Introdução
A teoria celular é um dos conhecimentos fundamentais da biologia. Agora
universalmente aceita, a teoria celular afirma que todos os seres vivos são
compostos por células, a unidade estrutural e organizacional básica de todos os
organismos e que todas as células vêm de células preexistentes.
Não existe uma definição de vida universalmente aceita. Alguns biólogos
consideram entidades acelulares, como vírus, organismos vivos, e, portanto,
discordam razoavelmente do primeiro princípio.
Objectivo Geral:
Compreender os principais conceitos da Teoria Celular, incluindo a estrutura e
função das células, as fases do ciclo celular, a divisão celular (mitose), a
importância da diferenciação celular e o papel dos cromossomos e organelos no
processo de multiplicação celular.
Objectivos Específicos:
1. Explicar os postulados da Teoria Celular e sua importância para o
entendimento da biologia dos seres vivos.
2. Descrever as fases do ciclo celular, destacando o papel da interfase e da
mitose no crescimento e manutenção celular.
3. Investigar o processo de mitose, abordando suas fases (prófase, metáfase,
anáfase, telófase e citocinese) e sua relação com a formação de células
filhas geneticamente idênticas.
4. Analisar a importância da diferenciação celular no desenvolvimento de
organismos multicelulares e na formação de diferentes tipos celulares
especializados.
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Fundamentação téorica
História
Microscopia
A descoberta da célula só foi possível graças à invenção do microscópio. Durante
o século I d.C., os romanos produziam vidro e testavam diferentes tipos de vidro
transparente, descobrindo que certas lentes postas sob um objeto faziam-no
parecer maior.
As lentes foram popularizadas apenas por volta do ano 1280, na Itália,
com a invenção dos óculos, o que provavelmente levou ao uso mais amplo de
microscópios simples. Na época, começaram também as primeiras experiências
de combinação de lentes para aplicação em instrumentos de ampliação de
imagens, resultando na criação do primeiro microscópio composto (duas ou mais
lentes).
Microscópio de Robert Hooke
Em 1665, Robert Hooke usou um microscópio de cerca de 15 centímetros
de comprimento com duas lentes convexas dentro e examinou espécimes sob luz
refletida para as observações em seu livro Micrographia. Hooke também usou
um microscópio mais simples com uma única lente para examinar espécimes
com luz direta, o que permitia uma imagem mais clara.
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O aperfeiçoamento do microscópio é atribuído ao holandês Anton van
Leeuwenhoek que, em 1674, construiu um microscópio simples de lente única,
com capacidade de magnificação de cerca de 300 vezes do objeto analisado.
Os microscópios ópticos podem focar em objetos do tamanho de
um comprimento de onda ou maior, restringindo ainda as descobertas com
objetos menores do que os comprimentos de onda da luz visível. O
desenvolvimento do microscópio eletrônico na década de 1920 possibilitou a
visualização de objetos menores que comprimentos de onda ópticos, mais uma
vez abrindo novas possibilidades na ciência.
Descoberta das células
Desenho da estrutura da cortiça por Robert Hooke em Micrographia.
Em 1663, o cientista inglês Robert Hooke, utilizando um microscópio
rudimentar, observou uma fatia fina de cortiça, constatando que a cortiça era
formada por um grande número de cavidades preenchidas com ar. Dois anos
depois, Hooke publicou a obra Micrographia, onde descreveu as unidades
microscópicas observadas, cunhando o termo "célula", do latim cella, que
significa "pequeno aposento".
Hooke, no entanto, desconhecia a real estrutura e função das células, e o
que Hooke acreditava serem células, eram na verdade paredes celulares vazias de
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células vegetais mortas. Com os microscópios de baixa ampliação dessa época,
Hooke não conseguiu ver se havia outros componentes internos nas células que
ele observava, logo, suas observações de células não deram nenhuma indicação
do núcleo, nem de outras organelas encontradas na maioria das células vivas.
Outro cientista que realizou observações microscópicas de células
foi Anton van Leeuwenhoek em 1676. Ele fez uso de um microscópio com lentes
aprimoradas que podiam ampliar objetos em cerca de 300 vezes. Sob esses
microscópios, Leeuwenhoek observou organismos dotados de motilidade que
seriam, portanto, vivos.
Ele escreveu muitos outros artigos nos quais descreveu diferentes
microorganismos específicos, os quais chamou de "animálculos", o que incluía
protozoários e bactérias. Mesmo sem muita educação formal, realizou a primeira
descrição precisa dos glóbulos vermelhos e também observou pela primeira
vez espermatozoides.
Depois da descoberta, Leeuwenhoek percebeu que o processo de
fertilização requer o encontro do espermatozoide do óvulo. Isso pôs fim à teoria
anterior da geração espontânea. Depois de ler as cartas de Leeuwenhoek, Hooke
foi o primeiro a confirmar suas observações, consideradas improváveis por
outros contemporâneos.
