outra
espectro de ação, a Ampicilina é efetiva contra muitas
Monobactâmicos e associações com inibidores da beta- possibilidade de uso é a complementação
bactérias aeróbias gram-positivas (Streptococcus
lactamase. O mecanismo de ação resulta na inibição da ambulatorial após início do uso da penicilina
pyogenes, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus
síntese da parede celular bacteriana, através do bloqueio cristalina. DOSE HABITUAL: 400.000 UI IM
viridans, Enterococcus faecalis, Listeria
a cada 12/12h.
monocytogenes), bactérias anaeróbias gram-positivas
(Clostridium spp., Peptostreptococcus spp. e agentes de infecções comunitárias. Tais drogas cardíaca. DOSE HABITUAL: 2,25-4,5g/dia indicação do uso de ceftriaxone. DOSE
Actinomyces israelli), determinadas bactérias aeróbias não ultrapassam a barreira hemato-liquórica, (8/8h) EV, IM e 0,25-1,0g/dia (12/12h) VO. HABITUAL:2,0-4,0g/dia (12/12h) (máximo
gram-negativas (Escherichia coli, Proteus mirabilis, mesmo em meninges inflamadas. 4,0g/dia em meningites).
3. TERCEIRA GERAÇÃO
Haemophilus influenzae, Salmonella typhi e não-typhi, Habitualmente são utilizados nas infecções por CEFTAZIDIMA: destacando-se das demais
Neisseria meningitidis) e bactérias anaeróbias gram- Staphylococcus aureus meticilino sensível Caracterizam-se pela melhor atividade contra cefalosporinas de terceira geração pela
negativas (Bacteroides spp. exceto Bacteroides fragilis, (abscessos cutâneos, foliculite, celulite,), bacilos gram-negativos, aumento da meia vida atividade anti-Pseudomonas apresentada,
Fusobacterium spp.) determinados estreptococos (erisipela) e alguns da droga permitindo posologias mais cômodas, decaindo com a diminuição da inflamação
bacilos gram-negativos entéricos (Escherichia maior resistência à ação das beta-lactamases e meníngea. O espectro de ação engloba
Em comparação com a benzilpenicilina, há coli, Klebsiella spp. e Proteus mirabilis). concentrações liquóricas adequadas para o principalmente as enterobactérias,
maior atividade contra Haemophilus
Dentre as bactérias gram-positivas, as tratamento de meningites bacterianas. Haemophilus spp e Pseudomonas aeruginosa.
influenzae, Enterococcus faecalis e Salmonella
cefalosporinas (todas as gerações) não CEFOTAXIMA: A concentração liquórica, em Apresenta atividade contra cocos gram-
spp., apesar das taxas variáveis de resistência.
apresentam atividade contra Staphylococcus presença de meninges inflamadas corresponde positivos inferior às cefalosporinas de primeira
Perde-se por outro lado, atividade em relação ao
aureus meticilino-resistente, enterococos, cepas de 7 a 20% da concentração sérica, considerada geração, destacando-se a baixa atividade contra
Streptococcus pyogenes, Streptococcus
de pneumococo totalmente resistente à adequada para o tratamento de meningites e pneumococo, sem justificativas para
pneumoniae, Neisseria meningitidis, Neisseria
penicilina e Listeria monocytogenes. Da mesma abscessos cerebrais. A cefotaxima apresenta terapêuticas empíricas nas quais há a remota
gonorrhoeae e Clostridium spp.
forma, não há atividade adequada contra os boa atividade contra diversos gram-positivos e possibilidade de etiologia pneumocóccica. A
As indicações clínicas principais envolvem o seguintes patógenos gram-negativos: ceftazidima deve ser reservada para infecções
gramnegativos, excetuando a Pseudomonas
tratamento de infecções de vias aéreas Pseudomonas spp., outras enterobactérias, nosocomiais por Pseudomonas aeruginosa
aeruginosa, Acinetobacter baumannii e Serratia
superiores (sinusite, otite, faringoamigdalite), Neisseria meningitidis, Brucella spp. e como pneumonias, pielonefrites,
spp. Destaca-se a atividade contra
infeções pulmonares, infecções urinárias, Legionella pneumophila. As cefalosporinas de meningoencefalites, 93 osteomielites. DOSE
enterobactérias, porém a sensibilidade do
salmoneloses e meningites por Listeria primeira geração são utilizadas habitualmente HABITUAL: 4,0-6,0g/dia (8/8h).
Staphylococcus aureus é inferior à
monocytogenes e Streptococcus agalactiae. Nas na antibioticoprofilaxia cirúrgica. cefalosporina de primeira geração. As 4. QUARTA GERAÇÃO
meningites por Streptococcus pneumoniae, o CEFALEXINA: 2,0-4,0g/dia (6/6h) principais indicações da droga incluem o
Neisseria meningitidis e Haemophilus o CEFALOTINA: reservada para tratamento de Haemophilus spp produtores de Desenvolvidas com o intuito de conservar a boa
influenzae, a observação do padrão de infecções graves ou não beta-lactamase, meningites em neonatos (droga atuação contra bacilos gram-negativos
sensibilidade da cepa é fundamental para a disponibilidade do trato gastro- de escolha) e em adultos (Neisseria (incluindo a [Link]) e ampliar o espectro
utilização da ampicilina. DOSE HABITUAL: intestinal para administração da droga meningitidis, Streptococcus pneumoniae). No na tentativa de recuperação da atividade contra
2,0-4,0g/ dia 6/6h oral e 100-200mg/kg/dia EV. oral. 4,0-12,0g/dia (6/6h) tratamento das peritonites bacterianas bactérias gram-positivas.
