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Impacto e Consequências da Vitimação

O documento aborda o impacto da vitimação, destacando as reações emocionais, físicas e sociais das vítimas durante e após um crime, além de suas necessidades de apoio. Também discute as consequências da vitimação e a importância do suporte social e psicológico, assim como o papel de organizações como o Victim Support Europe e a APAV em Portugal. O texto enfatiza que as reações das vítimas são normais e que o apoio adequado pode facilitar a recuperação.
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Impacto e Consequências da Vitimação

O documento aborda o impacto da vitimação, destacando as reações emocionais, físicas e sociais das vítimas durante e após um crime, além de suas necessidades de apoio. Também discute as consequências da vitimação e a importância do suporte social e psicológico, assim como o papel de organizações como o Victim Support Europe e a APAV em Portugal. O texto enfatiza que as reações das vítimas são normais e que o apoio adequado pode facilitar a recuperação.
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VITIMOLOGIA I

Teóricas – Professora Rosa Saavedra

2º ANO – 2º SEMESTRE
Ano letivo 2018/2019

Realizada por: Liliana Ribeiro


Faculdade de Direito da Universidade do Porto

VITIMILOGIA I – 2.ª Parte (Professora Rosa Saavedra)

16.05.2019

1. IMPACTO DA VITIMAÇÃO
REAÇÕES À VÍTIMAÇÃO
Durante o crime:
− Pânico (não saber como reagir e o que fazer);

− Fortes reações físicas e psicológicas (paralisia, histeria, tremor, etc.);

− Pânico de morrer;

− Pânico do cativeiro e da impotência (o não sei o que fazer);

− Impressão de estar a viver um pensamento;

− Impressão de que o criminoso tem uma raiva pessoal contra si e que foi escolhido por
ele para ser agredida.
1
Imediatamente após o crime:
▪ Desorientação

▪ Apatia

▪ Negação

▪ Sentimento de solidão e impotência (muitas vezes acham que não têm a perceção de
que vai ficar tudo bem e podem sentir que as pessoas estão a minimizar a situação
quando os amigos querem apaziguar a situação)

▪ Estado de choque

Quando sabemos que alguém foi vítima, temos tendência para apaziguar o seu sofrimento
e dizer que tal vai passar. Porém, naquele momento a vítima não vai conseguir encarar tal de
forma positiva e pode sentir que a sua experiência está a ser minimizada.

Nos dias seguintes:


− Duvida quanto à normalidade das suas reações (é importante que os técnicos
percebam quais as sensações que várias vítimas podem ter e o papel deles é
normalizar e explicar que é normal que alguém que seja vítima de um crime se

Liliana Ribeiro
Faculdade de Direito da Universidade do Porto

sinta dessa forma. Contudo, há vítimas que conseguem ultrapassar uma situação
sozinhas, enquanto outras precisam de ajuda profissional).

− Ambivalência emocional (Para as pessoas que estão de fora é muito estranho,


sobretudo em casos em que a vítima não denuncia o que lhe aconteceu. Por isso é
importante partilhar as situações para que os outros consigam identificar aquelas
reações como normais).

− Mudanças bruscas de humor.


Os técnicos têm de ser capazes de normalizar a situação e, desligar a pessoa da
culpabilização. Não se quer minimizar o que a pessoa sente, mas fazê-la sentir que com
intervenção nessa área pode ajudar a ultrapassar o crime. Algo também importante é poder
antecipar dificuldades.

