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Controle e Avaliação em Projetos Públicos

O controle é um processo administrativo que avalia se os objetivos da empresa estão sendo alcançados, envolvendo quatro etapas: estabelecimento de padrões, monitoramento do desempenho, comparação de resultados e medidas corretivas. Existem três tipos de controle com base no momento em que ocorrem: preventivo (antes da atividade), simultâneo (durante a atividade) e posterior (após a atividade). Cada tipo de controle possui características e funções específicas que ajudam na gestão e melhoria contínua dos processos organizacionais.
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Controle e Avaliação em Projetos Públicos

O controle é um processo administrativo que avalia se os objetivos da empresa estão sendo alcançados, envolvendo quatro etapas: estabelecimento de padrões, monitoramento do desempenho, comparação de resultados e medidas corretivas. Existem três tipos de controle com base no momento em que ocorrem: preventivo (antes da atividade), simultâneo (durante a atividade) e posterior (após a atividade). Cada tipo de controle possui características e funções específicas que ajudam na gestão e melhoria contínua dos processos organizacionais.
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Aula 13 - Prof Rodrigo

Rennó
EMBRAPA (400002144 - Analista - Área
Transferência de Tecnologia e
Comunicação - Subárea: Gestão de
Projetos) Conhecimentos Específicos -
Autor:
2024 (Pós-Edital)
Antonio Daud, Ricardo
Campanario, Rodrigo Rennó,
Stefan Fantini, Equipe Legislação
Específica Estratégia Concursos
07 de Janeiro de 2025

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Índice
1) Conceito de Controle
..............................................................................................................................................................................................3

2) Momento do Controle
..............................................................................................................................................................................................7

3) Conceito de Eficácia, Eficácia e Efetividade Aplicados à Administração Pública


..............................................................................................................................................................................................
14

4) Variáveis dos Indicadores


..............................................................................................................................................................................................
25

5) Qualidade dos Indicadores


..............................................................................................................................................................................................
27

6) Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs)


..............................................................................................................................................................................................
32

7) Indicadores SMART
..............................................................................................................................................................................................
36

8) Avaliação de Programas e Projetos Governamentais


..............................................................................................................................................................................................
40

9) Coleta, Análise e Interpretação de Info. Quanti e Qualitativas para Avaliação de Programas Govername
..............................................................................................................................................................................................
50

10) O Fator Humano no Processo de Controle


..............................................................................................................................................................................................
59

11) Questões Comentadas - Avaliação e Controle - Cebraspe


..............................................................................................................................................................................................
65

12) Questões Comentadas - Avaliação e Controle - FCC


..............................................................................................................................................................................................
91

13) Questões Comentadas - Avaliação e Controle - FGV


..............................................................................................................................................................................................
111

14) Questões Comentadas - Avaliação e Controle - Outras Bancas


..............................................................................................................................................................................................
131

15) Questões Comentadas - Avaliação e Controle - Vunesp


..............................................................................................................................................................................................
138

16) Lista de Questões - Avaliação e Controle - Cebraspe


..............................................................................................................................................................................................
148

17) Lista de Questões - Avaliação e Controle - FCC


..............................................................................................................................................................................................
158

18) Lista de Questões - Avaliação e Controle - FGV


..............................................................................................................................................................................................
171

19) Lista de Questões - Avaliação e Controle - Outras Bancas


..............................................................................................................................................................................................
184

20) Lista de Questões - Avaliação e Controle - Vunesp


..............................................................................................................................................................................................
189

2
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CONCEITO DE CONTROLE
O controle é o processo administrativo que busca avaliar se os objetivos estão ou não sendo atingidos pela
empresa. Através do monitoramento dos resultados e sua comparação com os resultados esperados ou
planejados, podemos propor ações corretivas ou aprender com o que funcionou.
O processo de controle, de acordo com Maximiano, pode ser definido assim1:
“O processo de controle consiste em fazer a comparação e em tomar a decisão de confirmar ou
modificar os objetivos e os recursos empregados em sua realização”.
Sem um sistema eficaz de controle, o gestor não tem condições de tomar as decisões necessárias. Como
decidir se não temos dados sobre o que está ocorrendo?
Imagine se você tivesse que dirigir um carro com uma venda nos olhos. O resultado provavelmente não seria
muito positivo para você, não é verdade?
De nada valeria um excelente planejamento estratégico, por exemplo, se o controle não existisse ou
funcionasse de modo frágil. Além disso, o controle permite que a instituição aprenda com seus erros e
acertos.
O sistema de controle lhe fornece, assim, um modo de monitorar os efeitos das decisões e ações tomadas e
comparar com o que fora planejado anteriormente2.
Ele é feito tanto no nível estratégico (que abrange toda a organização), bem como no nível tático e no
operacional.
Quase todas as atividades, naturalmente, terão algum tipo de desvio (sejam desvios positivos ou negativos).
Entretanto, uma avaliação dos motivos que levaram ao desvio também é importante para que a organização
esteja sempre melhorando seus processos de trabalho.
O processo de controle é formado por quatro etapas: o estabelecimento dos padrões (qual é o resultado
esperado), o monitoramento do desempenho (coleta dos dados), a comparação com o planejado, e a tomada
de ações corretivas (quando necessário).
Abaixo, podemos ver cada etapa deste processo3:

1
(Maximiniano, 1995)
2
(Rennó, 2013)
3
(Sobral & Peci, 2008)

3
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Estabelecimento dos padrões


•Definição dos resultados esperados da tarefa ou atividade.

Monitoramento do desempenho
•Basicamente é um trabalho de coleta de informações. Determinamos
o quê vai ser medido, como iremos medir (fontes de informação) e
quando iremos medir e com que frequência.

Comparação do resultado com o padrão


•análise dos resultados reais em comparação com o objetivo
previamente estabelecido.

Medidas corretivas
•Aprender com os erros e corrigí-los ou entender o que deu certo e
padronizar.

Figura 1 – Etapas do Processo de Controle

(TRE-TO - ANALISTA) O monitoramento das atividades dos colaboradores da organização, com


vistas ao atendimento das metas estabelecidas, corresponde à atividade típica da função de
administração denominada
(A) controle.
(B) organização.
(C) direção.
(D) liderança.
(E) planejamento.
Comentários:

4
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Como vimos acima, o controle é o processo administrativo que busca avaliar se os objetivos estão ou
não sendo atingidos pela empresa.
Através do monitoramento dos resultados e sua comparação com os resultados esperados ou
planejados, podemos propor ações corretivas ou aprender com o que funcionou.
Gabarito: letra A

(TRE-SP – ANALISTA) Uma das atividades próprias do administrador é a que diz respeito ao controle,
no bojo da qual se insere:
(A) medir e corrigir o desempenho de subordinados para assegurar que os objetivos e metas da
organização sejam atingidos.
(B) fixação de critérios de avaliação do desempenho individual de cada colaborador em função dos
resultados almejados. ==2c89c3==

(C) o denominado ajuste espontâneo, que corresponde ao alinhamento da ação às circunstâncias


ambientais.
(D) estabelecimento de metas de curto, médio e longo prazo e a verificação do correspondente
cumprimento.
(E) apenas medidas de natureza estritamente financeira, em especial contenção de gastos e revisão
de estratégias voltadas para a busca da eficiência.
Comentários:
A letra A está mesmo correta. O processo de controle envolve a medição dos resultados e a eventual
proposta de medidas corretivas.
A letra B está incorreta, pois essa fixação de critérios costuma ocorrer no planejamento, não no
processo de controle. No caso da letra C, o controle não é somente espontâneo, mas é principalmente
planejado.
A letra D está também equivocada, pois estabelecer metas está relacionado ao processo de
planejamento. Finalmente, o processo de controle não atua somente em medidas de natureza
financeira, mas também de materiais, pessoal, qualidade, dentre diversas outras.
Gabarito: letra A

5
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RESUMO

Conceito de Controle

O controle é o processo administrativo que busca avaliar se os objetivos estão ou não sendo
atingidos pela empresa.
O sistema de controle lhe fornece, assim, um modo de monitorar os efeitos das decisões e
ações tomadas e comparar com o que fora planejado anteriormente
O processo de controle é formado por quatro etapas:
• Estabelecimento dos padrões: Definição dos resultados esperados da tarefa ou
atividade;
• Monitoramento do desempenho: Basicamente é um trabalho de coleta de
informações. Determinamos o que vai ser medido, como iremos medir (fontes de
informação) e quando iremos medir e com que frequência;
• Comparação do resultado com o padrão: análise dos resultados reais em
comparação com o objetivo previamente estabelecido.
• Medidas corretivas: Aprender com os erros e corrigi-los ou entender o que deu certo
e padronizar.

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MOMENTO DO CONTROLE
Uma das classificações que mais são cobradas em provas de concurso está relacionada com o tempo em que
o controle ocorre. O processo de controle pode acontecer antes do que a atividade, de modo simultâneo e
após a atividade ter sido encerrada.
Assim sendo, seriam três os tipos de controle de acordo com o seu “momento”: o controle preventivo (prévio
ou “ex-ante”), o controle simultâneo e o controle posterior ou “ex-post”.
O primeiro tipo é o controle prévio. Este controle preventivo tem como objetivo a identificação e a
prevenção dos problemas antes que eles efetivamente ocorreram 1. Funciona, portanto, como um tipo de
controle proativo, pois busca evitar que os problemas aconteçam.
Como a atividade ainda nem começou, este tipo de controle visa verificar se os recursos e máquinas de uma
empresa, por exemplo, estão em bom estado para que a atividade possa iniciar.
Quando um avião está sendo vistoriado antes de levantar voo em um aeroporto, este tipo de controle está
sendo efetuado. Se algo aparentar estar errado, o avião não poderá decolar.
Já o controle simultâneo ocorre ao mesmo tempo em que a atividade está acontecendo. Como exemplo,
teríamos o trabalho de supervisão de uma equipe.
Com a evolução das tecnologias de informação, hoje é possível o controle em tempo real de diversas
atividades. O trabalho de rastreamento de uma carga, como ocorre com os trens e navios modernos, não
deixa de ser um processo de controle deste transporte.
Este tipo de controle já seria um tipo controle reativo2. Outro controle que não consegue mais evitar o
resultado negativo seria o controle “ex-post” ou posterior. Alguns autores ainda o chamam de controle por
feedback.
Esse controle posterior busca avaliar qual foi o desempenho de uma atividade após esta ter acontecido. Com
estes dados, podemos propor correções no processo ou atividade, de modo que os erros sejam sanados.

Controle "ex- Controle "ex-


ante" ou post" ou
preventivo posterior

Controle
simultâneo

Figura 1 - Tipos de Controle de acordo com o momento

1
(Daft, 2005)
2
(Sobral & Peci, 2008)

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Outra classificação muito semelhante a esta é a de Leonardo Secchi 3. Para ele, a avaliação de Políticas
Públicas pode se distinguir entre a avaliação ex-ante (anterior a implementação), a avaliação ex-post ou
somativa (posterior a avaliação) e a avaliação in itinere, também conhecida como avaliação formativa ou
monitoramento, que ocorre durante o processo de implementação para fins de ajustes imediatos4.
Podemos ver abaixo as principais características dos tipos de controle, de acordo com Sobral e Peci 5:

Tipos Características Exemplos

- Antecipa os problemas - Testes de seleção de recursos humanos


Preventivo - É proativo - Programas de manutenção preventiva
- Enfoca os insumos - Inspeção de matérias-primas

- Supervisão direta dos trabalhadores


- Corrige problemas à
medida que ocorrem - Controles estatísticos de processo
Simultâneo produtivo
- É reativo
- Auditorias de natureza operacional
- Enfoca os processos
realizadas pelos Tribunais de Contas

- Inspeção de qualidade dos bens


- Corrige problemas depois
de ocorrerem - Avaliação de desempenho
Posterior
- Enfoca os resultados - Análise das prestações de contas pelos
Tribunais de Contas

Tabela 1: Tipos de Controle. Adaptado de: (Sobral & Peci, 2008)

(TJPA - ANALISTA) A avaliação de resultados, de natureza ex-ante, visa aferir a efetividade do


programa ou projeto avaliado.
Comentários:
Naturalmente, não podemos saber se um programa foi efetivo (se produziu os impactos desejados)
antes dele ter sido executado, não é mesmo? A avaliação ex-ante ocorre antes do programa ou projeto
ser executado e busca verificar sua viabilidade.

3
(Secchi, 2010)
4
(Costa e Castanhar, 2003) apud (Secchi, 2010)
5
(Sobral & Peci, 2008)

8
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Gabarito: errada

(CODEBA – TÉCNICO) Controle é a geração e o uso de informações relativas às atividades


organizacionais. Existem diversos tipos de controle, classificados por sincronismo temporal. Cada tipo
de controle apresenta funções e características únicas.
Assinale a opção que apresenta o conjunto de características ligadas ao controle do tipo simultâneo.
(A) Corrige os problemas depois que ocorrem e tem foco nos resultados.
(B) Corrige os problemas à medida que ocorrem e tem foco nos processos.
(C) Corrige os problemas à medida que ocorrem e tem foco nos insumos.
(D) Corrige os problemas à medida que ocorrem e tem foco nos resultados.
(E) Corrige os problemas depois que ocorrem e tem foco nos insumos.
Comentários:
Como vemos acima, o controle simultâneo ocorre na medida da execução das tarefas e enfoca os
processos.
Gabarito: letra B

Controle Estratégico, Tático e Operacional

O controle é executado em todos os níveis hierárquicos da organização (estratégico, tático e operacional).


Só que, naturalmente, o foco de cada um destes tipos de controle é diferente.
O controle estratégico (também chamado de controle institucional ou controle organizacional) está voltado
para mensurar se a organização está atingindo seus objetivos estratégicos. Visa informar a cúpula da
empresa e facilitar a tomada de decisão.
Já o controle tático (ou gerencial e departamental) está voltado para medir os resultados do departamento.
Produz informações especializadas e facilita a tomada de decisão dos gerentes de cada área.
Finalmente, o controle operacional avalia o modo pelo qual as tarefas e atividades estão sendo
desenvolvidas. É utilizado pelos administradores, com um foco no curto prazo.
Podemos assim resumir o que foi explicado até aqui:

Tipo de Controle Descrição

Voltado para mensurar se a organização está atingindo seus objetivos


estratégicos.
Estratégico Aborda aspectos da organização como um todo e sua relação com o ambiente
externo.
Foco no longo prazo.

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Voltado para medir os resultados do departamento.


Tático Aborda aspectos do setor e sua relação com os demais departamentos.
Foco no médio prazo.

Mede como as tarefas e atividades estão sendo desenvolvidas.


Operacional
Foco no curto prazo.

Outras Classificações de Controle

Uma classificação importante dos tipos de controle se dá pelo órgão que o exerce e o aspecto da atividade
administrativa a ser controlado: controle administrativo, controle legislativo e controle judicial.
O controle administrativo é um tipo de controle interno. Ele é efetuado através da capacidade que a
Administração Pública tem de autotutela.
Assim, sempre que a Administração buscar corrigir ou alterar seus próprios atos administrativos estará
exercendo este tipo de controle, um autocontrole. Os meios de controle administrativo podem ser
classificados em: supervisão ministerial e o controle hierárquico.
Já o controle legislativo é efetuado pelo próprio parlamento e por seus órgãos auxiliares (como o TCU, no
caso da União). Este controle pode ser dividido em dois tipos: o controle político e o controle financeiro.
No caso do controle judicial, este é efetuado pelo Poder Judiciário no exercício de sua função principal – a
jurisdicional. O Brasil não adota o modelo francês, de contencioso administrativo. Desta maneira, o Judiciário
é o “ponto final” das causas.
Outro tipo de classificação de controle se dá pela origem do órgão controlador: controle interno e controle
externo. O controle interno ocorre quando o órgão que exerce o controle está inserido no mesmo poder do
órgão fiscalizado.
É o que ocorre quando a CGU, por exemplo, fiscaliza o Ministério da Defesa. É um órgão do Poder Executivo
controlando outro órgão do Poder Executivo Federal.
Já o controle externo ocorre quando existe um controle por parte de um órgão de um poder sobre algum
órgão do outro poder. É o caso da fiscalização do TCU (Poder Legislativo) sobre o mesmo Ministério da Defesa
(Poder Executivo).
Finalmente, temos a classificação em relação à iniciativa ou modo de instauração: controle de ofício ou “ex
offício” e controle “provocado” ou por provocação.
O controle de ofício é o controle executado pela própria administração quando exerce o poder de autotutela.
Já o controle “provocado” é instaurado por terceiros quando entram com recursos, quando fazem petições,
requerem informações, dentre outros instrumentos utilizados.
De acordo com Chiavenato, existem sete características do controle6:

6
(Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010)

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Características Descrição

O controle deve apoiar planos estratégicos e focalizar as


Orientação estratégica
atividades essenciais que fazem a real diferença para a
para resultados
organização.

O controle deve apoiar o processo de tomada de decisões


Compreensão apresentando dados em termos compreensíveis. O controle
deve evitar relatórios complicados e estatísticas enganosas.

O controle deve indicar os desvios rapidamente, por meio de


Orientação rápida para as uma visão panorâmica sobre onde as variações estão
exceções ocorrendo e o que deve ser feito para corrigi-las
==2c89c3==

adequadamente.

O controle deve proporcionar um julgamento individual e que


Flexibilidade possa ser modificado para adaptar-se a novas circunstâncias
e situações.

O controle deve proporcionar confiabilidade, boa


Autocontrole
comunicação e participação entre as pessoas envolvidas.

O controle deve enfatizar o desenvolvimento, a mudança e a


Natureza positiva melhoria. Deve alavancar a iniciativa das pessoas e minimizar
o papel da penalidade e das punições.

O controle deve ser imparcial e acurado para todos. Deve ser


Clareza e objetividade respeitado como um propósito fundamental a melhoria do
desempenho.

(FUNPRESP-EXE – ANALISTA) Orientação estratégica para resultados, flexibilidade, clareza e


objetividade são características do controle organizacional.
Comentários:
De acordo com Chiavenato, existem sete características do controle: orientação estratégica para
resultados; compreensão; orientação rápida para exceções; flexibilidade; autocontrole; natureza
positiva e clareza e objetividade.
Gabarito: correta

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RESUMO

Momento do Controle

O processo de controle pode acontecer antes do que a atividade, de modo simultâneo e após
a atividade ter sido encerrada.
Assim sendo, seriam três os tipos de controle de acordo com o seu “momento”: o controle
preventivo (prévio ou “ex-ante”), o controle simultâneo e o controle posterior ou “ex-post”.

Tipos Características Exemplos

- Antecipa os problemas - Testes de seleção de recursos humanos


Preventivo - É proativo - Programas de manutenção preventiva
- Enfoca os insumos - Inspeção de matérias-primas

- Supervisão direta dos trabalhadores


- Corrige problemas à
medida que ocorrem - Controles estatísticos de processo
Simultâneo produtivo
- É reativo
- Auditorias de natureza operacional
- Enfoca os processos
realizadas pelos Tribunais de Contas

- Inspeção de qualidade dos bens


- Corrige problemas depois
de ocorrerem - Avaliação de desempenho
Posterior
- Enfoca os resultados - Análise das prestações de contas pelos
Tribunais de Contas

Outras Classificações de Controle

• Controle administrativo é um tipo de controle interno. Ele é efetuado através da


capacidade que a Administração Pública tem de autotutela .
• Controle legislativo é efetuado pelo próprio parlamento e por seus órgãos auxiliares
(como o TCU, no caso da União). Este controle pode ser dividido em dois tipos: o controle
político e o controle financeiro.
• Controle judicial, este é efetuado pelo Poder Judiciário no exercício de sua função
principal – a jurisdicional. O Brasil não adota o modelo francês, de contencioso
administrativo. Desta maneira, o Judiciário é o “ponto final” das causas .
• Controle interno ocorre quando o órgão que exerce o controle está inserido no mesmo
Poder do órgão fiscalizado.
• Controle externo ocorre quando existe um controle por parte de um órgão de um poder
sobre algum órgão do outro poder.

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• Controle de ofício é o controle executado pela própria administração quando exerce o


poder de autotutela.
• Controle “provocado” é instaurado por terceiros quando entram com recursos, quando
fazem petições, requerem informações, dentre outros instrumentos utilizados.
De acordo com Chiavenato, existem sete características do controle:

Características Descrição

Orientação
O controle deve apoiar planos estratégicos e focalizar as atividades
estratégica para
resultados essenciais que fazem a real diferença para a organização.

O controle deve apoiar o processo de tomada de decisões


Compreensão apresentando dados em termos compreensíveis. O controle deve
evitar relatórios complicados e estatísticas enganosas.

O controle deve indicar os desvios rapidamente, por meio de uma


Orientação rápida
visão panorâmica sobre onde as variações estão ocorrendo e o que
para as exceções
deve ser feito para corrigi-las adequadamente.

O controle deve proporcionar um julgamento individual e que possa


Flexibilidade
ser modificado para adaptar-se a novas circunstâncias e situações.

O controle deve proporcionar confiabilidade, boa comunicação e


Autocontrole
participação entre as pessoas envolvidas.

O controle deve enfatizar o desenvolvimento, a mudança e a melhoria.


Natureza positiva Deve alavancar a iniciativa das pessoas e minimizar o papel da
penalidade e das punições.

O controle deve ser imparcial e acurado para todos. Deve ser


Clareza e
respeitado como um propósito fundamental a melhoria do
objetividade
desempenho.

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CONCEITOS DE EFICIÊNCIA, EFICÁCIA E EFETIVIDADE APLICADOS À


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Neste tópico, vamos aprofundar os conhecimentos sobre os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade,
que são temas dos mais “batidos” em provas de concursos.
Eficiência se relaciona com o uso dos recursos que temos disponíveis para atingir nossos objetivos. Portanto,
quando falamos que alguém foi eficiente é porque utilizou os recursos que tinha de forma adequada 1.
Seria então a maneira como fazemos algo buscando atingir um objetivo! Lembre-se de que estes recursos
podem ser vários, como o tempo, as pessoas, o dinheiro, as matérias-primas, etc.
Eficácia é fazer a coisa certa! O conceito é relacionado não com a utilização dos recursos, mas se atingimos
realmente o objetivo que traçamos.
Por exemplo, se Maria planejou fazer uma viagem de carro de Belo Horizonte a Brasília e levou três dias para
chegar, dizemos que ela foi eficaz (atingiu o objetivo de chegar a Brasília), mas não foi eficiente (levou muito
mais tempo – recurso - que seria normalmente necessário).
Se Maria tivesse levado sete horas, mas ao invés de Brasília tivesse chegado ao Rio de Janeiro, teria sido
eficiente (sua viagem durou o tempo planejado), mas ineficaz (não atingiu o objetivo).
A Efetividade refere-se ao impacto das ações! Como a execução de um programa pode ou não alterar uma
realidade2.
Imagine que a prefeitura de sua cidade deseja diminuir a mortalidade infantil. Buscando atingir este objetivo,
a prefeitura comprou 10 mil vacinas para poder imunizar o mesmo número de crianças do município no ano
de 2010, tendo em vista este objetivo de reduzir a mortalidade.
Se no final do programa todas as 10 mil crianças do município foram vacinadas, o programa foi eficiente
(utilizou de forma adequada os recursos, como vacinas, médicos, etc.) e eficaz (as crianças foram vacinadas
como planejado).
Para sabermos se o programa foi efetivo, teremos de pesquisar se realmente a mortalidade infantil foi
reduzida, pois pode ser que a vacina não seja a adequada, ou que na verdade a causa das mortes seja outro
problema, etc.
Cabe aqui lembrar que este conceito de efetividade é muito importante, pois muitas das ações do Estado
devem ser planejadas e executadas tendo em mente mudar alguma realidade, como a pobreza extrema, as
desigualdades regionais ou a evasão escolar.
Portanto, o objetivo em mente não deve ser construir escolas, mas melhorar o nível escolar dos alunos.
Desse modo, medir a efetividade de cada ação ajudará a planejar as ações futuras do Estado para combater
os problemas da sociedade.

Vamos ver um vídeo sobre esse tema?

1
(Chiavenato, Administração Geral e Pública, 2008)
2
(Robbins & Coulter, 1998)

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Aula 13 - Prof Rodrigo Rennó

https://goo.gl/vey2jG

Uso de controles e indicadores de produtividade

Para que possamos saber como as organizações estão cumprindo, ou não, seu papel, nós precisamos de
indicadores. Estes são como “termômetros” que nos permitem avaliar como a instituição está se saindo na
realidade.
O conceito de indicador costuma ser definido pela literatura de modo semelhante. Para Ferreira, Cassiolato
e Gonzales3,
“O indicador é uma medida, de ordem quantitativa ou qualitativa, dotada de significado particular e utilizada para organizar
e captar as informações relevantes dos elementos que compõem o objeto da observação. É um recurso metodológico que
informa empiricamente sobre a evolução do aspecto observado”.
Assim, os indicadores são medidas que ajudam a compreensão sobre o funcionamento de uma atividade ou
processo da empresa. De acordo com a Rua 4:
“De uma maneira simplificada, os indicadores são medidas que representam ou quantificam um insumo, um resultado, uma
característica ou o desempenho de um processo, de um serviço, de um produto ou da organização como um todo.”

De acordo com o Ministério do Planejamento, os componentes básicos de um indicador são 5:


✓ Medida: grandeza qualitativa ou quantitativa que permite classificar as características, resultados e
consequências dos produtos, processos ou sistemas;
✓ Fórmula: padrão matemático que expressa à forma de realização do cálculo;
✓ Índice (número): valor de um indicador em determinado momento;
✓ Padrão de comparação: índice arbitrário e aceitável para uma avaliação comparativa de padrão de
cumprimento; e
✓ Meta: índice (número) orientado por um indicador em relação a um padrão de comparação a ser
alcançado durante certo período.
Todo dia nós ouvimos falar de indicadores. Quando um repórter diz na televisão que a taxa de mortalidade
infantil caiu em alguma região, por exemplo, está utilizando um indicador.
Deste modo, a utilização de indicadores facilita muito a tomada de decisões de um gestor. Através destas
medidas, podemos identificar os problemas, onde os gargalos do processo estão localizados, como a
organização tem evoluído no tempo, dentre outras informações.
Os indicadores que utilizamos são chamados de indicadores de desempenho. Eles são divididos em
indicadores de esforços e indicadores de resultados. Sem indicadores de desempenho, não conseguimos
medir. E sem medir, não conseguimos gerenciar6.

3
(Ferreira et Al, 2009) apud (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de
Planejamento e Investimentos Estratégicos - SPI, 2010)
4
(Rua)
5
(Ministério do Planejamento, 2009)
6
(Souza, Said, Kock, Malachias, & Lapa, 2009)

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Esforços Resultados Desempenho

Figura 1 – Indicadores de Desempenho

Os indicadores buscam medir diversos aspectos do funcionamento de uma organização, bem como das ações
governamentais. Assim, devemos conhecer estes aspectos ou dimensões, entre as quais se destacam:
eficiência, eficácia, efetividade, economicidade, excelência e execução.
Estas seis categorias básicas de indicadores de desempenho são divididas pelo Gespública entre dois grupos,
resultado e esforço7:

7
(Ministério do Planejamento, 2009)

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Eficiência Eficácia Efetividade

•é a relação entre os •é a quantidade e •são os impactos gerados


produtos/serviços gerados qualidade de produtos e pelos produtos/serviços,
(outputs) com os insumos serviços entregues ao processos ou projetos.
utilizados, relacionando o usuário (beneficiário •A efetividade está
que foi entregue e o que direto dos produtos e vinculada ao grau de
foi consumido de recursos, serviços da organização). satisfação ou ainda ao
usualmente sob a forma •Por exemplo, se, na valor agregado e à
de custos ou mesma campanha citada, a transformação produzida
produtividade. meta de vacinação é no contexto em geral. Esta
•Por exemplo: uma imunizar 100.000 crianças classe de indicadores, mais
campanha de vacinação é e este número foi difícil de ser mensurada
mais eficiente quanto alcançado ou superado, a (dada a natureza dos
menor for o custo, ou seja, campanha foi eficaz. dados e o caráter
quanto menor for o custo Indicadores de eficácia
==2c89c3==

temporal), está
da campanha, podem ser definidos a relacionada com a missão
mantendo‐se os objetivos partir da Carta de Serviços da instituição. Por
propostos. Indicadores de do órgão; exemplo, se uma
eficiência podem ser campanha de vacinação
encontrados na Carta de realmente imunizar e
Serviços com seus diminuir a incidência de
elementos de custos e em determinada doença entre
informações de sistemas as crianças, a campanha
estruturantes do Governo, foi efetiva. Indicadores de
como o SIAFI efetividade podem ser
encontrados na dimensão
estratégica do Plano
Plurianual (PPA)

Figura 2 - Indicadores da Dimensão Resultado. Fonte: (Ministério do Planejamento, 2009)

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Execução Excelência Economicidade

• se refere à realização • é a conformidade a • está alinhada ao


dos processos, projetos critérios e padrões de conceito de obtenção e
e planos de ação qualidade/excelência ao uso de recursos com
conforme para a realização dos o menor ônus possível,
estabelecidos. processos, atividades e dentro dos requisitos e
Indicadores de projetos na busca da da quantidade exigidas
execução podem ser melhor execução e pelo input, gerindo
encontrados no economicidade; sendo adequadamente os
monitoramento das um elemento recursos financeiros e
ações do PPA transversal. Indicadores físicos. Indicadores de
e padrões de excelência economicidade podem
podem ser encontrados ser encontrados nas
no Instrumento de unidades de
Avaliação da Gestão suprimentos
Pública (IAGP)

Figura 3 - Indicadores da Dimensão Esforço. Fonte: (Ministério do Planejamento, 2009)

O Governo Federal tem uma concepção de cadeia de valor que identifica seis dimensões do desempenho 8.
Uma cadeia de valor, segundo Bennett e Wholey9, é:
“O levantamento de toda a ação ou processo necessário para gerar ou entregar produtos ou serviços a um beneficiário. É uma
representação organizacional que permite melhor visualização do valor ou do benefício agregado no processo, sendo utilizada
amplamente na definição dos resultados e impactos de organizações.”
Abaixo, podemos ver melhor estes indicadores na cadeia de valor:

Figura 4 - Fonte: (Martins e Marini) apud (Ministério do Planejamento, 2009)

8
(Palvarini, 2010)
9
(Bennett, 1976; Wholey, 1979) apud (Palvarini, 2010)

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Podemos ver pelo gráfico que os processos e atividades envolvem insumos (inputs) que são utilizados para
gerar produtos (bens, serviços etc.) diversos com o objetivo de alterar alguma situação na realidade, ou seja,
criar impactos (outcomes).
Assim, o governo emprega recursos financeiros, pessoas, materiais (inputs) visando produzir alguns
produtos (outputs), como: atendimentos médicos, policiamento, aulas etc.
Finalmente, os produtos devem gerar impactos na realidade. De nada adiantam aulas, por exemplo, se as
crianças não aprendem. Assim, devemos medir estes impactos (outcomes).
Abaixo, podemos ver o diagrama insumo-produto10, que aponta facilmente quais são os aspectos a serem
medidos:

Figura 5 - Diagrama insumo-produto. Fonte: Manual de Auditoria Operacional do TCU.

Abaixo podemos ter um resumo dos conceitos mais utilizados:

• Fazer bem alguma tarefa


Eficiência • Utilizar da melhor forma os recursos
• Relacionada ao modo, ao meio de se fazer

• Fazer a coisa certa


Eficácia • Atingir os resultados e metas
• Relacionada aos fins

• Impacto das ações


Efetividade • Mudar a realidade

Figura 6 - Eficiência, eficácia e efetividade.

10
(Tribunal de Contas da União, 2010)

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(DPU - TÉCNICO) Na administração pública, a qualidade está relacionada à eficiência dos serviços
prestados.
Comentários:
A qualidade não é medida pelos indicadores de eficiência, que se relacionam com o uso dos recursos
que temos disponíveis para atingir nossos objetivos.
A qualidade pode ser avaliada pelos indicadores de excelência, da dimensão esforço.
Gabarito: errada

(IBGE – AGENTE) Uma ONG atendeu, em 2015, 100 refugiados, com um dispêndio total de 100.000
reais. Em 2016, a ONG atendeu 120 refugiados, com um dispêndio total de 120.000 reais.
Pode-se dizer que, de 2015 para 2016, a ONG foi:
(A) menos eficiente;
(B) mais eficiente;
(C) menos eficaz;
(D) mais eficaz;
(E) mais produtiva.
Comentários:
Em ambos os anos, o custo por refugiado foi de R$ 1000,00. Deste modo, não podemos dizer que
fomos mais ou menos eficientes (a eficiência foi a mesma).
Porém, podemos dizer que fomos mais eficazes, pois atendemos 120 refugiados em 2016 em
comparação com os 100 refugiados atendidos em 2015. Já a letra E, que fala em produtividade, está
também equivocada. O conceito de produtividade costuma ser tratado como sinônimo de eficiência.
Gabarito: letra D

(TRT-14º REGIÃO – ANALISTA) O Gespública, Programa de Excelência em Gestão Pública do


Governo Federal, está baseado em indicadores de resultado e de esforço, dentre os quais o indicador
de
(A) Efetividade, dado pela realização dos processos, projetos e planos de ação de acordo com o
planejamento efetivado.
(B) Eficácia, vinculada ao grau de satisfação ou ainda ao valor agregado ou à transformação produzida
no contexto em geral.

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(C) Eficiência, baseada na relação entre os produtos ou serviços gerados (outputs) com os insumos
utilizados.
(D) Efetividade, amparada na relação entre o que foi entregue e o que foi consumido de recursos.
(E) Eficiência, de acordo com os impactos gerados pelos produtos, serviços, processos ou projetos
Comentários:
A letra A está incorreta. O indicador relacionado com a realização dos processos e atividades de
acordo com o planejado é o de eficácia. Já os indicadores de efetividade medem o impacto das ações
governamentais na realidade que desejamos alterar ou medem o grau de satisfação dos usuários.
A letra B também está incorreta, pois a banca novamente trocou os conceitos de eficácia e
efetividade. Já a letra C está perfeita e é o gabarito da banca.
A letra D está equivocada, pois a descrição estaria alinhada ao conceito de eficiência, não de
efetividade. Finalmente, a letra E está errada, pois esse conceito é relacionado com a efetividade.
Gabarito: letra C

Tipologia de Indicadores de Graças Rua

Uma classificação dos tipos de indicadores que é muito cobrado é a de Maria das Graças Rua. De acordo com
a professora, existem os seguintes tipos de indicadores 11:
a) Indicadores Estratégicos
b) Indicadores de Processos:
• Indicadores de Produtividade (eficiência)
• Indicadores de Qualidade (eficácia)
• Indicadores de Efetividade (impacto)
• Indicadores de Capacidade
c) Indicadores de Projetos
Para Graças Rua, os indicadores estratégicos seriam relacionados aos objetivos estratégicos descritos no
planejamento estratégico da instituição. Assim, eles informam o “quanto” a organização se encontra na
consecução da sua visão de futuro.
Os indicadores de projetos seriam relacionados com a aferição do desenvolvimento do projeto, um esforço
temporário que visa gerar um produto exclusivo (único). Ou seja, são criados para acompanhar o
desempenho da execução dos projetos.
Já os indicadores de processos seriam a representação objetiva de características do processo que devem
ser acompanhadas ao longo do tempo para avaliar e melhorar o seu desempenho. Eles mediriam a eficiência
e a eficácia dos processos.

11
(Rua)

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Dentre estes indicadores de processos, Graças Rua trabalha os seguintes: os indicadores da qualidade, os
indicadores de produtividade e os indicadores de capacidade.
De acordo com ela, os indicadores de qualidade medem como o produto ou serviço é percebido pelo cliente
e a capacidade do processo em atender os requisitos dos clientes. Podem ser aplicados para a organização
como um todo, para um processo ou para uma área. Devem ser baseados em pesquisa de opinião.
Ela dividiu os indicadores de qualidade em dois tipos: Indicadores da Não-Qualidade e Indicadores da
Qualidade.
Já os indicadores de produtividade seriam ligados à eficiência, e estariam dentro dos processos e tratariam
da utilização dos recursos para a geração de produtos e serviços.
Para Rua, os indicadores de produtividade são muito importantes, uma vez que permitem uma avaliação
precisa do esforço empregado para gerar os produtos e serviços. Além disso, devem andar lado a lado com
os de Qualidade, formando, assim, o equilíbrio necessário ao desempenho global da organização 12.
Esses indicadores irão mostrar, portanto, a eficiência da organização em gerir seus recursos (tempo,
dinheiro, profissionais, etc.). Medem a relação entre os insumos utilizados e os produtos finalizados.
Os indicadores de efetividade mediriam as consequências dos produtos ou serviços em relação ao cliente
ou à sociedade. Podem ser representados por “fazer a coisa certa do jeito certo”.
Finalmente, os indicadores de capacidade medem a capacidade de resposta de um processo por meio da
relação entre as saídas produzidas por unidade de tempo.
O que isso quer dizer? Que estes indicadores mostram quanto aquele processo consegue produzir em termos
absolutos (por exemplo: a produção da fábrica X é de 1500 carros por dia).

12
(Rua)

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RESUMO

Conceitos de Eficiência, Eficácia e Efetividade aplicados à Administração Pública.

Eficiência se relaciona com o uso dos recursos que temos disponíveis para atingir nossos objetivos. Seria
então a maneira como fazemos algo buscando atingir um objetivo
Eficácia é fazer a coisa certa. O conceito é relacionado não com a utilização dos recursos, mas se
atingimos realmente o objetivo que traçamos.
A Efetividade refere-se ao impacto das ações. Como a execução de um programa pode ou não alterar
uma realidade

Uso de controles e indicadores de produtividade

O indicador é uma medida, de ordem quantitativa ou qualitativa, dotada de significado particular e


utilizada para organizar e captar as informações relevantes dos elementos que compõem o objeto da
observação.
De acordo com o Ministério do Planejamento, os componentes básicos de um indicador são:

✓ Medida: grandeza qualitativa ou quantitativa que permite classificar as características, resultados e


consequências dos produtos, processos ou sistemas;
✓ Fórmula: padrão matemático que expressa à forma de realização do cálculo;
✓ Índice (número): valor de um indicador em determinado momento;
✓ Padrão de comparação: índice arbitrário e aceitável para uma avaliação comparativa de padrão de
cumprimento; e
✓ Meta: índice (número) orientado por um indicador em relação a um padrão de comparação a ser
alcançado durante certo período.

Os indicadores que utilizamos são chamados de indicadores de desempenho. Eles são divididos em
indicadores de esforços e indicadores de resultados.
Estas seis categorias básicas de indicadores de desempenho são definidas pelo Gespública como
divididas entre dois grupos, resultado e esforço:

Eficiência É a relação entre os produtos/serviços gerados (outputs) com os insumos


utilizados, relacionando o que foi entregue e o que foi consumido de recursos,
usualmente sob a forma de custos ou produtividade.

Eficácia É a quantidade e qualidade de produtos e serviços entregues ao usuário


(beneficiário direto dos produtos e serviços da organização).

Efetividade São os impactos gerados pelos produtos/serviços, processos ou projetos.

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Execução Se refere à realização dos processos, projetos e planos de ação conforme


estabelecidos. Indicadores de execução podem ser encontrados no
monitoramento das ações do PPA

Excelência É a conformidade a critérios e padrões de qualidade/excelência para a


realização dos processos, atividades e projetos na busca da melhor execução e
economicidade; sendo um elemento transversal.

Economicidade Está alinhada ao conceito de obtenção e ao uso de recursos com o menor ônus
possível, dentro dos requisitos e da quantidade exigidas pelo input, gerindo
adequadamente os recursos financeiros e físicos.

O Governo Federal tem uma concepção de uma cadeia de valor que identifica seis dimensões do
desempenho.
A cadeia de valor é definida como o levantamento de toda a ação ou processo necessário para gerar
ou entregar produtos ou serviços a um beneficiário. É uma representação organizacional que permite
melhor visualização do valor ou do benefício agregado no processo, sendo utilizada amplamente na
definição dos resultados e impactos de organizações.

Tipologia de Indicadores de Graças Rua

Indicadores estratégicos seriam relacionados aos objetivos estratégicos descritos no planejamento


estratégico da instituição. Assim, eles informam o “quanto” a organização se encontra na consecução
da sua visão de futuro.
Os indicadores de projeto seriam relacionados com a aferição de como o projeto, um esforço
temporário e que visa gerar um produto exclusivo (único), está sendo desenvolvido.
Os indicadores de processos seriam a representação objetiva de características do processo que devem
ser acompanhadas ao longo do tempo para avaliar e melhorar o seu desempenho. Eles mediriam a
eficiência e a eficácia dos processos.
Os indicadores de qualidade medem como o produto ou serviço é percebido pelo cliente e a capacidade
do processo em atender os requisitos dos clientes. Podem ser aplicados para a organização como um
todo, para um processo ou para uma área. Devem ser baseados em pesquisa de opinião .
Indicadores de produtividade seriam ligados à eficiência, e estariam dentro dos processos e tratariam
da utilização dos recursos para a geração de produtos e serviços.
Os indicadores de efetividade mediriam as consequências dos produtos ou serviços em relação ao
cliente ou à sociedade.
Os indicadores da capacidade medem a capacidade de resposta de um processo por meio da relação
entre as saídas produzidas por unidade de tempo.

