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THIAGO Borderline - 1

O artigo revisa o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e suas abordagens terapêuticas, destacando a eficácia de métodos como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) e o Bom Manejo Clínico (GPM). Apesar da alta demanda por profissionais capacitados, o GPM se apresenta como uma alternativa acessível e eficaz para o tratamento do TPB, integrando elementos de psicoterapia e gerenciamento de casos. O documento também discute a importância da comunicação diagnóstica e da psicoeducação no manejo do transtorno.

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Marcela Mendes
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THIAGO Borderline - 1

O artigo revisa o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e suas abordagens terapêuticas, destacando a eficácia de métodos como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) e o Bom Manejo Clínico (GPM). Apesar da alta demanda por profissionais capacitados, o GPM se apresenta como uma alternativa acessível e eficaz para o tratamento do TPB, integrando elementos de psicoterapia e gerenciamento de casos. O documento também discute a importância da comunicação diagnóstica e da psicoeducação no manejo do transtorno.

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ARTIGO DE REVISÃO

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE:


ABORDAGENS TERAPÊUTICAS E MANEJO CLÍNICO

Borderline personality disorder: therapeutic approaches and clinical management


Julia da Silva Pinheiro1; Carolina André Castro Godoi2; Júlia Helena Estrella3;
ISSN: 2178-7514 Emanuely Fortunato Pereira Alves4; Ana Carolina Almeida Mauadié5; Manoela dos Santos Campos6;
Gabriela Carlot Pilonetto7; Isadora Pinheiro Falcão8; Daila Huwe Wergutz9;
Vol. 16| Nº. 2| Ano 2024 Mariana de Araújo Sá10; Letícia Vitória Velasco Galdino11; Dionei Alchaar Costa 12;
Ana Lívia Felipe Domiciano Centeno 13; Mariana Gabriela Silveira de Siqueira 14

RESUMO
Durante muitos anos, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) foi considerado como uma condição de saúde
mental difícil de tratar. No entanto, nos últimos anos, diversos métodos terapêuticos, como a Terapia Comportamental
Dialética (DBT), o Tratamento Baseado na Mentalização (MBT) e a Psicoterapia Focada na Transferência (TFP),
mostraram o contrário. O desafio atual é a disponibilidade limitada dessas terapias. Diante dessa alta procura por
profissionais capacitados, surgiram abordagens generalistas como o Bom Manejo Clínico (GPM). Este artigo explora
a estrutura e os princípios do GPM, que guiam os clínicos gerais no planejamento de tratamentos médicos para o
transtorno, no manejo de casos e em intervenções terapêuticas de apoio. Também exemplificamos a abordagem com
um caso específico e examinamos os desenvolvimentos mais recentes, como a integração do GPM com a DBT e o
GPM voltado para adolescentes (GPM-A).
Palavras-chave: Psiquiatria,Tratamento,Transtornos,Borderline

ABSTRACT
For many years, Borderline Personality Disorder (BPD) was considered a difficult mental health condition to treat.
However, in recent years, several therapeutic methods, such as Dialectical Behavior Therapy (DBT), Mentalization-
Based Treatment (MBT) and Transference-Focused Psychotherapy (TFP), have shown otherwise. The current
challenge is the limited availability of these therapies. Given this high demand for trained professionals, generalist
approaches such as Good Clinical Management (GPM) emerged. This article explores the structure and principles of
the GPM, which guide general practitioners in planning medical treatments for the disorder, case management, and
supportive therapeutic interventions. We also exemplify the approach with a specific case and examine more recent
developments, such as the integration of GPM with DBT and GPM aimed at adolescents (GPM-A).
Keywords: Psychiatry,Treatment,Disorders,Bordelline

1 Uninove vergueiro
2 Zarns Itumbiara
3 Universidade Nove de Julho
4 FAMP- Faculdade Morgana Potrich
5 Instituição é Zarns Medicina Ftc
6 Zarns Medicina Ftc
7 FAMP- Faculdade Morgana Potrich
8 Faculdade Zarns
9 Universidad Maria Auxiliadora
10 Universidade Ceuma (Uniceuma)
11 CEUMA - campus Imperatriz
12 Universidade CEUMA- Imperatriz MA
13 Universidade Nove de Julho - Campus Vergueiro - SP
14 Universidade Federal de Rondonópolis

Autor de correspondência
Julia da Silva Pinheiro
[email protected]