CONSEQUÊNCIAS DA VITIMAÇÃO
1. Físicas

− Perda de energia;

− Diminuição dos níveis de resistência; 2


− Dores musculares;

− Dores de cabeça e/ou enxaquecas;

− Distúrbios ao nível da menstruação;

− Arrepios e/ou afrontamentos;

− Problemas digestivos: aumento ou diminuição do apetite, náuseas;

− Tremores;

− Tensão arterial alta;

− Mudanças no comportamento sexual;


2. Psicológicas
▪ Ambivalência relacionada com as suas emoções:
o Solidão, Culpa, Impotência

o Sentimento de ser injustamente tratado/a

o Raiva, Desconfiança, Tristeza

Liliana Ribeiro
Faculdade de Direito da Universidade do Porto

o Flashbacks (mais intenso do que uma memória. É um reviver da situação,


memória com “cheiro, som,…”)

o Falta de motivação

▪ Dificuldade com processos mentais:


o Perda de memória;
o Redução da atenção/concentração:
o Problemas para tomar decisões e estabelecer prioridades – quer
apresentar queixa? Elas não conseguem decidir e outras pequenas coisas.
E deve haver um apoio para colocar num prato de balança as vantagens e
desvantagens que a vítima identifica.

o Extrema irritabilidade;

o Problemas com o sono;

o Medos ou fobias;

o Diminuição da autoconfiança;
3

3. Sociais

 Solidão;

 Tensões familiares e conjugais;

 Desgaste das relações familiares;

 Medo de estar sozinho;

 Evitamento de locais que causam um sentimento de insegurança;

Apoio social é fundamental para lidar com os efeitos da vitimação. A procura de apoio por parte
da vítima e o entendimento de que precisa de tal para ultrapassar a situação é um bom indicador
de recuperação. Esta dimensão refere-se aos amigos e familiares em primeira instância.
4. Financeiras

▪ Perdas materiais diretas (não reembolsáveis pelas seguradoras)

▪ Cuidados de saúde médica ou mental

▪ Perda de dias de trabalho

▪ Perda de dias de aulas

Liliana Ribeiro
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▪ Impacto a médio e longo prazo


Há crimes, incluindo os de furto, que causam diretamente problemas financeiros, mas
existem também outros que afetam isso indiretamente. O que é importante é que todas as
reações são normais perante um acontecimento de vida que não é normal. Ser vítima de crime
não é um acontecimento normal.

Portanto, quanto ao impacto do crime na vítima:


O crime pode afetar as pessoas de muitas formas diferentes. Assim, enquanto que
algumas pessoas após serem vítimas de um crime, sentem-se muito confusas e desequilibradas,
outras sentem que os seus “alicerces” foram completamente abalados (até do ponto de vista da
confiança).
As reações podem demorar dias, semanas, meses ou mais. O sentimento da vítima é
normal do ponto de vista do evento de vida que é a vitimação e, por isso, todas as reações são
possíveis e normais.
Algumas vítimas podem não necessitar ou querer qualquer tipo de ajuda.

Questão: o que determina que um mesmo tipo de crime possa provocar um impacto
4
diferente na(s) suas(s) vítima(s)?

“Os indivíduos definem o seu mundo como significativo e justo e a vitimação mina esse
sentimento de justiça e de previsibilidade” (Mawby & Walklate, 1994)
A. Tipos e gravidade do delito:

− Severidade;

− Pontualidade/Contaste;

− Grau de violência.

B. Características pessoais da vítima:

− Sexo;

− Resiliência.

C. Relação com o ofensor (por exemplo, nos crimes em que as pessoas são
vítimas de agressão por parte das pessoas que conhecem, o facto de estarem a
ser agredidas por alguém que as devia proteger pode ter um grande impacto.
Isto porque temos expectativas de proteção em relação a pessoas próximas e
baseamos as nossas relações e interações dessa forma).

Liliana Ribeiro
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D. Respostas pós-vitimação ou apoio no pós-crime (suporte formal e informal);

E. Estilo Atribucional (onde coloco a culpa do acontecimento? Para a vítima, a


culpa deve estar sempre no ofensor, mas, às vezes, isto não acontece, sendo
que a vítima pode colocar a culpa em si mesma, por exemplo, colocou-se
numa situação de risco, confiou no agressor, etc).

