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TAVARES Lus Henrique Dias - Cap 17 de Histria Da Bahia

O documento é uma obra de Luís Henrique Dias Tavares que aborda a história da Bahia, desde os povos indígenas até eventos significativos como a independência do Brasil. A obra é dividida em capítulos que tratam de temas como a colonização, a escravidão, a economia agrária e a evolução política e social da região. A edição revisada e ampliada de 2008 inclui bibliografia e índice onomástico.

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neia32064
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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TAVARES Lus Henrique Dias - Cap 17 de Histria Da Bahia

O documento é uma obra de Luís Henrique Dias Tavares que aborda a história da Bahia, desde os povos indígenas até eventos significativos como a independência do Brasil. A obra é dividida em capítulos que tratam de temas como a colonização, a escravidão, a economia agrária e a evolução política e social da região. A edição revisada e ampliada de 2008 inclui bibliografia e índice onomástico.

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11 j E D I Ç X 0 (revi
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ampliada)
© 2001 by Luís I lenriquc Dias lavares
Garantidos todos os direitos de tradução e adaptação.
Copyright I’)' I-uís I lenriquc Dias lavares, que também assina Luís Henrique.

1* edição: 1959, Editora Civilização Brasileira


2a edição: 1962, Editora Civilização Brasileira
3a edição: 1966, Editora Civilização Brasileira
4a edição: 1969, Editora Itapuã
5a edição: 1974, Centro Editorial Didático da UEBA
6a edição (revista e ampliada): 1979, Editora Ática/INL/MEC
7a edição: 1981, Editora Ática
8a edição: 1987, Editora Âtica
9 a edição (fascículos): 200 0 (maio/setembro), jornal Correio da Bahia
10a edição (revista e ampliada): 2001, EDUFBA/UNESP
1 Ia edição (revista e ampliada): 2 008, EDUEBA/UNESP

Capa, Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica


Angela Garcia Rosa
Joenilson Lopes
Revisão de texto
Nazareh de Rebelo
Ana Paula Castellani
Adriana Bairrada
Pesquisa Iconográfica (consultoria)
Luis Guilherme Pontes Tavares
Maria Mercedes T. Dantas Guerra

índice Remissivo
Regina Zobiak

Biblioteca Reitor Macedo Costa - UFBA


Tavares, Luís Henrique Dias, 1926-
História da B ahia/ Luís Henrique Dias Tavares.- 11. cd. rev. eam pl. —
São Paulo : Ed. da UN E SP; Salvatbr : EDUFRA, 2008.
546 p . : il.

Inclui bibliografia e índice onomástico.


ISBN 9 7 8 -8 5 -23 2-05 37 -9 (EDUFBA)
ISBN 978-85-7 139-882-5 (UNESP)

1. Bahia - História. I. Título.

CD D - 981,42

Editoras afiliadas:

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S U M Á R IO

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Povos «pie habitavam o atual território d o esta d o da Bahia antes dos


eu r o p eu s e d o s africanos 15
(Im p ôs étnicos no povoamento do território baiano; ’lupi, (}fa c Kariri; I)is-
ti ihuiçao grográhca; Povos indígenas na Bahia hoje; Sistema tribal; Organiza-
S,t() (amiliar; C ultura material; Cultura espiritual; ( Organizarão política; O ín-
dio e o colonizador europeu; Aldeamenlo
Padre Manuel da Nólnvga
1.eitura

C apítulo H
hxpansao da huropa Ocidental: construção da economia mercantil | 33
A expansão da huropa Ocidental; Múltiplo complexo de mudanças; Transfor-
mações econômicas; Transformações sociais e políticas; Conhecimentos e ins-
trum ental tecnológico; Portugal e Espanha na expansão da Huropa
Príncipe dom I lenrique
Leitura

C ap ítu lo Ml
Os eu ro p eu s na baía d e Todos os Santos f 45
A inclusão das terras do Brasil na expansão da Huropa Ocidental; Encontro do
gollão denom inado baía de Todos os Santos; Armadas que visitaram a baía de
Iodos os Santos; Peitoria portuguesa; Armada de Pero Lopes de Sousa e Martim
Afonso de Sousa
O nom e do estado da Bahia
Leitura

C apítu lo IV
Os africanos j 53
O escravo africano; Classificação do escravo; Origem étnica do escravo africa-
no; O comércio do escravo africano para as terras do Brasil; O escravo africano e
a escravidão; Revolta dos Males; Cultura afro-brasileira na Bahia; Principais orixás
Mãe M enininha do Canlois
Leitura
Capítulo V
Os europeus ) (>7
() português; Diogo Álvares, Caramuru; Contribuição cultural; Sociedade agrá-
ria, escravista e mercantil; Degredados; Povoadores saídos da Europa; O ju-
deu; O espanhol; O (rances; Povos dos Países Baixos e do norte da Huropa
Padre Pernão Cardiin
Leitura

Capítulo VI
A cjuestão das capitanias 81
O porquê das capitanias; Características das capitanias; Êxito ou fracasso das
capitanias?; Sesmarias
Francisco Pereira Coutinho
Leitura

Capítulo VII
Capitanias na Bahia i 91
As capitanias na Bahia; Capitania de Francisco Pereira Coutinho; A capitania
da Bahia no século XVIII; Capitania de Pcro do Campo Tourinho; Capitania
de Jorge de Figueiredo Correia; Capitania do primeiro conde de Castanheira;
Capitania de Álvaro da Costa; Freguesias do Recôncavo no século XVIII
Pero do Campo Tourinho
Leitura

Capítulo VIII
H istória do govern o-geral 103
Instituição do governo-geral; Regimento do governador; Atribuições do pro-
vedor-mor; Atribuições do ouvidor-geral; Cargos e funções menores do gover-
no-geral; Conselho de Vereança; Governos gerais no século XVI; Primeiro
governo; Segundo governo; Terceiro governo; Divisão em dois governos;
Últimos governos do século XVI; Evolução do governo-geral
Tomé de Sousa
Leitura

Capítulo IX
Cidade do Salvador 119
Cidade do Salvador, primeira cidade do Brasil; Fundação da cidade do Salvador
e limites primitivos; Primeiras ruas e praças; Desenvolvimento urbano e
populacional; Presença da Igreja Católica; Igrejas; Armas da cidade do Salva-
dor; O Paço ou Casa da Câmara
Grcjiório
C* de M attos e Ciuerra
Leitura

C a p itu lo \
In vasões h o lan d esa s na B ahia f 133
G uerras por mercados; Portugal na União Ibérica e a Holanda; Invasão da
capitania da Bahia; O ataque holandês; Os invasores na cidade do Salvador;
Luta para a reconquista; À esquadra de socorro e a libertação da Bahia; Novos
ataques da Com panhia das índias Ocidentais; Adesão da Bahia ao rei dom
João IV; Fortes que defenderam a cidade do Salvador
Padre Antônio Vieira
Leitura

C ap ítu lo \ 1
F o rm a ção d o território d o esta d o da Bahia 155
Conquista do território da Bahia; Recôncavo; Sertão; Expedições do século
XVI; Francisco Bruza Espinoza; Vasco Rodrigues de Caldas; M artim de
Carvalho; Sebastião Fernandes Tourinho; Antônio Dias Adorno; Gabriel Soares
de Sousa; Belchior Dias Moréia; Expedições do século XVII; Francisco Dias
de Ávila; o segundo Garcia de Ávila; o segundo Francisco Dias de Ávila;
Sertanistas dc contrato; Pedro Barbosa Leal; Limites do estado da Bahia
Pedro Barbosa Leal
Leitura

C a p ítu lo XIÍ
C o n flito s na C olôn ia ? 169
Conflitos entre os colonos e a M etrópole; Os motins de 1711; O M otim do
Maneta; O M otim de Dezembro; Levante do Terço Velho; A prisão dos oficiais
da Câmara
Levantes de escravos
Leitura

C ap ítu lo XIII
S e d iç ã o de 1798 i 177
Dois episódios; Os “boletins sediciosos”; A reunião no Campo do Dique;
Prisões e condenações; Obscura fase conspirativa; Cavalheiros da Luz; Outras
questões
Escravos m ortos pela liberdade em 1799
Leitura
Capítulo XIV
E conom ia agrária, vo ltad a para a ex p o r taç ã o c b aseada no trabalho
escravo 193
Características e desenvolvimento; Engenho de açúcar; Algodão; Fumo; Cou-
ros e solas; Ouro; Vias de comércio; Moedas
Carta de José da Silva Lisboa ao diretor do Real Jardim Botânico de Lisboa,
Domingos Vandelli
Leitura
Governadores e vice-reis da capitania da Bahia e das terras do Brasil (1549-1763)
Governadores e capitães-gcrais da capitania da Bahia (1763-1821)

Capítulo XV
Transferência do go v erno de Portugal para o Brasil 207
Nova divisão do mundo; Esquadras da Inglaterra e da França na Bahia; Portu-
gal invadido; O príncipe dom João na Bahia; A Carta Régia de 28 de janeiro e
outras decisões adotadas na Bahia; Governo de Portugal no Rio de Janeiro;
A Bahia e a revolução de 1817; Salvador no testemunho de viajantes estrangeiros
José da Silva Lisboa
Leitura

Capítulo XVI
A desão da Bahia às Cortes de Lisboa ; 223
O pronunciam ento de 10 de fevereiro de 1821; Junta Provisória; Deputados
baianos às Cortes
- Cipriano Barata
Leitura

