CANTOS DE
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TIVIDADES DIVERSIFICADAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
abril 19, 2018
Organização e gestão do tempo didático:
Organizar o tempo para favorecer um melhor aproveitamento por parte das crianças é
tarefa importante do professor. Apontaremos, alguns ajustes no planejamento de uma
rotina de trabalho para que atenda às necessidades de aprendizagens das crianças.
→ como garantir momentos nos quais a criança possa escolher onde vai ficar e que tipo
de atividade irá desenvolver?
→ como realizar um atendimento mais individualizado com a possibilidade de acesso a
informações específicas?
A proposta de cantos de atividades diversificadas é uma das modalidades de
organização do tempo didático. Há outras atividades que são permanentes como as
situações de leitura pelo professor, parque, refeições, entre outras. Há também
projetos e sequências que perseguem objetivos mais específicos de aprendizagem.
Os cantos de atividades diversificadas apresentam um momento da rotina, em que as
crianças podem escolher o que vão fazer a partir de um leque de opções oferecidas e
organizadas pelo professor em vários cantos da sala. Elas podem escolher, por
exemplo, entre desenhar, ler um gibi, aprender um novo jogo de tabuleiro, etc.
→ individualmente pelo/a professor/a;
→ em agrupamentos definidos pelo/a professor/a para compartilhar desafios propostos
por ele/a;
→ em situações nas quais possam escolher com quem trabalhar e quais desafios
desejam resolver; - coletivamente em situações de convívio, brincadeira e
sistematização de produções do grupo.
Possibilidades de cantos de atividades diversificadas
Nos cantos as crianças poderão:
Para escolher é preciso que de fato haja opções - inclusive a de ficar sozinhas, se as
crianças assim o desejarem, por isso o/a professor/a deverá garantir a diversidade de
ofertas ou ambientes organizados de forma confortável e convidativa, por temas,
recursos ou tipos de materiais que devem estar sempre acessíveis às crianças.
-Essa modalidade organizativa pode ser usada para trabalhar principalmente os
conteúdos ligados à formação pessoal e social, ao brincar e à linguagem oral e
escrita.
O que as crianças podem aprender:
Com essa modalidade de organização garantimos que as crianças possam vivenciar
diferentes situações de aprendizagem, escolhendo, exercitando a autonomia e
buscando conhecer as próprias necessidades, preferências e desejos ligados à
construção de conhecimento e relacionamento interpessoal. É importante que esse
tipo de organização favoreça o acesso aos mais variados bens
culturais como os proporcionados pela produção literária e comunicação e pela
produção artística. Essa proposta tem função decisiva na formação pessoal e social e
na construção da autonomia da criança, uma vez que prescinde de um controle direto
do/a professor/a. Por outro lado, permite que ele observe mais atentamente os
problemas enfrentados pelas crianças, suas dificuldades, aprendizagens, gostos e
interesses, o que muito o auxiliará em seu replanejamento.
Objetivos didáticos (ou o que o professor espera que as crianças aprendam)
· escolher com autonomia tendo suas decisões respeitadas e apoiadas pelos adultos;
· realizar ações sozinhas ou com pouca ajuda do adulto e de outros parceiros;
· valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e
colaboração e compartilhando suas vivências;
· relacionar-se com os outros, adultos e crianças, demonstrando suas necessidades,
interesses, gostos e preferências.
Conteúdos:
· participação em situações de brincadeiras e jogos nas quais pode escolher parceiros,
e outros recursos;
· participação em situações que envolvam a combinação de algumas regras de
convivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais e do espaço, quando
isso for pertinente;
· valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo;
Para muitos/as professores/as eram confusos os objetivos e conteúdo que a atividade
de cantos diversificados possibilitava em relação ás oportunidades de aprendizagem
para as crianças.
A explicitação dos objetivos didáticos e dos conteúdos ajuda muito na organização do
trabalho. Veja os quadros abaixo:
· valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos.
Sugestões de cantos de atividades diversificadas:
Os cantos trazem atividades diversificadas, oferecendo às crianças oportunidades de
contato com diversas linguagens: simbólica, plástica, lúdica etc. Você vai encontrar
algumas sugestões que podem ser aproveitadas e melhoradas pela sua equipe: jogos
de regras, faz-de-conta, pintura, desenho, construção de brinquedos e muito mais.