F. A secundarização da vítima como agente processual e o reduzido controlo


sobre o processo-crime;

G. Experiência prévia de vitimação – experiência prévia de vitimação é, também


um elemento central e entra aqui nas características da vítima, porque vai
determinar a forma como é que ela vai reagir a determinados tipos de crime.

NECESSIDADES DAS VÍTIMAS


Algumas vítimas, são capazes de lidar com as suas necessidades, sem apoio de outros.
Ainda assim, segundo Fattah (1997), há necessidades que têm que ser satisfeitas e serviços
devem ser disponibilizados assim que possível.
5
As vítimas, independentemente do tipo de crime, de um modo geral, apresentam as
seguintes necessidades:
A. Necessidade de Informação
A necessidade de informação tem sido identificada como a necessidade mais comum,
sendo que esta informação pode ser necessária a vários níveis e em diferentes momentos:
− Procedimentos;

− Onde obter apoio legal, imediatamente após a vitimação ou algum tempo depois.
Por exemplo, se vai ser lida uma sentença, tem de saber o que é uma sentença.

B. Necessidades Emocionais
O apoio emocional é muito importante. Contudo, é de notar que o apoio psicológico é
especificamente prestado por psicólogos, enquanto o apoio emocional pode ser realizado por
profissionais (rede formal de apoio) ou familiares e amigos (rede informal de apoio).
Assim, a vítima pode ter a necessidade:
 Falar a acerca do episódio de vitimação

 Ser ouvida

 Ver os seus sentimentos reconhecidos

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Contudo, pode ser necessário apoio especializado a nível psicológico quando os


mecanismos de coping, ou seja, estratégias utilizadas pela vítima para ultrapassar uma situação
negativa, não são suficientes.

C. Ajudas Financeiras
A ajuda financeira pode ser necessária para ultrapassar as consequências financeiras do
crime, em particular nas situações me que a vítima não dispõe de meios para esta recuperação.
▪ Pode ser essencial a curto-prazo

▪ A burocracia administrativa e judicial para obtenção de indeminização pode ser


desgastante

D. Ajudas Práticas
Algumas vítimas necessitam de ajuda prática, em particular, em situações de crise:
− Preenchimento de documentação

− Transporte para determinados serviços 6

Assume-se que as vítimas precisam de vingança, mas as vítimas não são tão vingativas
como se pensa.
 A maior preocupação da maioria é a reparação ou a restituição e não a punição
(principalmente se foram alvo de uma perda material)

 Quando questionadas, as vítimas preferem o trabalho comunitário combinado


com a restituição do bem.

 Apenas as vítimas de crimes violentos (55%) e de roubo (63%) eram a favor de


reações mais punitivas (International Crime Victim Survey).

O IMPACTO DO CRIME NA VÍTIMA – CONSELHOS PRÁTICOS


1. Falar bem com as pessoas próximas sobre o crime pode ajudar
Falar com outras pessoas sobre aquilo que aconteceu pode ajudar. Assim, muitas vezes é
difícil e perturbador falar sobre o crime, mas pode ser bom partilhar com outra pessoa a
experiência, pensamentos e sentimentos, visto que ter alguém a ajudar a estruturar os
pensamentos através de uma conversa pode ajudar a compreender melhor o que aconteceu.

Liliana Ribeiro
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2. Dizer como se sente


Pode ser importante explicar às pessoas o que realmente aconteceu e como se sente, visto
que a família e outras pessoas próximas podem ter dificuldade em compreender as reações da
vítima e podem ficar preocupadas se não conhecerem a verdadeira razão.

3. Pode ser boa ideia recorrer à ajuda de um profissional


Se a situação piorar tanto que não consegue lidar com ela sozinho/a, deve procurar ajuda
profissional.

4. O impacto do crime vai diminuindo


A maioria das pessoas recupera e regressa a uma vida normal! Assim, a maior parte das
reações irá passar e a maioria das pessoas recupera e volta a ser capaz de ter uma vida normal
outra vez.