Capítulo XVII
Guerra p ela in d ep en d ên cia d o Brasil na B ahia 231
Manifestação de 3 de novembro de 1821; Levante militar português; Reconheci-
mento da regência de dom Pedro; 0 25 de junho; Adesão das vilas; Guerra pela
independência; Batalha de Pirajá; Posições do Exército brasileiro; Prisão de
Felisberto Gomes Caldeira; Reorganização do Exército brasileiro; 2 de julho
Maria Quitéria
Leitura
Forças Armadas Brasileiras na campanha pela independência
C a p ítu lo XVI11
A n tilu sita n ism o e fed era lism o 255
União da Bahia ao im pério do Brasil; Levante dos Periquitos; Visita do im pe-
rador dom Pedro I; M ata-M aroto; Revolução federalista de 1832-1833;
A Sabinada; O levante de 7 de novembro; Reação dos proprietários do recôncavo;
Ideário da Sabinada; D errota militar da Sabinada
Sabino Vieira
Leitura

C a p ítu lo XIX
E v olu çã o s o c ia l c p o lític a y 271
Evolução do ensino; Conselho de Instrução Pública; Reforma dc 1881; Servi-
ços públicos urbanos; Epidemias de 1850-1855; Visita do im perador Pedro II;
Evolução política; Cemiterada. Carne Sem Osso, Farinha Sem Caroço; O in-
cidente da visita de Silva Jardim
A instrução pública em 1885
Leitura

C a p ítu lo XX
E v olu çã o da e co n o m ia agrária, v oltad a para a ex p o r ta çã o e b asea da
n o tra b a lh o e scra v o 28 3
Econom ia baseada no trabalho escravo; Comércio; Desembarque da Pontinha;
Bancos e caixas; Manufaturas; A crise de 1873
Castro Alves
Leitura
Presidentes da Província da Bahia (1824-1889)

C a p ítu lo XXI
A R ep ú b lica d e 1 8 89 na Bahia 295
A propaganda republicana e a organização dos republicanos; Adesão da Bahia à
República; Reordenamento oligárquico; A Constituinte de 1890-1891; A primeira
Constituição da Bahia; Deposição do governador José Gonçalves; Composição
entre iguais; A guerra de Canudos; Governo Luís Viana; Sucessões com violências
e desuniões; O incidente cm Ilhéus; DesuniÕes preparam maiores desuniões;
A Campanha Civilista na Bahia; O bombardeio da cidade do Salvador; Eleição e
posse de J. J. Seabra; Primeiro governo de J. J. Seabra; Governo de Antônio
Moniz; As greves de 1918, 1919 e 1927; A greve dos professores; As greves de
1919; A greve dos ferroviários; Duas campanhas de Ruy na Bahia; Campanha pela
Presidência; Campanha contra J. J. Seabra; A revolta sertaneja; O Convênio de
Lençóis; Segundo governo d c j. J. Seabra; Governo Gocs Calmon; A Coluna Pres-
tes na Bahia; As exigências de mudanças nas artes c na literatura
Manuel Vitorino
Leitura

C apítu lo XXII
C o n d içõ es s o c io e c o n ô m ic a s da B ahia (1 8 9 0 -1 9 3 0 ) 359
Definição territorial; População; Economia; Condições socioeconomicas; Produtos
da economia baiana; Comércio; Indústria; Finanças; Arrecadação de rendas; Dívidas
externa e interna; Vias de comunicação; Estradas de ferro; Estradas de rodagem;
Transporte marítimo e fluvial; Transporte urbano; Porto da cidade do Salvador
Ruy Barbosa
Leitura

C apítulo XXIII
A R epú blica da R evolu ção de 1930 na Bahia 379
A Revolução de 1930; A conspiração na Bahia; O quebra-bondes; A revolução
alcança a Bahia; Prisão de coronéis e assassinato de H orácio de Matos;
Interventoria de Juracy Magalhães; O 22 de agosto; Cam panha contra Lam-
pião; Partidos políticos e eleições; Eleição do governador; Eleição dos deputa-
dos classistas; A Constituinte e a Constituição de 1935; M ovimentos políticos
nacionais; AIB e ANL na Bahia; Os levantes militares de 1935 e a Bahia;
O Levante do Posto Paraguaçu; Anos Finais; II Congresso Afro-brasileiro;
Últimos meses de democracia; Administração de Juracy Magalhães
Luís Tarquínio
Leitura

C apítulo XXIV
A R epública d o Estado N o v o na Bahia 421
Estado Novo; Prim eira fase do E stado Novo na Bahia; In te rv e n to ria
de Landulfo Alves; O 11 de maio; Pau de Colher; M orte de Lampião; Tor-
pedeamento de navios brasileiros; Interventoria do general Pinto Aleixo; Cam-
panha pelo Brasil na guerra; Luta pela democracia; Anistia; Partidos políticos;
Deposição de Vargas; Eleições
Otávio Mangabeira
Leitura
C apítulo XXV
A R ep ública da C on stitu içã o d c 1946 na Bahia 45 I
Constituinte Nacional dc 1946; Eleição da Constituinte baiana e do governa-
dor Otávio Mangabeira; A Constituinte c a Constituição de 1947; A Constitui-
ção de 1947; Governo Mangabeira; A sucessão a Otávio Mangabeira; Campa-
nhas patrióticas; Suicídio dc Getúlio Vargas; Sucessões no governo da Bahia;
Programa de desenvolvimento; Episódios perturbadores; Ultimo governador
eleito por voto direto; Atos 1 e 4 estabelecem eleições indiretas; Constituição
de 1967
Anísio Teixeira
Leitura

C ap ítulo XXVI
D o s govern os militares ao reto m o à dem ocracia representativa j 485
Governos baianos no período dos militares; Governo de Luís Viana Filho (1967-
1971); Governo de Antônio Carlos Magalhães (1971-1975); Governo de
Roberto Santos (1975-1979); Segundo governo de Antônio Carlos (1979-1983);
R etorno à legalidade democrática
Luís Viana Filho
Leitura

R eferên cias b ib liográ ficas 498

ín d ic e o n o m á stic o 529
C a pít u l o X V II
( jnjcrra
m- |)da itíd c ^ rju U tn c tíi d o Braflil na Baliia
m a n im ís t a ç á o d v . 3 m n o v i .m k k o o i; i %)

A a d r r i r a <1- J.i-.l-oa, '•l-g'-™ ]K,n <W ^ ri)


fu tu ra OiM stituíçã'» «Io IW n o IJn íd o «fc 1'o rt.tfa l, líra tíl - AJgarv- ,; /|- y /„
n h c c ra a rcgA nda «Ir. |.r i n d |« t d o m iv d ro , ío d íto íd a o , , , , ,
rci , |o m João VI ,.ara l.id .o a. M m a ,>-v o Ii k ~io líl/'-ral-< o;«-.tí!fidoi,;,ln,,
portug uesa d<- 18 2 0 m ; in s lilu d o n a li/a ra «iiuna liulia «ia«:0 »ial-«/Jo„íaIiMa
q u e «leléndía a to n tin u íd a d e d o im p é rio oolom al porm ;a/<->.. *'»«!;> /(- -/p i
valéncia e n tre Portugal e Brasil,
A clam ada no desvio d o JO d e frrvereíro, a ju n t a P ro v ív ,ría de Go-
232 v c rn o fja província da B abía atuava cad a vez rnaís su b m iss a a Lisboa e
aos oficiais q u e co m an d av a m a re c o m -c h e g a d a D 'g íã o G on .titucíon;:;
L usitana. làrnbern e ra a cu sada d e ro u b o . N o Jado o p o s to , m ilitares c
Uns 1h xRiQvn; P u s T a va r es

civis brasileiros, alguns deles baian os, fo rm a ra m u m a organízaçao ca


qual p o u c o se sabe, c o n s ta n d o a p en a s q u e se o rig in o u d e um a loja roa-
çô níca fu n d ad a na c id a d e d o S alvador n a q u e le 1 ^ 2 ) . Lies queriam a
d ep o s iç ã o d a Ju n ta Provisória. Jal ex ig ência c irc u lo u co m a edição ma-
n u sc rita rio jo rn a l () Morccffo. P o r ú ltim o , c h e g o u as ru a s coro a manifes-
tação d e 3 d e n o ve m b ro .
fj

P o uco a n te s d o m e io -d ia, m ilita re s e civis a rm a d o s su b ira m a la-


d eira da P raça, d irig ira m -se p a ra o p ré d io d a G a m a ra, o c u p a ram -n o e
to c a ram o sin o c o n vo ca nd o o p ov o . Lm seg uiría, c o m o estan d arte da
C âm a ra e rgu ido , foram p a ra a C asa rios G o v e rn a d o re s ex ig ir a imediata
de po siçã o da Ju n ta. O c o ro n e l p o rtu g u ê s P ra n c is c o d e Paula e Oliveira
reu n iu so ld ad os e c o m a n d o u : “ Jí g u e rr a d e B ra sile iro s co m L uro p eus”.
A gindo rap id a m e n te , o b rig ad e iro ín ã c io J.uís M a d e ira d e M elo ocupou
a p raça, as ru a s D ire ita d o Palaeío e da M is e ric ó rd ia , a Sé e o Ierreiro
de Jesus, c o m forí/t c o n tin g e n te da le g i ã o L u sita n a. O s m anifestantes
foram preso s: te n e n le s -c o ro n e is José* L gíd io G o rd ilh o d e B arbuda e
LeJisberto G om e* C ald e ira, m a jo re s blói Pessoa d a Silva, José* Gabriel
ria Silva D a ltro e A n tô n io M a ria d a Silva ló r r e s , c a p itã e s João Antônio
M a n a , Jo sé A n tô n io da L onseca M a c b a d o , Luís A n tô n io da Silva I lorta
e Lelipe J u s tu n a n o G osta L erreira , c a d e te Jo ã o P rim o r t ivis joão C ar-
n eiro da Silva Kégo e José* A velino B arbosa. D e p o is d e p re s o s , seguiram
sob escolta p ara o fo rte do R arbalho de n n A
n . . , n , C ° nde « ‘ram transferidos para a
P n n a p e d o m FVdro, q u e os lcvou ^ U sW 1
Nesse m e sm o dia 3, e nos spcni?r»f«o
,, , , * tc- > o co rrc ra m diversos choques
e n tre so ld a d o , b m s.le.ro s d o regim ento d e artilharia e os portu<n,eses
d . Legião C o n stitu cio n al Lusitana. M orreram vários soldados bntsilei-
ros. A pesar d e a m anilestaçã o de 3 de novem bro perm an ecer com as-
pectos d e sc o n h e cid o s , p a re c e que o seu objetivo não term inava na
deposição da J u n ta . Q u e ria m ais. H de se avaliar que existiríam ligações
en tre aqu eles m ilita re s e civis e o u tro s brasileiros participantes no Rio
de Jan eiro d e c o n spiraçõ es para separar o Brasil de Portugal. Ao m enos
ficou u m a pro cla m a çã o da Ju n ta Provisória acusando-os de desejarem
“a perfeita cisão e n tre o Brasil e Portugal” .

