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Contestação em Ação de Nulidade Judicial

O documento refere-se ao processo judicial 0001169-66.2021.8.16.0001, onde o requerido, Giovanni Panicio Junior, apresenta uma contestação contra Carlos Alexandre de Souza, alegando que este, como autor, estava conluiado com um golpista durante a venda de um veículo. A contestação argumenta que o autor agiu de má-fé ao afirmar ser vítima de um golpe, já que ele mesmo participou da fraude e formalizou a venda do veículo com contratos reconhecidos em cartório. O requerido pede que a contestação seja aceita, evidenciando a validade do negócio jurídico realizado.

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Contestação em Ação de Nulidade Judicial

O documento refere-se ao processo judicial 0001169-66.2021.8.16.0001, onde o requerido, Giovanni Panicio Junior, apresenta uma contestação contra Carlos Alexandre de Souza, alegando que este, como autor, estava conluiado com um golpista durante a venda de um veículo. A contestação argumenta que o autor agiu de má-fé ao afirmar ser vítima de um golpe, já que ele mesmo participou da fraude e formalizou a venda do veículo com contratos reconhecidos em cartório. O requerido pede que a contestação seja aceita, evidenciando a validade do negócio jurídico realizado.

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PROJUDI - Processo: 0001169-66.2021.8.16.0001 - Ref. mov. 39.

1 - Assinado digitalmente por Cael de Paula Ferreira


29/07/2021: JUNTADA DE PETIÇÃO DE CONTESTAÇÃO. Arq: Contestação

Documento assinado digitalmente, conforme MP nº 2.200-2/2001, Lei nº 11.419/2006, resolução do Projudi, do TJPR/OE
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AO JUÍZO DA 16ª VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA
DE CURITIBA – PARANÁ

“É, pode ficar tranquilo, se eles fizerem pergunta, eu


vou falar cara esse carro é mais de três anos dele. Esse
carro tá comigo faz três anos [sabe Marco], então... Eu
vou falar que tá mais de três anos com você e faz três
anos que cê transferiu para mim pra eu ficar com o Mensagem do
carro cuidando para você, o que que cê acha?” Autor ao Golpista

Autos nº: 0001169-66.2021.8.16.0001

GIOVANNI PANICIO JUNIOR, requerido, já devidamente qualificado


nos autos do processo em epígrafe, que lhe move CARLOS ALEXANDRE DE SOUZA, também
já qualificado, por seus procuradores infra-assinados vem, mui respeitosamente, à
presença de Vossa Excelência para apresentar, CONTESTAÇÃO pelos fatos e fundamentos
de direito a seguir expostos:

I. DA TEMPESTIVIDADE

A presente contestação é tempestiva, tendo em vista que o


Requerido ainda não foi devidamente citado nos presentes autos. Não obstante, o
requerido comparece espontaneamente aos autos, em homenagem ao disposto no art. 239
do CPC.

art. 239, § 1°- “O comparecimento espontâneo do réu ou do executado


supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a partir desta data o prazo
para apresentação de contestação ou de embargos à execução.”

Sendo assim, não restam dúvidas quanto a tempestividade da


manifestação, pugna-se pelo recebimento da presente salvaguarda contestatória.

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DO INTRÓITO
II.
Ao contrário do que o Autor/Vendedor sustenta, a única pessoa que
poderia ter sido vítima de um golpe é o Requerido/Comprador, já que na própria narrativa
fática inicial, há prova de que o Autor/Vendedor estava em conluio com o golpista, agindo
de má-fé quando das negociações, o que inclusive é fato amplamente confessado.

Das mensagens trocadas entre o golpista e o Autor/Vendedor,


denota-se que o Autor/Vendedor concordou em MENTIR para o Requerido/Comprador de
que era parente (primo) do golpista, sobre o valor do veículo e sobre quem de fato seria o
legítimo proprietário do carro. Agora, tenta valer-se da própria torpeza, querendo anular
um negócio totalmente válido, com 2 (contratos) formais, com indicação de valor no
DUT/CRV do veículo, e comunicação de venda feita pelo próprio Autor/Vendedor,
assinados na presença de Tabelião em Cartório.

Data vênia, Excelência, todos os documentos e provas (e até mesmo


a narração do Autor/Vendedor) dão conta de provar que ele sabia das condições do
negócio jurídico que ele mesmo realizou, e que, em verdade, se trata de uma tentativa de
lesar o Requerido/Comprador, que sempre esteve de boa-fé e pagou integralmente pelo
veículo, ao contrário da parte adversa que a todo tempo MENTIU, e agora busca a chancela
do Judiciário para validar sua conspiração com um criminoso.

III. DA SÍNTESE FÁTICA

Em 12/06/2021, o Autor ajuizou AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE


DE NEGÓCIO JURÍDICO POR FRAUDE C/C PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA, em face do Réu,
consoante seq. 1.1, dos presentes autos.

Na peça exordial, o Autor/Vendedor sustenta, em síntese, ser o


antigo proprietário do veículo “MARCA/MODELO I/BMW 320I PG51, ANO DE FABRICAÇÃO
2010, COR PRETA, PLACA ABM-1118, RENAVAM 166432490”, e que no dia 20/12/2020,
teria publicado anúncio para venda do bem na plataforma digital da empresa OLX.

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Informou que no dia posterior, 21/12/2020, teria recebido contato

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por meio do WhatsApp de pessoa que se identificou como “MARCO”, mostrando enorme
interesse na compra e venda do veículo.

Durante a conversa com o Autor/Vendedor o


Estelionatário/“Marcos” teria afirmado que o carro não seria adquirido para si, mas para
uma terceira pessoa, bem como que a avaliação do veículo seria realizada tão somente
pela pessoa interessada, tendo solicitando ao autor que não fosse tratado sobre valores e
pagamento. Ainda, teria pedido para que o autor afirmasse ao interessado que o veículo à
venda pertenceria ao próprio “Marcos” e que estes seriam primos.

Após cerca de uma hora de conversa, conforme os diálogos


WhatsApp carreados pelo próprio Autor, verifica-se que o estelionatário “MARCO BMW”, e
Autor/Vendedor, combinaram de MENTIR para uma terceira pessoa
(Requerido/Comprador) de que eram primos e de que o Autor/Vendedor deveria informar
que o carro não era seu e sim do Estelionatário, condição esta que foi aceita pelo Autor.

Alega que a avaliação do veículo foi realizada no dia 22/12/2020 e


que, no dia seguinte, o Autor/Vendedor e o Requerido/Comprador, formalizaram a
negociação pessoalmente. Para tanto, foram redigidos dois contratos de compra e venda
que inclusive foram apresentados pelo Autor/Vendedor, cuja assinatura ocorreu no dia
23/12/2020, também foi feita a transferência do veículo e comunicado de venda na
presença de um Tabelião em Cartório.

Afirmou ter sido vítima de golpe, e que não recebeu os valores


prometidos pela pessoa “Marcos”, apesar de ter transferido o veículo ao Requerido.

Após ter descoberto que tinha sido enganado pelo Estelionatário, o


Autor/Vendedor revelou ao Requerido/Comprador que o estelionatário na verdade não era
seu primo e nem o dono do carro.

Posteriormente, Requerido e Autor realizaram seus respectivos


boletins de ocorrência.

Por fim, solicitou como pedido de urgência o bloqueio de


transferência RENAJUD do veículo e a busca e apreensão do bem.

Ato contínuo, na decisão de seq. 23.1, o juízo a quo concedeu os


benefícios da gratuidade de justiça ao Autor/Vendedor, e, deferiu a tutela de urgência para

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bloqueio RENAJUD e busca e apreensão do veículo supracitado, conforme requerido na

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exordial, com base no art. 300 do CPC, lançando o raso fundamento para o deferimento:

“A plausibilidade do direito está comprovada através dos documentos


que instruem a inicial, especialmente o contrato de compra e venda (seq.
1.11/1.12), comprovante de transferência do veículo (seq. 1.13) e
boletim de ocorrência registrado por ambas as partes (seq. 1.16/1.17),
todos demonstrando a relação jurídica existente entre as partes. O receio
de dano irreparável ou de difícil reparação está no fato de que o réu
poderá transferir o veículo a terceiros, o que poderia prejudicar a
efetividade da presente demanda.”
Decisão de seq. 23.1

Em face da decisão retromencionada o Requerido/Comprador


interpôs o Agravo de instrumento - Autos nº 0040952-68.2021.8.16.0000 na data
08/07/2021, e que o Desembargador Relator Renato Braga Bettega, da 5ª câmara Cível do
TJPR, deferiu a Tutela de Urgência Recursal com efeito suspensivo, pleiteada pelo
Agravante/Requerido, no sentido de suspender a busca e apreensão do veículo guerreado,
conforme se infere no trecho abaixo:

(...)Sendo assim, defiro em parte a liminar pleiteada pelo


agravante no tocante à suspensão da busca e apreensão do
bem anteriormente deferida, a fim de autorizar que o veículo
seja depositado nas mãos do agravante, o qual ficará como
fiel depositário, até julgamento final deste recurso, mas
Decisão de seq.12.1 dos autos n°
0040952-68.2021.8.16.0000 mantenho a decisão conforme lançada no tocante à
manutenção do bloqueio de transferência, via Renajud,
conforme acima exposto.