A amoxicilina apresenta absorção oral mais o CEFAZOLINA: 3,0-6,0g/dia (8/8h) espontâneas, o uso da cefotaxima apresenta CEFEPIME: O espectro de ação para bacilos
efetiva, levando à permanência de
2. SEGUNDA GERAÇÃO bons resultados. DOSE HABITUAL: 3,0- gram-negativos é semelhante à ceftazidima,
concentrações séricas duas vezes maior que a
6,0g/dia (8/8h) (máximo 12,0g/dia). • mantendo a atividade contra Pseudomonas
Ampicilina. A meia vida da droga é de uma
Tais compostos apresentam ação contra CEFTRIAXONE: O espectro de ação inclui aeruginosa . Em relação aos gram-positivos,
hora, com índice de ligação às proteínas
bactérias gram-positivas (semelhante à patógenos gram-positivos e gram-negativos, possui atividade contra o Staphylococcus
plasmáticas de 17% e eliminação renal. A
cefalosporina de primeira geração), cocos sem atividade contra anaeróbios, Pseudomonas aureus meticilino-sensível e alguns
concentração da droga no líquor é muito
gram-negativos, hemófilos e enterobactérias. aeruginosa, Legionella spp., Chlamydia spp, estreptococos incluindo o pneumococo e
variável em pacientes com meningite, não
Alguns representantes possuem ação contra Mycoplasma spp e Listeria monocytogenes. O excetuando os enterococos. As principais
devendo-se utilizá-la 92 nestas circunstâncias.
Bacteroides fragilis. A Pseudomonas uso do ceftriaxone não está indicado para indicações do cefepime estão relacionadas às
A única apresentação da droga é oral. Com
aeruginosa não é sensível ao uso de estafilococos meticilino-resistentes ou infecções hospitalares graves (pneumonias,
relação ao espectro antimicrobiano, a
cefalosporina de segunda geração. pneumococos com elevado nível de resistência meningites, etc) por bacilos gram-negativos
Amoxicilina é mais ativa contra Salmonella
CEFOXITINA: Ocorre perda da atividade à penicilina. O ceftriaxone apresenta atividade sensíveis, sem etiologia determinada ou como
typhi e menos ativa contra Shiguella spp. As
contra gram-positivos, se comparada às inferior às cefalosporinas de primeira geração antimicrobiano inicial no paciente neutropênico
indicações terapêuticas incluem o tratamento
cefalosporinas de primeira geração. Com nas infecções por bactérias gram-positivas. Por febril. DOSE HABITUAL: 2,0-4,0g/dia
do Helicobacter pylori (droga adjuvante) e
relação aos gram-negativos, há ampliação do outro lado, observa-se melhor atividade contra (12/12h).
doença de Lyme. Usada para tratamento de
espectro com a inclusão de determinados bacilos gram-negativos como Escherichia coli,
Rinossinusite, otite média aguda, infecção CARBAPENÊMICOS
gêneros como Haemophilus spp. A bactéria Klebsiella spp., Proteus mirabilis, Salmonellas
urinária, infecções respiratórias, faringite
anaeróbia Bacteroides fragilis também é spp., Shigella spp., Enterobacter spp., IMIPENEM
bacteriana, febre tifóide e profilaxia da
sensível à cefoxitina. Desta forma, a cefoxitina Morganella spp. e Proteus indol- positivo. o O espectro de ação inclui bactérias
endocardite bacteriana. DOSE HABITUAL:
tornou-se uma droga de grande uso profilático Outras bactérias dos gêneros Yersinia, gram-negativas, anaeróbios (exceto
20-50 mg/kg/dia, de 8/8 h ou de 12/12 h; Dose
em procedimentos cirúrgicos gastro-intestinais. Eikenella, Pasteurella, Haemophilus e Clostridium difficile), cocos gram-
máxima: 3000 mg/dia.
