★ SILVA, A.M.S. Integrada unidade I, Odontologia. Aracaju/SE. 2019.
INTEGRADA I UNIDADE
Sumário
1. Periodontia
Planejamento clínico integrado……………………………………………..………..1
2. Endodontia
Retratamento endodôntico …………………………………………………………...4
3. Dentística
Clareamento dental ……………………………...……………………………………..9
Periodontia
➢ Visão multidisciplinar
➢ Diagnóstico, prognóstico e plano de tratamento
➢ Boa previsibilidade do tratamento
➢ Atender às expectativas estéticas e funcionais do paciente
Planejamento clínico integrado
Visa estabelecer o planejamento de uma reabilitação bucal, a ordem de preferência da
terapêutica e a seleção de um plano de tratamento global adequado às condições
socioeconômicas da comunidade.
● Planejar um tratamento na clínica odontológica requer, a quem executar,
conhecimento de todas as áreas da odontologia- desenvolver função, estética e
saúde.
● Sucesso no tratamento- executar um exame clínico completo do paciente a qual
abranja anamnese, exame físico (intra e extra-oral) e exames radiográficos para
conseguir chegar a um diagnóstico.
● O paciente é um ser único com suas características e particularidades- deve ser
visto de forma integral
● O atendimento integrado é muito difícil de ser planejado, porém é muito importante,
pois norteia o tratamento do paciente.
Planejamento integrado segue 3 fases:
Anamnese; exame físico (exame clínico) e radiográfico; diagnóstico.
1. Fase inicial (preparatória) terapia associada à causa, tem como objetivo controlar e
interromper a progressão da doença.
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2. Fase de terapia adicional (reabilitação) Terapia corretiva tem como objetivo
restabelecer a função e a estética
3. Fase de terapia de suporte (manutenção) Terapia de manutenção, tem como
objetivo prevenir a recorrência da doença.
Terapia inicial (preparatória)
● Resolver urgências
● controlar a dor
● controlar infecções agudas (ex: abscessos)
● Tratamento de traumatismo
● adequação do meio bucal (eliminar ou reduzir fatores responsáveis pela progressão
da doença) (perio, endo, dentística _ quando é fator de risco.
Adequação do meio bucal
- motivar o paciente a combater a doença (informação ao paciente)
- Instruir o paciente sobre as técnicas apropriadas de higiene oral (métodos de
controle de placa aplicados pelo paciente
- Remover fatores adicionais de retenção de placa, tais como lesões ativas de cárie,
margens saliente de restaurações, coroas mal-adaptadas etc…
- Procedimentos periodontais básicos
- Planejamentos periodontais
- Procedimentos cirúrgicos de exodontias (tirar restos radiculares)
- planejamento endodôntico (tratamento de bio e necropulpectomia).
Terapia adicional reabilitação)
● Dentística
-restaurações diretas e indiretas
● Tratamento ortodôntico ou pequenas movimentações dentárias
● Prótese
- Próteses fixas: Adesivas e coroas unitárias
- Próteses Removíveis: Total ou parcial
- Placas de mordida (avaliando a oclusão do paciente)
● Tratamento periodontal (cirúrgico)
Terapia de suporte (controle e manutenção)
- Procedimentos terapêuticos para que os pacientes , por meio de esforços próprios,
possam controlar a doença
- O objetivo de uma fase de manutenção é a preservação contínua da saúde bucal,
obtida como resultado das outras fases de tratamento
- Estabilização da saúde bucal- programas de rechamadas periódicas - AS
rechamadas são baseadas nos riscos individuais de cada paciente, sendo
intervalos de 3-4 meses ou 3-6 meses.
● Avaliação do risco no paciente
● Avaliação do risco dentário
● Avaliação do risco no sítio
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Consulta de rechamada
1. Exames, reavaliação e diagnóstico
Atualizar dados de saúde geral do paciente
Realizar exames extra e intra-oral para detectar qualquer anormalidade
Avaliar os fatores de riscos
Realizar radiografias convencionais dos sítios necessários
2. Motivação, reinstrução
Motivação do paciente a adequada higiene oral RAPCR
3. Tratamento dos sítios reinfectados (voltar pra terapia básica)
Sítios individuais, reinfectados e com supuração.
