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Cálculo da Carga Tabágica na DPOC

O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), incluindo definições, fatores de risco, fisiopatologia, diagnóstico, estadiamento e tratamento. Destaca a importância da carga tabágica e dos sintomas, como dispneia e tosse, além de descrever as exacerbações e suas complicações. O tratamento envolve a cessação do tabagismo, vacinação, uso de broncodilatadores e, em casos graves, ventilação não invasiva e cuidados paliativos.

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Cálculo da Carga Tabágica na DPOC

O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), incluindo definições, fatores de risco, fisiopatologia, diagnóstico, estadiamento e tratamento. Destaca a importância da carga tabágica e dos sintomas, como dispneia e tosse, além de descrever as exacerbações e suas complicações. O tratamento envolve a cessação do tabagismo, vacinação, uso de broncodilatadores e, em casos graves, ventilação não invasiva e cuidados paliativos.

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DPOC

→ Definição
- Individuais
- Pré-DPOC: indivíduos com sintomas respiratórios ● Genética
e/ou alterações estruturais ou funcionais ● Deficiência de alfa-1-antitripsina
detectáveis, mas sem nenhuma obstrução ao fluxo ● Idade
aéreo na espirometria ● Asma e hiperreatividade brônquica
-”PRISm”: relação VEF1/CVF normal, mas ● Infecções de repetição
espirometria anormal, ou seja, VEF1 e/ou CVF ● Desenvolvimento pulmonar na infância
<80% do valor de referência após o
broncodilatador. Ele pode ter obstrução ao fluxo e → Cálculo de carga tabágica
não ter sintomas
- Paciente que se queixa de dispneia e tosse que
são os principais sintomas mais comuns. A 1ª
coisa a se fazer determinar a carga tabágicas
- Se é ativo ou passivo
- Se é ex tabagista
- Há quanto tempo parou de fumar
- Expressa em anos-maço
- Maços fumados/dia x anos fumando
- 1 maço = 20 cigarros

ex.1: 10 cigarros durante 50 anos = 25 maços/


anos
ex.2: 20 cigarros durante 25 anos = 25 maços/anos

-Qual a importância?
- Os pcts normal: com o envelhecimento daí do ● Foi visto que a partir de uma quantidade de
CVF e vai caindo e pode não ter nenhuma uma carga tabágica maior a susceptibilidade
alteração e nenhum sintomas. Por isso, que tem o de ter doenças sintomáticas
predito para cada paciente (idade, sexo …) - 30 maços/anos como carga tabágica para
- Linha vermelha: pcts que tem pulmão pequeno pacientes que tem grande chance de desenvolver
do que esperado quando chega na idade adulta, doenças e fatores de risco para outras doenças
seja por infecções, exposições na infância. E no
envelhecimento pode ter um DPOC. → Fisiopatologia do enfisema

- Fumo: estimulação dos macrófagos para a


liberação de substâncias quimioatrativas de
neutrófilos (liberam elastase que destroem os
pequenos brônquios e alvéolos) e redução da
atividade de inibidores da elastase
- Neutrófilos: enzima lisossomal elastase
- Destruição da elastina e colágeno tipo IV
- O que acontece com o pulmão?
● Perde áreas de troca , pulmão disfuncionais

→ Fatores de risco → Fisiopatologia da bronquite

-Ambientais - Desencadeada também pelo cigarro


● Tabagismo continua sendo o maior vilão - Hipertrofia das glândulas mucosas dos brônquios
● Exposições ocupacionais - Alterações crônicas (infiltração celular e edema
● Poluição do ar externo de parede) das pequenas vias aéreas
● Exposição a queima de biomassa
● Fogão a lenha
- Parede destruída, não ocorre a varredura dos
mucocílios

- Mesmo uma espirometria que não apresenta


disfunção, mas se tem fator de risco e sintomas já
chamamos de PRÉ-DPOC
A- Devido à muita secreção - Espirometria: indica TTO, liberação de
B- Parede espessa por edema medicamentos…
C- Vários alvéolos rompidos

- O raio da via aérea depende do volume pulmonar


e se não tenho os alvéolos para puxar e abrir a VA,
ela ficará fechada

→ Quadro clínico

-Dispneia em geral progressiva


- Paciente que tem uma curva de fluxo volume em
-Tosse crônica (seca ou produtiva)
cadeira de praia. Se diminui o fluxo, diminui o
- Expectoração(geralmente matinal, por passar a
volume. Abaixo de 70 %
noite jusante secreção e no decorrer do dia
diminui)
- Sibilância
- Infecções de repetição
- Cor pulmonale (pulmão que tas tão deteriorado
que ocorre disfunção cardíaca à direita)

- Apresenta volumes abaixo do limite da


normalidade (abaixo de 80 % e mostrando
obstrução)
- CVF: capacidade vital forçada (1,8L) e o limite
inferior é 2L
- E após medicamentos não apresenta resposta

→ Exames complementares

-Radiografia do tórax
● Hiperlucência dos campos pulmonares
(muito escuro > muito ar)
● Rebaixamento das cúpulas diafragmáticas
● Pobreza vascular (nas áreas de enfisemas
-São sintomas esperados até em conjunto tem pobreza muscular)
● Coração verticalizado “em gota” (devido ao
→ Diagnóstico pulmão cheio)
● Aumento do diâmetro A-P (tórax em barril)
● Retificação das cúpulas diafragmáticas

- Enfisema na TC: São áreas hipotransparentes


(escuras) e sem parede
- Vermelho: centrolobular
- Azul: parasseptal (mais perto da pleura, são
septos mas parecem parede)