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Variáveis dos Indicadores

De acordo com a definição do Tribunal de Contas da União1, os indicadores de desempenho podem ser
compostos pelas seguintes variáveis:
➢ Custo – quanto está custando a ação? Qual é o custo unitário? Qual o custo global?
➢ Tempo – O programa ou ação está dentro do prazo estimado? Cada tarefa está sendo executada em
quanto tempo?
➢ Quantidade – A produção total atingiu os números esperados? A demanda dos usuários está sendo
atendida?
➢ Qualidade – Os clientes estão satisfeitos? Os requisitos de qualidade estão sendo observados?

Figura 1 - Adaptado de: (Tribunal de Contas da União, 2000)

1
(Tribunal de Contas da União, 2000)

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RESUMO

Variáveis dos Indicadores

De acordo com a definição do Tribunal de Contas da União, os indicadores de desempenho podem ser
compostos pelas seguintes variáveis:

✓ Custo – quanto está custando a ação? Qual é o custo unitário? Qual o custo global?
✓ Tempo – O programa ou ação está dentro do prazo estimado? Cada tarefa está sendo executada em
quanto tempo?
✓ Quantidade – A produção total atingiu os números esperados? A demanda dos usuários está sendo
atendida? ==2c89c3==

✓ Qualidade – Os clientes estão satisfeitos? Os requisitos de qualidade estão sendo observados?

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Qualidade dos Indicadores

De acordo com o TCU1, os principais atributos ou qualidades de um indicador devem ser:


✓ Confiabilidade: a fonte de dados utilizada pelo indicador deve ser confiável, fidedigna;
✓ Adaptabilidade: capacidade de resposta às mudanças de comportamento e exigências dos clientes.
Os indicadores podem tornar-se desnecessários ao longo do tempo e devem ser eliminados ou
substituídos por outros de maior utilidade;
✓ Atualização periódica: o indicador deve permitir atualização de forma a representar a situação mais
atual possível;
✓ Representatividade: deve expressar bem a realidade que representa ou mede;
✓ Disponibilidade: facilidade de acesso para coleta, estando disponível a tempo, para as pessoas
certas sem distorções, servindo de base para que decisões sejam tomadas;
✓ Simplicidade: o indicador deve ser de fácil entendimento, qualquer pessoa deve ser capaz de tirar
conclusões a partir da análise do indicador;
✓ Acessibilidade: o indicador deve apresentar facilidade e possibilidade de acesso às informações
primárias para sua medição;
✓ Economicidade: o indicador deve mostrar-se economicamente viável, não deve ser gasto tempo
demais procurando dados, muito menos pesquisando ou aguardando novos métodos de coleta;
✓ Estabilidade: o indicador deve permanecer estável ao longo de um determinado período,
permitindo a formação de uma série histórica;
✓ Rastreabilidade: facilidade de identificação da origem dos dados, seu registro e manutenção;
✓ Praticidade: o indicador deve realmente funcionar na prática e permitir a tomada de decisões
gerenciais.
Já o Ministério do Planejamento, em seu Guia de 2012 (Indicadores - Orientações Básicas Aplicadas à Gestão
Pública), divide as propriedades dos indicadores em essenciais e complementares2:

Propriedades Essenciais: são aquelas que qualquer indicador deve apresentar e sempre
devem ser consideradas como critérios de escolha, independente da fase do ciclo de
gestão em que se encontra a política sob análise (Planejamento, Execução, Avaliação
etc.).
Deve suportar decisões no nível operacional, tático ou estratégico. Os
Utilidade indicadores devem, portanto, basear-se nas necessidades dos
decisores.
Capacidade de representar, com a maior proximidade possível, a
realidade que se deseja medir e modificar. Um indicador deve ser
Validade
significante ao que está sendo medido e manter essa significância ao
longo do tempo.

1
(Tribunal de Contas da União, 2009)
2
(Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - Secretaria de Planejamento e Investimentos
Estratégicos , 2012)

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Indicadores devem ter origem em fontes confiáveis, que utilizem


Confiabilidade metodologias reconhecidas e transparentes de coleta,
processamento e divulgação.
Disponibilidade Os dados básicos para seu cômputo devem ser de fácil obtenção.

Propriedades Complementares: são também muito importantes, mas podem ser alvo
de uma análise em casos de conflitos, dependendo da avaliação particularizada da
situação.
Indicadores devem ser de fácil obtenção, construção, manutenção,
Simplicidade comunicação e entendimento pelo público em geral, interno ou
externo.
Geralmente um indicador é definido como uma divisão entre duas
variáveis básicas; é formado, portanto, por um numerador e um
denominador, ambos compostos por dados de fácil obtenção.
Clareza Eventualmente, ele pode ser complexo na sua fórmula, envolvendo
muitas variáveis. Em todo caso, é imprescindível que seja claro,
atenda à necessidade do decisor e esteja adequadamente
documentado.
Capacidade que um indicador possui de refletir tempestivamente as
Sensibilidade
mudanças decorrentes das intervenções realizadas.
Capacidade de representação regionalizada de grupos
sociodemográficos, considerando que a dimensão territorial se
Desagregabilidade
apresenta como um componente essencial na implementação de
políticas públicas.
Capacidade do indicador de ser obtido a custos módicos; a relação
Economicidade entre os custos de obtenção e os benefícios advindos deve ser
favorável.
Capacidade de estabelecimento de séries históricas estáveis que
Estabilidade permitam monitoramentos e comparações das variáveis de interesse,
com mínima interferência causada por outras variáveis.
Capacidade de alcance e mensuração quando necessário, na sua
Mensurabilidade
versão mais atual, com maior precisão possível e sem ambiguidade.
Ou rastreabilidade. Qualquer pessoa deve sentir-se apta a verificar a
Auditabilidade boa aplicação das regras de uso dos indicadores (obtenção,
tratamento, formatação, difusão, interpretação).

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RESUMO

Qualidade dos Indicadores

✓ Confiabilidade: a fonte de dados utilizada pelo indicador deve ser confiável, fidedigna;
✓ Adaptabilidade: capacidade de resposta às mudanças de comportamento e exigências
dos clientes. Os indicadores podem tornar-se desnecessários ao longo do tempo e devem
ser eliminados ou substituídos por outros de maior utilidade;
✓ Atualização periódica: o indicador deve permitir atualização de forma a representar a
situação mais atual possível;
✓ Representatividade: deve expressar bem a realidade que representa ou mede;
✓ Disponibilidade: facilidade de acesso para coleta, estando disponível a tempo, para as
pessoas certas sem distorções, servindo de base para que decisões sejam tomadas;
✓ Simplicidade: o indicador deve ser de fácil entendimento, qualquer pessoa deve ser capaz
de tirar conclusões a partir da análise do indicador;
✓ Acessibilidade: o indicador deve apresentar facilidade e possibilidade de acesso às
informações primárias para sua medição;
✓ Economicidade: o indicador deve mostrar-se economicamente viável, não deve ser gasto
tempo demais procurando dados, muito menos pesquisando ou aguardando novos
métodos de coleta;
✓ Estabilidade: o indicador deve permanecer estável ao longo de um determinado período,
permitindo a formação de uma série histórica;
✓ Rastreabilidade: facilidade de identificação da origem dos dados, seu registro e
manutenção;
✓ Praticidade: o indicador deve realmente funcionar na prática e permitir a tomada de
decisões gerenciais.

O Ministério do Planejamento, em seu Guia de 2012 (Indicadores - Orientações Básicas


Aplicadas à Gestão Pública), divide as propriedades dos indicadores em essenciais e
complementares:

Propriedades Essenciais: são aquelas que qualquer indicador deve presentar e sempre
devem ser consideradas como critérios de escolha, independente da fase do ciclo de gestão
em que se encontra a política sob análise (Planejamento, Execução, Avaliação etc.).

Deve suportar decisões, sejam no nível operacional, tático ou


Utilidade estratégico. Os indicadores devem, portanto, basear-se nas
necessidades dos decisores.

Validade Capacidade de representar, com a maior proximidade possível, a


realidade que se deseja medir e modificar. Um indicador deve ser

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significante ao que está sendo medido e manter essa significância ao


longo do tempo.

Indicadores devem ter origem em fontes confiáveis, que utilizem


Confiabilidade metodologias reconhecidas e transparentes de coleta,
processamento e divulgação.

Disponibilidade Os dados básicos para seu cômputo devem ser de fácil obtenção.

Propriedades Complementares: são também muito importantes, mas podem ser alvo de
uma análise em casos de conflitos, dependendo da avaliação particularizada da situação .

Indicadores devem ser de fácil obtenção, construção,


Simplicidade manutenção, comunicação e entendimento pelo público em
geral, interno ou externo.
==2c89c3==

Geralmente um indicador é definido como uma divisão entre duas


variáveis básicas; é formado, portanto, por um numerador e um
denominador, ambos compostos por dados de fácil obtenção.
Clareza Eventualmente, porém, ele pode ser complexo na sua fórmula,
envolvendo muitas variáveis. Em todo caso, porém, é
imprescindível que seja claro, atenda à necessidade do decisor e
que esteja adequadamente documentado.

Capacidade que um indicador possui de refletir tempestivamente


Sensibilidade
as mudanças decorrentes das intervenções realizadas.

Capacidade de representação regionalizada de grupos


sociodemográficos, considerando que a dimensão territorial se
Desagregabilidade
apresenta como um componente essencial na implementação de
políticas públicas.

Capacidade do indicador de ser obtido a custos módicos; a


Economicidade relação entre os custos de obtenção e os benefícios advindos deve
ser favorável.

Capacidade de estabelecimento de séries históricas estáveis que


Estabilidade permitam monitoramentos e comparações das variáveis de
interesse, com mínima interferência causada por outras variáveis.

Capacidade de alcance e mensuração quando necessário, na sua


Mensurabilidade versão mais atual, com maior precisão possível e sem
ambiguidade.

ou rastreabilidade, qualquer pessoa deve sentir-se apta a verificar


Auditabilidade a boa aplicação das regras de uso dos indicadores (obtenção,
tratamento, formatação, difusão, interpretação).

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Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs).

Os Indicadores-Chave de Desempenho, ou KPIs (do inglês Key Performance Indicators), são


ferramentas essenciais para a gestão eficiente e eficaz da administração pública.
Basicamente, os KPIs são métricas quantificáveis que permitem avaliar o progresso e o
sucesso de uma organização em relação aos seus objetivos estratégicos.
Na administração pública, os KPIs desempenham um papel crucial na mensuração do
desempenho de políticas, programas e serviços públicos, fornecendo informações valiosas
para a tomada de decisões, o planejamento estratégico e a prestação de contas à
sociedade.
Mas afinal, o que são KPIs?
Um KPI é uma medida específica e quantificável que reflete o desempenho de um processo,
projeto ou organização em relação a um objetivo predefinido.
Os KPIs são utilizados para monitorar o progresso ao longo do tempo, identificar áreas de
melhoria e avaliar o impacto das ações implementadas.
Como exemplos práticos na administração pública, os KPIs podem ser aplicados em
diversas áreas, como saúde, educação, segurança pública, meio ambiente, infraestrutura e
gestão fiscal.
Assim sendo, um KPI na área da saúde pode ser a taxa de mortalidade infantil, enquanto
um KPI na área da educação pode ser o índice de aprovação escolar.

Características Essenciais de um KPI

Um Indicador-Chave de Desempenho (KPI) eficaz é uma ferramenta poderosa para medir


o progresso e o sucesso em relação a objetivos específicos. Para garantir sua utilidade, um
KPI bem configurado deve apresentar cinco características essenciais:
✓ Limitação de Tempo: Um KPI deve ter um prazo definido para sua realização. Isso
permite acompanhar o progresso ao longo do tempo, identificar tendências e tomar
ações corretivas quando necessário. Sem um prazo definido, fica difícil avaliar se o
desempenho está dentro do esperado.
✓ Pertinência: O KPI precisa estar diretamente relacionado aos objetivos estratégicos
da organização. Ele deve refletir os aspectos mais importantes do desempenho e
fornecer informações relevantes para a tomada de decisões. Um KPI irrelevante não
contribui para o alcance dos objetivos e pode até desviar o foco do que realmente
importa.

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✓ Comparabilidade: O KPI deve ser comparável com outros períodos de tempo, com
metas predefinidas ou com o desempenho de outras organizações similares. A
comparabilidade permite avaliar o desempenho em relação a um padrão de
referência, identificar áreas de destaque e oportunidades de melhoria.
✓ Confiabilidade: O KPI deve ser baseado em dados precisos, consistentes e coletados
de forma confiável. A confiabilidade garante que as informações fornecidas pelo KPI
sejam válidas e possam ser utilizadas com segurança para a tomada de decisões.
Dados imprecisos ou inconsistentes podem levar a conclusões equivocadas e
prejudicar o processo decisório.
✓ Mensurabilidade: O KPI precisa ser quantificável e expresso em termos numéricos.
A mensurabilidade permite uma avaliação objetiva do desempenho, facilitando a
comparação e o acompanhamento do progresso ao longo do tempo. KPIs subjetivos
ou qualitativos podem ser difíceis de interpretar e comparar, dificultando a tomada
de decisões baseadas em dados.
Em resumo, um KPI bem configurado é aquele que é relevante, mensurável, comparável,
confiável e temporalmente limitado. Essas características garantem que o KPI seja uma
ferramenta útil para medir o progresso, avaliar o desempenho e tomar decisões informadas,
contribuindo para o sucesso da organização.

(UFRPE - ASSISTENTE) Para que uma organização possa trilhar bons resultados em
suas ações, é fundamental a criação e administração de indicadores de desempenho.
O indicador-chave de desempenho (KPI) oferece diferentes elementos de medição de
desempenho. Uma das características dos KPIs é que eles:
A) são voltados apenas para a área de produção e marketing.
B) não utilizam dados em sua representação.
C) têm níveis primários, secundários e isométricos.
D) aplicam-se bem aos diferentes processos das empresas.
E) preveem a isenção de tributos federais.
Comentários
A letra A está errada. Os KPIs podem ser aplicados a qualquer área da empresa, como
finanças, recursos humanos, logística, atendimento ao cliente, etc.

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A letra B está incorreta também, pois os KPIs são baseados em dados quantificáveis
e mensuráveis.
A letra C está errada. Os KPIs podem ter diferentes níveis de importância, mas não
são classificados em primários, secundários e isométricos.
Já a letra D está perfeita. Os KPIs são ferramentas versáteis que podem ser aplicadas
a qualquer processo da empresa para medir e melhorar o desempenho.
Finalmente, a letra E está errada. Os KPIs são indicadores de desempenho e não têm
relação com a legislação tributária.
Gabarito: letra D

(PETROBRÁS - ANALISTA) Uma das principais técnicas de controle de processos é o


==2c89c3==

acompanhamento dos KPIs (Key Performance Indicators). Os KPIs são elementos-


chave no acompanhamento de performance da empresa e dos processos que a
compõem, por isso, é absolutamente importante ter KPIs bem configurados.
Um KPI bem configurado apresenta as cinco seguintes características:
A) precisão, comparabilidade, eficiência, mensurabilidade e flexibilidade.
B) precisão, conversibilidade, eficiência, mensurabilidade e confiabilidade.
C) precisão, comparabilidade, limitação de tempo, maneabilidade e flexibilidade.
D) pertinência, conversibilidade, eficiência, maneabilidade e confiabilidade.
E) pertinência, comparabilidade, limitação de tempo, mensurabilidade e
confiabilidade.
Comentários
Vamos analisar cada característica:
Pertinência: O KPI deve estar diretamente relacionado aos objetivos estratégicos da
organização.
Comparabilidade: O KPI deve permitir a comparação com outros períodos, metas ou
organizações similares.
Limitação de tempo: O KPI deve ter um prazo definido para sua realização.
Mensurabilidade: O KPI deve ser quantificável e expresso em termos numéricos.
Confiabilidade: O KPI deve ser baseado em dados precisos e consistentes.
As demais alternativas apresentam termos que não se encaixam nas características de
um KPI bem configurado, como "precisão" (que pode ser confundida com
confiabilidade), "conversibilidade", "eficiência", "maneabilidade" e "flexibilidade".
Gabarito: letra E

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Indicadores SMART

Para que uma meta ou objetivo sejam realistas, devem estar relacionados a uma métrica. Dessa forma, é
necessário que tenha certos atributos em sua composição.
O modelo SMART auxilia no processo de escolha de indicadores, cujas propriedades desejáveis são as de
serem1:

Elemento Descrição

específicos Indicadores devem refletir informações simples e facilmente comunicáveis,


(specific) objetivando um aspecto específico a ser submetido a mudanças pela intervenção

mensuráveis Indicadores qualitativos e quantitativos devem ser mensuráveis, possibilitando aferir se


(measurable) os resultados propostos foram alcançados ou não;

atribuíveis a meta estabelecida por um indicador deve ser alcançável e realista em relação ao
(achievable) contexto em que se insere a intervenção;

relevantes
indicadores devem refletir informações relacionadas aos componentes que medem; e
(relevant)

temporalmente
indicadores devem explicitar a periodicidade com que precisarão ser medidos para que
regulares
possam ser úteis à medição de resultados.
(time)

(APEX BRASIL - ANALISTA) Para que uma meta seja realista, deve estar relacionada a uma métrica.
Dessa forma, é necessário que tenha atributos em sua composição. Assinale a alternativa que
apresenta os cinco atributos SMART de uma meta.
A) Positiva, sustentável, desafiadora, gerenciável e específica.
B) Específica, moderna, anual, realista e tangível.
C) Seletiva, maleável, atrativa, rápida e tangível.
D) Específica, medível, atingível, realista e com tempo definido.
E) Superável, medível, atingível, gerenciável e ecológica.

1
(Brasil, 2010) apud (Casa Civil da Presidência da República, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
, 2018)

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Comentários
Os elementos dos indicadores SMART são: específicos, mensuráveis, alcançáveis, realistas e com
prazos definidos. A sigla SMART vem dos termos em inglês “specifics, measurable, achievable, realistic
e timed”.
Gabarito: letra D

Outros Conceitos Utilizados

Objetivos, Metas e Planos.

Uma das mais frequentes dúvidas que escuto dos candidatos é: afinal, qual é a diferença entre um objetivo
é uma meta?
Um objetivo é um estado (ou situação) desejado. Ou seja, é aonde queremos “chegar”. Por exemplo, o
governo pode definir como objetivo reduzir o número de jovens com menos de 15 anos fora das escolas.
Desse modo, é um conceito qualitativo – não temos como quantificá-lo ainda. É o que poderíamos chamar
de um “norte”, uma bússola para sabermos qual é o “destino” desejado.
Este objetivo, porém, deve ser quantificado! Assim, para que a administração possa distribuir seus recursos
ela deve saber quantas pessoas devem ser incluídas no programa e quando (exemplo: 150 mil alunos até
dezembro de 2013). Isto agora virou uma meta! Uma meta já é um conceito quantitativo. É, de certa forma,
um objetivo em que determinamos quem será o responsável, qual será o prazo e qual será o resultado
detalhado a ser atingido.
Assim, uma meta é um desdobramento de um objetivo. Com ela, podemos controlar e avaliar melhor a
execução de um planejamento. Assim é porque um objetivo final pode ser muito “distante”.
Desta maneira, devemos “quebrar” este objetivo em diversas metas intermediárias. O somatório destas
metas nos levará então a atingir o nosso objetivo.
Imagine caso de um candidato que conheci: ele iniciou seus estudos no ano retrasado. Seu objetivo era
passar em um bom concurso, para poder dar uma melhor qualidade de vida a sua família.
Entretanto, ele sabia que ainda estava distante deste sonho. Sua primeira meta foi a de não ser eliminado
nas provas (atingir a nota mínima) em alguma prova naquele ano. Com o tempo, esta meta foi atingida.
Após isto, passou a ter a meta de ter suas redações corrigidas em algum concurso do ano passado. Ele
conseguiu atingir esta também.
Sua meta posterior é a de ser classificado “fora” das vagas dentro no próximo ano. Por fim, sua meta final
será a de atingir a aprovação dentro das vagas – portanto, atingindo assim seu objetivo inicial!
Para isto, ele precisa desenvolver um plano de ação – ou seja, as ações que serão necessárias para atingir
seus objetivos2. Desta maneira, ele detalhou todas as matérias que necessita aprender e os horários
detalhados para cada uma delas dentro da semana.

2
(Schemerhorn Jr. 2008)

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Público-alvo

Toda, ou quase toda, ação governamental tem como objetivo atingir um grupo de pessoas. Quando o
governo lança um programa de combate aos efeitos da seca no Nordeste, tem em mente ajudar os
moradores dos municípios atingidos.
Assim, se o programa buscar melhorar o nível educacional de crianças frequentadoras de escolas públicas
com idade entre 7 e 12 anos, este é o público-alvo do programa.
Naturalmente, a definição do público-alvo é importante tanto no processo de planejamento quanto no de
controle das ações governamentais.
Uma avaliação deve buscar medir como os beneficiários diretos (o público-alvo) foram atendidos, bem como
avaliar o efeito nos beneficiários indiretos (aqueles que, apesar de não pertencerem ao público-alvo, foram
impactados positivamente).
Um exemplo de beneficiário indireto do programa Bolsa Família, por exemplo, são os donos de
==2c89c3==

supermercados em cidades do interior do Nordeste. Como estas cidades contêm muitos beneficiários diretos
do programa, as receitas desses empreendimentos acabaram aumentando, pois seus clientes passaram a
receber uma renda maior.
Outro aspecto a ser analisado é o da cobertura do programa. Nem sempre a política pública ou o programa
governamental tem como objetivo, ou consegue, atender a 100% do público-alvo (por limitações financeiras,
logísticas, etc.).
Assim, a cobertura refere-se ao percentual do público-alvo efetivamente atendido pelo programa.

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RESUMO

Outros Conceitos Utilizados

Objetivos, Metas e Planos.

Objetivo é um estado (ou situação) desejado.


Este objetivo, porém, deve ser quantificado. Assim, para que a administração possa distribuir seus
recursos, isto agora virou uma meta.
Uma meta já é um conceito quantitativo. Para isto, ele precisa desenvolver um plano de ação – ou seja,
as ações que serão necessárias para que ele atinja seus objetivos

Público-alvo

A definição do público-alvo é importante tanto no processo de planejamento quanto no de controle das


ações governamentais.
Uma avaliação deve buscar medir como os beneficiários diretos (o público-alvo) foram atendidos, bem
como avaliar o efeito nos beneficiários indiretos (aqueles que, apesar de não pertencerem ao público-
alvo, foram impactados positivamente).

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AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E PROJETOS GOVERNAMENTAIS


A avaliação é o último estágio do processo de gerenciamento de programas e projetos. É nesse momento
que avaliamos o resultado dos esforços da organização, e dos gestores e funcionários, na obtenção dos
diversos objetivos.
De acordo com Aguilar1, a avaliação não é exatamente uma medição:
“A medição é o ato ou processo de “determinar a extensão e/ou quantificação de alguma
coisa”...quando se trata de julgar algo sistematicamente ou aplicando os conhecimentos e regras
do método científico, nos encontramos face à uma avaliação. ”
Já Cohen e Franco diferenciam a avaliação do monitoramento. Para eles:
“Enquanto o monitoramento ou acompanhamento é uma atividade gerencial interna que se realiza
durante o período de execução e operação, a avaliação pode ser realizada tanto antes ou durante
a implementação como ao concluir a mesma ou mesmo tempo depois, para quando se prevê que
o projeto provocou todo o seu impacto ”
Ultimamente, tem existido uma preocupação com a avaliação muito maior, pois se acredita que
compreendendo melhor o funcionamento das políticas e projetos, estes terão maior chance de sucesso.
Somente com um trabalho contínuo e sistemático de avaliação das políticas públicas poderemos enfrentar
os problemas que temos de governança.
O foco do processo de avaliação no setor público deve estar em garantir a qualidade da gestão, fornecendo
informações que de maneira sistematizada irão permitir uma melhor tomada de decisões, aprimorando o
desempenho dos programas e políticas públicos.
Assim, a avaliação deve ser um instrumento de aprendizado organizacional, em que a instituição possa
conhecer melhor os seus processos de forma a ser mais eficiente, eficaz e efetiva.
Portanto, a avaliação deve gerar um fluxo contínuo de informações para que tenhamos condição de
aprender com os erros e os acertos dos programas.
Entretanto, o cenário que temos no Brasil ainda não é o ideal. Ainda não existe uma cultura de avaliação
sistemática das políticas e dos programas públicos. Há muita resistência ao processo de avaliação.
Para mudarmos essa realidade, os agentes públicos devem perceber a avaliação como aliada e não como
ameaça. A avaliação deve ser utilizada para o crescimento e o aprendizado, não como um processo somente
punitivo.
De acordo com Secchi 2, a avaliação de uma política pública compreende a definição de critérios, indicadores
e padrões (performance standards). Isto ocorre porque não podemos avaliar uma política pública sem
medirmos seus resultados.
Para ele, os critérios são mecanismos lógicos que servem como base para escolhas ou julgamentos. Os
critérios utilizados são os seguintes: economicidade, eficiência econômica, eficiência administrativa, eficácia
e equidade.
Abaixo, podemos ver melhor cada um desses critérios:

1
(Aguilar & Ander-Egg, 1994)
2
(Secchi, 2010)

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Tabela 1 - Critérios usados para avaliações. Adaptado de: (Secchi, 2010)

Refere-se ao nível de utilização dos recursos


Economicidade
(inputs).

Trata-se da relação entre inputs (recursos


Eficiência Econômica
utilizados) e outputs (produtividade).

Trata-se do seguimento de prescrições, ou


Eficiência Administrativa seja, do nível de conformação da execução
a métodos preestabelecidos.

Corresponde ao nível de alcance de metas


Eficácia
ou objetivos preestabelecidos.

Trata da homogeneidade de distribuição de


Equidade benefícios (ou punições) entre os
destinatários de uma política pública.

Estes critérios são operacionalizados através de indicadores, que são artifícios (também chamados de
“proxies”) que servem para a mensuração dos inputs, outputs e resultados ou outcomes.
Enquanto os indicadores de inputs mostram os esforços realizados, os indicadores de outputs e outcomes
ou resultados medem as realizações3.

Tabela 2 - Indicadores de Políticas Públicas. Adaptado de: (Secchi, 2010)

São relacionados a gastos financeiros,


Indicadores de Input (entradas do
recursos humanos empregados ou recursos
sistema)
materiais utilizados.

São relacionados à produtividade de


serviços ou produtos, como a quantidade de
buracos tapados nas estradas, quantidade
Indicadores de Output
de lixo coletado, quilômetros de estradas
construídas, número de pessoas atendidas
em um posto de saúde etc.

São relacionados aos efeitos da política


pública sobre os policytakers e à capacidade
de resolução ou mitigação do problema
Indicadores de Resultado para o qual havia sido elaborada. São
operacionalizadas por meio de médias ou
percentuais de satisfação de
usuários/cidadãos, qualidade dos serviços,

3
(Secchi, 2010)

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acessibilidade da política pública, número


de reclamações recebidas etc.

Finalmente, temos os padrões ou parâmetros que fornecem uma referência comparativa aos indicadores.
Para Secchi, os principais tipos de padrões são 4:
➢ Padrões absolutos – metas qualitativas ou quantitativas estabelecidas anteriormente à
implementação da política pública;
➢ Padrões históricos – valores ou descrições já alcançadas no passado e que facilitam a comparação
por períodos (meses, anos) e, por consequência, geram informações sobre declínio ou melhora na
política pública;
➢ Padrões normativos – metas qualitativas ou quantitativas estabelecidas com base em um
benchmarking ou standard ideal.
A avaliação de uma política pública pode gerar três tipos de reação: a continuação da política, a sua
reestruturação marginal (quando alguns ajustes são necessários) ou à sua extinção.
==2c89c3==

De acordo com Pollitt5, temos quatro principais abordagens e métodos de avaliação:

Abordagem Descrição

Incorpora ideias positivistas de aplicação da metodologia


de ciências naturais à engenharia de programas públicos.
Em projetos experimentais, grupos aleatoriamente
selecionados aparentemente similares foram comparados
Avaliação experimental
após a aplicação de um programa a um deles. A atribuição
do efeito observado ao programa depende da premissa de
que não há nenhuma outra causa concorrente para o
resultado.

Centra-se, acima de tudo, na utilidade dos resultados


da avaliação. A avaliação deve se orientar pelos objetivos e
práticas de trabalho dos tomadores de decisão. A
exequibilidade política, o timing e o custo são aspectos
Avaliação pragmática importantes. Projetos semi-experimentais (em que se
busca eliminar explicações alternativas para os resultados
por outros meios que não a seleção aleatória), estudos de
casos e vários métodos descritivos são geralmente
utilizados como ferramentas de avaliação.

Geralmente é conduzida de maneira ligeiramente


isolada da avaliação geral. As ferramentas incluem
Avaliação econômica análises de custo-benefício e avaliações de custo/eficiência.
Introduzem informações sobre o custo dos programas
como um dos critérios de avaliação.

4
(Secchi, 2010)
5
(Pollitt, 1996) apud (Ala-Harja & Helgason, 2000)

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Rejeita tanto a avaliação experimental quanto a econômica,


alegando que a sociedade se constrói socialmente e está em
constante mudança por força da interação dos indivíduos.
Assim, a avaliação não pode oferecer respostas corretas e
objetivas, mas meramente agir como elemento facilitador
Avaliação naturalista para a produção de consenso entre os interessados. Os
métodos aplicados, tais como etnografia, observação de
participantes, estudos de caso etc., têm por objetivo
descrever e esclarecer os valores e premissas dos
interessados e dar apoio à negociação desses aspectos no
processo avaliativo.

Controle Censitário e por Amostragem

Dentro dos métodos de controle, uma das questões é a capacidade ou não de utilizarmos métodos
estatísticos para fazer uma avaliação correta e eficiente do processo que estamos controlando.
Uma avaliação censitária ocorre quando inspecionamos, item por item de um processo produtivo, por
exemplo. Ou quando entrevistamos todas as pessoas de um departamento, em busca de uma avaliação de
clima organizacional.
Desse modo, é um controle mais caro, pois teremos de analisar toda a “população” envolvida no processo.
Muitos de vocês devem lembrar-se do significado do nome “Censo”.
Um censo ocorre quando os pesquisadores do IBGE (no caso brasileiro) entrevistam todos (ou quase todos)
os domicílios da nação, em busca de uma pesquisa mais extensiva e compreensiva.
A ideia é a de ter uma visão o mais complexa e completa possível dos dados obtidos. Entretanto, o censo é
uma técnica demorada e leva muito tempo para ser executada.
Assim, sempre que possível devemos utilizar uma técnica de controle por amostragem. Através de métodos
probabilísticos, utilizamos apenas uma “amostra” da população envolvida.
Em uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República, por exemplo, são normalmente
entrevistados cerca de dois ou três mil eleitores em um universo de mais de cem milhões de pessoas.
O mesmo ocorre com o controle da produção. São feitos estudos para que possamos saber como escolher
estas amostras de modo que o trabalho nos dê um resultado representativo de toda a população.
Este controle por amostragem não é tão acurado, mas é muito mais rápido e barato de executar. É o método
mais comum de controle nas entidades e organizações.

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Censitário Amostragem

Métodos Quantitativos e Qualitativos

Para analisar uma política pública podemos utilizar dois métodos: a análise quantitativa e a análise
qualitativa. A análise quantitativa mede resultados objetivos, que podem ser mais facilmente mensurados.
Assim, podemos fazer uma avaliação da mortalidade infantil, por exemplo, somando o número de crianças
que não sobrevivem até certa idade. Este será sempre um número x de crianças, um percentual.
Entretanto, esse tipo de avaliação não é tão fácil quando temos de avaliar a mudança em aspectos mais
subjetivos (como a confiança, o medo etc.). Ou seja, não temos meios de fazer uma medição objetiva da
percepção da população quanto a criminalidade em sua cidade, por exemplo.
Para isso, necessitamos de avaliações qualitativas. Essas buscam exatamente medir e acompanhar as
mudanças em fatores subjetivos. Antigamente, essas análises eram desacreditadas e evitadas.
Apesar disso, atualmente é desejável que equilibremos os métodos quantitativos e qualitativos para que
tenhamos uma visão mais balanceada e mais ampla da política pública (muitas vezes, mais importante do
que o “fato concreto” é a percepção da população sobre o fato).

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(POLÍCIA FEDERAL - ASSISTENTE) A avaliação de políticas e programas sociais preocupa-se com


modelos alternativos que superem o uso de enfoques puramente quantitativos, baseados na
mensuração de objetivos previamente definidos. Essa avaliação não considera a complexidade da
questão social.
Comentários:
Essa questão tem uma redação um pouco confusa, mas está correta. A avaliação das políticas
públicas, atualmente, deve superar (deixar de fazer) o costume de somente se basear em avaliações
objetivas (métodos quantitativos), pois nem sempre captam a complexidade da realidade social.
Gabarito: correta

Tipos de avaliação: análise custo-benefício e análise custo-


efetividade

Existem dois tipos de análises: a análise custo-benefício e a análise custo-efetividade. A primeira é bastante
simples de se compreender e, de certa forma, todos a fazemos em nossas vidas particulares.
A análise custo-benefício (ACB) busca comparar, como o próprio nome diz, os benefícios que recebemos
com os custos que tivemos. Assim, todo projeto ou política que possa ser analisado de forma econômico-
monetária, podemos utilizar o método.
Portanto, se um projeto tem um benefício maior do que estimamos será seu custo, consideramos este
projeto como viável6. Se o projeto A tem um custo-benefício mais baixo do que o estimado para o projeto B,
aquele será o escolhido.
Entretanto, a maior parte dos projetos no setor público não podem ser medidos por meio de indicadores
monetários. Quando o governo está lançando um novo plano de segurança pública, por exemplo, não terá
como avaliar as alternativas de ação baseado apenas em retornos econômicos.
Para isso, existe a análise custo-efetividade. De acordo com Cohen:
“Sua particularidade radica em comparar os custos com a potencialidade de alcançar mais eficaz e
eficientemente os objetivos não expressáveis em moeda ”
Na análise custo-efetividade (ACE), os custos continuam sendo medidos em moeda, mas os objetivos são:
redução da criminalidade, elevação da expectativa de vida, ampliação do acesso ao Judiciário etc.
De certo modo, a análise faz o caminho contrário da ACB. Em vez de analisar o projeto que me gera o maior
benefício com o custo estimado, a ACE analisa as alternativas que proporcionam o benefício esperado
(menor criminalidade, por exemplo) com o menor custo. De acordo com Quade 7:
“A análise pode fornecer não só a informação dos menores custos para alcançar certo objetivo
dado, mas também pode proporcionar dados sobre os custos ou preços de alcançar diferentes
objetivos, ou conjunto de objetivos, mediante diferentes sistemas alternativos. ”, para que
aquele que toma as decisões esteja melhor preparado para escolher entre as distintas
possibilidades sobre a base de seu sistema de preferências

6
(Cohen & Franco, 1993)
7
(Quade, 1982) apud (Cohen & Franco, 1993)

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Desta maneira, ambas as análises são utilizadas para que um gestor possa escolher entre projetos e políticas
públicas alternativas.

(MS - GESTÃO) A análise de custo-benefício difere da análise de custo-efetividade em sua aplicação,


uma vez que a primeira é utilizada quando os resultados são dificilmente monetizáveis e a segunda
destina-se a valorizar tanto os custos como os resultados em termos monetários.
Comentários:
A questão está incorreta, pois inverteu os conceitos. É a análise custo-benefício que é utilizada quando
os custos e resultados podem ser mensurados e acompanhados monetariamente.
Já a análise custo efetividade (ACE) é mais adequada a situações em que essa mensuração monetária
não é possível ou não é adequada.
Gabarito: errada

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RESUMO

Avaliação de Programas e Projetos Governamentais

A avaliação é o último estágio do processo de gerenciamento de programas e projetos. É nesse momento


que avaliamos o resultado dos esforços da organização, e dos gestores e funcionários, na obtenção dos
diversos objetivos.
O foco do processo de avaliação no setor público deve estar em garantir a qualidade da gestão,
fornecendo informações que de maneira sistematizada irão permitir uma melhor tomada de decisões,
aprimorando o desempenho dos programas e políticas públicos.

Critérios usados para avaliações

Economicidade Refere-se ao nível de utilização dos recursos (inputs).

Eficiência
Trata-se da relação entre inputs (recursos utilizados) e outputs (produtividade).
Econômica

Eficiência Trata-se do seguimento de prescrições, ou seja, do nível de conformação da


Administrativa execução a métodos preestabelecidos.

Eficácia Corresponde ao nível de alcance de metas ou objetivos preestabelecidos.

Trata da homogeneidade de distribuição de benefícios (ou punições) entre os


Equidade
destinatários de uma política pública.

Os indicadores de inputs mostram os esforços realizados, os indicadores de outputs e outcomes ou


resultados medem as realizações

Indicadores de Input
São relacionados a gastos financeiros, recursos humanos empregados ou
(entradas do
recursos materiais utilizados.
sistema)

São relacionados à produtividade de serviços ou produtos, como a quantidade


Indicadores de
de buracos tapados nas estradas, quantidade de lixo coletado, quilômetros de
Output
estradas construídas, número de pessoas atendidas em um posto de saúde etc.

São relacionados aos efeitos da política pública sobre os policytakers e à


capacidade de resolução ou mitigação do problema para o qual havia sido
Indicadores de
elaborada. São operacionalizadas por meio de médias ou percentuais de
Resultado
satisfação de usuários/cidadãos, qualidade dos serviços, acessibilidade da
política pública, número de reclamações recebidas etc.

Padrões ou parâmetros, que fornecem uma referência comparativa aos indicadores:

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✓ Padrões absolutos – metas qualitativas ou quantitativas estabelecidas anteriormente à


implementação da política pública;
✓ Padrões históricos – valores ou descrições já alcançadas no passado e que facilitam a comparação por
períodos (meses, anos) e, por consequência, geram informações sobre declínio ou melhora na política
pública;
✓ Padrões normativos – metas qualitativas ou quantitativas estabelecidas com base em um
benchmarking ou standard ideal.

Abordagem Descrição

Incorpora ideias positivistas de aplicação da metodologia de ciências naturais à


engenharia de programas públicos. Em projetos experimentais, grupos
Avaliação aleatoriamente selecionados aparentemente similares foram comparados após a
experimental aplicação de um programa a um deles. A atribuição do efeito observado ao programa
depende da premissa de que não há nenhuma outra causa concorrente para o
resultado.

Centra-se, acima de tudo, na utilidade dos resultados


da avaliação. A avaliação deve se orientar pelos objetivos e práticas de trabalho dos
tomadores de decisão. A exequibilidade política, o timing e o custo são aspectos
Avaliação
importantes. Projetos semi-experimentais (em que se busca eliminar explicações
pragmática
alternativas para os resultados por outros meios que não a seleção aleatória),
estudos de casos e vários métodos descritivos são geralmente utilizados como
ferramentas de avaliação.

Geralmente é conduzida de maneira ligeiramente


Avaliação isolada da avaliação geral. As ferramentas incluem
econômica análises de custo-benefício e avaliações de custo/eficiência. Introduzem informações
quanto ao custo dos programas como um dos critérios de avaliação.

Rejeita tanto a avaliação experimental quanto a econômica, alegando que a


sociedade se constrói socialmente e está em constante mudança por força da
interação dos indivíduos. Assim, a avaliação não pode oferecer respostas corretas e
Avaliação objetivas, mas meramente agir como elemento facilitador para a produção de
naturalista consenso entre os interessados. Os métodos aplicados, tais como etnografia,
observação de participantes, estudos de caso etc., têm por objetivo descrever e
esclarecer os valores e premissas dos interessados e dar apoio à negociação desses
aspectos no processo avaliativo.

Controle Censitário e por Amostragem

Uma avaliação censitária ocorre quando inspecionamos item a item de um processo produtivo, por
exemplo. Ou quando entrevistamos todas as pessoas de um departamento, em busca de uma avaliação
de clima organizacional.

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Sempre que possível devemos utilizar uma técnica de controle por amostragem. Através de métodos
probabilísticos, utilizamos apenas uma “amostra” da população envolvida (daí o nome da técnica).
Este controle por amostragem não é tão acurado, mas é muito mais rápido e barato de executar. É o
método mais comum de controle nas entidades e organizações.