17.05.2019 7
O PAPEL DAS ORGANIZAÇÕES DE APOIO À VÍTIMA

Fórum Europeu Dos Serviços De Apoio À Vítima

Os mecanismos de apoio à vítima não são mecanismos únicos até porque estão

espalhados a nível europeu, no entanto, atualmente este Fórum Europeu Dos Serviços De Apoio

À Vítima é designado de Victim Support Europe e tem como principal objetivo melhorar o

apoio europeu em relação ao apoio da vítima do crime.

Num ponto de vista histórico, é a partir dos anos 90 – mais ou menos 1989 – que surgiu

este fórum em 21 organizações de 19 países europeus nomeadamente Alemanha, Áustria,

Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Eslováquia, Estónia, Finlândia, França, Irlanda, Malta, Noruega,

República Checa, Reino Unido, Suíça, Suécia e inclui Portugal.

Em termos práticos, são organizações sem ligações políticas e, apesar de inicialmente o

seu trabalho estar centrado no apoio às vítimas, este foi-se desenvolvido e começou a centrar-se

na defesa dos direitos humanos, conduzindo ao aparecimento de algumas cartas importantes

como:

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 Carta dos Direitos das Vítimas no Processo Penal ou “Carta de Lisboa” (1996);

 Carta dos Direitos Sociais das Vítimas (1998);

 Carta dos Direitos das Vítimas de Crime e Serviços de Qualidade (1999);

 Declaração relativa ao Estatuto da Vítima no Processo de Mediação (2004).

Atualmente, o Victim Support Europe é um conjunto de organizações nacionais que

fornecem informação e apoio às vítimas de crime e integra 54 organizações provenientes de 29

países, como tal, esta procura combater a ausência de serviços de apoio que existem em alguns

países como, por exemplo, ausência de apoio gratuito; ausência de suporte emocional; ausência

de informação acerca dos direitos ou outro tipo de informação relevante; ausência de regras

formais ou ligação ao sistema de justiça criminal. Assim, o seu papel é uniformizar, isto é, é

garantir à vítima que, tendo em conta o lugar onde ela se encontre ou o tipo de crime pelo qual

sofre, tenha sempre acesso aos seus direitos (que sejam sempre protegidos e defendidos).

Como referido anteriormente, Portugal integra neste Fórum, sendo que a sua missão é dar
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voz às vítimas e reforçar os seus direitos e serviços independentemente do tipo de crime na

Europa.

Objetivos principais:

▪ Promover o reforço dos direitos das vítimas e a criação de serviços de apoio;

▪ Garantir que todas as vítimas na Europa tenham acesso a serviços de informação

e de apoio imediatamente após a ocorrência do crime, independentemente de

onde a vítima vive ou de onde o crime ocorreu (ex.: procura garantir que a vítima

possa resolver o crime num país diferente ao seu, mas estar no “conforto do seu

lar”);

▪ Garantir que as vítimas sejam respeitadas, que tenham acesso aos direitos mais

sólidos e que sejam capazes de se fazer ouvir em todo o processo penal;

Liliana Ribeiro
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Em termos de pilares fundamentais, o apoio à vítima é uma ação necessária e

fundamental para o equilíbrio da comunidade e para a pacificação social através de serviços

gratuitos, igualdade de acessos nos serviços e na qualidade de resposta. É, igualmente, um apoio

individualizado, pois não se pode esperar que duas pessoas perante o mesmo crime ajam da

mesma forma porque há um conjunto de características pessoais e individuais que influenciam e

condicionam o impacto de vitimação. Logo, para se criar mecanismos de confiança entre os

serviços e as vítimas, temos de atender a esta individualidade e ter em conta todos os aspetos

essenciais de cada pessoa.

APAV – APOIO ÀS VITIMAS DE CRIME EM PORTUGAL

Esta associação procura apoiar todas as vítimas de crime, sendo que germinou face à

constatação de que o delinquente e a vítima eram a face da mesma moeda em que no “cara ou

coroa da vida”, raramente a face da vítima da vítima ficava para cima. Por outras palavras, quer
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isto dizer que a vítima não tinha nenhuma estrutura que a apoiasse diretamente, nem tinha

qualquer reconhecimento penal. Aliás, as vítimas eram apoiadas pelas mesmas instâncias que

apoiavam os ofensores e agressores.

