UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
Experimentos de Física I
Prática 4 - Movimento retilíneo uniforme
Discente: José Roberto Corrêa Matos
Docente: Profa. Dra. Luciana Magalhães Rebelo Alencar
São Luís
2025
SUMÁRIO
1. Introdução
O Movimento Retilíneo Uniforme (MRU) descreve o deslocamento de um
objeto em linha reta com uma velocidade constante, sem aceleração. Esse tipo de
movimento é um dos conceitos mais simples da cinemática e serve como base para
o estudo de fenômenos mais complexos na física. Neste relatório, exploramos as
principais características do MRU por meio de experimentos práticos realizados em
laboratório.
2. Objetivo
O objetivo deste experimento é demonstrar experimentalmente as
propriedades do Movimento Retilíneo Uniforme (MRU), determinar a velocidade
constante de um objeto em movimento linear e verificar a relação proporcional entre
deslocamento e tempo por meio de medições e análise gráfica.
3. Referencial teórico
A análise do movimento é um problema fundamental em física, e a forma
mais simples de abordá-la é considerar primeiro os conceitos que intervêm na
descrição do movimento (cinemática), sem considerar ainda o problema de como
determinar o movimento que se produz numa dada situação física [1]
Na física, o Movimento Retilíneo Uniforme é um tipo de movimento em
que o corpo se desloca ao longo de uma trajetória retilínea com velocidade
constante. Isso implica que não há variação na velocidade do objeto ao longo do
tempo, ou seja, a aceleração é nula [2].
3.1 Deslocamento
O deslocamento (Δs) é a variação da posição de um objeto e pode ser calculado
por:
Δs = sf - si
Onde:
● sf: posição final
● si: posição inicial [3]
3.2 Velocidade Média
A velocidade 𝑉 do movimento é definida por:
∆𝑥 𝑋(𝑡2)−𝑋(𝑡1)
𝑉= ∆𝑡
= 𝑡2−𝑡1
Onde:
● v: velocidade média
● Δx: deslocamento
● Δt: intervalo de tempo [4]
3.3 Função horária da posição
A função horária da posição é encontrada substituindo ∆𝑠 por 𝑠 − 𝑠0 equação da
velocidade.
Assim, temos:
∆𝑠 𝑠−𝑠0
𝑣= 𝑡
= 𝑡
Isolando s, encontramos a função horária da posição do MRU.
A equação que descreve a posição do objeto em função do tempo no MRU é:
𝑠 = 𝑠0 + 𝑣𝑡
Onde:
𝑠: posição
𝑠0: posição inicial
𝑣: velocidade
𝑡: tempo [5].
Figura 1
3.4 Gráficos no MRU
Gráfico de deslocamento em função do tempo
O gráfico de deslocamento em função do tempo é uma linha reta, cuja inclinação
representa a velocidade do objeto (figura 1.1).
Figura 1.1 - gráfico da posição em função do tempo
Gráfico da velocidade em função do tempo
No MRU, o gráfico da velocidade em função do tempo é uma linha horizontal,
indicando que a velocidade permanece constante ao longo do tempo (figura 1.2)
Figura 1.2 - gráfico da velocidade em função do tempo no MRU
Os gráficos destacam a relação linear entre deslocamento e tempo, além
da constância da velocidade no MRU.
O estudo do MRU é fundamental para a compreensão de fenômenos
mais complexos e encontra aplicação em sistemas de transporte, monitoramento de
velocidade e experimentos científicos, especialmente aqueles que utilizam trilhos de
ar para minimizar o atrito.
Um exemplo de MRU é quando estamos viajando em uma estrada plana
e reta e o velocímetro indica sempre a mesma velocidade.
4. Pré-laboratório
O gráfico abaixo representa a posição em função do tempo para um móvel em
movimento retilíneo.
Baseado no gráfico determine:
a) A posição inicial (posição no instante t = 0).
R= No instante 𝑡=0, 𝑥=10cm
b) A posição no instante t = 8s
R= No instante 𝑡=8s, 𝑥=50cm
c) O deslocamento entre os instantes t = 4s e t = 8s.
R=
𝑡=4s, a posição 𝑥 é 30cm
𝑡=8s, a posição 𝑥 é 50cm
Como sabemos o deslocamento é dado por:
∆𝑥 = 𝑥 − 𝑥0
∆𝑥 = 50𝑐𝑚 − 30𝑐𝑚
∆𝑥 = 20𝑐𝑚
d) A velocidade média entre os instantes t = 4s e t = 8s.
R=
∆𝑥
𝑣= ∆𝑡
∆𝑥 = 20𝑐𝑚 (calculamos na questão anterior)
∆𝑡 = 𝑡 − 𝑡0
∆𝑡 = 8𝑠 − 4𝑠 = 4𝑠
∆𝑥 20𝑐𝑚
portanto: ∆𝑡
= 4𝑠
= 5𝑐𝑚/𝑠
Indique na reta abaixo os instantes em que o móvel da questão anterior atingiu os
pontos A, B e C.
R=
a) t=0
b) t=4s
c) t=8s
5. Materiais e métodos
Antes de darmos início ao experimento verificamos se o trilho de ar (figura 1) estava
perfeitamente ajustado na horizontal com auxílio de um aplicativo de celular para medir o
grau de bolha (figura 2).
Figura 1 - Trilho de ar
Figura 2 - Aplicativo para medir o grau de bolha
Após fazer essas verificações é necessário realizar as medidas da distância que o
carrinho (figura 3) vai percorrer com ajuda de uma trena (figura 4), e assim ajustar
um sensor (figura 5) na origem e o outro na extremidade da medida realizada.
Figura 3 - Carrinho
Figura 4 - Trena
Figura 5 - Sensor
Os sensores são conectados a um cronômetro (figura 6) que automaticamente
inicia quando o carrinho cruza a distância do primeiro sensor que serve como
origem, e para quando a distância do segundo sensor é atingida pelo carrinho.
Figura 6 - Cronômetro
As distâncias escolhidas para o experimento foram: 30cm, 40cm, 50cm, 60cm,
70cm, 80cm, 90cm e 100cm. Com 5 repetições cada, totalizando 40 medidas.
Resultados e Discussões
TABELA DOS RESULTADOS DAS MEDIDAS
Posição s(m) 30cm 40cm 50cm 60cm 70cm 80cm 90cm 100cm
tempo (s) 0,245 0,424 0,652 0,917 0,756 0,917 0,894 1,051
tempo (s) 0,25 0,449 0,675 0,901 0,793 0,901 0,881 1,004
tempo (s) 0,235 0,439 0,654 0,871 0,798 0,871 0,913 1,038
tempo (s) 0,22 0,453 0,701 0,986 0,727 0,986 0,883 1,102
tempo (s) 0,241 0,453 0,679 0,905 0,786 0,905 1,083 0,986