a h ia
B
LEVANTE M IL IT A R PORTLIGLIÊS

d a
is t ó k ia
A po lítica das C o rte s G erais para o Brasil definiu-se no secundo
sem estre de 1821 dirigida a n eutralizar qualquer m ínim a possibilidade

H
de existência de u m g o v e rn o executivo central em alguma província
brasileira. O s d e c re to s de 29 de setem bro alteraram os com andos m ili-
tares n o Brasil, su b o rd in a n d o -o s a Lisboa, e m arcaram o re to rn o do
prín cip e d o m P edro pa ra Portugal.
A 31 de janeiro de 1822 realizou-se a eleição que modificou a Junta
Provisória. Passou a ser com posta p o r Francisco Elesbão Pires de Carvalho
e A lbuquerque, Francisco Vicente Viana, Francisco Carneiro de Campos,
Francisco M aitins da Costa, cônego José Cardoso Pereira de Melo, tenente-
coronel M anuel Inácio da C unha M enezes e desem bargador Antônio da
Silva Teles. Alguns dias depois, chegou à cidade do Salvador a Carta Régia
de 9 de dezem bro de 1821 nom eando G overnador das Armas o brigadeiro
Inácio Luís M adeira de M elo em substituição ao brasileiro M anuel Pedi o
de Freitas G uim arães. Logo se instalou um a situação de conflito.
M adeira d e M elo to m o u a iniciativa de requisitar o com ando. Nesse
sentido oficiou a F reitas G uim arães e aos com andantes do.
São P edro, S anto A n tô n io e B arbalho, exigindo que reconhecessem a
sua a u to rid ad e . E m re sp o sta , oficiais brasileiros do prim eiro regim ento
d e in fan ta ria, d a L egião d o s C a ç a d o re s e d o re g im e n to d e artilharia
d e cla ra ra m q u e e ra ilegal a c e ita r u m d e c r e to d e L .sb o a sem a a p r o v a *
,la G am ara. N ã o q u e ria m M a d e ira d e M e lo n o G o v e rn o das Armas e
p ara ta n to o rie n ta ra m a re s is tê n c ia q u e e n v o lv e u m d ,ta re s e ciris brasj.
| c jro s c o n tr a a sua n o m e a ç ã o . A n te s q u e ela se m a n ife s ta ss e nos quar-
té is c n as r u a s , o b r ig a d e i ro M a d e ira d e M e lo c o lo c o u as tropas
p o rtu g u e sa s em p ro n tid ã o e d e c la ro u q u e t o m a r ia p o ss e. N u m a tenta-
tiva d e c o n cilia çã o , n o d ia 18 d e fev e re iro , a J u n ta se reu n iu com a
C â m a ra c os c o m a n d a n te s m ilita re s e a p re s e n to u u m a p ro p o sta para
c o n to r n a r a crise. Seria a fo rm a ç ã o d e u m a ju n ta m ilita r na qual estari-
234
am o b rasileiro F reitas G u im a rã e s e o p o r tu g u ê s M a d e ira d c Melo.
M adeira d e M elo recusou. O dia 19 d e fevereiro am an h eceu com a
ofensiva das tropas portuguesas. A tacaram o fo rte dc São Pedi o, onde se
L uís H e n r i q u e C \ \ s T a v a r e s

encontravam oficiais e soldados brasileiros das tro p as regulares c de milí-


cias, e os quartéis da Palma e da M ouraria. Foi no d e sd o b ra m e n to do ataque
ao velho quartel da M ouraria, na ép oca vizinho ao c o n v en to da Lapa, que
um g ru p o d e soldados e m arin h eiro s p o rtu g u eses te n to u invadir o recolhi-
m ento das religiosas C oncepcionistas, cujo clau stro era to ta lm e n te vedado a
hom ens. Ao forçarem o ataque, feriram m o rta lm e n te, co m golpes de baio-
neta, a abadessa só ro r Joana Angélica, q u e se colocara n a p o rta do claustro, .
fechand o-o, não resistiu aos ferim en to s e m o rre u , sen d o tam b ém atingido
o capelão d o convento, p ad re D aniel N u n es da Silva Lisboa, co m coices de
arm as. Retiradas às pressas, as freiras fo ram p ara o co n v en to d o Desterro.
Na tarde do m esm o dia, o brigadeiro M adeira d e M elo o rd e n o u preparati-
vos para o bo m bard eio do forte d e São P ed ro e o brig ou as religiosas do
convento das M ercês a se retirarem p a ra o co n v en to d a Soledade.
O fo rte d e São P ed ro foi in tim a d o a se re n d e r. O s c a p itães Joaquim
Sátiro da C u n h a e Jo a q u im Jo s é R o d rig u e s e o te n e n te J o sé Pedro de
A lcântara m an tiv eram a d ecisão d e resistir, n o q u e fo ra m aco m p anh a-
dos p e lo c iru rg ião F rancisco S ab ino Álvares d a R o c h a V ieira. Tentaram
g a n h a r te m p o a d ia nd o a re s p o s ta ao u ltim a to . P o r fim , c ain d o a noite,
c o m e çaram a retira d a, q u e c o n tin u o u d u ra n te to d o o d ia 2 0 . A p o rta só
foi ab erta n o e n ta rd e c er, q u a n d o o te n e n te -c o ro n e l B e rn a rd in o Álvares
de A raújo e n tre g o u a M ad eira d e M elo o t e r m o d e re n d iç ã o . N a m anhã

A
dc 2 1 , o fo rte d e São IV d r„ foi o a .p n d o . Preso nesse dia, M anoel Pedro
,|e F reitas G u im arã e s loi levado para b o rd o ,1o São G uah er. em b arcarão
q ue o co n d u z iu a Lisboa.

R E C O N H E C IM E N T O DA REGÊNCIA DE D O M PE DRO

C on clu íd a a o cu p ação m ilitar da cidade d o Salvador, M adeira de M elo


ad o to u u m a lin h a p olítica q u e visava justificar as decisões que tom ara
c o b te r o ap o io local p a ra m a n te r a Bahia unida a Portugal. Divulgou um a
p roclam ação a firm a n d o d esejar “ q u e a h arm o n ia to rn e a estabelecer-se
255
en tre tan to s m ilh ares d e cid ad ão s de um a m esm a nação, súbditos de
uni m es m o rei, c q u e so d e te m co nsiderar-se en tre si com o irm ão s” .
Em v erd ad e, o g o v e rn o d e Portugal e ele esperavam um a luta d em o rad a.
A 1 S de m a rç o ch eg o u o refo rç o das tro pas portuguesas com andadas
pelo b rig ad eiro F ran cisco Jo a q u im C arreti, po uco antes expulsas do Rio
de Jan eiro p elo s ac o n te c im e n to s do Fico e o rd em do p ríncipe dom Pedro.
O u tro s refo rç o s seriam env iados n os m eses seguintes.
N ú m e ro apreciável d e fam ílias a b and o n o u a cidade do Salvador e se
dirigiu p ara S an to A m aro , São Francisco do C ond e, Cachoeira e M ara-
gogipe. E m abril já e xistiam várias conspirações co n tra o governo m ilitar
q ue o b rig a d e iro M a d e ira d e M elo estabeleceu. Algumas ten d iam para o
re c o n h ec im e n to d a a u to rid ad e d e d o m Pedro. O u tras aceitavam o relacio-
n a m en to p o lític o c o m as co rtes de Lisboa. A definição dos baianos o co r-
reu e n tre m a io e ju n h o d e 182 2, para o que influiu a carta-co nsulta de
22 d e m a rç o , red ig id a e assinada p o r d e pu ta d o s baianos no esp írito c o n -
ciliad o r d o p a re c e r d a C o m issão Especial dos N egócios tio hiasil daquela
assem bléia. A in da assim , o u talvez p o r isso, u niu p ro p rietário s de en g e-
nh o s e p lan taç õ es d e c an a-d e -a çú car, oficiais m ilitares e intelectuais na
p osição a favor d o re c o n h e c im e n to da reg ência deixada no Rio d t Jane i-
ro pelo rei d o m Jo ão VI e aceitação da auto i idade, do príncipe d o m I t d i o .
R edigido p e lo jo v em b a ch arel Francisco G o m e s B randão, q u e dep o is
p assou a assin ar F ra n c isc o G e A caiaba d e M on tezu .u a, o jornal 0 I W
tucional e stab ele c e u : “ D e fe n d e m o s , e havem o s d e d d e n tlc r a propo>.-
Ção d e te r o Brasil h u m C e n tro d e Podei L x u u ti u .
O s p artidários d o re c o n h e c im e n to d a au to rid a d e d o p rín cip e tentaram
u m a decisão na C âm ara da cid ad e d o Salvador. M arca d a p ara se reunir no
dia 12 d e ju n h o , as tro p as p ortu gu esas b lo q u e aram as ru a s da Misericórdia
e D ireita d o Palácio, a p raça d a C âm ara e to d as as vias d e acesso ao prédio
d o Senado da C âm ara. A reu n iã o foi p ro ib id a . D o is dias depois (14 de
ju n h o ) reu n iu -se a C âm ara d e Santo A m aro c o m a p articip ação do ouvidor
da com arca, d esem b arg ad o r A n tô n io Jo sé D u a rte d e A raú jo G ondim , dos
vereadores João Ixiurenço de A taíde Seixas, A n tô n io d e A raújo Gom es Júnior
e R aim u n do Gonçalves M artin s, d o ju iz d e fora e p re s id e n te da Camara,
Jo aq u im José P in heiro de Vasconcelos, d o p ro c u ra d o r d a vila, Jo aquim José
R ib eiro G uim arães, d e oficiais g radu ad o s das m ilícias, religiosos, Miguel
C alm o n d u Pin e A lm eida, advogados, m éd ico s e p ro fesso res. A Camara
decidiu: “ Q u e haja n o Brazil h u m c en tro ú n ico d e P o d e r Executivo; que
T a va r es

