Fintechs, startups e big
techs: conheça as
diferenças
FIA
31 de maio 2022, 19:00
4.4/5 - (14 votes)
Empresas como fintechs, startups e big techs surgiram há cerca de 30
anos e, desde então, redefiniram os requisitos que um negócio deve ter
para entrar no “jogo”.
Se até então a capacidade de inovação era um diferencial, com o
surgimento dessas empresas, ele passou a ser condição sine qua non para
o sucesso.
O resultado disso é a multiplicação do número de empresas que
surgem pautadas nesses modelos, como as fintechs.
Até o final de 2021, elas eram mais de 10 mil nas Américas, enquanto na
Europa, África e Oriente Médio elas já são mais de 9 mil.
Essa expansão se justifica quando analisamos um pouco mais a fundo
as características do modelo de negócios que tais empresas adotam.
Você vai conhecê-las neste conteúdo, no qual vamos explorar o universo
das marcas que estão revolucionando o jeito de se fazer negócios a partir
dos seguintes tópicos:
• Fintechs, startups e big techs: entenda os conceitos
• Qual a diferença das empresas tradicionais?
• Quais as características das fintechs, startups e big techs?
• Quais os diferenciais desses novos modelos?
• Esses novos modelos são confiáveis?
• Exemplos de fintechs, startups e big techs
• Perguntas frequentes sobre fintechs, startups e big techs.
Leia também:
• Joint Venture: o que é, objetivo, tipos, vantagens e desvantagens
• White Label: o que é, vantagens e como funciona
• Gestão empreendedora: o que é, como funciona e como aplicar
Fintechs, Startups E Big Techs: Entenda Os
Conceitos
O uso da tecnologia como trampolim para o sucesso não é recente.
Desde a primeira Revolução Industrial no século 18, negócios que
exploram diferentes nichos de mercado crescem aplicando novas
soluções em seus processos.
O que muda, então, no contexto das fintechs, startups e big techs?
Já que destacamos a Revolução Industrial, é bom que se diga que esses
modelos estão todos inseridos no contexto da indústria 4.0.
Nele, o modo de produzir bens e serviços deixa de depender de
instalações físicas e equipamentos, podendo ser desenhado a partir
de cloud computing e tecnologias virtuais.
Tanto que, hoje, o que mais existe são empresas que começam sem
precisar de uma sede física ou de salas comerciais.
De qualquer forma, esses três tipos de empresa digital têm suas
peculiaridades que, como tais, definem a forma como atuam.
Vamos ver quais são essas características mais a fundo?
Fintechs
O mercado de fintechs deve crescer 12% até 2024, segundo o site
Statista (em inglês).
Essa é mais uma demonstração do potencial desse novo arranjo das
empresas que atuam no segmento bancário e financeiro, em que
produtos e investimentos tornaram-se muito mais acessíveis, a maioria
gratuitos.
O melhor exemplo das mudanças proporcionadas pela expansão das
fintechs é a consolidação dos bancos digitais.
Embora alguns estejam a caminho de se tornarem big techs, a maioria
começa oferecendo serviços financeiros sem contar com uma agência
física sequer.
Isso não só tornou possível a disseminação das fintechs como
impulsionou o avanço delas por outros ramos, como veremos mais à
frente.
Quais Os Tipos De Fintechs?
Conheça os tipos de fintechs
Sem demandar uma infraestrutura física, as fintechs podem crescer
rapidamente, caindo nas graças do cliente que, hoje, não precisa mais
pagar as tarifas bancárias tradicionais.
Dessa forma, surgiram a reboque “techs” financeiras ainda mais
especializadas, tais como as de:
• Pagamentos
• Crédito e investimentos
• Seguros (insurtechs)
• Gestão financeira
• Crowdfunding
• Criptomoedas
• Empréstimos e renegociação de dívidas.
Portanto, hoje o cliente pode contar com uma empresa para gerir sua
conta bancária convencional, outra para cuidar dos seus investimentos e
outra para fazer crowdfunding.
Tudo isso sem os pesados custos dos bancos comuns que, diga-se de
passagem, estão também se transformando em bancos digitais.
Startups
Há quem prefira dizer que uma startup não é uma empresa no conceito
tradicional, mas um embrião do que pode vir a se tornar um grande
negócio.
Se tomarmos a tradução convencionada para o termo “empresa
emergente”, esse raciocínio até que faz sentido.
