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Aula 16 - Gerações Na Telefonia Celular

O documento aborda as gerações de telefonia celular, detalhando as características e evoluções das tecnologias de comunicação móvel desde a 1G até a 5G. Cada geração é discutida em termos de suas especificações técnicas, como modulação, taxas de transmissão e inovações, destacando a transição de sistemas analógicos para digitais e a crescente capacidade de dados. A 5G, a mais recente, promete velocidades de até 10 Gbps e suporte para um grande número de dispositivos, revolucionando a conectividade.
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Aula 16 - Gerações Na Telefonia Celular

O documento aborda as gerações de telefonia celular, detalhando as características e evoluções das tecnologias de comunicação móvel desde a 1G até a 5G. Cada geração é discutida em termos de suas especificações técnicas, como modulação, taxas de transmissão e inovações, destacando a transição de sistemas analógicos para digitais e a crescente capacidade de dados. A 5G, a mais recente, promete velocidades de até 10 Gbps e suporte para um grande número de dispositivos, revolucionando a conectividade.
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Redes sem Fio

Tecnologia em Redes de Computadores


Prof. Macêdo Firmino

Aula 16
Gerações na Telefonia Celular

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 1 / 26


“Para avançarmos pela vida de forma
harmônica com as pessoas, devemos
desenvolver a auto-estima, a
capacidade de admitir erros, a
responsabilidade de assumir nossos
atos e, acima de tudo, a aceitação
incondicional dos outros.”
(Hammed)

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 2 / 26


O que Aprenderemos?

Aprender quais foram as primeiras tecnologias de comunicação móvel;


Entender as principais caracterı́sticas das tecnologias: 1G (AMPS),
2G (GSM), 2,5G (GPRS e EDGE), 3G (WCDMA), 3,5 (HSPA e
HSPA+), 4G (LTE), 4,5G (LTE Advanced) e 5G.

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 3 / 26


Primeira Geração (1G)

Existiram diversas tecnologia de comunicação móvel na primeira geral.


Dentre elas, se destacaram:
AMPS (Advanced Mobile Phone System): América do Norte e
Austrália;
TACS (Total Access Communication System): Reino Unido;
NMT (Nordic Mobile Telecommunications System): paı́ses nórdicos,
Suı́ça, Holanda, Europa Oriental e Rússia;
NTT (Nippon Telephone & Telegraph): Japão.

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 4 / 26


Primeira Geração (1G) – AMPS

AMPS é um sistema de telefonia celular analógico, desenvolvido nos


Estados Unidos em 1979, operando na faixa de frequência de 800 MHz
usando o FDMA (Múltiplo Acesso por Divisão de Frequência) com
modulação FM (voz) e FSK (canais de controle). FDMA foi utilizado para
evitar interferência e permitir o full-duplex pois utilizava faixas de
frequência diferentes para transmissão e recepção.

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 5 / 26


Primeira Geração (1G) – AMPS

A qualidade do sinal era baixa, não existiam o roaming entre operadoras,


não existia compatibilidade entre diferentes sistemas, as informações não
eram criptografadas e o custo do aparelho móvel era muito alto.

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Segunda Geração (2G)

Novos desenvolvimentos e implementações de padrões para a comunicação


móvel ocorreram no inı́cio da década de 1990 e foram chamadas de
Segunda Geração (2G). Os sistemas 2G utilizam FDMA, TDMA (Múltiplo
Acesso por Divisão de Tempo) e CDMA (Múltiplo Acesso por Divisão de
Códigos). Ele foi projetado para trabalhar com voz digitalizada, visando
maior qualidade (sujeito a menos ruı́dos).

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Segunda Geração (2G) – GSM

O GSM (Global System for Mobile Communication) é um padrão europeu,


desenvolvido na Finlândia, projetado para oferecer telefonia móvel celular
para toda a Europa. O objetivo era substituir uma série de tecnologias de
primeira geração incompatı́veis entre si. O GSM opera na banda de
frequência de 900 MHz, utiliza FDMA e TDMA para acesso múltiplo e
alocação de canais de transmissão e recepção. A modulação é a GMSK
(Gaussian Minimum Shift Keying ). Cada canal de voz é digitalizado e
comprimido em um sinal digital antes de transmitir.

A tecnologia GSM aumentou a qualidade das chamadas, os dados eram


criptografados, foi introduzido o SMS e obteve taxas de 9,6 Kbit/s.

