CENTRO UNIVERSITÁRIO FIG - UNIMESP – CAMPUS VILA ROSÁLIA –
GUARULHOS - SP
DIREITO – CIÊNCIAS JURÍDICAS
MODOS DE SUCEDER
Clodoaldo Cardoso de Souza
Guarulhos, SP
2020
CLODOALDO CARDOSO DE SOUZA
MODOS DE SUCEDER
Instrumento apresentado como parte do
requisito para a conclusão da disciplina
Direito CIVIL VIII, do Centro Universitário
FIG-UNIMESP.
Guarulhos, SP
2020
SUMÁRIO
1. DIREITO DAS SUCESSÕES: CONCEITO E FUNDAMENTAÇÃO.....................................5
2. SUCESSÃO LEGÍTIMA..............................................................................................................6
3. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA................................................................................................8
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INTRODUÇÃO
O Direito de sucessões surge da necessidade de prover normas que
regulamentam e fundamentam a legitimidade da substituição dos bens e patrimônios
do titular do direito, podendo ser realizado em vida ou por motivo de sua morte.
Os modos de suceder, apresenta as formas que podem vir a ocorrer
quando há vocação hereditária.
Dentro do direito de sucessões há duas espécies, sendo a sucessão
legítima e a sucessão testamentária. Apresento um resumo das espécies de
sucessão e seus modos.
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1. DIREITO DAS SUCESSÕES: CONCEITO E FUNDAMENTAÇÃO.
O conceito do direito de sucessões, surge pela necessidade da
transferência dos bens e patrimônios de um indivíduo (cujus) após sua morte ao seu
futuro herdeiro (heredi). Com o intuito de definir qual o verdadeiro herdeiro, sem
prejudicar os demais descendentes, o direito de sucessão se torna indispensável
para resolução de conflitos.
A sucessão dos bens vem desde a antiguidade estando relacionado com
a continuidade da família e da religião. Tinham como certo, durante séculos, que
somente a linhagem masculina receberiam o patrimônio da família, sendo o
primogênito do sexo masculino o herdeiro, por ser o responsável pela continuidade
da linha familiar.
Tem-se uma noção mais sólida do direito de sucessões após o direito
romano, onde o líder familiar poderia decidir para quem ficaria os bens por meio do
testamento, caso não dispusesse dele, a sucessão ficaria com os herdeiros de
acordo com a linhagem de sucessão que se dividia em três classes:
Sui: São os herdeiros diretos, constituídos por filhos, netos e
também a esposa;
Agnati: São os herdeiros colaterais, parentes mais próximos do
falecido, como irmão, tio e o sobrinho da mesma linhagem paterna;
Gentiles: Não havendo herdeiros das classes anteriores, a herança
deveria ser passada aos membros do grupo familiar.
No decorrer do tempo, o direito romano fundamenta como sucessão
legítima somente o parentesco natural, como descreve Gonçalves (2012), na ordem
de vocação hereditária, como: descendentes; ascendentes (irmãos e irmãs
bilaterais); irmãos e irmãs consanguíneos ou uterinos; parentes colaterais, porém
reconheciam a forma testamentária, o que não acontecia em outros direitos dos
outros países como por exemplo: Alemanha e França, que não reconheciam a forma
testamentária.
A partir dessas visões há o surgimento do direito contemporâneo
sucessório, estabelecendo como regras das quais os parentes consanguíneos, são
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os sucessores verdadeiros caso não haja testamento, se houver, somente metade
dos bens se dará ao testamentário, outra metade deverá ficar com os herdeiros
legítimos.
No Brasil, o direito das sucessões sofreu grande influência da legislação
francesa, havendo alterações ao longo do período de vigência. Por fim, com o
Decreto Lei 9.461/46, foi determinado a vocação hereditária por meio da linhagem
formada pelos descendentes, ascendentes e colaterais até ao 4º grau, sendo
mantido este limite pelo Código Civil atual. A Constituição Federal de 1988, em
consonância ao direito de sucessões, estabelece em seu art. 5º, como direito e
garantia fundamentais, o direito à propriedade no inciso XXII e o direito à herança no
inciso XXX a todos cidadãos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país.
Basicamente este direito se resume em duas espécies de sucessão,
sendo: a sucessão legítima e a sucessão testamentária, conforme estabelece o art.
1.784 da Lei nº 10.406/2002, Código Civil Brasileiro.
2. SUCESSÃO LEGÍTIMA
O Código Civil no texto do seu art. 1.829 estabelece a ordem de sucessão
legítima como segue:
“A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I – aos
descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo
se casado este com o falecido no regime de comunhão universal, ou
no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou
se, no regime de comunhão parcial, o autor da herança não houver
deixado bens particulares; II – aos ascendentes, em concorrência
com o cônjuge; III – ao cônjuge sobrevivente; IV – aos colaterais”.