Métodos Quantitativos e Qualitativos

Para analisar uma política pública podemos utilizar dois métodos: A análise quantitativa e a análise
qualitativa. A análise quantitativa mede resultados objetivos, que podem ser mais facilmente
mensurados.
Entretanto, esse tipo de avaliação não é tão fácil quando devemos avaliar a mudança em aspectos mais
subjetivos (como a confiança, o medo etc.).
Para isso, necessitamos de avaliações qualitativas. Essas buscam exatamente medir e acompanhar as
mudanças em fatores subjetivos. Antigamente, essas análises eram desacreditadas e evitadas.
Apesar disso, atualmente é desejável que equilibremos os métodos quantitativos e qualitativos para que
tenhamos uma visão mais balanceada e mais ampla da política pública

Tipos de avaliação. Análise custo-benefício e análise custo-efetividade

A análise custo-benefício (ACB) busca comparar, como o próprio nome diz, os benefícios que recebemos
contra os custos que tivemos. Assim, todo projeto ou política que possa ser analisado de forma econômica
monetária (dinheiro), podemos utilizar este tipo de análise .
A análise custo-efetividade: Sua particularidade radica em comparar os custos com a potencialidade de
alcançar mais eficaz e eficientemente os objetivos não expressáveis em moeda.

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Coleta, análise e interpretação de informações quantitativas e


qualitativas para avaliação de programas governamentais

Métodos de Coleta de Dados


De acordo com o Manual de Auditoria Operacional do TCU 1, os principais métodos de coleta de dados são:
a pesquisa documental, o estudo de caso, a pesquisa (survey), a pesquisa experimental, a pesquisa quase-
experimental e a pesquisa não-experimental. Abaixo, veremos cada uma delas:

Pesquisa Documental
Relaciona-se com toda a análise de documentos já disponíveis para análise, como relatórios, balanços,
estudos publicados, normas, livros, revistas, artigos, etc. Engloba toda a literatura do tema tornada
disponível publicamente sobre o objeto de estudo.

Estudo de Caso
É um método que deve ser utilizado sempre que for necessário entender uma situação complexa.
Normalmente, não são utilizados isoladamente, mas somados a outros métodos.
São muito úteis quando os casos em questão podem trazer muita informação em uma pequena amostra da
população e permitam ao pesquisador ou analista compreender melhor o tema.

Pesquisa
Serve para obter dados qualitativos e quantitativos. Normalmente, emprega-se em conjunto com outros
métodos, como o estudo de caso, para contrabalancear o aspecto qualitativo deste último.
A pesquisa pode ser por amostragem ou ser censitário (quando aborda todos os elementos de uma
população). Normalmente, são utilizadas técnicas estatísticas para fazer a pesquisa.

Pesquisa Experimental, Quase Experimental e Não Experimental


A pesquisa experimental tem o objetivo de compreender melhor a relação de causa e efeito de um programa.
Assim, são escolhidos dois grupos: um que receberá o estímulo do programa e outro que não o receberá (o
grupo de controle).
Os grupos devem ser escolhidos de forma aleatória, de modo que o avaliador não consiga influir na escolha
nem possa “contaminar” a pesquisa.
Naturalmente, se forem observadas diferenças entre os resultados dos grupos, poderemos inferir que isto
foi causado pela política ou programa governamental.

1
(Tribunal de Contas da União, 2010)

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Entretanto, nem sempre conseguimos efetuar uma pesquisa experimental, por diversos motivos. Assim,
poderemos escolher uma pesquisa quase-experimental para casos mais difíceis.
Neste método, como não teremos como escolher os grupos de modo randômico, tentaríamos escolher os
grupos de modo que estes não tivessem muitas diferenças iniciais. Assim, teríamos como diferenciar o
resultado dos grupos como efeito da política.
Finalmente, uma pesquisa não-experimental ocorre quando não conseguimos executar nem mesmo as
pesquisas quase-experimentais. Pelas pesquisas não-experimentais, não é possível explicar
consistentemente se os efeitos foram gerados ou não pelo programa, mas as pesquisas não experimentais
podem servir para conhecer alguns aspectos do programa se utilizados em conjunto com outros métodos.

Técnicas de Coleta dos Dados


As principais técnicas de coleta de dados são 2: os questionários, as entrevistas, a observação direta e a
utilização de dados já existentes.

Questionários
Os questionários são formulários com perguntas estruturadas e padronizadas que têm o objetivo de
comparar respostas, montar análises estatísticas e gerar certas conclusões sobre uma situação específica3.
Dentre os dados que podem ser coletados, temos: renda familiar, comportamentos, opiniões, escolaridade,
etc. A grande vantagem desta técnica é a facilidade de disseminação: os questionários podem ser enviados
por correio, internet, dentro outros meios.
Sua grande desvantagem é que a montagem das perguntas deve ser feita por um profissional experiente e
as informações obtidas nem sempre são rigorosas.

Entrevistas
Esse é o método mais intuitivo de se compreender. Basicamente, trata-se de uma série de perguntas
apresentadas por um entrevistador a um entrevistado presente fisicamente (normalmente).
As perguntas podem ser feitas de modo individual (apenas o entrevistador e o entrevistado) ou pode ser
feita de modo coletivo (vários entrevistados ou entrevistadores ao mesmo tempo).
Além disso, as perguntas podem já estar estruturadas (questões fechadas estabelecidas anteriormente, em
um ritmo fixo e ordenado), não estruturada (questões abertas, em um “clima” mais descontraído – como
uma conversa informal) ou semiestruturadas (duas modalidades de questões – abertas e fechadas)4.
A entrevista é uma maneira de o avaliador coletar dados não facilmente evidenciados ou pouco claros. Como
o contato é direto, podemos perceber melhor as opiniões, o comportamento dos atores, detalhes obscuros
das operações, etc.

2
(Tribunal de Contas da União, 2010)
3
(Tribunal de Contas da União, 2010)
4
(Tribunal de Contas da União, 2010)

51
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Além disso, é uma técnica interessante para utilizar em conjunto com outras técnicas (é uma técnica custosa
e que leva mais tempo), quando devemos ter uma informação mais profunda sobre o problema analisado.

Observação Direta
Como o próprio nome diz, a observação direta consiste da análise presencial de um avaliador do problema
ou programa governamental a ser avaliado.
Assim sendo, o avaliador utilizará sua capacidade de ver, ouvir e perceber para avaliar o funcionamento de
algum aspecto a ser avaliado. De acordo com Patton5, as principais vantagens da observação direta são:
“- permite ao observador compreender o contexto no qual se desenvolvem as atividades;
- permite ao observador testemunhar os fatos, sem depender de informações de terceiros;
- permite que um observador treinado perceba aspectos que escapam aos participantes,
rotineiramente envolvidos com o programa;
- pode captar aspectos do programa sobre os quais os participantes não desejam falar numa
entrevista, por ser um tema delicado ou embaraçoso;
- traz para a análise as percepções do próprio observador, que, ao serem confrontadas com as
percepções dos entrevistados, fornecem uma visão mais completa do programa estudado;
- permite que o observador forme impressões que extrapolem o que é possível registrar, mesmo
nas mais detalhadas anotações de campo, e que podem auxiliar a compreensão do programa e dos
seus participantes.”

Utilização de Dados Existentes


Algumas vezes, é interessante aproveitar dados já existentes no processo de avaliação. Naturalmente, deve
ser avaliado se estes dados são confiáveis, se estão adequados ao objetivo da análise, se estão disponíveis
facilmente, se estão armazenados corretamente, dentro outros aspectos.
Deste modo, podemos utilizar dados coletados para outros fins de modo que nos ajudem em outro processo
de análise, poupando tempo e esforço.

Método de Análise dos Dados

Após termos os dados coletados, teremos de analisa-los corretamente. Para isso, existem diversos métodos.
Os principais são6:

5
(Patton, 1987) apud (Tribunal de Contas da União, 2010)
6
(Tribunal de Contas da União, 2010)

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Tabulação de Frequências
Após coletarmos os dados dos questionários, por exemplo, devemos tabular os dados. Ou seja, devemos
checar a consistência e as relações entre estes dados coletados (por exemplo, o custo dos remédios
comprados por prefeituras).
Através da tabulação (que normalmente é feita em programas de computador), podemos testar hipóteses e
fazer gráficos que facilitem a visualização dos dados.

Análise Gráfica
Tendo os dados já sido coletados e tabulados, podemos montar diversos tipos de gráficos (histogramas,
gráfico de “pizza”, gráficos de dispersão, dentre outros).
Estes gráficos revelam tendências e possibilitam uma melhor análise de dados complexos e em grande
número. Além disso, possibilitam ao avaliador observar diferenças grandes entre os resultados esperados,
possíveis aspectos a serem observados de mais perto, dentre outras análises.

Análise Qualitativa
Um dos métodos mais importantes é a análise qualitativa, que ocorre através da experiência dos avaliadores
em comparar diversos dados de fontes diferentes. Através do contraste entre experiências anteriores e de
setores diferentes, é possível montar uma análise mais completa. De acordo com Patton 7, pode-se ainda
adotar,
a) Análise de conteúdo: técnica de análise sistemática de informação textual, organizada de forma
padronizada, que permite realizar inferência sobre seu conteúdo. Pode ser usada para analisar
transcrições de entrevistas grupos focais e documentos, como relatórios, descrição de política pública.
Recomenda-se usar software adequado em caso de grande quantidade de material a ser analisado.
b) Triangulação: uso de diferentes métodos de pesquisa e/ou de coleta de dados para estudar a mesma
questão, com o objetivo de fortalecer as conclusões finais, podendo assumir as formas a seguir
indicadas:
• coletar dados de diferentes fontes sobre a mesma questão;
• empregar diferentes entrevistadores e pesquisadores de campo para evitar vieses na coleta de
dados;
• usar múltiplos métodos de pesquisa para estudar a mesma questão;
• usar teorias diferentes para interpretar os dados coletados.
c) Interpretações alternativas: uma vez formulada uma interpretação a partir das principais relações
identificadas na análise, devem-se buscar interpretações alternativas; caso não sejam encontradas
evidências substantivas que sustentem essas interpretações, reforça-se a confiança na interpretação
originalmente formulada. Em uma auditoria operacional de qualidade, os argumentos sustentados pela
equipe devem ser confrontados com os melhores contra-argumentos possíveis (ISSAI 3000/4.5, 2004).
d) Caso negativo: relacionado ao item anterior, trata-se de identificar as situações que não seguem a
interpretação principal ou corrente em razão de circunstâncias específicas e que, por isso mesmo,

7
(Patton, 1987) apud (Tribunal de Contas da União, 2010)

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funcionam como “exceções (casos negativos) que confirmam a regra” e que ajudam a esclarecer os
limites e as características da interpretação principal.”

Análise Envoltória de Dados


A análise envoltória de dados (DEA do inglês Data Envelopment Analysis) é um método de análise da
eficiência relativa de unidades comparáveis (países, empresas, órgãos públicos, etc.), de modo a buscar uma
melhora na performance das unidades. É um método matemático não paramétrico de programação linear.
Uma unidade seria eficiente, de acordo com Charnes 8, se nenhuma outra unidade (dentro de um grupo
homogêneo de unidades, ou seja, comparando-se órgãos semelhantes) produzisse um maior output
(produtos e/ou serviços) com o mesmo input (insumos ou recursos).
Essas unidades foram denominadas pelo autor como unidades tomadoras de decisão, ou decision making
units (DMUs)9. De acordo com Vilela10,
“Dentre as características dessa forma de avaliação, merece destaque o fato de que as medidas
obtidas são comparativas, baseando-se na identificação das melhores práticas dentre a
base de dados analisada; para cada caso, podem ser decompostas em medidas de ajuste em
relação a valores de fronteira de eficiência para cada variável de entrada e saída. Essa informação
é muito importante para avaliadores e gestores, pois revela a consistência do desempenho de
unidades e do sistema como um todo.”
Assim sendo, o método DEA tem como característica a facilidade na avaliação de unidades eficientes e
ineficientes do sistema (como a comparação de escolas públicas entre si, por exemplo).

8
(Charnes et al., 1978) apud (Vilela, Nagano, & Merlo, 2007)
9
(Vilela, Nagano, & Merlo, 2007)
10
(Vilela, Nagano, & Merlo, 2007)

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RESUMO

Coleta, análise e interpretação de informações quantitativas e qualitativas para avaliação


de programas governamentais

Métodos de Coleta de Dados

Pesquisa Documental

Relaciona-se com toda a análise de documentos já disponíveis para análise, como relatórios,
balanços, estudos publicados, normas, livros, revistas, artigos, etc. Engloba toda a literatura
do tema tornada disponível publicamente sobre o objeto de estudo.

Estudo de Caso

É um método que deve ser utilizado sempre que for necessário entender uma situação
complexa. Normalmente, não são utilizados isoladamente, mas somados a outros métodos.

Pesquisa

Serve tanto para que possamos obter dados qualitativos e quantitativos. Normalmente, é
utilizada em conjunto com outros métodos, como o estudo de caso para contrabalancear o
aspecto qualitativo deste último.

Pesquisa Experimental, Quase Experimental e Não Experimental

A pesquisa experimental tem o objetivo de compreender melhor a relação de causa e efeito


de um programa. Assim, são escolhidos dois grupos: um que receberá o estímulo do programa
e outro que não receberá (o grupo de controle).
Os grupos devem ser escolhidos de forma aleatória, de modo que o avaliador não consiga
influir na escolha e possa “contaminar” a pesquisa.
Entretanto, nem sempre conseguimos efetuar uma pesquisa experimental, por diversos
motivos. Assim, poderemos escolher uma pesquisa quase-experimental para esses casos
mais difíceis.
Neste método, como não teremos como escolher os grupos de modo randômico, tentaríamos
escolher os grupos de modo que estes não tenham muitas diferenças iniciais. Assim, teríamos
como diferenciar o resultado dos grupos como efeito da política.
Finalmente, uma pesquisa não-experimental ocorre quando não conseguimos executar nem
mesmo as pesquisas quase-experimentais

Técnicas de Coleta dos Dados

Questionários

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São formulários com perguntas estruturadas e padronizadas que têm o objetivo de comparar
respostas, montar análises estatísticas e gerar certas conclusões sobre uma situação
específica.

Entrevistas

Trata-se de uma série de perguntas efetuadas por um entrevistador para um entrevistado


presente fisicamente (normalmente).
Estas perguntas podem ser feitas de modo individual (apenas o entrevistador e o
entrevistado) ou pode ser feita de modo coletivo (vários entrevistados ou entrevistadores ao
mesmo tempo).
Além disso, as perguntas podem já estar estruturadas (questões fechadas estabelecidas
anteriormente, em um ritmo fixo e ordenado), não estruturada (questões abertas, em um
==2c89c3==

“clima” mais descontraído – como uma conversa informal) ou semiestruturadas (duas


modalidades de questões – abertas e fechadas)

Observação Direta

Consiste da análise presencial de um avaliador do problema ou programa governamental a


ser avaliado.
Assim sendo, o avaliador utilizará sua capacidade de ver, ouvir e perceber para avaliar o
funcionamento de algum aspecto a ser avaliado

Utilização de Dados Existentes

Podemos utilizar dados coletados para outros fins de modo que nos ajudem em outro
processo de análise, poupando tempo e esforço.

Método de Análise dos Dados

Tabulação de Frequências

Devemos checar a consistência e as relações entre estes dados coletados (por exemplo, o
custo dos remédios comprados por prefeituras).
Através da tabulação (que normalmente é feita em programas de computador), podemos
testar hipóteses e fazer gráficos que facilitem a visualização dos dados.

Análise Gráfica

Tendo os dados já sido coletados e tabulados, podemos montar diversos tipos de gráficos
(histogramas, gráfico de “pizza”, gráficos de dispersão, dentre outros).
Estes gráficos revelam tendências e possibilitam uma melhor análise de dados complexos e
em grande número.

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Análise Qualitativa

Através do contraste entre experiências anteriores e de setores diferentes, é possível montar


uma análise mais completa. Pode-se ainda adotar:
Análise de conteúdo: técnica de análise sistemática de informação textual, organizada de
forma padronizada, que permite realizar inferência sobre seu conteúdo.
Triangulação: uso de diferentes métodos de pesquisa e/ou de coleta de dados para estudar a
mesma questão, com o objetivo de fortalecer as conclusões finais
Interpretações alternativas: uma vez formulada uma interpretação a partir das principais
relações identificadas na análise, devem-se buscar interpretações alternativas; caso não
sejam encontradas evidências substantivas que sustentem essas interpretações, reforça-se a
confiança na interpretação originalmente formulada
Caso negativo: relacionado ao item anterior, trata-se de identificar as situações que não
seguem a interpretação principal ou corrente em razão de circunstâncias específicas e que,
por isso mesmo, funcionam como “exceções (casos negativos) que confirmam a regra”

Análise Envoltória de Dados

A Análise Envoltória de Dados ou DEA (de Data Envelopment Analysis em inglês) é um


método de análise da eficiência relativa de unidades comparáveis (países, empresas, órgãos
públicos, etc.), de modo a buscar uma melhora na performance das unidades. É um método
matemático não paramétrico de programação linear.

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O FATOR HUMANO NO PROCESSO DE CONTROLE


Muitas vezes analisamos o controle por seu aspecto instrumental e mecânico, mas as organizações são feitas
de pessoas. Desse modo, os sistemas de controle são construídos para controlar seu comportamento.
Só que controlar o comportamento das pessoas não é fácil e gera uma série de problemas e resistências que
devem ser levados em consideração pelos administradores.
Nenhum controle funcionará se for rejeitado pelas pessoas da organização. Afinal de contas, é o fator
humano que garantirá, ou não, a eficácia do sistema de controle.

Efeitos Comportamentais no Processo de Controle

Muitos estudos apontam que o sistema de controle pode gerar maior performance dos trabalhadores, seja
por apontar claramente o que deve ser feito, bem como indicar oportunidades de melhoria.
Entretanto, não temos apenas fatores positivos no processo de controle do comportamento dos indivíduos.
Entre os efeitos nocivos, podemos apontar o comportamento burocrático, o comportamento tático e a
resistência ao controle.
Abaixo, podemos ver a descrição de cada um deles1:

Efeitos Negativos Descrição

Consiste no direcionamento dos esforços individuais


apenas na realização das atividades medidas pelo sistema
Comportamento de controle.
burocrático Trabalhadores apresentam bom desempenho no sistema
de controle, mas não se envolvem na resolução de
problemas nem procuram desenvolver outras atividades.

Ocorre quando os trabalhadores tentam trapacear o


sistema de controle.
Comportamento tático Trabalhadores podem estabelecer metas fáceis demais,
manipular os parâmetros de avaliação ou inserir dados
falsos no sistema para cobrir deficiências.

Trabalhadores ignoram ou manipulam o sistema de


controle.
Resistência ao Controle Ocorre porque o controle naturalmente diminui a
autonomia das pessoas, que sentem uma perda de
liberdade.

1
(Sobral & Peci, 2008)

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Para que não tenhamos esses efeitos negativos, é importante que os gestores tenham mais flexibilidade na
aplicação dos sistemas de controle a fim de serem aceitos pelos membros da organização.

Abordagens Estratégicas ao Controle Comportamental

Como vimos, as organizações criam sistemas para controlar o comportamento das pessoas. Para eu possam
fazer isso, elas têm duas alternativas estratégicas: a imposição externa e a motivação interna.
A estratégia de controle via imposição externa parte do princípio de que os trabalhadores serão motivados
pelas recompensas e ameaças de punição que receberão como consequência do seu desempenho e
comportamento.
Já a estratégia de controle por meio da motivação interna está baseada na noção de que os funcionários
serão motivados por meio do seu comprometimento com os objetivos organizacionais, pelo sentimento de
==2c89c3==

realização e pelo reconhecimento de ter feito um bom trabalho.


Abaixo, podemos ver com mais detalhes cada uma das alternativas estratégicas2:

- Objetivos e parâmetros de desempenho são impostos


externamente.
- Objetivos são difíceis de alcançar para que os
Características
funcionários não se acomodem.
Controle por Imposição Externa

- Recompensas são direta e abertamente relacionadas


ao desempenho individual.

- Maior controle sobre o desempenho dos subordinados.


Resultados
Positivos - Maior direcionamento dos esforços dos membros para o
alcance dos objetivos estabelecidos.

- Potencial comportamento disfuncional por parte dos


trabalhadores, resistindo ou enganando o sistema.
- Redução do fluxo de informação, especialmente de
Resultados
informação negativa a respeito do desempenho ou sobre
Negativos
os parâmetros.
- Pouco comprometimento dos trabalhadores com
relação ao desempenho da organização como um todo.
Controle por

- Objetivos e parâmetros de desempenho são definidos de


Motivação
Interna

forma participativa.
Características
- Parâmetros de controle são utilizados para identificar e
resolver problemas, não para punir ou responsabilizar.

2
(Sobral & Peci, 2008)

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- Recompensas são relacionadas ao desempenho geral.

- Maior comprometimento e motivação dos


trabalhadores.
Resultados
- Maior satisfação dos membros no local de trabalho.
Positivos
- Maior fluxo de informações com o objetivo de melhorar
o desempenho da organização como um todo.

- Menor controle sobre o desempenho dos subordinados.


- Estabelecimento de objetivos individuais pouco
Resultados
ambiciosos.
Negativos
- Dificuldade de estabelecer uma base objetiva para
recompensar os trabalhadores.

Técnicas de Controle Comportamental

Existem diversas técnicas de controle comportamental, que buscam verificar se os funcionários estão mesmo
fazendo o que a instituição espera deles.
Algumas destas técnicas são muito utilizadas nas organizações, como a supervisão direta, a avaliação de
desempenho e a disciplina. A supervisão direta envolve, como o nome indica, a observação direta do
comportamento do trabalhador, visando à correção dos desvios assim que eles vão acontecendo.
É muito comum nas linhas de montagem, por exemplo. A presença do supervisor no ambiente restringe o
comportamento dos trabalhadores e permite a rápida percepção dos problemas.
Já a avaliação de desempenho envolve a constante avaliação dos resultados dos trabalhadores, visando
avaliar a sua contribuição para o desempenho da organização.
Os trabalhadores irão buscar uma boa avaliação no sistema de controle, visando melhorias de salário e
promoções na organização.
Finalmente, temos a disciplina. Ela é utilizada quando o trabalhador tem um resultado insatisfatório
constantemente e/ou ignora as regras e normas da instituição. Consiste, naturalmente, em medidas
punitivas que buscam apontar ao funcionário que seu comportamento não é aceitável e deve ser alterado.
Abaixo, temos as diversas técnicas de controle comportamental que podem ser utilizadas3:

Técnica Mecanismo de Controle do Comportamento

Recrutamento e Identifica e contrata pessoas cujos valores, atitudes e personalidade


Seleção se encaixam no perfil comportamental desejado pela organização.

3
(Robbins & Coulter, 2006) apud (Sobral & Peci, 2008)

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Define os comportamentos aceitáveis e desejados e aqueles


Orientação
comportamentos que devem ser evitados.

Desenho de Define as tarefas que o trabalhador deve executar, os resultados


Cargos desejados, o ritmo de trabalho pretendido etc.

Avaliação de Direciona o comportamento dos trabalhadores de forma a garantir


Desempenho uma boa avaliação por seus superiores.

Ensina os trabalhadores a executar, com eficácia e eficiência, suas


Treinamento
atividades e tarefas.

Estabelecimento Dirige e limita o comportamento dos trabalhadores de forma a


de Objetivos alcançar objetivos específicos.

Define regras, procedimentos, políticas e normas que estabelecem as


Formalização
práticas aceitáveis e restringem o comportamento.

Incentivos e Atuam como reforço para encorajar o comportamento desejado e


Bônus extinguir comportamentos desviantes.

Disciplina Reforça as regulamentações e padrões organizacionais.

Supervisão Limita o comportamento dos trabalhadores e permite a rápida


Direta correção de comportamentos desviantes.

Cultura Por meio de histórias, rituais e valores partilhados, transmite o que a


Organizacional organização considera um comportamento apropriado.

(TRT-SC – ANALISTA) Em uma empresa de tecnologia de informação, a estratégia de controle


comportamental parte do pressuposto de que os funcionários são motivados pelo sentimento de
reconhecimento e realização. Os objetivos e metas individuais são estabelecidos de forma
participativa, as recompensas são relacionadas ao desempenho, considerado em várias dimensões, e
os resultados observados no controle são utilizados como formas de identificação e resolução de
problemas, em vez de voltados para responsabilização e punição.
Esta estratégia de controle comportamental é conhecida como controle por motivação interna, e tem
como um potencial resultado negativo:
(A) diminuição da satisfação e do comprometimento dos funcionários;
(B) comportamento disfuncional por parte dos funcionários, resistindo ou burlando o sistema;

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(C) pouco comprometimento dos funcionários para com o desempenho global da organização;
(D) estabelecimento de objetivos individuais pouco ambiciosos;
(E) comportamento conformista e limitado ao cumprimento do exigido, por parte dos funcionários.
Comentários
De acordo com Sobral e Peci, os resultados negativos do controle por motivação interna são:
Menor controle sobre o desempenho dos subordinados.
Estabelecimento de objetivos individuais pouco ambiciosos.
Dificuldade de estabelecer uma base objetiva para recompensar os trabalhadores.
Gabarito: letra D

BIBLIOGRAFIA
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Daft, R. L. (2005). Management. Mason: Thomson.
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construção de indicadores. Brasília.
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - Secretaria de Planejamento e Investimentos
Estratégicos . (2012). Indicadores - Orientações Básicas Aplicadas à Gestão Pública. Brasilia: MP.
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Estratégicos - SPI. (2010). Indicadores de programas: Guia Metodológico. Brasília: MP.
Palvarini, B. (2010). Guia Referencial de Mensuração do Desempenho na Administração Pública . III
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Rennó, R. (2013). Administração Geral para Concursos. Rio de Janeiro: Campus Elsevier.
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Rua, M. d. (s.d.). Desmistificando o problema: uma rápida introdução ao estudo dos indicadores. Acesso em
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Secchi, L. (2010). Políticas Públicas: conceitos, esquemas de análise, casos práticos. São Paulo: Cengage
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Sobral, F., & Peci, A. (2008). Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: Pearson
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Souza, D. L., Said, M. L., Kock, M. B., Malachias, R. A., & Lapa, L. R. (2009). Indicadores de Desempenho.
Tribunal de Contas da União. Brasília.
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Vilela, D., Nagano, M., & Merlo, E. (2007). Aplicaçăo da Análise Envoltória de Dados em Cooperativas de
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QUESTÕES COMENTADAS

1. (CESPE – PREF. FORTALEZA - AFM – 2023)


Um objetivo estratégico que de fato norteie a ação de uma instituição deve ser claro e
específico quanto à ação que pretende realizar; mensurável, para que seu alcance possa ser
acompanhado; atingível, para que não desmotive as equipes envolvidas; relevante para o
alcance da missão e da visão; e, ainda, ter prazo definido para ser alcançado.

Comentários:

A questão aborda os critérios que um objetivo estratégico deve atender para orientar
eficazmente a ação de uma instituição. A afirmação apresentada na questão descreve esses
critérios, que são geralmente conhecidos pelo acrônimo SMART. Podemos ver abaixo cada um
desses critérios:
Específico: Um objetivo estratégico deve ser claro e específico, indicando claramente o que
precisa ser alcançado. Isso ajuda a evitar ambiguidades e fornece uma direção clara para as
equipes envolvidas.
Mensurável: A mensurabilidade de um objetivo permite que o progresso em direção a ele seja
rastreado e avaliado. Isso é crucial para entender se a estratégia está funcionando e para fazer
ajustes conforme necessário.
Atingível: Um objetivo deve ser realista e atingível. Se for percebido como inatingível, pode
desmotivar as equipes. Por outro lado, um objetivo desafiador, mas possível, pode motivar e
inspirar as pessoas.
Relevante: A relevância do objetivo para a missão e visão da organização assegura que ele esteja
alinhado com os valores e propósitos mais amplos da instituição. Isso garante que o objetivo
contribua significativamente para a direção estratégica geral da organização.
Prazo Definido: Ter um prazo definido é importante para criar um senso de urgência e para
facilitar o planejamento e a alocação de recursos. Um cronograma claro também ajuda a manter
todos focados e orientados para o cumprimento dos objetivos.
Assim, a questão reflete precisamente os critérios SMART para a formulação de objetivos
estratégicos eficazes. Objetivos que atendem a esses critérios são mais propensos a serem
bem-sucedidos porque são claros, mensuráveis, atingíveis, relevantes e têm um prazo definido.
Gabarito: Certo

2. (CESPE – PREF. FORTALEZA - AFM – 2023)

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Para que, de fato, possam nortear a ação da prefeitura, os objetivos estratégicos, ao serem
definidos, devem ser, além de específicos e mensuráveis, relevantes para o alcance da missão,
não importando se é viável seu alcance.

Comentários:

A afirmação de que a viabilidade não é importante é problemática. A viabilidade, ou a


possibilidade de realização de um objetivo, é um aspecto crucial na formulação de objetivos
estratégicos.
Objetivos que não são viáveis podem levar a frustração, desperdício de recursos e desmotivação
das equipes. Além disso, perseguir objetivos inatingíveis pode prejudicar a credibilidade da
gestão e afetar negativamente a confiança do público.
Portanto, enquanto os objetivos estratégicos devem ser, de fato, específicos, mensuráveis e
relevantes, a viabilidade de seu alcance é igualmente importante.
Gabarito: Errado

3. (CESPE – TJ-CE - TÉCNICO – 2023)


A função administrativa que monitora, compara, estabelece padrões e faz medidas corretivas
chama-se

(A) Planejamento.
(B) Organização.
(C) Direção.
(D) Processos.
(E) Controle.
Comentários:

A função administrativa que envolve o monitoramento do desempenho organizacional, a


comparação desse desempenho com os padrões estabelecidos e a tomada de ações corretivas,
conforme necessário, é a função de controle.
Gabarito: Letra E

4. (CESPE – TJ-ES - ANALISTA – 2023)


Para a definição de indicadores de desempenho, a utilização de medidas ou números
agregados é mais adequada que a utilização de dados que sejam muito detalhados, de difícil
obtenção ou mensuração.

Comentários:

Em muitos casos, dados agregados são mais fáceis de entender e interpretar. Eles podem ajudar
a fornecer uma visão geral clara do desempenho e tornar mais fácil identificar tendências, o que
é frequentemente o objetivo de se ter indicadores de desempenho.

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Esses indicadores agregam diversas informações em uma única métrica, facilitando a análise e
permitindo uma melhor compreensão do desempenho em diferentes áreas da organização.
Entretanto, um dos desafios de utilizar dados muito detalhados é a complexidade envolvida na
coleta e na análise desses dados. Isso pode consumir recursos significativos, incluindo tempo e
dinheiro, sem necessariamente fornecer insights mais úteis do que dados mais agregados.
Gabarito: Certo

5. (CEBRASPE – SECONT-ES – AUDITOR – 2022)


Indicadores e outras formas de medição de desempenho podem ser utilizados para selecionar
uma organização pública para benchmarking, com o intuito de estimular melhorias.

Comentários:

Para que possamos saber como as organizações estão cumprindo, ou não, seu papel, nós
precisamos de indicadores. Estes são como “termômetros” que nos permitem avaliar como a
instituição está se saindo na realidade.
O conceito de indicador costuma ser definido pela literatura de modo semelhante. Para Ferreira,
Cassiolato e Gonzales1,
“O indicador é uma medida, de ordem quantitativa ou qualitativa, dotada de significado particular e utilizada
para organizar e captar as informações relevantes dos elementos que compõem o objeto da observação. É um
recurso metodológico que informa empiricamente sobre a evolução do aspecto observado”.
Assim, podemos sim utilizar indicadores para identificar organizações que tenham excelência em
alguma área ou processo para que possamos utilizar como benchmarking, ou seja, adaptar
processos e práticas de excelência para a nossa organização.
Gabarito: Certo

6. (CESPE – TCE-SC - AUDITOR – 2022)


Na função administrativa, o objetivo fundamental do controle é coibir execuções ou
comportamentos indesejados, e a melhor maneira de exercê-lo está circunscrita no nível
departamental.

Comentários:

O controle é o processo administrativo que busca avaliar se os objetivos estão ou não sendo
atingidos pela empresa. Através do monitoramento dos resultados e sua comparação com os
resultados esperados ou planejados, podemos propor ações corretivas ou aprender com o que
funcionou.
A questão peca porque o controle não serve somente para coibir comportamentos indesejados,
mas também para aprender com o que funcionou. Além disso, não fica restrito ao nível
departamental (nível médio ou tático). Temos controle no nível operacional e no nível estratégico.

1
(Ferreira et Al, 2009) apud (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de
Planejamento e Investimentos Estratégicos - SPI, 2010)

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Gabarito: Errado

7. (CESPE – CODEVASF - ANALISTA – 2021)


As avaliações de programas e projetos possuem a finalidade de orientar a tomada de decisões
sobre sua continuidade, bem como de gerar conhecimento e aprendizagem.

Comentários:

Sem dúvida, a avaliação dos programas e projetos governamentais devem servir para avaliar se
estão atingindo os resultados desejáveis e planejados, bem como sugerir eventuais mudanças
nos mesmos.
Gabarito: Certo
==2c89c3==

8. (CESPE – ALECE - ANALISTA – 2021)


Em uma organização, a primeira e a segunda fase de execução da função administrativa de
controle são, respectivamente,

(A) comparação de desempenho e avaliação de desempenho.


(B) adoção de ação corretiva e comparação de desempenho.
(C) avaliação de desempenho e adoção de ação corretiva.
(D) definição de padrões de desempenho e avaliação de desempenho.
(E) comparação de desempenho e adoção de ação corretiva.
Comentários:

A questão trata do processo de controle, que é formado por quatro etapas: o estabelecimento
dos padrões (qual é o resultado esperado), o monitoramento do desempenho (coleta dos dados),
a comparação com o planejado, e a tomada de ações corretivas (quando necessário).
Abaixo, podemos ver cada etapa deste processo2:

2
(Sobral & Peci, 2008)

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Figura 1 – Etapas do Processo de Controle

Como podemos ver, o gabarito é a letra D.


Gabarito: Letra D

9. (CESPE – MINISTÉRIO DA ECONOMIA - ANALISTA – 2020)


Indicadores de efetividade servem de insumos para a análise dos resultados de curto e médio
prazos, necessários para se obterem determinados produtos ou impactos.

Comentários:

Os indicadores de efetividade buscam avaliar os efeitos ou impactos das políticas públicas na


sociedade. Deste modo, podem ser usados para avaliar essas políticas no curto, no médio e no
longo prazo.
Gabarito: Certo

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10. (CESPE – MPE-CE - ANALISTA – 2020)


Um dos aspectos essenciais do controle é a orientação rápida para as exceções, cuja
finalidade é proporcionar um julgamento individual que possibilite modificações para
adaptar-se a novas circunstâncias.

Comentários

De acordo com Chiavenato, existem sete características do controle3:

Características Descrição

O controle deve apoiar planos estratégicos e focalizar as


Orientação estratégica para
atividades essenciais que fazem a real diferença para a
resultados
organização.

O controle deve apoiar o processo de tomada de decisões


Compreensão apresentando dados em termos compreensíveis. O controle
deve evitar relatórios complicados e estatísticas enganosas.

O controle deve indicar os desvios rapidamente, por meio de uma


Orientação rápida para as
visão panorâmica sobre onde as variações estão ocorrendo e o
exceções
que deve ser feito para corrigi-las adequadamente.

O controle deve proporcionar um julgamento individual e que


Flexibilidade possa ser modificado para adaptar-se a novas circunstâncias e
situações.

O controle deve proporcionar confiabilidade, boa comunicação


Autocontrole
e participação entre as pessoas envolvidas.

O controle deve enfatizar o desenvolvimento, a mudança e a


Natureza positiva melhoria. Deve alavancar a iniciativa das pessoas e minimizar o
papel da penalidade e das punições.

O controle deve ser imparcial e acurado para todos. Deve ser


Clareza e objetividade respeitado como um propósito fundamental a melhoria do
desempenho.
Como podemos ver, a banca trocou os conceitos de flexibilidade e da orientação rápida para as
exceções. Gabarito: Errada

11. (CESPE – SLU-DF - ANALISTA – 2019)

3
(Chiavenato, Administração nos novos tempos, 2010)

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No processo administrativo, cabe à função de controle a comparação entre desempenho


efetivo e metas preestabelecidas.

Comentários

O processo de controle é formado por quatro etapas: o estabelecimento dos padrões (qual é o
resultado esperado), o monitoramento do desempenho (coleta dos dados), a comparação com o
planejado, e a tomada de ações corretivas (quando necessário).
Abaixo, podemos ver cada etapa deste processo4:

Desta forma, o gabarito é mesmo questão certa.


Gabarito: Certo

12. (CESPE – CGE-CE - AUDITOR - 2019)


O modelo de avaliação com foco específico na identificação e eliminação de erros de
formulação e de desenho em políticas públicas, antes de sua implementação, é denominado
avaliação

4
(Sobral & Peci, 2008)

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(A) ex-post.
(B) de processos.
(C) de custo-efetividade.
(D) de desempenho.
(E) ex-ante.
Comentários

A classificação do controle de acordo com o tempo se divide em: preventivo, simultâneo e


posterior. Podemos ver abaixo as principais características dos tipos de controle, de acordo com
Sobral e Peci5:
Tipos Características Exemplos

- Testes de seleção de recursos


- Antecipa os problemas humanos
Preventivo - É proativo - Programas de manutenção
- Enfoca os insumos preventiva
- Inspeção de matérias-primas
- Supervisão direta dos
- Corrige trabalhadores
problemas à medida - Controles estatísticos de
Simultâneo que ocorrem processo produtivo
- É reativo - Auditorias de natureza
- Enfoca os processos operacional realizadas pelos Tribunais
de Contas
- Inspeção de qualidade dos bens
- Corrige problemas
depois de ocorrerem - Avaliação de desempenho
Posterior - Análise das prestações de contas
- Enfoca os
resultados pelos
Tribunais de Contas
Tabela 1: Tipos de Controle. Adaptado de: (Sobral & Peci, 2008)
Assim, como a questão pede o tipo de controle feito antes da atividade, temos o gabarito como
letra E. Gabarito: letra E

13. (CESPE – MPC-PA - ANALISTA - 2019)


Assinale a opção que apresenta a(s) característica(s) do controle — uma das quatro funções do
processo administrativo — que enfatiza(m) o desenvolvimento, a mudança e a melhoria, de
modo a impulsionar a iniciativa das pessoas e reduzir a aplicação de penalidades.

5
(Sobral & Peci, 2008)

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(A) flexibilidade.
(B) clareza e objetividade.
(C) orientação rápida para as exceções.
(D) compreensão.
(E) natureza positiva.
Comentários

Mais uma questão que trata das características do controle. De acordo com Chiavenato,
existem sete características do controle6:

Características Descrição
O controle deve apoiar planos estratégicos e focalizar
Orientação estratégica
as atividades essenciais que fazem a real diferença
para resultados
para a organização.
O controle deve apoiar o processo de tomada de
decisões apresentando dados em termos
Compreensão
compreensíveis. O controle deve evitar relatórios
complicados e estatísticas enganosas.
O controle deve indicar os desvios rapidamente, por
Orientação rápida para meio de uma visão panorâmica sobre onde as
as exceções variações estão ocorrendo e o que deve ser feito para
corrigi-las adequadamente.
O controle deve proporcionar um julgamento
Flexibilidade individual e que possa ser modificado para adaptar-se
a novas circunstâncias e situações.
O controle deve proporcionar confiabilidade, boa
Autocontrole comunicação e participação entre as pessoas
envolvidas.
O controle deve enfatizar o desenvolvimento, a
mudança e a melhoria. Deve alavancar a iniciativa das
Natureza positiva
pessoas e minimizar o papel da penalidade e das
punições.
O controle deve ser imparcial e acurado para todos.
Clareza e objetividade Deve ser respeitado como um propósito fundamental a
melhoria do desempenho.

6
(Chiavenato, 2010)

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Como podem ver, o enunciado está citando a característica da natureza positiva do controle.
Gabarito: letra E

14. (CESPE – MPC-PA - ANALISTA - 2019)


Assinale a opção que apresenta uma modalidade de controle estratégico para instituições
públicas.

(A) controle de estoque de materiais de consumo.


(B) controle de qualidade da elaboração de processos.
(C) controle de desempenho profissional.
(D) controle de custos departamentais anuais.
(E) controle de desempenho organizacional.

Comentários

As letras A, B e C estão associadas ao controle operacional (avaliam atividades). Já a letra D trata


do controle tático (do departamento). Finalmente, a letra E indica uma modalidade de controle
estratégico e é o nosso gabarito.
Gabarito: letra E

15. (CESPE – EMAP – ANALISTA – 2018)


O controle tático é direcionado para o médio prazo e aborda cada unidade ou departamento
da empresa ou cada conjunto de recursos isoladamente.