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 8 / 26


Segunda Geração (2G) – GSM

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Geração 2,5G

Os padrões 2G foram desenvolvidos antes da massificação da Internet, ou


seja, foram padrões pensados exclusivamente para o serviço de voz digital.
As redes 2G só admitem taxa de dados para um usuário na ordem de 13
Kbps, o que é inviável para a maioria das aplicação na Internet.

Dessa forma, surgiram protocolos que desenvolveram o padrões GSM para


oferecer serviços de dados para comunicação móvel. Dois destes principais
protocolos são:
GPRS (General Packet Radio Service);
EDGE (Enhanced Data Rates for GSM Evolution)

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2,5G – Padrão GPRS

O serviço GPRS utiliza os recursos já existentes na rede GSM, porém a


atualização de softwares no sistema se faz necessário, assim como a
inclusão de roteadores e gateways na ERB, além de dois novos elementos
na infra-estrutura rede, que são:
SGSN (Serving GPRS Support Node) (controlador): mantém a
conexão lógica dos usuários móveis quando estes realizam handover;
GGSN (Gateway GPRS Support Node): permite a conexão com a
Internet e outros tipos de redes que suportam serviços de dados.

O GPRS oferece uma rede de pacotes nos mesmos canais e banda do


GSM. Entretanto, todos os oito time slots de um canal GSM são
dedicados ao GPRS, desta forma, um usuário individual pode alcançar
taxa de até 171,2 Kbps.

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 11 / 26


2,5G – Padrão EDGE

Na EDGE (Enhanced Data Rates for GSM Evolution) foi introduzido um


novo esquema de modulação e de codificação de canal. O GSM e GPRS
utilizam a modulação GMSK, já no EDGE, faz-se uso da modulação
8-PSK. Desta forma, o EDGE conseguiu alcançar uma taxa de transmissao
de até 384 Kbps, quando todos os oito time slots de um canal GSM são
dedicados.

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Terceira Geração (3G)

O padrão 3G foi desenvolvido para oferecer acesso constante à Internet


(dados), além da voz digitalizada. A principal tecnologia 3G é o WCDMA
(Wide-Band Code-Division Multiple Access), também conhecida como
UMTS (Universal Mobile Telecommunications System). Este é uma
evolução do GSM, GPRS e EDGE.

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 13 / 26


Terceira Geração (3G) – WCDMA

No WCDMA, a estrutura da rede do GPRS/EDGE são mantidas, utiliza


ainda o FDMA e TDMA do GSM. Entretanto, o WCDMA requer novas
estações base e novas alocações de frequência. Ele alcança taxas de
aproximadamente 2 Mbps.

As faixas de frequência utilizadas pelo WCDMA são de 1920 a 1980 MHz


(celular - estação, comunicação inversa) e 2110 a 2170 MHz (estação -
celular, comunicação direta). O WCDMA utiliza como método de múltiplo
acesso o CDMA de Sequência Direta (DS-CDMA), com os vários
terminais compartilhando uma mesma banda de frequências mas utilizando
códigos diferentes de espalhamento espectral.

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Geração 3,5G

Por volta do ano de 2007, o tráfego de dados excedeu o de voz nas redes
3G WCDMA. Dessa forma, as empresas correram para elevar a capacidade
de transferência de dados. Foi desenvolvida novas versões para as
especificações WCDMA, foram elas:
HSPA (High Speed Packet Access):
HSPA+ (High Speed Packet Access Plus): .

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3,5G – Padrão HSPA

A tecnologia HSPA é uma evolução das redes WCDMA. O HSPA reduziu


significativamente a latência e possibilitou a transmissão de dados de até
14 Mbps de comunicação direta (Estação para o celular) e de até 5,8
Mbps para inversa (celular para a estação).

O aumento da taxa de transmissão foi obtida pela alteração na


modulações. O HSPA utiliza o conceito do enlace adaptativo. Isto é, o
terminal móvel do usuário envia informações das condições do sinal. Dessa
forma, a modulação passa da QPSK para 16-QAM, o que pode chegar a
dobrar as taxas de transmissão.

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3,5G – Padrão HSPA+

O HSPA+ acrescentou a modulação 64-QAM e o mecanismo de múltiplas


antenas (chamado de MIMO), O resultado é uma taxa de de até 42 Mbps
no direto (ERB para celular) e 12 Mbps no inversa.