DOSE HABITUAL: 3,0-6,0 g/dia 8/8h. Moraxella também apresentam sensibilidade. positivos (exceto Staphylococcus
CEFALOSPORINAS: CEFUROXIMA: tem atividade contra As principais indicações clínicas incluem aureus meticilino-resistente e
Haemophilus influenzae e E. coli resistentes às meningoencefalites bacterianas (pneumococo, Enterococo) e Nocardia spp. por
1. PRIMEIRA GERAÇÃO
cefalosporinas de 1ª geração. Há apresentação meningococo, hemófilos e bacilos gram- bactérias gram-negativas
Apresentam atividade contra diversas bactérias oral. Na apresentação endovenosa é utilizada negativos) e abscessos cerebrais em todas as multirresistentes. A capacidade de
aeróbias gram-positivas e gram-negativas, para profilaxia de cirurgia neurológica e faixas etárias. Infecções sistêmicas graves por induzir betalactamases em bacilos
bacilos gramnegativos constituem também
gram-negativos contra outros hospital-dia ou domiciliar por poder ser infecção de tecidos moles com envolvimento de penicilina ou à vancomicina no
antimicrobianos reitera a necessidade utilizado uma vez ao dia por via flora mista e infecções intra-abdominais tratamento de encocardite por
do uso controlado da droga. endovenosa ou intramuscular. (associadas a aminoglicosídeos). Boa Enterococcus sp ou por Streptococcus
o Infecções nosocomiais por o DOSE: Crianças: 15 mg/kg/dia a cada alternativa para tratamento de infecções por viridans; associada à vancomicina e à
microorganismos multirresistentes, 12 h Adultos: 1 g, IV ou IM, a cada 24h. Acinetobacter. DOSE: 50-200 mg/kg/dia (com rifampicina para o tratamento de
particularmente causadas por base no componente ampicilina), de 4-6 h. endocardite por Staphylococcus
INIBIDORES DA BETA LACTAMASE — Os
Citrobacter freundii, Acinetobacter Doses de até 400 mg/kg/dia podem ser usadas coagulase-negativo em válvula
inibidores da beta-lactamase, Ácido clavulânico,
spp e Enterobacter spp. Tratamento em casos de meningite. Dose máxima: 12 g/dia protéica e à penicilina para o
Sulbactam e Tazobactam, são substâncias dotadas de
empírico de pacientes previamente e deve ser utilizada em infecções por tratamento de endocardite por
baixo poder antimicrobiano, porém quando associadas
tratados com múltiplos antibióticos. Acinetobacter. Corynebacterium spp. É ativa contra
a antibióticos betalactâmicos ocupam as enzimas beta-
Iinfecções polimicrobianas, infecções Bacilos gram-negativos aeróbios,
lactamase bacterianas, permitindo a ação das drogas AMINOGLICOSIDEOS — O mecanismo de ação
intraabdominais e de partes moles, como Serratia sp, Proteus sp,
associadas. envolve a ligação à subunidade 30S ribossomal,
osteomielites, infecções complicadas Pseudomonas sp, Klebisiela sp,
determinando a formação de proteínas anômalas (efeito
do trato urinário e infecções causadas Os inibidores de beta-lactamase atuam melhor Enterobacter sp e Escherichia coli. É
bacteriostático). Além disso, os aminoglicosídeos
por germes resistentes a outros nas enzimas codificadas por plasmídios, ativa contra Staphylococcus aureus.
determinam alterações da parede 94 celular, resultando
agentes. apresentando pouca atividade contra DOSE: Adultos: 3-6 mg/kg/dia a cada
em efeito bactericida direto e participando como
o DOSE: Crianças (a partir dos 3 Pseudomonas aeruginosa, diversas 8 h ou 240 mg a cada 24 h.
adjuvante na terapia combinada com beta-lactâmicos ou
meses): 60-100 mg/kg/dia em 4 enterobactérias, Staphylococcus epidermidis e TOBRAMICINA
glicopeptídeos. A classe de drogas apresenta pequena
administrações. Adultos: 500-1 g, a Staphylococcus aureus meticilinoresistente. O o O espectro de ação é semelhante à
absorção oral. A distribuição ocorre de forma
cada 6 h. Ácido Clavulânico+Amoxicilina na proporção gentamicina, porém apresenta melhor
satisfatória nos líquidos cavitários (pleura, pericárdio,
MEROPENEM 1:4 atua nas beta-lactamases produzidas por atividade contra Pseudomonas
peritônio e líquido sinovial), parênquima pulmonar e
o Com relação ao espectro de ação, Staphylococcus aureus, Haemophilus aeruginosa, Acinetobacter spp. e
vias urinárias (concentração muitas vezes superior à
comparativamente ao imipenem, o influenzae e bactérias anaeróbias. A Escherichia coli. DOSE HABITUAL:
concentração sérica). A penetração liquórica é
meropenem possui maior atividade apresentação farmacológica da droga inclui a 3-5 mg/kg/dia (EV ou IM) (8/8h ou
considerada ineficaz.
contra bacilos gram-negativos forma oral e endovenosa. As infecções dose única).
(enterobactérias e Pseudomonas respiratórias altas (sinusite, otite, amigdalite) e ESTREPTOMICINA
MACROLIDEOS — Dependendo da espécie, inóculo,
aeruginosa) e menor eficácia contra infecções de cavidade oral com etiologia o As indicações incluem o tratamento da
dose utilizada e farmacocinética, os macrolídeos podem
cocos gram-positivos. anaeróbica constituem as principais indicações tuberculose (casos resistentes às drogas
apresentar atividade bactericida ou bacteriostática (in
o Infecções nosocomiais por clínicas. de primeiro escolha ou intolerância),
vitro).