Comentários

A questão trata também da classificação do controle de acordo com o nível hierárquico.


Podemos assim resumir essa classificação:

Tipo de Controle Descrição

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Voltado para mensurar se a organização está atingindo seus


objetivos estratégicos.
Estratégico Aborda aspectos da organização como um todo e sua relação com
o ambiente externo.
Foco no longo prazo.
Voltado para medir os resultados do departamento.
Aborda aspectos do setor e sua relação com os demais
Tático
departamentos.
Foco no médio prazo.
Mede como as tarefas e atividades estão sendo desenvolvidas.
Operacional
Foco no curto prazo.

Deste modo, o gabarito é mesmo questão certa.


Gabarito: certa

16. (CESPE – EBSERH - ANALISTA – 2018)


O controle da ação organizacional objetiva exclusivamente a correção de falhas ou erros
existentes.

Comentários

O controle é o processo administrativo que busca avaliar se os objetivos estão ou não sendo
atingidos pela empresa. Através do monitoramento dos resultados e sua comparação com os
resultados esperados ou planejados, podemos propor ações corretivas ou aprender com o que
funcionou.
Vejam que o controle não serve somente para a correção de falhas ou erros, mas também para o
aprendizado com o que deu certo. Gabarito: Errada

17. (CESPE – EMAP - ANALISTA – 2018)


O sistema de controle deve incluir os seguintes aspectos: objetivo, medição, comparação e
correção.

Comentários

A questão trata das etapas do controle. O processo de controle é formado por quatro etapas: o

estabelecimento dos padrões (qual é o resultado esperado, o que a banca chamou de


“objetivos”), o monitoramento do desempenho (coleta dos dados), a comparação com o
planejado, e tomar ações corretivas (quando necessário). Gabarito: correta

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18. (CESPE – EMAP - ASSISTENTE – 2018)


O processo de controle compõe-se de padrões de controle, aquisição de informações,
comparação e ação corretiva.

Comentários

O processo de controle é formado por quatro etapas: o estabelecimento dos padrões (qual é o
resultado esperado), o monitoramento do desempenho (coleta dos dados), a comparação com o
planejado, e tomar ações corretivas (quando necessário). Gabarito: correta

19. (CESPE – STM - ANALISTA – 2018)


As atividades de controle voltadas às áreas internas de uma organização são conhecidas como
controles administrativos, que podem referir-se, por exemplo, a análises de relatórios de
vendas.

Comentários

O enunciado trata de um controle interno da organização, de um relatório gerencial. Uma


classificação importante dos tipos de controle se dá pelo órgão que o exerce e o aspecto da
atividade administrativa a ser controlado: controle administrativo, controle legislativo e controle
judicial.
O controle administrativo é um tipo de controle interno.
Gabarito: correta

20. (CESPE – STM - ANALISTA – 2018)


Adotar ações corretivas na condução do processo administrativo é uma atividade associada à
função da administração conhecida como controle.

Comentários

O controle é o processo administrativo que busca avaliar se os objetivos estão ou não sendo
atingidos pela empresa. Através do monitoramento dos resultados e sua comparação com os
resultados esperados ou planejados, podemos propor ações corretivas ou aprender com o que
funcionou. Gabarito: correta

21. (CESPE – TRF-1 - ANALISTA – 2017)


O controle, entendido como função administrativa, tem por objetivo monitorar e avaliar
atividades, perpassando pelos níveis estratégico, tático e operacional da organização.

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Comentários

O sistema de controle fornece um modo de monitorar os efeitos das decisões e ações tomadas e
comparar com o que fora planejado anteriormente7.
Ele é feito tanto no nível estratégico (que abrange toda a organização), bem como no nível tático
e no operacional.
Gabarito: correta

22. (CESPE – SEDF - ANALISTA – 2017)


Segundo o GESPÚBLICA, avaliar os resultados da gestão se refere ao monitoramento e
avaliação propriamente dita de indicadores atinentes à economicidade, à execução e à
excelência.

Comentários

O Gespública descreve seis categorias básicas de indicadores de desempenho e os divide entre


dois grupos, resultado e esforço. Os indicadores de resultado, são os seguintes: eficiência,
eficácia e efetividade.
Já os indicadores de esforço são os seguintes: economicidade, execução e excelência. Como a
questão menciona que devem ser avaliados os resultados da gestão, os indicadores estão
trocados. Gabarito: errada

23. (CESPE – TRE-TO - ANALISTA - 2017)

O monitoramento das atividades dos colaboradores da organização, com vistas ao


atendimento das metas estabelecidas, corresponde à atividade típica da função de
administração denominada

(A) controle.
(B) organização.
(C) direção.
(D) liderança.
(E) planejamento.
Comentários

A questão trata do conceito de controle, que é o processo administrativo que busca avaliar se os
objetivos estão ou não sendo atingidos pela empresa.

7
(Rennó, 2013)

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Através do monitoramento dos resultados e sua comparação com os resultados esperados ou


planejados, podemos propor ações corretivas ou aprender com o que funcionou. Gabarito: letra
A

24. (CESPE – TRT-8 - TÉCNICO – 2016 - ADAPTADA)


Atividades de acompanhamento e monitoração do trâmite dos processos judiciais de um
tribunal são inerentes ao processo de planejamento do órgão.

Comentários

Negativo. As atividades que envolvem o acompanhamento e monitoração de um processo


(visando checar se estão atingindo os resultados esperados) estão associadas ao processo de
controle, não do planejamento.
Gabarito: errada

25. (CESPE – TCE-PR - ANALISTA – 2016 - ADAPTADA)


A finalidade do controle como função administrativa é inibir desvios comportamentais
indesejáveis e não aceitáveis na organização.

Comentários

A finalidade do controle não é a de inibir desvios, mas atingir os resultados desejado. O controle
é o processo administrativo que busca avaliar se os objetivos estão ou não sendo atingidos pela
instituição.
Ele é feito através do monitoramento dos resultados e sua comparação com os resultados
esperados ou planejados. Com os resultados identificados, podemos propor ações corretivas ou
aprender com o que funcionou.
Gabarito: errada

26. (CESPE – FUNPRESP-EXE – ANALISTA - 2016)


Orientação estratégica para resultados, flexibilidade, clareza e objetividade são características
do controle organizacional.

Comentários:

De acordo com Chiavenato, existem sete características do controle8: orientação estratégica para
resultados; compreensão; orientação rápida para exceções; flexibilidade; autocontrole; natureza
positiva e clareza e objetividade. Gabarito: certa

8
(Chiavenato, 2010)

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27. (CESPE – DPU - TÉCNICO – 2016)


Na administração pública, a qualidade está relacionada à eficiência dos serviços prestados.

Comentários

A qualidade não é medida pelos indicadores de eficiência, que se relaciona com o uso dos
recursos que temos disponíveis para atingir nossos objetivos.
A qualidade pode ser avaliada pelos indicadores de excelência, da dimensão esforço.
Gabarito: errada

28. (CESPE – DPU - TÉCNICO – 2016)


Indicadores de desempenho são ferramentas utilizadas pela função controle.

Comentários

Os indicadores são muito utilizados no monitoramento e avaliação das atividades e processos,


pois facilitam a compreensão da evolução dos programas e ações governamentais.
De acordo com a Rua9:
“De uma maneira simplificada, os indicadores são medidas que representam ou quantificam um
insumo, um resultado, uma característica ou o desempenho de um processo, de um serviço, de
um produto ou da organização como um todo.” Gabarito: certa

29. (CESPE – TCE-PA - AUDITOR - 2016)


O controle do tipo feedback baseia-se nas seguintes quatro etapas: estabelecimento de
padrões de desempenho; mensuração do desempenho; comparação do desempenho
com os padrões estabelecidos; e elaboração da informação acerca dos desvios ou da
distância entre o desempenho medido e os padrões estabelecidos.

Comentários

O processo de controle é composto de quatro etapas: estabelecimento de padrões,


monitoramento do desempenho, comparação do resultado com o padrão e o aprendizado com
os erros/correção dos desvios.
Não basta elaborar um “relatório” com os desvios, mas eventualmente atuar para corrigi-los.
Gabarito: errada

9
(Rua)

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30. (CESPE – TCE-PA - AUDITOR - 2016)


A rigidez é um aspecto que deve ser observado em um sistema eficaz de controle para se
evitar um julgamento individual que promova modificações quanto ao que está definido.

Comentários

O controle deve ter, na verdade, é flexibilidade (e não rigidez). De acordo com Chiavenato,
existem sete características do controle10:

Características Descrição
O controle deve apoiar planos estratégicos e focalizar
Orientação estratégica
as atividades essenciais que fazem a real diferença
para resultados
para a organização.
O controle deve apoiar o processo de tomada de
decisões apresentando dados em termos
Compreensão
compreensíveis. O controle deve evitar relatórios
complicados e estatísticas enganosas.
O controle deve indicar os desvios rapidamente, por
Orientação rápida para meio de uma visão panorâmica sobre onde as
as exceções variações estão ocorrendo e o que deve ser feito para
corrigi-las adequadamente.
O controle deve proporcionar um julgamento
Flexibilidade individual e que possa ser modificado para adaptar-se
a novas circunstâncias e situações.
O controle deve proporcionar confiabilidade, boa
Autocontrole comunicação e participação entre as pessoas
envolvidas.
O controle deve enfatizar o desenvolvimento, a
mudança e a melhoria. Deve alavancar a iniciativa das
Natureza positiva
pessoas e minimizar o papel da penalidade e das
punições.
O controle deve ser imparcial e acurado para todos.
Clareza e objetividade Deve ser respeitado como um propósito fundamental a
melhoria do desempenho.

Desta forma, podemos claramente ver que o gabarito é questão errada.


Gabarito: errada

10
(Chiavenato, 2010)

80
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31. (CESPE – TCE-PR - ANALISTA – 2016 - ADAPTADA)

A flexibilidade, como uma característica de controle, consiste em enfatizar desenvolvimento,


mudança e melhoria, alavancar a iniciativa das pessoas e minimizar o papel da penalidade e
das punições.

Comentários

A questão está descrevendo a característica chamada por Chiavenato como “natureza positiva” e
não a flexibilidade, que indica que “o controle deve proporcionar um julgamento individual e que
possa ser modificado para adaptar-se a novas circunstâncias e situações”11. Gabarito: errada

32. (CESPE – TCE-PA - AUDITOR - 2016)


A orientação estratégica para resultados é uma característica de controle que visa
proporcionar confiabilidade, boa comunicação e participação dos envolvidos.

Comentários

De acordo com a classificação de Chiavenato, a característica que possibilita confiabilidade, boa


comunicação e participação dos envolvidos é o “autocontrole” (e não a orientação estratégica
para resultados).
Gabarito: errada

33. (CESPE – TCE-PR - ANALISTA – 2016 - ADAPTADA)


Uma das características do controle é a orientação estratégica para resultados, que consiste
em apoiar planos estratégicos e focalizar as atividades essenciais da organização.

Comentários

Perfeito. A orientação estratégica para resultados é uma das características do controle.


De acordo com Chiavenato, existem sete características do controle12: orientação estratégica para
resultados; compreensão; orientação rápida para exceções; flexibilidade; autocontrole; natureza
positiva e clareza e objetividade. Gabarito: certa

11
(Chiavenato, 2010)
12
(Chiavenato, 2010)

81
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34. (CESPE – TRE-MT - ANALISTA – 2015 - ADAPTADA)


Os mecanismos de controle adotados em uma instituição visam controlar as atividades
executadas pelos servidores, com foco primordial na avaliação de desempenho do indivíduo.

Comentários

O foco do processo de controle é assegurar que os resultados desejados sejam alcançados.


Assim, o foco primordial não é a avaliação do desempenho do indivíduo. Gabarito: errada

35. (CESPE – TCU – ACE – 2013)


Custo, tempo, quantidade e qualidade são variáveis empregadas na construção de
indicadores de desempenho.

Comentários

Perfeito. Vejam que a banca trouxe neste enunciado exatamente as variáveis mencionadas no
documento do TCU.
Gabarito: certa

36. (CESPE – TCU – ACE – 2013)


A avaliação de uma política pública compreende a definição de critérios,
indicadores e padrões.

Comentários

Perfeito. De acordo com Secchi13,

“A avaliação de uma política pública compreende a definição de critérios, indicadores e padrões”.

Para ele, os principais critérios seriam os seguintes: economicidade, eficiência econômica,


eficiência administrativa, eficácia e equidade. Esses critérios, por sua vez, seriam medidos
(operacionalizados) por indicadores balizados por padrões estabelecidos. Gabarito: certa

37. (CESPE – MPU – TÉCNICO – 2013)


O controle consiste em ferramenta administrativa para a reunião e a coordenação dos recursos
humanos, financeiros, físicos, de informação e outros necessários ao atendimento dos
objetivos organizacionais estabelecidos.

13
(Secchi, 2010)

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Comentários

Esta não é a definição de controle, mas do processo de organização. O controle é o processo


administrativo que busca avaliar se os objetivos estão ou não sendo atingidos pela instituição.
Ele é feito através do monitoramento dos resultados e sua comparação com os resultados
esperados ou planejados. Com os resultados identificados, podemos propor ações corretivas ou
aprender com o que funcionou.
Gabarito: errada

38. (CESPE – TRT-10 – ANALISTA – 2013)


Para assegurar maior controle sobre as operações da instituição, é essencial concentrar
esforços para desconstruir os grupos informais presentes em sua estrutura.

Comentários

Negativo. Não faz nenhum sentido esta desconstrução. Os grupos informais são aqueles
compostos de pessoas que têm afinidade, que não depende dos cargos ocupados e das
responsabilidades inerentes ao trabalho.
São aqueles grupos formados de acordo com as amizades e relacionamentos informais no
ambiente de trabalho. Se um gestor buscar desconstruir estes grupos, terá não maior controle,
mas sim uma grande insatisfação dos funcionários, sem impactar positivamente no controle e no
desempenho das atividades. Gabarito: errada

39. (CESPE – TRT-10 – ANALISTA – 2013)


As medidas objetivas, tais como índices de produtividade, questionários de percepção e
indicadores referentes a resultados quantitativos, constituem as principais métricas de
avaliação de desempenho nas organizações, pois eliminam a subjetividade.

Comentários

Pegadinha! Não utilizamos somente medidas objetivas, mas também subjetivas. A avaliação
quantitativa deve ser utilizada em conjunto com a avaliação qualitativa. Deste modo, nunca
eliminamos totalmente a subjetividade de um processo de avaliação. Gabarito: errada

40. (CESPE – SERPRO – ANALISTA – 2013)


A multiplicidade de atores facilita o processo de avaliação, visto que um estudo de
avaliação implica proporcionar informação suficiente para emitir pareceres.

Comentários

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Negativo. A multiplicidade de atores não facilita o processo de avaliação, muito pelo contrário.
Ele se torna mais difícil em situações com muitas variáveis, como o quadro em que diversos
“atores” ou instituições estão envolvidos no programa governamental.
Como avaliar o impacto de cada um destes atores? Isto se faz cada vez mais difícil com diversos
atores diferentes envolvidos. Além disso, o processo de avaliação não serve só para “emitir
pareceres”. Gabarito: errada

41. (CESPE – SERPRO – ANALISTA – 2013)


A avaliação, por ser um conjunto de procedimentos para o acompanhamento das ações
governamentais, não deve ser formulada com base em critérios de valor ou julgamento.

Comentários

A avaliação não é feita somente através de dados quantitativos, objetivos. Os métodos


qualitativos, dependentes da visão de mundo e percepção de cada pessoa, devem também ser
utilizados.
De acordo com Cunha14,
“Além do caráter de mensuração objetiva de resultados, a avaliação possui também aspectos
qualitativos, constituindo-se em um julgamento sobre o valor das intervenções governamentais
por parte dos avaliadores internos ou externos, bem como por parte dos usuários ou
beneficiários. A decisão de aplicar recursos públicos em uma ação pressupõe a atribuição de
valor e legitimidade aos seus objetivos, e a avaliação deve verificar o cumprimento das metas
estabelecidas”.

Desta forma, tanto os métodos quantitativos como os métodos qualitativos devem ser utilizados
pelo gestor público.
Gabarito: errada

42. (CESPE – SERPRO – ANALISTA – 2013)

A atividade de avaliação é uma atividade isolada e autossuficiente, que orienta as decisões


quanto à continuidade, necessidade de correções ou, ainda, suspensão de uma determinada
política ou programa.

Comentários

A atividade de avaliação ou controle não é feita de modo isolado ou autossuficiente. De acordo


com Cunha15,
“A atividade de avaliação não é uma atividade isolada e autossuficiente. Ela é uma das
etapas do processo de planejamento das políticas e programas governamentais: gera

14
(Cunha, 2006)
15
(Cunha, 2006)

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informações que possibilitam novas escolhas; analisa resultados que podem sugerir a necessidade
de reorientação das ações para o alcance dos objetivos traçados”.

Através dos resultados recebidos do processo de avaliação, podemos tomar decisões sobre
correções de rumo em uma política ou ação governamental, além de aprendermos com os erros
e acertos ocorridos. Gabarito: errada

43. (CESPE – SERPRO – ANALISTA – 2013)


Na avaliação, as dimensões relevantes de um programa devem ser comparadas antes e depois
da intervenção, a fim de se comprovar a efetivação das mudanças esperadas.

Comentários

Quando queremos medir qual foi o efeito de uma ação governamental, devemos conhecer a
situação anterior ao programa e qual foram os resultados apresentados após o programa ter sido
implementado. Assim, teremos como avaliar corretamente qual foi o impacto destes programas
na realidade. Gabarito: certa

44. (CESPE – ANAC – ESPECIALISTA - 2012)


Os indicadores de desempenho podem ser desenvolvidos e medidos exclusivamente por
meio de informações quantitativas ou qualitativas, em virtude de as informações mistas
reduzirem a especificidade desses indicadores.

Comentários

Nem pensar! Os indicadores podem utilizar informações quantitativas, qualitativas ou uma


combinação destes dois tipos (formando um indicador misto). Gabarito: errada

45. (CESPE – ANATEL – ANALISTA - 2012)

O modelo do GESPUBLICA pressupõe seis categorias básicas de indicadores de desempenho:


eficiência, eficácia, efetividade, economicidade, excelência e execução. Essas categorias são
divididas em duas dimensões: a de resultado e a de esforço.

Comentário:

Perfeito. A banca apresentou as dimensões apresentadas pelo GESPÙBLICA. De acordo com o


programa, a dimensão resultado inclui a eficiência, a eficácia e a efetividade. Já a dimensão de
esforço inclui a economicidade, a excelência e a execução. Gabarito: certa

46. (CESPE – TJ-AC – ANALISTA – 2012)

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Os tipos de controle são o preliminar, que ocorre antes das operações iniciarem; o simultâneo,
que ocorre enquanto os planos estão sendo implementados; e o de feedback, que enfoca o
uso da informação sobre os resultados, no intuito de corrigir desvios em relação aos
parâmetros aceitáveis.

Comentários

Exato. Existem alguns autores que chamam o controle posterior de controle por feedback. Não
gosto muito desta definição, pois feedback quer dizer retroalimentação, que ocorre em todos os
processos de controle. Entretanto, a definição está correta. Gabarito: certa

47. (CESPE – ABIN / OFICIAL TÉCNICO – 2010)


êxito de uma organização depende, em grande parte, do poder de controle exercido sobre os
seus colaboradores. Como a maioria deles interioriza suas obrigações e cumpre
voluntariamente seus compromissos, o controle é facilmente mantido nas organizações em
geral.

Comentários

Questão bem fácil, não é mesmo? Claro que o processo de controle não é tão fácil assim, pois
muitos empregados não são tão “voluntários” assim e resistem ao controle de suas tarefas.
Gabarito: errada

48. (CESPE – ABIN / OFICIAL TÉCNICO – 2010)


Uma das finalidades do processo de controle é gerar elementos para dar retorno aos
integrantes da equipe. Esse retorno pode ser considerado o processo de avaliar, informar ou
corrigir o desempenho humano.

Comentários

Perfeito. Sem sabermos como está nosso desempenho, não temos como corrigir nossos erros e
entraremos em uma “zona de conforto” perigosa. Através do processo de controle, teremos
dados sobre o nosso desempenho e poderemos comparar estes dados com nosso desempenho
passado ou o de outro colega. Gabarito: certa

49. (CESPE – FINEP / ADM. DE MATERIAIS – 2009)


administrador que monitora o desempenho exerce a função administrativa de planejamento.

Comentários

Quando um administrador está monitorando o desempenho ele está controlando, e não


planejando! Portanto está exercendo a função de Controle! Este controle pode ser prévio,
simultâneo (o caso do monitoramento) e posterior. Gabarito: errada

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50. (CESPE – MS/ADMINISTRADOR – 2010)


A organização não governamental (ONG) Viver com Saúde possui programas de incentivo à
prática desportiva, de monitoramento da saúde bucal, de divulgação sobre a prevenção de
doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. A referida ONG atua exclusivamente no
Distrito Federal (DF), mas pretende ampliar sua área de atuação para o estado de Goiás em
face da realidade precária dos fornecedores de serviços de saúde das pequenas cidades do
entorno do DF. Tal ampliação implicará um aumento de 70% nos custos da organização. Para
tanto, a ONG terá de tomar decisões acerca do seu processo organizacional.

A partir da situação hipotética acima, julgue o item a seguir com relação ao processo
organizacional.

Considere a seguinte situação hipotética. A ONG Viver com Saúde está divulgando na mídia
do DF e de Goiás uma nova campanha alertando a população para a importância do
aleitamento materno. Para gerir os resultados alcançados, decidiu-se analisar a quantidade
média de doações para os bancos de leite antes e após a divulgação da campanha. Nessa
situação, a análise comparativa é ação inerente ao processo de planejamento da organização.

Comentários

O processo relacionado com o monitoramento dos resultados em comparação com o objetivo


planejado é o de controle.
Gabarito: errada

51. (CESPE – PREF. VITÓRIA / ASSISTENTE – 2007)


Pressupostos ou condicionantes são fatores internos importantes para o alcance dos objetivos
estabelecidos, cujo controle é de responsabilidade dos gerentes do projeto, e sua
identificação representa um desafio para a equipe de planejamento.

Comentários

A questão tem logo uma “pegadinha”. Os pressupostos são fatores externos (e não internos).
Como esses pressupostos são fatores externos, “escapam” ao controle do gerente de projeto
(um pressuposto poderia ser, por exemplo, o valor do dólar americano).
O gerente de projeto deve acompanhar todos os riscos ao projeto, mas alguns não estão sob seu
controle (como os pressupostos). Dessa forma, a identificação destes pressupostos é uma análise
de riscos externa. Gabarito: errada

52. (CESPE – IPAJAM / ASSISTENTE SOCIAL - 2010)


A avaliação ex-ante não permite a análise custo-benefício, e a ex-post não distingue projetos
concluídos de projetos em andamento.

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Comentários

A análise custo-benefício pode sim ser feita antes do início do projeto ou programa. Assim, pode
ser feita na avaliação ex-ante (preliminar).
Além disso, A avaliação ex-post (posterior) consegue distinguir entre os projetos concluídos e os
em andamento.
Gabarito: errada

53. (CESPE – CEF / ENGENHEIRO – 2006)


O controle tem caráter de acompanhamento e uma visão punitiva para erros cometidos no
processo administrativo.

Comentários

Um sistema de controle busca garantir que os objetivos estão sendo alcançados. Ele também é
importante porque até os melhores planos podem dar errado, não é mesmo? Desta forma,
precisamos saber os motivos dos acertos e dos erros decorrentes dos nossos planos. Assim,
aprendemos com nossos erros e aumentamos a chance de sucesso.
A questão está errada, pois o objetivo do controle não é só de acompanhamento
(monitoramento), mas também de correção de desvios. Além disso, não deve ter uma visão
punitiva, mas de aprendizado. Gabarito: errada

54. (CESPE – SERPRO / GESTÃO EMPRESARIAL – 2008)


O controle preliminar ou prévio é o controle que tem como foco o desempenho durante a
execução dos processos.

Comentários

Questão bem fácil, não é mesmo? Naturalmente, o controle que tem o foco no desempenho
durante as atividades e processos é o concomitante (também conhecido por avaliação formativa).
Gabarito: errada

55. (CESPE - SGA-AC / GESTOR - 2006)


Na avaliação de uma política pública não se pode utilizar métodos qualitativos, uma vez que
eles não permitem a mensuração de impactos.

Comentários:

Essa questão está incorreta, pois atualmente o ideal é o equilíbrio entre os métodos quantitativos
e qualitativos na análise de uma política ou projeto público. Gabarito: errada

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56. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL / ASSISTENTE - 2004)


Na avaliação de políticas e programas sociais, a partir da década passada, procurou-se superar
o uso de métodos econométricos, originários de estudos econômicos.

Comentários:

Perfeito. Atualmente, a avaliação de políticas públicas e programas sociais não deve se ater
somente aos dados objetivos, mas associar também dados subjetivos – método qualitativo.
Antigamente, as pesquisas se baseavam somente em dados objetivos, como os trabalhados em
métodos econométricos.
Gabarito: certa

57. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL / ASSISTENTE - 2004)


Como a realidade social é um sistema complexo, que exige o controle de todas as variáveis
possíveis, cada efeito (impacto) decorre exatamente da implementação de um determinado
programa.

Comentários

Nem pensar! Um dos problemas de se medir a efetividade de alguma política e/ou programa é
exatamente isolar os efeitos dessa política na realidade econômica e social.
Vamos imaginar que exista um programa de irrigação em uma região rural. Esse programa
financiou a construção de pivôs de irrigação para diversos agricultores na região. Após alguns
anos, verificamos que a renda média desses produtores aumentou.
Entretanto, quanto desse aumento foi causado pelo programa? Difícil saber, pois existem
diversos outros fatores que causam uma variação na renda, não é mesmo? Podemos citar alguns,
como: o crescimento da economia, o preço dos produtos agrícolas, a taxa de juros dos
empréstimos etc. Gabarito: errada

58. (CESPE - AUGE-MG / AUDITOR - 2008)


A avaliação ex-ante busca aferir os eventos já ocorridos e tomar decisões baseadas nestas
informações, enquanto a avaliação ex-post visa orientar o planejamento do programa ou
projeto objeto da avaliação, de forma a antecipar restrições e respectivas providências a
serem tomadas.

Comentários

A questão já começa errada, pois a avaliação é feita antes do projeto, e não após sua execução.
Na verdade, a banca apenas inverteu os conceitos de avaliação ex-ante e ex-post.

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Na descrição da avaliação ex-post, a banca inseriu a definição da avaliação ex-ante.


Gabarito: errada

59. (CESPE - SGA-AC / GESTOR - 2006)


A avaliação ex ante é um tipo de avaliação de implementação, utilizado para aferir o grau de
satisfação dos usuários da política pública.

Comentários

Essa questão está equivocada, pois a avaliação ex-ante não ocorre no momento da
implementação, e sim antes de sua implementação. Gabarito: errada

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (FCC – PREF. RECIFE – ASSISTENTE - 2019)


Na Administração pública, a aplicação do conceito de Gestão por Resultados tem como foco a busca
de excelência no atendimento das necessidades do cidadão. Nesse contexto, pode-se afirmar que
a eficiência, como indicador da atuação da Administração, representa

a) o grau de atingimento, aferido por meio de critérios mensuráveis, das metas não financeiras
estabelecidas pela Administração.
b) o grau de qualidade do resultado obtido e da satisfação dos usuários com as políticas públicas
implementadas, independentemente dos custos.
c) a prestação de contas dos administradores em relação a suas ações e a competente
responsabilização.
d) a capacidade de consecução dos objetivos públicos propostos pelos governantes e gestores.
e) o melhor uso dos insumos na produção dos bens ou serviços disponibilizados pela Administração à
população.
Comentários

A questão trata do conceito de eficiência. A eficiência se relaciona com o uso dos recursos que temos
disponíveis para atingir nossos objetivos. Portanto, quando falamos que alguém foi eficiente é porque
esta pessoa utilizou os recursos que tinha de forma adequada1.
Seria então a maneira como fazemos algo buscando atingir um objetivo! Lembre-se de que estes
recursos podem ser vários, como o tempo, as pessoas, o dinheiro, as matérias-primas, etc.
Gabarito: E

2. (FCC – PREF. RECIFE – ANALISTA - 2019)


Considere que certo Município tenha começado um determinado programa de construção de
creches, objetivando reduzir em 50% o déficit de vagas disponíveis na região metropolitana no
prazo de 2 anos. No termo final estabelecido, todas as unidades foram entregues à população,
atingindo-se a meta proposta.

1
(Chiavenato, Administração Geral e Pública, 2008)

91
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Ocorre que auditoria efetuada pelo órgão responsável pelo controle interno constatou que os
custos finais das unidades foram significativamente superiores aos valores de mercado. Nesse
cenário, tem-se que a atuação da Administração, no que concerne à eficiência, mostrou-se

a) adequada, pois, não obstante o custo elevado, atingiu os anseios da população, sendo esta
constatação a que confere o caráter de eficiência à Administração.
b) bem sucedida, em função do atingimento da meta proposta que é o que atesta o cumprimento
deste indicador da atuação administrativa.
c) falha, pois, não obstante o cumprimento da meta proposta, não houve o melhor uso dos recursos
financeiros aplicados em tal ação pública.
d) falha, pois a eficiência depende da eficácia em função do mau uso dos recursos financeiros, não foi
atingida na situação narrada.
e) bem sucedida, eis que o indicador que mede a melhor aplicação de recursos públicos na produção
de bens e serviços é a economicidade e este não interfere ou se comunica com a eficiência, que é um
indicador de gestão.
Comentários

A letra A está errada, pois a organização não foi eficiente, não geriu bem os recursos. A letra B está
errada também. Tivemos eficácia, mas não eficiência. Já a letra C está perfeita.
A letra D está errada porque a eficiência não depende da eficácia. Podemos ser eficazes e não sermos
eficientes e vice-versa.
Finalmente, a letra E este equivocada. Não tivemos eficiência e não é a economicidade que mede a
melhor aplicação dos recursos.
Gabarito: C

3. (FCC – SEAD-AP – TÉCNICO – 2018)


Suponha que determinada autoridade pública, na condição de gestor de um contrato
administrativo, não tenha atuado de forma a acompanhar adequadamente a execução do contrato,
o que gerou sucessivos aditamentos e majoração dos valores desembolsados pela Administração,
muito embora o objeto tenha sido entregue no prazo avençado. No que concerne aos conceitos e
indicadores que devem ser observados por uma atuação administrativa que busca a excelência, a
atuação do agente público na situação narrada

a) careceu de eficiência, eis que não foi dado o melhor uso aos insumos públicos alocados, não
obstante a observância do cronograma.
b) mostrou-se eficiente, pelo cumprimento do cronograma, embora não eficaz em razão dos custos
incorridos.
c) embora efetiva, mostrou-se deficiente no aspecto concernente à accountability, conceito este
relacionado com a melhor alocação orçamentária.

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d) frustrou a governabilidade, que corresponde à medida final de uma gestão atenta à


economicidade.
e) mostrou-se não efetiva, não obstante eficiente, na medida em que importará o
comprometimento inadequado de recursos orçamentários.
Comentários

A atuação do agente foi ineficiente (geriu mal os recursos públicos), mas foi eficaz (atingiu o objetivo no
prazo).
Gabarito: letra A

4. (FCC – SABESP – TÉCNICO – 2018)


Determinada entidade integrante da Administração indireta do Estado assumiu o compromisso de
alcançar seus objetivos de forma eficiente e eficaz. O ano de 2017 foi bastante desafiador para a
organização, com muitas entregas a serem realizadas, as quais, após muito trabalho de toda a
equipe, foram concluídas, cumprindo-se, assim, os objetivos fixados. No entanto, no curso do ano
ocorreram vários afastamentos dos empregados da entidade em face da sobrecarga de trabalho,
ensejando a necessidade de contratação de apoio externo para manter o ritmo das entregas,
gerando custos adicionais e desproporcionais em relação aos produtos e serviços correspondentes.
Diante deste cenário, entende-se que a atuação da entidade foi:

a) eficiente e eficaz, na medida em que cumpriu as entregas, falhando apenas no quesito


economicidade.
b) eficaz, na medida em que usou adequadamente os recursos financeiros disponíveis.
c) eficiente, na medida em que atingiu seus objetivos, ainda que com relação inadequada entre os
insumos e o produto final.
d) ineficiente, pois, não obstante tenha atingido os objetivos preconizados, não fez uso adequado
dos recursos humanos e financeiros disponíveis.
e) eficiente, dado que usou mais do que seus recursos originalmente disponíveis.
Comentários

A letra A está errada, pois a entidade não foi eficiente. A letra B está errada também, porque a eficácia
não tem relação com a gestão de recursos.
A letra C está equivocada pelo mesmo motivo da letra A. Já a letra D está correta. A entidade foi eficaz,
mas não eficiente. Finalmente, a letra E está errada, pois a entidade foi ineficiente.
Gabarito: letra D

5. (FCC - DETRAN-MA - ASSISTENTE – 2018)


Suponha que determinado órgão da Administração pública do Estado do Maranhão, no afã de
implementar uma ação estratégica definida a partir de ampla consulta pública e que, de fato,
beneficiou um enorme contingente de cidadãos, tenha extrapolado significativamente os custos

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adequados à sua consecução. Verificou-se que a ação foi concluída no cronograma previsto, porém,
em razão de falhas de gestão, demandou gastos adicionais com pagamento de horas-extras e
aditamentos contratuais. Não obstante, ao final, atendeu aos anseios da população, beneficiando
um significativo contingente de cidadãos. Diante desse cenário, pode-se concluir que a atuação do
referido órgão público mostrou-se

(A) ineficaz, ineficiente e não efetiva, pois estes parâmetros somente podem ser aferidos
conjuntamente, a partir do binômio resultado/custo.
(B) eficaz e eficiente, na medida em que atendeu à finalidade pública almejada, sendo despicienda a
avaliação de custo.
(C) eficiente, porém não efetiva, sendo esta última uma medida exclusivamente de adequação custo-
benefício da ação.
(D) efetiva e eficiente, dado que chegou ao seu termo final no tempo estimado, porém não eficaz em
razão da majoração de custos.
(E) dotada de efetividade, porém carecendo de eficiência, eis que não apresentou a melhor aplicação
aos insumos aplicados.
Comentários:

Questão interessante. Como a banca informou, o estado gastou bem mais do que o planejado. Podemos
afirmar que a gestão foi ineficiente, ou seja, não geriu de forma adequada os recursos.
Entretanto, a banca afirma que a ação atingiu os anseios da população, que a aprovou. Seria o caso de
uma ação efetiva, que gerou os impactos desejados na realidade.
Gabarito: letra E

6. (FCC - DPE-AM - ANALISTA – 2018)


Celso, gestor público em uma Fundação de apoio à pesquisa científica e inovação tecnológica, entre
as atividades próprias de administrador que exerce, desempenha aquelas inseridas no âmbito de
controle. A atividade que pode ser assim enquadrada é:

a) Indução do ajuste espontâneo dos esforços individuais aos objetivos institucionais da Fundação.
b) Integração das atividades dos diferentes setores da Fundação, harmonizando a atuação de todos.
c) Fixação de diretrizes para atuação da Fundação no curto, médio e longo prazo.
d) Análise dos resultados alcançados pela Fundação comparativamente com aqueles fixados em seu
planejamento estratégico.
e) Diagnóstico interno das competências disponíveis na Fundação e sua adequação aos desafios do
cenário externo em que atua.
Comentários:

O processo de controle é formado por quatro etapas: o estabelecimento dos padrões (qual é o resultado
esperado), o monitoramento do desempenho (coleta dos dados), a comparação com o planejado, e
tomar ações corretivas (quando necessário).

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Veja que na letra D a banca fala de compararmos os resultados alcançados perante os fixados no
planejamento. Seria a terceira etapa do processo de controle.
Gabarito: letra D

7. (FCC - DPE-AM - ANALISTA – 2018)


Cada vez mais a Administração pública vem sendo instada a atuar de forma eficiente, eficaz e
efetiva, com foco no cliente cidadão. Nem sempre, contudo, atinge simultaneamente esses
objetivos. Por exemplo, quando consegue usar racionalmente os recursos colocados à sua
disposição e, ao mesmo tempo, cumprir determinado objetivo fixado, mas não atende,
plenamente, às expectativas do cidadão em relação à ação governamental correspondente, pode-
se dizer que a atuação administrativa

a) foi apenas eficiente, porém não se mostrou eficaz, pois não atingiu seu objetivo final.
b) pautou-se pela efetividade, descurando, contudo, da eficácia, que é a vinculação com as
expectativas da sociedade.
c) mostrou-se eficiente, pelo uso racional dos recursos e eficaz, pelo atingimento do objetivo fixado,
porém não foi alcançada a efetividade.
d) foi efetiva, porquanto materializou um resultado mensurável, carecendo, contudo, de eficiência e
eficácia.
e) não atendeu a nenhum desses preceitos, posto que o cliente cidadão restou desatendido em suas
expectativas.
Comentários:

Questão interessante. No caso citado, podemos aferir que a gestão foi eficiente (usou racionalmente os
recursos), foi eficaz (cumpriu determinado objetivo fixado), mas não foi efetiva (não atendeu às
expectativas dos cidadãos).
Gabarito: letra C

8. (FCC - DETRAN-MA - ANALISTA – 2018)


No que concerne à mensuração de desempenho no âmbito das organizações,

(A) as metas constituem a medida própria para avaliar individualmente os empregados, e os


indicadores para avaliação das equipes.
(B) apenas indicadores objetivos são passíveis de utilização para tal finalidade, sendo os subjetivos
próprios da etapa de gestão do desempenho.
(C) podem ser utilizadas tanto medidas objetivas, como quantidade de projetos concluídos, como
subjetivas, como grau de comprometimento.
(D) devem ser priorizados indicadores subjetivos, vinculados às características individuais dos
avaliados, como forma de evitar generalizações e distorções de resultados.

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(E) consiste na etapa inicial do planejamento estratégico da organização, usada como feedback pelos
empregados quanto à qualidade de atuação.
Comentários:

Podemos utilizar dois métodos para mensurar um desempenho: A análise quantitativa e a análise
qualitativa. A análise quantitativa mede resultados objetivos, que podem ser mais facilmente
mensurados.
Assim, podemos fazer uma avaliação da mortalidade infantil, por exemplo, somando o número de
crianças que não sobrevivem até certa idade. Este será sempre um número x de crianças, um percentual.
Entretanto, esse tipo de avaliação não é tão fácil quando devemos avaliar a mudança em aspectos mais
subjetivos (como a confiança, o medo etc.). Ou seja, não temos como fazer uma medição objetiva da
percepção da população quanto a criminalidade em sua cidade, por exemplo.
Para isso, necessitamos de avaliações qualitativas. Essas buscam exatamente medir e acompanhar as
mudanças em fatores subjetivos. Antigamente, essas análises eram desacreditadas e evitadas.
Apesar disso, atualmente é desejável que equilibremos os métodos quantitativos e qualitativos para que
tenhamos uma visão mais balanceada e mais ampla do problema. O gabarito é a letra C.
A letra A está errada, pois uma meta é um conceito quantitativo. É, de certa forma, um objetivo em que
determinamos quem será o responsável, qual será o prazo e qual será o resultado detalhado a ser
atingido. Já os indicadores são medidas que ajudam a compreensão sobre o funcionamento de uma
atividade ou processo da empresa.
A letra B está errada porque ambos os indicadores são necessários. O erro da letra D está no fato de que
os indicadores subjetivos são os mais propensos a generalizações e também porque não devemos
priorizá-los.
Finalmente, a afirmação da letra E não faz sentido, pois a mensuração do desempenho não é a primeira
etapa do Planejamento Estratégico.
Gabarito: letra C

9. (FCC – TRE-SP – ANALISTA – 2017)


Uma das atividades próprias do administrador é a que diz respeito ao controle, no bojo da qual se
insere:

(A) medir e corrigir o desempenho de subordinados para assegurar que os objetivos e metas da
organização sejam atingidos.
(B) fixação de critérios de avaliação do desempenho individual de cada colaborador em função dos
resultados almejados.
(C) o denominado ajuste espontâneo, que corresponde ao alinhamento da ação às circunstâncias
ambientais.
(D) estabelecimento de metas de curto, médio e longo prazo e a verificação do correspondente
cumprimento.