este P od er seja exercido p o r sua Alteza Real o P rín cip e R e g e n te ” .


ia s

A p a rtir dessa decisão é possível e n c o n tr a r u m a seq ü e n c ia d e prepa-


D

rativos na Bahia pa ra o re c o n h e c im e n to d a a u to rid a d e d o p rín c ip e dom


e n r iq u e

P ed ro , já e n tão aclam ad o no R io d e J a n e iro D e fe n s o r P e rp é tu o c C onsti-


Luís H

tu cion al d o Brasil. R ealizou-se e m 21 d e ju n h o u m a re u n iã o secreta dc


p ro p rietário s, lavradores e m ilitares. E m 2 4 d e ju n h o co n cen traram -se
so ld ad os e oficiais m ilicianos a rm a d o s so b o c o m a n d o d o s g ran d es pro-
p rie tá rio s e c o ron éis d e m ilícias Jo s é G arcia P ac h eco d e M o u ra Pim entel e
A ragão e R odrigo A n tô n io Falcão B ra n d ão , n o sítio d e B elém , povoado
p o u c o acim a da vila da C ach o eira.

O 25 DE JU N H O

N o ato seg u in te, o s c o ro n é is G arc ia P a c h e c o e F alcã o B ran d ão ofi-


c ia ra m a C a m a ra d a C a c h o e ira p e d in d o u m a r e u n iã o u rg e n te . R eunida
às 9 h o ras da m a n h ã d o d ia 25 d e ju n h o d e 1 8 2 2 , c o m a p re se n ç a do
ju iz d e fora A n tô n io d e C e r q u e ira L im a , q u e a p r e s id iu , d o c ap itã o -m o r
Jo sé A n tô n io F iu sa e v e re a d o re s, foi in d a g a d o “ d o p o v o , e tro p a ... se
e ra o c o n te n te s q u e se a c la m a ss e a S.A .R . o Sr. D . P e d ro d e Alcantara,
p o r R eg e n te e P e rp é tu o d e fe n s o r e p r o t e c t o r d o R e in o d o Brazil”.
O b te n d o re s p o s ta a firm a tiv a , o p r o c u r a d o r d a v ila, M a n o e l Teixeira de
Freitas, jo g o u o e sta n d a rte d a C âm ara p ara os m ais de q u atro cen to s
h o m en s a rm a d o s q u e se e n co n tra v am cm fren te d o p rédio .
Foi lavrada u m a ata. Estavam celebrando Te D eum na Igreja de Nossa
Senhora d o R osário qu an do a escuna canhoneira enviada p o r M adeira de
Melo para fechar o p o rto da Cachoeira disparou o prim eiro tiro contra a
vila. Q uase ao m esm o te m p o , alguns portugueses atiraram de suas casas nos
brasileiros q u e passavam nas ruas. N o dia seguinte, form ou-se a prim eira
Junta Interina, C onciliatória e de Defesa, com posta p o r Antônio Teixeira de
Freitas B arbosa (presid ente), A ntonio Pereira Rebouças (secretário), José
Paes C ardo so da Silva, padre M anuel Jose de Freitas (depois, padre M anuel
D end ê Bus) e A n tô n io José Alves Bastos. Instalou-se no Hospital São João
de D eus e ad o tou as prim eiras decisões de governo: enviar mensageiros às
vilas c povoaçoes para inform ar-lhes a aclamação do príncipe e as hostilida-

a h ia
des portuguesas já declaradas pela escuna canhoneira. Também solicitava

B
d a
que organizassem h o m en s e arm as para de ter os tiros da canhoneira e dos

is t ó r ia
portugueses isolados em suas residências.

H
A p ro v eitaram u m a “velha peça de fe rro ” para im provisar a arm a
com q u e re s p o n d e ra m os d isp a ro s da escuna can ho n eira. T am bém
utilizaram vaivéns m an d a d o s vir d os engenhos. E m bora fossem arm as
p recárias, serv iram . N o e n ta rd e c e r de 28 apareceu um a b andeira branca
na escu n a c an h o n e ira , q u e foi to m ada. D ela tro u x eram presos o capitão
e 2 6 m a ru jo s p o rtu g u e se s. A C âm ara enviou um a p ro clam ação ao
p rín c ip e d o m P e d ro afirm an d o : “ V.A.R. é nosso d efenso r p e rp é tu o ” .
Francisco Elesbão Pires d e C arvalho e A lbuquerque, Francisco C ar-
neiro d e C am p o s c José C ardo so Pereira de M elo abandonaram a Junta
Provisória, já en tã o v irtu alm ente prisioneira das tropas portuguesas. F ran-
cisco Elesbão Pires d e C arvalho e A lbuquerque, que era o presidente da
Jun ta, seguiu p ara Santo A m aro. Francisco C arn eiro de C am pos e José
C ardoso Pereira de M elo foram para o Rio d e Janeiro.

A D E S Ã O D A S VILAS

A 2 6 d e ju n h o reu n iu -se a C âm ara da vila d e M aragogipe e decidiu:


“N o R ein o do Brazil deve residir h u m ún ico C e n tro de Poder Executivo
,n iVssoa d o IVincIpc Ko.,1". N o . l i, 2 " - 1 "•>«
das vilas .Io S ,o l'Vanclsco .Io l o n d e o -I-' * « "« • A..... -o, .
lònoi\lo-.'i>i">»'l lrllsl> oilo l io m e s O d .lc lta , « M o r , •- u , y „ l „ d , A„,ó.
„io M a ria .1, Sllv, K.i iv s o M iguel < -Io l*m o A lm eida. I ,> 'opusn, M1
, |m „ , ,„ „ p ||a sse mus a.rilm ig o es o so „ - ,n s lo n o ,s s o om
...ilitar o olvil leg itim o p a ra lo.l-.s , s vilas .Io ,v . , m . , v o . Nosso m esm n .li.,,
,,s vilas .Io São lYaneiseo .Io 1 'o n.lo o .Io S .m lo A m a ro aclam aram o prf„.
,|o m 1V<Ii o o o m o U rg e n te t o n s lil.u i..n .,1 .Io Brasil. O r„r.>,„.|
m ilieiam . A n tô nio Jo a q u im 1'hvs d e O a rv alli» o A llm .|u rr< |u e Oavalrani,.
, 1o Ávila lV iv ir, assum iu o v o m aiulo gorai .Ias lro|>as m ilicianas.
N o passo seguinte, om agosto, incisiva rep rese n taç ão .Ias vilas .Io São
I Vanoisco .1.. C o n d e o Santo A .uaro poili.i “<>estab e lecim en to .Io um g.n.-r-
,„> gorai, não só para o rooôuoavo o c o m arca tia Bahia, m as lam bem para
toda a lYovíiui.i". Q ueriam um C o n selh o ao <|ual " to d as as autoridades
rivis o m ilitares, som cx tx p çu ) algum a, licarao s u b o id iu ad a s . Ao luial das
disoussõos, osso povorno so lo rm o u o tovo a seg u inte (o m p o si^ ao .

. S an to A m aro: IVanoisco l.lo sb ão P ire s tio C a rv a lh o o


A lhiu|uor(juo, oloito p re s id e n te tio C o n s e lh o o m ô tlt* setem hro.
. C a c h o e ira : IV ano isco G o m e s B r a n d ã o M o n to z u m a , oloito
se cretário om 6 tio sotom hrt).
. São Francisco tlt) C on d o : d e s e m b a rg a d o r A n tô n io Jo s é D uarte
tio A raújo G o n d im .
. Jaguarip e: cap itão M ano el G o n ç alv es M aia B itte n c o u rt.
. M aragogipe: c a p itã o -m o r M a n o el tia Silva S o u sa C o im b ra .
. In h am b u p e : c o ro n e l Sim ão G o m e s F e r re ira Vclt>so.
. Pedra Branca: cô n e g o M an o el D e n d ê B us.
. A b ran tes: M iguel C alm o u d u Pin e A lm eid a.
. Itapicui u: Jo ã o D a n ta s d o s R eis P o rtátil.
. Valença: rev eren d o T eo d ó s io D ias tio C a s tro .
. Agua 1 ria: vigário F ra n cisco J o s é tio M ira n d a .
. Jaco bina: c o rre g e d o r F ran cis co A ires tle A lm eid a F reitas.
. M arau: M an o el tio s S an to s Silva.
. Rio tle C on tas: c ap itã o J o s é V aicn tim d o S o u sa.
. C am am u : re v e re n d o Isid o ro M anoel d e M enezes
. S an tarém : c a p itã o Pedro Jorge Vieira.
. C airu : p a d re J o sé d e M elo v lrjã o .