Teoria celular
O crédito pelo desenvolvimento da teoria celular costuma ser dado a dois
cientistas: Theodor Schwann e Matthias Jakob Schleiden.
Em 1838, o botânico Matthias Jakob Schleiden sugeriu que cada elemento
estrutural das plantas é composto por células, ou o produto delas. No entanto,
Schleiden também sugeriu que as células eram produzidas por um processo de
cristalização dentro de outras células ou no exterior, o que foi refutado na década
de 1850, por Robert Remak, Rudolf Virchow e Albert Kolliker.
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Em 1839, o zoólogo alemão Theodor Schwann publicou a obra
Investigações Microscópicas sobre a Estrutura e Crescimento dos Animais e das
Plantas, onde sugeriu que todos os tecidos animais e vegetais são formados
células. Ele se baseou no fato da presença do núcleo em todos os tipos de células,
e na obediência a um processo básico comum de formação comandado pelo
núcleo.
As conclusões de Schleiden e Schwann são consideradas a formulação
oficial do que hoje é conhecido como "teoria celular". Este foi um grande avanço
no campo da biologia, uma vez que pouco se sabia sobre a estrutura animal até
este ponto em comparação com as plantas.
A partir dessas conclusões sobre plantas e animais, dois dos três princípios
da teoria celular foram postulados.
1. Todos os organismos vivos são compostos de uma ou mais células.
2. A célula é a unidade mais básica da vida.
Em 1855, o alemão Rudolf Virchow adicionou o terceiro princípio à teoria
celular. Ele resumiu esta ideia numa frase em latim: "Omnis cellula ex cellula",
que se traduz em:
3. Todas as células surgem apenas de células preexistentes.
Esse princípio já havia sido proposto em 1852 por Robert Remak, com
base em suas observações sobre a divisão celular. Foi sugerido que Virchow
plagiou Remak e não lhe deu os créditos. Uma vez que este princípio foi
adicionado, a teoria clássica da célula estava completa.
Teoria celular moderna
A teoria celular moderna adicionou vários pontos ao que tinha sido anteriormente
proposto por Schwann, Schleiden e Virchow. Assim, ela postula que:
Todos os seres vivos são formados por uma ou mais células;
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A célula é a unidade funcional e estrutural de todos os seres vivos;
Todas as células provêm de células preexistentes, através da divisão
celular;
As células contêm as informações de hereditariedade (DNA), que são
transmitidas de célula a célula;
Todas as células têm basicamente a mesma composição química;[15]
Todo o fluxo de energia da vida (metabolismo e bioquímica) ocorre
dentro das células.
Importância
A teoria celular, foi uma das mais importantes generalizações da história
da biologia. Ficou claro que, apesar das diferenças quanto à forma e função,
todos os seres vivos têm em comum o facto de serem formados por células.
Portanto, para a plena compreensão do fenómeno da vida, é preciso conhecer as
células.
Tipos de células
As células podem ser subdivididas nas seguintes subcategorias:
Células procarióticas
Procariontes possuem células relativamente pequenas rodeadas por uma
membrana plasmática, com uma parede celular característica que pode diferir em
composição dependendo do organismo específico, possuem também cromatina e
ribossomos. Podem possuir flagelos e cílios para locomoção. Os procariotos não
têm um núcleo circunscrito por carioteca, sendo essa a principal diferença para
células eucariontes. Não possuem organelas membranosas, tais como Complexo
de Golgi e Retículo Endoplasmático.
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Célula procariótica
Células eucarióticas
As células eucarióticas também são circundadas por uma membrana
plasmática, mas, por outro lado, possuem núcleos delimitados por um envelope
nuclear. As células eucarióticas contêm organelas membranosas, como
(mitocôndrias, cloroplastos, lisossomos, retículo
endoplasmático, vacúolos, Retículo endoplasmático liso e rugoso e Complexo de
Golgi ). As células eucariontes estão presentes em protozoários, animais e
vegetais.
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Célula eucariótica animal
Ciclo celular
Ciclo celular corresponde aos processos que ocorrem na célula após seu
surgimento até o seu processo de divisão celular, o qual dará origem a duas
células. Durante esse período, a célula passa por diversos processos, como
crescimento celular, multiplicação de seu material genético e divisão celular. O
tempo de duração do ciclo celular varia entre os diferentes tipos de célula e é
dividido em duas fases: interfase e mitose.
Fases do ciclo celular
O ciclo celular é constituído por duas fases, interfase e mitose.
1 - Interfase
Durante um tempo, acreditava-se que nada acontecia na célula entre o surgimento
da célula e sua divisão. No entanto, nessa fase, a célula encontra-se em intensa
atividade metabólica, sendo observado também o seu crescimento.