Afinal, as startups se caracterizam por explorar novas formas de fazer
negócios, muitas das quais totalmente disruptivas.
Em algumas delas, o novo modelo comprova seu potencial, escalando-se
em pouco tempo.
Outra característica é o viés altamente tecnológico, que permite a
atuação das startups em praticamente qualquer segmento da indústria,
comércio e de serviços.
Big Techs
Se antes da Transformação Digital o “sonho de consumo” de uma empresa
era tornar-se uma multinacional, hoje elas se miram no exemplo das big
techs.
Também conhecido como “Big Five”, esse é o seletíssimo grupo das cinco
maiores empresas de tecnologia do mundo, formado por Google,
Facebook/Meta, Microsoft, Amazon e Apple.
Qual A Diferença Das Empresas
Tradicionais?
Se considerarmos apenas a forma de atuação, as empresas do tipo “tech”
não se diferenciam das que nos acostumamos a ver.
Ou seja, todas elas estão no mercado para oferecer algum tipo de produto
ou serviço mediante uma contrapartida por parte do consumidor, sendo
também orientadas para o lucro.
O diferencial está mais no modelo de negócios que elas adotam, via de
regra baseado em plataformas na nuvem e serviços prestados
remotamente.
É o que fazem, por exemplo, ao comercializar os chamados Software as a
Service (SaaS) que, por sua vez, abriram caminho para um novo conceito,
o de Everything as a Service (XaaS).
Em muitos casos, elas chegam a redefinir todo o mercado, como fez a
Uber na área de transportes, a Airbnb no ramos de hotelaria, e o Spotify
no segmento fonográfico.
Quais As Características Das Fintechs,
Startups E Big Techs?
Outro diferencial em relação às empresas tradicionais está na rapidez
com que essas empresas crescem.
Como destaca um artigo publicado na Forbes, elas podem crescer a taxas
realmente impressionantes.
Foi o que aconteceu com o Facebook que, em seu primeiro ano, mais que
quadruplicou sua base de usuários.
A plataforma Slack, por sua vez, expandiu o número de adesões em
incríveis 534% ainda nos primeiros 12 meses.
Esse crescimento se sustenta em um modus operandi bastante
agressivo, vinculado a certas características essenciais.
Confira na sequência.
Agilidade
A agilidade nas fintechs, startups e big techs
Entre os méritos das fintechs, startups e big techs bem sucedidas está
a capacidade de responder prontamente aos desafios do mercado.
Muitas delas inclusive puxam demandas até então inexistentes,
inaugurando nichos que ninguém jamais havia pensado em explorar.
A extrema agilidade em atender aos anseios dos clientes é baseada em
grande parte em uma característica da Transformação Digital: o uso de
dados coletados pela internet.
Uma vez tratados, esses dados geram insights que podem ou não indicar
tendências, permitindo assim que as empresas tomem decisões arrojadas.
Inovação
O viés inovador faz parte do DNA das “techs”.
A maioria delas começa como uma startup, trabalhando para que sua
proposta inovadora seja validada pelo mercado.
Para isso, elas fazem uso de uma série de técnicas, processos e
ferramentas de base digital para testar as soluções a serem oferecidas
antes de entrar no jogo para valer.
Uma delas é o chamado Mínimo Produto Viável (MVP), versão enxuta de
um produto ou serviço.
Dessa forma, a inovação chega ao mercado já validada por meio de
experimentos e estratégias que fazem das startups verdadeiras minas de
ouro em potencial.
Flexibilidade
Claro que ser uma empresa do tipo startup não é por si só uma garantia
de sucesso.
Esse é o alerta feito por um estudo da PwC, publicado na Folha.
De acordo com o levantamento, nove em cada dez startups brasileiras
morrem prematuramente.
Isso significa que, para ser realmente bem-sucedida, uma empresa de viés
tecnológico precisa também ser capaz de se ajustar ao mercado, ainda
que isso implique mudar seu próprio core business.
A flexibilidade também deve estar presente no modelo de gestão da
empresa, afinal, a imensa maioria das startups é gerida horizontalmente,
sem uma hierarquia rígida.
Quais Os Diferenciais Desses Novos
Modelos?
Cada estágio evolutivo da economia de mercado tem suas próprias
características, embora muitas delas não se modifiquem ao longo dos
anos.