DOI: 10.36692/V16N2-35R
Transtorno de personalidade borderline: abordagens terapêuticas e manejo clínico

INTRODUÇÃO A boa notícia é que algumas abordagens


generalistas de manejo clínico para o TPB,
As terapias psicológicas padronizadas tanto para adolescentes quanto para adultos,
e com comprovação empírica trouxeram apresentaram resultados empíricos comparáveis
uma grande mudança nas percepções sobre o aos tratamentos “padrão-ouro” nos principais
Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), desfechos avaliados. Deste modo, podem ser
que costumava ser visto como um problema de consideradas variantes genéricas e eficazes de
saúde mental sem solução. O TPB, além de ser tratamento . Reduzidos aos elementos
[11, 12, 13]

bastante comum, está ligado a sérias complicações essenciais básicos de um tratamento efetivo para
de saúde, mortalidade e altos custos para a o TPB, esses tratamentos generalistas podem ser
sociedade.[1–4]. aplicados de forma mais ampla, tornando o bom
Esses tratamentos intensivos baseados cuidado para o TPB mais acessível e sustentável
em evidências para o TPB, mais notavelmente a para os sistemas de saúde em todo o mundo.
Terapia Comportamental Dialética - Dialectical A fundamentação prática para o
Behavior Therapy (DBT) [5]
, o Tratamento tratamento clínico generalista do TPB foi
Baseado na Mentalização - Mentalization- estabelecida através da divulgação dos principais
Based Treatment (MBT) [6]
e a Psicoterapia estudos de psicoterapia ambulatorial para
Focada na Transferência - Transference Focused TPB, que compararam a DBT e o MBT com
Psychotherapy (TFP) [7]
produzem efeitos tratamentos menos intensivos, porém bem
comparáveis entre si [8]. Esses tratamentos para o embasados para o TPB.[11, 13].
TPB empregam perspectivas distintas na teoria, Com base no guia clínico essencial de
na prática e no treinamento para enfatizar sua John Gunderson [14]
, o Manejo Clínico Geral
validade e confiabilidade. Entretanto, não há até (também conhecido como Bom Manejo Clínico
o momento provas de que essas características ou Good Psychiatric Management (GPM) [15]
específicas e distintivas proporcionem vantagens levou a reduções semelhantes em comportamento
de um tratamento sobre o outro. suicida, autolesão, sintomas do TPB e depressão,
Além disso, existe uma disparidade quando comparado com a DBT, sem diferenças
significativa entre a pequena disponibilidade de na melhora de funcionamento social e qualidade
clínicos treinados e a grande demanda criada pela de vida [13].
alta prevalência de pacientes com essa condição Esses resultados foram mantidos por
[9]. A estrutura multidisciplinar, intensiva, 24 meses após o tratamento [16]. Similarmente,
rigorosa e muitas vezes longa desses tratamentos enquanto as melhoras com MBT ocorreram a
torna impossível a ampla implementação fora de uma taxa mais rápida do que o seu comparador
sistemas de saúde com muitos recursos .
[9, 10]
generalista, o Manejo Clínico Estruturado

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Transtorno de personalidade borderline: abordagens terapêuticas e manejo clínico

- Structured Clinical Management (SCM), psicoterápicas e princípios de tratamento. Durante