Periograma das áreas que foram tratadas
4. Polimento de toda a dentição, aplicação de flúor e determinação da futura TPS
terapia periapical de suporte (C e M) controle e manutenção
Polimento de toda a dentição para remoção de todos os depósitos moles
remanescentes e pigmentos;
fluorterapia
Baseado nos riscos do paciente, determinar a nova visita da TPS (C e
M). *45 dias reavaliação do periograma.
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Endodontia (cap 17, ou 18 causas do fracasso do retratamento em endodontia, Lopes
e Siqueira)
(Peguei do livro)
O tratamento endodôntico de dentes com polpas vitais ou irreversivelmente inflamadas são medidas profiláticas
. Nesses casos a necrose e infecção são geralmente limitados a uma pequena porção da polpa coronária,
enquanto as outras estruturas estão livres de infecção. O objetivo do tratamento endodôntico é prevenir a
disseminação apical da inflamação, por meio da remoção da polpa e obturação do espaço do canal radicular.
Por outro lado, nos casos de polpas necrosadas e infectadas ou em casos de retratamento de dentes com lesão
perirradicular, uma infecção intrarradicular já está estabelecida e, consequentemente as medidas terapêuticas,
devem visar a eliminação da microbiana.
Princípios das reparação
Classificado em regeneração e cicatrização.
● Regeneração- restituição completa do tecido
● Cicatrização- restauração de algumas estruturas originais por um tecido de neoformação
Fases: hemostasia, inflamação, proliferação e remodelação do tecido ou resolução
A necessidade de resolução de da inflamação crônica antes da reparação tecidual ajuda a explicar porque a
cura, após a cirurgia perirradicular ou a extração, geralmente é mais rápida do que o tratamento endodôntico
não cirúrgico, pois no tratamento endodôntico não cirúrgico existe o envolvimento de vários tecidos distintos que
da conversão de uma condição patológica de tecido cronicamente inflamado, o que pode envolver até mesmo a
proliferação epitelial anormal (granulomas epiteliais e cistos) para condições normais e saudáveis. Outra
condição que deixa mais lento o processo de cicatrização incluem a irritação de baixa intensidade causada pela
utilização de cimentos obturadores e bactérias residuais que não causam doença, pela quantidade, mas são
suficientes para causar retardo na reparação.
Lesões perirradiculares são reparadas da periferia para o centro.
O insucesso endodôntico, na maioria das vezes, resulta de falhas técnicas, que impossibilita a conclusão
adequada dos procedimentos intracanais voltados para o controle e a prevenção da infecção endodôntica.
Todavia, existem casos em que o tratamento segue os padrões mais elevados que norteiam a Endodontia e,
ainda assim, resultam em fracasso. Evidências científicas indicam que o fracasso da terapia endodôntica nos
casos de canais tratados adequadamente está associado a fatores de ordem microbiana, caracterizando uma
infecção intrarradicular e/ou extrarradicular, que não foi eliminada ou controlada pelos procedimentos
intracanais.
*Quando já tem tratamento, o diagnóstico é : tratamento endodôntico prévio.
*Lima 15 para patência deve ser tipo K
Movimento de patência, ¼ de volta para os lados e pequenos retrocessos
Lima para patência manual:
C PILOT
C plus
Hi 5
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O retratamento endodôntico é um procedimento realizado em um dente que recebe
uma tentativa anterior de tratamento definitivo que resultou em uma condição que
requer um novo tratamento endodôntico adicional
para obtenção de um resultado bem sucedido.
As lesões perirradiculares podem ser:
● Persistente-> Tratamento executado
(persistiram apesar do tratamento)
● Emergente-> Pós tratamento (estavam
ausentes e se desenvolveram após o tratamento)
● Recorrente-> Reapareceram tardiamente após
o reparo (lesão desapareceu e voltou) _ uma
cicatriz óssea pode confundir
Causas de exodontias em dentes tratados endodonticamente:
>Dentes não restauráveis<
Endo não terminada (lesões perirradiculares pós-tratamento correspondem a cerca de 10%dos casos )
Infecção primária (canais ainda não tratados) é mista= Gram-positivas e
Gram-negativas, predominantemente anaeróbias estritas.
Fatores microbianos
➔ infecção na porção apical causa insucesso: mesmo nos casos em que os canais,
aparentemente, foram tratados de forma adequada.
➔ Capacidade de sobrevivência-> escassez de nutrientes como canais obturados, e
proliferar novamente quando uma fonte sustentável de substrato for restabelecida.
