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Características e Patogenia de Ancylostomatidae

O documento aborda a família de parasitas Ancylostomatidae, destacando as espécies Ancylostoma duodenale e Necator americanus, suas características morfológicas e ciclos biológicos. A patogenia dos parasitas é discutida, incluindo os efeitos na saúde do hospedeiro, como anemia e reações inflamatórias. O diagnóstico, epidemiologia e medidas de profilaxia também são abordados, enfatizando a importância da educação sanitária e do tratamento adequado.

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O documento aborda a família de parasitas Ancylostomatidae, destacando as espécies Ancylostoma duodenale e Necator americanus, suas características morfológicas e ciclos biológicos. A patogenia dos parasitas é discutida, incluindo os efeitos na saúde do hospedeiro, como anemia e reações inflamatórias. O diagnóstico, epidemiologia e medidas de profilaxia também são abordados, enfatizando a importância da educação sanitária e do tratamento adequado.

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Ancylostomatidae

Ancylostoma duodenale
Ancylostoma ceylanicum
Necator americanus
Morfologia
Ancylostoma duodenale
- Machos e fêmeas cilindriformes
- Extremidade anterior curvada dorsalmente
Machos
-Bolsa copuladora na
extremidade posterior
-Gubernáculo

Fêmea
-Extremidade posterior
afilada com pequenos
espículos terminais
Necator americanus
-Características semelhantes ao A. duodenale

Macho Fêmea
Bolsa copuladora bem Extremidade posterior afilada
desenvolvida Ausência de espículos
Ausência de gubernáculo

Cápsulas Bucais

N. americanus A. duodenale
Ciclo Biológico
- Desenvolvimento dos ovos oxigenação, alta
umidade e alta temperatura
- L1 e L2 no ambiente movimentos
serpentiformes e se alimentam de matéria orgânica e
microorganismos

- Penetração da L3 estimulada por efeitos técnicos e


químicos produção de enzimas

- Penetração via oral da L3 perda cutícula externa

Estômago
ação do suco gástrico
Patogenia
- Local da penetração: lesões traumáticas

Problemas vasculares, hiperemia, prurido e edema

Processo inflamatório

Metabólitos produzidos pelas larvas


- Intensidade das lesões número de larvas e
sensibilidade do hospedeiro

- Infecções secundárias agravamento da infecção

- Alterações pulmonares passagem de larvas: tosse e


febre
dor epigástrica, diminuição de apetite,
Parasitos no indigestão, cólica, indisposição,
intestino naúseas, vômitos, diarréia
sanguinolentas e constipação
- Anemia intenso hematofagismo

- Persistência da anemia, leucopenia e eosinofilia

Mudanças fisiológicas e bioquímicas

- Reservas de Fe e a dieta alimentar com Fe insuficientes,


devido ao hematofagismo

- Local da fixação intestinal processo inflamatório,


congestão, edema e pontos hemorrágicos
reabsorção
do Fe (40%)
Fe da Hb

vermes
perda
Fe da do Fe
dieta (60%)
Imunologia
- Fase aguda: eosinofilia e aumento de anticorpos IgE e IgG

- Fase crônica: eosinofilia, aumento de IgE e anticorpos


específicos IgG, IgA e IgM

Imunofluorescência, fixação de
complemento, ELISA e
hemaglutinação
Diagnóstico
Clínico: anamnese e associação com os sintomas: cutâneos,
pulmonares e intestinais, seguidos ou não de anemia

Exame de fezes
- presença de ovos
- métodos qualitativos:
- sedimentação espontânea (Hoffman, Pons e Janner)
- sedimentação e centrifugação
- flutuação (Wills)
- impossível a diferenciação dos ovos
- métodos de coprocultura (Harada e Mori)

Identificação das larvas (L3)


Epidemiologia
- Crianças maiores de 6 anos, adolescentes e idosos
- Distribuição geográfica locais temperados e tropicais
- L3 viáveis durante várias semanas em ambiente favorável
Profilaxia
- Destinação adequada aos dejetos humanos
- Educação sanitária
- Suplementação alimentar com Fe e proteínas
- Higiene das mãos e alimentos
- Água filtrada
- Uso de calçados
- Tratamento dos doentes

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