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(E) apenas medidas de natureza estritamente financeira, em especial contenção de gastos e revisão
de estratégias voltadas para a busca da eficiência.
Comentários:

O controle é o processo administrativo que busca avaliar se os objetivos estão ou não sendo atingidos
pela empresa. Através do monitoramento dos resultados e sua comparação com os resultados
esperados ou planejados, podemos propor ações corretivas ou aprender com o que funcionou.
O processo de controle, de acordo com Maximiano, pode ser definido assim2:
“O processo de controle consiste em fazer a comparação e em tomar a decisão de confirmar ou modificar os objetivos e os
recursos empregados em sua realização”.
Sem um sistema eficaz de controle, o gestor não tem condições de tomar as decisões necessárias. A
letra A está mesmo correta. O processo de controle envolve a medição dos resultados e a eventual
proposta de medidas corretivas.
A letra B está incorreta, pois essa fixação de critérios costuma ocorrer no planejamento, não no
processo de controle. No caso da letra C, o controle não é somente espontâneo, mas é principalmente
planejado.
A letra D está também equivocada, pois estabelecer metas está relacionado ao processo de
planejamento. Finalmente, o processo de controle não atua somente em medidas de natureza
financeira, mas também de materiais, pessoal, qualidade, dentre diversas outras.
Gabarito: letra A

10. (FCC – COPERGÁS/PE – ANALISTA – 2016)


Suponha que determinada empresa, integrante da Administração pública, tenha sido instada por
órgão de orientação governamental para adotar medidas de corte de custos, incluindo despesas
com pessoal e custeio em geral. Como alternativa à redução do seu quadro funcional, referida
empresa propôs ações concretas para aumento de eficiência no desempenho de suas atividades. A
solução apresentada pela empresa, do ponto de vista conceitual, é

(A) aceitável, dado que o conceito de eficiência preconiza o uso racional e econômico dos insumos na
produção de bens e serviços, o que, potencialmente, pode ensejar redução de custos.
(B) descabida, eis que eficiência é uma medida de alcance de metas, que nada tem a ver com a relação
entre o produto e os custos incorridos.
(C) inadequada, tendo em vista que o conceito de eficiência diz respeito, exclusivamente, à satisfação
das expectativas da sociedade pelos serviços prestados pela instituição.
(D) pertinente, porém deve-se ter em mente que a redução de custos somente será alcançada com a
correspondente redução da qualidade dos serviços prestados.
(E) incoerente, dado que uma das premissas para o aumento da eficiência é a redução dos recursos
humanos alocados na instituição.

2
(Maximiniano, 1995)

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Comentários

A eficiência está relacionada à gestão de recursos, ao melhor modo de realizarmos uma atividade ou
tarefa. Assim, a letra A está correta e é o gabarito.
Já a letra B está relacionada com a eficácia e a letra C com o conceito de efetividade. O erro da letra D
está no fato que reduções de custo não ocorrem necessariamente pela redução na qualidade.
Finalmente, a letra E não faz sentido e está incorreta.
Gabarito: letra A

11. (FCC – TRT-14º REGIÃO – ANALISTA – 2016)


Os indicadores são instrumentos metodológicos que permitem identificar e mensurar aspectos
relacionados a certo conceito, situação, fenômeno, problema ou mesmo resultado de uma
==2c89c3==

determinada intervenção na realidade social. Sobre os componentes básicos de um indicador, é


correto afirmar:

(A) Medida é o valor de um indicador em determinado momento.


(B) Fórmula é a grandeza qualitativa ou quantitativa que permite classificar as características, os
resultados e as consequências dos produtos, processos ou sistemas.
(C) Índice é o padrão matemático que expressa a forma de realização do cálculo.
(D) Padrão de comparação é o padrão matemático que expressa a forma de realização do cálculo.
(E) Meta é um número orientado por um indicador em relação a um padrão de comparação a ser
alcançado durante certo período.
Comentários:

Os componentes básicos de um indicador, de acordo com o Ministério do Planejamento, são3:


✓ Medida: grandeza qualitativa ou quantitativa que permite classificar as características, resultados e
consequências dos produtos, processos ou sistemas;
✓ Fórmula: padrão matemático que expressa à forma de realização do cálculo;
✓ Índice (número): valor de um indicador em determinado momento;
✓ Padrão de comparação: índice arbitrário e aceitável para uma avaliação comparativa de padrão de
cumprimento; e
✓ Meta: índice (número) orientado por um indicador em relação a um padrão de comparação a ser
alcançado durante certo período.
A letra A está errada, pois a banca trocou os conceitos de medida e de índice. O mesmo ocorreu na letra
B, com os conceitos de fórmula e de medida. A letra C está trocando os conceitos de índice e de fórmula.
Já a letra D troca os conceitos de padrão de comparação com o conceito de fórmula. Finalmente, a letra
E descreve corretamente o conceito de meta e está certa.
Gabarito: letra E

3
(Ministério do Planejamento, 2009)

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12. (FCC – TRT-14º REGIÃO – ANALISTA – 2016)


O Gespública, Programa de Excelência em Gestão Pública do Governo Federal, está baseado em
indicadores de resultado e de esforço, dentre os quais o indicador de

(A) Efetividade, dado pela realização dos processos, projetos e planos de ação de acordo com o
planejamento efetivado.
(B) Eficácia, vinculada ao grau de satisfação ou ainda ao valor agregado ou à transformação produzida
no contexto em geral.
(C) Eficiência, baseada na relação entre os produtos ou serviços gerados (outputs) com os insumos
utilizados.
(D) Efetividade, amparada na relação entre o que foi entregue e o que foi consumido de recursos.
(E) Eficiência, de acordo com os impactos gerados pelos produtos, serviços, processos ou projetos.
Comentários:

A letra A está incorreta. O indicador relacionado com a realização dos processos e atividades de acordo
com o planejado é o de eficácia. Já os indicadores de efetividade medem o impacto das ações
governamentais na realidade que desejamos alterar ou medem o grau de satisfação dos usuários.
A letra B também está incorreta, pois a banca novamente trocou os conceitos de eficácia e efetividade.
Já a letra C está perfeita e é o gabarito da banca.
A letra D está equivocada, pois a descrição estaria alinhada ao conceito de eficiência, não de efetividade.
Finalmente, a letra E está errada, pois esse conceito é relacionado com a efetividade.
Gabarito: letra C

13. (FCC – CNMP – TÉCNICO – 2015)


O processo administrativo é composto por quatro funções específicas: planejamento, organização,
direção e controle. Sobre controle, considere:

I. Um dos primeiros passos é estabelecer previamente os objetivos ou padrões que se deseja alcançar
e manter.
II. Processo pelo qual são fornecidas informações de retroação para manter as funções dentro de suas
respectivas trilhas.
III. Define meios para possibilitar a realização de resultados.
Está correto o que consta em

(A) I, II e III.
(B) I e II, apenas.
(C) I, apenas.

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(D) II e III, apenas.


(E) I e III, apenas.
Comentários:

A primeira frase está perfeita. O estabelecimento dos padrões esperados é a primeira fase do processo
de controle. Sem saber qual é o resultado esperado de uma atividade, ficaria impossível efetuar o
controle da mesma.
A segunda afirmativa também está certa. O controle envolve a retroação para que as medidas corretivas
possam ser executadas. É através desse feedback que podemos aprimorar o nosso trabalho.
Finalmente, a definição dos meios que serão utilizados para a realização dos resultados não é um
elemento do processo de controle, mas sim do processo de planejamento.
Gabarito: letra B

14. (FCC – DPE-RR – ANALISTA – 2015)


Na avaliação de um programa de transferência de renda, é considerado o número de famílias que
saíram da pobreza como um indicador de impacto, que se refere a

(A) accountability.
(B) eficácia.
(C) eficiência.
(D) economicidade.
(E) efetividade.
Comentários:

Questão interessante da banca. Vejam que a questão trata da mensuração do número de famílias que
saíram da pobreza. Ora, a eventual saída de uma população da pobreza é um impacto ou efeito de uma
política pública, de uma ação governamental.
Deste modo, o indicador que mede o impacto de uma ação governamental é um indicador de
efetividade.
Gabarito: letra E

15. (FCC – TCE-CE – CONSELHEIRO SUBSTITUTO – 2015)


O processo de avaliação ou mensuração de desempenho na Administração pública envolve,
necessariamente, a utilização de indicadores, os quais

(A) medem, exclusivamente, o grau de satisfação do usuário do serviço público em relação a cada
órgão ou entidade.
(B) consistem na definição das políticas públicas aplicáveis ao órgão avaliado.

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(C) orientam os objetivos a serem perseguidos pelo órgão ou entidade, e estabelecem a sequência de
ações a serem implementadas.
(D) traduzem os objetivos em medidas concretas que permitem aferir em que grau os mesmos foram
ou estão sendo alcançados.
(E) preconizam as medidas concretas a serem implementadas pelos gestores de acordo com o
planejamento estratégico fixado para a entidade.
Comentários:

A letra A está errada. Os indicadores não medem exclusivamente o grau de satisfação dos usuários de
um serviço (que seria o caso de um indicador de efetividade). Os indicadores também não definem quais
são as políticas públicas aplicáveis a cada caso, mas sim possibilitam a avaliação dessas políticas
públicas.
A letra C está igualmente errada, pois é o planejamento que orienta quais devem ser os objetivos
perseguidos e a sequência de ações para alcançá-los. O mesmo pode ser dito da letra E.
Finalmente, a letra D está correta e é o nosso gabarito. Os indicadores nos possibilitam aferir, medir, se
as ações estão tendo sucesso.
Gabarito: letra D

16. (FCC – CNMP – ANALISTA – 2015)


O resultado de um Indicador de Desempenho em forma numérica é:

(A) um Objetivo.
(B) um Índice.
(C) uma Fórmula.
(D) um Padrão.
(E) uma Meta.
Comentários:

De acordo com o Ministério do Planejamento, os componentes básicos de um indicador são4:


✓ Medida: grandeza qualitativa ou quantitativa que permite classificar as características, resultados e
consequências dos produtos, processos ou sistemas;
✓ Fórmula: padrão matemático que expressa à forma de realização do cálculo;
✓ Índice (número): valor de um indicador em determinado momento;
✓ Padrão de comparação: índice arbitrário e aceitável para uma avaliação comparativa de padrão de
cumprimento; e
✓ Meta: índice (número) orientado por um indicador em relação a um padrão de comparação a ser
alcançado durante certo período.

4
(Ministério do Planejamento, 2009)

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Deste modo, o resultado de um indicador em forma de número é um índice.


Gabarito: letra B

17. (FCC – TRT/MA – ANALISTA ADM – 2014)


Sobre Indicadores de Desempenho é correto afirmar:

a) Uma das dimensões de análise é a Eficiência, que avalia a relação entre os resultados alcançados e
os objetivos que motivaram a atuação institucional.
b) Não servem de apoio à tomada de decisão.
c) As variáveis componentes são: custo, tempo e qualidade.
d) A utilização deles permite que as organizações consigam focar em todas as áreas e processos,
levando a transformações estruturais e funcionais.
e) O IDH, muito utilizado na gestão das políticas públicas, é o resultado da ponderação de três temas
distintos (economia, saúde e educação).
Comentários:

A letra A está errada, pois a dimensão da eficiência não se trata da relação entre os resultados
alcançados e os objetivos propostos, mas sim da gestão dos recursos envolvidos, do modo de execução.
Já a letra B é fácil! Os indicadores de desempenho servem, claro, para a tomada de decisão dos gestores.
Assim, a frase está errada. A letra C está incorreta, pois as variáveis são quatro, não três. Elas também
incluem a quantidade, que está faltando na alternativa da banca.
A letra D está errada, pois os indicadores nos permitem avaliar certas áreas específicas, não todas as
áreas e processos. Finalmente, a letra E está correta: o IDH é um indicador que envolve três temas
diferentes.
Gabarito: letra E

18. (FCC – MPE-AP – TÉCNICO – 2012)


O controle que se preocupa com a empresa, organização ou órgão público no passado é chamado
de

a) Prévio.
b) Simultâneo.
c) Intermediário.
d) Feedback.
e) Monitoria.
Comentários:

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Questão tranquila da FCC. A banca tentou jogar uma “casca de banana” para o candidato, pois não
trouxe um termo em português como a opção correta – “feedback”. A banca pediu qual seria o tipo de
controle que “olha para o passado”. Este seria o controle ex-post ou posterior.
O feedback nada mais é do que a retroalimentação que acontece quando recebemos informações do
processo de controle.
O problema é que o feedback acontece em todos os tipos de controle, mesmo nos prévios e simultâneos.
Entretanto, nesta questão a FCC considerou o feedback como sinônimo de controle posterior.
As demais alternativas apresentam conceitos de controle prévio ou simultâneo e estão incorretas.
Gabarito: letra D

19. (FCC – TRT-PE – ANALISTA – 2012)


Eficiência diz respeito

a) à maneira maximizada de obter resultados.


b) à capacidade de fazer as coisas certas.
c) ao método que traz resultados de uma ação controlada.
d) aos princípios e maneiras de fazer coisas de forma maximizada.
e) ao método e ao modo de fazer as coisas direito.
Comentários:

A eficiência é relacionada com a gestão dos recursos, com o modo correto de realizar as atividades, ou
seja, com a maneira certa de se fazer uma tarefa. A letra A está errada porque do modo que está escrita
a frase dá a entender que a eficiência está ligada a uma “maneira maximizada” de realizar as atividades.
Isto nem sempre é um fato, pois a eficiência pode se dar através da redução de custos e de prazos, por
exemplo. Já a letra B está errada porque o conceito de “fazer as coisas certas” é relacionado com a
eficácia, não com a eficiência.
A letra C está também equivocada, pois a eficiência não é exatamente relacionada com “ações
controladas”. A letra D também traz o mesmo erro da letra A com esta ideia de maximização. O que
devem ser maximizados são os resultados, não as ações. Finalmente, a letra E está perfeita e é o gabarito
da banca.
Gabarito: letra E

20. (FCC – TRF 5° REGIÃO – ANALISTA – 2012)


Certo Tribunal Regional Federal, visando atender ao princípio da eficiência, identificou que 48% dos
processos tramitam em atividades de prejulgamento. Deste total, 86% ficam retidos em atividades
de recepção/protocolo, indicador que está diretamente relacionado

a) ao desempenho profissional.
b) ao padrão econômico-orçamentário.

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c) à qualidade.
d) à tecnologia.
e) ao padrão contábil-orçamentário.
Comentários:

Nesta questão a FCC apresentou o conceito de eficiência como relacionado com a qualidade. Este não
é o conceito que tem sido cobrado pelas bancas ou mesmo o que é descrito no Gespública (que relaciona
a qualidade com o indicador de excelência), mas a banca não alterou seu entendimento.
Assim, fiquem atentos se a FCC cobrar isto em outra questão destas.
Gabarito: letra C

21. (FCC – TRF 2° REGIÃO – ANALISTA – 2012)


Indicador de desempenho estratégico que mede o grau de satisfação, o valor agregado e os
impactos gerados pelos produtos/serviços, processos ou projetos no contexto em geral:

a) economicidade.
b) execução.
c) eficiência.
d) efetividade.
e) excelência.
Comentários:

Questão fácil da FCC. A efetividade está relacionada com os impactos ou efeitos da intervenção
governamental na realidade. Quando estamos falando de ações na saúde, por exemplo, seriam os
efeitos das ações do Estado na redução da mortalidade infantil, do aumento da expectativa de vida da
população, dentre outros indicadores.
Gabarito: letra D

22. (FCC – TRT/RS – ANAL. ADM. – 2011)


O Programa Nacional de Gestão Pública identifica seis categorias básicas de indicadores de
avaliação da gestão pública: efetividade, eficácia, eficiência, execução, excelência e
economicidade.

I. Efetividade está vinculada ao grau de satisfação, ou ainda ao valor agregado, à transformação


produzida no contexto em geral. Está relacionada com a missão da instituição e pode ser encontrada
na dimensão estratégica do Plano Plurianual.
II. Eficácia é a quantidade e qualidade de produtos e serviços entregues ao usuário.

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III. Eficiência está alinhada ao conceito de obtenção e uso de recursos com o menor ônus possível,
dentro dos requisitos e das quantidades exigidas pelo input, gerindo adequadamente os recursos
financeiros e físicos.
IV. Economicidade é a relação entre os produtos e serviços gerados com os insumos utilizados,
relacionando o que foi entregue e o que foi consumido de recursos, usualmente sob a forma de custos
ou produtividade.
V. Excelência é a conformidade a critérios e padrões de qualidade para a realização dos processos,
atividades e projetos na busca da melhor execução e economicidade, sendo um elemento transversal.
É correto o que consta APENAS em

(A) III, IV e V.
(B) II, III e IV.
(C) I, II e V.
(D) I, IV e V.
(E) I, II e III.
Comentários:

A questão aqui fez, como é de hábito da FCC, somente uma troca de conceitos para confundir os
candidatos menos atentos. As alternativas são todas tiradas do GESPÚBLICA, mas a FCC trocou os
conceitos de economicidade e eficiência nos itens III e IV.
Desta maneira, estão corretas as afirmativas I, II e V.
Gabarito: letra C

23. (FCC – TRT/MT – TÉCNICO – 2011)


Entre as funções administrativas no processo organizacional, o controle compreende a

a) emissão de ordens, instruções, comunicação, motivação, liderança e coordenação.


b) definição de objetivos, o diagnóstico da situação e um prognóstico a partir das informações
diagnosticadas.
c) definição de missão, visão, metas estratégicas e cenários prospectivos.
d) definição de padrões, avaliação do desempenho, comparação do desempenho com o padrão
estabelecido e ação corretiva.
e) definição de metas, controle de processos, correção de procedimentos e feedback do processo.
Comentários:

Mais uma vez a banca pede estas quatro fases do processo de controle: a definição de padrões, o
monitoramento do desempenho, a comparação e a ação corretiva.
Gabarito: letra D

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24. (FCC – TRE-PE – ANALISTA – 2011)


As metas estratégicas da empresa Directa constituem a matéria-prima da avaliação, cuja
mensuração de desempenho se dá por meio de indicadores. O indicador de desempenho vinculado
ao grau de satisfação, valor agregado e a transformação produzida no contexto geral é o de

a) economicidade.
b) eficácia.
c) excelência.
d) efetividade.
e) eficiência.
Comentários:

Vejam como as questões da FCC se repetem! Quando estamos falando dos efeitos ou impactos das
ações governamentais (ou as transformações, como a banca apresentou), estamos nos referindo ao
conceito de efetividade.
Gabarito: letra D

25. (FCC – BAHIAGAS – ANALISTA – 2010)


Tratando-se de eficiência, eficácia e efetividade, analise:

I. Eficácia é fazer as atividades ou desenvolver ações de forma correta para atingir os meios. Tem
vínculo estreito com o planejamento estratégico da organização.
II. Eficiência é fazer as atividades ou desenvolver ações da maneira correta. Está relacionada com o
método de execução.
III. Efetividade é satisfazer as necessidades dos clientes com os produtos e serviços da organização.
IV. Efetividade é o valor social ou medida de utilidade, que deve ser atribuído ao produto ou serviço
considerando-se a sociedade como um todo.
V. Eficácia é a relação entre os produtos obtidos e os fatores de produção empregados na sua
obtenção.
É correto o que consta APENAS em

a) I e II.
b) III e V.
c) IV e V.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
Comentários:

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A primeira frase está errada por causa de uma “pegadinha”. A eficácia busca atingir os fins (objetivos,
metas), não os meios. Já a segunda frase está correta, pois a eficiência está relacionada com a maneira
correta de executar as atividades.
A terceira frase está correta também. A efetividade também é relacionada por muitos autores como
“atender as necessidades dos clientes”, ou seja, atender às suas expectativas.
A quarta frase apresenta o conceito mais conhecido de efetividade, como o impacto ou efeito das ações
governamentais na sociedade, ou seja, a realidade social que o governo deseja alterar.
Finalmente, a última frase está errada porque a relação entre os insumos utilizados e os produtos
obtidos é o conceito de eficiência, não de eficácia.
Gabarito: letra E

26. (FCC – TRT/PR – ANALISTA ADM – 2010)


O indicador de desempenho que afere os impactos gerados pelos produtos e serviços, processos ou
projetos de um determinado sistema (organização, programa, política pública, rede) no beneficiário
final, é denominado indicador de

(A) efetividade.
(B) eficiência.
(C) eficácia.
(D) economicidade.
(E) excelência.
Comentários:

Como já vimos acima, quando estamos avaliando o impacto gerado por um programa, projeto ou
processo estamos nos referindo à efetividade. A eficiência se refere à utilização dos recursos da melhor
maneira possível, portanto a alternativa B está incorreta.
No caso da letra C, a eficácia se refere aos produtos entregues, aos objetivos organizacionais. É
relacionado com “fazer a coisa certa”. Desta forma, a letra C está errada.
E economicidade se relaciona com a melhor utilização dos recursos financeiros. Já a excelência se
relaciona com os requisitos de qualidade que os clientes necessitam ou desejam.
Gabarito: letra A

27. (FCC – TRT/PR – ANALISTA ADM – 2010)


As seis categorias de indicadores de desempenho estão relacionadas a algum dos elementos da
cadeia de valor (insumos, processos, produtos e impactos) e dividem-se nas dimensões de

(A) execução e excelência.


(B) efetividade e esforço.

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(C) outputs e outcomes.


(D) resultado e eficácia.
(E) resultado e esforço.
Comentários:
Como vimos acima, os seis tipos de indicadores se dividem em indicadores de esforços (economicidade,
excelência e execução) e indicadores de resultados (eficiência, eficácia e efetividade).
Gabarito: letra E

28. (FCC – TJ/AP – ANALISTA ADM – 2009)


A avaliação da produtividade nas organizações envolve
(A) a responsabilização dos gestores pela não realização das metas definida pela direção.
(B) o equilíbrio entre os vários fatores envolvidos no processo produtivo.
(C) a comparação do custo de aquisição de produtos e serviços com seu retorno em termos de
efetividade.
(D) a adequação dos processos em relação às especificações técnicas ou à superação dos mesmos.
(E) a comparação entre entradas e saídas dos sistemas produtivos, levando-se em conta os fatores de
produção, como mão de obra, recursos financeiros e insumos físicos.
Comentários:
Antes de respondermos esta questão, cabe aqui explicar os conceitos de indicador de qualidade e de
produtividade. Estes nada mais são do que os indicadores de excelência (qualidade) e de eficiência
(produtividade).
Desta forma, fica mais fácil agora responder a esta pergunta, não é mesmo? Como a pergunta pede a
avaliação da produtividade (eficiência), temos de buscar o item que menciona a relação entre as entradas
(inputs) e saídas (outputs) de um processo. Ou seja, da melhor utilização possível dos recursos da
organização. A alternativa correta, portanto, é a letra E.
A letra A é absurda, pois o objetivo da utilização dos indicadores de produtividade não é a punição ou a
responsabilização de servidores. Já a letra B poderia ser relacionada ao desempenho total de uma
organização, não à produtividade.
Na letra C, estão confundindo os conceitos de economicidade e de efetividade. E a letra D está se
referindo aos indicadores de qualidade, ou excelência.
Gabarito: letra E

29. (FCC – SEFAZ/SP – FISCAL DE RENDAS – 2009)


Um exemplo de indicador de produtividade é
(A) o número de solicitações de reparos pelo número total de unidades entregues.
(B) a porcentagem de funcionários com formação de nível superior, em relação ao total.

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(C) a porcentagem de clientes que reclamaram, ou não, quando da entrega do produto.


(D) o índice de retrabalho em relação ao total produzido em um determinado processo industrial.
(E) o número de homens/hora para uma unidade de serviço executado.
Comentários:

Esta questão já foge um pouco da “decoreba” comum da FCC. A alternativa A se refere aos produtos
entregues em relação às solicitações. Desta forma, pode ser um indicador de excelência, não de
eficiência (produtividade). A letra B não se refere a um indicador de desempenho.
Já a letra C e a D estão se referindo a indicadores que buscam medir a qualidade, ou excelência, de um
processo. Desta forma, estão incorretas. A alternativa correta é mesmo a letra E.
Gabarito: letra E

30. (FCC – SERGIPEGAS – ASSIST. ADM. – 2010)


Na gestão da qualidade, medem-se os desempenhos mediante o cliente e sua satisfação e,
consequentemente, a efetividade dos processos, por meio dos

(A) planos.
(B) orçamentos.
(C) fluxos.
(D) indicadores.
(E) mapas de riscos.
Comentários:

Esta questão aqui foi de graça, não é mesmo? Como vimos neste tópico, medimos o desempenho através
de indicadores.
Gabarito: letra D

31. (FCC – ARCE – ANALISTA REG. – 2006)


Mensuração e comparação do desempenho real em relação a um padrão e tomada de ação gerencial
para corrigir desvios ou padrões inadequados são etapas do processo de

(A) organização.
(B) planejamento.
(C) coordenação.
(D) controle.
(E) liderança.
Comentários:

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Vejam como algumas questões da FCC são bem tranquilas. A banca apenas mudou a maneira de cobrar
as quatro fases do processo de controle, não é mesmo?
Gabarito: letra D

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (FGV – PC-RN – AGENTE – 2021)


A área financeira de uma organização está enfrentando problemas em seus processos internos,
como erros nos pagamentos a fornecedores e nos registros da tesouraria. O diretor da área considera
que seria importante adotar controles preventivos e controles posteriores, a fim de evitar que os
problemas continuem.

São formas de controle preventivo e posterior, respectivamente:

(A) supervisão direta; auditoria.


(B) estabelecimento de limites de alçada; testes de seleção de recursos humanos.
(C) definição de regras para autorização de pagamentos; demonstrativos financeiros.
(D) avaliação de desempenho dos funcionários; relatórios de resultado contábil.
(E) balanced scorecard; inspeção de matérias-primas e insumos.
Comentários

A questão trata da classificação do controle de acordo com o tempo. Podemos ver abaixo as principais
características dos tipos de controle, de acordo com Sobral e Peci1:

Tipos Características Exemplos

- Antecipa os problemas - Testes de seleção de recursos humanos


Preventivo - É proativo - Programas de manutenção preventiva
- Enfoca os insumos - Inspeção de matérias-primas

- Supervisão direta dos trabalhadores


- Corrige problemas à
medida que ocorrem - Controles estatísticos de processo
Simultâneo produtivo
- É reativo
- Auditorias de natureza operacional
- Enfoca os processos
realizadas pelos Tribunais de Contas

1
(Sobral & Peci, 2008)

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- Inspeção de qualidade dos bens


- Corrige problemas depois
de ocorrerem - Avaliação de desempenho
Posterior
- Enfoca os resultados - Análise das prestações de contas pelos
Tribunais de Contas

Tabela 1: Tipos de Controle. Adaptado de: (Sobral & Peci, 2008)

A letra A está errada, pois a supervisão direta não é preventiva. A letra B Só nos apresenta controles
preventivos.
A letra C está perfeita e é o nosso gabarito. A letra D só nos apresenta controles posteriores. Finalmente, na
letra E o BSC não é preventivo e a inspeção de matérias primas não é posterior.
Gabarito: letra C

2. (FGV – IBGE – AGENTE – 2019)


Uma faculdade formou, em 2017, 150 alunos, com um custo total de 1.500.000 reais. Em 2018, a
faculdade formou 200 alunos, com um custo total de 2.100.000 reais. Considerando-se apenas as
informações apresentadas, é correto afirmar que, de 2017 para 2018, a faculdade foi:

(A) mais eficaz;


(B) mais eficiente;
(C) igualmente eficiente;
(D) igualmente eficaz;
(E) menos eficaz e menos eficiente.
Comentários

A questão fala que a faculdade formou 150 alunos em 2017 e 200 alunos em 2018. Foi, portanto, mais eficaz
(atingiu um resultado melhor). Entretanto, podemos concluir que teve um custo por aluno maior, sendo
menos eficiente.
Gabarito: letra A

3. (FGV – DPE-RJ – TÉCNICO – 2019)


A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro decide promover um mutirão para oferecer
assistência jurídica aos presos, visando reduzir a população carcerária do Estado em 10%.

Após a apuração do resultado do mutirão, verificou-se que a redução foi de apenas 5%, permitindo
a constatação de que o mutirão foi falho em relação à:

(A) eficiência;
(B) eficácia;

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(C) excelência;
(D) economicidade;
(E) execução.
Comentários

A questão diz que o órgão tinha um objetivo de reduzir a população carcerária em 10%. Como reduziu em
apenas 5%, não foi eficaz, ou seja, não alcançou seu objetivo. Assim, a falha foi relacionada com o conceito
de eficácia.
Gabarito: letra B

4. (FGV – TJ-CE – TÉCNICO – 2019)


O gestor de um órgão público solicitou a dois servidores (Alfa e Beta) que cada um comprasse 10
lâmpadas para projetores multimídia utilizados no órgão. O gestor informou que o valor limite para
a compra de cada lote de 10 lâmpadas, conforme especificação fornecida, seria de R$ 1.500,00. O
servidor Alfa comprou as lâmpadas por R$ 1.390,00 e o servidor Beta por R$ 1.500,00. Ambos os lotes
foram entregues em perfeitas condições, porém o lote adquirido pelo servidor Beta foi entregue um
dia antes do prazo.

Considerando a situação exposta, é correto afirmar que:

(A) ambos os servidores foram igualmente eficientes;


(B) apenas o servidor Alfa foi eficaz na aquisição;
(C) apenas o servidor Alfa foi eficiente na aquisição;
(D) o servidor Beta foi mais efetivo na aquisição;
(E) o conceito de eficácia foi atendido por ambos os servidores.
Comentários

Bem, questão interessante e que nos faz pensar. Ambos os servidores conseguiram comprar o lote de
lâmpadas. Assim, ambos foram eficazes. No caso do conceito de eficiência, o servidor Alfa conseguiu um
preço menor do que o servidor Beta, mas esse último comprou mais rápido.
Desta forma, ambos foram eficientes, mas de uma maneira distinta. A questão não aborda o conceito de
efetividade. Portanto, o gabarito só pode mesmo ser a letra E.
Gabarito: letra E

5. (FGV – TJ-CE – TÉCNICO – 2019)


Para aumentar a eficácia do Tribunal, foi contratado um consultor com o objetivo de melhorar todas
as funções administrativas de determinado setor. Uma dessas funções administrativas tem dupla
atribuição: monitorar as atividades planejadas, assegurando que sejam executadas conforme
planejado, e corrigir os desvios, a partir de medidas corretivas.

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Tal função administrativa é:

(A) o planejamento;
(B) a organização;
(C) a direção;
(D) o controle;
(E) a execução.
Comentários

As funções administrativas são: planejamento, organização, direção e controle. A função que busca
monitorar o desempenho e corrigir os problemas é a função controle.
Gabarito: letra D

6. (FGV – MPE-AL – ANALISTA MINISTERIAL – 2018)


Uma firma de consultoria é contratada por uma fábrica de chocolates para descobrir a razão do
aumento vertiginoso nos custos mensais.

Após a análise aprofundada dos indicadores de desempenho utilizados, ela percebeu que o
problema tinha relação com um simples erro de cálculo no ajuste das máquinas de processamento,
o que estava fazendo a fábrica utilizar mais cacau que o padrão típico da produção, considerando os
benchmarks do setor.

Segundo a firma de consultoria, a fábrica de chocolates está com um problema de

a) capacidade.
b) rentabilidade.
c) participação.
d) eficiência.
e) eficácia.
Comentários

A letra A não faz sentido, pois a questão não trata da capacidade produtiva da fábrica. O mesmo pode ser
dito da letra B. Até podemos inferir que é possível que a fábrica esteja gastando mais com o cacau, mas não
há elementos concretos para afirmar que o custo do cacau seja maior do que os outros ingredientes ou o
impacto disso na operação total da empresa.

A letra C também está errada, pois a questão não trata de participação de mercado. Já a letra D está perfeita.
A fábrica está com um problema de eficiência, ou seja, não está gerindo bem seus recursos (cacau).

Finalmente, a letra E está errada, pois a empresa não deixou de produzir os chocolates, de alcançar seus
objetivos.

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Gabarito: letra D

7. (FGV – CM-SALVADOR – ASSISTENTE – 2018)


Nas organizações, o controle pode ser aplicado aos três níveis organizacionais: estratégico, tático e
operacional.

No nível tático, o foco do controle está:

(A) na capacidade de inovação da empresa;


(B) no desempenho de unidades ou áreas da organização;
(C) no grau de realização da missão, visão, estratégia e objetivos;
(D) no desempenho de atividades e processos específicos, atribuídos a pessoas ou grupos;
(E) no desempenho financeiro global da organização.
Comentários

Abaixo, temos um resumo:

Tipo de Controle Descrição

Voltado para mensurar se a organização está atingindo seus objetivos


estratégicos.
Estratégico Aborda aspectos da organização como um todo e sua relação com o ambiente
externo.
Foco no longo prazo.

Voltado para medir os resultados do departamento.


Tático Aborda aspectos do setor e sua relação com os demais departamentos.
Foco no médio prazo

Voltado para mensurar como as tarefas e atividades estão sendo desenvolvidas.


Operacional
Foco no curto prazo.

A letra A indica um controle estratégico, pois trata da empresa como um todo. Já a letra B está mesmo
relacionada com o controle tático. A letra C e a Letra E estão também associadas ao controle estratégico.
Finalmente, a letra D está relacionada com o controle operacional.
Gabarito: letra B

8. (FGV – CM-SALVADOR – ASSISTENTE – 2018)

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Uma empresa vem enfrentando problemas de baixa produtividade da mão de obra e aumento
significativo dos pedidos de demissão. A cúpula da empresa considera que seria importante adotar
controles preventivos, a fim de evitar que esses problemas aconteçam.

Seria um controle preventivo adequado à situação descrita:

(A) avaliação de desempenho;


(B) testes de seleção de recursos humanos;
(C) auditoria interna;
(D) supervisão direta;
(E) balanced scorecard de recursos humanos.
Comentários

A questão trata dos tipos de controle (em relação ao tempo). Podemos ver abaixo as principais
características dos tipos de controle, de acordo com Sobral e Peci2:

Tipos Características Exemplos

- Testes de seleção de recursos


- Antecipa os problemas
humanos
Preventivo - É proativo
- Programas de manutenção preventiva
- Enfoca os insumos
- Inspeção de matérias-primas

- Supervisão direta dos trabalhadores


- Corrige problemas à
medida que ocorrem - Controles estatísticos de processo
Simultâneo produtivo
- É reativo
- Auditorias de natureza operacional
- Enfoca os processos
realizadas pelos Tribunais de Contas

- Inspeção de qualidade dos bens


- Corrige problemas depois
de ocorrerem - Avaliação de desempenho
Posterior
- Enfoca os resultados - Análise das prestações de contas pelos
Tribunais de Contas

Já que estamos buscando utilizar um controle preventivo para o caso da gestão de pessoas, poderíamos
utilizar os testes de seleção de RH, ou seja, contratarmos pessoas com um perfil mais adequado aos cargos.
A avaliação de desempenho é um controle posterior. O mesmo pode ser dito do BSC. A supervisão direta é
um controle simultâneo. A auditoria pode ser feita de forma simultânea ou posterior (mais comum).
Gabarito: letra B

2
(Sobral & Peci, 2008)

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9. (FGV – ALERJ – ESPECIALISTA – 2017)


A elaboração de um quadro de indicadores de desempenho organizacional deve obedecer certos
atributos. Nesse sentido, um indicador que capte os aspectos mais importantes de um dado
processo refere-se ao atributo de:

a) adaptabilidade;
b) disponibilidade;
c) economia;
d) representatividade;
e) simplicidade.
Comentários

O atributo dos indicadores que está associado a captação dos aspectos mais importantes do fenômeno é o
da representatividade, ou seja, a capacidade do indicador de expressar bem a realidade que representa ou
mede.
Gabarito: letra D

10. (FGV – TRT-SC – ANALISTA – 2017)


As organizações podem ser consideradas grupos estruturados de pessoas que se juntam para
alcançarem objetivos. Tais organizações podem variar de diversas maneiras, mas o importante é que
procurem trabalhar de forma eficaz, eficiente e efetiva.

Em relação à eficácia, à eficiência e à efetividade nas organizações, é correto afirmar que:

(A) a eficácia é fazer bem as coisas, utilizando o mínimo de recursos;


(B) a eficiência tem ênfase nos processos e a eficácia nos resultados;
(C) um empregado é considerado eficaz quando sua produtividade é alta;
(D) a eficiência está mais relacionada com a escolha dos objetivos mais apropriados e ausência de
desperdícios;
(E) a efetividade está relacionada à minimização dos recursos utilizados, sejam eles recursos como
tempo, pessoas, capital ou equipamento.
Comentários

A letra A descreve o conceito de eficiência e está errado. Já a letra B está perfeita e é mesmo o gabarito. Já
na letra C, o empregado seria eficiente, não eficaz.
A letra D está errada porque a escolha dos objetivos mais apropriados não é relacionada com a eficiência.
Finalmente, é a eficiência que está relacionada com a gestão dos recursos.
Gabarito: letra B

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11. (FGV – IBGE – AGENTE - 2017)


Uma ONG atendeu, em 2015, 100 refugiados, com um dispêndio total de 100.000 reais. Em 2016, a
ONG atendeu 120 refugiados, com um dispêndio total de 120.000 reais.

Pode-se dizer que, de 2015 para 2016, a ONG foi:

(A) menos eficiente;


(B) mais eficiente;
(C) menos eficaz;
(D) mais eficaz;
(E) mais produtiva.
Comentários

Em ambos os anos, o custo por refugiado foi de R$ 1000,00. Deste modo, não podemos dizer que fomos
mais ou menos eficientes (a eficiência foi a mesma).
Porém, podemos dizer que fomos mais eficazes, pois atendemos 120 refugiados em 2016 em comparação
com os 100 refugiados atendidos em 2015. Já a letra E, que fala em produtividade, está também equivocada.
O conceito de produtividade costuma ser tratado como sinônimo de eficiência.
Gabarito: letra D

12. (FGV – TRT-SC – TÉCNICO – 2017)


No início do ano, servidores do departamento de patrimônio da organização pública XYZ passaram
um final de semana em um hotel para planejarem os objetivos do ano. Ao final do ano, os servidores
voltaram ao hotel para verificar se os objetivos foram cumpridos.

Tão importante quanto planejar é comparar os resultados obtidos com o que foi planejado, e essa
função administrativa de monitoração é denominada:

(A) avaliação estratégica;


(B) análise de eficácia;
(C) controle;
(D) análise de eficiência;
(E) avaliação de desempenho.
Comentários

Questão bem tranquila. A função relacionada com o monitoramento é mesmo o controle. Sem maiores
comentários.
Gabarito: letra C

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13. (FGV – TRT-SC – TÉCNICO – 2017)


A XYZ é uma empresa do ramo editorial que atua no mercado há cerca de dez anos. A empresa
construiu uma sólida posição no mercado e atrai investimentos e reinvestimentos de acionistas
diversos, cuja expectativa é obter excelente retorno sobre o capital investido. Devido a seu porte
médio, a XYZ constitui uma única Unidade Estratégica de Negócio (UEN). A empresa está
implementando o Balanced scorecard como ferramenta de gestão, e o diretor financeiro precisa
identificar uma medida adequada para o tema estratégico “redução de custos/melhoria da
produtividade”.

Na situação descrita, seria uma medida adequada:

(A) receita por funcionário.


(B) taxa de redução de custos.
(C) percentual de receita gerado por novos produtos.
(D) retorno sobre o patrimônio líquido.
(E) aumento da taxa de vendas por segmento.
Comentário

A questão é bem direta e pede o indicador que poderia medir o tema estratégico “redução de
custos/melhoria da produtividade”. Ora, a taxa de redução de custos naturalmente seria a adequada, não é
mesmo? Ela mediria exatamente o que buscamos aferir.
Gabarito: letra B

14. (FGV – TRT-SC – ANALISTA – 2017)


Em uma empresa de tecnologia de informação, a estratégia de controle comportamental parte do
pressuposto de que os funcionários são motivados pelo sentimento de reconhecimento e realização.
Os objetivos e metas individuais são estabelecidos de forma participativa, as recompensas são
relacionadas ao desempenho, considerado em várias dimensões, e os resultados observados no
controle são utilizados como formas de identificação e resolução de problemas, em vez de voltados
para responsabilização e punição.

Esta estratégia de controle comportamental é conhecida como controle por motivação interna, e
tem como um potencial resultado negativo:

(A) diminuição da satisfação e do comprometimento dos funcionários;


(B) comportamento disfuncional por parte dos funcionários, resistindo ou burlando o sistema;
(C) pouco comprometimento dos funcionários para com o desempenho global da organização;
(D) estabelecimento de objetivos individuais pouco ambiciosos;
(E) comportamento conformista e limitado ao cumprimento do exigido, por parte dos funcionários.
Comentários

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De acordo com Sobral e Peci, os resultados negativos do controle por motivação interna são:
• Menor controle sobre o desempenho dos subordinados.
• Estabelecimento de objetivos individuais pouco ambiciosos.
• Dificuldade de estabelecer uma base objetiva para recompensar os trabalhadores.
Gabarito: letra D

15. (FGV – CODEBA – TÉCNICO - 2016)


Controle é a geração e o uso de informações relativas às atividades organizacionais. Existem
diversos tipos de controle, classificados por sincronismo temporal. Cada tipo de controle apresenta
funções e características únicas.

