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Revisão de TGP

A ação judicial é o direito de provocar a jurisdição para obter a tutela de um direito material, podendo ser entendida em sentidos material e formal. O documento explora a evolução histórica do conceito de ação, suas definições, teorias doutrinárias e a natureza jurídica, além de abordar aspectos do processo, litisconsórcio e a função da advocacia. A teoria eclética adotada pelo Código de Processo Civil brasileiro é destacada como um avanço importante para garantir a efetividade dos direitos subjetivos.

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A ação judicial é o direito de provocar a jurisdição para obter a tutela de um direito material, podendo ser entendida em sentidos material e formal. O documento explora a evolução histórica do conceito de ação, suas definições, teorias doutrinárias e a natureza jurídica, além de abordar aspectos do processo, litisconsórcio e a função da advocacia. A teoria eclética adotada pelo Código de Processo Civil brasileiro é destacada como um avanço importante para garantir a efetividade dos direitos subjetivos.

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Ação

O que é uma ação judicial?


Ação é o de um direito subjetivo público que autoriza o titular a provocar a atuação
da jurisdição, com o objetivo de obter a tutela de um direito material.
No sentido material, a ação é o direito de exigir do Estado a prestação
jurisdicional, a solução de uma lide ou conflito.

No sentido formal, a ação é um direito subjetivo público abstrato, independente de


que haja realmente um direito a ser tutelado.

A ação é o direito de provocar o exercício da tutela jurisdicional pelo Estado, para


solucionar dado conflito existente entre certas pessoas.

Dissídio:
 Significado etimológico de desinteligência
 No processo do trabalho, refere-se à ação individual ou coletiva perante a
Justiça do Trabalho
Lide:
 Conflito de interesses
 Pretensão do autor resistida pelo réu
Questão:
 Ponto controvertido sobre fato ou direito discutido
Controvérsias:
 Razões de fato ou direito alegadas pelo autor
 Contestadas pelo réu

Evolução histórica sobre o conceito de ação


História de Roma: três etapas
A história de Roma, dividida em monarquia, república e império, apresenta três
sistemas jurídicos distintos: ações da lei, formulário e cognitio extraordinaria.

Cada sistema corresponde a uma fase específica, demonstrando a constante


transformação do procedimento legal.
Ações da Lei e Formulário

As ações da lei no direito romano eram marcadas por um ritualismo próximo da


religiosidade. Com a introdução do formulário, surgiram fórmulas específicas para
cada violação de direito, simplificando e adaptando o processo judicial.
Fases do Procedimento

O procedimento romano compreendia duas fases distintas: in iure, onde se


escolhia a fórmula, e litiscontestatio; e in judicio, perante juiz ou árbitro,
culminando na sentença. Essas fases refletiam a complexidade e a formalidade
do sistema jurídico romano.
Cognitio Extraordinaria

O terceiro período, denominado cognitio extraordinaria, marcou a fusão das


fases do procedimento em uma única instância. O pretor assumia um papel mais
ativo, colhendo provas e proferindo sentenças, refletindo uma maior intervenção do
Estado no processo.
Definição de Ação por Justiniano
A definição de ação por Justiniano, baseada nas contribuições de Celso e Ulpiano,
identifica a ação como o direito de buscar algo em juízo que é devido. Essa
definição influenciou a doutrina civilista, que associava a ação ao direito subjetivo
material.
Polêmica de 1856-1857: Windscheid e Muther

A polêmica entre Windscheid e Muther, em 1856-1857, destaca-se pela distinção


proposta por Windscheid entre ação romana
e klage germânica, enquanto Muther defendia a coincidência entre ambas.
Natureza Jurídica da Ação

A distinção entre direito subjetivo e direito de acionar é fundamental. O direito de


acionar, entendido como um direito público, está vinculado ao direito primitivo,
estabelecendo uma relação complexa entre esferas pública e privada.
Tutela Estatal e Pretensões

A tutela estatal só pode ser invocada contra quem causa lesão, evidenciando a
necessidade de uma relação específica entre o lesado e o causador da lesão.
Distinções entre direitos lesados e direitos do Estado-juiz são cruciais nesse
contexto.
Conceito Atual de Direito de Acionar

O direito de acionar na contemporaneidade mantém sua vinculação a outro direito


e sua lesão. A distinção entre direito material e direito de acionar é evidenciada
pela existência de diferentes obrigados em cada esfera.
Teorias doutrinárias sobre Ação
Teoria Imanentista ou Clássica:


Ação como parte do direito privado.

Ligação direta entre direito de ação e direito material.

Savigny: inexistência de ação sem direito correspondente.

Teoria de Windscheid-Muther:


Distinção entre direito lesado e ação.