o MBT teve resultados comparáveis ao SCM. Uma esse processo, o clínico e o paciente trabalham
metanálise recente confirmou a eficácia semelhante de forma colaborativa para definir e alcançar
tanto em tratamentos protocolados especializados objetivos realistas que são escolhidos de forma
como generalistas para TPB em adultos [17]. flexível, com base nas preferências do paciente, ao
Esta revisão apresentará o GPM como um mesmo tempo que se mantém o foco em alavancar
protótipo de uma abordagem manualizada, mas o funcionamento vocacional e social do paciente
flexível, que integra elementos-chave efetivos de [19]
.
tratamentos específicos para o TPB, organizados Apesar do GPM ser orientado de forma
de uma forma prática para serem implementados psicoterapêutica e utilizar estratégias cognitivo-
nos ambientes terapêuticos habituais em que os comportamentais, por exemplo lição de casa e
clínicos veem e atendem a maioria dos pacientes. contingências, e psicodinâmicas, por exemplo
Serão descritos os ingredientes básicos do GPM, monitoramento da contratransferência e
isto é, comunicação diagnóstica, psicoeducação, interpretação da agressividade, a sua abordagem
estabelecimento de metas, manejo de segurança, primária não é a psicoterapia com ambição
psicofarmacologia conservadora e tratamento de de mudança psicológica profunda [20]. E sim o
comorbidades. gerenciamento de caso “bom o suficiente” para
melhorar o funcionamento vocacional e social.
Visão geral do Manejo Clínico Geral O clínico orientado pelo GPM deve ter
O GPM é um tratamento generalista para em mente seus princípios e fundamentos básicos
pacientes com TPB que incorpora três elementos [Tabela 1] que orientam a postura terapêutica
essenciais: a medicalização do transtorno, o do profissional, o funcionamento da relação
gerenciamento ou administração de caso e terapêutica, a estrutura de tratamento essencial
a psicoterapia de suporte [18]. Há um quarto e as responsabilidades esperadas do paciente em
componente que é a coordenação estratégica de relação a si mesmo e ao tratamento.
tratamentos complementares, quando úteis, (p. ex., Normalmente o GPM é oferecido
psicofarmacologia direcionada a sintomas, manejo semanalmente, mas isso não é obrigatório. A
de comorbidades e intervenções de família e de frequência, duração e continuação do tratamento
grupo). dependem de sua utilidade, ou seja, se houver
No GPM, os aspectos médicos do melhora clínica. O fundamento lógico para essa
TPB, por exemplo a psicoeducação, são abordagem é evitar tratamentos que reforcem
confortavelmente comunicados inicialmente no a dependência excessiva. Além de ineficazes,
tratamento. À medida que o tratamento progride, intervenções desse tipo podem ser até prejudiciais,
o clínico concentra-se na vida fora do tratamento já que a evolução natural do TPB, mesmo sem
e maneja a psicopatologia e o funcionamento tratamento intensivo e específico, é de remissão
do paciente com uma pluralidade de técnicas sintomática [21].

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Transtorno de personalidade borderline: abordagens terapêuticas e manejo clínico

Uma vez que o GPM é uma intervenção . Estratégias para o ensino de GPM em programas
25]

menos intensiva e que exige menos recursos, de residência também foram descritas [26, 27].
embora ainda eficaz, uma estratégia razoável
é que esse tratamento possa ser a abordagem Comunicação diagnóstica
primária para o TPB, reservando os tratamentos É muito comum pacientes com TPB
mais intensivos, especializados e baseados em procurarem tratamento para problemas
evidência concomitantes, como autolesão, uso de
(TBE) para aqueles que não responderem substâncias ou diagnósticos equivocados, como
ao GPM . A integração com DBT, MBT e
[10]
Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) e Depressão
TFP e sua implementação em uma vasta gama de Refratária. Em casos mais sutis, o diagnóstico de
configurações clínicas, por exemplo internações TPB só se torna evidente ao longo do tratamento,
psiquiátricas, departamentos de emergência, por exemplo reações negativas à disponibilidade
serviços de interconsulta, ambulatórios e serviços entre sessões, explosões de raiva, desconfiança e
de saúde mental universitários, foram detalhadas em
uso indevido dos medicamentos.
publicações de um guia prático [22] e em periódicos
Devido ao estigma dos profissionais de
científicos [23, 24].
saúde e dos pacientes relacionados ao TPB [28, 29],
O treinamento do GPM é atualmente
muitos clínicos evitam comunicar o diagnóstico
oferecido em um workshop de um dia. O seu
por muitas crenças equivocadas, por exemplo
manual e as demonstrações em vídeo estão
o paciente será discriminado ou se sentirá
atualmente disponíveis em inglês e em português [15,

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Transtorno de personalidade borderline: abordagens terapêuticas e manejo clínico

ofendido; transmitirá desesperança; transtornos Quando se sentem rejeitados, hostilizados ou


