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Dpa Inês

Os tribunais administrativos em Portugal são organizados em três níveis: Supremo Tribunal Administrativo (STA), Tribunais Centrais Administrativos (TCA) e Tribunais Administrativos de Círculo (TAF). O STA é a instância superior, lidando principalmente com questões de direito, enquanto o TCA atua como segunda instância e os TAF são tribunais de primeira instância. A hierarquia e a repartição de competências são definidas por critérios de matéria, hierarquia e território, com um sistema de duplo grau de jurisdição na maioria dos casos.

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Os tribunais administrativos em Portugal são organizados em três níveis: Supremo Tribunal Administrativo (STA), Tribunais Centrais Administrativos (TCA) e Tribunais Administrativos de Círculo (TAF). O STA é a instância superior, lidando principalmente com questões de direito, enquanto o TCA atua como segunda instância e os TAF são tribunais de primeira instância. A hierarquia e a repartição de competências são definidas por critérios de matéria, hierarquia e território, com um sistema de duplo grau de jurisdição na maioria dos casos.

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Organização e Funcionamento dos Tribunais

Os TAF constituem uma categoria própria de tribunais, diferentes e separada


dos tribunais judiciais, artigo 209.º/1/al. b) CRP.
Os tribunais administrativos funcionam de forma agregada com os tribunais
tributários.
Qual é a hierarquia dos tribunais administrativos?

• No topo temos o Supremo Tribunal Administrativo, com sede em lisboa e


exerce competência sobre todo o território nacional;
• a seguir temos os Tribunais Centrais e Administrativos, existem 3, um com sede
no Porto (norte), Lisboa (sede sul), e Castelo Branco (centro);
• TAF’s

Normalmente, nos tribunais administrativos exige um duplo grau de jurisdição,


excecionalmente um triplo grau, artigos 24.º/2 ETAF e 150.º CPTA.
Os tribunais administrativos têm alçada. A alçada é o valor a partir do qual é
admissível recurso. É essencial aqui saber que os tribunais administrativos têm alçada
fixada em função da alçada dos tribunais judiciais. É a da alçada que decorre a
admissibilidade de haver recurso, artigo 6.º ETAF.
Há ações que entram em primeira instância nos tribunais superiores (STA e
TCA): artigo 24.º situações em que entram em primeira instância no TCA e 37.º/als. c)
e d) – situações em que entram em primeira instância no STA. Neste caso, qual é a
alçada? A alçada aqui é a alçada dos tribunais de círculo: estão a ser decididos em
primeira instância e não em sede de recurso.

Supremo Tribunal Administrativo

Artigo 11.º e ss. ETAF.


O STA é constituído por duas secções: secção do contencioso administrativo e
secção do contencioso tributário. Os juízes que se encontram em exercício dentro do
STA elegem entre eles o presidente e depois o presidente do STA vai ser coadjuvado
por dois vice-presidentes, eleito pelos juízes, um deles pelos juízes do contencioso
administrativo e o outro é eleito pelos juízes da secção do contencioso tributário. O
mandato tem a duração de 5 anos.
O STA funciona ou por secções ou em plenário. Funcionando por secções:
secção do contencioso administrativo e a secção do contencioso tributário. Cada uma
pode funcionar em formação de 3 juízes ou em pleno. Cada secção é composta pelo
presidente, pelo vice-presidente e pelos restantes juízes nomeados.
- Artigo 17.º ETAF: forma de decisão do tribunal. Como é que decidem? Em
conferencia, sob forma de acórdão porque funcionam em coletivo. Após discussão e
conferencia (por maioria), o acórdão é retirado. Pode haver voto de vencido porque
não há sempre unanimidade.

- Artigo 12.º/3/4 ETAF: poderes de cognição. O STA só pode conhecer matéria


de direito. Se a matéria entrar em primeira instância no STA, o STA vai agir como
primeira instância, portanto, pode conhecer também matéria de facto; se for em sede
de recurso, só pode conhecer matéria de direito.

- Artigo 24.º ETAF: há um conjunto de entidade que se praticarem atos


materialmente administrativos e se se pretender pôr em causa estes atos, a ação deve
entrar em primeira instância no STA.

- Artigo 25.º ETAF: eleições para órgãos administrativos que não estejam
reservadas ao Tribunal Constitucional.