Eis o breve relato.

IV. DA REALIDADE DOS FATOS

Assim como o Autor/Vendedor fez durante as negociações,


novamente falta com a verdade, pois em que pese sustente que supostamente tenha sido
vítima de um golpe, as provas dos autos mostram que, em verdade, quem agiu em conluio
com o estelionatário, foi o próprio Autor/Vendedor.

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No presente caso o que houve, em verdade, foi um negócio jurídico

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plenamente válido entre Autor/Vendedor e Requerido/Comprador, porquanto foram
preenchidos todos os elementos essenciais do negócio jurídico: Objeto Lícito, Agente
Capaz e Forma prescrita ou não defesa em Lei.
De modo contrário ao que indica o Autor em sua exordial, o negócio
jurídico da venda do veículo que ocorreu entre Autor/Vendedor e Requerido/Comprador é
plenamente lícito. Portanto, em hipótese alguma pode o Autor vir agora socorrer-se do
judiciário e afirmar ser vítima de um golpe, que ele mesmo deu causa , que foi anuente e
não tomou as devidas cautelas e deveres de cuidado [mesmo sendo incessantemente
alertado pelo Requerido/Comprador].

FATOS E PROVAS QUE ANIQUILAM O DIREITO DO AUTOR:

O Autor combinou com o estelionatário


O Autor mentiu durante toda
em mentirem que ambos eram primos
negociação, dizendo que o carro era
do primo (estelionatário), quando na
O Autor concordou formalmente que verdade o carro era seu;
o depósito devia ser feito na conta
de terceira pessoa
O Autor se predispôs a mentir de que
o carro era do estelionatário há mais
O Autor assinou dois contratos de
de 3 anos;
compra e venda, reconhecidos em
Cartório, indicando o valor do
negócio jurídico na presença do
O Autor fez perante o Tabelião, a
Tabelião;
pedido verbal, a comunicação de
venda do veículo apresentando-lhe
O Autor assinou o DUT/CRV do os contratos assinados com o
veículo no valor de 40 mil, na Requerido, todos no valor de 40 mil;
presença do Tabelião

Todos os fatos acima, que fulminam a pretensão do Autor


encontram-se dispostos na própria Ata Notarial de seq. 1.15, a partir da página 9 (nove),
nas conversas entre Autor e Estelionato, e nos demais documentos anexos à inicial,
portanto, basta que o julgador analise detidamente as provas juntadas pelo próprio Autor,
para que perceba sua clara má-fé.

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Das provas carreadas aos autos, fica nítido que quem deu causa ao

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seu eventual prejuízo foi o próprio Autor, quando agiu em cumplicidade com o
estelionatário e agora tenta se valer da própria torpeza e manifesta má-fé, na seguinte
dinâmica:

Autor/Vendedor Contrato do Vendedor

Conluio Direto

Veículo Contrato do Comprador Requerido/Comprador

Estelionatário
DUT/CRV Assinado

Como se vê, o que de fato houve foi o conluio entre o


golpista/”Marco” e o Autor/Vendedor, que concordou em inventar informações ao
Requerido/Comprador, com o fim único de ludibria-lo.

Não se pode dizer, nesse momento processual, se o Autor/Vendedor


o fez de forma dolosa ou culposa, no entanto, fato é que as provas mostram que
Golpista/”Marco” e Autor/Vendedor conspiraram entre si , originando o presente caso.

Note-se Excelência, pelas conversas juntadas pelo próprio


Autor/Vendedor, é possível inferir que na data de [21/12/2020 - 12:32], Autor/Vendedor e
Estelionatário começaram a tramar uma conversa em que o próprio Autor/Vendedor se
dispõem a mentir, anuindo com a má-fé do Estelionatário, vejamos o trecho da Ata
Notarial juntada pelo Autor/Vendedor:

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TRECHO EXTRAÍDO DA ATA NOTARIAL SEQ.1.15 - PÁG. 11

Naturalmente, é de gerar enorme estranheza que em menos de uma


hora de conversa com um suposto “desconhecido” o Autor/Vendedor já estivesse se
predispondo a forjar uma narrativa à terceira pessoa que ele também não conhecia.
Todavia as mentiras e má-fé do Autor/Vendedor aumentam consideravelmente, fatos estes
que até então foram ignorados.
O horário da mensagem é de fundamental importância, pois neste
dia [21/12/2020 às 12:42h], o Requerido/Comprador ainda não existia no cenário fático,
visto que o primeiro contato que o Requerido/Comprador teve com o Estelionatário foi no
mesmo dia, no entanto, às 18:02h.

Agora, vejamos como o Autor/Vendedor na sua exordial transcreveu


o mesmo trecho, todavia omitindo de forma proposital o horário da mensagem, pois no
momento em que conspirava com estelionatário o Requerido/Comprador não existia na
situação fática.

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Da conversa acima entre Autor/Vendedor e Estelionatário, é possível

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inferir que já nos primeiros diálogos entre eles, há uma conspiração de vontades, no intento
de “forjar uma narrativa”, ao Requerido/Comprador, o que já demonstra absoluta má-fé e
deslealdade.
Ato contínuo, o Requerido/Comprador entrou em contato com o
falsário para ter mais informações do veículo, achando que estava falando com o
proprietário do carro, no entanto o negócio jurídico se deu PRESENCIALMENTE pelo Autor
e Requerido.

Como demonstração da sua boa-fé, e como prova de NUNCA anuiu


com qualquer narrativa FALSA, o Requerido/Comprador junta (em anexo) na íntegra todos
os diálogos que possui, sem transcrições editadas ou cortes.

Conforme se observa das conversas abaixo, o primeiro contato que


o Requerido teve com o Estelionatário foi no dia 21/12/2020, às 18:02, portanto,
posteriores ao conluio entre Autor/Vendedor e Estelionatário, vejamos:

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Agora, vejamos os demais diálogos entre Autor/Vendedor e

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Estelionatário, datado do dia 22/12/2020, o mais completo absurdo:

Se o Autor/Vendedor tivesse o mínimo de boa-fé como sustenta na exordial,


acaso teria concordado em mentir e falar que o seu carro era do seu primo
“Marco” [Estelionatário], sendo que, em verdade, nem o conhecia??? JAMAIS!!!

Ademais, outro elemento que denota a má-fé do Autor/Vendedor, é


que os trechos e diálogos transcritos na exordial das conversas entre ele e o
Estelionatário, são apresentados de forma parcial, omitindo intencionalmente alguns
trechos essenciais do diálogo, induzindo o Juízo a erro para obter a tutela de urgência.

Cabe salientar que desde a primeira vez que o Autor/Vendedor


encontrou o Requerido/Comprador (no dia 22/12/2020), para lhe mostrar o veículo, o
Autor/Vendedor SEMPRE sustentou que o veículo não era seu, e sim do sim primo
[Estelionatário], prova inconteste na própria Ata Notarial juntada (seq. 1.15).

Na data de 22/12/2020, além de informações sobre o veículo o


Requerido/Comprador pergunta se pode ir ao endereço, pois deseja ver o veículo
pessoalmente, o Estelionatário passa o endereço do Autor/Vendedor, dizendo que o
veículo está na casa do seu “primo”, e que o veículo estaria no nome do seu primo [Autor]
para facilitar os trâmites da venda.

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Obviamente as informações passadas pelo Estelionatário são

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inverídicas, pois o veículo não lhe pertencia, mas sim ao Autor/Vendedor, e muito menos o
Estelionatário era primo do Autor. Todavia, como o Estelionatário e Autor/Vendedor já
haviam combinado de mentirem acerca disto o Requerido acreditou nas informações
passadas, pois foram TODAS RATIFICADAS PELO AUTOR/VENDEROR
PRESENCIALMENTE.

Vejamos a continuidade do diálogo entre Requerido/Comprador e


Estelionatário:

Conforme se observa das conversas acima, o Requerido/Comprador


foi até o endereço do Autor/Vendedor [verdadeiro proprietário do veículo], oportunidade
em que teve o primeiro contato [pessoal] com o Autor/Vendedor e com o veículo, ou seja,
Comprador e Vendedor estavam frente a frente.

Nesse momento, o Requerido/Comprador viu o veículo


pessoalmente e começou a achar estranho sobre a propriedade do bem, pois o veículo
estava no nome do Autor/Vendedor, mas este desde a primeira conversa afirmou que o
veículo não era seu e sim do seu primo [Estelionatário], conforme haviam combinado.