microorganismos multirresistentes, Amoxicilina + clavulanato: Infecções brucelose, peste e tularemia. Utiliza-se
particularmente causadas por respiratórias, otite, amigdalite e celulite. Opção também, associada a penicilina ou ERITROMICINA
Citrobacter freundii, Acinetobacter sp para o tratamento de infecção de tecidos moles ampicilina, para o tratamento de o Os agentes susceptíveis incluem
e Enterobacter spp. Tratamento com envolvimento de flora mista e infecções infecções graves por enterococos. bactérias aeróbias gram-positivas
empírico de pacientes previamente intra-abdominais (associadas a DOSE HABITUAL: 15 mg/kg/dia em (estafilococo meticilino-sensível,
tratados com múltiplos antibióticos. aminoglicosídeos). Crianças: 30 mg/kg, IV, 6-8 dose única EV ou IM. estreptococos, corinebactérias, Listeria
Iinfecções polimicrobianas, infecções h. Adultos ou crianças com mais de 40 kg: 250- NEOMICINA monocytogenes), cocos gram-
intraabdominais e de partes moles, 500 mg, de 8/8 h ou 875 mg a cada 12 h. Em o As indicações da formulação oral negativos (gonococo e meningococo),
osteomielites, infecções complicadas infecções cocos resistentes à penicilina, usar a incluem o preparo do cólon pré- espiroquetas (Treponema spp. e
do trato urinário e infecções causadas formulação ES na dose de 90 mg/kg/dia da cirúrgico e tentativa de esterilização da Leptospira spp), actinomicetos,
por germes resistentes a outros amoxicilina a cada 12 h. flora intestinal na encefalopatia riquétsias, Chlamydia trachomatis,
agentes. É o fármaco de escolha para O Sulbactam+Ampicilina possui perfil hepática. DOSE HABITUAL: 1,0-1,5g Mycoplasma pneumoniae, Legionella
tratamento de infecções do sistema semelhante ao Á[Link]ânico. Entretanto, (6/6h) (VO). pneumophila, micobactérias (espécies
nervoso central e para tratamento de possui ação bactericida contra Acinetobacter NEOMICINA+BACITRACINA não-tuberculosis) e alguns anaeróbios.
pacientes com história prévia de baumannii resistente às cefalosporinas e o Infecções menores de pele. Aplicar de Os bacilos gram-negativos são
convulsão. quinolonas. Ampicilina / sulbactam é uma 1-4x/dia. naturalmente resistentes à eritromicina.
o DOSE: Adultos: 0,5-1 g, IV, de 8/8 h, combinação composta de ampicilina, um AMICACINA o Observa-se resistência adquirida de
podendo chegar a 6 g/dia em antibiótico beta-lactamases sensíveis, e o As indicações clínicas incluem Staphylococcus aureus,
meningites e infecções graves por P. sulbactam, um inibidor de betalactamases. A infecções graves por enterobactérias, Staphylococcus epidermidis e
aeruginosa. adição de sulbactam amplia o espectro bacilos gram-negativos (sensíveis). Streptococuus pneumoniae. Ocorre
ERTAPENEM antimicrobiano de ampicilina. A ampicilina é DOSE HABITUAL: 15 mg/kg/dia resistência cruzada com outros
o É um carbapenem de espectro menor uma penicilina semi-sintética e compartilha o (EV) (12/12 h ou dose única). macrolídeos e lincosamidas. A
que os outros pois não tem ação sobre mesmo mecanismo de ação como a outras GENTAMICINA eritromicina constitui opção
Pseudomonas aeruginosa e penicilinas, ou seja, é bactericida e interfere na o É o aminoglicosídeo de escolha em terapêutica como substituto da
Acinetobacter spp. É indicado para o parede celular das bactérias. Usada em instituições nas quais as taxas de penicilina em pacientes com
tratamento de infecções em pacientes Infecções respiratórias, sinusite, otite, resistência dos gram-negativos são antecedente de hipersensibilidade à
complicados e permite o uso em amigdalite e celulite. Opção para tratamento de baixas. Associada à ampicilina, à droga.
oConstitui droga de primeira escolha em LINCOSAMIDAS — Tal estrutura envolve CIPROFLOXACINA: diferenciam-se pela SULFAMETOXAZOL + TRIMETROPINA:
casos de difteria, coqueluche, eritrasma aminoácidos ligados a um aminoaçúcar, atuando na ação terapêutica sistêmica e ampliação do Infecções respiratórias, gastrointestinais e
e acne. Da mesma forma, é droga de inibição da síntese protéica, através da ligação com a espectro de ação para estafilococos. Há boa urinárias, sinusite, otite média, prostatite,
escolha nas "pneumonias atípicas" subunidade 50 S ribossomal (efeito bacteriostático) A distribuição da droga, destacando-se a orquite e epididimite. Infecções por Nocardia
provocadas por Mycoplasma lincomicina é pouco utilizada. concentração terapêutica em parênquima asteróides, uretrite ou cervicite por N.
pneumoniae, Legionella pneumophila pulmonar, seios maxilares, amígdalas gonorrhoeae, linfogranuloma venéreo e
e Chlamydia pneumoniae, assim como CLINDAMICINA
linfonodos, pele, tecido subcutâneo, fígado, cancróide. Tratamento e profilaxia das
nas uretrites ocasionadas por o O espectro de ação envolve
vias biliares, próstata e aparelho genito- infecções por P. carinii. Profilaxia da “diarréia
Chlamydia trachomatis e Ureaplasma basicamente bactérias aeróbias gram
urinário. A ciprofloxacina pode ser utilizada no do viajante”, de infecções urinárias e de
urealyticum. DOSE HABITUAL: 1,0- positivas e bactérias anaeróbias. A
tratamento de infecções por enterobactérias, exacerbações de infecções agudas em pacientes
2,0g/dia 6/6h. meia vida da droga é de
estafilococos, Neisseria spp e Pseudomonas com bronquite crônica. Brucelose, infecções do
CLARITROMICINA aproximadamente 2,5 a 3 horas, com
aeruginosa. Deve-se obrigatoriamente atentar trato biliar, osteomielite aguda e crônica,
índice de ligação proteíca de 84%,
o Diferentemente, sua atividade contra ao perfil de sensibilidade dos patógenos na infecções por Paracoccidioides brasiliensis.