Assinale a opção que apresenta o conjunto de características ligadas ao controle do tipo simultâneo.

(A) Corrige os problemas depois que ocorrem e tem foco nos resultados.
(B) Corrige os problemas à medida que ocorrem e tem foco nos processos.
(C) Corrige os problemas à medida que ocorrem e tem foco nos insumos.
(D) Corrige os problemas à medida que ocorrem e tem foco nos resultados.
(E) Corrige os problemas depois que ocorrem e tem foco nos insumos.
Comentários

A questão aborda os principais tipos de controle, de acordo com o momento. Podemos ver abaixo as
principais características dos tipos de controle, de acordo com Sobral e Peci3:

Tabela 2: Tipos de Controle. Adaptado de: (Sobral & Peci, 2008)

Tipos Características Exemplos


- Testes de seleção de recursos
- Antecipa os problemas
humanos
Preventivo - É proativo
- Programas de manutenção preventiva
- Enfoca os insumos
- Inspeção de matérias-primas
- Supervisão direta dos trabalhadores
- Corrige problemas à
- Controles estatísticos de processo
medida que ocorrem
Simultâneo produtivo
- É reativo
- Auditorias de natureza operacional
- Enfoca os processos
realizadas pelos Tribunais de Contas
- Inspeção de qualidade dos bens
- Corrige problemas depois
- Avaliação de desempenho
Posterior de ocorrerem
- Análise das prestações de contas pelos
- Enfoca os resultados
Tribunais de Contas

3
(Sobral & Peci, 2008)

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Como vemos acima, o controle simultâneo ocorre na medida da execução das tarefas e enfoca os processos.
Gabarito: letra B

16. (FGV – IBGE – ANALISTA - 2016)


O proprietário e principal executivo de uma empresa de pequeno porte gostaria de desenhar um
sistema de controle como forma de monitorar o desempenho de processos e pessoas. A empresa
fabrica pães e bolos e adota estrutura simples, com cultura participativa. O principal executivo é um
líder democrático e o clima organizacional é bom. Tendo em vista as características de um sistema
de controle eficaz, seria adequado adotar, no contexto descrito, os seguintes controles, entre
outros:

(A) relatórios financeiros mensais e avaliações de desempenho formais.


(B) formalização das atribuições e responsabilidades e testes de qualidade dos produtos.
(C) reuniões de avaliação e controle por imposição externa.
(D) testes de seleção de pessoal e balanced scorecard.
(E) supervisão direta e controle por motivação interna.
Comentários

Questão interessante. Bem, se o clima organizacional é bom, o líder tem um estilo democrático e a cultura
é participativa, a estratégia do controle deve ser por motivação interna e não por imposição externa.
As alternativas que apontam “relatórios financeiros mensais” e “testes de qualidade de produtos” não
fazem sentido. A única alternativa que indica uma técnica de controle comportamental e uma estratégia de
controle comportamental.
Gabarito: letra E

17. (FGV – IBGE – ANALISTA - 2016)


A área de produção de uma fábrica de instrumentos médicos vem apresentando alto índice de
produtos defeituosos e baixa produtividade da mão de obra. O gerente de produção gostaria de
adotar controles preventivos, a fim de antecipar problemas para o desempenho das atividades da
área. Seriam exemplos de controles preventivos adequados à situação descrita, respectivamente:

(A) inspeção de matérias-primas e supervisão direta.


(B) controle estatístico de processos e testes de seleção de recursos humanos.
(C) inspeção da qualidade dos produtos e supervisão direta.
(D) inspeção de matérias-primas e testes de seleção de recursos humanos.
(E) inspeção da qualidade dos produtos e avaliação de desempenho.
Comentários

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Mais uma questão sobre o momento do controle. Como a banca está cobrando os exemplos de controle
preventivos, o gabarito só pode mesmo ser a letra D, que aponta a inspeção de matérias primas e os testes
de seleção de RH.
Gabarito: letra D

18. (FGV – TJ-SC – ANALISTA – 2015)


O supervisor de produção de uma empresa fabricante de autopeças observou um aumento no
número de peças fora dos padrões definidos. O supervisor gostaria de monitorar continuamente as
atividades, adotando um controle simultâneo. Um controle simultâneo adequado seria:

(A) inspeção de matérias-primas;


(B) programa de manutenção preventiva; ==2c89c3==

(C) controle estatístico do processo;


(D) controle de qualidade das peças produzidas;
(E) definição de regras e procedimentos de produção.
Comentários

A inspeção de matérias-primas e o programa de manutenção preventiva seriam casos de controle


preventivo, ou ex-ante, pois ocorreriam antes da atividade a ser controlada.
Já o controle estatístico do processo é sim um caso de controle simultâneo adequado para o problema
citado pela banca. O controle de qualidade das peças produzidas seria um exemplo de controle posterior
(as peças já estão produzidas, não é mesmo?), pois a atividade a ser controlada já ocorreu.
Finalmente, a letra E envolve um controle preventivo, com a definição das regras e procedimentos de
produção.
Gabarito: letra C

19. (FGV – TJ-SC – ANALISTA – 2015)


Uma empresa enfrentou uma série de problemas em seu processo produtivo, no atendimento aos
clientes e houve até vazamento de informações para os concorrentes. A cúpula da empresa decidiu
adotar controles preventivos, a fim de evitar que os problemas se repitam. São formas de controle
preventivo:

(A) avaliação de desempenho dos trabalhadores e demonstrativos financeiros;


(B) inspeção de matérias-primas e controles estatísticos do processo produtivo;
(C) avaliação de desempenho dos trabalhadores e controles estatísticos do processo produtivo;
(D) testes de seleção de recursos humanos e inspeção de matérias-primas;
(E) testes de seleção de recursos humanos e demonstrativos financeiros.
Comentários

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A avaliação de desempenho dos trabalhadores é um tipo de controle posterior, pois avalia como estes
funcionários fizeram seu trabalho, ou seja, foca o passado, o que já ocorreu.
Os demonstrativos financeiros igualmente enfatizam o que já ocorreu. É um caso, também, de controle
posterior ou “ex-post”. Desta forma, as letras A, C e E estão incorretas.
Já a inspeção de matérias-primas é sim um caso de controle preventivo. O mesmo pode ser dito dos testes
de seleção de recursos humanos. Ambos enfatizam um controle que ocorre antes da atividade que
queremos controlar. A letra D está correta.
Finalmente, os controles estatísticos do processo produtivo são controles simultâneos.
Gabarito: letra D

20. (FGV – TJ-SC – ANALISTA – 2015)


As Agências Reguladoras são fruto da necessidade do Estado de exercer controle sobre bens e
serviços, cuja responsabilidade de prover, anteriormente, era sua e, atualmente, recai sobre outros
atores. As Agências Reguladoras apresentam desenho institucional definido e possuem autonomia
para tomar decisões. Contudo, existem mecanismos que permitem ao governo manter o controle
das mesmas, dentre eles, a estrutura burocrática rígida e predefinida. No Brasil, essa estrutura é
comum a todas as Agências Reguladoras e representa o seguinte tipo de mecanismo de controle:

(A) Ex ante;
(B) Ad hoc;
(C) Ex post;
(D) direto;
(E) indireto.
Comentários

A questão apresenta o caso das Agências Reguladoras apenas para confundir a cabeça dos candidatos. O
que ela realmente quer saber é que tipo de controle existe no estabelecimento de um modelo burocrático,
com suas regras e regulamentos detalhados, rígidos e pré-definidos.
Ora, a criação de regras pré-definidas é um controle prévio, ou “ex-ante”, pois elas são criadas antes das
atividades que querem regular, não é verdade?
Gabarito: letra A

21. (FGV – TJ-GO – ANALISTA – 2014)


A avaliação da política pública é o processo de julgamentos deliberados sobre a validade de
propostas para a ação pública, bem como sobre o sucesso ou a falha de projetos colocados em
prática. Fazem parte desse processo elementos, critérios, indicadores e também padrões, como os
normativos, que são:

(A) as metas qualitativas ou quantitativas estabelecidas anteriormente à implementação da política


pública;

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(B) os valores ou descrições, já alcançados no passado, que facilitam a comparação por períodos e
geram informações sobre declínios ou melhoras;
(C) são artifícios (proxies) que podem ser criados para medir input, output e resultado (outcome);
(D) a visualização dos erros anteriores à tomada de decisão, a fim de detectar problemas mal
formulados, objetivos mal traçados e otimismos exagerados;
(E) as metas qualitativas ou quantitativas estabelecidas com base em um standard ideal.
Comentários

De acordo com Secchi, os padrões normativos são aqueles que são baseados em um benchmarking ou
standard considerado ideal. O conceito de benchmarking está ligado à noção de uma comparação com
algum agente que tenha um resultado considerado excelente.
Gabarito: letra E

22. (FGV – TJ-GO – ANALISTA – 2014)


Os indicadores de desempenho auxiliam na tarefa de identificar o comportamento da performance
de um processo. A partir da sua utilização pode-se não somente aferir o resultado de um processo,
como também acompanhar seu comportamento ao longo das atividades que o integram. Essa
performance pode ser medida em termos de eficiência ou de eficácia, de acordo com a definição de
que:

(A) ser eficiente é empregar em nível máximo os recursos de produção e, sendo assim, a produção de
bens e serviços públicos, que tem pessoas como principal recurso de geração de valor público, pode
ser processada segundo diferentes níveis de qualidade e quantidade, cuja variação depende das
políticas e decisões de alocação dos recursos;
(B) ser eficaz depende diretamente da plena utilização ou do eficiente emprego dos recursos de
produção, mesmo que os objetivos propostos não sejam alcançados;
(C) a gestão de pessoas com a máxima eficiência é aquela em que todas as pessoas têm seu potencial
produtivo plenamente utilizado em termos de habilidades ou serviço, independentemente do tempo
de atividade ou serviço;
(D) a noção de eficiência identifica-se com fazer aquilo que precisa ser feito com vistas a alcançar um
objetivo específico, enquanto a eficácia está associada com o melhor uso dos recursos da organização;
(E) a produtividade do trabalho é uma medida que leva em conta apenas as unidades do produto
(números expedientes analisados, número de estabelecimentos ou obras fiscalizadas, área roçada
etc.).
Comentários

A letra A está logo correta. O conceito de eficiência está ligado ao “como, ao “modo” como utilizamos os
recursos disponíveis. Se os utilizamos da melhor maneira possível, em seu “nível máximo”, estamos sendo
eficientes.

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Já a letra B está equivocada, pois não precisamos utilizar os recursos de modo pleno para sermos eficazes.
A eficácia está relacionada com o atingimento dos objetivos e não com a utilização dos recursos necessários
para isso.
No caso da letra C, o erro está no fato de que a eficiência também está relacionada com o tempo utilizado.
Afinal de contas, o tempo também é um recurso escasso.
A letra D está com os conceitos de eficiência e eficácia trocados. Desta forma, está errada. Finalmente, a
produtividade do trabalho não leva em conta apenas os números absolutos de produtos produzidos, mas
também os recursos utilizados para a sua produção.
Gabarito: letra A

23. (FGV – CÂMARA DE RECIFE – ASSISTENTE ADM – 2014)


Uma escola de crianças alfabetizou, em 2012, 100 crianças, com um dispêndio total de R$100.000,00.
Em 2013, 150 crianças foram alfabetizadas, com um dispêndio total de R$150.000,00. Pode-se dizer
que, de 2012 para 2013, a escola foi:

(A) mais eficiente;


(B) menos eficiente;
(C) mais eficaz;
(D) menos eficaz;
(E) mais rentável.
Comentários

Questão interessante essa da FGV. Vejam que o custo por criança se manteve o mesmo: mil reais por criança
(R$ 100 mil divididos por cem crianças em 2012 e R$ 150 mil divididos por 150 crianças em 2013).
Com isso, podemos dizer que a escola nem ganhou nem perdeu eficiência nesse período, pois continuou
gastando os mesmos recursos por criança.
Não cabe falar de rentabilidade nesse caso, mas sim podemos afirmar que a escola foi mais eficaz. Afinal, o
número de crianças alfabetizadas (objetivo) aumentou em 50% de um ano para o outro.
Gabarito: letra C

24. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)


Não raro, as pessoas confundem os termos eficiência, eficácia e efetividade. A eficácia consiste em
fazer a coisa certa (não necessariamente da maneira certa). Assim, está relacionada ao grau de
atingimento do objetivo. Se desejamos fazer algo (ser aprovados em um concurso público, por
exemplo) e logramos êxito nesse projeto, somos eficazes. Dessa forma, evidencia o cumprimento
da missão, chegar ao resultado desejado.

Comentários

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Perfeito. Vejam como a FGV trabalhou o conceito: eficácia é relacionada ao atingimento dos objetivos
propostos. Desta maneira, se atingimos o que tínhamos como objetivo, fomos eficazes.
Gabarito: correta

25. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)


O conceito de eficiência relaciona-se com a maneira pela qual fazemos a coisa. É o como fazemos, o
caminho, o método. No projeto de aprovação em um certame, se escolhermos corretamente o
melhor material, a melhor equipe docente e estudarmos de forma proativa, provavelmente seremos
aprovados em menos tempo. Aí está a eficiência: a economia de meios, o menor consumo de
recursos dado um determinado grau de eficácia. Alguns autores associam o conceito de eficiência ao
de economicidade, como sinônimos. Apesar de, em sentido lato, não haver diferenças,
normalmente a economicidade está ligada ao menor consumo de recursos monetários (gastar-se
menos). Em uma licitação, por exemplo, a evidência do cumprimento do princípio da economicidade
previsto na Constituição da República se dá com a obtenção do menor preço na contratação de
determinado produto ou serviço previamente determinado.

Comentários

Esta definição da FGV está perfeita. O conceito de eficiência se relaciona com a utilização dos recursos
disponíveis, com o modo correto de se executar uma tarefa. Já a economicidade é mais ligada à melhor
utilização de um recurso específico: o dinheiro.
Gabarito: correta

26. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)


A efetividade ressalta o impacto, a medida em que o resultado almejado (e concretizado) mudou
determinado panorama, cenário. Considerando a construção de escolas e o incremento no número
de professores contratados, a efetividade evidenciará, por exemplo, de que maneira isso contribuiu
para a redução do índice de analfabetismo (impacto). Nesse sentido, há autores que defendem que
a efetividade decorre do alcance da eficácia e da eficiência, simultaneamente. Numa outra acepção,
pode ser entendida, também, como satisfação do usuário. Na “ponta da linha”, a efetividade ocorre
quando um produto ou serviço foi percebido pelo usuário como satisfatório.

Comentários

Exato. A efetividade se refere ao impacto ou efeito das ações e programas governamentais na realidade que
o Estado quer modificar. Assim, medimos a efetividade através da alteração da realidade (melhoria do
ensino, melhoria das condições de saúde, de segurança pública, etc.).
Já a afirmativa de que a efetividade é o somatório da eficácia com a eficiência é bastante polêmica, não
sendo consenso entre os autores. Entretanto, realmente existem autores que defendem esta tese.
Gabarito: correta

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27. (FGV – BADESC – ANALISTA ADM - 2010)


Levando em consideração o uso de controles e indicadores de produtividade em um programa de
educação, o percentual de crianças matriculadas e a avaliação da qualidade por meio de exames
nacionais são, respectivamente, exemplos de:

(A) eficácia e eficiência.


(B) eficiência e eficácia.
(C) efetividade e eficiência.
(D) efetividade e eficácia.
(E) eficácia e efetividade.
Comentários

Nesta questão, teremos de saber como classificar dois indicadores: o percentual de crianças matriculadas e
a avaliação da qualidade do ensino por meio de exames nacionais. O percentual de crianças matriculadas é
um caso típico de eficácia.
Se estivéssemos falando de um indicador como: número de professores por aluno, por exemplo, seria um
caso de medição de eficiência (utilização ideal dos recursos disponíveis, que nesse caso seriam os
professores). Portanto, o primeiro indicador é de eficácia.
Já o segundo é um caso típico de avaliação de efetividade, pois tentamos medir como as ações no campo
educacional afetaram a realidade (no caso, o nível educacional dos alunos).
Gabarito: letra E

28. (FGV – BADESC – ANALISTA ADM - 2010)


Os indicadores de produtividade, tanto no âmbito da administração privada quanto no da
administração pública, devem respeitar certos atributos gerais em sua concepção. A esse respeito,
assinale a alternativa que corresponde ao atributo de economia.

(A) Garantia de que é gerado em rotinas de processo e permanece ao longo do tempo.


(B) Garantia de que não deve ser gasto tempo demais pesquisando dados ou aguardando novos
métodos de coleta.
(C) Facilidade para identificação da origem dos dados, seu registro e manutenção.
(D) Facilidade de acesso para coleta, estando disponível a tempo, para as pessoas certas e sem
distorções.
(E) Garantia de que realmente funciona na prática e permite a tomada de decisões gerenciais.
Comentários

O atributo relacionado com a economia na montagem de indicadores (economicidade) está ligado com o
gasto de tempo e com outros recursos para se obter estas ferramentas.

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Ou seja, o custo de se obter estes indicadores deve ser menor do que seus benefícios4.
Gabarito: letra B

29. (FGV – SAD / PE – APOG - 2008)


Observe o caso a seguir que exemplifica a atuação de um gestor público na solução de um problema.

O gestor público realizou determinado procedimento na busca da solução de uma necessidade da


população moradora em uma área carente. Ao realizá-lo, buscou otimizar os recursos, evitando
perdas e desperdícios, mas sem prejuízo do alcance do objetivo pretendido. Sua iniciativa atendeu
ao público-alvo, resolvendo o problema de modo satisfatório.

Sob a ótica da Administração, a atuação desse gestor está baseada nos conceitos de:

(A) legalidade, legitimidade e economicidade.


(B) moralidade, eficiência e prudência.
(C) oportunidade, utilidade e interesse público.
(D) eficácia, eficiência e efetividade.
(E) legalidade, moralidade e interesse público.
Comentários

Nesta questão, a FGV cobrou este tema de modo bem tranquilo. Para quem conhece os conceitos, fica fácil
acertar.
A questão menciona a otimização de recursos (eficiência), o alcance dos objetivos (eficácia) e a solução de
uma necessidade da população, que foi atendida (efetividade do procedimento).
Gabarito: letra D

30. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2008)


Quanto ao uso de indicadores de produtividade, não é correto afirmar que:

a) é uma ferramenta importante aplicada para compreender problemas organizacionais e apoiar o


processo de decisão gerencial.
b) é um componente de sucesso e fator de competitividade entre organizações, por isso é importante
o seu monitoramento por meio de indicadores que apóiem decisões administrativas.
c) é uma das ferramentas usualmente utilizadas em processos de qualidade.
d) a produtividade de um recurso é a quantidade de produtos ou serviços produzidos num intervalo de
tempo dividido pela quantidade necessária desse recurso; por isso, variáveis como capital, materiais,

4
(Tribunal de Contas da União, 2009)

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mão-de-obra direta e gastos gerais não devem ser usadas para medir e determinar a produtividade
em um intervalo de tempo.
e) é o investimento feito pelas organizações em tecnologia e treinamento dos empregados.
Comentários

A questão pede a alternativa incorreta. Assim, a única alternativa que está errada é a letra D. Recursos como:
capital, materiais e mão-de-obra devem sim ser usados para determinar a produtividade da empresa.
Lembre-se de que a produtividade está relacionada com a utilização dos recursos de uma organização
(eficiência).
Gabarito: letra D

31. (FGV – SAD-PE – APOG - 2008)


Com relação aos atributos dos indicadores de mensuração organizacional, o que capta as etapas
mais importantes e críticas do processo mensurado é o atributo da:

(A) representatividade.
(B) adaptabilidade.
(C) disponibilidade.
(D) rastreabilidade.
(E) estabilidade.
Comentários

Esta questão é interessante, pois nos “põe para pensar”! A banca listou cinco atributos que um indicador
deve ter e pediu o “mais importante”. De certo modo, todos eles são importantes.
Entretanto, entre estes atributos o mais “crítico” é o da representatividade. Se um indicador não expressa
a realidade que se propõe (imagine um indicador que se propõe a medir o ensino tabulando dados de
criminalidade, por exemplo) não servirá para nada.
Gabarito: letra A

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (UFG – CM-GOIANIA – ADMINISTRADOR – 2018)


A supervisão direta de funcionários é um exemplo típico de controle

(A) preventivo;
(B) simultâneo;
(C) posterior;
(D) preditivo.
Comentários

A questão trata dos tipos de controle (em relação ao tempo). Podemos ver abaixo as principais
características dos tipos de controle, de acordo com Sobral e Peci1:

Tipos Características Exemplos

- Antecipa os problemas - Testes de seleção de recursos humanos


Preventivo - É proativo - Programas de manutenção preventiva
- Enfoca os insumos - Inspeção de matérias-primas

- Supervisão direta dos trabalhadores


- Corrige problemas à
medida que ocorrem - Controles estatísticos de processo
Simultâneo produtivo
- É reativo
- Auditorias de natureza operacional
- Enfoca os processos
realizadas pelos Tribunais de Contas

- Inspeção de qualidade dos bens


- Corrige problemas depois
de ocorrerem - Avaliação de desempenho
Posterior
- Enfoca os resultados - Análise das prestações de contas pelos
Tribunais de Contas

Como podemos ver, a supervisão dos trabalhadores é um controle simultâneo.

1
(Sobral & Peci, 2008)

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Gabarito: letra B

2. (FUNCAB – ANS – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2016)


A classe de indicadores mais difícil de ser mensurada, dada a natureza dos dados e o caráter
temporal, e que está vinculada ao grau de satisfação ou ainda ao valor agregado, à transformação
produzida no contexto em geral, é relacionada com a missão da instituição e que se constitui em
uma das dimensões do resultado, é referente à:

(A) eficiência.
(B) execução.
(C) efetividade.
(D) economicidade.
(E) excelência.
Comentários

A banca apresenta um conceito de indicador que é "difícil de ser mensurado" por seu caráter "temporal",
que está vinculada ao grau de satisfação ou à transformação produzida no contexto em geral. Esse
conceito é mesmo o de efetividade, que está associado ao efeito ou impacto na sociedade que as ações
buscam gerar.
Gabarito: letra C

3. (UFG – IF-GO – TECNÓLOGO – 2015)


O controle na administração pública é classificado quanto

(A) à localização: de ofício ou por provocação.


(B) ao aspecto controlado: administrativo, parlamentar ou judicial.
(C) ao momento do exercício: interno ou externo.
(D) à forma de instauração: de ofício ou por provocação.
Comentários

O controle pode ser classificado de várias formas. De acordo com o momento, ele pode ser: prévio,
simultâneo e posterior. Assim, a letra C está incorreta.
O controle pode ser classificado pelo órgão que o exerce e o aspecto da atividade administrativa a ser
controlado: controle administrativo, controle legislativo (e não parlamentar) e controle judicial. Desta
forma, a letra B está também incorreta.
Por fim, temos a classificação em relação à iniciativa ou modo de instauração: controle de ofício ou “ex
offício” e controle “provocado” ou por provocação.
Gabarito: letra D

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4. (UFG – IF-GO – TECNÓLOGO – 2015)


A modalidade de controle na administração pública, que é conhecido como controle administrativo,
é o seguinte:

(A) pedidos de informação.


(B) autocontrole.
(C) fiscalização de atos.
(D) convocação para comparecimento.
Comentários

O controle administrativo é um tipo de controle interno. Ele é efetuado através da capacidade que a
Administração Pública tem de autotutela, ou seja, de controle dos seus próprios atos.
Assim, sempre que a Administração buscar corrigir ou alterar seus próprios atos administrativos estará
exercendo este tipo de controle, um autocontrole. Os meios de controle administrativo podem ser
classificados em: supervisão ministerial e o controle hierárquico.
Gabarito: letra B

5. (CONSULPLAN – TRE-MG – ANALISTA – 2013)


Segundo a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), os indicadores devem estar
vinculados a uma estratégia e atrelados a metas claras. Indicadores quantitativos ou de
produtividade retratam o esforço e dizem respeito ao modo de utilização de recursos e à eficiência.
Eles apontam para “como” ou “com quanto” fazer. Indicadores de qualidade retratam o resultado
e dizem respeito à satisfação e eficácia. Eles apontam “o que fazer” ou “fazer a coisa certa”.
Relacione as classificações às respectivas características.

1. Indicadores de produtividade.
2. Indicadores de qualidade.
3. Indicadores de efetividade ou impacto.
( ) Ligados a processos que tratam a utilização de recursos para a geração de produtos e serviços.
Permitem uma avaliação precisa do esforço empregado para gerar produtos e serviços.
( ) Medem as consequências dos produtos ou serviços em relação ao cliente ou à sociedade. Podem
ser representados por “fazer a coisa certa do jeito certo”.
( ) Medem a forma como o produto ou serviço é percebido pelo cliente e, também, a capacidade do
processo em atender os requisitos do cliente.
A sequência está correta em

(A) 1, 2, 3.
(B) 1, 3, 2.
(C) 2, 1, 3.

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(D) 3, 1, 2.
(E) 2, 3, 1.
Comentários

A banca utilizou os conhecimentos de Graças Rua nessa questão. Para ela, os indicadores de
produtividade seriam ligados à eficiência, e estariam dentro dos processos e tratariam da utilização dos
recursos para a geração de produtos e serviços.
Para Rua, os indicadores de produtividade são muito importantes, uma vez que permitem uma avaliação
precisa do esforço empregado para gerar os produtos e serviços. Além disso, devem andar lado a lado
com os de Qualidade, formando, assim, o equilíbrio necessário ao desempenho global da organização2.
Esses indicadores irão mostrar, portanto, a eficiência da organização em gerir seus recursos (tempo,
dinheiro, profissionais, etc.). Medem a relação entre os insumos utilizados e os produtos finalizados.
Já os indicadores de efetividade mediriam as consequências dos produtos ou serviços em relação ao
cliente ou à sociedade. Finalmente, para Graça, “os indicadores de qualidade medem como o produto
ou serviço é percebido pelo cliente e a capacidade do processo em atender os requisitos dos clientes.
Podem ser aplicados para a organização como um todo, para um processo ou para uma área. Devem ser
baseados em pesquisa de opinião”.
Gabarito: letra B

6. (CONSULPLAN – TRE-MG – ANALISTA – 2013)


Indicadores são variáveis definidas para medir um conceito abstrato, relacionado a um significado
social, econômico ou ambiental, com a intenção de orientar decisões sobre determinado fenômeno
de interesse. Nesse sentido, é possível balizar o entendimento e o andamento de ações, reavaliando
os objetivos, metas e resultados propostos, qualitativa e quantitativamente. Índice ou indicador
sintético é a combinação de diversas variáveis que sintetizam um conceito abstrato complexo, em
um único valor, para facilitar a comparação, por exemplo, entre localidades e grupos distintos,
possibilitando a criação de rankings e pontos de corte para apoiar a definição de políticas,
investimentos e ações comuns, entre outros. A escolha entre indicadores ou mesmo sua construção
requer um propósito claro e a possibilidade de aplicação adequada à realidade de interesse. O
grande desafio é encontrar uma medida que mais se aproxime do conceito desejado. Algumas
vezes, o conceito desejado é tão complexo que abrange interpretações multidimensionais,
envolvendo diversas variáveis. Relacione as propriedades desejáveis de um indicador às respectivas
características.

1. Confiabilidade da informação.
2. Comunicabilidade.
3. Disponibilidade e periodicidade.
4. Desagregação.

2
(Rua)

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5. Especificidade com sensibilidade.


( ) Os indicadores devem ser capazes de atender à necessidade de avaliar diferentes estratos sociais e
localidades, possibilitando ações específicas a cada grupo, segundo seus padrões de comportamento.
Isto ajudará a entender a diversidade, estabelecer foco de ação e garantir a representatividade e
abrangência das informações.
( ) Os indicadores devem ser focados em aspectos práticos e claros, fáceis de comunicar e que
contribuam para envolver os interessados nos processos de monitoramento e avaliação. O ideal é que
o conceito do indicador seja facilmente compreendido e sua construção e cálculo sejam bem simples.
Também é desejável haver um bom entendimento do valor ideal para o indicador, oferecendo
parâmetros de comparação.
( ) Os indicadores não devem ser tão amplos que não orientem a decisão a ser tomada, nem tão
específicos, que só os entendam quem os formulou; devem ser, também, capazes de captar a maioria
das variações sobre o fenômeno de interesse, inclusive mudanças no comportamento durante a
execução das atividades.
( ) Os indicadores devem utilizar dados de fontes confiáveis (secundárias) ou coletados com
metodologia adequada (primários). É desejável que os dados sejam rastreáveis, permitindo a
identificação de sua origem.
( ) Os indicadores devem utilizar dados de fácil coleta, baixo custo e atualização, utilizando a mesma
metodologia ao longo do tempo, permitindo a formação de bases históricas, em frequência
compatível às necessidades de sua atualização. Com isso, devem estar disponíveis nas tomadas de
decisões.
A sequência está correta em

(A) 1, 2, 5, 4, 3.
(B) 5, 1, 4, 2, 3.
(C) 1, 4, 3, 2, 5.
(D) 4, 2, 5, 1, 3.
(E) 4, 3, 5, 1, 2.
Comentários

A desagregabilidade, ou desagregação é a capacidade de representação regionalizada de grupos


sociodemográficos, considerando que a dimensão territorial se apresenta como um componente
essencial na implementação de políticas públicas. Assim, a primeira definição é a de número quatro (4).
Já a segunda definição é chamada usualmente de simplicidade, pois os indicadores devem ser de fácil
obtenção, construção, manutenção, comunicação e entendimento pelo público em geral, interno ou
externo. A banca, porém, chamou o conceito de comunicabilidade. Assim, a segunda definição é a de
número dois (2).
A sensibilidade é a capacidade que um indicador possui de refletir tempestivamente as mudanças
decorrentes das intervenções realizadas. Já a especificidade reflete a capacidade do indicador de medir
exatamente o fenômeno desejado. Assim, a terceira definição é a de número dois (5).

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A confiabilidade indica que indicadores devem ter origem em fontes confiáveis, que utilizem
metodologias reconhecidas e transparentes de coleta, processamento e divulgação. Finalmente, a
disponibilidade é a capacidade de os dados básicos para seu cômputo serem de fácil obtenção.
Gabarito: letra D

7. (CONSULPLAN – TRE-MG – ANALISTA – 2013)


Segundo o manual da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), os indicadores são dados
ou informações preferencialmente numéricas que representam avanços de metas, características
de produtos, projetos e processos ao longo do tempo. Os indicadores têm como principal função:
transmitir as necessidades e expectativas dos clientes; viabilizar o desdobramento de metas do
negócio; dar suporte à análise crítica dos resultados do negócio, às tomadas de decisão e ao novo
planejamento; e, contribuir para a melhoria dos processos e produtos. Relacione os principais
==2c89c3==

atributos dos indicadores às respectivas características.

1. Adaptabilidade.
2. Representatividade.
3. Simplicidade.
4. Rastreabilidade.
5. Disponibilidade.
6. Economia.
7. Praticidade.
8. Estabilidade.
( ) Permanência ao longo do tempo.
( ) Baixo custo de obtenção.
( ) Facilidade de acesso à coleta.
( ) Facilidade de identificação da origem dos dados.
( ) Garantia de que realmente funciona na prática.
( ) Capacidade de respostas às mudanças.
( ) Cobertura das etapas mais importantes.
( ) Facilidade de ser compreendido e aplicado.
A sequência está correta em
(A) 8, 6, 5, 4, 7, 1, 2, 3.
(B) 8, 6, 5, 4, 3, 2, 1, 7.
(C) 1, 4, 7, 8, 5, 6, 2, 3.
(D) 8, 2, 5, 4, 3, 1, 6, 7.
(E) 2, 6, 4, 8, 7, 3, 1, 5.

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Comentários

✓ De acordo com o TCU3, os principais atributos ou qualidades de um indicador devem ser:


✓ Confiabilidade: a fonte de dados utilizada pelo indicador deve ser confiável, fidedigna;
✓ Adaptabilidade: capacidade de resposta às mudanças de comportamento e exigências dos clientes.
Os indicadores podem tornar-se desnecessários ao longo do tempo e devem ser eliminados ou
substituídos por outros de maior utilidade;
✓ Atualização periódica: o indicador deve permitir atualização de forma a representar a situação mais
atual possível;
✓ Representatividade: deve expressar bem a realidade que representa ou mede;
✓ Disponibilidade: facilidade de acesso para coleta, estando disponível a tempo, para as pessoas
certas sem distorções, servindo de base para que decisões sejam tomadas;
✓ Simplicidade: o indicador deve ser de fácil entendimento, qualquer pessoa deve ser capaz de tirar
conclusões a partir da análise do indicador;
✓ Acessibilidade: o indicador deve apresentar facilidade e possibilidade de acesso às informações
primárias para sua medição;
✓ Economicidade: o indicador deve mostrar-se economicamente viável, não deve ser gasto tempo
demais procurando dados, muito menos pesquisando ou aguardando novos métodos de coleta;
✓ Estabilidade: o indicador deve permanecer estável ao longo de um determinado período,
permitindo a formação de uma série histórica;
✓ Rastreabilidade: facilidade de identificação da origem dos dados, seu registro e manutenção;
✓ Praticidade: o indicador deve realmente funcionar na prática e permitir a tomada de decisões
gerenciais.
Gabarito: letra A

3
(Tribunal de Contas da União, 2009)

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (VUNESP – FITO – ANALISTA – 2020)


A função controle tem por finalidade assegurar que os resultados daquilo que foi planejado,
organizado e dirigido estejam em conformidade com os objetivos propostos, e é estabelecida por
quatro fases. As suas duas primeiras fases são:

(A) ação coercitiva e ação corretiva.


(B) ação coercitiva e comparação do desempenho com o padrão estabelecido.
(C) comparação do desempenho com o padrão estabelecido e observação do desempenho.
(D) observação do desempenho e ação coercitiva.
(E) estabelecimento de padrões e observação do desempenho.
Comentários

O processo de controle é formado por quatro etapas: o estabelecimento dos padrões (qual é o resultado
esperado), o monitoramento do desempenho (coleta dos dados), a comparação com o planejado, e tomar
ações corretivas (quando necessário).
Abaixo, podemos ver cada etapa deste processo1:

1
(Sobral & Peci, 2008)

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Estabelecimento dos padrões


•Definição dos resultados esperados da tarefa ou atividade.

Monitoramento do desempenho
•Basicamente é um trabalho de coleta de informações. Determinamos
o quê vai ser medido, como iremos medir (fontes de informação) e
quando iremos medir e com que frequência.

Comparação do resultado com o padrão


•análise dos resultados reais em comparação com o objetivo
previamente estabelecido.

Medidas corretivas
•Aprender com os erros e corrigí-los ou entender o que deu certo e
padronizar.

Figura 1 – Etapas do Processo de Controle

Como podemos ver, o gabarito é a letra E.


Gabarito: letra E

2. (VUNESP – VALIPREV-SP – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2020)


Especialmente após a promulgação da Constituição de 1988, na Administração Pública, deve-se
evitar o desperdício de recursos ao mesmo tempo em que se busca manter e ampliar a qualidade dos
serviços prestados à população. Com base nesse raciocínio, os gestores públicos devem se pautar
pelo princípio constitucional denominado

(A) Eficácia.
(B) Efetividade.
(C) Accountability.
(D) Legalidade.
(E) Eficiência.

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Comentários

Questão interessante. A eficiência é relacionada com a gestão dos recursos. Quando fazemos um trabalho
da melhor maneira possível, usando da melhor forma os recursos que temos, somos eficientes.
Gabarito: letra E

3. (VUNESP – FITO – ANALISTA – 2020)


Na função controle, os balizamentos que proporcionam meios para se determinar o que se deverá
fazer e qual o desempenho a ser aceito como normal ou desejável se dá por meio

(A) do estabelecimento de critérios.


(B) da ação coercitiva.
(C) da ação corretiva.
(D) da abrangência do controle.
(E) do monitoramento dos indicadores de precisão.
Comentários

O enunciado está falando da primeira fase do processo de controle: o estabelecimento de padrões. Sem que
tenhamos definido quais serão os padrões que, se alcançados, significa que tivemos sucesso.
A banca descreveu esse passo na letra A, mas trouxe um sinônimo: estabelecimento de critérios.
Gabarito: letra A

4. (VUNESP – FITO – ANALISTA – 2020)


O controle do tipo operacional apresenta amplitude

(A) macro-orientada – aborda a empresa como uma totalidade.


(B) macro-orientada – aborda a cada unidade da empresa separadamente.
(C) micro-orientada – aborda cada tarefa ou operação apenas.
(D) com conteúdo genérico, sintético e abrangente.
(E) com conteúdo menos genérico e mais sintético.
Comentários

O controle é executado em todos os níveis hierárquicos da organização (estratégico, tático e operacional).


Só que, naturalmente, o foco de cada um destes tipos de controle é diferente.
O controle estratégico (também chamado de controle institucional ou controle organizacional) está
voltado para mensurar se a organização está atingindo seus objetivos estratégicos. Ele é voltado para
informar a cúpula da empresa e facilitar a tomada de decisão.

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Já o controle tático (ou gerencial e departamental) está voltado para medir os resultados do departamento.
São controles que produzem informações especializadas e facilitam a tomada de decisão dos gerentes de
cada uma dessas áreas.
Finalmente, o controle operacional está voltado para mensurar como as tarefas e atividades estão sendo
desenvolvidas. Ele é utilizado pelos administradores deste nível, com um foco no curto prazo.
Como o controle operacional está voltado para a atividade, podemos dizer que ele é micro orientado.
Gabarito: letra C

5. (VUNESP – CM CAMPO LIMPO – TÉCNICO – 2018)


Algumas organizações preocupam-se muito mais com a forma pela qual prestam o serviço, fazendo
isso da melhor maneira possível, em especial no uso dos recursos. Porém, não há uma preocupação
com o serviço prestado, ou seja, se atingiu ou não a finalidade para a qual ele foi concebido. É correto
==2c89c3==

afirmar que, nesse caso, a organização é

(A) eficaz e não eficiente.


(B) eficiente, eficaz e objetiva.
(C) eficiente e de excelência.
(D) eficaz e eficiente.
(E) eficiente e não eficaz.
Comentários

Se a organização utilizou bem os recursos disponíveis, foi eficiente. Só que se a mesma não atingiu a
finalidade da sua atividade, não alcançou o seu objetivo, não teve eficácia.
Gabarito: letra E

6. (VUNESP – PC-BA – INVESTIGADOR – 2018)


Do ponto de vista da eficácia, para a nova gestão pública, os funcionários devem mudar a ênfase dos
processos e procedimentos para

(A) a visão patrimonialista.


(B) a lógica de mercado.
(C) os meios.
(D) os resultados.
(E) a racionalidade burocrática.
Comentários

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Eficiência se relaciona com o uso dos recursos que temos disponíveis para atingir nossos objetivos.
Portanto, quando falamos que alguém foi eficiente é porque esta pessoa utilizou os recursos que tinha de
forma adequada2.
Seria então a maneira como fazemos algo buscando atingir um objetivo! Lembre-se de que estes recursos
podem ser vários, como o tempo, as pessoas, o dinheiro, as matérias-primas, etc.
Eficácia é fazer a coisa certa! O conceito é relacionado não com a utilização dos recursos, mas se atingimos
realmente o objetivo que traçamos.
Por exemplo, se Maria planejou fazer uma viagem de carro de Belo Horizonte a Brasília e levou três dias para
chegar, dizemos que ela foi eficaz (atingiu o objetivo de chegar a Brasília), mas não foi eficiente (levou muito
mais tempo – recurso - que seria normalmente necessário).
Se Maria tivesse levado sete horas, mas ao invés de Brasília tivesse chegado ao Rio de Janeiro, teria sido
eficiente (sua viagem durou o tempo planejado), mas ineficaz (não atingiu o objetivo).
Finalmente, a efetividade refere-se ao impacto das ações! Como a execução de um programa pode ou não
alterar uma realidade3.
Como a organização deseja focar na eficácia, precisa ter ênfase nos resultados.
Gabarito: letra D

7. (VUNESP – UFABC – ASSISTENTE – 2016)


Uma das noções básicas em administração refere-se à utilização adequada dos meios disponíveis
(materiais, equipamentos, processos etc.) para que se atinjam os fins propostos. O conceito ao qual
essa ação se refere é o de

(A) eficácia.
(B) qualidade.
(C) economia.
(D) eficiência.
(E) correção.
Comentários

Esse conceito, um dos mais cobrados quando a banca trata do processo de controle, é o da eficiência. Ela se
relaciona com o uso dos recursos que temos disponíveis para atingir nossos objetivos. Portanto, quando
falamos que alguém foi eficiente é porque esta pessoa utilizou os recursos que tinha de forma adequada4.
Gabarito: letra D

8. (VUNESP – PREF. DE SÃO PAULO – ANALISTA – 2015)

2
(Chiavenato, Administração Geral e Pública, 2008)
3
(Robbins & Coulter, 1998)
4
(Chiavenato, Administração Geral e Pública, 2008)

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É um exemplo de avaliação, conforme o conceito de eficiência, a

(A) proporção entre quantidade de ônibus e de carros circulando nas ruas.