do antigo eixo I do DSM-IV explicam melhor abandonados, os pacientes borderline tendem
a psicopatologia, ou devem ser tratados a desvalorizar o outro e apresentam raiva e
primeiramente; TPB é intratável e não melhora comportamento autolesivo e suicida. Enquanto
ao longo do tempo [30]. estão nesse estado, eles podem ser “resgatados”
O GPM advoga fortemente a pelos outros, retornando à posição de conexão.
comunicação diagnóstica precoce, uma vez que, Por outro lado, se os outros se afastam, eles
de forma geral, diminui a sensação de isolamento, sentem- se sozinhos, dissociados, paranoicos
promove a aliança no tratamento, reassegura ao e até ficam mais impulsivos. Caso continuarem
paciente a competência dos clínicos, diminui a sem obter a resposta de apoio dos outros, como
crítica parental, aumentando a colaboração da do clínico, eles avançam para um estado suicida
família, e ancora as expectativas sobre a evolução e de desespero ainda maior, em que a contenção
dos tratamentos e do papel das medicações. física e os ambientes estruturados podem tornar-
Além disso, focar apenas nos “transtornos se necessários, por exemplo hospital, tratamento
do eixo I” pode aumentar o risco de polifarmácia residencial e unidades ambulatoriais intensivas.
iatrogênica [30, 31] e as comorbidades, depressão e Esse modelo ajuda o clínico a antecipar
ansiedade, por exemplo, remitem mais lentamente mudanças na psicopatologia em resposta ao
ou até têm menor probabilidade de remitir suporte social. O clínico orientado pelo GPM
quando o TPB não é abordado [32]. sonda ativamente eventos interpessoais adversos
Uma das estratégias mais diretas de ao notar essas mudanças sintomáticas (veja
comunicar o diagnóstico de TPB é ler com o abaixo).
paciente os critérios do Manual Diagnóstico e
Estatístico de Transtornos Mentais, 5a edição Psicoeducação
(DSM-5), item por item, perguntando ao A psicoeducação é em si mesma uma
paciente se cada sintoma está de acordo com forma eficaz de tratamento e está associada a
a sua experiência. Os pacientes geralmente se uma melhora significativa da sintomatologia
sentem aliviados por entender que outras pessoas borderline [33, 34]. Pacientes e famílias aprendem
se sentem da mesma maneira e que uma condição que o TPB é altamente hereditário [35] e tem uma
médica explica os seus sintomas. chance boa de remissão sintomática, apesar
Quando os pacientes se sentem do prognóstico funcional ser menos otimista
conectados e são amparados e acolhidos por . Os pacientes aprendem também o modelo
[21]

uma pessoa significativa, o self idealizador, interpessoal descrito acima. Sugestões de livros,
dependente, ansioso e colaborativo é visível. diretrizes e recursos on-line são oferecidos para os

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Transtorno de personalidade borderline: abordagens terapêuticas e manejo clínico

pacientes e para a família, como o Guia de Família suicida, o que pode fazer com que os clínicos
[36], disponível em seis línguas, incluindo inglês, ajam ao invés de “pensar antes” e refletir. Por
espanhol e português, no site HYPERLINK exemplo, hospitalizar os pacientes por reflexo
“https://www.borderlinepersonalitydisorder. devido às ameaças suicidas pode reforçar tais
org/” HYPERLINK “https:// comportamentos como uma forma disfuncional
w w w. b o r d e r l i n e p e r s o n a l i t y d i s o r d e r . de pedir ajuda ou de escapar de problemas do
org/”da HYPERLINK “https:// mundo real, encorajando ganhos secundários.
w w w. b o r d e r l i n e p e r s o n a l i t y d i s o r d e r . Durante esse processo de exploração ativa, é
org/” HYPERLINK “https:// também de suma importância o uso de técnicas
w w w. b o r d e r l i n e p e r s o n a l i t y d i s o r d e r . de apoio e empatia, como em qualquer outro
org/”Aliança HYPERLINK “https:// tratamento para TPB [38].
w w w. b o r d e r l i n e p e r s o n a l i t y d i s o r d e r . Não são apenas estressores interpessoais
org/” HYPERLINK “https:// que afligem os pacientes, mas também o
w w w. b o r d e r l i n e p e r s o n a l i t y d i s o r d e r . contrário, isto é, os sintomas dos pacientes
org/”Educacional HYPERLINK “https:// borderline prejudicam as interações interpessoais
w w w. b o r d e r l i n e p e r s o n a l i t y d i s o r d e r . [39, 40, 41]. A conectividade interpessoal
org/” HYPERLINK “https:// promovida pelo clínico acalma os pacientes e
w w w. b o r d e r l i n e p e r s o n a l i t y d i s o r d e r . abre caminho para a formação de uma incipiente
org/”Nacional HYPERLINK “https://www. aliança terapêutica. Durante o comportamento
borderlinepersonalitydisorder.org/” para o TPB. impulsivo e as tempestades emocionais, isso
pode ser desafiador. Ainda assim, em vez de ser
Ativo, suportivo e ponderado, não reativo, levar para o lado pessoal ou se afastar,
reativo os clínicos devem, de forma ponderada e curiosa,
Os clínicos que são neutros ou passivos “inclinar- se” [42] e ajudá-los a metabolizar suas
podem acidentalmente desencadear o medo do experiências, mantendo o pressuposto de que
abandono, entre outras emoções negativas. Isso os processos de hipersensibilidade interpessoal
pode explicar por que as técnicas psicanalíticas estão em jogo.
tradicionais se mostraram ineficazes . A
[37]