Apesar ter gostado do veículo, o Requerido/Comprador achou


estranha a situação e após, passou a questionar o Autor/Vendedor sobre a propriedade do
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bem, todavia o Autor/Vendedor seguiu sustentando que o bem não era seu e sim do seu

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primo, conforme o próprio autor CONFESSA na inicial (pag. 22):

Desta feita, o Requerido enviou o seguinte Áudio ao Estelionatário:

“Opa, boa tarde, beleza! Então cara, eu gostei do carro,


eu fui lá com o meu pai, daí a gente tava vendo lá
esses dias aí ele quase caiu num golpe ai, daí a gente
achou meio estranho porque num [sic] você não, o
carro é teu, mas tá no nome do teu primo... daí ele não
sabe de nada, e você tá longe daí a gente achou meio Áudio de 30” enviado pelo Requerido
ao estelionatário dia 22/12/2020 às
estranho, daí não sei como dá pra gente fazer.”
18:48 hrs - Áudio 1 em Anexo.

Após isso, o estelionatário afirma que são pessoas de bem e que o


Requerido /Comprador pode ficar tranquilo, vejamos:

Em seguida, o Requerido/Comprador pergunta se consegue


melhorar o preço do veículo, pois teria R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) para pagar pelo
bem. O estelionatário prontamente aceita a oferta. Logo após o Requerido envia o seguinte
áudio ao Estelionatário:

“Cara é o seguinte então, se teu primo [Autor] conseguir levar


esse carro aí, ali no boqueirão ali, que é, tem uma loja ali de
carro, que é do amigo do meu pai ali, ali a gente conversou
com o rapaz [Autor], ele falou que a gente ele faz um
contrato lá, de, que de se tá passando o carro certinho para
não ter problema, e assim que tiver todos os trâmites certos
lá, que tiver passado tudo os documento ali, aí eu já transfiro
Áudio pelo Requerido/Comprador ao
o dinheiro na hora para você, aí se tiver como fazer isso
estelionatário - dia 22/12/2020 às
19:31 hrs – Áudio 2 em anexo amanhã nós já fecha negócio, aí veja aí certinho uma hora
da tarde se ele conseguir ir lá, daí a gente conversa certinho”

Do diálogo acima verifica-se que o Requerido/Comprador solicitou


que o carro fosse levado à loja do conhecido dele, pois estava achando a situação estranha,

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visto que foi induzido pelo próprio Autor/Vendedor que o verdadeiro proprietário do veículo

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era de seu primo [Estelionatário], já que quando na presença do real proprietário do veículo
[Autor], este insistentemente sustentou que o veículo não era seu e sim de seu primo.
Excelência, pensemos na seguinte situação: Se o verdadeiro
proprietário do veículo [Autor] fala que o bem não é seu e sim do seu primo [Estelionatário],
o interessado no veículo - Requerido/Comprador - não teria como saber que não o era, pois,
mesmo sendo questionado presencialmente incessantemente, o Autor/Vendedor insistiu
em afirmar na presença de testemunhas e do Tabelião do Cartório que o bem não era seu,
naturalmente, o Autor/Vendedor foi condescendente com o Estelionatário, isso é fato
inconteste [inclusive confessado na exordial].

Obviamente, se o Autor/Vendedor não tivesse mentido, falando que o carro era


do seu primo [Estelionatário] quando na verdade era seu, e ainda, mentindo,
sustentando que era primo de quem não o era, tal situação jamais teria ocorrido.

Do diálogo acima que foi juntado pelo Autor/Vendedor na exordial é


possível verificar que o próprio Autor/Vendedor toma a iniciativa em redigir um contrato
de compra e venda do veículo. Como contratantes: o Autor/Vendedor e
Requerido/Comprador.

Logo ao chegar na loja supramencionada, no dia 23/12/2020, o


Autor/Vendedor enviou a seguinte mensagem de áudio via WhatsApp ao
Requerido/Comprador, informando o seguinte conteúdo conforme transcrito na página 1,
da Ata Notarial de seq. 1.15 dos autos originários, vejamos:

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Perceba, Excelência, no áudio do legítimo proprietário do veículo ele
diz que o Estelionatário é que “mandou” ele levar o carro na loja para realizar a venda. Fica
nítido que o Autor/Vendedor estava em franco conluio com o golpista, pois constitua
sustentando não ser dono do carro.
O Autor/Vendedor foi até a loja supramencionada com o veículo e
levando consigo o contrato de compra e venda já redigido, conforme ele mesmo sustenta
na inicial:

O trecho da exordial acima destacado é totalmente falso.

Em verdade, o Requerido/Comprador já estava desde o princípio


alertando o Autor/Vendedor de que estava desconfiado que ele poderia estar sendo vítima
de um golpe, tanto que, na loja onde estavam quando viram o contrato que o
Autor/Vendedor havia levado, decidiram rapidamente, na presença de todos, redigir outro
contrato que especificasse, além do valor do negócio jurídico, em qual conta bancária o
valor deveria ser depositado, vejamos os recortes do contrato redigido pelo
Autor/Vendedor:

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Cauteloso, o Requerido/Comprador, decidiu documentar a


autorização, foi então que, repita-se, na presença de todos, se redigiu o seguinte contrato,
por isso a baixa complexidade do documento:

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Note-se, o documento que foi assinado em Cartório, na presença de
um Tabelião, expressa que quem indicou a conta para depósito foi o próprio Carlos
Alexandre de Souza, ora Autor/Vendedor.

O Autor/Vendedor foi questionado por diversas vezes, tanto pelo


Requerido quanto por seu pai, e até mesmo pelo dono da loja, se o seu suposto “primo”
não era na verdade um golpista, e por quais motivos o carro estava no nome do
Autor/Vendedor, e não no de seu primo.
Autor/Vendedor chegou a irritar-se diante dos questionamentos, e
insistiu em sustentar que de fato o carro era de seu primo, todavia só estava em seu nome,
pois ele só estaria cuidando do carro.

Acerca disso, vejamos o trecho da conversa em que Autor/Vendedor


e Estelionatário combinam que o carro estaria no nome do Estelionatário há mais de 3
(três) anos:

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TRECHO EXTRAÍDO DA ATA NOTARIAL SEQ.1.15 - PÁG. 19

Do diálogo acima, o próprio Estelionatário adverte o Autor/Vendedor,


que o Requerido/Comprador iria questioná-lo e fazer diversas perguntas acerca da
propriedade do bem, mas que eles deveriam manter o “combinado”.

Incrivelmente, o Autor/Vendedor é quem se propõe novamente a mentir, e diz


que vai afirmar que o carro é do Estelionatário [seu suposto primo] há mais de
três anos. Excelência, veja o completo absurdo e clara má-fé do Autor, se tivesse
o mínimo de decência, teria vergonha de procurar o judiciário e fazer-se de vítima,
e ainda juntar provas que só incriminam sua conduta condescendente e ardilosa
quando, senão, criminosa.

Após se encontrarem na loja supramencionada, como dito,


Autor/Vendedor e Requerido/Comprador CONCORDARAM que o valor que deveria constar
no contrato de compra e venda, bem como em todos os documentos da venda do veículo,
o que correspondia a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) e nunca R$ 52.500,00 (cinquenta e
dois mil e quinhentos reais).

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Fato seguinte, o Autor/Vendedor enviou o contrato por ele pré-

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confeccionado para o e-mail da loja em onde as partes se encontraram para que apenas o
valor fosse adequado, e os dados do Requerido/Comprador fossem adicionados. Ato
contínuo, o documento foi impresso e assinado em Cartório, na presença do Tabelião, pois
reconhecida a assinatura por verdadeira (diferentemente de assinatura reconhecida como
firma por semelhança).

Os documentos assinados pelas partes demonstram que o negócio


jurídico não é ilícito e nem fraudulento. Todos os elementos essenciais de validade do
negócio jurídico estão presentes: Objeto Lícito, Agente Capaz e Forma prescrita ou não
defesa em Lei, consoante art. 104 do Código Civil.
Pois ao contrário do que o Autor/Vendedor sustenta o objeto do
negócio jurídico não é ilícito, vejamos um exemplo de conceito doutrinário:

“O negócio, em si, não tem objeto ilícito, mas a nulidade é


determinada porque, no caso concreto, houve conluio das
partes para alcançar um fim ilegítimo e, eventualmente,
criminoso. Por exemplo: vende-se um automóvel para que seja
utilizado num sequestro; empresta-se uma arma para matar
alguém; aluga-se uma casa para a exploração de lenocínio. A
VELOSO, Zeno. Invalidade do negócio
venda, o comodato e o aluguel não são negócios que jurídico. 2. ed. Belo Horizonte: Del
contrariem o Direito, muito ao contrário, mas são fulminados Rey, 2005. p. 77
de nulidade, nos exemplos dados, porque o motivo
determinante deles, comum a ambas as partes , era ilícito

Note-se que para ser considerado objeto ilícito, para o ordenamento


jurídico necessário é que haja conluio dos contratantes [seq.1.11 e 1.12] no fim ilícito,
o que nunca ocorreu no presente caso, pelo contrário, quem UNICAMENTE estava em
conluio com o criminoso era o Vendedor/Autor, e, não fosse a cautela do
Requerido/Comprador, este é que seria vítima de um golpe.