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Quarta Geração (4G) – LTE

A tecnologia é o LTE (Long Term Evolution), surgida em 2010, que


trata-se de uma evolução do núcleo da rede GSM/WCDMA. Ele mantem a
compatibilidade com padrões da famı́lia GSM (GPRS, EDGE, WCDMA,
HSPA e HSPA+). O LTE é baseada totalmente baseado em datagrama e
implementa os serviços TCP/IP, proporcionando um baixo tempo de
latência, inferior a 10 ms, velocidades de acesso entre 100 Mbps em
movimento (podendo chegar a 350 Km/h) e 1 Gbps em repouso. Permite
até 10.000 dispositivos por km2 . No Brasil, a ANATEL destinou a faixa de
2,5 GHz e 700 MHz para o 4G.

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Quarta Geração (4G) – LTE

O LTE utiliza a tecnologia OFDMA com controle de acesso no downlink e


SC-FDMA no uplink. Utiliza a multiplexação QPSK, 16-QAM ou
64-QAM. O sistema MIMO no LTE pode ser implementado em duas
configurações, sendo 2x2 ou 4x4. O OFDMA um sinal é dividido em
múltiplas frequências portadoras (subportadoras) e são usado sı́mbolos
para permitir que vários usuários transmitam simultaneamente.

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Quarta Geração (4G) – LTE

A tecnologia LTE apresenta ótima performance em um tamanho de célula


de até 5 km, sendo possı́vel demonstrar serviço eficaz em células com raio
de até 30 km. As antenas 4G são distribuidoras, pois elas são interligadas
por cabos de fibra óptica. Os roteadores das ERBs são programados para
que os fluxos de dados sejam desafogados automaticamente, ou seja,
identificam momentos de tráfego intenso de dados e se reorganizam para
que não exista sobrecarga e queda de sistemas.

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4,5G - LTE Avançado

O LTE-Advanced é uma evolução do LTE padrão (4G), oferecendo maiores


velocidades de conexão que podem chegar a 3Gbps para download e
1,5Gbps para upload. Opera na faixa de 700MHz. Para aumentar a
velocidade foi agregado até 5 canais de 20 MHz, totalizando uma banda
de 100 MHz e utilizando MIMO de 8x8.

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Quinta Geração (5G)

A tecnologia 5G, surgida em 2020, permitindo velocidades de acesso de


até 10 Gbps (100 vezes maior do que a 4G), com latência de 1 ms (5 vezes
menor que a 4G), modulação 256-QAM, utiliza multiplexação NOMA
(Non-orthogonal multiple access) com Massive MIMO e baixo consumo de
energia. A vida útil da bateria também deve ser 10 vezes maior,
especialmente para aplicativos Machine to Machine (M2M) e Internet das
Coisas (IoT). Espera-se que o 5G suporte até um milhão de dispositivos
por quilômetro quadrado (100 vezes mais do que o 4G).

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 22 / 26


Quinta Geração (5G)

Utiliza três possı́veis faixas de frequência:


Baixa (600 a 900 MHz, semelhante a da 4G): proporcionando
velocidades de download um pouco maiores que 4G (30 - 250
Mbit/s). As torres de celular têm alcance e área de cobertura
semelhantes às torres 4G.
Média (1,7 a 4,7 GHz): permitindo velocidades de 100 - 900 Mbit/s,
com cada torre de celular fornecendo serviço de até vários quilômetros
de raio. Esse nı́vel de serviço é o mais amplamente implantado
atualmente.
Alta (24 a 47 GHz): atinge velocidades de download na faixa de
gigabit por segundo (Gbit/s), comparável à internet a cabo. No
entanto, têm um alcance mais limitado, exigindo muitas células
pequenas.

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Quinta Geração (5G)

Devido ao aumento na largura de banda, espera-se que as redes 5G sejam


utilizadas como provedores de serviços de internet (ISPs) para casa dos
clientes (concorrendo com os provedores locais, como internet a cabo), e
também possibilitarão novas aplicações em internet das coisas (IoT) e
cidades inteligentes.

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Quinta Geração (5G)

Na multiplexação NOMA no domı́nio de potência (5G), diferentes usuários


recebem diferentes coeficientes de potência. Os sinais dos vários usuários
são sobrepostos no lado do transmissor. No lado do receptor é
decodificado o sinal mais forte enquanto os outros são de interferência. O
primeiro sinal decodificado é então subtraı́do do sinal recebido. É realizado
o mesmo procedimento para os demais sinais criando o cancelamento de
interferência sucessiva (SIC) para decodificar os sinais um a um até que o
sinal do usuário desejado seja obtido.

Macêdo Firmino (IFRN) Redes sem Fio 25 / 26


Dúvidas

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