excreção renal e penetração liquórica
estreptococos (incluindo o instituição. As principais indicações incluem DOSE USUAL: Adultos: 800 mg de
95 ineficiente, mesmo em meninges
pneumococo) e estafilococos é cerca de infecções urinárias altas e baixas, salmoneloses sulfametoxazol, mais 160 mg de trimetoprima,
inflamadas. As indicações clínicas
quatro vezes maior que a eritromicina. (incluindo febre tifóide), shigueloses, VO ou IV, de 12/12 h, por 10-14 dias para a
incluem infecções comunitárias por
Também possui atividade contra osteomielites, infecções das vias biliares e maioria das infecções.
Staphylococcus aureus (celulite,
Haemophilus influenzae, Haemophilus respiratórias (Haemophilus e enterobactérias).
furunculose,etc), infecções por germes GLICOPEPTÍDEOS — Os glicopeptídeos constituem
ducreyi, Mycobacterium leprae, DOSE HABITUAL: 500-1500mg/ dia (12/12h)
anaeróbios (exceto Clostridium uma classe bactericida de antimicrobianos, atuando na
Mycobacterium avium-intracellulare e (VO); 400-1600 mg/dia (12/12h ou 8/8h) (EV).
difficile), principalmente, pélvicas ou inibição da síntese da parede celular bacteriana. •
Toxoplasma gondii.
respiratórias (Alternativa à penicilina 3. QUINOLONAS RESPIRATÓRIAS
o As indicações clínicas principais VANCOMICINA: O espectro de ação dos
em pacientes alérgicos). Infecções de
inluem faringites, amigdalites, otites e LEVOFLOXACINO: O espectro de ação inclui glicopeptídeos inclui bactérias aeróbias e
cavidade oral, osteomielite e
sinusites purulentas. As pnemonias patógenos gram-positivos (Streptococcus anaeróbias gram-positivas. A administração da
alternativa para o tratamento de
bacterianas, como aquelas causadas por pneumoniae, Streptococcus pyogenes, Vancomicina é realizada por via endovenosa,
toxoplasmose e pneumocistose. Existe
pneumococo Chlamydia pneumoniae, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecalis) reservando-se a via oral exclusivamente para os
na apresentação oral e endovenosa.
Legionella pneumophila e gram-negativos (Haemophilus influenzae, casos de colite por [Link]. A Vancomicina
DOSE HABITUAL: 600-2700 mg/ dia
Mycoplasma pneumoniae apresentam Moraxella catarrhalis, Escherichia coli, atravessa a barreira hemato-encefálica somente
(6/6h ou 8/8h).
boa resposta clínica. Quadros de Salmonella spp., Shigella spp., Yersinia em meninges inflamadas. As principais
infecção por Mycobacterium avium- QUINOLONAS enterocolitica) e agentes como Legionella indicações clínicas envolvem infecções por
intracellulare devem receber esquemas pneumophila, Mycoplasma pneumoniae e agentes etiológicos como o Staphylococcus
terapêuticos com a inclusão de O mecanismo de ação desta classe envolve a inibição da
Chlamydia spp. A levofloxacina está indicada aureus meticilino-resistente, enterococo
Claritromicina. DOSE HABITUAL: síntese do DNA cromossômico, através da subunidade
preferencialmente nas infecções respiratórias resistente à ampicilina, pneumococo resistente
1,0-2,0 g/dia (12/12h). A da DNA girase, determinando ação bactericida
(alta e baixa), uma vez que a concentração à penicilina, Clostridium difficile (colite
AZITROMICINA dependente da dose.
tecidual, principalmente nas primeiras 24 horas induzida por uso de antimicrobianos) e
o A azitromicina possui melhor atividade 1. SEGUNDA GERAÇÃO é considerada bastante satisfatória, além da Staphylococcus epidermidis (principalmente
contra bactérias gramnegativas, porém sensibilidade da maioria dos patógenos. Outras em pacientes com dispositivos intravasculares,
com menor eficácia contra cocos e NORFLOXACINA: proporciona atividade indicações incluem infecções do trato urinário, próteses e imunossuprimidos). Grande parte
bacilos gram-positivos. Bacilos gram- contra Pseudomonas aeruginosa. A gastrointestinal e partes moles. DOSE dos agentes citados são importantes patógenos
negativos como Klebsiella, Proteus, norfloxacina é disponibilizada somente para HABITUAL: 500 mg/dia em dose única das infecções hospitalares, resultante muitas
Citrobacter, Enterobacter, Serratia e uso oral, apresentando baixa taxa de absorção e vezes da pressão seletiva por uso de
Pseudomonas são naturalmente consequentemente nível sérico insuficiente DERIVADOS DA SULFA — O mecanismo de ação
antimicrobianos. DOSE HABITUAL: 1,0g
resistentes à ação da azitromicina. para infecções sistêmicas. Entretanto, só atinge das sulfas implica na inibição da síntese do ácido fólico,
(2/12h).