Além do que, em que pese a insistência do autor em sustentar que


não anuiu com o depósito do valor em conta de terceira pessoa, as partes assinaram um
segundo termo, também reconhecido em Cartório, em que o Autor/Vendedor expressa
claramente que foi ele próprio que indicou a conta de terceira pessoa para fazer o
pagamento do valor negociado (R$ 40.000,00 (quarenta mil reais)), vejamos novamente o
documento (seq. 1.11)

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O documento juntado pelo próprio Autor/Vendedor, na seq. 1.11, demonstra da
sua inequívoca ciência do negócio jurídico, inclusive do valor do carro de
R$40.000,00 (quarenta mil reais). Ademais, o documento comprova que quem
indicou a conta para o depósito foi o próprio Autor/Vendedor, além disso o
documento foi assinado e reconhecido por verdadeiro diante de um Tabelião.

Ato contínuo, o Requerido/Comprador antes de realizar o pagamento


do importe de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) na conta indicada no contrato acima, ainda
questionou o Autor/Vendedor, na presença do Tabelião e de outras testemunhas se
realmente podia depositar na referida conta, a resposta do Autor/Vendedor foi
categoricamente afirmativa, então o depósito foi feito pela convivente do
Requerido/Comprador, consoante comprovante juntado na seq. 1.9 dos autos.

Nesse momento, o Autor/Vendedor foi por todos alertado, sendo


questionado diversas vezes se de fato o valor deveria ser depositado na conta bancária de
Ana Klara Toledo Alberto, e este foi IRREDUTÍVEL, sustentando “- Pode depositar”.

Após isso, o próprio Autor/Vendedor solicitou ao Tabelião fizesse a


comunicação de venda do veículo perante o DETRAN/PR, pelo valor negociado (R$
40.000,00).

O pedido foi feito pelo Autor/Vendedor de forma VERBAL e mediante


a apresentação do DUT/CRV preenchido e ASSINADO, reconhecido por verdadeiro, por
Comprador e Vendedor, vejamos o documento:
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Importante relembrar que, a partir do momento em que
Autor/Vendedor e Requerido/Comprador se encontraram pessoalmente, começaram a
negociar o carro entre si, inclusive firmando os contratos acima expostos, estando ambos
os contratantes inequivocamente cientes das condições negociadas e forma de
pagamento.

Neste sentido, Autor/Vendedor está tentando utilizar o judiciário


para se beneficiar da própria torpeza, - venire contra factum proprium, - e, obviamente está
agindo de má-fé, como fez o tempo todo durante as negociações.
Novamente, reitera-se, o Autor/Vendedor foi por diversas vezes
questionado se a pessoa de nome “Marco” era realmente seu primo, e o Autor/Vendedor
insistiu na mentira de que o estelionatário era seu parente e o dono do carro [conforme
diálogos acima], inclusive relatou isso no B.O. Cabe repisar, se o Autor/Vendedor não
tivesse anuído em conspirar com o Estelionatário, os fatos jamais teriam se dado da forma
que se deram.

Após transferido o veículo e o valor (R$ 40.000,00) para a conta


indicada no contrato assinado pelo Autor/Vendedor, este último solicitou que todos
aguardassem que os valores caíssem na sua conta.

Após horas aguardando, diante da irritante demora, já que não havia


o que o Requerido/Comprador aguardar, já que o valor do negócio jurídico estava pago e o
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bem transferido perante o Cartório, foi novamente questionado o Autor/Vendedor sobre

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quem seria o Sr. Marco [até então seu primo] e o porquê da demora na conversa deles, foi
somente nesse momento que o Autor/Vendedor revelou que não conhecia o Suposto
Marco que o tempo todo disse que era seu primo.
A partir de então, COMO ATO DE SOLIDARIEDADE, o
Requerido/Comprador se mobilizou de todas as formas para minimizar o prejuízo do
Autor/Vendedor, mesmo ele faltando com a verdade e agindo de má-fé o tempo todo.

Inclusive, vale dizer que, houve até mesmo pelo


Requerido/Comprador a oferta da diferença do valor do Veículo, numa demonstração de
sua plena boa-fé, conforme extraído da Ata Notarial:

Outro ponto importante, que se traz a lume somente em homenagem


ao princípio da impugnação específica, diz respeito ao sustentado pelo Autor/Vendedor
de que o Requerido/Comprador arrombou o veículo.

Em verdade, o que ocorreu foi que, após o Autor/Vendedor ter se


dado conta que havia caído em um golpe por ter conspirado com um estelionatário, insistiu
para que o veículo ficasse parado na casa do pai do Requerido/Comprador, até que
tentassem reaver os valores junto ao banco.
Para tanto, cada um ficou com uma chave, o Autor/Vendedor trancou
o carro e levou a chave principal, deixando com o Requerido/Comprador a chave reserva.
No entanto, ao testar a chave reserva o Requerido/Comprador percebeu que chave deixada
com ele não funcionava e que novamente o Autor/Vendedor estava faltando com a verdade,
entregando ao Requerido/Comprador uma chave diversa ou estragada.

Receoso, detendo todos os títulos de propriedade e posse do


veículo, como legítimo proprietário que é , contratou um chaveiro para abrir o veículo e
trocar a codificação das chaves, para evitar que o Autor/Vendedor, que não mais era
proprietário do veículo tivesse tal acesso, pois mais uma vez agiu de má-fé, deixando uma
chave reserva que não funcionava.

Eis a versão verdadeira!

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V. PRELIMINARMENTE – IMPUGNAÇÃO DA JUSTIÇA
GRATÚITA DO AUTOR GRATUITA DO AUTOR

Nos termos do art. 99 e 100 do CPC, a parte contrária pode oferecer


impugnação à justiça gratuita, sendo o momento processual adequado, a preliminar de
contestação, nos termos do art. 337, XIII, do códex já mencionado.

Conforme se observa nos documentos em anexo ora carreados, o Autor é


empresário e rotineiramente viaja pela Europa em carros de luxo. Portanto, na
condição de empresário que viaja o mundo, não é crível que lhe seja mantido o
benefício da Justiça Gratuita, neste sentido, é cristalina a ocultação patrimonial
do Autor, que vem desde o início enganando o juízo.

A respeito da condição financeira do Autor/vendedor é sócio da


empresa MANN SOUZA ADMINISTRADORA DE IMOVEIS LTDA – CNPJ: 01.395.547/0001-
04, que, inclusive, está inapta junto à receita federal justamente por omissão nas
declarações de Imposto de Renda, vejamos:

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Vejamos o contrato social da empresa, cujo Autor/Vendedor é sócio:

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CONTRATO SOCIAL JUNTADO INTEGRALMENTE EM ANEXO.

Vejamos agora, o edital de citação em que comprova e reforça que


o Autor é proprietário da referida empresa:

Consoante se infere dos documentos acima, a referida empresa,


cujo sócio é o Autor/Vendedor, está inapta perante a receita federal, cujo motivo é
justamente a omissão nas declarações de imposto de renda . Tal prova já descredibiliza
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toda a documentação apresentada pelo Autor quanto a sua suposta condição de

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hipossuficiência.

Além do mais, ainda que em última análise o Autor/Vendedor


sustente que detém apenas 2% (dois por cento) do capital social da referida empresa, tal
argumento só serve para corroborar a tese de que o Autor/Vendedor se vale de
instrumentos jurídicos com fim diverso do real, pois, é de conhecimento Público que
normalmente, os casos de sociedade 99%X1% são as denominadas “sociedades de palha”
ou “sociedades fantasma”.

Isso já denota a índole duvidosa dos documentos juntados pelo


Autor/Vendedor, já que omitiu dolosamente ao Juízo sua condição de sócio da
mencionada empresa.

Via de consequência, é notório que os documentos apresentados na


seq. 1.4-1.5, 1.14 e 17.2 e 21.2, em hipótese alguma expressam a realidade econômica do
Autor, visto que é de costume do Autor/Vendedor omitir declarações de imposto de renda
bem como seu real patrimônio e rendimentos, como notoriamente o fez perante o juízo.
Agora vejamos o “suposto” holerite de rendimentos mensais do
Autor:

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Do documento acima, juntado pelo Autor, resta nítido que tal holerite

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é simulado, vez que não condiz com a verdade, pois está zerado em todos os encargos
devidos, principalmente junto ao INSS, FGTS, IRPF Base de Cálculo, e no campo descrição
nada consta. Naturalmente o documento acima apresentado é fictício, para induzir o juízo
em erro.

Apesar dos fatos acima já demonstrarem a necessária revogação do


benefício da gratuidade da justiça, pois baseada em documentos simulados e informações
apresentadas em parcialidade, os fatos a seguir reforçam os fundamentos da revogação,
pois claramente o Autor/Vendedor ludibriou o Juízo para obter o benefício.
Neste sentido, como é possível que o Autor/Vendedor que
supostamente não tem renda esteja viajando para a Europa , no mesmo período em que
estava requerendo Justiça Gratuita (março/2021) ?!?!