➔ acesso aos tecidos perirradiculares (fluidos): selamento apical insatisfatório (infecção
extrarradicular) A forma mais comum de infecção extrarradicular é o abscesso perirradicular agudo,
caracterizado por inflamação purulenta nos tecidos perirradiculares em resposta a uma saída maciça
de bactérias patogênicas do canal radicular.
➔ Patogenicidade
➔ Número suficiente
Microbiota diferente da infecção primária
● Infecção primária: mista = Bactérias Gram-positivas e Gram-negativas,
predominantemente anaeróbias estritas.
● Infecção persistente (associada a fracassos): Monoinfecção - Gram positivos.
É como uma infecção mista com menor diversidade (menos espécies) que as infecções primárias,
sendo compostas principalmente por bactérias Gram-positivas e sem um predomínio aparente de
anaeróbios estritos ou facultativos.
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Fatores microbianos
Microbiota resistente ao tratamento endodôntico
● Enterococcus faecalis (encontrada em 90% das reinfecções )
HCL é o padrão ouro da medicação intracanal, porém essa bactéria reduz o PH
do meio o que impede o funcionamento do HCL.
*Além disso, tem sido demonstrado que o E. faecalis pode invadir túbulos dentinários, onde pode se
abrigar e resistir aos efeitos do preparo químico-mecânico e da irrigação.
-> clorexidina
gel 2% ou iodoform é uma opção.
● Fungos - Candida (têm sido detectadas em dentes com canais tratados em até 18% dos casos.
Fungos podem ter acesso a canais radiculares através de contaminação, durante a terapia endodôntica
(infecção secundária), ou eles podem proliferar após procedimentos antimicrobianos intracanal
ineficientes, os quais causam um desequilíbrio na microbiota endodôntica primária dominada por
bactérias. Candida albicans é a espécie de fungo mais comumente detectada nos casos de fracasso.
Esta espécie tem várias propriedades que podem estar envolvidas na persistência após o tratamento,
incluindo a capacidade de colonizar e invadir dentina e a resistência ao hidróxido de cálcio.
● Actinomyces radicidentis (antibiótico sozinho não resolve) principais bactérias
implicadas nas infecções extrarradiculares independentes ( aquela que não é mais mantida pela
infecção intrarradicular e pode persistir mesmo depois da erradicação desta última pelo tratamento) são
espécies do gênero Actinomyces e a espécie Propionibacterium propionicum, causando uma entidade
patológica denominada actinomicose perirradicular. São resistentes à fagocitose
Fatores inerentes ao tratamento endodôntico:
Mecânicos
- Sobreinstrumentação e sobreobturação - diminuem o índice de sucesso -
Toxicidade- materiais biocompatíveis não induzem ou perpetuam lesão periapical -
Fracasso ocorre por presença de infecção:
● selamento apical insatisfatório
● percolação de fluidos é substrato para microrganismos
- Qualidade da obturação
● falta de densidade da obturação= espaço para crescimento bacteriano
● quanto menor a densidade, maior a probabilidade de insucesso
Sobreinstrumentação - raspas de dentina infectada ( Em casos de dentes despolpados, com
necrose e infecção pulpar, tal evento faz com que raspas de dentina infectadas sejam projetadas para o interior
da lesão perirradicular. Nesta situação, os microrganismos são protegidos fisicamente dos mecanismos de
defesa do hospedeiro e têm o potencial de sobreviver no interior da lesão e, assim, perpetuá-la)
Sobreobturação: está relacionado com a presença de uma infecção concomitante, selamento apical
insatisfatório, percolação de fluidos teciduais para o interior do sistema de canais radiculares, os quais, sendo
ricos em proteínas e glicoproteínas, podem suprir substrato para microrganismos residuais que sobreviveram
aos efeitos dos procedimentos intracanais. Restabelecida a fonte nutricional, tais microrganismos podem
proliferar e atingir números compatíveis com a indução ou manutenção de uma lesão perirradicular )
Subinstrumentação e subobturação= infecção
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Químicos
- material obturador (corpo estranho, apresentam algum grau de citotoxicidade antes de
endurecerem mas não mantém inflamação)
- Medicação intracanal-> biocompatibilidade
- Substâncias irrigadoras
Selamento coronário
● Extrema relevância no resultado do tratamento endodôntico
● Menos de 7 dias exposto não precisa retratar
Critérios para determinação do sucesso da terapia
endodôntica: - clínico - radiográfico - histológico
Clínico e radiográfico:
● Sem evidência de sintomas subjetivos
● Ausência de sintomas à percussão e palpação
● Ausência de edema ou fístula
● Sem sinais de infecção
● Ausência de doença periodontal
● Mobilidade normal
● Função na arcada
● ELP (espaço do ligamento. perio) normal ou espessamento insignificante ●
Eliminação de rarefação (lesão) perirradicular prévia
● Lâmina dura normal
● Ausência de reabsorção
Histológico:
● Sem presença de inflamação( Em estudos nos casos com condições perirradiculares normais na
radiografia, ainda foi possível observar inflamação moderada ou severa no tecido conjuntivo apical. No
entanto, nestes casos, a presença de células inflamatórias pareceu ser limitada ao tecido residual na
porção apical, sem envolvimento do compartimento perirradicular)
Indicações de retratamento:
● Infiltração coronária (não restauração) Uma restauração coronária adequada é importante
não só para substituir a estrutura dentária perdida e restaurar a função e estética, mas também para
proteger e isolar o canal radicular desinfetado e obturado de bactérias presentes na cavidade oral,
ajudando a evitar a reinfecção.