Esse C o nselho In terin o exerceu p nó m ;.,


... , . . . , , CeU cnciP ca e constante ação política,
m ilitar e adm inistrativa desde a sua i n s t a l a r . p ™
mMaiaçao. Procurou m anter-se gover-
no ao longo da cam panha m ilitar para ex-puktr o Exército português da
<-i.la,l,- d o Salvador. N o s prim eiros dias de sua existência, dirigiu-se às Cà-
m aras e exigiu votos d e fidelidade e (
1 OI>C(,Knoa, orçamzou bataüiões, reu-
niu e d istribuiu ar n u s e num iyV x. assim se Ían<lo até que o coronel
d.- milíc ias Jo aq u im Pires d e ( ü rvalh o c Albuquerque d e Ávila IVreiru e n - 23 9
tn 8 M ° forças m ilk lanas e d e voluntários q u e comandava
ao general liam és Pedro l.ihatut, enviado | h -Io governo do príncipe dom

Ba h i a
IVdio no com ando do l.w ri íto Pacilicador que continuaria a guerra de
nov einl.ro .le 1822 a 2 d r ju llio d r 1X2). lo i com o Exército de milicianos

is t ó r ia d a
<• voluntários que «> Conselho Interino sustentou as posições de defesa
eslabeleiidas na ilha de Itaparica e nos pontos do funil, São Rocjuc,

H
I ru arnaçao, IguajK*, C apanema, Sauhara e ponta de Nossa Senhora.

G U E R R A PELA IN D E P E N D Ê N C IA

A g uerra pela in d ep en d em ia do Brasil na Bahia com eçou com o 25


de ju nho na Vila d e Nossa Senhora do Rosário da Cachoeira (Cachoeira).
Ao longo d o seu d ecu rso há um a prim eira fase na cjual as operações de
gu erra seguiram iniciativas locais, em hora sob o controle geral do C onse-
lho In terin o e co m an d o d o coronel m iliciano Joaquim Pires de Carvalho
c A lb uq uerqu e d e Ávila Pereira, p o steriorm en te agraciado pelo im pera-
d o r d o m IVdro I c o m o titulo de visconde de Pirajá. A segunda fase per-
tenceu ao E x ército Pacificador em iado pelo príncipe dom Pedro em julho
de 1S22 sob o co m an d o d o general francês Pedro Labatut.
N a fase d e ju n h o a o u tu b ro dc 1 S22 surgiram dhersos batalhões patrió-
ticos, alguns do s quais se to rn ara m conhecidos: Com panhia dos Caçadores
de Santo A m aro, q u e o b ed eceu ao com ando do proprietário capitão Anto-
nio de B itten co u rt B erengu er César; Voluntários da Vila de São Francisco,
organizado c c o m a n d ad o p e lo p ro p rie tá rio A le x an d re G o m e s de Argo,l0
Ferrão- e os V oluntários d o P rín cipe D o m P e d ro , d e n o m in a d o dos Pcri.
qu itos (p o r causa da farda), sob o c o m a n d o d o m a jo r m ih a a n o José Antô-
nio da Silva C astro. C o n clu íd a a c a m p a n h a m ilitar, esse b a ta h ao foi adstrito
ao E xército c g an h o u o n o m e d e B atalhão d o s C a ça d o re s. D u ra n te a cam-
pa nh a a ele p e rte n c e u M aria Q u itc ria d e Jesu s, h e ro ín a reco nh ecida por
sua participação na g u e rra p e la in d e p e n d ê n c ia d o B rasil na Bahia.
O s navios q ue tro u x era m o E x ército P ac ificad o r p a rtira m d o Rio de
Jan eiro a 14 d e ju lh o d e 1822. T ran sp o rtav am 3 8 oficiais, 2 6 0 soldados,
seis canhões, cin c o m il espingardas, q u in h e n to s clavin otes, quinh entas
240
pistolas, d uas m il lanças e q u in h e n to s sabres. D e s e m b a rc o u e m Maceió e
de Alagoas seguiu para P ern am b uco , o n d e in c o rp o ro u 2 5 0 h o m e n s da tro-
pa de linha, soldados arm ado s e upagos p o r trez m es es e oficiais militares
a v a r e s

brasileiros, d e n tre os quais se destaca o co ro n e l Jo se d e B a rro s Falcão de


T

Lacerda. Passou p o r Sergipe. Já e m te rritó rio b aia n o , alcan çou Feira do


Dia s

C apuam e em 28 de o u tu b ro. N esse m e sm o dia, o c o ro n e l Jo a q u im Pires de


e n r iq u e

Carvalho e A lb uquerque de Ávila Pereira re u n iu to d o o a rm a m e n to e tropa


qu e com andava no quartel im provisado n o E n g e n h o N o v o d e Pirajá e en-
H
Ir U ís

tregou o co m and o ao general L abatut, q u e se d e d ic o u e m seguida à organi-


zação e disciplina d aq u ele E x érc ito m is tu ra d o d e so ld a d o s regulares e
voluntários, brancos p ob res, tu pin am b ás, negro s lib e rto s e escravos envia-
dos pelos seus senhores. E m ofício p ara o m in is tro J o s é B onifácio, Labatut
info rm o u q u e n e n h u m filho” de p ro p rie tá rio ric o tin h a se apresentado
co m o voluntário.

Em to m se re n o , a p re s e n ta n d o -s e c o m o p a c ific a d o r, L a b a tu t inti-
m o u M ad eira d e M elo a d e ix a r a B a hia c m paz. E sc re v e u : “ ... tem os
p len o s p o d e re s p a ra tr a ta r co n v o sco a c e rc a d e v ossa r e tir a d a e da tropa,
co m p erm issão d e p re s ta r-v o s to d o o n e c e s s á rio p a ra a b o a co m o d id a -
de d o tra n s p o rte ” . D e s c re n te d e q u a lq u e r so lu ç ã o p a c ífic a , L ab a tu t o r-
ga nizou o E x ército e m trê s b rig ad a s, c o lo c a n d o a p r i m e ir a B rigada ou
da d ireita n a área d e C a b rito - C a m p in a s - P ira já , a s e g u n d ^ o u da
esq u erd a e m A rm aç õ es, “ av anç ad a d u a s lég ua s d e I t a p o a n " , e a terceira

m° U
C! tr ; te_C° r0 n e l J ° Sé <le B a n o s *»><*> d e L a c e rd a assu-
com anc o a p r im e ir a b rig a d a e o coron el F e lis b e r to G om es
C aldeira o da segunda. A terceira ficou com o tene n te-co ro n el José
Jo aq u im d e I.im a e Silva. U b a tu t ad o to u o utras providências, p rinci-
palm en te para m u n ic iar a tro p a (m andou vir pólvora de Itap icu ru e
arm as de Alagoas) e su p rir o T esouro Geral d o Exército com o d in heiro
das C aixas M ilitares, para o q u e e n co n tro u dificuldades. Constava que
e n tre os recu rso s a rreca d ad o s estavam 113:00 0S 00 0 (113 contos) em
m oedas d e o u ro e p rata reco lh ido s pelo coronel José Freire de C arva-
lho no s en g enh o s Passagem e C achocirinha. T inham sido en te rrad as
pelos p ro p rietá rio s dos eng enh os, os portugu eses João Teixeira Barbosa
e M anuel J o s e leixeira Barbosa, antes de fugirem para a cidade do Sal-
241
\a<loi tcm c io so s <lo d esd o b ram en to do 25 de junho. Eles cobrariam a
d e v o lu ç ã o depo is da g u erra, declarando valor m uito acima do co n h eci-
do, nao se co n seg u in d o jam ais saber quan to era e a caixa m ilitar que o

Ba h ia
receb eu.

da
A batalha de 1’irajá o correu dias após a chegada do Exército Pacifica-

H is t ó r ia
dor. () que a m otivou loi a tentativa do exército português para desalojar
os soldados brasileiros dos pontos estratégicos de Coqueiro, C abrito e
Pirajá, ocu pado s p o r batalhões com andados pelo tenente Alexandre G o-
mes d e Argolo Perrão e m ajor M anuel Gonçalves da Silva. Pode-se avaliar
tam bém q u e M adeira de M elo autorizou o ataque calculando que o exér-
cito brasileiro p oderia crescer naquela área m u ito próxim a da cidade com
a chegada de batalhões das províncias que apoiavam o príncipe regente
(a Bahia ainda não sabia que dom Pedro fora aclamado im perador).