(B) quantidade de vagas reservadas para cotas sobre o total de vagas disponíveis.
(C) proporção entre número de médicos e quantidade de leitos hospitalares.
(D) relação entre número de leitos hospitalares e quantidade de remédios utilizados.
(E) relação entre número de professores e número de alunos.
Comentários

A eficiência está relacionada com a gestão dos recursos. A medida mencionada na letra A não indica nada
em relação aos resultados. O mesmo poderia ser dito da letra B.
A letra C já chega mais perto. Se fosse algo como “proporção do número de médicos e quantidade de
atendimentos”, seria uma medida de eficiência.
A letra D também não seria uma medida de resultado. Finalmente, a letra E está certa. O número de
professores por aluno indica como estamos utilizando o recurso “professor”.
Gabarito: letra E

9. (VUNESP – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP – AUDITOR – 2015)


Na mensuração dos resultados da gestão pública, a medida que indica se os resultados do programa
público foram alcançados com o menor nível de recursos possível ou se o nível de recursos utilizados
no programa público alcançou o máximo possível de resultados é denominada

(A) eficácia.
(B) eficiência.
(C) utilidade.
(D) efetividade.
(E) meta.
Comentários

A medida que indica que os recursos foram utilizados da melhor forma possível (do melhor modo) é a
eficiência. Se gerimos bem nossos recursos, fomos eficientes.
Gabarito: letra B

10. (VUNESP – SEDUC-SP – ANALISTA – 2014)

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A avaliação sistemática, contínua e eficaz é uma ferramenta gerencial poderosa, fornecendo aos
formuladores e gestores de políticas públicas condições para aumentar a eficiência e a efetividade
dos

(A) indicativos de auditoria.


(B) materiais e equipamentos propícios.
(C) cargos necessários.
(D) processos estipulados.
(E) recursos aplicados.
Comentários

Ora, a avaliação serve para que saibamos se os recursos estão sendo bem aplicados, se estamos mesmo
conseguindo atingir nossos objetivos. Através do monitoramento constante, podemos perceber eventuais
falhas nos programas e corrigi-los a tempo, assegurando a melhor aplicação dos recursos públicos.
Gabarito: letra E

11. (VUNESP – DETRAN-SP - AGENTE - 2013)


Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade são considerados pilares da Nova Gestão Pública.
Quanto ao conceito de efetividade, pode-se dizer que

A) representa a contribuição real em termos de resultados ao alcance da finalidade de uma


intervenção ou do impacto de desenvolvimento esperado.
B) se relaciona exclusivamente com o alcance dos objetivos pactuados, de forma implícita ou explícita,
quanto à qualidade e à extensão do atendimento na prestação dos serviços ou na produção de bens.
C) é um instrumento bastante genérico, que é voltado, exclusivamente, para a qualidade do serviço
prestado.
D) não tem nenhum relacionamento específico com a eficiência e a eficácia.
E) é a capacidade de utilizar os meios e os recursos de maneira racional, representada pela relação
entre o custo e o benefício envolvidos na prestação de serviços ou na produção de bens.
Comentários

A letra A está correta. A efetividade está relacionada com o impacto na sociedade das ações e programas
governamentais. A letra B estaria mais associada ao conceito de eficácia, de atingirmos um objetivo.
A letra C está incorreta, pois o conceito de efetividade não é ligado exclusivamente a qualidade do serviço
prestado. Já a letra D está incorreta, pois os conceitos são relacionados, mas não os mesmos. São
dimensões diferentes.
Finalmente, a letra E está tratando do conceito de eficiência.
Gabarito: letra A

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12. (VUNESP – ITESP - ANALISTA - 2013)


Quando se diz que uma organização é avaliada pelos fins alcançados e não pelos meios e recursos
que utiliza, essa avaliação é baseada no/na organizacional

A) produtividade.
B) eficácia.
C) rendimento.
D) eficiência.
E) lucratividade.
Comentários

Quando falamos de gestão dos “meios”, estamos nos referindo à eficiência, ao modo como gerimos os
recursos disponíveis da instituição. Estes recursos devem ser usados para atingir certos “fins”, os objetivos
buscados.
Se atingimos esses “fins”, fomos eficazes.
Gabarito: letra B

13. (VUNESP – S. J. CAMPOS - ANALISTA - 2012)


Podemos argumentar que a ___________ está relacionada ao método com o qual realizamos as
ações pretendidas, a ___________ diz respeito o resultado final da ação (alcançou-se ou não o
objetivo pretendido) e a __________ corresponde ao grau de qualidade do resultado obtido. Assinale
a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

A) eficiência...eficácia...efetividade.
B) eficiência...efetividade...eficácia.
C) eficácia...eficiência...efetividade.
D) eficácia...efetividade...eficiência.
E) efetividade...eficácia...eficiência.
Comentários

O conceito associado com o “método” com o qual realizamos as ações pretendidas é o da eficiência. Já a
eficácia está mesmo associada com o alcance dos objetivos propostos pela ação (construção de x número
de casas, pavimentação de x quilômetros de estradas, etc.) e a efetividade está ligada ao impacto das
medidas, ao efeito que elas irão gerar na sociedade.
Muitos autores também associam a efetividade à qualidade dos produtos e serviços gerados, ou seja, à
satisfação dos usuários com o que lhes foi entregue.
Gabarito: letra A

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14. (VUNESP - SEE-SP - EXECUTIVO - 2011)


Leia os itens a seguir, relacionados aos conceitos de eficiência, eficácia e efetividade, pilares da Nova
Gestão Pública.

I. Eficiência é a capacidade de utilizar os meios e os recursos de maneira racional, representada,


principalmente, pela relação entre o custo e o benefício, de todos os fatores envolvidos na prestação
de serviços ou na produção de bens.
II. Eficácia relaciona-se com o alcance dos objetivos pactuados, de forma implícita ou explicita, quanto
à qualidade e à extensão do atendimento na prestação dos serviços ou na produção de bens.
III. Efetividade é a real contribuição em termos de resultados ao alcance da finalidade de uma
intervenção ou do impacto de desenvolvimento esperado.
IV. A efetividade não apresenta relação, de alguma natureza, com a eficiência e a eficácia.
Estão corretas apenas as afirmativas

A) I e II.
B) I, II e III.
C) I, II e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.
Comentários

A primeira afirmativa está correta, pois a eficiência está mesmo relacionada com a gestão dos recursos, com
a relação entre os produtos/serviços gerados e os insumos consumidos.
A segunda afirmativa também está certa. A eficácia está associada com o alcance dos objetivos, com a
entrega dos produtos e serviços aos usuários finais.
Finalmente, a terceira frase está igualmente correta. A efetividade está ligada ao impacto das ações
governamentais, ou seja, com a resolução do problema público.
Entretanto, a quarta afirmativa está incorreta. A efetividade guarda sim, naturalmente, relação com a
eficiência e a eficácia.
Gabarito: letra B

15. (VUNESP – CEETEPS - ANALISTA - 2009)


À medida que o administrador se preocupa em fazer corretamente as coisas, ele está se voltando
para a:

A) eficiência.
B) especialização.
C) efetividade.
D) estratégia.

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E) eficácia.
Comentários

Se um gestor busca fazer as coisas do modo correto, da maneira mais adequada, está preocupado em ser o
mais eficiente possível. Sempre que a banca mencionar o “modo” ou a “maneira” correta, está fazendo uma
menção ao conceito de eficiência.
Gabarito: letra A

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LISTA DE QUESTÕES

1. (CESPE – PREF. FORTALEZA - AFM – 2023)


Um objetivo estratégico que de fato norteie a ação de uma instituição deve ser claro e
específico quanto à ação que pretende realizar; mensurável, para que seu alcance
possa ser acompanhado; atingível, para que não desmotive as equipes envolvidas;
relevante para o alcance da missão e da visão; e, ainda, ter prazo definido para ser
alcançado.

2. (CESPE – PREF. FORTALEZA - AFM – 2023)


Para que, de fato, possam nortear a ação da prefeitura, os objetivos estratégicos, ao
serem definidos, devem ser, além de específicos e mensuráveis, relevantes para o
alcance da missão, não importando se é viável seu alcance.

3. (CESPE – TJ-CE - TÉCNICO – 2023)


A função administrativa que monitora, compara, estabelece padrões e faz medidas
corretivas chama-se

(A) Planejamento.
(B) Organização.
(C) Direção.
(D) Processos.
(E) Controle.

4. (CESPE – TJ-ES - ANALISTA – 2023)


Para a definição de indicadores de desempenho, a utilização de medidas ou números
agregados é mais adequada que a utilização de dados que sejam muito detalhados, de
difícil obtenção ou mensuração.

5. (CEBRASPE – SECONT-ES – AUDITOR – 2022)


Indicadores e outras formas de medição de desempenho podem ser utilizados para
selecionar uma organização pública para benchmarking, com o intuito de estimular
melhorias.

6. (CESPE – TCE-SC - AUDITOR – 2022)

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Na função administrativa, o objetivo fundamental do controle é coibir execuções ou


comportamentos indesejados, e a melhor maneira de exercê-lo está circunscrita no
nível departamental.

7. (CESPE – CODEVASF - ANALISTA – 2021)


As avaliações de programas e projetos possuem a finalidade de orientar a tomada de
decisões sobre sua continuidade, bem como de gerar conhecimento e aprendizagem.

8. (CESPE – ALECE - ANALISTA – 2021)


Em uma organização, a primeira e a segunda fase de execução da função
administrativa de controle são, respectivamente,

(A) comparação de desempenho e avaliação de desempenho.


(B) adoção de ação corretiva e comparação de desempenho.
(C) avaliação de desempenho e adoção de ação corretiva.
(D) definição de padrões de desempenho e avaliação de desempenho.
(E) comparação de desempenho e adoção de ação corretiva.

9. (CESPE – MINISTÉRIO DA ECONOMIA - ANALISTA – 2020)


Indicadores de efetividade servem de insumos para a análise dos resultados de curto e
médio prazos, necessários para se obterem determinados produtos ou impactos.

10. (CESPE – MPE-CE - ANALISTA – 2020)


Um dos aspectos essenciais do controle é a orientação rápida para as exceções, cuja
finalidade é proporcionar um julgamento individual que possibilite modificações para
adaptar-se a novas circunstâncias.

11. (CESPE – SLU-DF - ANALISTA – 2019)


No processo administrativo, cabe à função de controle a comparação entre
desempenho efetivo e metas preestabelecidas.

12. (CESPE – CGE-CE - AUDITOR - 2019)


O modelo de avaliação com foco específico na identificação e eliminação de erros de
formulação e de desenho em políticas públicas, antes de sua implementação, é
denominado avaliação

(A) ex-post.
(B) de processos.
(C) de custo-efetividade.
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(D) de desempenho.
(E) ex-ante.

13. (CESPE – MPC-PA - ANALISTA - 2019)


Assinale a opção que apresenta a(s) característica(s) do controle — uma das quatro
funções do processo administrativo — que enfatiza(m) o desenvolvimento, a mudança e
a melhoria, de modo a impulsionar a iniciativa das pessoas e reduzir a aplicação de
penalidades.

(A) flexibilidade.
(B) clareza e objetividade.
(C) orientação rápida para as exceções.
(D) compreensão.
(E) natureza positiva.

14. (CESPE – MPC-PA - ANALISTA - 2019)


Assinale a opção que apresenta uma modalidade de controle estratégico para
instituições públicas.

(A) controle de estoque de materiais de consumo.


(B) controle de qualidade da elaboração de processos.
(C) controle de desempenho profissional.
(D) controle de custos departamentais anuais.
(E) controle de desempenho organizacional.

15. (CESPE – EMAP – ANALISTA – 2018)


O controle tático é direcionado para o médio prazo e aborda cada unidade ou
departamento da empresa ou cada conjunto de recursos isoladamente.

16. (CESPE – EBSERH - ANALISTA – 2018)


O controle da ação organizacional objetiva exclusivamente a correção de falhas ou
erros existentes.

17. (CESPE – EMAP - ANALISTA – 2018)


O sistema de controle deve incluir os seguintes aspectos: objetivo, medição,
comparação e correção.

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18. (CESPE – EMAP - ASSISTENTE – 2018)


O processo de controle compõe-se de padrões de controle, aquisição de informações,
comparação e ação corretiva.

19. (CESPE – STM - ANALISTA – 2018)


As atividades de controle voltadas às áreas internas de uma organização são
conhecidas como controles administrativos, que podem referir-se, por exemplo, a
análises de relatórios de vendas.

20. (CESPE – STM - ANALISTA – 2018)


Adotar ações corretivas na condução do processo administrativo é uma atividade
associada à função da administração conhecida como controle.

21. (CESPE – TRF-1 - ANALISTA – 2017)


O controle, entendido como função administrativa, tem por objetivo monitorar e
avaliar atividades, perpassando pelos níveis estratégico, tático e operacional da
organização.

22. (CESPE – SEDF - ANALISTA – 2017)


Segundo o GESPÚBLICA, avaliar os resultados da gestão se refere ao monitoramento
e avaliação propriamente dita de indicadores atinentes à economicidade, à execução e
à excelência.

23. (CESPE – TRE-TO - ANALISTA - 2017)


O monitoramento das atividades dos colaboradores da organização, com vistas ao
atendimento das metas estabelecidas, corresponde à atividade típica da função de
administração denominada

(A) controle.
(B) organização.
(C) direção.
(D) liderança.
(E) planejamento.

24. (CESPE – TRT-8 - TÉCNICO – 2016 - ADAPTADA)


Atividades de acompanhamento e monitoração do trâmite dos processos judiciais de
um tribunal são inerentes ao processo de planejamento do órgão.

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25. (CESPE – TCE-PR - ANALISTA – 2016 - ADAPTADA)


A finalidade do controle como função administrativa é inibir desvios comportamentais
indesejáveis e não aceitáveis na organização.

26. (CESPE – FUNPRESP-EXE – ANALISTA - 2016)


Orientação estratégica para resultados, flexibilidade, clareza e objetividade são
características do controle organizacional.

27. (CESPE – DPU - TÉCNICO – 2016)


Na administração pública, a qualidade está relacionada à eficiência dos serviços
prestados.

28. (CESPE – DPU - TÉCNICO – 2016)


Indicadores de desempenho são ferramentas utilizadas pela função controle.

29. (CESPE – TCE-PA - AUDITOR - 2016)


O controle do tipo feedback baseia-se nas seguintes quatro etapas: estabelecimento
de padrões de desempenho; mensuração do desempenho; comparação do
desempenho com os padrões estabelecidos; e elaboração da informação acerca dos
desvios ou da distância entre o desempenho medido e os padrões estabelecidos.

30. (CESPE – TCE-PA - AUDITOR - 2016)


A rigidez é um aspecto que deve ser observado em um sistema eficaz de controle para
se evitar um julgamento individual que promova modificações quanto ao que está
definido.

31. (CESPE – TCE-PR - ANALISTA – 2016 - ADAPTADA)


A flexibilidade, como uma característica de controle, consiste em enfatizar
desenvolvimento, mudança e melhoria, alavancar a iniciativa das pessoas e minimizar o
papel da penalidade e das punições.

32. (CESPE – TCE-PA - AUDITOR - 2016)


A orientação estratégica para resultados é uma característica de controle que visa
proporcionar confiabilidade, boa comunicação e participação dos envolvidos.

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33. (CESPE – TCE-PR - ANALISTA – 2016 - ADAPTADA)


Uma das características do controle é a orientação estratégica para resultados, que
consiste em apoiar planos estratégicos e focalizar as atividades essenciais da
organização.

34. (CESPE – TRE-MT - ANALISTA – 2015 - ADAPTADA)


Os mecanismos de controle adotados em uma instituição visam controlar as atividades
executadas pelos servidores, com foco primordial na avaliação de desempenho do
indivíduo.

35. (CESPE – TCU – ACE – 2013)


Custo, tempo, quantidade e qualidade são variáveis empregadas na construção de
indicadores de desempenho.

36. (CESPE – TCU – ACE – 2013)


A avaliação de uma política pública compreende a definição de critérios, indicadores e
padrões.

37. (CESPE – MPU – TÉCNICO – 2013)


O controle consiste em ferramenta administrativa para a reunião e a coordenação dos
recursos humanos, financeiros, físicos, de informação e outros necessários ao
atendimento dos objetivos organizacionais estabelecidos.

38. (CESPE – TRT-10 – ANALISTA – 2013)


Para assegurar maior controle sobre as operações da instituição, é essencial concentrar
esforços para desconstruir os grupos informais presentes em sua estrutura.

39. (CESPE – TRT-10 – ANALISTA – 2013)


As medidas objetivas, tais como índices de produtividade, questionários de percepção
e indicadores referentes a resultados quantitativos, constituem as principais métricas
de avaliação de desempenho nas organizações, pois eliminam a subjetividade.

40. (CESPE – SERPRO – ANALISTA – 2013)


A multiplicidade de atores facilita o processo de avaliação, visto que um estudo de
avaliação implica proporcionar informação suficiente para emitir pareceres.

41. (CESPE – SERPRO – ANALISTA – 2013)

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A avaliação, por ser um conjunto de procedimentos para o acompanhamento das


ações governamentais, não deve ser formulada com base em critérios de valor ou
julgamento.

42. (CESPE – SERPRO – ANALISTA – 2013)


A atividade de avaliação é uma atividade isolada e autossuficiente, que orienta as
decisões quanto à continuidade, necessidade de correções ou, ainda, suspensão de
uma determinada política ou programa.

43. (CESPE – SERPRO – ANALISTA – 2013)


Na avaliação, as dimensões relevantes de um programa devem ser comparadas antes
e depois da intervenção, a fim de se comprovar a efetivação das mudanças esperadas.

44. (CESPE – ANAC – ESPECIALISTA - 2012)


Os indicadores de desempenho podem ser desenvolvidos e medidos exclusivamente
por meio de informações quantitativas ou qualitativas, em virtude de as informações
mistas reduzirem a especificidade desses indicadores.

45. (CESPE – ANATEL – ANALISTA - 2012)


O modelo do GESPUBLICA pressupõe seis categorias básicas de indicadores de
desempenho: eficiência, eficácia, efetividade, economicidade, excelência e execução.
Essas categorias são divididas em duas dimensões: a de resultado e a de esforço.

46. (CESPE – TJ-AC – ANALISTA – 2012)


Os tipos de controle são o preliminar, que ocorre antes das operações iniciarem; o
simultâneo, que ocorre enquanto os planos estão sendo implementados; e o
de feedback, que enfoca o uso da informação sobre os resultados, no intuito de
corrigir desvios em relação aos parâmetros aceitáveis.

47. (CESPE – ABIN / OFICIAL TÉCNICO – 2010)


O êxito de uma organização depende, em grande parte, do poder de controle
exercido sobre os seus colaboradores. Como a maioria deles interioriza suas
obrigações e cumpre voluntariamente seus compromissos, o controle é facilmente
mantido nas organizações em geral.

48. (CESPE – ABIN / OFICIAL TÉCNICO – 2010)

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Uma das finalidades do processo de controle é gerar elementos para dar retorno aos
integrantes da equipe. Esse retorno pode ser considerado o processo de avaliar,
informar ou corrigir o desempenho humano.

49. (CESPE – FINEP / ADM. DE MATERIAIS – 2009)


O administrador que monitora o desempenho exerce a função administrativa de
planejamento.

50. (CESPE – MS/ADMINISTRADOR – 2010)


A organização não governamental (ONG) Viver com Saúde possui programas de
incentivo à prática desportiva, de monitoramento da saúde bucal, de divulgação sobre
==2c89c3==

a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. A referida ONG


atua exclusivamente no Distrito Federal (DF), mas pretende ampliar sua área de
atuação para o estado de Goiás em face da realidade precária dos fornecedores de
serviços de saúde das pequenas cidades do entorno do DF. Tal ampliação implicará um
aumento de 70% nos custos da organização. Para tanto, a ONG terá de tomar
decisões acerca do seu processo organizacional.
A partir da situação hipotética acima, julgue o item a seguir com relação ao processo
organizacional.
Considere a seguinte situação hipotética. A ONG Viver com Saúde está divulgando na
mídia do DF e de Goiás uma nova campanha alertando a população para a
importância do aleitamento materno. Para gerir os resultados alcançados, decidiu-se
analisar a quantidade média de doações para os bancos de leite antes e após a
divulgação da campanha. Nessa situação, a análise comparativa é ação inerente ao
processo de planejamento da organização.

51. (CESPE – PREF. VITÓRIA / ASSISTENTE – 2007)


Pressupostos ou condicionantes são fatores internos importantes para o alcance dos
objetivos estabelecidos, cujo controle é de responsabilidade dos gerentes do projeto,
e sua identificação representa um desafio para a equipe de planejamento.

52. (CESPE – IPAJAM / ASSISTENTE SOCIAL - 2010)


A avaliação ex-ante não permite a análise custo-benefício, e a ex-post não distingue
projetos concluídos de projetos em andamento.

53. (CESPE – CEF / ENGENHEIRO – 2006)


O controle tem caráter de acompanhamento e uma visão punitiva para erros
cometidos no processo administrativo.

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54. (CESPE – SERPRO / GESTÃO EMPRESARIAL – 2008)


O controle preliminar ou prévio é o controle que tem como foco o desempenho
durante a execução dos processos.

55. (CESPE - SGA-AC / GESTOR - 2006)


Na avaliação de uma política pública não se pode utilizar métodos qualitativos, uma
vez que eles não permitem a mensuração de impactos.

56. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL / ASSISTENTE - 2004)


Na avaliação de políticas e programas sociais, a partir da década passada, procurou-se
superar o uso de métodos econométricos, originários de estudos econômicos.

57. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL / ASSISTENTE - 2004)


Como a realidade social é um sistema complexo, que exige o controle de todas as
variáveis possíveis, cada efeito (impacto) decorre exatamente da implementação de
um determinado programa.

58. (CESPE - AUGE-MG / AUDITOR - 2008)


A avaliação ex-ante busca aferir os eventos já ocorridos e tomar decisões baseadas
nestas informações, enquanto a avaliação ex-post visa orientar o planejamento do
programa ou projeto objeto da avaliação, de forma a antecipar restrições e respectivas
providências a serem tomadas.

59. (CESPE - SGA-AC / GESTOR - 2006)


A avaliação ex ante é um tipo de avaliação de implementação, utilizado para aferir o
grau de satisfação dos usuários da política pública.

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GABARITO

1. C 39. E
2. E 40. E
3. E 41. E
4. C 42. E
5. C 43. C
6. E 44. E
7. C 45. C
8. D 46. C
9. C 47. E
10. E 48. C
11. C 49. E
12. E 50. E
13. E 51. E
14. E 52. E
15. C 53. E
16. E 54. E
17. C 55. E
18. C 56. C
19. C 57. E
20. C 58. E
21. C 59. E
22. E
23. A
24. E
25. E
26. C
27. E
28. C
29. E
30. E
31. E
32. C
33. C
34. E
35. C
36. C
37. E
38. E

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LISTA DE QUESTÕES

1. (FCC – PREF. RECIFE – ASSISTENTE - 2019)


Na Administração pública, a aplicação do conceito de Gestão por Resultados tem como foco a busca de
excelência no atendimento das necessidades do cidadão. Nesse contexto, pode-se afirmar que a
eficiência, como indicador da atuação da Administração, representa

a) o grau de atingimento, aferido por meio de critérios mensuráveis, das metas não financeiras
estabelecidas pela Administração.
b) o grau de qualidade do resultado obtido e da satisfação dos usuários com as políticas públicas
implementadas, independentemente dos custos.
c) a prestação de contas dos administradores em relação a suas ações e a competente
responsabilização.
d) a capacidade de consecução dos objetivos públicos propostos pelos governantes e gestores.
e) o melhor uso dos insumos na produção dos bens ou serviços disponibilizados pela Administração à
população.

2. (FCC – PREF. RECIFE – ANALISTA - 2019)


Considere que certo Município tenha começado um determinado programa de construção de creches,
objetivando reduzir em 50% o déficit de vagas disponíveis na região metropolitana no prazo de 2 anos.
No termo final estabelecido, todas as unidades foram entregues à população, atingindo-se a meta
proposta.

Ocorre que auditoria efetuada pelo órgão responsável pelo controle interno constatou que os custos
finais das unidades foram significativamente superiores aos valores de mercado. Nesse cenário, tem-
se que a atuação da Administração, no que concerne à eficiência, mostrou-se

a) adequada, pois, não obstante o custo elevado, atingiu os anseios da população, sendo esta
constatação a que confere o caráter de eficiência à Administração.
b) bem sucedida, em função do atingimento da meta proposta que é o que atesta o cumprimento
deste indicador da atuação administrativa.
c) falha, pois, não obstante o cumprimento da meta proposta, não houve o melhor uso dos recursos
financeiros aplicados em tal ação pública.
d) falha, pois a eficiência depende da eficácia em função do mau uso dos recursos financeiros, não foi
atingida na situação narrada.

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e) bem sucedida, eis que o indicador que mede a melhor aplicação de recursos públicos na produção
de bens e serviços é a economicidade e este não interfere ou se comunica com a eficiência, que é um
indicador de gestão.

3. (FCC – SEAD-AP – TÉCNICO – 2018)


Suponha que determinada autoridade pública, na condição de gestor de um contrato administrativo,
não tenha atuado de forma a acompanhar adequadamente a execução do contrato, o que gerou
sucessivos aditamentos e majoração dos valores desembolsados pela Administração, muito embora o
objeto tenha sido entregue no prazo avençado. No que concerne aos conceitos e indicadores que
devem ser observados por uma atuação administrativa que busca a excelência, a atuação do agente
público na situação narrada

a) careceu de eficiência, eis que não foi dado o melhor uso aos insumos públicos alocados, não
obstante a observância do cronograma.
b) mostrou-se eficiente, pelo cumprimento do cronograma, embora não eficaz em razão dos custos
incorridos.
c) embora efetiva, mostrou-se deficiente no aspecto concernente à accountability, conceito este
relacionado com a melhor alocação orçamentária.
d) frustrou a governabilidade, que corresponde à medida final de uma gestão atenta à
economicidade.
e) mostrou-se não efetiva, não obstante eficiente, na medida em que importará o
comprometimento inadequado de recursos orçamentários.

4. (FCC – SABESP – TÉCNICO – 2018)


Determinada entidade integrante da Administração indireta do Estado assumiu o compromisso de
alcançar seus objetivos de forma eficiente e eficaz. O ano de 2017 foi bastante desafiador para a
organização, com muitas entregas a serem realizadas, as quais, após muito trabalho de toda a equipe,
foram concluídas, cumprindo-se, assim, os objetivos fixados. No entanto, no curso do ano ocorreram
vários afastamentos dos empregados da entidade em face da sobrecarga de trabalho, ensejando a
necessidade de contratação de apoio externo para manter o ritmo das entregas, gerando custos
adicionais e desproporcionais em relação aos produtos e serviços correspondentes.

Diante deste cenário, entende-se que a atuação da entidade foi:

a) eficiente e eficaz, na medida em que cumpriu as entregas, falhando apenas no quesito


economicidade.
b) eficaz, na medida em que usou adequadamente os recursos financeiros disponíveis.
c) eficiente, na medida em que atingiu seus objetivos, ainda que com relação inadequada entre os
insumos e o produto final.
d) ineficiente, pois, não obstante tenha atingido os objetivos preconizados, não fez uso adequado
dos recursos humanos e financeiros disponíveis.

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e) eficiente, dado que usou mais do que seus recursos originalmente disponíveis.

5. (FCC - DETRAN-MA - ASSISTENTE – 2018)


Suponha que determinado órgão da Administração pública do Estado do Maranhão, no afã de
implementar uma ação estratégica definida a partir de ampla consulta pública e que, de fato,
beneficiou um enorme contingente de cidadãos, tenha extrapolado significativamente os custos
adequados à sua consecução. Verificou-se que a ação foi concluída no cronograma previsto, porém, em
razão de falhas de gestão, demandou gastos adicionais com pagamento de horas-extras e aditamentos
contratuais. Não obstante, ao final, atendeu aos anseios da população, beneficiando um significativo
contingente de cidadãos. Diante desse cenário, pode-se concluir que a atuação do referido órgão
público mostrou-se

(A) ineficaz, ineficiente e não efetiva, pois estes parâmetros somente podem ser aferidos
conjuntamente, a partir do binômio resultado/custo.
(B) eficaz e eficiente, na medida em que atendeu à finalidade pública almejada, sendo despicienda a
avaliação de custo.
(C) eficiente, porém não efetiva, sendo esta última uma medida exclusivamente de adequação custo-
benefício da ação.
(D) efetiva e eficiente, dado que chegou ao seu termo final no tempo estimado, porém não eficaz em
razão da majoração de custos.
(E) dotada de efetividade, porém carecendo de eficiência, eis que não apresentou a melhor aplicação
aos insumos aplicados.

6. (FCC - DPE-AM - ANALISTA – 2018)


Celso, gestor público em uma Fundação de apoio à pesquisa científica e inovação tecnológica, entre as
atividades próprias de administrador que exerce, desempenha aquelas inseridas no âmbito de controle.
A atividade que pode ser assim enquadrada é:

a) Indução do ajuste espontâneo dos esforços individuais aos objetivos institucionais da Fundação.
b) Integração das atividades dos diferentes setores da Fundação, harmonizando a atuação de todos.
c) Fixação de diretrizes para atuação da Fundação no curto, médio e longo prazo.
d) Análise dos resultados alcançados pela Fundação comparativamente com aqueles fixados em seu
planejamento estratégico.
e) Diagnóstico interno das competências disponíveis na Fundação e sua adequação aos desafios do
cenário externo em que atua.

7. (FCC - DPE-AM - ANALISTA – 2018)


Cada vez mais a Administração pública vem sendo instada a atuar de forma eficiente, eficaz e efetiva,
com foco no cliente cidadão. Nem sempre, contudo, atinge simultaneamente esses objetivos. Por
exemplo, quando consegue usar racionalmente os recursos colocados à sua disposição e, ao mesmo

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tempo, cumprir determinado objetivo fixado, mas não atende, plenamente, às expectativas do
cidadão em relação à ação governamental correspondente, pode-se dizer que a atuação administrativa

a) foi apenas eficiente, porém não se mostrou eficaz, pois não atingiu seu objetivo final.
b) pautou-se pela efetividade, descurando, contudo, da eficácia, que é a vinculação com as
expectativas da sociedade.
c) mostrou-se eficiente, pelo uso racional dos recursos e eficaz, pelo atingimento do objetivo fixado,
porém não foi alcançada a efetividade.
d) foi efetiva, porquanto materializou um resultado mensurável, carecendo, contudo, de eficiência e
eficácia.
e) não atendeu a nenhum desses preceitos, posto que o cliente cidadão restou desatendido em suas
expectativas.
==2c89c3==

8. (FCC - DETRAN-MA - ANALISTA – 2018)


No que concerne à mensuração de desempenho no âmbito das organizações,

(A) as metas constituem a medida própria para avaliar individualmente os empregados, e os


indicadores para avaliação das equipes.
(B) apenas indicadores objetivos são passíveis de utilização para tal finalidade, sendo os subjetivos
próprios da etapa de gestão do desempenho.
(C) podem ser utilizadas tanto medidas objetivas, como quantidade de projetos concluídos, como
subjetivas, como grau de comprometimento.
(D) devem ser priorizados indicadores subjetivos, vinculados às características individuais dos
avaliados, como forma de evitar generalizações e distorções de resultados.
(E) consiste na etapa inicial do planejamento estratégico da organização, usada como feedback pelos
empregados quanto à qualidade de atuação.

9. (FCC – TRE-SP – ANALISTA – 2017)


Uma das atividades próprias do administrador é a que diz respeito ao controle, no bojo da qual se
insere:

(A) medir e corrigir o desempenho de subordinados para assegurar que os objetivos e metas da
organização sejam atingidos.
(B) fixação de critérios de avaliação do desempenho individual de cada colaborador em função dos
resultados almejados.
(C) o denominado ajuste espontâneo, que corresponde ao alinhamento da ação às circunstâncias
ambientais.
(D) estabelecimento de metas de curto, médio e longo prazo e a verificação do correspondente
cumprimento.

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(E) apenas medidas de natureza estritamente financeira, em especial contenção de gastos e revisão
de estratégias voltadas para a busca da eficiência.

10. (FCC – COPERGÁS/PE – ANALISTA – 2016)


Suponha que determinada empresa, integrante da Administração pública, tenha sido instada por
órgão de orientação governamental para adotar medidas de corte de custos, incluindo despesas com
pessoal e custeio em geral. Como alternativa à redução do seu quadro funcional, referida empresa
propôs ações concretas para aumento de eficiência no desempenho de suas atividades. A solução
apresentada pela empresa, do ponto de vista conceitual, é

(A) aceitável, dado que o conceito de eficiência preconiza o uso racional e econômico dos insumos na
produção de bens e serviços, o que, potencialmente, pode ensejar redução de custos.
(B) descabida, eis que eficiência é uma medida de alcance de metas, que nada tem a ver com a relação
entre o produto e os custos incorridos.
(C) inadequada, tendo em vista que o conceito de eficiência diz respeito, exclusivamente, à satisfação
das expectativas da sociedade pelos serviços prestados pela instituição.
(D) pertinente, porém deve-se ter em mente que a redução de custos somente será alcançada com a
correspondente redução da qualidade dos serviços prestados.
(E) incoerente, dado que uma das premissas para o aumento da eficiência é a redução dos recursos
humanos alocados na instituição.

11. (FCC – TRT-14º REGIÃO – ANALISTA – 2016)


Os indicadores são instrumentos metodológicos que permitem identificar e mensurar aspectos
relacionados a certo conceito, situação, fenômeno, problema ou mesmo resultado de uma
determinada intervenção na realidade social. Sobre os componentes básicos de um indicador, é correto
afirmar:

(A) Medida é o valor de um indicador em determinado momento.


(B) Fórmula é a grandeza qualitativa ou quantitativa que permite classificar as características, os
resultados e as consequências dos produtos, processos ou sistemas.
(C) Índice é o padrão matemático que expressa a forma de realização do cálculo.
(D) Padrão de comparação é o padrão matemático que expressa a forma de realização do cálculo.
(E) Meta é um número orientado por um indicador em relação a um padrão de comparação a ser
alcançado durante certo período.

12. (FCC – TRT-14º REGIÃO – ANALISTA – 2016)


O Gespública, Programa de Excelência em Gestão Pública do Governo Federal, está baseado em
indicadores de resultado e de esforço, dentre os quais o indicador de

(A) Efetividade, dado pela realização dos processos, projetos e planos de ação de acordo com o
planejamento efetivado.

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(B) Eficácia, vinculada ao grau de satisfação ou ainda ao valor agregado ou à transformação produzida
no contexto em geral.
(C) Eficiência, baseada na relação entre os produtos ou serviços gerados (outputs) com os insumos
utilizados.
(D) Efetividade, amparada na relação entre o que foi entregue e o que foi consumido de recursos.
(E) Eficiência, de acordo com os impactos gerados pelos produtos, serviços, processos ou projetos.

13. (FCC – CNMP – TÉCNICO – 2015)


O processo administrativo é composto por quatro funções específicas: planejamento, organização,
direção e controle. Sobre controle, considere:

I. Um dos primeiros passos é estabelecer previamente os objetivos ou padrões que se deseja alcançar
e manter.
II. Processo pelo qual são fornecidas informações de retroação para manter as funções dentro de suas
respectivas trilhas.
III. Define meios para possibilitar a realização de resultados.
Está correto o que consta em

(A) I, II e III.
(B) I e II, apenas.
(C) I, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I e III, apenas.

14. (FCC – DPE-RR – ANALISTA – 2015)


Na avaliação de um programa de transferência de renda, é considerado o número de famílias que
saíram da pobreza como um indicador de impacto, que se refere a

(A) accountability.
(B) eficácia.
(C) eficiência.
(D) economicidade.
(E) efetividade.

15. (FCC – TCE-CE – CONSELHEIRO SUBSTITUTO – 2015)


O processo de avaliação ou mensuração de desempenho na Administração pública envolve,
necessariamente, a utilização de indicadores, os quais

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(A) medem, exclusivamente, o grau de satisfação do usuário do serviço público em relação a cada
órgão ou entidade.
(B) consistem na definição das políticas públicas aplicáveis ao órgão avaliado.
(C) orientam os objetivos a serem perseguidos pelo órgão ou entidade, e estabelecem a sequência de
ações a serem implementadas.
(D) traduzem os objetivos em medidas concretas que permitem aferir em que grau os mesmos foram
ou estão sendo alcançados.
(E) preconizam as medidas concretas a serem implementadas pelos gestores de acordo com o
planejamento estratégico fixado para a entidade.

16. (FCC – CNMP – ANALISTA – 2015)


O resultado de um Indicador de Desempenho em forma numérica é:

(A) um Objetivo.
(B) um Índice.
(C) uma Fórmula.
(D) um Padrão.
(E) uma Meta.

17. (FCC – TRT/MA – ANALISTA ADM – 2014)


Sobre Indicadores de Desempenho é correto afirmar:

a) Uma das dimensões de análise é a Eficiência, que avalia a relação entre os resultados alcançados e
os objetivos que motivaram a atuação institucional.
b) Não servem de apoio à tomada de decisão.
c) As variáveis componentes são: custo, tempo e qualidade.
d) A utilização deles permite que as organizações consigam focar em todas as áreas e processos,
levando a transformações estruturais e funcionais.
e) O IDH, muito utilizado na gestão das políticas públicas, é o resultado da ponderação de três temas
distintos (economia, saúde e educação).

18. (FCC – MPE-AP – TÉCNICO – 2012)


O controle que se preocupa com a empresa, organização ou órgão público no passado é chamado de

a) Prévio.
b) Simultâneo.
c) Intermediário.
d) Feedback.

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e) Monitoria.

19. (FCC – TRT-PE – ANALISTA – 2012)


Eficiência diz respeito

a) à maneira maximizada de obter resultados.


b) à capacidade de fazer as coisas certas.
c) ao método que traz resultados de uma ação controlada.
d) aos princípios e maneiras de fazer coisas de forma maximizada.
e) ao método e ao modo de fazer as coisas direito.

20. (FCC – TRF 5° REGIÃO – ANALISTA – 2012)


Certo Tribunal Regional Federal, visando atender ao princípio da eficiência, identificou que 48% dos
processos tramitam em atividades de prejulgamento. Deste total, 86% ficam retidos em atividades de
recepção/protocolo, indicador que está diretamente relacionado

a) ao desempenho profissional.
b) ao padrão econômico-orçamentário.
c) à qualidade.
d) à tecnologia.
e) ao padrão contábil-orçamentário.

21. (FCC – TRF 2° REGIÃO – ANALISTA – 2012)


Indicador de desempenho estratégico que mede o grau de satisfação, o valor agregado e os impactos
gerados pelos produtos/serviços, processos ou projetos no contexto em geral:

a) economicidade.
b) execução.
c) eficiência.
d) efetividade.
e) excelência.

22. (FCC – TRT/RS – ANAL. ADM. – 2011)


O Programa Nacional de Gestão Pública identifica seis categorias básicas de indicadores de avaliação
da gestão pública: efetividade, eficácia, eficiência, execução, excelência e economicidade.

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I. Efetividade está vinculada ao grau de satisfação, ou ainda ao valor agregado, à transformação


produzida no contexto em geral. Está relacionada com a missão da instituição e pode ser encontrada
na dimensão estratégica do Plano Plurianual.
II. Eficácia é a quantidade e qualidade de produtos e serviços entregues ao usuário.
III. Eficiência está alinhada ao conceito de obtenção e uso de recursos com o menor ônus possível,
dentro dos requisitos e das quantidades exigidas pelo input, gerindo adequadamente os recursos
financeiros e físicos.
IV. Economicidade é a relação entre os produtos e serviços gerados com os insumos utilizados,
relacionando o que foi entregue e o que foi consumido de recursos, usualmente sob a forma de custos
ou produtividade.
V. Excelência é a conformidade a critérios e padrões de qualidade para a realização dos processos,
atividades e projetos na busca da melhor execução e economicidade, sendo um elemento transversal.
É correto o que consta APENAS em

(A) III, IV e V.
(B) II, III e IV.
(C) I, II e V.
(D) I, IV e V.
(E) I, II e III.