atividade do clínico em responder ao que os Relação terapêutica: profissional e


pacientes dizem ou fazem, questionando o que real
aconteceu e mostrando interesse, é crucial. Isso O clínico também está sujeito às dinâmicas
não significa ser reativo. Os pacientes podem se interpessoais características da psicopatologia do
comportar impulsivamente ou revelar ideação TPB. Além do papel do clínico de trabalhar de

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acordo com diretrizes próprias de um setting assim, as suas necessidades básicas, como tarefas
terapêutico e de intervir com base em treinamento do dia a dia, educação acadêmica e questões de
e conhecimento, tratar pacientes com TPB elicia saúde e de trabalho devem ser priorizadas por
reações emocionais intensas nos terapeutas. causa de suas vulnerabilidades interpessoais [26].
Essas experiências podem ser uma fonte valiosa “Trabalhar primeiro”, depois vida amorosa.
de informações sobre processos interpessoais
que são um elemento-chave do funcionamento Manejo de comportamento suicida e
da personalidade de acordo com os modernos de autolesão
manuais diagnósticos [43, 44]. Revelações cuidadosas O comportamento suicida e de autolesão
sobre os seus sentimentos são uma fonte de é fonte de preocupação para todos os envolvidos
validação e podem servir para mostrar o efeito no cuidado dos pacientes com TPB. No GPM, o
que o comportamento do paciente tem em você comportamento suicida pode ser entendido como
(teste de realidade). Mostrar seus erros modela uma reação extrema a estressores interpessoais, e
humildade. Esses fenômenos “reais” podem há uma série de princípios que os clínicos podem
fortalecer a aliança terapêutica e servir como seguir para manejar a segurança, ao mesmo
experiências corretivas [45]. tempo promovendo a autonomia do paciente
e a diminuição de risco legal para o clínico. O
Gerenciamento de caso: foco na vida mais importante é demonstrar preocupação
fora do tratamento com qualquer comunicação de intenção suicida
Como mencionado anteriormente, os enquanto, concomitantemente, avalia-se o risco.
clínicos focam mais na vida do paciente fora do Estimar a periculosidade do comportamento
tratamento (“ter uma vida ativa”). Autolesão e atual, por exemplo diferenciando autolesão sem
controle dos impulsos são importantes, mas são intenção suicida de comportamento suicida,
alvos secundários [42]
. O terapeuta trabalha de e avaliar o risco de suicídio são as principais
forma pragmática e colaborativa na resolução de estratégias.
problemas que dificultam o paciente a atingir seus Dado que a maioria dos pacientes tem
objetivos, enquanto advoga a favor de se dar “um algum nível crônico de ideação suicida, uma forma
passo por vez”, por exemplo trabalho voluntário útil de fazer tais estratificações é o modelo de
antes do remunerado e matricular-se em poucas “risco crônico agudizado”. Esse tipo de avaliação
matérias por vez antes de atividades acadêmicas ajuda a monitorar fatores que aumentam, por
em tempo integral. exemplo depressão, uso de substâncias e perdas
Pacientes com TPB esperam trabalhar interpessoais, ou que diminuem o risco de suicídio,
nas suas dificuldades de relacionamentos. Mesmo por exemplo habilidades de enfrentamento,

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Transtorno de personalidade borderline: abordagens terapêuticas e manejo clínico

novas fontes de suporte e conseguir reconhecer Ao prescrever, desafie pontos de vista


alternativas, além do risco basal do TPB [46]. dicotômicos, por exemplo a medicação funciona
Outros componentes do manejo de risco ou não. Em vez disso, estabeleça métricas concretas
são o esclarecimento dos fatores precipitantes, relacionadas aos objetivos do tratamento.
o envolvimento do paciente no manejo de sua Recomendamos iniciar qualquer medicamento
segurança, a comunicação transparente sobre os com uma dose baixa (subterapêutica). Da
limites do clínico, o uso de consultoria com colegas mesma forma, titule mais gradualmente do que
e a escolha sábia do setting clínico apropriado para o normal. Antidepressivos [49, 51], estabilizadores
o cuidado, por exemplo ambulatório, enfermaria de humor [49, 52]
ou antipsicóticos [53, 54]
podem
ou tratamento residencial. As internações são ser úteis em diferentes sintomas. É imperativo
vistas como o último recurso, e os clínicos devem evitar a polifarmácia. Aconselhamos que os
ponderar sobre seus riscos e benefícios [47]. medicamentos sejam descontinuados após um
determinado período, a menos que proporcionem
Farmacoterapia benefício claro.
Dois princípios definem a abordagem
farmacológica no GPM. Primeiro, menos é mais Tratamento em Equipe
. Em segundo lugar, a relação com o prescritor
[49]
Os tratamentos em equipe podem
é mais importante do que a medicação prescrita melhorar o tratamento e reduzir o burnout
. Algumas ferramentas, tais como a aliança
[50]
do clínico. A estrutura mais comum inclui um
terapêutica, a psicoeducação [33] e a monitorização
profissional médico (psiquiatra, médico da
do progresso do paciente, podem excluir a
atenção primária ou de outra especialidade) e um
necessidade de medicação.
psicoterapeuta. O médico também pode oferecer
O estado atual do paciente orienta a
orientação familiar. Modalidades adicionais, por
tomada de decisão. Para pacientes com sofrimento
exemplo grupo, apoio didático, podem melhorar
agudo, mas leve, não prescreva; eles devem
ainda mais a eficácia do tratamento. O uso de
aprender a usar habilidades de enfrentamento
qualquer modalidade adicional deve ser decidido
(coping). Se um paciente solicitar medicação,
mas não estiver sofrendo severamente, o ideal pela necessidade e não por reflexo.

é discutir cuidadosamente sobre a necessidade O envolvimento familiar é essencial[56].


do medicamento para evitar prejudicar o senso Normalmente, isso envolve a resolução de
de agenciamento. Para pacientes que estão em problemas, ao invés de terapia. Inclua padrastos
sofrimento muito intenso, os prescritores podem quando possível. Construa uma aliança terapêutica
sugerir medicamentos, embora esperar e observar fornecendo psicoeducação e validação[57].
de forma cautelosa seja razoável. Com irmãos, avalie suas necessidades de apoio

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Transtorno de personalidade borderline: abordagens terapêuticas e manejo clínico

e faça recomendações explícitas. Desafios Camila é uma mulher de 20 anos que vem
comuns podem incluir solicitações para violar a ao seu consultório com os pais. Ela recentemente
confidencialidade, alegações de abuso, pais que recebeu alta de um serviço de emergência três
criticam o tratamento ou não colaboram. dias depois de uma ameaça de suicídio após um
Coordenadores ou outros funcionários término de relacionamento. Essa jovem, com
de ensino superior podem ajudar no tratamento uma aparência ligeiramente “infantil”, conta que
e estão em uma posição vantajosa para apoiar vivencia sintomas depressivos “desde sempre”
o “trabalho” do jovem adulto: aprender. e que tem episódios de autolesão, cortes, que
Acomodações podem ser úteis, se específicas começaram aos 12 anos.
e previsíveis. São comuns desafios como as Você concorda em atendê-la uma vez por
preocupações dos pais sobre o estigma, o semana e agenda uma consulta com seus pais para
gerenciamento das hospitalizações, o retorno às psicoeducação. Você revê os critérios do DSM-5
aulas e o equilíbrio entre os riscos e os benefícios com ela, pedindo exemplos reais que ela tenha
das acomodações acadêmicas [57]. vivido e que ilustrem cada critério diagnóstico.
Os grupos são altamente valiosos Ela instantaneamente gosta de sua abordagem e
[58]. Grupos terapêuticos, inclusive treino de diz que “esses sintomas explicam tudo”. Camila
habilidades, ou extracurriculares, clubes e esportes, diz: “Você tem que dizer aos meus pais que sou
proporcionam socialização, mentalização, borderline”. Você valida seu sentimento de se
formação de identidade, relacionamentos de sentir compreendida, mas fala que vocês vão
apoio, estratégias de autocontrole, habilidades trabalhar juntos para que ela aprenda a lidar com
sociais e busca de objetivos [59– 61]. o TPB. E, caso o tratamento não se mostrar útil,
Desafios comuns podem incluir resistência ou seja, se ela não demonstrar sinais de melhora
à participação devido à hipersensibilidade do autocontrole e, eventualmente, “ter uma vida”,
interpessoal, comportamentos de interferência trabalho ou retorno à faculdade, a continuação
no grupo, contágio de comportamentos ,
[62]
do tratamento será reavaliada. Ela rapidamente
relacionamentos exclusivos, conflitos e faltas concorda e diz: “Eu faço qualquer coisa para sair
repetidas. da casa dos meus pais o mais rápido possível”.
Ao longo das próximas semanas, você
Caso ilustrativo obtém uma ideia melhor do que desencadeia a
Esta vinheta clínica ilustra uma sua hipersensibilidade interpessoal e trabalha
abordagem baseada em GPM para um caso no com ela em como estar mais consciente disto.
qual tratamentos prévios focaram no manejo Mais ainda, você começa a conhecê-la um pouco
medicamentoso de transtornos do humor. melhor e descobre que ela é uma ótima fotógrafa.

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Transtorno de personalidade borderline: abordagens terapêuticas e manejo clínico

Durante os primeiros meses, ela gradualmente Direções Futuras


começa a se sentir melhor e a tolerar a diminuição O GPM é uma abordagem do tipo
do alprazolam e do lítio, o que melhora a sua gerenciamento de caso que tem como
cognição. Ela estava estudando sozinha e de características principais ser flexível, pragmático
forma inconsistente para entrar na faculdade e baseado em princípios psicoterapêuticos. É
durante alguns dias por semana, gastando a destinado ao tratamento do TPB e pode ser
maior parte de seu tempo vendo vídeos on-line. facilmente integrado à prática clínica.
No entanto, estava mais ativa, saindo para correr Diretrizes de como adaptar o GPM
e frequentando aulas de inglês. Você tem que a settings terapêuticos variados, por exemplo
periodicamente lembrá-la sobre as tarefas de casa enfermarias psiquiátricas, pronto-atendimentos,
do tratamento, sendo uma delas realizar um diário para diferentes profissionais, por exemplo clínicos
do humor que lhe ajuda a estar mais envolvida no em atenção primária, psicofarmacologistas, e
seu automonitoramento. na combinação com outros tratamentos, por
Ela concorda em entrar em um cursinho exemplo MBT, DBT, TFP, já estão disponíveis [22].
noturno preparatório para o vestibular, no Um outro exemplo é o livro intitulado
qual faz algumas novas amizades. Camila tem “GPM e DBT: integração e modelo stepped
alguns episódios de beber compulsivo, mas care” (em inglês, GPM and DBT: integration
está estudando de forma consistente para as and stepped care) que também foi recentemente
provas de fim de ano. Vocês trabalham de forma publicado [63]. Trata-se de um guia prático sobre
colaborativa, você lhe dá conselhos sobre os como navegar no modelo stepped care e combinar,
estudos e tenta ajudá-la com o medo de fracasso. ou usar de forma sequencial, componentes de
Camila continua a apresentar episódios de ambos os tratamentos.
maior intensidade emocional, mas, com o seu Além disso, o GPM também foi
reasseguramento, consegue manejá-los cada vez recentemente adaptado para adolescentes
mais sem precisar de intervenções dos outros e (GPM-A) . Com uma ênfase maior no
[64]

sem que esses episódios atrapalhem de forma envolvimento familiar e nas questões do
tão significativa os seus esforços em construir desenvolvimento do adolescente, o GPM-A é
uma vida. As suas demandas diárias, faculdade, uma abordagem generalista promissora que pode
relacionamentos e obrigações, começam a promover o diagnóstico e a intervenção precoce
estruturar suas decisões e sua forma de lidar com e, assim, ajudar os adolescentes atingirem os
o cotidiano e com a solidão. marcos normais do desenvolvimento.
Essas novas adaptações necessitarão
de mais estudos, mas, assim como em outros

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Transtorno de personalidade borderline: abordagens terapêuticas e manejo clínico

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