(CÓDIGO CIVIL, 2002).
Para cada ordem da sucessão legítima, há as especificações
determinando quais serão os herdeiros de fato da herança e caso não haja herdeiros
legais legítimos, o art. 1.844 da referida Lei, determina que “não sobrevivendo
cônjuge, ou companheiro, nem parente algum sucessível, ou tendo eles renunciado
a herança” o poder público passará administrar estes bens.
Os bens devem ser partilhados em conformidade com a legislação
havendo distinção na forma de partilhar, como consta no art. 1.835:
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Por linha: quando os ascendentes são chamados, pois não há
descendentes;
Por cabeça: serão divididos em conformidade com todos os
descendentes de mesma classe;
Por estirpe: herdeiros sucedem em graus distintos por direito de
representação.
2.1. MODOS DE SUCESSÃO
Conforme abordado pela Profª Mestra Clarissa Botega, os modos
de suceder estão elencados nos artigos, 1.829, 1.851 e 1809 do
Código Civil. Direitos estes, descritos abaixo:
Modo de suceder – Direito próprio: A transferência dos bens por
direito próprio por ser herdeiro do falecido, ou seja, de pai para
filho;
Modo de suceder – Direito de representação: Neste, há a
partilha dos bens aos herdeiros e ao representante do herdeiro pré-
morto, ou seja, de pai para filhos e netos (representante do pré-
morto);
Modo de suceder – Direito de transmissão: Há partilha dos bens
aos herdeiros e ao substituto do herdeiro, após o início da
sucessão e antes da conclusão da partilha, ou seja, de pai para
filhos e netos (substituto do pós-morto).
Abaixo segue uma figura onde a Profª Bortega, traz uma
explicação sobre os modos de suceder:
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Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/9832066/
Os herdeiros são divididos em legítimos, necessários e testamentários.
Legítimos são os descendentes, ascendentes, cônjuges e colaterais, já os
necessários são os descendentes, ascendentes e os cônjuges. O testamentário é
constituído por testamento.
2.2. SUCESSÃO DESCENDENTES
Na sucessão dos herdeiros descendentes, a divisão dos bens dá
por direito próprio e por cabeça e também por representação,
concorrendo com o cônjuge o quinhão 1. Não podendo a cota do
cônjuge ser inferior a ¼ da herança, desde que seja ascendente
juntamente com os herdeiros, art. 1.835 do Código Civil.
2.3. SUCESSÃO ASCENDENTES
Não há direito por representação. O cônjuge do falecido terá direito
a 1/3 na divisão dos bens juntamente com os pais do falecido, ou
½ na divisão dos bens se houver um dos pais do falecido ou
ascendentes de maior grau, art. 1.837 do Código Civil.
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Porção que cabe a cada pessoa na divisão de uma coisa. Parte da herança que cabe a cada herdeiro. Fonte:
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/290731/quinhao. 2018.
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3. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA
A sucessão testamentária consta em art. 1.857, “Toda pessoa capaz pode
dispor, por testamento, da totalidade dos seus bens, ou de parte deles, para depois
de sua morte”, informando que a herança legítima dos herdeiros necessários não
pode fazer parte no testamento. A Lei garante que o testamento poderá ser mudado
a qualquer tempo.
O testamento podem ser ordinários: I – público: aquele que é público,
redigido por tabelião ou substituto deste lavrado em livro de notas, ser lido em voz
alta junto a duas testemunhas e assinado por todos os envolvidos no ato; II – o
cerrado: transcrito pelo próprio testador ou por pessoa escolhida para fazê-lo,
aprovado por tabelião ou substituto, estando presente duas testemunhas, seja
lavrado, lido e assinado junto a todos envolvidos no ato; III – o particular: pode ser
feito de próprio punho ou processo mecânico não podendo haver rasuras, na
presença de três testemunhas, que irão subscrevê-lo, deve ser assinado depois de
haver lido.
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CONCLUSÃO
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REFERÊNCIAS
DIREITO LEGAL. Direito privado. Resumo de sucessão legítima. Disponível em: <
https://direito.legal/direito-privado/resumo-de-sucessao-legitima/ >. Acesso em: 13
mai. 2020.
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro: Direito das sucessões. 6. ed.
São Paulo: Saraiva, 2012. v.7.
JUS. Artigo. Espécies de sucessão. Disponível em:
<https://jus.com.br/artigos/63802/especies-de-sucessao>. Acesso em: 13 mai. 2020.
JUSBRASIL. Tópicos. Quinhão. Disponível em:
<https://www.jusbrasil.com.br/topicos/290731/quinhao>. Acesso em: 13 mai. 2020.
PLANALTO. Casa civil. Constituição. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 13
mai. 2020.
PLANALTO. Casa civil. Leis 2002 L. 10406. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm>. Acesso em:
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