Batalh a d e Pirajá
T ravo u-se a b a talh a d e Pirajá na área de C ab rito - C am p in as -
Pirajá. C o m e ç o u na m ad ru g a d a de 8 de n ovem b ro com o d e sem b ar-
q u e d e 2 5 0 so ld ad o s p o rtu g u e ses em Itacaranh a e P lataform a. Eles
av an çaram so b re o en g e n h o C ab rito ao te m p o em que chegavam p o r
te rr a os q u e a ta ca ram P irajá. N o seu to d o , a batalha teria d u rad o oito
ho ras. M o v im e n to u q u a tro m il h o m en s, c o n stitu in d o -se d esd e en tão
na m ais alta d e m o n s tra ç ã o da resistên cia brasileira ao longo da cansa-
tiva e m o ro sa c am p a n h a m ilita r pela in d ep e n d ên c ia. Sabem os, no e n -
ta n to , m u ito p o u c o d essa b atalh a. T udo o q ue existe é o c o m u n icad o
(l(. Labatut p ara <> C o n s e lh o In te rin o , d a ta d o <lc 9 «le no v em b ro , no
,, in fo rm a (|i,(* as forças «le M a d e ira d e M elo (o ra m “ obrigadas a
i r ( | r r p elo valor, e d e n o d o d as bravas T ro p a s P e rn a m b u c an a s , c do
Kio <1<• Ja n e iro , c o m o la m b em p e lo s s o ld a d o s (Ia I.egiao da Bahia”; a
caria <|iie escrev eu ao m in is tro José B o n ila e io d c A n d ra d a e Silva c as
n oticias p u b licadas nos jo rn a is Semanário Cívico e Idade clVuro. Por causa
da escassez e im p re c is ão d o s in f o r m e s , p a s s o u -s e a d a r g ran d e crédito
ã versão d e L adislau d o s S a n to s T i tara , a u to r d o p o e m a “ Paraguassu”
e a (juein se resp eita c o m o te s te m u n h a o c u la r d a c a m p a n h a militar
pela in d e p e n d ê n c ia , p o is e x e rc e u o e n c a rg o d e re g is tra r “ cm Livros”
2 4 '1
Ioda a c o rre s p o n d ê n c ia d o g e n e ra l L a b a tu t. A v e isã o d e Santos Titara
foi accila p o r In ácio A ecioli e B rás d o A m a ra l (Memórias históricas e
políticas da província da Bahia, v. III e IV ). A p re s e n ta o c ab o -co rn eta
9
H Luís L opes salvan do o e x é rc ito b ra s ile iro c o m u m to q u e d e avançara
rI cavallaria, e su cessiv am en te à d e g o la ” , ao c o n tr á r io d o to q u e de reti-
ü
!->
UJ
rada q u e teria sid o o rd e n a d o p elo te n e n te -c o r o n e l B a rro s Falcão. Nas
r/
in fo rm a çõ e s d e L ab atu t, nas n o tíc ias d o s jo r n a i s Semanário Chico e
1*4
£ Idade d'0u ro , ap arec e m a te n a c id a d e d o s o fic iais e s o ld a d o s brasilei-
Vj
•* -4

ro s, reg u lares, m ilician o s e v o lu n tá rio s , e o e r r o tá tic o d o coronel


p o rtu g u ês F ran cisco Jo sé P ereira , q u e a ta c o u p e la e s q u e rd a e abriu
p ara A rm aç õ es e Boca d o R io, assim e n fr a q u e c e n d o o c e n tro do ata-
q u e a C am p in as — P irajá, o q u e c o n c e d e u ao te n e n te - c o r o n e l Barros
Falcão (L ab atu t n ão p a rtic ip o u da B atalha d e P ira já ) u m a b re c h a para
a ofen siva, o rd e n s d e L ab atu t.
Labatut escreveu na p roclam ação d e 11 d e n o v em b ro aos soldados:
O dia 8 d e N ov em bro de 1822 vos faz d e c ad a vez m ais c erto s de que
esses Luzilanos são alem d e Iracos, indignos d e t e m o r ... tiv em o s a audacia,
e vallor d e repeli ir, e ceifar” . D eve-se re g istrar q u e o n ze dias d epois da
batalha, cujo n u m e ro d e m o rto s não se co n h ec e , d u z e n to s escravos arm a-
dos de en genh os da M ata-L scu ra e S abo ciro atac a ram P irajá, ao que se
supôs na ( p o c a en ganados p o r su p o sta p ro m e ss a d e M ad eira d e Melo de
hbcrtá-los da escravidão se ad erissem aos p o rtu g u e se s. C in q u e n ta hom ens
vinte, in u lh u c s foram ap rision ad os. O s h o m e n s fo ram fuzilados e as
m ulheres ch icoteadas, o rd e n s d e L ab atut.
Posições do Exército brasileiro
E m n o v e m b ro d e 1 82 2 , dia 24 i ..
, a - alguns batalhões do Exército bnsi

„ .u q .e s . - - V é u i t a , P.„ ,
um a C o m p an h ia d o p rim e iro batalhão H-, i
,f . , M m ao da T orre. sob o com ando do
alferes jo s e N u n e s d a S.lva Aguiar. Em dezem bro, grupos de em b os-
cadas a ta ca ra m o e n g en h o da C onceição, U baranas, Cabula e Resgate
Ao c o m e ça r o a n o d e 1 823, o E xército brasileiro já estava em Brotas!
Graça, C ab u la e E n g e n h o da C onceição.

M adeira d e M elo c o n to u com o refo rço de 1.300 soldados vindos


243
da E u ro p a, isso a te m o riz o u L abatut, levando-o à posição defensiva e
im o bilista logo c riticad a pe lo C onselho In terino . Com o apoio dessas
forças, M a d eira d e M elo o rd e n o u ataques à ilha de Itaparica e à b arra

Hist ória da Bahia


do Paraguaçu, p o n to s vitais p ara g aran tir o cerco da cidade do Salvador.
Os so ldado s p o rtu g u e se s e n c o n tra ra m tenaz resistência. Na defesa da
b arra d o P araguaçu d estac o u -se M aria Q uitéria de Jesus, soldado do
batalhão V oluntários d o Príncip e.
Em abril, existiam cerca de treze mil hom ens nas fileiras das forças
arm adas brasileiras. Ao E xército unira-se a flotilha de barcos e saveiros
com andada p elo ten e n te Jo ão Francisco de Oliveira Botas, responsável pelo
bloqueio dos rios Jaguaripe e Paraguaçu. Por sugestão do marechal Felisbcrto
Caldeira B ran t Pontes, em baix ado r do Brasil na Inglaterra, o m inistro José
Bonifácio con vid ou o alm irante inglês Lord Cochrane, que se encontrava
no Chile, p ara organizar e com an d ar a M arinha do Brasil. Ele assumiu o
posto em m arç o d e 1823, q u an d o saiu do Rio de Janeiro para lim par a baía
dc Todos os Santos do s navios de guerra portugueses comandados pelo
chefe de divisão Jo ão Félix Pereira de Campos. A esquadra brasileira era
com posta d e u m a nau , u m a fragata, duas corvetas e dois brigues. A essa
altura da g u e rra (p rim eiro s cinco m eses de 1823) ocorriam cpisodios cuja
repercussão n o Brasil e m g u erra com Portugal não está resohida. Sucedei
em Portugal o levante m ilitar em Vila fia n ç a de Xira, do que resultou o rei
dom Jo ão VI re c u p era r as suas prerrogativas absolutistas, o Congresso por-
tuguês ser fech ad o e a C o nstitu ição de setem b ro de 1822 de.xar de ex.s m
Sob g rand e ten são, e m 3 d e m aio se instalou no Rio de Jane.ro a prune.ra
Assembléia Nacional Constituinte e l.coislativa do Brasil. Seis dias ^
Madeira de Melo destituiu a Junta Provisória eleita em janeiro de 18^2 ’
empolgou o poder político. Picou único no governo c na administração 4
cidade do Salvador. Do quartel de 1’iraja, Labatut dirigiu estranho ofTcio ao
tenente-coronel Barros l-alcão, indagando-lhe a quem obedecia, se a ele,
comandante-em-chefe do Exército brasileiro cm operação de guerra, „u
ao “governo de Pernambuco”. Intrigas c denúncias espalhavam que jovens
oficiais brasileiros comentavam que o título de imperador ofertado a dom
Pedro 1 só seria autêntico quando fosse votado e aprovado pela Assembléia
Constituinte.
244
P risão d e F elisb crto G o m es C a ld eira
Supõc-se que info rm ad o pelo secretario m ilitar d o exercito, Jose Ma-
D ia s T a v a r e s

ria Cam buci do Vale, e p o r d en úncia de frei Jo se M aria Brayncr, coman-


dante do batalhão d e voluntários d en o m in ad o E n co u rad o s dos Pedrões,da
existência de um a conspiração de oficiais brasileiros p ara destituí-lo do
Luís H e n r iq u e

com ando do exército, Labatut convocou o co ro n el Felisbcrto Gomes Cal-


deira para inform á-lo d e “in stru çõ es chegadas d o Rio d e Ja n eiro ”. Quando
o com andan te da segund a brigada se a p resen to u , o rd en o u a sua priscão,
rem eten d o -o sob escolta para a ilha de Itaparica, o n d e foi recolhido na
fortaleza de São Lourenço. E m novo passo, oficiou ao coronel José Joa-
quim de Lima e Silva o rd en an d o q u e atacasse a se g u n d a brigada. Oficial
disciplinado, m as brasileiro, o ten en te -co ro n el L im a e Silva decidiu ouvira
opinião dos oficiais que serviam na sua brigada e na brigada do tenente-
coronel Barros Falcão. R euniu-os em C onselho. Ele p ró p rio instruiu a
questão que iam decidir ao ap resen tar o ofício d e L ab atu t e opinar que o
ataque a segunda brigada significaria g u erra civil, brasileiros contra brasi-
leiros sob as vistas do exército inimigo.
D ecid iram n ão c u m p rir as o rd e n s d e L ab atu t. Ao m e sm o tem po se
reu n iram os oficiais d a seg u n d a b rigada e d e c id ira m d e p o r Labatut.
O te n e n te José P edro d e A lcân tara p a rtiu co m u m b atalh ão para cum-
p rir a decisão. N a n o ite d e 20 de m aio , os m ajo res Jo s é M aria Sá Barreto
e Jose Leite P acheco estiv eram c o m o c o ro n e l L im a e Silv a, major Joa-
quim Sátiro da C u n h a, c o m a n d a n te da a rtilh a ria, c co m Jo sé Antônio

j
,|,i Silv.i l 'iislii., n m iiin iliin lr .........v , ......H „ o „ | .............. ........ , ......