Ação como direito contra o Estado.

Críticas e complementação entre Muther e Windscheid.

Teoria da Ação como um Direito Autônomo

 Ação desvinculada do direito material.


 Adolph Wach: ação como direito autônomo contra o Estado.
 Degenkolb e Plósz: ação como direito abstrato de agir.

Ação como Direito Autônomo e Concreto:

 Büllow, Schmidt, Hellwig, Pohle, Kohler, e Chiovenda.


 Ação depende da tutela jurisdicional.
 Necessidade de sentença favorável para exercer poder jurídico.
Ação como Direito Autônomo e Abstrato:

 Degenkolb: ação desvinculada da pretensão.


 Alfredo Rocco: direito de ação depende da tutela estatal.
 Emílio Betti: ação como poder de provocar atuação jurisdicional.
 Carnelutti: ação como direito subjetivo processual das partes.
 Pekelis: direito de fazer agir o Estado.
Teoria de Liebman:

 Direito de ação como direito subjetivo instrumental.


 Mais que uma faculdade, um poder sem obrigação direta do Estado.
 Interesse do Estado na distribuição da Justiça.
 Exercício da função jurisdicional além da sentença de mérito.
Teoria Eclética

 Adotada pelo Código de Processo Civil.


 Direito de ação autônomo, não dependente do direito material.
 Preenchimento de requisitos formais não confundido com apreciação do
mérito.
A teoria eclética e o CPC
Teoria eclética
Combina elementos das teorias da ação como direito subjetivo e da ação como
direito potestativo.

De acordo com essa teoria, a ação é um direito subjetivo público, com o titular da
ação tendo o poder de exercê-lo se houver um direito material a ser tutelado.
Art. 1º do CPCArt. 5º, XXXV da CF/88
Conclusão
A teoria eclética adotada pelo Código de Processo Civil brasileiro é um importante
avanço para o direito processual brasileiro.

Essa teoria garante a efetividade dos direitos subjetivos, ao mesmo tempo em que
protege o Estado de demandas infundadas.
Natureza Jurídica da Ação
Teorias Divergentes

 Independência entre Direito de Ação e Direito Material


 Exercício do Direito de Ação ≠ Reconhecimento Automático do Direito

Material
Teorias Divergentes

 Independência entre Direito de Ação e Direito Material


 Exercício do Direito de Ação ≠ Reconhecimento Automático do Direito
Material
Dever do Estado
 Prestar Jurisdição com Base na Comprovação

Titular da Ação
 Estado na Ação Penal
Condições da Ação
Art. 17 do CPCArt. 330 do CPCArt. 485, VI do CPC
E quanto à possibilidade jurídica do pedido?
Art. 330, § 1º do CPC
Classificação das Ações
Elementos da Ação
Causa de Pedir
 Existência de direito material assegurado ao autor
 Base para o pedido e provoca o Judiciário a reconhecer ou não o direito
 Compreende fundamentos de fato e de direito
 Remota (fundamenta o pedido) e próxima/imediata (fato que origina

o direito)
 Fatos principais ou secundários
 Fundamentos jurídicos não se confundem com legais.

Objeto da Ação
 Pedido de obtenção de pronunciamento judicial
 Pode ser favorável ou não ao autor
 Pedido imediato (direto) busca decisão judicial
 Pedido mediato (indireto) refere-se ao bem material ou imaterial pretendido
Processo
Significados de Processo
a) Sentido Geral:
Conjunto de ações para obter resultado
b) Sociologia:
Sucessão sistemática de mudanças
c) Jurídico:
Ciência e direito processual
Meio dialético de debate
Processo Jurídico
a) Definição:
* Complexo de atos coordenados para prestação jurisdicional
b) João Mendes Jr.:
* Meio para julgamento e segurança constitucional
c) Carnelutti:
* Continente (processo) e conteúdo (lide)
* Pretensão busca reconhecimento do direito material

Relação Jurídica Processual


Natureza da Relação Jurídica Processual:
 Triangular: Juiz, Autor, Réu.
 Autônoma e dinâmica.

Características:
 Complexa: Envolvimento de atos processuais.
 Pública: Regida por normas de ordem pública.
 Direito Público: Desenvolvimento perante o Poder Judiciário.

Papel do Juiz
 Agente do Estado.
 Imagem de imparcialidade.
 Direção do processo em nome do Estado.
Objetivo da Relação Processual
 Eliminação de insatisfações.
 Proporcionar a quem tem direito o que exatamente possui o direito de obter.
Caráter Autônomo
 Independência do direito material postulado.
LitisconsórcioArt. 113 a 119 do CPC
Litisconsórcio

 Existência de várias pessoas em cada polo da relação processual.