Desta forma, a APAV surge do próprio sistema de reinserção social que entendeu que a

vítima deveria ser individualizada e de que deveriam de existir estruturas orientadas somente

para a mesma. Nesta época, a vítima era claramente o vértice mais frágil, apesar de o Código

Penal, o Código Processual Penal e a Legislação Penal conferirem à vítima um estatuto e

direitos ímpares nos sistemas jurídicos comparados. No entanto, em Portugal não existia

nenhuma organização para apoiar as vítimas de crime, os seus familiares e amigos.

Assim, a 25 de Junho de 1990, é fundada uma associação privada sem fins lucrativos,

mas tem somente um âmbito nacional, nascendo ligada ao movimento europeu de apoio à

vítima, é fundada, assim, a APAV.

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Faculdade de Direito da Universidade do Porto

Visão e Missão da APAV

Esta para além de apoiar as vitimas de crime, as suas famílias e amigos, prestando-lhes

serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais (devido ao facto de o impacto não ser

exclusivamente da vítima), acredita e trabalhar para que a posição de vítima de crime e os seus

direitos sejam mais valorizados.

É de salientar que, a partir do momento em que a investigação começa a perceber que o

impacto não é somente para as vítimas de crime, esta começa a reforçar a necessidade de “abrir

portas”, de criar mecanismos que respondem a este impacto – Aqui a Vitimologia da Ação é

bastante evidente.

Atualmente, a APAV apoia as vítimas de todos os crimes, nomeadamente:

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No mesmo sentido, quantos serviços de proximidade existem?

Nota: Como podemos constatar pelo mapa, não há gabinetes em todo o lado, mas o que
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acontece? Apesar de estarem a testar postos móveis, as pessoas ou se deslocam até os gabinetes

ou os técnicos até às pessoas ou ainda através de apoio telemóvel, e-mail, videochamada, chat

ou mensagem.

Existem três redes especializadas:

− Rede de apoio a familiares e amigos das vítimas de homicídio;

− Rede de apoio especializado a crianças e jovens vítimas de violência sexual;

− Rede de apoio à vítima migrante e de discriminação.

Em termos de números, podemos constatar que:

 46.371 atendimentos;

 9.344 vítimas diretas;

 20.589 crimes e outras formas de violência.

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Em termos de atendimento por semana, temos de ter uma noção clara de que não

atendemos somente mulheres, como tal, basta olhar somente para o esquema:

− 18 pessoas idosas;

− 18 crianças e jovens;

− 16 homens;

− 99 mulheres.

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As organizações de apoio à vítima são também vitais para o aumento da consciência

acerca de determinados crimes e tipos de vítimas, desta forma, a APAV tem criado algumas

campanhas de sensibilização e informação para alargar a ideia de que cada vítima pode ser

atendida, independentemente do sexo, idade, raça, etnia, etc, fornecendo-se, também manuais de

procedimentos, Websites e APP.

Estas organizações também têm sido importantes no fornecimento de serviços de apoio,

informação, avaliação individual, formação dos profissionais, identificação de boas práticas e

apoio à implementação, a monotorização da implementação do cumprimento da implementação

por parte do EM e da capacidade de acesso da vítima aos seus direitos. Isto é, garantir que tudo

está a ser feito para que as vítimas tenham acesso aos mesmos direitos, independentemente das

suas características individuais. Desta forma, a ideia é alargar que todas as vítimas,

independentemente do tipo de crime de que são alvo, têm acesso a todo a tipo de direitos,

reconhecendo que algumas são especialmente vulneráveis (a estas o conjunto de direitos é ainda
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mais alargado).

Liliana Ribeiro

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