Se na Primeira Revolução Industrial foi a introdução dos teares
mecânicos que acelerou a expansão das empresas, na Indústria 4.0, essa
expansão é pautada na virtualidade e na cibernética.
Em comum entre ambos os momentos, temos o surgimento de
tecnologias que permitiram avanços na produtividade e o
desenvolvimento de produtos e serviços melhores.
Mas, como já destacamos, há aspectos que tornam o modelo seguido por
fintechs, startups e big techs único.
Saiba então de que forma essas empresas utilizam os recursos
modernos a favor do consumidor, gerando maior valor para seus
negócios e satisfação para seus clientes.
Tecnologia
O avanço das fintechs, startups e big techs
A aplicação da tecnologia em si não é uma novidade.
Como vimos, esse é o principal propulsor do avanço das empresas
desde que a economia de mercado existe.
O que as empresas tecnológicas trouxeram de novo foi a digitalização das
próprias relações de consumo, que passaram a acontecer online.
O comércio, por exemplo, agora é puxado mais pelo e-commerce do que
pelo próprio varejo físico.
A indústria passou a produzir utilizando máquinas e equipamentos que
mais parecem videogames, operados com auxílio de softwares
desenvolvidos como se fossem jogos.
Preço
Talvez o setor de serviços seja o que mais tenha evoluído com a expansão
das “techs”.
No segmento financeiro, tarifas sobre operações como transferências e
manutenção de contas foram extintas, graças à digitalização dos
bancos.
O já destacado Uber mudou a forma como os serviços de transporte são
cobrados, ao introduzir a economia do compartilhamento.
Durante muito tempo, ela foi uma empresa de transporte que não tinha
um carro próprio sequer em sua frota.
São alguns exemplos da forma como as empresas tecnológicas
vêm revolucionando o mercado, levando aos clientes serviços tão
eficientes quanto baratos.
Menos Burocracia
Boa parte dessas empresas seguem os princípios ágeis, conforme os
valores do Manifesto Ágil de 2001, segundo o qual responder às
mudanças vale mais do que seguir um plano.
Esse pensamento vem pautando o processo decisório das empresas de
base tecnológica, levando a uma saudável redução da burocracia em seus
processos internos.
Isso se reflete em serviços mais de acordo com o “fit” de seus clientes, que
esperam por soluções rápidas ou, se possível, em tempo real.
Mais uma vez, as fintechs ilustram bem esse processo de
desburocratização, ao permitir a abertura de contas 100% online com
poucos documentos.
Adaptabilidade
As empresas tecnológicas precisam ser “camaleônicas” em algum grau.
Isso porque a digitalização dos processos e a expansão das comunicações
digitais levou o próprio consumidor a se reinventar.
Tanto que, hoje, ele é chamado de cliente omnichannel, já que se faz
presente nas relações com as marcas em meios físicos e eletrônicos de
comunicação.
Cercadas por todos os lados por clientes atentos, as empresas precisam
redobrar seus cuidados na parte do relacionamento e na gestão da
qualidade.
Dessa forma, elas precisam ser capazes de responder às demandas do
consumidor com muito mais agilidade e de acordo com as expectativas
de cada um.
Disruptividade
Outro conceito que entrou em voga a partir da digitalização e da
Transformação Digital é o de disruptividade.
Durante muitas décadas, as empresas que encontravam um nicho de
mercado se dedicavam a ele por anos a fio sem encontrar concorrentes de
peso.
Com o avanço da internet e das plataformas de comércio eletrônicas, a
regra do jogo mudou.
As empresas hegemônicas passaram a ser ameaçadas por negócios que,
em muitos casos, começam a operar sem nenhuma infraestrutura.
E mais do que isso: alteraram totalmente a forma como um produto ou
serviço é consumido.
Mais uma vez, o Airbnb é um exemplo a se destacar por ter alterado o
formato de organização do setor de hotelaria a partir de um modelo
totalmente disruptivo.
Escaláveis
Negócio escalável
As empresas digitais também trouxeram para o mercado o conceito
de negócio escalável.
Elas se caracterizam por crescer em taxas muito elevadas já nos seus
primeiros meses de operação, como foi o caso do Facebook e Slack, entre
outras.
Por sua vez, elas são escaláveis porque prescindem dos pesados
investimentos típicos das empresas “pré-digitais”.