 Pode ser voluntário ou necessário.
 Ativo: Pluralidade de autores.
 Passivo: Pluralidade de réus.

Litisconsórcio Facultativo
 Dependente da vontade das partes.
 Limitação pelo juiz para garantir a rápida solução.
Litisconsórcio Necessário
 Imposto por lei.
 Essencial para a validade do processo e sentença.
Litisconsórcio Unitário
 Decisão uniforme para todas as partes.
 Autônomo do litisconsórcio necessário.
Exemplo: Anulação de casamento pelo Ministério Público.
Intervenção de Terceiros
 Terceiras pessoas fora da lide ingressam no processo.

Intervenção Provocada
 Denunciação da lide – Art. 125 a 129 do CPC
 Chamamento ao processo – Art. 130 a 132 do CPC

Nomeação à autoria Art. 62 e 63 do CPC


Requisitos
 Que o réu não tenha legitimidade para ação, mas sim o terceiro
 Que a ação se refira a determinadas hipóteses previstas pela lei processual
(Art. 62 e 63)
 Que seja feita no prazo que o réu tem para responder a ação
Pressupostos Processuais
Conceito
São requisitos de existência, validade e eficácia do processo

Pressupostos Negativos (não devem existir)

 Litispedência
 Coisa Julgada
 Perempção
 Convenção de arbitragem
 Falta de caução ou outra prestação exigida pela lei
Pressupostos Positivos (devem estar presentes)

Pressupostos de Existência
 Provocação inicial
 Jurisdição
 Citação
Pressupostos de Validade
 Petição Inicial Apta
 Competência do Juízo
 Imparcialidade do Juiz
 Capacidade de ser parte e de estar em juízo
 Capacidade postulatória
 Citação válida

Procedimentos
Art. 188 a 192 (atos em geral)
Art. 193 a 199 (atos eletrônicos)
Art. 200 a 202 (atos das partes)
Art. 203 a 205 (atos do juiz)
Art. 206 a 211 (atos da secretaria)
Procedimento
 Essencial para o Andamento do Processo
 Três Sistemas: Liberdade de Formas, Soberania do Juiz, Legalidade da
Forma
Art. 188 do CPC
 Atos Processuais Independem de Forma Determinada
 Exceção Quando a Lei Exigir Expressamente

Divisão do Procedimento
 Quanto à Linguagem
 Quanto à Atividade
 Quanto ao Rito
Advocacia

Art. 103 a 107 do CPC


Lei nº 8.906/1994
Função Social da Advocacia
 Relações reguladas por contrato de prestação de serviços
 Atos do advogado no processo constituem múnus público

Atividades Privativas de Advocacia


 Postulação perante o Poder Judiciário e juizados especiais
 Consultoria, assessoria e direção jurídicas
Natureza da Advocacia
 Judicial (contenciosa) e extrajudicial (preventiva)

Relações Profissionais
 Sem hierarquia entre advogados, magistrados e membros do Ministério

Público
Postulação e Procuração
 Representação obrigatória por advogado inscrito na OAB

Exceções: Postulação em causa própria e processo do trabalho


Procuração Geral para o Foro
 Assinada pela parte

DIREITOS DOS ADVOGADOS


Exame de Autos
 Examinar autos em cartório ou secretaria, independentemente de

procuração
 Assegurada obtenção de cópias e registro de anotações
 Restrição apenas em casos de segredo de justiça

Vista dos Autos


 Requerer vista como procurador por até cinco dias
 Retirar autos quando necessário, mediante determinação do juiz

Outros Direitos do Advogado


 Liberdade para exercer a profissão em todo o território nacional
 Inviolabilidade do escritório e instrumentos de trabalho
 Comunicação reservada com clientes presos
 Presença de representante da OAB em prisão em flagrante
 Não recolhimento preso antes de sentença transitada em julgado

Direitos Específicos da Advogada


 Direitos garantidos durante gravidez, amamentação, adoção ou parto
 Inclui preferências em sustentações orais, audiências e suspensão de

prazos
Tipos de Honorários
 Sucumbenciais: decorrem da derrota na postulação
 Contratuais: estabelecidos no contrato entre a parte e o advogado

Incompatibilidade vs. Impedimento


 Incompatibilidade: Proibição total
 Impedimento: Proibição parcial
Permanência da Incompatibilidade:
 Mesmo após deixar temporariamente o cargo
Exclusividade para Certos Cargos:
 Procuradores-Gerais, Advogados-Gerais, Defensores-Gerais
 Legitimados exclusivamente durante o período de investidura
Impedimentos na Advocacia:
 Servidores contra a Fazenda Pública que os remunera
 Membros do Poder Legislativo em relação a entidades públicas ou
concessionárias

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