- Artigo 24.º/2 ETAF: O STA funciona como instância de recurso – é


competente para conhecer os acórdãos proferidos do TCA.
- Artigo 30.º/3 ETAF
- Artigo 52.º ETAF

Tribunal Central Administrativo


Artigos 31.º e ss.
O TCA é o tribunal de segunda instância e existem três do ponto de vista do
território nacional.
Modo de funcionamento: à semelhança do STA, o TCA também tem duas
secções: secção do contencioso administrativo e secção do contencioso tributário,
artigo 32.º/1 ETAF. Cada secção é composta pelo presidente, pelo vice-presidente e
pelos restantes juízes. Normalmente cada uma das secções funciona em formação de 3
juízes.
Como é que se decide? Artigo 35.º ETAF: é semelhante à do STA. Os juízes
decidem em conferencia sob a forma de acórdão porque falamos em decisão coletiva.
Poderes de Cognição: artigo 31.º/3 ETAF. O TCA conhece matéria de facto e de
direito.
Quanto à competência da secção do contencioso administrativo do TCA, o
TCA, funciona também como primeira instância, nas circunstâncias do artigo 37.º/als.
c) e d) ETAF. Há intervenção do Ministério Público através de procuradores-gerais
adjuntos, artigo 52.º/al. b) ETAF.
Área de jurisdição: Decreto-lei 325/2003 (imprimir com atualização de 2023).
Tribunais Administrativos de Círculo
Artigos 39.º e ss. ETAF.

Tem competência regra: todas as ações entram em primeira instância nos


tribunais administrativos de círculo, exceto aquelas que entram em primeira instância
no TCA e no STA.
Como funcionam? Artigo em regra, funcionam com juiz singular, exceto nas
situações me que o julgamento pode ter em formação em alargada, artigo 41.º ETAF.

- Artigo 40.º ETAF: cada juiz pode conhecer.

A forma de decidir é sob a forma de sentença, uma vez que, funciona com juiz
singular.
Área de jurisdição: determina-se através do Decreto-Lei 325/2003. Ao abrigo
do princípio da especialização, em alguns TAF’s foram criados juízos em função da
especialização em determinadas matérias: juízo administrativo comum, juízo
administrativo social, juízo de contratos públicos, juízo de urbanismo e ordenamento
do território.

CRITÉRIO DE REPARTIÇÃO DOS TRIBUNAIS ADMINISTRATIVOS:


©
√ 1) Critério da repartição da competência em razão da matéria:

Para aferir deste critério, primeiro temos de saber que os TAF’s têm, em regra,
competência universal como tribunais de primeira instância.
Isto significa que, em princípio, as ações entram em primeira instância nos
tribunais administrativos de círculo, artigo 44.º ETAF (remissão – “tribunais
superiores” para artigo 24.º e 37.º).
No entanto, existem situações em que o TCA (artigos 37.º/als. c) e d)) e o STA
(artigo 24.º) funcionam como tribunais primários.
©
√ 2) Critério da repartição da competência em razão da hierarquia:

Critério muito importante em sede de recurso.


Em regra, existe um duplo grau de jurisdição, o que significa que das sentenças dos
tribunais administrativos de círculo, em princípio, apenas é possível interpor recurso
para o TCA, em função da alçada.
Há em certos casos, em que poderá haver um triplo grau de jurisdição. Há situações
em que é sempre possível recurso, artigo 142.º/3 CPTA. Os recursos das decisões dos
tribunais administrativos de círculo são conhecidos pelo STA, artigo 37.º ETAF.
Em princípio, das sentenças dos tribunais administrativos de círculo cabe recurso
para a secção do contencioso administrativo do TAF, salvo se existir recurso per
saltum para a secção do contencioso administrativo do STA, artigos 24.º/2 ETAF,
151.º CPTA (fazer remissão do artigo 37.º ETAF para o 151.º CPTA e 24.º/2 ETAF).
As questões que entram na primeira instância no STA cabe recurso para o pleno da
secção, artigo 25.º/al. a) ETAF.

No caso de dois acórdãos contraditórios dentro da mesma secção, é o pleno do STA


que vai resolver este problema. E se existirem dois acórdãos contraditórios dentro da
mesma secção do contencioso administrativo do STA, quem vai decidir é o pleno.
Fazer remissão do artigo (?) para o 142.º CPTA
Valor da causa: artigos 31.º a 34.º CPTA. Podemos ver o valor das alçadas no artigo
44.º LOSJ.

©
√ 3) Citério da repartição da competência em razão do território:

Agora passamos para o CPTA. Artigos 16.º a 22.º CPTA. Regra geral, artigo 16.º
CPTA. Temos de ler primeiro os desvios, artigos 17.º a 22.º e só depois é que vamos
ao 16.º CPTA. Um dos desvios mais utilizados:

• artigo 20.º CPTA – sublinhar autarquias locais no artigo!!!!;


• outra exceção: artigo 17.º;
• responsabilidade civil: artigo 18.º;
• ação relativa a um contrato administrativo: artigo 19.º;
• contencioso eleitoral: artigo 20.º/3;
• intimação: artigo 20.º/4;
• outros processos de intimação: artigo 20.º/3/5;
• o CPTA tem ainda um regime de salvaguarda: atribui ao TAC Lisboa a
competência supletiva nos casos em que não é possível fixar o tribunal territorialmente
competente, artigo 22.º CPTA.

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