● Insucesso no tratamento anterior
● Razões preventivas (colocação de novas coroas ou pinos)
Insucesso da terapia endodôntica
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Retratamento não cirúrgico (primeira opção) x retratamento cirúrgico (A cirurgia
perirradicular não é a solução para corrigir os fracassos endodônticos, mas sim uma complementação da terapia
endodôntica, quando há falhas seguidas)
Retratamento não cirúrgico:
● Acesso ao canal
● Localização e situações anatômica do dente
● envolvimento com peças protéticas (custos)
● Qualidade do tratamento endodôntico
● Envolvimento periodontal
RETRATAMENTO ENDODÔNTICO (peguei do livro)
O retratamento endodôntico envolve etapas distintas, ou seja:
1. Remoção da restauração coronária
2. Remoção de retentores intrarradiculares
3. Remoção do material obturador do canal radicular (esvaziamento)
4. Reinstrumentação do canal radicular
5. Medicação intracanal
6. Obturação do canal radicular
*O retratamento endodôntico pode ser indicado:
● Quando um exame radiográfico revelar obturação endodôntica inadequada de um canal
radicular;
● Quando uma nova restauração protética do dente se faz necessária, mesmo não havendo
manifestação clínica radiográfica de insucesso, o retratamento do canal deve ser realizado; ●
Quando o exame clínico revelar exposição da obturação do canal radicular ao meio bucal por um
longo período;
● Quando o exame clínico do dente tratado endodonticamente revelar: persistência de
sintomas objetivos; desconforto a percussão e a palpação; fístula ou edema; mobilidade;
impossibilidade de mastigação;
● Quando observamos no exame radiográfico de um dente tratado endodonticamente: presença
de rarefações ósseas em áreas perirradiculares previamente inexistentes, incluindo
rarefações laterais; espaço do ligamento periodontal aumentado, maior que 2 mm; ausência
de reparo ósseo em uma reabsorção perirradicular; aumento de uma área radiotransparente;
não formação de nova lâmina dura; evidência de progressão de uma reabsorção radicular.
● O retratamento também deve ser indicado para os dentes que serão submetidos à cirurgia
perirradicular, nos casos em que o canal radicular se apresenta inadequadamente
instrumentado e obturado. A obturação retrógrada, realizada em canais deficientemente
obturados, por si só não é fator de sucesso cirúrgico. O retratamento endodôntico pode ser
realizado via convencional (coroa-ápice) ou através da loja cirúrgica (retroinstrumentação e
retrobturação).
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Dentística
Clareamento dental
As técnicas podem ser aplicadas em dentes vitais e não-vitais, baseiam-se na aplicação de
agentes químicos que, por uma reação de oxidação, removem pigmentos orgânicos dos
dentes.
Indicados para dentes isolados ou em grupo que apresentem:
● coloração amarelada ou escura
● dentes manchados ou escurecidos pela deposição de corantes provenientes da
dieta, fumo, entre outros fatores
● manchamento MODERADO por tetraciclina
● alteração de cor por traumatismo
● escurecimento por perda parcial de esmalte pela idade (desgaste fisiológico)
● fluorose
● escurecidos por necrose pulpar
● alteração intrínseca de cor por doença sistêmica como: sarampo, febre reumática,
porfiria congênita, eritroblastose fetal e escarlatina.