. l o c o m o . . ' ^ . ............ . •> I............................. ..... iMtllr ilc 2 0 ,


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r,„n d., ilha <lc lt.i|,.,ilc.i n o I m i t o Vil., d ,• S.io .......... |Nco pm lcphlo,, pelo»
lu iv o s 25 d e Jnn lio o I I,., d.i IIo IIIIm do lo n n ilo Jo.m .In
Oliveira Holas. 1 W .,„| p c s c p iih lo s |,o , Nnlr c.Milioi„-h,ir, po, lu/yi....oi,
1‘o r cau tela, d .-srm lu iv .ir.m i IV lish n lo C o io c h <.'nhlelr,, no o n p m lio
Olaria. O s liarco s 2 5 d.- jim lio c I >ona j.iimói Io n m lm i.ii.m i c o im Im Io
n m l as c a n h o n e ira s po rliip u csas, c ap im a n d o ilnan, das onais m olhe
ram d o is c an h õ e s, 2.5 e s p in ju rd a s e o ilenla sacos d e pólvora, () len en le
Jo ão tU* ( )1 iveira R otas (oi p rom o vid o,
lVeso n o q u a rtel dt* ( \m gnnm gH , Lnbnliil (oi rem ovido p.ir.i ,t vil.t
de M aragogipe, lican d o d e lid o na ( asa da ( amara ale ser enviado para
o Rio d e J a n e iro em s e te m b ro , a b o rd o da rh a rru a I .ncóiiin,

R e o r g a n i z a r ã o «Io I i.v é iv ito b r a s i l e i r o


A ten d en d o re p re se n tarã o de Lima <• Silva e llarros balcão, o ( 'ouse-
Ibo In terin o reco n h eceu o “ im p edim en to do brigadeiro h ib a tn l” e n o -
m eou o co ro n el Jose Joa(|iiim de I .ima e Silva com an daiitc-em -cbeie do
bxórcito. N o dia 27 , c*l<* publicou a O rdem do Dia com a <piaI noticiou
oficialm ente nos soldado s a sua n o m earão e os exortou a “eonliar e o b e -
decer ceg am en te a Iodos os vossos su perio res” , pois “assim re<lu/ii em os a
pó, e em breves dias, o s nossos inim igos” . L expressivo <|iie tenha i oloi a-
do nesse d o c u m e n to um “ Viva a assembléia coiistiluiule da na^ao biasi-
leira” , qu e se in aug u ro u no Rio sob expectativas de dar ao Ihasil uma
C o n stitu irão n o m ais ráp id o tem p o.
O c o ro n e l Lim a e Silva dirigiu um ofício a Lord C o elirane, cuja
esqu ad ra st* m a n tin b a fora da baía de. Iodos os Santos, n a u a u d o os
a c o n te c im e n to s d e 20 e 2 I d e m aio e enviando cópia de sua n o m ea rao
]>ara c o m a n d a n tc -c m -c h e íe d o L xcrcito assinada p< 1<> í onsi
no. lam b em so licito u u m a confeitfneia, Cio « nressária se to rn a ao
an d am en to d c no ssas o p e ra ç õ e s ” , p a ra o c,uc s u g eriu q u e o encontro
o c o rre s se n o “p o n to d e Ita p o a n ” . Ao q u e se sa b e , esse e n c o n tro não Se
realizou. C e rto d c c o m e ç a r a ofen siv a, o c o ro n e l U m a e Silva dedicou-
se à reo rgan ização d o E x érc ito . C rio u u m E s ta d o M aio r, d u as divisões e
q u a tro brigadas. E n treg o u o c o m a n d o d a p rim e ir a d iv isão ao coronel
Jo sé d e B a rro s F alcão c o d a se g u n d a ao c o ro n e l F e lis b e rto G om es Cal-
d eira. As b rigadas n° 1 c 2 ficaram s u b o rd in a d a s a p rim e ira divisão e as
n ° 3 e 4 à seg un da. C rio u d u as b rig ad a s e sp ec ia is , u m a d a artilharia,
sob o c o m a n d o d o m a jo r Jo a q u im S á tiro d a C u n h a , e a d e cavalaria,
e n tre g u e ao c o m a n d o d o m a jo r Luís d e F ra n ça P in to G arccz.
246
A reorganização do E xercito co n tin u o u c o m a criaçao de nove bata-
lhões e cinco com panhias, u m a d e crioulo s, fo rm a d a em N azaré das Fari-
nhas, e outra de negros livres, d en o m in ad a com p an liia do s libertos imperiais.
lu ís H e n r iq u e D ia s T a v a r es

N o m esm o dia em que concluiu a reorganização do E x ercito , o coronel


Lima e Silva dirigiu-se ao E xército p o rtu g u ês o fe re c en d o aos oficiais e sol-
dados qu e depusessem as arm as terras “p a ra os cu ltiv ado res” e garantia de
re to rn o para Portugal. O s p ortugueses q u e fossem p ro p rietá rio s na pro\ín-
cia da Bahia tin ham a garantia de c o n tin u a r co m as suas p ro priedades.

2 d e ju lh o
O E x érc ito brasileiro som ava 1 0 .1 3 9 h o m e n s e m a rm a s . O Exérci-
to p o rtu g u ês estava cercad o p o r m a r e te rr a . T in h a 4 .5 2 0 h o m en s e
co m id a p ara q u a re n ta dias. H avia fo m e. A 2 d e ju n h o o b rig ad e iro M a-
d eira de M elo n o m e o u o u tra J u n ta , c o m p o s ta d e P au lo J o sé d e Melo
Azevedo e B rito , Francisco B eléns, M a n u e l To m ás P eix o to , Jo sé A ntô-
n io R o drigues Viana e Francisco d e Sousa C arv a lh o . T o m a ram posse
exigindo de M ad eira d e M elo a çõ es agressivas, ao q u e ele n ã o d eu res-
p osta. N a pro cla m ação aos p o rtu g u e s e s, o c o ro n e l L im a e Silva acen-
tuo u . E m p o u co tem p o , sem q u e seja m e s m o p rec iso ataca r-v os, estareis
m te iram en te aniq uilad o s ... ved e, lu sitan o s, a tris te s o r te q u e vos espe-
ra ”. Existia p o r aqueles dias o p ro je to d e o b rig a d e iro M a d eira d e Melo
deixar a B ahia co m o E x érc ito p ara ir o c u p a r São L uís e B elém .
A 3 d e ju n h o o c o ro n e l U m a c Silva o r d e n o u o a ta q u e c o n tia
as trin c h e ira s p o rtu g u e sa s. Eoi c o m a n d a d o p e lo c o ro n e l E elish erto
G om es C aldeira. N o avanço para São Pedro, libertou as povoações de
Brotas, P itub a c Rio V erm elho. E m ofício para o coronel Lima e Silva,
elogiou o h e ro ísm o d o soldado p ern am b u ca n o Francisco Luís, de apenas
cato rze anos, e o paraiban o M anuel de Abreu França. A prisionado p o r
tres soldados p o itu g u eses, u m destes de braço quebrado , aproveitou-se
do instan te cm q u e u m d o s dois separou -se para ir aprisionar outros b ra-
sileiros e m ato u com u m golpe de peixeira o que o segurava, fugindo
depois. O c o m a n d an te da segunda divisão tam bém destacou a ação dos
m ajores A rgolo e A lcântara na to m ad a da povoação do Rio Vermelho.
O batalhão dos Periq uitos to m o u C ru z do C osm e sob o com ando do
247
sarg en to -m o r José A ntô n io da Silva C astro. Essas vitórias e atos heróicos
eram seguidos pela fo m e e n ud ez dos soldados brasileiros. Por u m cálculo
da época, o E xército abatia p o r dia sessenta bois e gastava m uitos alqueires

Ba h ia
de farinha d e m andio ca. N ão eram suficientes. Em ofício para o Conselho

ó r ia d a
In terin o, o coron el Lim a e Silva reclam ou: “Os soldados clam am com
fom e e frio. C o m o hei de levar ao fogo corpos carcom idos d e fo m e?” .