Note que isso não quer dizer que elas não precisem de aportes de
capital para crescer.
A diferença, no caso, é que a demanda por capital é muito menor na fase
inicial.
Rápido Crescimento
O processo de crescimento de uma startup segue hoje um roteiro mais ou
menos parecido.
A empresa começa como um experimento, podendo ser em uma
incubadora de empresas ou como a iniciativa de um empreendedor
visionário.
Se a base de clientes aumenta em altas taxas, apesar dos pontos de
melhoria a serem trabalhados, a startup começa a chamar a atenção de
investidores.
Com isso, ela passa a receber sucessivos aportes de capital,
impulsionando ainda mais o seu crescimento, já em altas taxas.
Aumentando a capacidade operacional, o modelo se expande além das
fronteiras da sua cidade, estado e país, podendo vir a se tornar um
“unicórnio”, ou seja, uma empresa de valor bilionário.
Foco No Cliente
Nenhuma dessas características faria sentido se as fintechs, startups e big
techs não agregassem outro conceito recente.
É o de customer centric, no qual o cliente é sempre o centro das
atenções, pautando todas as decisões tomadas pelos líderes dessas
empresas.
Esses Novos Modelos São Confiáveis?
Sim, se considerarmos o próprio modelo de validação de negócios
adotado pelas startups e empresas de investimento-anjo.
Para receber investimentos, a empresa passa por sucessivas rodadas de
avaliação, nas quais o negócio deve comprovar solidamente sua
viabilidade e potencial para crescer.
Exemplos De Fintechs, Startups E Big Techs
Além das big techs já destacadas, são exemplos de empresas de base
tecnológica, no Brasil e no mundo:
• Neon
• Quinto Andar
• Banco Inter
• Shopify
• Cobli
• Conta Azul.
E muitas outras, é claro.
Perguntas Frequentes Sobre Fintechs,
Startups E Big Techs
O que são e como funcionam as fintechs, startups e big techs
O segmento de empresas com forte apelo tecnológico não para de
crescer, assim como o interesse pelo assunto.
Um exemplo disso são as perguntas frequentes que encontramos ao
acionar o Google e o seu mecanismo de buscas relacionadas.
Foi por ele que nos orientamos para encontrar algumas das dúvidas
mais comuns entre profissionais, estudantes e leigos ao pesquisar sobre
o universo das “techs”.
Confira a seguir!
O Que É Fintech?
Fintech é a junção do prefixo “fin” de financeira, com “tech” de
technology.
É o termo usado para designar as empresas do ramo bancário e de
crédito que atuam no mercado a partir de plataformas digitais e na
nuvem, oferecendo todo tipo de serviço financeiro.
O Que É Startup?
Uma empresa pode ser chamada de startup quando ela apresenta algum
tipo de abordagem inovadora e, principalmente, quando seu modelo de
negócio é pautado pela tecnologia digital.
Outra característica das startups é o potencial para crescer em taxas
acima da média.
O Que É Big Tech?
Em um mercado no qual o sucesso está diretamente ligado à aplicação da
tecnologia, o conceito de big tech é mais adequado do que o de
conglomerado ou multinacional.
São exemplos desse tipo de empresa gigantes como Google, Facebook e
Amazon.
Quais Os Tipos De Fintechs?
Assim como existem instituições financeiras com diferentes escopos de
atuação, as fintechs se dividem por segmentos.
É o caso das que atuam especificamente com crédito
pessoal/empresarial, seguros, pagamentos e crowdsourcing, entre outros
ramos.
Como As Big Techs Funcionam?
O seleto grupo de big techs opera a partir do Vale do Silício, região da
Califórnia que concentra as principais empresas tecnológicas do mundo.
Elas são guiadas por um modelo de negócios pautado na inovação
constante, fusões e aquisições (M & A) de novas empresas.
Conclusão
Fintechs, startups e big techs são o presente e o futuro da economia de
mercado.
Você pode se capacitar para atuar nesse cenário, desde que conte com
uma formação de alto nível, reconhecida no Brasil e internacionalmente.
Encontre o seu curso na FIA, a instituição de educação executiva que
prepara você para os desafios do seu tempo.
Conheça a Pós-Graduação em Gestão de Tecnologia e Transformação
Digital e junte ao seu currículo uma formação sólida para se destacar
ainda mais.