23. (FCC – TRT/MT – TÉCNICO – 2011)


Entre as funções administrativas no processo organizacional, o controle compreende a

a) emissão de ordens, instruções, comunicação, motivação, liderança e coordenação.


b) definição de objetivos, o diagnóstico da situação e um prognóstico a partir das informações
diagnosticadas.
c) definição de missão, visão, metas estratégicas e cenários prospectivos.
d) definição de padrões, avaliação do desempenho, comparação do desempenho com o padrão
estabelecido e ação corretiva.
e) definição de metas, controle de processos, correção de procedimentos e feedback do processo.

24. (FCC – TRE-PE – ANALISTA – 2011)


As metas estratégicas da empresa Directa constituem a matéria-prima da avaliação, cuja mensuração
de desempenho se dá por meio de indicadores. O indicador de desempenho vinculado ao grau de
satisfação, valor agregado e a transformação produzida no contexto geral é o de

a) economicidade.
b) eficácia.
c) excelência.

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d) efetividade.
e) eficiência.

25. (FCC – BAHIAGAS – ANALISTA – 2010)


Tratando-se de eficiência, eficácia e efetividade, analise:

I. Eficácia é fazer as atividades ou desenvolver ações de forma correta para atingir os meios. Tem
vínculo estreito com o planejamento estratégico da organização.
II. Eficiência é fazer as atividades ou desenvolver ações da maneira correta. Está relacionada com o
método de execução.
III. Efetividade é satisfazer as necessidades dos clientes com os produtos e serviços da organização.
IV. Efetividade é o valor social ou medida de utilidade, que deve ser atribuído ao produto ou serviço
considerando-se a sociedade como um todo.
V. Eficácia é a relação entre os produtos obtidos e os fatores de produção empregados na sua
obtenção.
É correto o que consta APENAS em

a) I e II.
b) III e V.
c) IV e V.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

26. (FCC – TRT/PR – ANALISTA ADM – 2010)


O indicador de desempenho que afere os impactos gerados pelos produtos e serviços, processos ou
projetos de um determinado sistema (organização, programa, política pública, rede) no beneficiário
final, é denominado indicador de

(A) efetividade.
(B) eficiência.
(C) eficácia.
(D) economicidade.
(E) excelência.

27. (FCC – TRT/PR – ANALISTA ADM – 2010)

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As seis categorias de indicadores de desempenho estão relacionadas a algum dos elementos da cadeia
de valor (insumos, processos, produtos e impactos) e dividem-se nas dimensões de

(A) execução e excelência.


(B) efetividade e esforço.
(C) outputs e outcomes.
(D) resultado e eficácia.
(E) resultado e esforço.

28. (FCC – TJ/AP – ANALISTA ADM – 2009)


A avaliação da produtividade nas organizações envolve

(A) a responsabilização dos gestores pela não realização das metas definida pela direção.
(B) o equilíbrio entre os vários fatores envolvidos no processo produtivo.
(C) a comparação do custo de aquisição de produtos e serviços com seu retorno em termos de
efetividade.
(D) a adequação dos processos em relação às especificações técnicas ou à superação dos mesmos.
(E) a comparação entre entradas e saídas dos sistemas produtivos, levando-se em conta os fatores de
produção, como mão de obra, recursos financeiros e insumos físicos.

29. (FCC – SEFAZ/SP – FISCAL DE RENDAS – 2009)


Um exemplo de indicador de produtividade é

(A) o número de solicitações de reparos pelo número total de unidades entregues.


(B) a porcentagem de funcionários com formação de nível superior, em relação ao total.
(C) a porcentagem de clientes que reclamaram, ou não, quando da entrega do produto.
(D) o índice de retrabalho em relação ao total produzido em um determinado processo industrial.
(E) o número de homens/hora para uma unidade de serviço executado.

30. (FCC – SERGIPEGAS – ASSIST. ADM. – 2010)


Na gestão da qualidade, medem-se os desempenhos mediante o cliente e sua satisfação e,
consequentemente, a efetividade dos processos, por meio dos

(A) planos.
(B) orçamentos.
(C) fluxos.
(D) indicadores.

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(E) mapas de riscos.

31. (FCC – ARCE – ANALISTA REG. – 2006)


Mensuração e comparação do desempenho real em relação a um padrão e tomada de ação gerencial
para corrigir desvios ou padrões inadequados são etapas do processo de

(A) organização.
(B) planejamento.
(C) coordenação.
(D) controle.
(E) liderança.

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GABARITO

11. E 22. C
1. E
12. C 23. D
2. C
13. B 24. D
3. A
14. E 25. E
4. D
15. D 26. A
5. E
16. B 27. E
6. D
17. E 28. E
7. C
18. D 29. E
8. C
19. E 30. D
9. A
20. C 31. D
10. A
21. D

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LISTA DE QUESTÕES

1. (FGV – PC-RN – AGENTE – 2021)


A área financeira de uma organização está enfrentando problemas em seus processos
internos, como erros nos pagamentos a fornecedores e nos registros da tesouraria. O diretor
da área considera que seria importante adotar controles preventivos e controles posteriores,
a fim de evitar que os problemas continuem.

São formas de controle preventivo e posterior, respectivamente:

(A) supervisão direta; auditoria.


(B) estabelecimento de limites de alçada; testes de seleção de recursos humanos.
(C) definição de regras para autorização de pagamentos; demonstrativos financeiros.
(D) avaliação de desempenho dos funcionários; relatórios de resultado contábil.
(E) balanced scorecard; inspeção de matérias-primas e insumos.

2. (FGV – IBGE – AGENTE – 2019)


Uma faculdade formou, em 2017, 150 alunos, com um custo total de 1.500.000 reais. Em
2018, a faculdade formou 200 alunos, com um custo total de 2.100.000 reais. Considerando-
se apenas as informações apresentadas, é correto afirmar que, de 2017 para 2018, a
faculdade foi:

(A) mais eficaz;


(B) mais eficiente;
(C) igualmente eficiente;
(D) igualmente eficaz;
(E) menos eficaz e menos eficiente.

3. (FGV – DPE-RJ – TÉCNICO – 2019)


A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro decide promover um mutirão para oferecer
assistência jurídica aos presos, visando reduzir a população carcerária do Estado em 10%.

Após a apuração do resultado do mutirão, verificou-se que a redução foi de apenas 5%,
permitindo a constatação de que o mutirão foi falho em relação à:

(A) eficiência;
(B) eficácia;

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(C) excelência;
(D) economicidade;
(E) execução.

4. (FGV – TJ-CE – TÉCNICO – 2019)


O gestor de um órgão público solicitou a dois servidores (Alfa e Beta) que cada um comprasse
10 lâmpadas para projetores multimídia utilizados no órgão. O gestor informou que o valor
limite para a compra de cada lote de 10 lâmpadas, conforme especificação fornecida, seria de
R$ 1.500,00. O servidor Alfa comprou as lâmpadas por R$ 1.390,00 e o servidor Beta por R$
1.500,00. Ambos os lotes foram entregues em perfeitas condições, porém o lote adquirido
pelo servidor Beta foi entregue um dia antes do prazo.

Considerando a situação exposta, é correto afirmar que:


==2c89c3==

(A) ambos os servidores foram igualmente eficientes;


(B) apenas o servidor Alfa foi eficaz na aquisição;
(C) apenas o servidor Alfa foi eficiente na aquisição;
(D) o servidor Beta foi mais efetivo na aquisição;
(E) o conceito de eficácia foi atendido por ambos os servidores.

5. (FGV – TJ-CE – TÉCNICO – 2019)


Para aumentar a eficácia do Tribunal, foi contratado um consultor com o objetivo de
melhorar todas as funções administrativas de determinado setor. Uma dessas funções
administrativas tem dupla atribuição: monitorar as atividades planejadas, assegurando que
sejam executadas conforme planejado, e corrigir os desvios, a partir de medidas corretivas.

Tal função administrativa é:

(A) o planejamento;
(B) a organização;
(C) a direção;
(D) o controle;
(E) a execução.

6. (FGV – MPE-AL – ANALISTA MINISTERIAL – 2018)


Uma firma de consultoria é contratada por uma fábrica de chocolates para descobrir a razão
do aumento vertiginoso nos custos mensais.

Após a análise aprofundada dos indicadores de desempenho utilizados, ela percebeu que o
problema tinha relação com um simples erro de cálculo no ajuste das máquinas de

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processamento, o que estava fazendo a fábrica utilizar mais cacau que o padrão típico da
produção, considerando os benchmarks do setor.

Segundo a firma de consultoria, a fábrica de chocolates está com um problema de

a) capacidade.
b) rentabilidade.
c) participação.
d) eficiência.
e) eficácia.

7. (FGV – CM-SALVADOR – ASSISTENTE – 2018)


Nas organizações, o controle pode ser aplicado aos três níveis organizacionais: estratégico,
tático e operacional.

No nível tático, o foco do controle está:

(A) na capacidade de inovação da empresa;


(B) no desempenho de unidades ou áreas da organização;
(C) no grau de realização da missão, visão, estratégia e objetivos;
(D) no desempenho de atividades e processos específicos, atribuídos a pessoas ou grupos;
(E) no desempenho financeiro global da organização.

8. (FGV – CM-SALVADOR – ASSISTENTE – 2018)


Uma empresa vem enfrentando problemas de baixa produtividade da mão de obra e
aumento significativo dos pedidos de demissão. A cúpula da empresa considera que seria
importante adotar controles preventivos, a fim de evitar que esses problemas aconteçam.

Seria um controle preventivo adequado à situação descrita:

(A) avaliação de desempenho;


(B) testes de seleção de recursos humanos;
(C) auditoria interna;
(D) supervisão direta;
(E) balanced scorecard de recursos humanos.

9. (FGV – ALERJ – ESPECIALISTA – 2017)

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A elaboração de um quadro de indicadores de desempenho organizacional deve obedecer


certos atributos. Nesse sentido, um indicador que capte os aspectos mais importantes de um
dado processo refere-se ao atributo de:

a) adaptabilidade;
b) disponibilidade;
c) economia;
d) representatividade;
e) simplicidade.

10. (FGV – TRT-SC – ANALISTA – 2017)


As organizações podem ser consideradas grupos estruturados de pessoas que se juntam para
alcançarem objetivos. Tais organizações podem variar de diversas maneiras, mas o
importante é que procurem trabalhar de forma eficaz, eficiente e efetiva.

Em relação à eficácia, à eficiência e à efetividade nas organizações, é correto afirmar que:

(A) a eficácia é fazer bem as coisas, utilizando o mínimo de recursos;


(B) a eficiência tem ênfase nos processos e a eficácia nos resultados;
(C) um empregado é considerado eficaz quando sua produtividade é alta;
(D) a eficiência está mais relacionada com a escolha dos objetivos mais apropriados e ausência
de desperdícios;
(E) a efetividade está relacionada à minimização dos recursos utilizados, sejam eles recursos
como tempo, pessoas, capital ou equipamento.

11. (FGV – IBGE – AGENTE - 2017)


Uma ONG atendeu, em 2015, 100 refugiados, com um dispêndio total de 100.000 reais. Em
2016, a ONG atendeu 120 refugiados, com um dispêndio total de 120.000 reais.

Pode-se dizer que, de 2015 para 2016, a ONG foi:

(A) menos eficiente;


(B) mais eficiente;
(C) menos eficaz;
(D) mais eficaz;
(E) mais produtiva.

12. (FGV – TRT-SC – TÉCNICO – 2017)

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No início do ano, servidores do departamento de patrimônio da organização pública XYZ


passaram um final de semana em um hotel para planejarem os objetivos do ano. Ao final do
ano, os servidores voltaram ao hotel para verificar se os objetivos foram cumpridos.

Tão importante quanto planejar é comparar os resultados obtidos com o que foi planejado,
e essa função administrativa de monitoração é denominada:

(A) avaliação estratégica;


(B) análise de eficácia;
(C) controle;
(D) análise de eficiência;
(E) avaliação de desempenho.

13. (FGV – TRT-SC – TÉCNICO – 2017)


A XYZ é uma empresa do ramo editorial que atua no mercado há cerca de dez anos. A
empresa construiu uma sólida posição no mercado e atrai investimentos e reinvestimentos
de acionistas diversos, cuja expectativa é obter excelente retorno sobre o capital investido.
Devido a seu porte médio, a XYZ constitui uma única Unidade Estratégica de Negócio (UEN).
A empresa está implementando o Balanced scorecard como ferramenta de gestão, e o diretor
financeiro precisa identificar uma medida adequada para o tema estratégico “redução de
custos/melhoria da produtividade”.

Na situação descrita, seria uma medida adequada:

(A) receita por funcionário.


(B) taxa de redução de custos.
(C) percentual de receita gerado por novos produtos.
(D) retorno sobre o patrimônio líquido.
(E) aumento da taxa de vendas por segmento.

14. (FGV – TRT-SC – ANALISTA – 2017)


Em uma empresa de tecnologia de informação, a estratégia de controle comportamental
parte do pressuposto de que os funcionários são motivados pelo sentimento de
reconhecimento e realização. Os objetivos e metas individuais são estabelecidos de forma
participativa, as recompensas são relacionadas ao desempenho, considerado em várias
dimensões, e os resultados observados no controle são utilizados como formas de
identificação e resolução de problemas, em vez de voltados para responsabilização e
punição.

Esta estratégia de controle comportamental é conhecida como controle por motivação


interna, e tem como um potencial resultado negativo:

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(A) diminuição da satisfação e do comprometimento dos funcionários;


(B) comportamento disfuncional por parte dos funcionários, resistindo ou burlando o sistema;
(C) pouco comprometimento dos funcionários para com o desempenho global da
organização;
(D) estabelecimento de objetivos individuais pouco ambiciosos;
(E) comportamento conformista e limitado ao cumprimento do exigido, por parte dos
funcionários.

15. (FGV – CODEBA – TÉCNICO - 2016)


Controle é a geração e o uso de informações relativas às atividades organizacionais. Existem
diversos tipos de controle, classificados por sincronismo temporal. Cada tipo de controle
apresenta funções e características únicas.

Assinale a opção que apresenta o conjunto de características ligadas ao controle do tipo


simultâneo.

(A) Corrige os problemas depois que ocorrem e tem foco nos resultados.
(B) Corrige os problemas à medida que ocorrem e tem foco nos processos.
(C) Corrige os problemas à medida que ocorrem e tem foco nos insumos.
(D) Corrige os problemas à medida que ocorrem e tem foco nos resultados.
(E) Corrige os problemas depois que ocorrem e tem foco nos insumos.

16. (FGV – IBGE – ANALISTA - 2016)


O proprietário e principal executivo de uma empresa de pequeno porte gostaria de desenhar
um sistema de controle como forma de monitorar o desempenho de processos e pessoas. A
empresa fabrica pães e bolos e adota estrutura simples, com cultura participativa. O principal
executivo é um líder democrático e o clima organizacional é bom. Tendo em vista as
características de um sistema de controle eficaz, seria adequado adotar, no contexto
descrito, os seguintes controles, entre outros:

(A) relatórios financeiros mensais e avaliações de desempenho formais.


(B) formalização das atribuições e responsabilidades e testes de qualidade dos produtos.
(C) reuniões de avaliação e controle por imposição externa.
(D) testes de seleção de pessoal e balanced scorecard.
(E) supervisão direta e controle por motivação interna.

17. (FGV – IBGE – ANALISTA - 2016)

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A área de produção de uma fábrica de instrumentos médicos vem apresentando alto índice
de produtos defeituosos e baixa produtividade da mão de obra. O gerente de produção
gostaria de adotar controles preventivos, a fim de antecipar problemas para o desempenho
das atividades da área. Seriam exemplos de controles preventivos adequados à situação
descrita, respectivamente:

(A) inspeção de matérias-primas e supervisão direta.


(B) controle estatístico de processos e testes de seleção de recursos humanos.
(C) inspeção da qualidade dos produtos e supervisão direta.
(D) inspeção de matérias-primas e testes de seleção de recursos humanos.
(E) inspeção da qualidade dos produtos e avaliação de desempenho.

18. (FGV – TJ-SC – ANALISTA – 2015)


O supervisor de produção de uma empresa fabricante de autopeças observou um aumento
no número de peças fora dos padrões definidos. O supervisor gostaria de monitorar
continuamente as atividades, adotando um controle simultâneo. Um controle simultâneo
adequado seria:

(A) inspeção de matérias-primas;


(B) programa de manutenção preventiva;
(C) controle estatístico do processo;
(D) controle de qualidade das peças produzidas;
(E) definição de regras e procedimentos de produção.

19. (FGV – TJ-SC – ANALISTA – 2015)


Uma empresa enfrentou uma série de problemas em seu processo produtivo, no
atendimento aos clientes e houve até vazamento de informações para os concorrentes. A
cúpula da empresa decidiu adotar controles preventivos, a fim de evitar que os problemas se
repitam. São formas de controle preventivo:

(A) avaliação de desempenho dos trabalhadores e demonstrativos financeiros;


(B) inspeção de matérias-primas e controles estatísticos do processo produtivo;
(C) avaliação de desempenho dos trabalhadores e controles estatísticos do processo
produtivo;
(D) testes de seleção de recursos humanos e inspeção de matérias-primas;
(E) testes de seleção de recursos humanos e demonstrativos financeiros.

20. (FGV – TJ-SC – ANALISTA – 2015)

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As Agências Reguladoras são fruto da necessidade do Estado de exercer controle sobre bens
e serviços, cuja responsabilidade de prover, anteriormente, era sua e, atualmente, recai
sobre outros atores. As Agências Reguladoras apresentam desenho institucional definido e
possuem autonomia para tomar decisões. Contudo, existem mecanismos que permitem ao
governo manter o controle das mesmas, dentre eles, a estrutura burocrática rígida e
predefinida. No Brasil, essa estrutura é comum a todas as Agências Reguladoras e representa
o seguinte tipo de mecanismo de controle:

(A) Ex ante;
(B) Ad hoc;
(C) Ex post;
(D) direto;
(E) indireto.

21. (FGV – TJ-GO – ANALISTA – 2014)


A avaliação da política pública é o processo de julgamentos deliberados sobre a validade de
propostas para a ação pública, bem como sobre o sucesso ou a falha de projetos colocados
em prática. Fazem parte desse processo elementos, critérios, indicadores e também padrões,
como os normativos, que são:

(A) as metas qualitativas ou quantitativas estabelecidas anteriormente à implementação da


política pública;
(B) os valores ou descrições, já alcançados no passado, que facilitam a comparação por
períodos e geram informações sobre declínios ou melhoras;
(C) são artifícios (proxies) que podem ser criados para medir input, output e resultado
(outcome);
(D) a visualização dos erros anteriores à tomada de decisão, a fim de detectar problemas mal
formulados, objetivos mal traçados e otimismos exagerados;
(E) as metas qualitativas ou quantitativas estabelecidas com base em um standard ideal.

22. (FGV – TJ-GO – ANALISTA – 2014)


Os indicadores de desempenho auxiliam na tarefa de identificar o comportamento da
performance de um processo. A partir da sua utilização pode-se não somente aferir o
resultado de um processo, como também acompanhar seu comportamento ao longo das
atividades que o integram. Essa performance pode ser medida em termos de eficiência ou de
eficácia, de acordo com a definição de que:

(A) ser eficiente é empregar em nível máximo os recursos de produção e, sendo assim, a
produção de bens e serviços públicos, que tem pessoas como principal recurso de geração de
valor público, pode ser processada segundo diferentes níveis de qualidade e quantidade, cuja
variação depende das políticas e decisões de alocação dos recursos;

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(B) ser eficaz depende diretamente da plena utilização ou do eficiente emprego dos recursos
de produção, mesmo que os objetivos propostos não sejam alcançados;
(C) a gestão de pessoas com a máxima eficiência é aquela em que todas as pessoas têm seu
potencial produtivo plenamente utilizado em termos de habilidades ou serviço,
independentemente do tempo de atividade ou serviço;
(D) a noção de eficiência identifica-se com fazer aquilo que precisa ser feito com vistas a
alcançar um objetivo específico, enquanto a eficácia está associada com o melhor uso dos
recursos da organização;
(E) a produtividade do trabalho é uma medida que leva em conta apenas as unidades do
produto (números expedientes analisados, número de estabelecimentos ou obras fiscalizadas,
área roçada etc.).

23. (FGV – CÂMARA DE RECIFE – ASSISTENTE ADM – 2014)


Uma escola de crianças alfabetizou, em 2012, 100 crianças, com um dispêndio total de
R$100.000,00. Em 2013, 150 crianças foram alfabetizadas, com um dispêndio total de
R$150.000,00. Pode-se dizer que, de 2012 para 2013, a escola foi:

(A) mais eficiente;


(B) menos eficiente;
(C) mais eficaz;
(D) menos eficaz;
(E) mais rentável.

24. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)


Não raro, as pessoas confundem os termos eficiência, eficácia e efetividade. A eficácia
consiste em fazer a coisa certa (não necessariamente da maneira certa). Assim, está
relacionada ao grau de atingimento do objetivo. Se desejamos fazer algo (ser aprovados em
um concurso público, por exemplo) e logramos êxito nesse projeto, somos eficazes. Dessa
forma, evidencia o cumprimento da missão, chegar ao resultado desejado.

25. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)


O conceito de eficiência relaciona-se com a maneira pela qual fazemos a coisa. É o como
fazemos, o caminho, o método. No projeto de aprovação em um certame, se escolhermos
corretamente o melhor material, a melhor equipe docente e estudarmos de forma proativa,
provavelmente seremos aprovados em menos tempo. Aí está a eficiência: a economia de
meios, o menor consumo de recursos dado um determinado grau de eficácia. Alguns autores
associam o conceito de eficiência ao de economicidade, como sinônimos. Apesar de, em
sentido lato, não haver diferenças, normalmente a economicidade está ligada ao menor
consumo de recursos monetários (gastar-se menos). Em uma licitação, por exemplo, a
evidência do cumprimento do princípio da economicidade previsto na Constituição da

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República se dá com a obtenção do menor preço na contratação de determinado produto ou


serviço previamente determinado.

26. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2011)


A efetividade ressalta o impacto, a medida em que o resultado almejado (e concretizado)
mudou determinado panorama, cenário. Considerando a construção de escolas e o
incremento no número de professores contratados, a efetividade evidenciará, por exemplo,
de que maneira isso contribuiu para a redução do índice de analfabetismo (impacto). Nesse
sentido, há autores que defendem que a efetividade decorre do alcance da eficácia e da
eficiência, simultaneamente. Numa outra acepção, pode ser entendida, também, como
satisfação do usuário. Na “ponta da linha”, a efetividade ocorre quando um produto ou
serviço foi percebido pelo usuário como satisfatório.

27. (FGV – BADESC – ANALISTA ADM - 2010)


Levando em consideração o uso de controles e indicadores de produtividade em um
programa de educação, o percentual de crianças matriculadas e a avaliação da qualidade por
meio de exames nacionais são, respectivamente, exemplos de:

(A) eficácia e eficiência.


(B) eficiência e eficácia.
(C) efetividade e eficiência.
(D) efetividade e eficácia.
(E) eficácia e efetividade.

28. (FGV – BADESC – ANALISTA ADM - 2010)


Os indicadores de produtividade, tanto no âmbito da administração privada quanto no da
administração pública, devem respeitar certos atributos gerais em sua concepção. A esse
respeito, assinale a alternativa que corresponde ao atributo de economia.

(A) Garantia de que é gerado em rotinas de processo e permanece ao longo do tempo.


(B) Garantia de que não deve ser gasto tempo demais pesquisando dados ou aguardando
novos métodos de coleta.
(C) Facilidade para identificação da origem dos dados, seu registro e manutenção.
(D) Facilidade de acesso para coleta, estando disponível a tempo, para as pessoas certas e sem
distorções.
(E) Garantia de que realmente funciona na prática e permite a tomada de decisões gerenciais.

29. (FGV – SAD / PE – APOG - 2008)

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Observe o caso a seguir que exemplifica a atuação de um gestor público na solução de um


problema.

O gestor público realizou determinado procedimento na busca da solução de uma


necessidade da população moradora em uma área carente. Ao realizá-lo, buscou otimizar os
recursos, evitando perdas e desperdícios, mas sem prejuízo do alcance do objetivo
pretendido. Sua iniciativa atendeu ao público-alvo, resolvendo o problema de modo
satisfatório.

Sob a ótica da Administração, a atuação desse gestor está baseada nos conceitos de:

(A) legalidade, legitimidade e economicidade.


(B) moralidade, eficiência e prudência.
(C) oportunidade, utilidade e interesse público.
(D) eficácia, eficiência e efetividade.
(E) legalidade, moralidade e interesse público.

30. (FGV – SEFAZ-RJ – AUDITOR – 2008)


Quanto ao uso de indicadores de produtividade, não é correto afirmar que:

a) é uma ferramenta importante aplicada para compreender problemas organizacionais e


apoiar o processo de decisão gerencial.
b) é um componente de sucesso e fator de competitividade entre organizações, por isso é
importante o seu monitoramento por meio de indicadores que apóiem decisões
administrativas.
c) é uma das ferramentas usualmente utilizadas em processos de qualidade.
d) a produtividade de um recurso é a quantidade de produtos ou serviços produzidos num
intervalo de tempo dividido pela quantidade necessária desse recurso; por isso, variáveis como
capital, materiais, mão-de-obra direta e gastos gerais não devem ser usadas para medir e
determinar a produtividade em um intervalo de tempo.
e) é o investimento feito pelas organizações em tecnologia e treinamento dos empregados.

31. (FGV – SAD-PE – APOG - 2008)


Com relação aos atributos dos indicadores de mensuração organizacional, o que capta as
etapas mais importantes e críticas do processo mensurado é o atributo da:

(A) representatividade.
(B) adaptabilidade.
(C) disponibilidade.
(D) rastreabilidade.

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(E) estabilidade.

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GABARITO

13. B 26. C
1. C
14. D 27. E
2. A
15. B 28. B
3. B
16. E 29. D
4. E
17. D 30. D
5. D
18. C 31. A
6. D
19. D
7. B
20. A
8. B
21. E
9. D
22. A
10. B
23. C
11. D
24. C
12. C
25. C

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LISTA DE QUESTÕES

1. (UFG – CM-GOIANIA – ADMINISTRADOR – 2018)


A supervisão direta de funcionários é um exemplo típico de controle

(A) preventivo;
(B) simultâneo;
(C) posterior;
(D) preditivo.

2. (FUNCAB – ANS – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2016)


A classe de indicadores mais difícil de ser mensurada, dada a natureza dos dados e o caráter
temporal, e que está vinculada ao grau de satisfação ou ainda ao valor agregado, à transformação
produzida no contexto em geral, é relacionada com a missão da instituição e que se constitui em
uma das dimensões do resultado, é referente à:

(A) eficiência.
(B) execução.
(C) efetividade.
(D) economicidade.
(E) excelência.

3. (UFG – IF-GO – TECNÓLOGO – 2015)


O controle na administração pública é classificado quanto

(A) à localização: de ofício ou por provocação.


(B) ao aspecto controlado: administrativo, parlamentar ou judicial.
(C) ao momento do exercício: interno ou externo.
(D) à forma de instauração: de ofício ou por provocação.

4. (UFG – IF-GO – TECNÓLOGO – 2015)


A modalidade de controle na administração pública, que é conhecido como controle administrativo,
é o seguinte:

(A) pedidos de informação.

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(B) autocontrole.
(C) fiscalização de atos.
(D) convocação para comparecimento.

5. (CONSULPLAN – TRE-MG – ANALISTA – 2013)


Segundo a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), os indicadores devem estar
vinculados a uma estratégia e atrelados a metas claras. Indicadores quantitativos ou de
produtividade retratam o esforço e dizem respeito ao modo de utilização de recursos e à eficiência.
Eles apontam para “como” ou “com quanto” fazer. Indicadores de qualidade retratam o resultado
e dizem respeito à satisfação e eficácia. Eles apontam “o que fazer” ou “fazer a coisa certa”.
Relacione as classificações às respectivas características.

1. Indicadores de produtividade.
2. Indicadores de qualidade.
3. Indicadores de efetividade ou impacto.
( ) Ligados a processos que tratam a utilização de recursos para a geração de produtos e serviços.
Permitem uma avaliação precisa do esforço empregado para gerar produtos e serviços.
( ) Medem as consequências dos produtos ou serviços em relação ao cliente ou à sociedade. Podem
ser representados por “fazer a coisa certa do jeito certo”.
( ) Medem a forma como o produto ou serviço é percebido pelo cliente e, também, a capacidade do
processo em atender os requisitos do cliente.
A sequência está correta em

(A) 1, 2, 3.
(B) 1, 3, 2.
(C) 2, 1, 3.
(D) 3, 1, 2.
(E) 2, 3, 1.

6. (CONSULPLAN – TRE-MG – ANALISTA – 2013)


Indicadores são variáveis definidas para medir um conceito abstrato, relacionado a um significado
social, econômico ou ambiental, com a intenção de orientar decisões sobre determinado fenômeno
de interesse. Nesse sentido, é possível balizar o entendimento e o andamento de ações, reavaliando
os objetivos, metas e resultados propostos, qualitativa e quantitativamente. Índice ou indicador
sintético é a combinação de diversas variáveis que sintetizam um conceito abstrato complexo, em
um único valor, para facilitar a comparação, por exemplo, entre localidades e grupos distintos,
possibilitando a criação de rankings e pontos de corte para apoiar a definição de políticas,
investimentos e ações comuns, entre outros. A escolha entre indicadores ou mesmo sua construção
requer um propósito claro e a possibilidade de aplicação adequada à realidade de interesse. O
grande desafio é encontrar uma medida que mais se aproxime do conceito desejado. Algumas

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vezes, o conceito desejado é tão complexo que abrange interpretações multidimensionais,


envolvendo diversas variáveis. Relacione as propriedades desejáveis de um indicador às respectivas
características.

1. Confiabilidade da informação.
2. Comunicabilidade.
3. Disponibilidade e periodicidade.
4. Desagregação.
5. Especificidade com sensibilidade.
( ) Os indicadores devem ser capazes de atender à necessidade de avaliar diferentes estratos sociais e
localidades, possibilitando ações específicas a cada grupo, segundo seus padrões de comportamento.
Isto ajudará a entender a diversidade, estabelecer foco de ação e garantir a representatividade e
abrangência das informações. ==2c89c3==

( ) Os indicadores devem ser focados em aspectos práticos e claros, fáceis de comunicar e que
contribuam para envolver os interessados nos processos de monitoramento e avaliação. O ideal é que
o conceito do indicador seja facilmente compreendido e sua construção e cálculo sejam bem simples.
Também é desejável haver um bom entendimento do valor ideal para o indicador, oferecendo
parâmetros de comparação.
( ) Os indicadores não devem ser tão amplos que não orientem a decisão a ser tomada, nem tão
específicos, que só os entendam quem os formulou; devem ser, também, capazes de captar a maioria
das variações sobre o fenômeno de interesse, inclusive mudanças no comportamento durante a
execução das atividades.
( ) Os indicadores devem utilizar dados de fontes confiáveis (secundárias) ou coletados com
metodologia adequada (primários). É desejável que os dados sejam rastreáveis, permitindo a
identificação de sua origem.
( ) Os indicadores devem utilizar dados de fácil coleta, baixo custo e atualização, utilizando a mesma
metodologia ao longo do tempo, permitindo a formação de bases históricas, em frequência
compatível às necessidades de sua atualização. Com isso, devem estar disponíveis nas tomadas de
decisões.
A sequência está correta em

(A) 1, 2, 5, 4, 3.
(B) 5, 1, 4, 2, 3.
(C) 1, 4, 3, 2, 5.
(D) 4, 2, 5, 1, 3.
(E) 4, 3, 5, 1, 2.

7. (CONSULPLAN – TRE-MG – ANALISTA – 2013)

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Segundo o manual da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), os indicadores são dados
ou informações preferencialmente numéricas que representam avanços de metas, características
de produtos, projetos e processos ao longo do tempo. Os indicadores têm como principal função:
transmitir as necessidades e expectativas dos clientes; viabilizar o desdobramento de metas do
negócio; dar suporte à análise crítica dos resultados do negócio, às tomadas de decisão e ao novo
planejamento; e, contribuir para a melhoria dos processos e produtos. Relacione os principais
atributos dos indicadores às respectivas características.

1. Adaptabilidade.
2. Representatividade.
3. Simplicidade.
4. Rastreabilidade.
5. Disponibilidade.
6. Economia.
7. Praticidade.
8. Estabilidade.
( ) Permanência ao longo do tempo.
( ) Baixo custo de obtenção.
( ) Facilidade de acesso à coleta.
( ) Facilidade de identificação da origem dos dados.
( ) Garantia de que realmente funciona na prática.
( ) Capacidade de respostas às mudanças.
( ) Cobertura das etapas mais importantes.
( ) Facilidade de ser compreendido e aplicado.
A sequência está correta em

(A) 8, 6, 5, 4, 7, 1, 2, 3.
(B) 8, 6, 5, 4, 3, 2, 1, 7.
(C) 1, 4, 7, 8, 5, 6, 2, 3.
(D) 8, 2, 5, 4, 3, 1, 6, 7.
(E) 2, 6, 4, 8, 7, 3, 1, 5.

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GABARITO

4. B
1. B
5. B
2. C
6. D
3. D
7. A

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LISTA DE QUESTÕES

1. (VUNESP – FITO – ANALISTA – 2020)


A função controle tem por finalidade assegurar que os resultados daquilo que foi planejado,
organizado e dirigido estejam em conformidade com os objetivos propostos, e é estabelecida por
quatro fases. As suas duas primeiras fases são:

(A) ação coercitiva e ação corretiva.


(B) ação coercitiva e comparação do desempenho com o padrão estabelecido.
(C) comparação do desempenho com o padrão estabelecido e observação do desempenho.
(D) observação do desempenho e ação coercitiva.
(E) estabelecimento de padrões e observação do desempenho.

2. (VUNESP – VALIPREV-SP – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2020)


Especialmente após a promulgação da Constituição de 1988, na Administração Pública, deve-se
evitar o desperdício de recursos ao mesmo tempo em que se busca manter e ampliar a qualidade dos
serviços prestados à população. Com base nesse raciocínio, os gestores públicos devem se pautar
pelo princípio constitucional denominado

(A) Eficácia.
(B) Efetividade.
(C) Accountability.
(D) Legalidade.
(E) Eficiência.

3. (VUNESP – FITO – ANALISTA – 2020)


Na função controle, os balizamentos que proporcionam meios para se determinar o que se deverá
fazer e qual o desempenho a ser aceito como normal ou desejável se dá por meio

(A) do estabelecimento de critérios.


(B) da ação coercitiva.
(C) da ação corretiva.
(D) da abrangência do controle.
(E) do monitoramento dos indicadores de precisão.

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4. (VUNESP – FITO – ANALISTA – 2020)


O controle do tipo operacional apresenta amplitude

(A) macro-orientada – aborda a empresa como uma totalidade.


(B) macro-orientada – aborda a cada unidade da empresa separadamente.
(C) micro-orientada – aborda cada tarefa ou operação apenas.
(D) com conteúdo genérico, sintético e abrangente.
(E) com conteúdo menos genérico e mais sintético.

5. (VUNESP – CM CAMPO LIMPO – TÉCNICO – 2018)


Algumas organizações preocupam-se muito mais com a forma pela qual prestam o serviço, fazendo
==2c89c3==

isso da melhor maneira possível, em especial no uso dos recursos. Porém, não há uma preocupação
com o serviço prestado, ou seja, se atingiu ou não a finalidade para a qual ele foi concebido. É correto
afirmar que, nesse caso, a organização é

(A) eficaz e não eficiente.


(B) eficiente, eficaz e objetiva.
(C) eficiente e de excelência.
(D) eficaz e eficiente.
(E) eficiente e não eficaz.

6. (VUNESP – PC-BA – INVESTIGADOR – 2018)


Do ponto de vista da eficácia, para a nova gestão pública, os funcionários devem mudar a ênfase dos
processos e procedimentos para

(A) a visão patrimonialista.


(B) a lógica de mercado.
(C) os meios.
(D) os resultados.
(E) a racionalidade burocrática.

7. (VUNESP – UFABC – ASSISTENTE – 2016)


Uma das noções básicas em administração refere-se à utilização adequada dos meios disponíveis
(materiais, equipamentos, processos etc.) para que se atinjam os fins propostos. O conceito ao qual
essa ação se refere é o de

(A) eficácia.
(B) qualidade.

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(C) economia.
(D) eficiência.
(E) correção.

8. (VUNESP – PREF. DE SÃO PAULO – ANALISTA – 2015)


É um exemplo de avaliação, conforme o conceito de eficiência, a

(A) proporção entre quantidade de ônibus e de carros circulando nas ruas.


(B) quantidade de vagas reservadas para cotas sobre o total de vagas disponíveis.
(C) proporção entre número de médicos e quantidade de leitos hospitalares.
(D) relação entre número de leitos hospitalares e quantidade de remédios utilizados.
(E) relação entre número de professores e número de alunos.

9. (VUNESP – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP – AUDITOR – 2015)


Na mensuração dos resultados da gestão pública, a medida que indica se os resultados do programa
público foram alcançados com o menor nível de recursos possível ou se o nível de recursos utilizados
no programa público alcançou o máximo possível de resultados é denominada

(A) eficácia.
(B) eficiência.
(C) utilidade.
(D) efetividade.
(E) meta.

10. (VUNESP – SEDUC-SP – ANALISTA – 2014)


A avaliação sistemática, contínua e eficaz é uma ferramenta gerencial poderosa, fornecendo aos
formuladores e gestores de políticas públicas condições para aumentar a eficiência e a efetividade
dos

(A) indicativos de auditoria.


(B) materiais e equipamentos propícios.
(C) cargos necessários.
(D) processos estipulados.
(E) recursos aplicados.

11. (VUNESP – DETRAN-SP - AGENTE - 2013)

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Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade são considerados pilares da Nova Gestão Pública.
Quanto ao conceito de efetividade, pode-se dizer que

A) representa a contribuição real em termos de resultados ao alcance da finalidade de uma


intervenção ou do impacto de desenvolvimento esperado.
B) se relaciona exclusivamente com o alcance dos objetivos pactuados, de forma implícita ou explícita,
quanto à qualidade e à extensão do atendimento na prestação dos serviços ou na produção de bens.
C) é um instrumento bastante genérico, que é voltado, exclusivamente, para a qualidade do serviço
prestado.
D) não tem nenhum relacionamento específico com a eficiência e a eficácia.
E) é a capacidade de utilizar os meios e os recursos de maneira racional, representada pela relação
entre o custo e o benefício envolvidos na prestação de serviços ou na produção de bens.

12. (VUNESP – ITESP - ANALISTA - 2013)


Quando se diz que uma organização é avaliada pelos fins alcançados e não pelos meios e recursos
que utiliza, essa avaliação é baseada no/na organizacional

A) produtividade.
B) eficácia.
C) rendimento.
D) eficiência.
E) lucratividade.

13. (VUNESP – S. J. CAMPOS - ANALISTA - 2012)


Podemos argumentar que a ___________ está relacionada ao método com o qual realizamos as
ações pretendidas, a ___________ diz respeito o resultado final da ação (alcançou-se ou não o
objetivo pretendido) e a __________ corresponde ao grau de qualidade do resultado obtido. Assinale
a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

A) eficiência...eficácia...efetividade.
B) eficiência...efetividade...eficácia.
C) eficácia...eficiência...efetividade.
D) eficácia...efetividade...eficiência.
E) efetividade...eficácia...eficiência.

14. (VUNESP - SEE-SP - EXECUTIVO - 2011)


Leia os itens a seguir, relacionados aos conceitos de eficiência, eficácia e efetividade, pilares da Nova
Gestão Pública.

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I. Eficiência é a capacidade de utilizar os meios e os recursos de maneira racional, representada,


principalmente, pela relação entre o custo e o benefício, de todos os fatores envolvidos na prestação
de serviços ou na produção de bens.
II. Eficácia relaciona-se com o alcance dos objetivos pactuados, de forma implícita ou explicita, quanto
à qualidade e à extensão do atendimento na prestação dos serviços ou na produção de bens.
III. Efetividade é a real contribuição em termos de resultados ao alcance da finalidade de uma
intervenção ou do impacto de desenvolvimento esperado.
IV. A efetividade não apresenta relação, de alguma natureza, com a eficiência e a eficácia.
Estão corretas apenas as afirmativas

A) I e II.
B) I, II e III.
C) I, II e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.

15. (VUNESP – CEETEPS - ANALISTA - 2009)


À medida que o administrador se preocupa em fazer corretamente as coisas, ele está se voltando
para a:

A) eficiência.
B) especialização.
C) efetividade.
D) estratégia.
E) eficácia.

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GABARITO

7. D 14. B
1. E
8. E 15. A
2. E
9. B
3. A
10. E
4. C
11. A
5. E
12. B
6. D
13. A

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