*O dente escuro é assim visualizado em função de uma maior absorção de luz provocada pela presença de
cadeias moleculares longas e complexas no interior da estrutura dental. Já o dente com coloração normal
apresenta uma absorção de luz menor, gerando a percepção ótica de uma superfície mais clara devido a uma
maior reflexão da luz.
No mínimo 4 sessões (é um protocolo)
Classificação das manchas
Extrínsecas
Intrínsecas (endógenas / exógenas)
Tipos de manchas e seus tratamentos
● Amelogênese - Tratamento restaurador
● Hipoplasia - Clareamento e tratamento restaurador
● Dentinogênese imperfeita- Tratamento restaurador *Alterações de estrutura dental
não tem jeito com clareamento
● Fluorose dental - microabrasão- quando superficial, quando profunda- desgaste e
restauração) a depender, antes se faz a microabrasão depois clareamento ●
Alteração por tetraciclina - a depender do grau reverte com clareamento - Grau 1 ou
leve - Responde bem ao clareamento
- Grau 2 ou moderada- Responde bem ao clareamento mas exige mais tempo -
Grau 3 ou severa - Não responde bem ao clareamento, tratamento restaurador. -
Grau 4 ou muito severo- Tratamento restaurador
● Traumatismo (hemorragia interna ou necrose pulpar) - clareamento
Hemorragia intensa em biopulpectomia, com lavagem .
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Agentes Redutores (não usados na odontologia)
Agentes Oxidantes (Usados na odontologia)
Peróxido de hidrogênio x peróxido de carbamida
Os agentes clareadores, baseados em soluções de peróxidos, possuem um baixo peso molecular e
uma capacidade de desnaturar proteínas, aumentando, assim, o movimento de íons através da
estrutura dental. Por serem fortes agentes oxidantes, essas substâncias reagem com as
macromoléculas responsáveis pelos pigmentos. Por um processo de oxidação, os materiais
orgânicos são eventualmente convertidos em dióxido de carbono e em água, removendo, os
pigmentos da estrutura dentária por difusão.
Peróxido de carbamida (associação de peróxido de hidrogênio e uréia) Liberação de
ureia- anticariogênico e eleva o Ph da boca - para ser usado em moldeira Mecanismo
de ação varia de acordo com a %
Exemplo de distribuição dos componentes de PC:
● 10%- 3,6% de peróxido em H2 e 6,4% e ureia
● 15%- 5,4% de peróxido em h2 e 9,6% de ureia
Peróxido de h2 se degrada em O2 e água e a ureia se degrada em amônia e dióxido de
carbono. A ureia neutraliza o PH do meio e a amônia facilita a penetração do oxigênio.
● Peróxido de Carbamida +carbopol (aumenta a permanência do gel clareador em contato com
os dentes)
- Aumenta a espessura
- Aderência aos tecidos
- Liberação de oxigênio prolongada (2 a 3 h) possibilitando seu uso noturno ●
Peróxido de Carbamida Sem carbopol
- Liberação total em menos de 1 hora
Observações aleatórias da aula:
● Os clareadores tem indicação de acordo com a % , quando mais alta menos tempo,
e vice e versa
● Não se aquece o produto mais, pq danifica o dente.
