Recursos Hídricos
» fatores que influenciam o clima em portugal
A situação geográfica faz com que Portugal seja
afetado pela deslocação latitudinal das massas e
pelos estados de tempo resultantes do encontro da
massa de ar tropical onde se geram centros de
baixas pressões atmosféricas, associada a variação
da temperatura com o movimento de translação da
terra.
As diferenças sazonais ao longo do ano
advém da deslocação latitudinal das
massas de ar e dos centros de pressão
atmosférica.
Verão: deslocação para Norte (A)
↓ ↓
Massas de ar quente Altas pressões
tropicais subtropicais
↓ ↓
Aumenta a Predomina o céu
temperatura limpo e trazem
tempo seco
Inverno: deslocação para o sul (B)
↓ ↓
massas de ar frio polar baixas pressões subpolares
↓ ↓
diminui a temperatura aumenta a precipitação
» frente polar e perturbações frontais
Na zona de convergência da massa de ar polar com ar tropical, forma-se uma frente polar.
Na frente polar do hemisfério norte, o ar tropical desloca-se de oeste para este e o ar polar
de este para oeste. A superfície frontal mantém-se calma por alguns dias – frente
estacionária. Começa a formar-se uma ondulação,com o ar frio a penetrar para sul e o ar
quente para norte. A interpenetração aumenta,dando origem a um sistema frontal -
sucessão de frentes frias e quentes que poderão formar perturbações frontais: conjunto
formado por uma frente fria, uma frente quente e uma depressão barométrica.
frentes frias frentes quentes
O ar frio avança, interpondo-se por baixo do ar quente O ar quente avança gradualmente sobre o ar frio,
tropical obrigando-a a subir rapidamente. O ar quente, subindo lentamente, enquanto sobe, arrefece, originando
ao subir, arrefece e dá-se a condensação do vapor de condensação e precipitação miúda e prolongada.
água, formando-se precipitação tipo aguaceiros.
Evolução de uma perturbação frontal – Na frente fria o ar frio introduz-se por baixo do ar
quente, que sobe mais [Link], a frente fria alcança a frente quente, e o ar
posterior começa a juntar -se ao anterior obrigando todo o ar quente a subir. Começa a
oclusão – junção de frente fria com frente quente que forma uma frente oclusa.
Tipos de precipitação O ar sobe e arrefece por efeito… Em Portugal,são mais frequentes..
Precipitações do relevo: as vertentes obrigam o ar a ➢ no noroeste - relevo montanhoso é
orográficas subir, o que obriga o seu arrefecimento concordante com a linha de costa
que leva à condensação do vapor de ➢ no centro - relevo discordante mas
água, originando nuvens e chuva ou oblíquo com os ventos húmidos do oeste
neve ( consoante a altura e ➢ nos arquipélagos - sobretudo nas
temperatura) vertentes nortes
Precipitações do aquecimento do ar em contacto com no interior do continente, mais exposto às massas
convectivas a superfície aquecida do continente no de ar continental, no verão.
verão. Forma-se então uma depressão
barométrica de origem térmica - com
nuvens de grande desenvolvimento
vertical e precipitação intensa e de curta
duração.
Precipitações frontais da formação de perturbações frontais nas regiões Norte, Centro e Açores devido a
nas latitudes subpolares. maior aproximação da frente polar (maior
➢ frentes frias: desenvolvimento de latitude e influência atlântica).
nuvens verticais, chuva intensa e
de curta duração.
➢ frentes quentes: formação de
nuvens horizontais, chuva fraca
e persistente.
» estados de tempo associados a uma perturbação frontal
➢ passagem da frente quente: aumenta ligeiramente a temperatura e ocorre a
precipitação fraca e persistente
➢ passagem do ar quente: sobe um pouco a temperatura e não há precipitação (céu
nublado)
➢ passagem frente fria: a temperatura desce e ocorre chuva forte tipo aguaceiro
» irregularidade da precipitação:
➢ anual ou sazonal
- no inverno há mais precipitação, mas a necessidade de consumo são inferiores
→ maior influência das baixas pressões subpolares
- no verão quase não há precipitação, mas a necessidade de água e maior
→ maior influência das altas pressões subtropicais
➢ interanual
- anos de muita precipitação - as baixas pressões polares deslocam-se mais para sul
e por mais tempo
- anos de pouca precipitação - os anticiclones subtropicais deslocam-se mais para
norte
↓
Incerteza devido à disposição do anticiclone dos açores e da massa polar
➢ espacial
Contrastes Principais fatores
Norte - Sul –
- Maior no norte continental e nos Açores, Por efeito da latitude, que permite uma maior influência:
diminuindo para sul e no arquipélago da ➢ da frente polar, a norte do tejo, e também do
Madeira. relevo mais alto
➢ dos anticiclones subtropicais, que afetam durante
mais tempo o sul continental e a madeira
Litoral - Interior –
- Maior no litoral continental e nas vertentes Por efeito dos ventos:
soalheiras ➢ marítimos no noroeste e nas montanhas da
- Maior no interior e nas vertentes umbrias Cordilheira Central , que trazem humidade as
vertentes soalheiras da ilhas e ao litoral
*No vale superior do Douro é protegido do ar húmido continental
pela barreira das montanhas do noroeste ➢ secos do leste, que contribuem para a menor
precipitação do interior
» estados de tempo mais frequentes
No inverno: deslocação para sul da massa No verão: deslocação para norte de massa
de ar frio polar de ar quente tropical e dos anticiclones
1º situação meteorológica Temperatura baixa, mas positiva com céu Temperatura alta com céu limpo e tempo
nublado e precipitação seco
↓ ↓
Devido à maior influência da massa de ar Devido á maior influencia da massa de ar
polar marítimo e perturbações frontais da marítima tropical e ao anticiclone dos
frente polar açores
2º situação meteorológica Temperatura baixa ou negativa no interior e Temperatura alta com precipitação
terras altas. convectiva intensa e céu muito nublado
↓ ↓
Devido à maior influência da massa de ar Devido á maior ingluencia de maior
polar continental e às altas pressão térmicas massa de ar tropical e ás baixas pressoes
formadas sobre o continente o ar que em termicas
contacto com o superfície muito fria arrefece
» Domínios Climáticos em Portugal
Domínio atlântico: litoral norte e Domínio Continental: interior norte Dominio mediterraneo litoral: litoral
Açores alentejano
➢ TMM moderada/baixa no ➢ TMM baixa no inverno e alta ➢ TMM amena no inverno e alta
inverno e mais alta no verão no verão no verão
➢ ATA baixa ➢ ATA acentuada ➢ ATA moderada
➢ Precipitação abundante no ➢ Precipitação pouco ➢ Precipitação e humidade um
inverno e estação seca com abundante e verão pouco superiores à do interior
pelo menos dois meses prolongado com três a cinco com quatro a seis meses secos
meses de meses secos
Domínio mediterranio interior: Domínio mediterrânea de influência Áreas de montanhas
interior alentejano tropical: Madeira e Algarve
➢ TMM baixa a moderada no ➢ TMM amena no inverno e ➢ Inverno mais frio
inverno e elevada no verão alta no verão ➢ Verão mais suave
➢ ATA acentuada ➢ ATA moderada
➢ Precipitação fraca e quatro a ➢ meses secos: quatro a seis
seis meses secos