o A droga pode ser utilizada para o níveis terapêuticos na urina, nas fezes e na precursor das purinas, componente do material
tratamento de infecções respiratórias próstata. Pode ser o agente preferido nas genético. ANFENICÓIS
agudas (otites, sinusites, pneumonias), infecções do trato urinário que envolve
SULFADIAZINA: Ativo contra H. ducreyi, CLORANFENICOL: O mecanismo de ação
uretrites e cervicite ocasionadas pela bactérias gram negativas resistentes, como
Nocardia sp., Actinomyces sp., baseia-se na inibição da síntese proteíca através
Chlamydia trachomatis, cancro mole Pseudomonas aeruginosa, infecções urinárias
Calymmatobacterium granulomatis e da ligação à subunidade 50 S ribossomal ,
([Link]) e doença de Lyme baixas, profilaxia de infecções urinárias
Toxoplasma gondii. Principais usos: levando à inibição da ação da peptidil-
(Borrelia burgdoferi). DOSE recidivantes, prostatites nas quais o agente
Nocardiose e toxoplasmose. DOSE USUAL: 2- transferase e impossibilidade de formação do
HABITUAL: em infecções leves: etiológico seja a Escherichia coli e
8 g/dia, VO, de 6/6 h, mais pirimetamina 25 peptídeo. Possui ação bacteriostática ou
500mg/no 1º dia e, nos dias 2 a 5: uretrite/cervicite por Neisseria gonorrheae.
mg/dia e ácido folínico 5-10 mg, 3 X/semana. bactericida conforme a sensibilidade do agente
250mg; em infecções moderadas DOSE HABITUAL: 800mg/dia (12/12h).
Para o tratamento supressivo da toxoplasmose, em questão. Existem duas formas de
1,0g/dia (VO); pneumonia comunitária
2. TERCEIRA GERAÇÃO usar 1 g, de 12/12 h. • apresentação de cloranfenicol, oral e parenteral,
e infecções graves 1g/dia EV.
esta última reservada para casos de maior
gravidade. O cloranfenicol é o antimicrobiano TETRACICLINAS — Na prática clínica, utiliza-se no autoimune... o quadro mecânico tem uma o Ambos os anteriores ocorre geralmente
que possui excelente concentração liquórica e nosso meio a Tetraciclina (1953) e a Doxiciclina (1962), duração bem maior para ser crônico). em jovens/crianças em fase de
encefálica. respectivamente Tetraciclinas de ação longa e curta. o Quadros inflamatórios temos um crescimento e em indivíduos idosos
o O espectro de ação inclui bactérias objetivo de tratar mais rapidamente o Verificar se tem ou não sintoma
gram-positivas aeróbias como TETRACICLINA/DOXICICLINA: O espectro para não gerar sequelas para o paciente neurológico
de ação inclui diversas bactérias aeróbias e
estreptococos (pneumococo, Estenose de canal medular:
anaeróbias, porém o surgimento de resistência Hérnia de disco é responsável pela minoria dos casos de
enterococo, grupo viridans), o Pode ter uma redução do espaço do
e toxicidade determinaram muitas restrições lombalgia crônica existe uma dissociação bem
Staphylococcus aureus (meticilino- forame medular por várias causas como
com relação às indicações clínicas, constituindo grande clínico-radiológico. A principal causa é a
sensível) e Staphylococcus herniação, proliferação de tecidos
alternativa terapêutica para muitas infecções. lombalgia primária (músculos, ossos, tendões... não
epidermidis, Listeria monocytogenes e cartilogênico (comum em pacientes
As indicações incluem: Doença de Lyme acha nada do ponto de vista macroscópico que explique
96 Corynebacterium diphteriae. idosos) ou osteoartrite da faceta com
(Borrelia burgdoferi), brucelose (terapia a dor dele, embora os achados do exame de imagem
Bactérias gram-negativas como crescimento de osteófito
combinada), granuloma inguinal podem mostrar várias alterações).
Haemophilus influenzae, salmonelas, o Causam sintomas específicos:
Shigela spp., Escherichia coli, Proteus (Calymmatobacterium granulomatis),
Manejo é clinico porque tem uma dissociação claudicação neurogênica (idoso com
mirabilis, Citrobacter spp. e Klebsiella infecções por Chlamydia trachomatis
muito grande clínico-radiológico (por isso só sintomas piores quando fica em pé e
spp. também apresentam sensibilidade. (linfogranuloma venéreo, tracoma), Chlamydia
solicitamos exames de imagem se pode quando caminha determinadas
O cloranfenicol possui atividade contra pneumoniae (Pneumonias), Helicobacter
acontecer de mudar a conduta) distâncias com o desenvolvimento de
anaeróbios como clostrídios e pylori, moléstia inflamatória pélvica aguda,
dor irradiada para membros inferiores
Bacteroides fragilis e outros patógenos ricketsioses, espiroquetas (leptospirose e sífilis) Epidemiologia da lombalgia mecânica (primária): que lembra uma hérnia de disco
como clamídias, micoplasma, e cólera. DOSE HABITUAL
Quando temos uma causa, deixamos de ser uma múltipla, do tipo queimação e que
riquetsias e bartonelas. TETRACICLINA: 2-4g/dia (6/6h) oral.
lombalgia mecânica para uma lombalgia melhora ao sentar/deitar)
o A utilização do cloranfecol foi DOXICICLINA: 100-200mg (12/12h) oral.