● Laser não clareia, o ácido sim
laser é utilizado para reduzir sensibilidade
● A reação química, acontece do mesmo jeito sem uso de recursos que esquentam
● Ponto de saturação- onde de máximo clareamento
● ponto crítico- o ganho é < que a perda estrutural
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Clareamento exógeno _ Clareamento dental externo - na vestibular
● Out office autoadministrado (opção do paciente) 3ª opção do dentista ●
In office _ em consultório (1 opção)
● Conjugado (2 opção)
Peróxido de hidrogênio e de carbamida
Clareamento exógeno
● Dentes despolpados e dentes polpados
● dentes com alteração de cor distribuídos na coroa
● Alteração por tetraciclina (leve ou moderada)
● Alteração pela idade - tom amarelado
Prognóstico incerto
● pigmentação nas cores azul, marrom e cinza
● tetraciclina grau 3 e 4
Contra-indicação
1. dentes com sensibilidade
2. comprometimento pulpar
3. lesão de erosão abfração…
4. Pacientes jovens
5. Restaurações inadequadas
6. Paciente com problemas periodontais
7. Xerostômico (caseiro)
8. Fumantes
● Utilizar antes e depois dessensibilizante ou flúor
● 3 sessões de 15 min, suga, espera 5’ e vai pra próxima
Sequência
1. profilaxia
2. escolha de cor (faz foto)
3. proteção dos tecidos moles com vaselina
4. Isolamento absoluto com amarrias - ou com barreira gengival 2 a 3 mm da margem
gengival
5. cobertura com o agente clareador
6. aplicação de flúor fosfato acidulado incolor a 1,23%-4 min
7. Repetir de 5 a 7 dias de 3 a 4 sessões
8. Na última aplicação, faz-se polimento da superfície do esmalte e aplica-se fluor
*dessensibilizante 2% consultório de 7 a 10 min , casa 0,2%
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Caseiro :
Essa técnica inclui a utilização de moldeira plástica transparente, confeccionada pelo
dentista, o que possibilita a aplicação do agente clareador pelo paciente em casa, SEMPRE
COM A SUPERVISÃO DO PROFISSIONAL.
Agentes clareadores mais empregados:
● Peróxido de Carbamida : 10, 11, 16, 20, 22% no máximo
● Peróxido de Hidrogênio : 4, 6, 7 ½ e 10 %
Aplicação Caseira
1ª Sessão
1. anamnese
2. Registro de cor
3. análise do sorriso (saber a partir de qual dente precisa clarear)
4. Moldagem (modelo e moldeira individual)
2ª Sessão orientação
1. Higienização (antes de usar, não pode ser pasta para dentes sensíveis, escovar
sem pasta)
2. 1 a 2 gotas do gel na moldeira
levar a boca e remover excessos com cotonete ou ponta do dedo
Carbamida 10 a 22 %- usar de 2 a 4 horas (durante o dia ou noite - 1 vez
apenas) Hidrogênio 3,5 a 9,5% - usar por 1 hora (2 vezes ao dia)
3. Não escovar depois do produto
4. usar dessensibilizante (0,2%) ou enxaguante bucal
Contra-indicação (técnica caseira)
● Mulheres grávidas (co-carcinogênico)
● Mulheres em período de amamentação
● Pacientes com estado de saúde bucal desfavorável
● Pacientes portadores de lesões que sugerem pré-malignidade (co-carcinogênico)
**Depois que clareou- restaurações somente após 15 dias ***
Efeitos adversos
● Queimaduras, papila garganta , palato, esofago
● hipertrofia das papilas linguais
● diminuição da microdureza do esmalte
● alterações estruturais em esmalte
● aumento da friabilidade do esmalte
● possível efeito co-carcinogênico do peróxido de carbamida
● diminuição da força de união das restaurações ao dente
● sensibilidade à variação térmica
Cuidados pós ope e durante
● fumo (abolido)
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● comidas com corante (abolido, enxaguar a boca depois e pronto)
● alimentos ácidos e erosivos
● não usar agentes abrasivos
● batom ( não entrar em contato com os dentes por muito tempo)
Considerações clínicas
● Explicar os prós e contras do tratamento
● probabilidade de insucesso
● necessidade de novas aplicações ao longo dos anos
● escolha do tratamento caseiro deve ser do paciente e não do profissional
● controle semanal
com cálcio, deixa o ph neutro e dura mais tempo a aplicação 40 min , aplicação única
Clareamento dental interno
● Para dentes desvitalizados
● duração máxima de 4 semanas
● intervalos de 5 a 7 dias
● Imediato- pero de hidro 20% por 30 minutos
● Mediato- perborato de sódio
● Mista- utilização dos dois meios
Se faz condicionamento ácido dentro da câmara pulpar, para limpeza os túbulos dentinários
Ao término o paciente fica 2 (14 / 15 dias) semanas em casa com hidróxido de cálcio Pa, e
uma restauração provisória, quando ele voltar faz a definitiva, e deve-se trocar o selado
por conta da contaminação.
Coloca-se o selamento dentro do dente vedando a guta e a dentina proximal que não tem
cobertura de esmalte, o ionômero deve ser colocado em rampa, 2mm abaixo da junção
cemento esmalte e sobe mais um pouco nas proximais aproximadamente 4 mm de
espessura, colocar cimento de hidróxido de cálcio pasta a pasta cobrindo a guta percha.