H is t
U m m apa d em o nstra tiv o d e abril de 1823 acentuava que o E xército tinha
10.148 h o m e n s localizados d e Pirajá à ilha de M aré e Boca do Rio.
A situação na cid ade d o Salvador era pior. R eunida com a C âm ara,
a nova Ju n ta , q uase to d a de co m erciantes portugueses, p rete n d eu q ue
as forças p o rtu g u esas de te rra e m ar atacassem a ilha de Itaparica, o
recôncavo e o m o rro de São Paulo, p o n to de abrigo escolhido p o r L ord
C o ch rane p a ra descan so e aguada da esquadra brasileira. E stim avam que
as despesas seriam co b ertas pelos “cofres pú b licos” , d in h eiro das irm an -
dades e o o u ro e a p ra ta das igrejas. C o m erciantes da cidade dirigiram -se
ao C o nselho In te rin o p e d in d o garantias de liberdade e segurança dos
seus bens. E m 2 4 d e ju n h o , o co ro n el Lim a e Silva assegurou que n e -
n h u m ind iv ídu o o u soldad o haja de p e rtu rb a r o socego, o u tranqu ilidade
pública, e pessoal, a tacan d o ou o fen d en d o a qualquei pesso a que seja,
p o r m o tivo ou p re te x to d e sua op in ião política .
N o m e a d a p elo im p e ra d o r P ed ro I em d ezem b ro d e 1822, só e m
25 d e ju n h o d e 1 823 to m o u po sse em C ach oeira a Ju n ta d e G o v ern o da
Província da B ahia, c o m p o sta de Francisco E lesbão 1 i u s de C a t\a lh o
e A lb u q u e rq u e (p re s id e n te ), J o a q u im Jo sé P in h eiro de V asconcelos
(secre tá rio ), te n d o c o m o vogais J o a q u im In ácio d e S iq u e ira Bulcão, J r *
Jo aqu im M on iz B a rre to d e A ragão, A n tô n io A ug u s to da Silva, Manuel
G onçalves M aia B itte n c o u rt e c o ro n e l F e lis b e rto G o m e s Caldeira. Cer-
to da im p o ssib ilid ad e d e m a n te r a g u e rra , o b rig a d e iro M ad e ira de Melo
a u to rizo u neg ociações p a ra o e m b a rq u e d o E x e rc ito p o rtu g u ês e sua
saída e m paz da baía d e T odos os S an to s. C o n v id o u p a ra essa missão o
p ro p rie tá rio das te rra s d o R io V e rm e lh o , A m ara l i na e P itu b a, Manuel
Inácio da C u n h a M enezes, p o s te r io r m e n te v is c o n d e d o R io Vermelho.
Fie foi d isc u tir os possíveis iten s da re n d iç ã o c o m o c o ro n e l Lima e
Silva n o dia 30 d e ju n h o . L im a e Silva re s p o n d e u e x ig in d o a capitulação.
248
Ela não a co n tec e u , m as foi c o m o se a re tira d a tivesse sid o negociada.
O e m b a rq u e do E xército p o rtu g u ês se rea lizou na m a d ru g a d a de 2 de
julho. A cidade do Salvador am anheceu qu ase d eserta. N o qua rtel de Pirajá
a v a r es

já estava p ro g ram ado c om o ela seria o cu pada. O dia 2 d e ju lh o apresen-


Tia s

to u -se b on ito . C essaram as chuvas d e ju n h o e o sol b rilh o u . U m a força de


D

vanguarda se m ov im entou sob o c o m a n d o d o co ro n e l A n te ro José Ferreira


e n r iq u e

de B rito para explo rar os p o n to s e trin c h eira s ab an d o n a d as pelos portu-


tufs H

gueses. S eguiram -no os batalhões c o m a n d a d o s p e lo c o ro n e l Lima e Silva


c pelo co ro nel José de B arros Falcão, te n d o à fre n te o batalhão do Im pe-
rador, q ue re c e n te m e n te chegara d o R io de Ja n e iro , seg u in d o -se o bata-
lhão de P ernam buco, c o m a n da d o p e lo m a jo r T om ás P ereira de Melo
e Silva. Vinha na retaguarda o grosso dos so ldados. E stavam descalços
e quase nus p o r causa das fardas rasgadas. O s n e g ro s d o batalhão dos
Libertos Im perais fechavam a m arch a. Essa foi a p a rte d o E xército que
e n tr o u n a cid ade do S alvador u tiliz a n d o -s e d a e s tra d a das boiadas.
Foi festejado pelas freiras do convento da Soledade, “g ru p o s d e cidadãos de
todas as ordens dando vivas ao im p e ra d o r” , q u e soltavam foguetes, “e se-
nhoras vestidas das cores verdes e am arelas la n çaram das janelas, entre
aplausos vivos, odoríferas flores so b re a o ficialidade e so ld a d o s” , confor-
m e descreveu Lim a e Silva no ofício d irigido a d o m P e d ro e m 6 d e julho.
O utra pa rte d o E xército m a rc h o u d o R io V e rm elh o c o m a n d a d a pelo
coronel F elisberto G om es C aldeira. O b a ta lh ã o c o m a n d a d o p elo m ajor
M anuel M arques Pitan ga o c u p o u o f o rte d e S ão P e d ro . O forte do
ar a o foi o c u p a d o pelo alferes J o s é A drião . Moras depois, o Exercito
chegou ao le tr e ir o d e Jesus. O s batalh õ es a,lliart, , L „ r

(|o C a rm o Sao b e n to San ta l e r ,,a , hied ad e, I lo sp íd o , Colégio de São

J"a'lUÍm- S<--m ,m ‘7 ' l,: S3" « c a r t é i s d a M o u r a r t, Palma


B arb alho c Sao P ed ro . Som avam 8 .78 3 hom ens.
D ata m á x im a d a Bahia, o 2 de ju lho é igualm ente data histórica do
Brasil.
C om a vitória d o K x érd to e da M arinha d o Brasil na Bahia, naquele
julho de 182 d co n so lid o u -se a separação política do Brasil de Portugal e
anulou-se o perigo d e um p o n to d e apoio para qualquer intervenção ar-
m ada ,1a B u ropa, h ip ó tese possível no desd obram ento de um a política que
249
ja ex ecutara in terv en çõ es arm adas na Espanha e no Piem onte (Itália). O 2
✓-
de ju lho hco u na reverencia patriótica dos baianos c|uc desde logo estabe-
leceram a trad içao d e c om e m o ra-lo anualm ente com a repetição da entra-

Ba iu a
da do E xercito Pacificador na cidade fio Salvador. Aos batalhões e aos heróis

is t ó r ia p a
mais co nh ecid o s foram acrescentadas, posteriorm ente, as figuras sim bóli-
cas do C aboclo e fia Cabocla. E n tre m uitos 2 de julho, há o de 1849,

H
quando o m arechal Pedro L abatut participou do desfile. Estava velho, d o -
ente e sem recu rso s financeiros. Viera a Salvador agradecer o auxílio da
Bahia à sua filha Jan uária C onstança Labatut. Desfilou pelas ruas centrais
da cidade festiva e o rgulhosa da cam panha m ilitar de 1822-1823, dos h e-
róis co nh ec id o s e anô nim o s das lutas no recôncavo, área de C abrito —
Cam pinas —Pirajá e em Conceição, Boa Vista, Graça, Bate-Folhas, Lapinha.

MARIA QUITÉRIA
A maior heroína das lutas pela independência do Brasil
na Bahia, Maria Quitéria de Jesus nasceu na freguesia de
São João de Itapororocas, "campos da Cachoeira", a 27 de
julho de 1 798, filha de Gonçalo Álvares de Almeida e Quitéria
Maria de Jesus. Teria deixado a fazenda do pai ao escutar
notícias dos acontecimentos de 25 de junho de 1822 na vila
da Cachoeira. Com roupa masculina, fornecida por um
cunhado, apresentou-se voluntária ao batalhão Voluntários
do Príncipe, chamado "dos Periquitos", por causa da cor da
farda. Fora organizado por José Antônio da Silva Castro.
Tem-se como certo que participou do primeiro ovanç0 de
fevereiro de 1823 em direção ò ilha de Ifaparica. Está no 2
de julho no grupo de oficiais e soldados do Exército brosilel.
ro comandado pelo m a \o r M anoel da Fonseca Lima e Silvo
e re c e b id o festiva mente na So'edac'e, primeira parada antes
do Barbalho. Foi co Rio de Janeiro apresentar-se ao impe­
rador Pedro I, ocasião em que conheceu Maria Graham,
que registrou sua visita no seu ramoso D iá rio .
Pouco se sabe a respeito de Mana Quitéria após seu retor­
no para a Bahia. Ficou a tradição oral de sua passagem em
a'gumas vilas, como na então Coração de Maria, para ser feste­
jada como 'guerreiro*. Por fim, casou-se e teve uma única filha.
Um dos seus b ógrotos, Fernando Alves, relata os seus últimos
anos de vida dedicados à partilha dos bens deixados por seu pai.
Luf.c H en r iq v i P ia s T w a r e s

Tcria m o rrid o em 2 1 de setembro de 18 j 3, aos 56 anos.

I.HITUKA
S e n h o r — O U \il e brioso povo do d is tric to da Cachoeira, de

quem temos a h o nra de sermos orgão, acaba de proclamar a

Y .\ R como regente c o n s titu c io n a l e defensor perpetuo do reino

do Hrasil. Debalde o verdugo da B ahia, o opprcssor M adeira, ejais

renovar n 'esta l illa as sanguinosas catastrophes do dia 19 dc

fevereiro e seguintes da C a p ita l da P rovíncia. Debalde tentou ain-

da autjm en ta-las, destacando n 'este rio um a escuna artolhada,

para bom bardear, como com efeito bom bardeu, p o r alguns dias,

com balas e m etralh a, não só os honrados cachoeiranos (cujo

crime todo consistia em quererem ser brasile iro s e súbditos dc

l.d./L.J, mas ate seus innocentes edifícios. Sem elhante ajfronta,


Senhor, J o i digna m ente repelida pelo denodo e p atriotism o d este

povo, e o com andante da referida escuna, com m ais vinte e seis

pessoas que se achavão a bordo, fic a rã o presos à ordem de VA.h->

tendo-se rendido a descripção na n o ite do d ia 2 8 de ju n h o , de-

pois de um ren hido com bate de tres horas.

Trecho da carta da Câmara (iJ

Vila da Cachoeira ao príncipe dom PeJro

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