Alguns quadros não muito
secundária
restringida a determinadas situações IMIDAZÓICOS graves podem doer apenas
Maior causa de consulta ambulatorial
específicas como abscesso cerebral depois de caminhar um tempo
METRONIDAZOL: As indicações clínicas Alguma vez: 84%; formas subagudas ou
(excelente penetração liquórica e – importante diferenciar de
incluem: perfuração intestinal, peritonites e crônicas: até 26%
atividade contra anaeróbios), obstrução arterial (aqui não
salmonelose e meningite por hemófilos pelvi-peritonites, apendicite perfurada, aborto Fatores de risco para cronificação:
teremos alteração de pulsos e
em crianças. Possui bastante eficácia séptico, abscessos (hepático, cerebral, etc.) e o Sedentarismo
um sintoma que pega de cima
no tratamento de riquetsioses (febre Q, colite pseudo- membranosa. O metronidazol o Baixo nível socioeconômico
para baixo, enquanto a
febre maculosa, tifo epidêmico), também pode ser utilizado no tratamento o Insatisfação profissional
isquêmica costuma iniciar os
bartoneloses e infecções por combinado na úlcera por Helicobacter pylori. o Transtornos psiquiátricos – estresse
sintomas em regiões mais
anaeróbios como Bacteroides fragilis Apresenta também atividade contra Entamoeba dificulta o controle álgico e afeta as
distais)
(apendicite, pelviperitonite, aborto hytolitica, Giardia lamblia, Trichomonas vias de controle álgico
Sintoma tende a piorar na
séptico, perfuração de vísceras, vaginalis, Helicobacter pylori e Gardnerella A primeira causa de aposentaria por invalidez é hiperextensão da coluna e
abscessos). Tal restrição devese aos vaginallis. DOSE HABITUAL: Giárdia: dorsalgia e em terceiro lugar transtornos dos discos melhora quando faz a flexão da
efeitos adversos como aplasia de 750mg/dia (8/8h); E hystolytica: 1,5-2g/dia intervertebrais grande impacto social. coluna
medula, síndrome cinzenta e interações (8/8h); Anaeróbios: 1,5-2g/dia (8/8h ou 12/12h)
medicamentosas. A real incidência de EV ou VO. Triagem: Red flags – causas secundárias:
tais complicações é desconhecida, História de câncer
Na grande maioria das vezes o paciente não tem
merecendo novos estudos para a Mais de 50 anos
um quadro grave. Para decidir se o paciente
utilização segura da droga. DOSE Perda ponderal
precisa de exames mais elaborados, temos que
HABITUAL: 50-100 mg/ kg/dia 6/6h
buscar por quadros graves: Sintomas neurológicos – principalmente se for
1% - graves: câncer, infecção e mielopatia visto no exame físico
20. LOMBALGIA 10% - potencialmente graves: fratura, Dor noturna – indica dor ao repouso, por
radiculopatia, estenose de canal medular exemplo enquanto está dormindo (tende a ser
Algumas definições traz entre o final das mais quadro inflamatório)
Lombalgia costelas à prega glútea (permite colocar a dor da IMPORTANTE:
Refratariedade
sacroileíte como lombalgia) Espondilólise: fratura de uma parte da vertebra Febre
Temporalidade: que ocorre entre processo espinhoso e faceta Uso de drogas injetáveis
Dor lombar (mais focada em relação a dor lombar o Pode ficar estável ou levar a uma Bacteriemia recente
baixa). Agudo: <4 semanas separação entre as estruturas Risco de osteoporose
Subagudo: 4-12 semanas Espondilolistese: quando ocorre a fratura
Topografia: Exame físico:
Crônico: >12 semanas (diferente das artropatias anterior se afastando, uma vértebra deslizando
Dor na coluna lombar autoimunes em que usamos o corte de 6 sobre a outra (escorrendo sobre a outra) Inspeção estática:
semanas para ser um quadro crônico
Deformidades oS1 – flexão plantar (como se fosse ficar o Fisio + exercícios – terapia de primeira Cirúrgico:
Desbalanços nas pontas dos pés) linha para quadro subagudo e crônico
Fazer na minoria das vezes
Alterações cutâneas – como herpes zoster Sensitivo superficial: o Quadro agudo pode ser feito analgesia
o Tátil e aguardar se tem melhora ou não Indicações:
Inspeção dinâmica: o Dolorosa o O melhor é o exercício combinado o Déficit neurológico grave ou
L1 – região inguinal aeróbio + resistido no limite de progressivo (como em alterações da
Testar todos os níveis da coluna: lombar motricidade)
(rotação, flexão lateral e flexão e extensão), L2 – face anterolateral da coxa resistência física e de dor do paciente
L3 – face medial do joelho o Pacientes com estenose de canal o Pacientes com refratariedade após
torácica (extensão e flexão) e cervical (todos os abordagem multidisciplinar
movimentos) L4 – face medial da perna medular – podemos recomendar
L4 – face medial do pé bicicleta porque o paciente poupa a IMPORTANTE:
Teste de Adams – para ver se tem desvio da
L5 – face anterolateral da coluna de extensão e tende a ficar mais
coluna (pede para o paciente abaixar e ver se o
perna ou dorso do pé fletido Síndrome pós-laminectomia (failed back