→ Estadiamento

- Gravidade da obstrução
- Limitação secundária a sintomas
- Risco de exacerbações
- Por espirometria

- GOLD abaixo de 50 % o Estado libera medicação


- Por sintomas
- TC de tórax ● Escala de dispneia mMRC
● Indicações
○ Dúvidas de diagnóstico diferencial
○ Rastreio de CA de pulmão (pacientes > 50
anos de Idade com carga tabágica > 20
anos/maços)
● Tipos de enfisemas (centrolobular,
panunilobular e parasseptal)
● Enfisema centrolobular pequenas lucências
de paredes finas (em geral, predomínio nas
áreas superiores)
● Enfisema parasseptal- lucência subpleural ● Escala CAT
● Espessamento da parede brônquica ○ 2 ou mais exacerbações moderadas a
graves ou 1 exacerbação com
necessidade de internação hospitalar
● Antipneumococo (3 e 23 , só o último é
cedido pelo SUS)
● Influenza
● Coqueluche
● COVID
● Herpes (não é dada pelo SUS)

- Avaliação de oxigenoterapia

- LEVE: uso de broncodilatadores de curta ação


-MODERADA: necessidade de ATB e/ou corticóide
- GRAVES: necessidade de tto hospitalar

- Ele é dado pelo SUS


- o O2 faz vasoconstrição

GOLD 2023

→ Perfil do pacientes

A=Baixo risco de exacerbação e pouco sintomático


B= Baixo risco de exacerbação e muito sintomático - Mesmo os broncodilatadores não fazendo efeito
C= Alto risco de exacerbação e pouco sintomático nas espirometrias são usados no tto pois ele faz
D= Alto risco de exacerbação e muito sintomático uma broncodilatação que evita hiperinsuflação
dinâmica.
→ Como tratar ?
→ Início do tto
- Reduzir sintomas
● Aliviar sintomas (broncodilatadores…)
● Melhorar a tolerância ao exercício
● Melhorar a qualidade de vida

- Reduzir riscos
● Prevenir a progressão
● Prevenir e tratar as exacerbações
● Reduzir mortalidade - LAMA é mais caro e mais difícil o Governo liberar,
por isso usamos mais o LABA
→ Tratamento
→ Seguimento
- Cessação do tabagismo - Paciente com perfil sintomático
- Vacinação
● Adicionar 2 broncodilatadores de longa
duração → Tratamento
● Associar reabilitação pulmonar

- Paciente com perfil exacerbador


● Adicionar 3ª droga (LABA, LAMA ou CE)
● Roflumilaste (inibidor da fosfodiesterase 4) -
pct com perfil bronquítico e VEF1 < 50%
● Azitromicina- imunomodulador (500mg 3x
na semana por 6-12 meses). Pacientes
com mais de 3 exacerbações ao ano.

→ Outras opções de TTO

- Ventilação não invasiva


- Tto cirúrgico: bulectomia (excesso de bolha em → Abordagem principal
ápices), cirurgia de redução pulmonar
- Transplante pulmonar
- Cuidados paliativos

EXACERBAÇÃO DA DPOC

- Momento de piora aguda ou subaguda dos


sintomas habituais (dispnéia, tosse, expectoração)
- Associado a:
● Maior mortalidade
● Piora dos sintomas de base e função
pulmonar
● Aceleração da perda de função
● Piora da qualidade de vida
● Aumento nos custos socioeconômicos

→ Principais causadores -Sala de emergência:


● Monitorização
● Fazer acesso
● O2
● Exames para diagnóstico diferencial

-Diferencial
● Pneumotórax
● Arritmias
● IAM
● Embolia pulmonar
● ICC
● Pneumonia
- Quando o paciente é grave com muita destruição
- Oxigenoterapia
pulmonar, lembrar das Pseudomonas que são as
● SpO2 <90%
principais nas doenças estruturais pulmonares.
● Dispositivo e fluxo necessidade para manter
SpO2 > 90%
→ Critérios de Anthonisen
- Suporte ventilatório
● Indicação de VNI
○ Acidose respiratória moderada a grave
(pH < 7,35 e/ou hipercapnia > 45 mmHg)
○Hipoxemia persistente apesar de - DPOC em estádio avançados
suplementação de O2
○ Desconforto respiratório acentuado, com
taquipneia e uso de musculatura
acessória
● Contra-indicação de VNI
○ Parada respiratória
○ Instabilidade cardiovascular
○ Paciente não cooperativo
○ Risco de aspiração
○ Trauma craniofacial
○ Anomalias nasofaríngeas fixas
○ Queimaduras

→ TTO
- Broncodilatadores e corticoide
● 2-4 puffs de SABA (salbutamol) a cada 20
min na 1ª hora
● Casos graves, associar anticolinérgicos
(Ipratrópio)
● Corticóide VO ou EV na 1ª hora do
atendimento
● Ajustar doses após conforme gravidade

- Antibioticoterapia
● Escarro purulento- sinal de presunção de
etiologia bacteriana
● Quando todos os 3 critérios estão presentes
● Quando 2 dos critérios estão presentes, Fonte: medicina de emergência
porém 1 deles é o escarro purulento
● Quando há necessidade de ventilação → Condutas na alta
invasiva ou não invasiva

→ Quando internar

- Hipoxemia refratária
- Presença de complicações como pneumotórax,
embolia pulmonar ou pneumonia
- Falta de condições socioeconômicas
- Descompensação de condições associadas (IC,
DM)

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