Nessas datas das imagens, o Autor estava desfrutando ao seu bel prazer
da sua suntuosa viagem à Paris e Londres, todavia ao mesmo tempo, como se observa na seq.
16.1, também estava requerendo concessão da Justiça gratuita, um completo absurdo para com
a inteligência do nobre Julgador.

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Da imagem acima, vê-se claramente, a alegria de quem pleiteia a
justiça gratuita, e ao mesmo tempo está em viagem à Europa dirigindo uma Ferrari.

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A título de esclarecimento, apenas o luxuoso passeio de Ferrari do Autor em
Paris, com as devidas conversões do Euro-Real no mês da viagem (março-2021),
custou o importe de R$ 590,95 (quinhentos e noventa reais e noventa e cinco
centavos).

Obviamente, se o Autor faz viagem à Europa, com trânsito e estadias


em nas caríssimas cidades de Londres e Paris, com direito a passeio de Ferrari, tal fato
supera e muito a condição de quem ao mesmo estava pleiteando a justiça gratuita, e
posteriormente teve o benefício deferido. Claramente por Vossa Excelência não conhecer
o padrão de vida do autor e sua real condição financeira.
Outro ponto que corrobora para a revogação do benefício da Justiça
Gratuita concedida ao Autor/Vendedor, estão na própria Ata Notarial por ele juntada, no
seguinte trecho:

As falas acima do Autor/Vendedor, quando da negociação do objeto


da presente lide, denotam claramente que são falsas informações quanto a condição de
gratuidade de justiça do Autor/Vendedor, vez que ele mesmo informou que estava
vendendo o veículo pois possuía MUITOS veículos.

Quem tem condições de possuir vários veículos, naturalmente não


deve, nem precisa de ser beneficiário da Justiça Gratuita.

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Excelência, não é crível que sendo o Autor, empresário, que ostenta nas redes
sociais, andando de Ferrari, viajando o mundo, em por Londres e Paris em
MARÇO DE 2021, tenha mantido o benefício da justiça gratuita, manter a
benesse é corroborar com a má-fé do Autor/Vendedor.

Nesse sentido, simples afirmação do alegado estado de pobreza, ou


seja, de que faz jus aos benefícios da justiça gratuita, acompanhada de requerimento e
simples informativo da Receita Federal de que não declara Imposto de Renda não é
suficiente para caracterizar a exigência da justiça gratuita.

Por todo o exposto, restou provado que o Autor está ocultando


patrimônio, e, ardilosamente, enganando o Juízo, dizendo que não possui renda ou
patrimônio.
Não obstante, resta claro que apresentou um holerite
simulado/zerado, para utilizar-se das benesses da Justiça gratuita, que jamais tem direito.
Neste sentido, o art. 80 do CPC, tem um rol descritivo dos atos
definidos como litigância de má-fé:

Art. 80. Considera-se litigante de má-fé aquele que:


II – alterar a verdade dos fatos; (...)

Portanto, considerando a manifesta intencionalidade do


Autor/Vendedor, em enganar o Juízo, alterando a verdade dos fatos quanto a sua real
condição econômica, necessária é que seja aplicada a multa por litigância de má-fé, fixada
entre 1% a 10% do valor da causa, nos termos do art. 81, do CPC.

Não obstante, considerando que há nos autos a prova cabal de


alteração na verdade dos fatos pelo Autor/Vendedor, quanto sua suposta insuficiência de
recursos, requer seja revogado os benefício da gratuidade da justiça anteriormente
concedido (seq.23.1), determinando que o Requerente proceda o imediato recolhimento de
todas as custas processuais, bem como condenando-o ao pagamento de multa de
litigância de má-fé.

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DO DIREITO

Primeiramente, é necessário expressar que absolutamente todas as


teses arguidas pelo Autor são completamente contraditórias, desconexas e desprovidas
de fundamentos jurídicos que as amparem, bem como dispositivos legais invocados, não
se aplicam ao caso concreto, visto que suas simples menções sem devida subsunção do
fato a norma não torna legítimo o direito pleiteado pelo Autor.

DA MANIFESTAÇÃO DE VONTADE
VI. PERFEITA E POSITIVA

O Autor/Vendedor sustenta que o negócio jurídico seria nulo pela


deficiente manifestação de vontade deste, sustentando a existência de DOLO do
Requerido/Comprador.

Primeiramente, cumpre ressaltar que a consequência jurídica de


negócios jurídicos eivados de DOLO não é a nulidade e sim a anulabilidade, o que é
substancialmente diverso, evidenciando que a parte Autora/Vendedora “tropeça” nos
conceitos básicos do Direito. Feitos tais esclarecimentos, vejamos o que significa Dolo na
visão doutrinária.

“O dolo consiste em manobras ou maquinações


efetuadas com o propósito de obter uma
TEPEDINO, Gustavo. Código Civil
declaração de vontade que não seria emitida se o interpretado conforme a
declarante não fosse enganado” Constituição da República. Rio de
Janeiro: Renovar, v. I, 2006. p 282

Verifica-se nos autos que, ao contrário do que o autor sustenta,


quem estava realizando “manobras ou maquinações” para obter declaração de vontade do
Requerido era o Autor/Vendedor, que claramente estava em conluio direto com o
Estelionatário, conspirando nas falaciosas alegações, o que fica evidente na Ata Notarial
juntada na seq. 1.15, mais precisamente, no trecho (pag. 20):

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Do trecho nota-se que, em verdade, quem estava agindo com DOLO
DIRETO, ou, no mínimo, em conluio, era o Autor/Vendedor.

A contrário sensu, não há qualquer prova nos autos de que o


Requerido/Comprador estivesse agindo com dolo, em qualquer de suas modalidades.
Vale dizer que, em última análise, ainda que o Requerido/Comprador
estivesse agindo com DOLO [o que não se verifica], seria o caso de DOLO recíproco, e para
tal situação há previsão legal, vejamos.

“Art. 150 do CC - Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma


pode alegá-lo para anular o negócio, ou reclamar indenização.”

Nesse caso, havendo DOLO [provado e confessado] somente do


Autor/Vendedor, sua tese de anulabilidade pelo vício de consentimento é NATIMORTA,
pois o ordenamento jurídico não permite que este se valia de sua própria torpeza e má-fé
para tentar anular um negócio jurídico que diz ser defeituoso pela sua falta de honestidade,
isso o direito denomina "venire contra factum próprium", tratado adiante.

VII. DA VENIRE CONTRA FACTUM PRÓPRIUM

Como já visto no art. 150 do CC, o ordenamento jurídico não permite


que aquele que der causa a eventual nulidade use tal argumento para pleitear a nulidade,
isso fica mais evidente quando observado o artigo 276 do CPC:

“Art. 276. Quando a lei prescrever determinada forma sob


pena de nulidade, a decretação desta não pode ser requerida
pela parte que lhe deu causa.”

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Essa é uma premissa básica do Direito, pois o judiciário e

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ordenamento jurídico não estão postos para corroborar com a má-fé e deslealdade,
ademais a conduta do Autor/Vendedor é proibida pelo ordenamento jurídico, tanto é que
há entendimento consolidado nos tribunais a esse respeito, sendo inclusive objeto do
Enunciado 362 da IV Jornada de Direito Civil.

“A vedação do comportamento contraditório (venire contra factum


proprium) funda-se na proteção da confiança, tal como se extrai dos
arts. 187 e 422 do Código Civil.”

Estamos diante de nítido comportamento contraditório do


Autor/Vendedor, pois, exigir a nulidade do negócio quando embasado na sua própria má-
fé, sabendo das condições da venda do veículo é se beneficiar do próprio comportamento
torpe. Vejamos as lições FLÁVIO TARTUCE:

“Pela máxima venire contra factum proprium non


potest, determinada pessoa não pode exercer um
direito próprio contrariando um comportamento
anterior, devendo ser mantida a confiança e o dever de Tartuce, Flávio. Direito civil, 3. 10.
lealdade decorrentes da boa-fé objetiva, depositada ed. rev., atual. e ampl. São Paulo:
quando da formação do contrato.” MÉTODO, 2014. p. 111.

Se há qualquer tipo de nulidade no contrato de compra e venda (o


que de fato não há), tal nulidade nem pode ser arguida pelo Autor/Vendedor, pois qualquer
vício que ele sustente, ele mesmo é o causador.

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO DE


RESCISÃO DE CONTRATO. BUSCA E APREENSÃO. VENIRE CONTRA
FACTUM PROPRIUM NON LICET. A doutrina e a jurisprudência vedam a
prática comportamentos dúbios, aplicando-se o princípio da venire
contra factum proprium non licet. Atuação dos apelantes que fere o
princípio doutrinário, pois pleiteia a rescisão de contrato em que já houve
a confissão de dívida, descabendo tanto o seu rompimento, quanto a
busca e apreensão dos bens pactuados. APELAÇÃO IMPROVIDA. (TJ-RS -
AC: 70062249313 RS, Relator: Guinther Spode, Data de Julgamento:
25/06/2015, Décima Segunda Câmara Cível, Data de Publicação:
26/06/2015)

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Diante de tudo até aqui provado, outra conclusão não há, senão, a de

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que o Autor/Vendedor, que sempre mentiu nas negociações, agindo em conluio com o
golpista, e agora busca a chancela do Judiciário para seus atos abjetos. INADMISSÍVEL!

VIII. DA MANIFESTA MÁ-FÉ DO AUTOR/VENDEDOR

Como já visto, o ordenamento jurídico impede o Autor/Vendedor de


se valer de seu comportamento torpe anterior, pois a Justiça impõe o cumprimento da boa-
fé objetiva das partes, o que é muito bem expressado no art. 422 do CC.

“Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na


conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de
probidade e boa-fé.”

Nesse ponto, já ficou mais do que evidente que, se há um fator que


conduziu o Autor/Vendedor nas negociações, este, por certo, não foi a boa-fé. Muito pelo
contrário, sempre agiu em conspiração com um criminoso, e em várias vezes ele mesmo
se dispõe a alterar a verdade dos fatos, vejamos as falas do Autor/Vendedor com o
Estelionatário:

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O diálogo acima, entre o Autor/Vendedor e Estelionatário, fulmina qualquer
resquício de boa-fé do Autor. Nele, observa-se Autor e estelionatário em franco
conluio de vontades, alterando, JUNTOS, a verdade dos fatos nas negociações.

Se o Autor/Vendedor tivesse o mínimo de boa-fé como sustenta na


exordial, acaso teria concordado em mentir e falar que o seu carro era do seu primo
“Marco” [Estelionatário], sendo que, em verdade, nem o conhecia???
Vejamos outro trecho do diálogo entre Autor/Vendedor com o
Estelionatário:

Incrivelmente, o Autor/Vendedor é quem se propõe novamente a


mentir, e diz que vai afirmar ao Requerido que o carro é do Estelionatário [seu suposto
primo] há mais de três anos. Excelência, isso demonstra a índole do Autor/Vendedor, se
tivesse o mínimo de decência, teria vergonha de procurar o judiciário e fazer-se de vítima,
e ainda juntar provas que evidenciam sua conduta condescendente aos atos de um
golpista, agindo de forma ardilosa quando, senão, criminosa.
Analisemos mais um trecho do diálogo entre Autor/Vendedor com o
Estelionatário:

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Do diálogo acima, o próprio Estelionatário adverte o Autor/Vendedor,

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que o Requerido/Comprador iria questioná-lo e fazer diversas perguntas acerca da
propriedade do bem, mas que eles deveriam manter o “combinado”.
Nitidamente o Autor/Vendedor estava conspirando com o golpista,
e acima de tudo, reconhecia o negócio celebrado como legítimo, vejamos o que ele mesmo
fala com o golpista:

O Autor/Vendedor tinha a ciência de que o negócio era plenamente válido, tanto


que questionou o “golpista” de como iria “segurar” o Requerido/Comprador, já
que o negócio havia sido concluído, pois o comprador já havia pago e a
transferência do veículo já havia sido concluída.

Ademais, o que existia entre o Autor/Vendedor e o golpista [seu


suposto primo] era uma relação de confiança, vejamos outro trecho da Ata Notarial:

Vejamos agora o trecho do que o Autor/Vendedor informou em seu


boletim de ocorrência:

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Novamente, reitera-se, o Autor/Vendedor foi por diversas vezes

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questionado se a pessoa de nome “Marco” era realmente seu primo, e o Autor insistiu na
mentira de que o estelionatário era seu parente e o dono do carro [conforme diálogos
acima] inclusive relatou isso no B.O.
Dizer que o Autor/Vendedor cumpriu o determinado pelo
ordenamento jurídico, atuando em conformidade com o princípio da boa-fé chega a ser
cômico.

E nesse sentido, é importante mencionar as contradições existentes


na peça exordial. Na inicial o Autor/Vendedor sustenta que quem faltou com a boa-fé foi
o Requerido/Comprador, nos seguintes termos:

As alegações do autor chegam a desafiar a inteligência do


Magistrado, pois algumas páginas antes, ele mesmo CONFESSA que o
Requerido/Comprador, desde o primeiro contato, estava o interrogando de forma incisiva,
vejamos:

O próprio Autor/Vendedor já expressa que o tempo todo foi alertado


[de forma incisiva] pelo Requerido/Comprador sobre as informações do veículo e do
vendedor, e agora sustenta que o Requerido/Comprador é que faltou com a verdade.

Cabe ressaltar que o comportamento do Autor/Vendedor em todos


os momentos é duvidoso, seja nas negociações, seja em relação à chave reserva que não
funcionava, seja em relação, até mesmo, ao pedido de gratuidade da justiça inautêntico
que fez ao Juízo, enquanto viajava pela Europa.

Em suma, tudo o que o Autor/Vendedor sustenta é controverso ou


suspeito, e por tais motivos é que a Tutela de Urgência foi revertida em sede recursal, pois

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mesmo em juízo cognitivo sumário já possível se verificar a probabilidade de que as teses

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e argumentos iniciais são inverídicos.

IX. DA VALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO

IX.I - DO OBJETO LÍCITO

Ao contrário do que sustenta o Autor, o negócio jurídico realizado


não é nulo. Isso porque, o objeto do contrato (veículo) não é ilícito, haja vista, que apesar
do Autor/Vendedor ter se aliado a um estelionatário [seu suposto primo], ao negociar o
bem PESSOALMENTE, o Autor/Vendedor assinou sem vício ou coação alguma [como
demonstrado no tópico IV] dois contratos de compra e venda e o DUT/CRV do veículo na
presença do Tabelião, não obstante, fez, a pedido verbal, comunicado de venda do veículo,
transferindo a propriedade do bem ao Requerido/Comprador.

Tendo o Autor realizado todos os atos da venda do veículo livre e


consciente, então questiona-se, onde está a ilicitude do objeto??? Não se verifica, pois ela
não existe. Nesse sentido, o art. 482. do Código Civil dispõe:

"A compra e venda, quando pura, considerar-se-á obrigatória e perfeita,


desde que as partes acordarem no objeto e no preço."

Portanto, os dispositivos invocados pelo autor na exordial [166, 167


e 169 do Código Civil], quanto a nulidade/anulabilidade do negócio e eventual ilicitude do
objeto, ao presente caso não se aplicam em hipótese alguma. Ademais, Leciona ZENO
VELOSO:
“O negócio, em si, não tem objeto ilícito, mas a nulidade é determinada
porque, no caso concreto, houve conluio das partes para alcançar um
fim ilegítimo e, eventualmente, criminoso. Por exemplo: vende-se um
automóvel para que seja utilizado num sequestro; empresta-se uma
arma para matar alguém; aluga-se uma casa para a exploração de VELOSO, Zeno. Invalidade do
lenocínio. A venda, o comodato e o aluguel não são negócios que negócio jurídico. 2. ed. Belo
contrariem o Direito, muito ao contrário, mas são fulminados de Horizonte: Del Rey, 2005. p.77.
nulidade, nos exemplos dados, porque o motivo determinante
deles, comum a ambas as partes , era ilícito"

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Para ser considerado objeto ilícito, o ordenamento jurídico exige

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que haja conluio entre os contratantes [seq.1.11 e 1.12] no fim ilícito, o que nunca
ocorreu no presente caso , pelo contrário, quem UNICAMENTE estava em conluio com o
criminoso era o Vendedor/Autor, e, não fosse a cautela do Requerido/Comprador, este é
que seria vítima de um golpe.

Ademais, somente com o fim de rebater as todas as mirabolantes


teses da exordial, no que tange ao objeto do contrato ou eventual nulidade, a situação
fática sequer se amolda ao conceito de negócio jurídico simulado, pois, em verdade, assim
como quando se transaciona objeto ilícito, a simulação exige acordo de vontades ENTRE
os contratantes para prejudicar um terceiro estranho ao contrato, e como visto, isso nunca
existiu, pois o Requerido/Comprador sempre exigiu do Autor/Vendedor as informações
corretas do veículo, o que arruína qualquer tese nesse sentido.

Nesse ponto, é importante mencionar que a licitude do objeto


contratual e sua consequente validade, no plano de existência, está intimamente ligada ao
princípio da boa-fé objetiva, como já mencionado anteriormente.

Não obstante, cumpre esclarecer que sob a ótica do Código Civil, as


condutas do Autor/Vendedor, ao invés de tornarem o objeto contratual ilícito, em verdade,
denotam comportamento ilícito, vejamos:

Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao


exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu
fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.”

Excelência, está mais do que nítido que o Autor/Vendedor não foi


nem probo e nem agiu de boa-fé, pois durante todo o período da venda sustentou que era
primo do estelionatário quando na verdade não era, bem como sustentou durante toda
venda que o veículo era do estelionatário, quando também não o era, sendo assim, nos
termos do Código Civil, o Autor/Vendedor comete ato ilícito.

De igual modo, o descumprimento do acordo firmado


exclusivamente entre o Autor/Vendedor e o “Marco Bmw” (suposto primo do Autor), por si
só, não tem o condão de ensejar a nulidade do negócio firmado entre o Autor/Vendedor e
Requerido/Comprador, pois este último fora celebrado com o PLENO conhecimento e
anuência de ambas as partes, conforme se observa dos contratos e DUT/CRV assinados.
Note-se que o autor sequer contesta este fato.

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29/07/2021: JUNTADA DE PETIÇÃO DE CONTESTAÇÃO. Arq: Contestação

Documento assinado digitalmente, conforme MP nº 2.200-2/2001, Lei nº 11.419/2006, resolução do Projudi, do TJPR/OE
Acerca disso, vejamos a jurisprudência:

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“Apelação. Compra e venda de veículo. Autor que se interessa por automóvel anunciado no
site OLX e mantém contato com indivíduo que se diz patrono do vendedor. Partes
interessadas que combinam encontro em shopping center desta Capital, local em que o bem
foi vistoriado e negociado. Réu que apresenta documento pessoal comprovando ser
proprietário do veículo, pedindo que o valor do negócio fosse transferido para conta
bancária indicada pelo advogado que intermediava a transação por aplicativo de mensagem.
Conta de titularidade de terceiro . Autor que tomou todas as cautelas para a concretização
do negócio, não sendo plausível para justificar sua desídia o simples fato do carro ser
negociado por valor inferior ao praticado no mercado. Aparente clonagem do anúncio que
sequer foi explorada pelo patrono do réu em contestação. Quadro probatório que revela,
senão conluio entre o vendedor e o suposto terceiro intermediador, absoluta falta de
cautela do réu vendedor ao aceitar receber o depósito do valor em conta de terceiro.
Sentença reformada. Recurso provido. (TJ-SP - AC: 10054217220198260006 SP 1005421-
72.2019.8.26.0006, Relator: Walter Exner, Data de Julgamento: 03/03/2021, 36ª Câmara de
Direito Privado, Data de Publicação: 03/03/2021)”

Requerer a nulidade de um negócio jurídico que agiu sempre em conluio com o


“golpista” é no mínimo ultrajante, já que na visão do ordenamento jurídico quem
cometeu ato ilícito é o próprio Autor/Vendedor.

Tecidas as devidas razões pelas quais não há qualquer nulidade ou


anulabilidade no negócio jurídico, já que que está contemplado pelos contratos celebrados
entre Autor e Requerido, em face da boa-fé do demandado, bem como da ausência de nexo
causal entre a sua conduta e o prejuízo suportado pelo Autor, não há que se falar em
rescisão/anulação do contrato, ou mesmo em condenação de restituição do veículo
validamente adquirido, de modo que a improcedência do pedido é medida que se impõe.

“Não resta evidenciada nos autos a responsabilidade do Réu


pela consecução da fraude, uma vez que não há qualquer
elemento apto a indicar que tenha agido em conluio com o
falsário, de forma a afastar a presunção de boa-fé que milita
a seu favor e motivar a anulação ou rescisão da compra e
STJ - AREsp: 1780235 DF venda. 4 - Evidenciada a boa-fé do Réu e verificando-se que
2020/0279038-6, Relator: Ministro
LUIS FELIPE SALOMÃO, Data de
o Autor não se utilizou das cautelas exigidas para a
Publicação: DJ 01/07/2021 consumação da compra e venda, permitindo, sem qualquer
tipo de coação ou violência, que falsário intermediasse o
negócio e lhe aplicasse o golpe, conclui-se que o infortúnio
decorreu de sua negligência (...)”

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IX.II - DA NÃO EXISTÊNCIA DE FRAUDE À LEI IMPERATIVA

Outro ponto a ser rebatido, é que o negócio não teve como objetivo
fraudar a lei imperativa.

O negócio jurídico realizado em fraude à lei imperativa é aquele que


é realizado afastando-se da incidência da legislação cogente, realizado de forma
diferenciada da permitida pela Lei.

“A previsão não se confunde com a ilicitude do


objeto. Isso porque, na fraude à lei, há uma
infringência obliqua ou indireta da norma proibitiva.
VELOSO, Zeno. Invalidade do
negócio jurídico. 2. ed. Belo
Horizonte: Del Rey, 2005. p.77.

Notadamente, a hipótese arguida não é a do presente caso, visto que


o Requerido/Comprador tomou todas as cautelas, conforme se observa nos contratos de
seq. 1.11 a 1.13, e tais instrumentos estão plenamente de acordo com a legislação vigente,
ademais, não há, por parte do Requerido/Comprador o intuito de ferir qualquer norma
jurídica, sendo esse um requisito OBRIGATÓRIO para que se configure a hipótese de
nulidade do art. 166, VI do CC.

Além do mais, a comunicação de venda e transferência da


propriedade do veículo foi feita da forma que determina a legislação vigente, portanto, o
negócio jurídico, no plano de existência, está revestido da legalidade, sendo que o fim a
que se destina, ao menos para o Requerido/Comprador nunca foi a fraude.
Nesse sentido, a jurisprudência do STJ em um caso idêntico:

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CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PRELIMINAR. INÉPCIA RECURSAL E OFENSA
AO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO C/C
OBRIGAÇÃO DE FAZER. COMPRA E VENDA DE AUTOMÓVEL. ANÚNCIO
VIRTUAL (OLX). INTERMEDIAÇÃO DE TERCEIRO. FRAUDE. NEGLIGÊNCIA
DO AUTOR. BOA-FÉ DO ADQUIRENTE. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO
CONFIGURAÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. (...) 2 - Caso concreto em que o
Autor, na condição de vendedor do veículo, e o Réu, na condição de
comprador, foram vítimas de golpe praticado a partir do anúncio de venda
do automóvel, veiculado na plataforma digital denominada OLX. 3 -Não
resta evidenciada nos autos a responsabilidade do Réu pela consecução
da fraude, uma vez que não há qualquer elemento apto a indicar que tenha
agido em conluio com o falsário, de forma a afastar a presunção de boa-
fé que milita a seu favor e motivar a anulação ou rescisão da compra e
venda. 4 - Evidenciada a boa-fé do Réu e verificando-se que o Autor não
se utilizou das cautelas exigidas para a consumação da compra e venda,
permitindo, sem qualquer tipo de coação ou violência, que falsário
intermediasse o negócio e lhe aplicasse o golpe, conclui-se que o
infortúnio decorreu de sua negligência (...) 4. Ante o exposto, nego
provimento ao agravo. Havendo nos autos prévia fixação de honorários de
advogado pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em
desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já arbitrado,
nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se
aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido
dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça.
Publique-se. (STJ - AREsp: 1780235 DF 2020/0279038-6, Relator: Ministro
LUIS FELIPE SALOMÃO, Data de Publicação: DJ 01/07/2021)

Ademais, é de conhecimento geral que a transferência da


propriedade de bens móveis se opera por meio de simples tradição, tendo a parte
Requerida, na hipótese sob exame, se desincumbido do ônus de prova da existência de
fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito invocado pelo Autor (art. 373, inciso II,
do CPC), razão pela qual o Requerido/Comprador de boa-fé não pode ser prejudicado com
o desfazimento do negócio e/ou o pagamento de quantia maior que a avençada e já
integralmente desembolsada.

Não obstante, é incontroversa a boa-fé do Requerido/Comprador,


verificando-se que o Autor/Vendedor é que não se utilizou das cautelas exigidas para a
consumação da compra e venda, permitindo, sem qualquer tipo de coação ou violência,
que falsário intermediasse o negócio e lhe aplicasse o golpe. Conclui-se que o infortúnio

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decorreu de sua própria negligência e do seu conluio com o estelionatário, como

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mencionado pelo Ministro Luis Felipe Salomão em julgamento IDÊNTICO.

Em que pese não se amolde à espécie legal a arguição aventada,


vale dizer que o único agente [dos contratos apresentados nos autos] que tinha algum
objetivo fraudulento, era o próprio Autor/Vendedor, que incrivelmente aceitou forjar
narrativas falsas, sustentando que era que era primo do estelionatário e que o bem não era
seu, o que também será provado por meio de prova testemunhal.

Reforçamos a dinâmica contratual havida entre as partes:

Veículo objeto dos Contratos

O contrato elaborado pelo


DUT/CRV Assinado na
Autor/Vendedor continha: a
presença do Tabelião,
qualificação completa das
com a indicação do valor
partes; a descrição completa O contrato elaborado pelo da venda do veículo.
do objeto e o valor do negócio Requerido/Comprador foi redigido na Posteriormente o
jurídico. O instrumento foi presença das partes, e indica: os Vendedor fez [a pedido
assinado na presença de um contratantes, a descrição completa do verba] a comunicação da
Tabelião (seq. 1.12). objeto, o valor do negócio jurídico e, venda do veículo ao
ainda, a indicação prestada pelo Tabelião (seq. 1.13)
Autor/Vendedor de qual conta deveria
ser depositado o pagamento. O
instrumento foi assinado na presença de
um Tabelião (seq. 1.11)

É oportuno expressar a linha temporal que os fatos se deram, para


que fique claro as intenções das partes.