paciente fica com quadro assimétrico que indica
S1 – parte posterolateral da Psicoterapia surgery):
escoliose)
perna ou ao redor do maléolo Acumputura, massagem, quiropraxia, yoga, o Paciente no pós cirúrgico já começa a
Palpação: lateral e face lateral do pé fitoterapia, mindfulness – considerar em ter uma dor de característica diferente
o Temperatura: usar gase embebida com pacientes que não estejam respondendo a pior e mais refratária, embora em
Palpar todos os processos espinhos – em caso álcool e uma gase seca (sensação fria e topografia semelhante
terapia convencional
de fratura a dor tende a ser bem pontual quente) o Geralmente ocorre em pacientes que
Palpar musculatura atrás de síndrome dolorosa Reflexos:
Farmacológico: operam sem saber bem o motivo pelo
miofascial (contratura do músculo de forma o Patelar: perna relaxada, localiza o qual operaram
Agudo:
inadequada, produzindo pontos de isquêmica e tendão patelar o Tratamento semelhante ao da
o Analgésicos
de dor, levando a um sintoma de irradiação e o Aquileu: estiramento do tendão, lombalgia crônica, porém com quadro
sintomas neurológicos como hiperestesia, o Antiinflamatórios
causando uma leve flexão plantar do pé mais difícil que anteriormente
o Opióides
alteração cutânea – sintomas satélites do paciente
neurológicos e autonômicos) o Relaxantes musculares (geralmente
o Tratamento é com base em soltura Exames de imagem: tem uma contratura muscular
associada) LOMBALGIA E LOMBOCIATALGIA:
o Dor locorregional – encontrar uma
Indicações: o Pode fazer termoterapia, gelo (se for
banda tensa em que ao palpar
o Imagem pode mudar a conduta (não mais traumático), quente se for mais
reproduzimos os sintomas do paciente
tem fundamento pedir exame de contratura muscular, terapia de
Exame neurológico: principalmente se o paciente imagem para ver o que é... temos que massagem para alívio de dor...
vem com dor que se irradia em raiz ter uma hipótese diagnóstica já antes de Crônico/subagudo:
solicitar) o Paciente com vias dolorosas doentes,
Paciente com compressão de raiz virá sinal Suspeita de infecção, câncer, devemos focar mais em medidas não
neurológico alterado (não é porque o exame de fratura (principalmente em farmacológicas e de Neuromodulação
imagem esteja alterado que ele tem pacientes em risco de o Modulação de dor:
compressão, precisa de sintoma) osteoporose), autoimunidade e Antidepressivos: duloxetina
Sensibilidade superficial: dor, temperatura, tato para possível cirurgia (como (duais) e tricíclicos Discos degenerados – menor altura e menor
protopático mielopatia e radiculopatia com Anticonvulsivantes: capacidade de dissipar forças de compressão
Sensibilidade profunda: reflexos déficit grave) pregabalina, gabapentina e o Consequeências – hérnias de disco,
Motricidade Radiografia: solicitada quando se desconfia de topiramato espessamento do ligamento amarelo,
Manobras irritativas: manobra de Lasègue quadro eminentemente ósseo (como uma Todo benefício da medicação artrose facetaria e osteóficos
o Elevação da perna de forma reta do fratura vertebral) em quadros crônicos é modesto o Lombociatalgia – dor que se irradia
paciente – ele tem que reproduzir os Todas as demais causas vamos solicitar a – o que melhora de verdade é a abaixo do joelho
sintomas que ele traz quando a perna ressonância como exame de escolha reabilitação física Causa mais comum de falta ao trabalho
está sendo elevada entre 20-60º graus, o Intervencionista: Fatores de risco: fatores psicológicos,
mais que isso é por redução ligamentar Tratamento: Infiltração epidural com sedentarismo e trabalho mecânico
o Podemos sensibilizar com uma flexão corticoides e anestésicos em Dor na musculatura paravertebral
Não farmacológico:
dorsal do pé do paciente ou pedindo pacientes com radiculopatia Sempre ficar atento aos sinais de alarme
para o paciente dobrar o pescoço Evitar comportamento sedentário – evitar Vida real: costuma se mandar indicação de atenção e exames
Motor: repouso total, mesmo em pacientes com grau de pacientes extremamente
o L2 – flexão da coxa sobre o abdome instabilidade refratários em pacientes com
(testar a força) Evitar coletes lombalgia primária (porém não
o L3 – extensão da persa contra o joelho Evitar afastamento tem grande evidência
o L4 – extensão do pé na articulação do Fisioterapia científica, embora alguns
tornozelo Exercícios físicos melhorem)
o L5 – extensão do hálux
Síndrome da causa equina:
o Alterações sensitivo-motoras
o Disfunção vesical e esfincteriana
o Anestesia em sela na região perineal
o Cirurgia imediata – urgência
ortopédica
Sinal de Lasegue – compressão do nervo ciático
Diagnóstico diferencial: artrose de quadril,
doença inflamatória sistêmica e dor sacroilíaca
(teste de Patrick Faber)
IMPORTANTE: