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Aula 02

O documento aborda a geotecnia e a importância da caracterização dos solos para obras de terra, destacando ensaios como a determinação da curva granulométrica e limites de Atterberg. Também discute métodos de exploração do subsolo, tanto diretos quanto indiretos, como SPT e métodos sísmicos. A compreensão dos índices físicos e comportamentais dos solos é essencial para garantir a segurança e eficiência nas construções.
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O documento aborda a geotecnia e a importância da caracterização dos solos para obras de terra, destacando ensaios como a determinação da curva granulométrica e limites de Atterberg. Também discute métodos de exploração do subsolo, tanto diretos quanto indiretos, como SPT e métodos sísmicos. A compreensão dos índices físicos e comportamentais dos solos é essencial para garantir a segurança e eficiência nas construções.
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GEOTECNIA E OBRAS DE TERRA

PROF. BRUNA MATOS DE MORAES KRUSCHEWSKY(*)

(*) Bacharel em Engenharia Civil pela UNEF, Técnica em Edificações pelo


SENAI, Pós Graduada em Estrutura de Concreto Armado e Fundações
pelo [Link]ônoma na empresa BK Engenharia.
REVISÃO

DEPENDE DO
COMPORTAMENTO
GEOTECNIA INTEMPERISMO
DOS SOLOS E/OU
DAS ROCHAS
FÍSICO QUÍMICO
BIÓLÓGICO
CARACTERIZAÇÃO DOS SOLOS

 “Conhecer o solo onde irá escavar ou construir uma estrutura é fundamental!”


 Caracterizar o material por meio de ensaios é um procedimento que tem como princípio o reconhecimento do
solo. Para fazer essa caracterização, é necessário que sejam feitos diversos ensaios: determinação da curva
granulométrica, limite de liquidez e limite de plasticidade (Limites de Atterberg).
GRANULOMETRIA

 É o reconhecimento da textura do solo (pedregulhos, areia, siltes e argilas);


 NBR 7181:2018 – Solo – Análise Granulométrica
 NBR 6457: 2024 – Solos – Preparação de amostras para ensaios de compactação, caracterização e determinação
do teor de umidade
GRANULOMETRIA

Nome da peneira Abertura (mm) Retenção de:


1.1/2" 38,10 Pedregulho grosso
1" 25,40 Pedregulho grosso
3/4" 19,10 Pedregulho grosso
3/8" 9,50 Pedregulho grosso/médio
#4 4,80 Pedregulho médio/fino
#10 2,00 Pedregulho fino
#20 0,84 Areia grossa
#30 0,60 Areia grossa
#40 0,42 Areia grossa
#60 0,25 Areia média
#100 0,15 Areia fina
#200 0,08 Areia fina
GRANULOMETRIA - EXEMPLO
LIMITES DE ATTERBERG

 Índices de Resistência;
 Limite de Liquidez (LL ou Wl): a partir do percentual de água marcado como limite de liquidez o solo tem
comportamento de um fluido;
 Limite de Plasticidade (LP ou Wp): “o solo tem comportamento plástico, como uma massinha de modelar.”
 Exemplo prático: estradas não pavimentadas.
• NBR 6459:2016 – Ensaio de Limite de Liquidez
• NBR 7180:2016 – Ensaio de Limite de Plasticidade
• IP – LL - LP
ÍNDICES FÍSICOS

 Estão relacionados ao estado natural do solo;


 Umidade (w) – relação entre o peso de água e o peso de sólidos;
 Índice de vazios (e) – relação entre o volume de vazios e o volume das partículas;
 Porosidade (n) – relação entre o volume de vazios e o volume total;
 Grau de saturação (S) – relação entre volume de água e o volume de vazios;
ÍNDICES FÍSICOS

 Peso específico da água (𝛾w) – é um índice da água e adota-se 10kN/m³;


 Peso específico natural (𝛾n) – peso total natural dividido pelo volume conhecido;
 Peso específico aparente seco (𝛾d) – peso dos sólidos dividido pelo volume total (calculado);
 Peso específico aparente saturado (𝛾sat) – peso total do solo se ele encontra com os vazios completamente
saturados;
 Peso específico submerso (𝛾sub ou 𝛾′) – peso específico efetivo quando o solo está submerso ou o peso
específico natural menos o peso específico da água.

 Nota: massa específica | densidade relativa


COMPORTAMENTO DO SOLO – AREIA

 Estado de compacidade: descreve o estado de um material granular ou solo em relação aos seus volumes de
vazios;
 Estado “fofo” x estado compacto;

 Compacidade relativa (CR): 𝐶𝑅 =


𝑒𝑚𝑎𝑥 −𝑒𝑛𝑎𝑡
, sendo: PARA AREIAS PURAS:
𝑒𝑚𝑎𝑥 −𝑒𝑚𝑖𝑛
• Areias fofas: CR < 0,33
 𝑒𝑚𝑎𝑥 – índice de vazios máximo para a referida areia (areia vibrada); • Areias de compacidade média: 0,33
 𝑒𝑛𝑎𝑡 – índice de vazios da areia na sua condição natural; • Areias compactas: CR>0,66
 𝑒𝑚𝑖𝑛 – índice de vazios mínimo (areia solta).
COMPORTAMENTO DO SOLO – ARGILA

 Estado de consistência: aspecto do material.


𝐿𝐿 −𝑤
 Índice de Consistência (IR): I𝑅 = , sendo:
𝐿𝐿 −𝐿𝑃
 𝐿𝐿 – limite de liquidez;
• Argila mole: IC<0,5
 𝑤 – umidade medida da argila; • Argila média: 0,5
 L𝑃 – limite de plasticidade. • Argila rija: 0,75
• Argila dura: IC>1,0
EXPLORAÇÃO DO SUBSOLO – INDIRETO

 Métodos de investigação: diretos x indiretos;


 Eletrorresistividade: funciona através de impulsos
elétricos; as camadas são calculadas de acordo com o
tempo que demora para um impulso ir de um eletrodo
para o outro;
EXPLORAÇÃO DO SUBSOLO – INDIRETO

 Método Sísmico: utiliza impulso


sonoros; utilizados em regiões que
tem água (rios, mares, oceanos);
EXPLORAÇÃO DO SUBSOLO – INDIRETO

 Método GPR: é um método de investigação


preliminar indireto. Ele funciona como um radar.
Depende da interpretação de quem está lendo o
gráfico.
EXPLORAÇÃO DO SUBSOLO – DIRETO

 Métodos diretos: retirada de amostras (deformada x indeformada);

 SPT (Standart Penetration Test)


 NBR 6484:2020 – Solo – Sondagem de simples reconhecimento com SPT – Método de ensaio
EXPLORAÇÃO DO SUBSOLO – DIRETO

 SPT (Standart Penetration Test) – Sondagem a Percursão:


 Os tipos de solos em suas respectivas profundidades;
 A posição do nível d’água;
 Índices de resistência à penetração (N) a cada metro, ou seja, o número de golpes aplicados;
 Nspt = nº de golpes dos últimos 30cm
EXPLORAÇÃO DO SUBSOLO – DIRETO

 CPT x CPTu
 NBR 12069/91 – Solo – Ensaio de penetração de cone in-situ (CPT)
 O ensaio CPT consiste na cravação estática lenta de um cone mecânico ou elétrico que armazena em um computador os
dados a cada 20 cm. O cone alocado nesta bomba hidráulica é penetrado no terreno a uma velocidade de 2 cm por
segundo. O próprio equipamento, por ser hidráulico, crava o cone no terreno e funciona como uma prensa. Depois de
cravado, ele obtém os dados de forma automática e o próprio sistema captura os índices e faz o registro contínuo desses
dados ao longo da profundidade. Esse método de investigação do solo fornece:
 a resistência de ponta (qc);
 a resistência do atrito lateral (fs);
 a correlação entre os dois (Fr, medida em %) – que permitem a identificação do tipo de solo.

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