O Requerido/Comprador, por diversas vezes, questionou o


Autor/Vendedor sobre as alegações de que o veículo só estava em seu nome para facilitar
a transferência, de que o carro era de seu primo [golpista]. Entretanto, vendo o Autor
assinar os contratos na frente do Tabelião, contratos que indicavam que os valores
deveriam serem depositados na conta de terceira pessoa, assinar do DUT/CRV do veículo,
o Requerido/Comprador sentiu confiança em efetuar o pagamento, foi então que pediu

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para sua esposa (Janaina Juk Galdino - presente no ato) transferir o valor para a conta

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indicada.

Logo após transferidos os R$ 40.000,00, o Autor/Vendedor conferiu


o valor transferido e procedeu a comunicação de venda do veículo, vejamos:

Note-se que o Comunicado de venda foi realizado 8 (oito) minutos após o


pagamento dos R$ 40.000,00, e a comunicação de venda só foi realizada pelo
Autor/Vendedor mediante a CONFERÊNCIA da operação financeira.

Feita a comunicação de venda, é que o “golpista” enviou o suposto


comprovante para o Autor/Vendedor, vejamos o horário na Ata Notarial (15:33h):

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Tudo numa sequência cronológica perfeita, o que reforça a

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evidência do conluio do Autor/Vendedor com o “Golpista”, pois sempre em comunicação
um com o outro, mesmo quando COMPRADOR e VENDEDOR estavam frente a frente em
Cartório diante do Tabelião.

X. DO VALOR DE MERCADO DO VEÍCULO

A respeito da tese do Autor/Vendedor quanto a compra e venda ter


sido extremamente vantajosa ao Requerido/Comprador, e que o valor do veículo estivesse
abaixo de seu valor de mercado, tal tese não se sustenta nem pelos elementos constantes
nos autos, quanto pelos elementos extrínsecos como precificação de mercado.
A título de esclarecimento e informativo ao Juízo, conforme
anúncios abaixo, verifica-se que é possível encontrar veículos, com características
semelhantes, por valores que se aproximam do valor do negócio jurídico presente,
conforme links abaixo:

https://sp.olx.com.br/sao-paulo-e-regiao/autos-e-pecas/carros-vans-e-utilitarios/bmw-320-
893745235

https://sp.olx.com.br/regiao-de-bauru-e-marilia/autos-e-pecas/carros-vans-e-utilitarios/bmw-
320-1-893193809

https://rj.olx.com.br/rio-de-janeiro-e-regiao/autos-e-pecas/carros-vans-e-utilitarios/vendo-ou-
troco-bmw-320-i-2008-blindada-troco-por-onix-ou-hb20-900382617

Não obstante, em que pese o Requerido/Comprador tenha adquirido


o veículo por valor abaixo da Tabela Fipe, o fez de boa-fé, com a plena ciência e
consentimento do Autor/Vendedor, que, inclusive, assinou dois contratos de compra e
venda do veículo e o DUT/CRV, todos os documentos indicavam o valor negociado.

O que na verdade ocorreu é que o Autor/Vendedor se aliou a um


estelionatário e confiou nele de forma cega. Após perceber que suas maquinações não
terminariam da forma que esperava, tenta expurgar sua culpa alegando que o responsável
pelo seu prejuízo é o Requerido/Comprador.

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Tanto é verdade que, o Requerido, além de pagar à vista o valor do

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veículo, o fez integralmente em conta indicada pelo próprio Autor/Vendedor, conforme
contrato de (seq.1.11), ocasião em que recebeu o bem diretamente do autor, que, inclusive,
preencheu o DUT e comunicou [a pedido verbal] a venda do bem no exato valor tratado nos
contratos.

O que o Autor/Vendedor pretende é que o judiciário seja


condescendente com sua falta de cautela e conivência em agir em conjunto com um
estelionatário.

Cabe ressaltar, que o Requerido com muito custo, à base de


empréstimos obteve os R$ 40.000,00 para aquisição de um carro que sempre foi seu sonho
(o que pode ser comprovado no tópico da origem dos valores).

Vale ainda mencionar que ao arguir a tese de que o veículo foi


adquirido abaixo do valor de mercado e que isso seria um fator de invalidade, novamente
a parte Autora incorre em “venire contra factum próprium”, haja vista que todos os
documentos dão conta de PROVAR que EXPRESSAMENTE concordou com o valor do
negócio jurídico, e agora traz tal fator como elemento de suposta invalidade, de modo
oposto ao primeiro comportamento, fato que, novamente, viola a boa-fé objetiva (art. 422,
CC).

DA ORIGEM DOS VALORES DO


XI. REQUERIDO/COMPRADOR

O Requerido/Comprador, mesmo sem precisar, mas somente no


intuito de realçar sua boa-fé, nos termos do art. 422 do CC, vem aos autos COMPROVAR A
ORIGEM DOS VALORES para a compra do veículo.

Como mencionado anteriormente, a maior parte dos valores é


proveniente do pagamento de sinistro de um veículo que possuía, a esse respeito, junta-
se aos autos os e-mails que comprovam que a convivente do Requerido/Comprador
(Janaína Juk Galdino) está como terceira no sinistro n° 204202011261221, do Bradesco
Seguros, vejamos o recorte:

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E assim, em 17/12/2020, o Bradesco Seguros realizou o pagamento
sinistro à Sra. Janaína Juk Galdino, convivente do Requerido/Comprador.

Com o dinheiro na conta da convivente, o Requerido iniciou a


pesquisa de veículos que poderia comprar.

No entanto, o valor não era o suficiente para comprar o veículo que


se negociava (R$ 40.000,00). Para isso, no dia das negociações pediu emprestado o
dinheiro para sua tia (Raquel) (R$ 10.000,00), que para ajudar a família a comprar o veículo,
prontamente transferiu o valor para a conta da convivente do Requerido/Comprador,
vejamos (extrato em anexo):

Realizada a compra do veículo, de forma a devolver o valor


emprestado à tia do Requerido/Comprador, a convivente Janaína Juk Galdino realizou um
EMPRÉSTIMO junto ao NU BANK, conforme contrato em anexo:

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O empréstimo foi realizado no dia 05/01/2021, no valor de R$
10.000,00 (dez mil reais) a serem pagos em 10 parcelas de R$ 1.305,42.

Após creditado o valor na conta da convivente do Requerido, o valor


foi prontamente devolvido à Tia Raquel.

Ou seja, as provam dão conta da origem dos valores, e ressaltam a


boa-fé do Requerido/Comprador, que nunca consentiu com qualquer golpe, diferentemente
do Autor/Vendedor, que a todo tempo conspirou para prejudicar o Requerido/Comprador,
e agora busca a chancela do judiciário para sua conduta débil.
Fato é que no presente momento o Requerido/Comprador e sua
convivente estão pagando um empréstimo e colocaram todo o valor do antigo veículo em
um negócio jurídico cujo Autor/Vendedor foi totalmente omisso, imprudente e negligente,
em manifesta conspiração com o estelionatário, e agora busca o apoio do Judiciário para
que este corrobore com sua má-fé.

Sendo assim, o Requerido/Comprador foi eficaz em comprovar a


origem lícita e de boa fé dos valores despendidos para a compra do veículo, corroborando
com todos os argumentos e provas carreadas que denotam sua probidade, lisura e boa-fé.

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DOS PEDIDOS E REQUERIMENTO FINAIS
XII.
Diante do exposto, requer se digne Vossa Excelência a, inicialmente, acolher a
preliminar arguida, no sentido de revogar o benefício da justiça gratuita
I concedida ao Autor, ante a manifesta e inequívocas falsas informações e
ocultação patrimonial do Autor;

II A total IMPROCEDÊNCIA TOTAL dos pedidos deduzidos na exordial;

A liberação do BLOQUEIO DE TRANSFERÊNCIA do veículo do


III Requerido/Proprietário;

Subsidiariamente, em caso seja julgado anulado o negócio jurídico, o que não se


espera, somente em homenagem ao princípio da eventualidade, requer que o Autor
seja compelido depositar a CAUÇÃO de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) somados
IV a todos os custos que o Requerido teve com o veículo, valores estes a serem
apurados em liquidação de sentença, a ser depositado em conta judicial, DE FORMA
PRÉVIA, pelo Autor/Vendedor, para garantir a efetividade da medida judicial;

Condenação do Autor ao pagamento das custas processuais e honorários


V sucumbenciais no importe mínimo de 20% do valor da causa;

Condenação do Autor ao pagamento de multa por litigância de má-fé, nos


VI termos da fundamentação e conforme artigo 81, do CPC;

Protesta o Autor provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em


VII direito, bem como a juntada de documentos, oitiva de testemunhas e outros que
se fizerem necessários, conforme as diretrizes do capítulo XII do CPC.

Curitiba, datado e assinado digitalmente

Cael Ferreira Felipe Borges


OAB/PR 103.058 OAB/PR 102.538

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