A interfase é a fase mais longa do ciclo celular e dividi-se em três estapas: G1,
S e G2.
G1: nessa etapa, conhecida como “primeiro intervalo”, ocorre a síntese de
proteínas e RNA. O tempo de duração dela é o mais variável entre os
diferentes tipos celulares;
S: nessa etapa, conhecida como “síntese”, ocorre a divisão do material
genético. Essa é a fase mais longa da interfase;
G2: nessa etapa, conhecida como “segundo intervalo”, ocorre a síntese
de proteínas, como a tubulina, que formará os microtúbulos do fuso
mitótico, e RNA. No entanto, isso acontece em menor quantidade do que
na etapa G1. O período de duração dessa etapa é proporcional ao da G1.
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É importante destacar que durante todas as etapas da interfase estarão
ocorrendo a síntese de proteínas e a produção das estruturas celulares. Algumas
células não passam pelo processo de divisão celular, diz-se, então, que essas
células permanecem em uma etapa G1 prolongada ou etapa G0.
O ciclo celular pode ser dividido em duas grandes fases: a interfase e a mitose (divisão da
célula).
2 - Mitose
Após o período de crescimento celular e preparação para a divisão celular, que
ocorre durante a interfase, a célula, enfim, divide-se em uma fase denominada
mitose. Na mitose ocorre a formação de duas células-filhas idênticas à célula
parental. A mitose divide-se em cinco etapas: prófase, prometáfase, metáfase,
anáfase e telófase.
• Prófase: nessa etapa os cromossomos já se apresentam duplicados
como cromátides-irmãs, unidas pelos centrômero e ao longo de seus braços;
ocorre a condensação da cromatina e ela torna-se mais visível ao microscópio
óptico; inicia-se a formação do fuso mitótico (composto por microtúbulos e
centrossomos); e, ao final dela, os nucléolos desaparecem.
• Prometáfase: nessa etapa, os cromossomos tornam-se mais condensados; os
centrossomos deslocam-se para os polos das células; ocorre a fragmentação do
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envelope nuclear; e cada cromatina apresentará um cinetocoro (estrutura proteica
presente no centrômero).
• Metáfase: nessa etapa, os cromossomos posicionam-se no plano equatorial da
célula (placa metafásica) com as cromátides-irmãs ainda unidas pelos
centrômeros; é nela que os cromossomos atingem seu grau máximo de
condensação.
• Anáfase: nessa etapa, as cromátides-imãs separam-se; os cromossomos-filhos
liberados deslocam-se para extremidades opostas da célula; a célula alonga-se; as
duas extremidades da célula passam a apresentar conjuntos duplicados e
equivalentes de cromossomos.
• Telófase: nessa etapa, ocorre a formação dos núcleos celulares e seus
envoltórios; os nucléolos reaparecem; os microtúbulos do fuso desaparecem; e os
cromossomos tornam-se menos condensados. Ao final dela, a mitose está
completa.
A mitose é um tipo de divisão celular responsável por gerar duas células-filhas idênticas à
parental.
Com as duas últimas fases da mitose ocorre a citocinese, que se encerra após a
telófase, completando a divisão. Na citocinese ocorre a divisão do citoplasma.
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Em células animais, esse processo é caracterizado pela formação do sulco de
clivagem, dividindo a célula em duas.
Já em células vegetais, não há formação do sulco de clivagem e a
citocinese caracteriza-se pelo aparecimento de uma camada, denominada lamela
média, junto à qual as membranas celulares são formadas. A lamela média
mantém unidas, na região equatorial da célula, as paredes primárias de células
adjacentes.
Controle do ciclo celular
O ciclo celular apresenta mecanismos de controle que regulam seus
processos, como a síntese de proteínas e a divisão celular. Esses mecanismos são
de extrema importância, pois a proliferação descontrolada das células, por
exemplo, pode resultar na formação de tumores.
Os mecanismos de controle do ciclo celular atuam como um sistema de
liga/desliga, de forma que o próximo evento inicia-se com o término do evento
anterior do ciclo celular. Na maioria das células eucarióticas, esses mecanismos
atuam nos chamados pontos de verificação, ou pontos de transição reguladora.
Existem três pontos principais, como veremos a seguir:
Primeiro ponto de verificação ou ponto de restrição: é ao final da fase
G1 e impede a continuação do ciclo quando as condições não são
adequadas.
Ponto de verificação G2/M: desencadeia os eventos mitóticos que levam
ao alinhamento dos cromossomos na placa metafásica.
Terceiro ponto de verificação: é a transição entre metáfase e anáfase, na
qual ocorre a estimulação para a separação das cromátides-irmãs, levando,
assim, à conclusão da mitose e à realização da citocinese.
O início do evento seguinte do ciclo só é ativado se não são detectados
problemas intra ou extracelulares.
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Divisão Celular
A divisão celular é o processo pelo qual uma célula mãe se divide para formar
duas células filhas. Existem dois tipos principais de divisão celular:
1. Mitose: Resulta em duas células filhas idênticas, com o mesmo número de
cromossomos da célula mãe. É comum em células somáticas e no
crescimento e reparo do organismo.
2. Meiose: É uma divisão especial que ocorre nas células germinativas
(óvulos e espermatozoides), resultando em células com metade do número
de cromossomos da célula original. Esse processo é fundamental para a
reprodução sexual.
Importância da Diferenciação Celular
A diferenciação celular é o processo pelo qual as células se tornam
especializadas para realizar funções específicas no organismo. Esse processo é
crucial para o desenvolvimento de organismos multicelulares, pois permite que
as células adquiram diferentes formas e funções, como células musculares,
nervosas e sanguíneas, por exemplo.
A diferenciação é fundamental para o funcionamento adequado dos
tecidos e órgãos, pois células especializadas desempenham papéis vitais que
células indiferenciadas não podem executar. Além disso, a capacidade de
diferenciação está envolvida no processo de desenvolvimento embrionário, na
regeneração de tecidos e na formação de células do sistema imune.
Período de Interfase
O período de interfase é a fase do ciclo celular que prepara a célula para
a divisão. Embora não seja visível sob o microscópio como a mitose, a interfase é
a fase mais longa do ciclo celular e compreende três subfases: G1, S e G2.
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Durante a interfase, a célula passa por várias etapas de crescimento, replicação de
DNA e preparação para a mitose. O núcleo está visível e o material genético
(cromatina) é descondensado. O DNA da célula é copiado de forma que, quando
a célula se dividir, cada célula filha receba uma cópia exata do material genético.
Núcleo Interfásico
O núcleo interfásico é o núcleo da célula durante a interfase. Nesse
estágio, o núcleo não está se dividindo, e o material genético está na forma de
cromatina, uma substância fibrosa. O nucléolo, que é responsável pela produção
de ribossomos, é visível dentro do núcleo. O núcleo interfásico se mantém
intacto até a fase final da mitose, quando o envelope nuclear começa a se
desintegrar para permitir a segregação dos cromossomos.
Fase de Mitose
A mitose é a fase do ciclo celular onde a célula se divide em duas células
filhas geneticamente idênticas. A mitose é essencial para o crescimento,
desenvolvimento, reparo e renovação celular. Durante a mitose, o material
genético é distribuído igualmente entre as duas células filhas. As fases da mitose
incluem prófase, metáfase, anáfase, telófase e citocinese.
Cromossomos e Centríolos
Cromossomos: São estruturas que carregam a informação genética.
Durante a mitose, os cromossomos se condensam e se tornam visíveis.
Cada cromossomo é composto por duas cromátides irmãs unidas pelo
centrômero. Cada célula humana possui 46 cromossomos, organizados em
23 pares.
Centriolos: São organelos celulares responsáveis pela organização do
fuso mitótico durante a divisão celular. Eles ajudam na separação dos
cromossomos, orientando os microtúbulos que puxam as cromátides irmãs
para os polos opostos da célula.
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Microscópio de Transmissão
O microscópio de transmissão (MET) é um tipo de microscópio eletrônico que
permite a visualização de estruturas celulares em detalhes ultraestruturais. Ele é
fundamental para observar os componentes internos das células, como o núcleo,
mitocôndrias, ribossomos e outros organelos, bem como a mitose e a cromatina.
O MET funciona através de um feixe de elétrons que atravessa uma
amostra em uma câmara de vácuo, sendo captado por um detector que cria uma
imagem. Isso permite observar componentes celulares como mitocôndrias,
retículo endoplasmático e ribossomos. Sua principal aplicação na biologia celular
é na análise da mitose e meioses, além de ser crucial no estudo de terapias
genéticas e vírus.
Embora tenha muitas vantagens, o MET apresenta limitações, como a
necessidade de amostras finas e a complexidade do equipamento, que exige
especialistas para operá-lo. Além disso, as imagens geradas são em preto e
branco, embora técnicas adicionais como coloração eletrônica possam melhorar a
visualização.
Em resumo, o MET é essencial para a biologia celular, proporcionando detalhes
precisos sobre a estrutura e função das células, sendo indispensável para avanços
científicos, apesar de seus custos e desafios técnicos.
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Conclusão
A teoria celular e os processos de ciclo celular e divisão celular são
essenciais para o entendimento da biologia dos seres vivos. A célula é a unidade
fundamental da vida, e os processos de mitose e diferenciação celular garantem o
crescimento, a reprodução e a manutenção da homeostase nos organismos
multicelulares. O uso de tecnologias como o microscópio de transmissão tem
sido crucial para a exploração das estruturas celulares e para avanços na medicina
e biotecnologia.
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