Combinar as atividades que serão oferecidas, observar as preferências das crianças,
acolher as ideias que elas trazem são importantes ações que o/a professor/a deve ter
em vista ao trabalhar com essa proposta.
Cantinho da Natureza
Que poderá incluir livros referentes à disciplina; experiências realizadas pelos alunos
como o plantio do feijão; um terrário; um aquário; por exemplo.
Cantinho de Exploração do Mundo
Que poderá incluir materiais como um quebra-cabeças do mapa do município onde
os/as alunos/as residem e outro do Brasil; confeccionados pelo/a professor/a e
pelos/as alunos/as.
Cantinho da Psicomotricidade
Que poderá conter materiais como tênis (placa de madeira) com cadarço para o/a
aluno/a aprender a amarrar, telaios (material montessoriano) com botões, colchete,
velcron ( para as crianças aprenderem a utilizá-los), tabuleiro de areia, materiais e
jogos de encaixe, de "enfiagem", como, por exemplo, ( para enfiar os macarrões ou
contas no barbante para trabalhar a motricidade refinada das crianças).
Canto dos jogos
Por onde começar? É preciso ter alguns tipos de jogos na sala, para que as crianças
possam experimentar esta situação em sua rotina. Esses jogos devem estar
adequados aos interesses e faixa etária da criança.
Na apresentação de jogos novos o/a professor/a pode optar por explicar as regras em
pequenos grupos, ou ao grupo todo, na sala de aula.
Apresentação em pequenos grupos
Neste caso, é possível contar com a ajuda de algum adulto da escola, ou irmão/ã mais
velho/a de alguma criança, que conheça o jogo e possa ser convidado a ensinar ao
grupo.
Assim sendo, um dos cantos de atividade estaria sendo coordenado por alguém de
fora da sala, enquanto o/a professor/a ficaria com as crianças que estão realizando
outras atividades.
O/a professor/a pode também oferecer, no momento de pátio ou parque, a opção de
se ter uma mesa na qual ele vai ensinar quem quiser. É uma forma de poder
acompanhar as crianças num momento mais descontraído.
Apresentação na roda
A opção de socializar o jogo na roda é uma estratégia interessante para que o grupo
possa conhecer um jogo novo e compartilhar dúvidas e questões com os colegas.
Esta situação deve ser planejada pelo/a professor/a que pode escolher diversos
caminhos de apresentação do jogo. Uma forma possível é explicar as regras do jogo,
iniciando pelo "objetivo", procurando esclarecer como se pode atingi-lo.
Outra forma interessante é partir do conhecimento que as crianças já tem de alguns
jogos, perguntando ao grupo como imaginam que podem jogar, partindo da
observação do material que compõe o jogo. Neste caso, pode ser que aconteça de o
grupo até criar outra regra; dessa forma podem entender que elas são criadas, de
fato, e dependente uma combinação prévia que organize e oriente a partida.
Outra forma possível é jogar uma partida com um convidado que conheça o jogo e
pedir que as crianças observem a jogada na roda; a partir daí, são convidadas a jogar
usando as regras que os jogadores em questão utilizaram para jogar.
Depois da apresentação
Feita a apresentação dos jogos novos da sala, as crianças precisam de tempo para
poder desfrutar de diversas partidas. A criança só se apropria de uma regra de jogo
quando tem a possibilidade de jogar. É desta ação que surgirá a reflexão sobre o jogo,
ou seja, é da ação contínua que ela começa a criar estratégias para jogar cada vez
melhor. E quando isto acontece, quando se torna boa jogadora, também é
interessante que o/a professor/a perceba este movimento e a convide para socializar
suas descobertas numa roda com os colegas da sala, explicitando seus
conhecimentos.
Portanto, a roda do jogo não deve se restringir somente a uma conversa inicial; pode
haver outras situações que permitem às crianças avançarem em seus conhecimentos
a respeito do jogo.
Sugestões de Jogos:
Percurso, Trilha, Dama, Pega-vareta, Memória, Bingo, Dominó, Jogo da Velha, Futebol
de mesa, Futebol de botão, 5 Marias, Quebra-cabeça, Mosaico mágico, Pino
Mágico/Ligue-ligue, Já achei (lince), Mico, Monta-tudo / Lego, Pequeno Engenheiro
/Toquinhos ou blocos de madeira, Bolinha de Gude.
Canto do faz-de-conta
É importante lembrar que não só o faz-de-conta, mas toda brincadeira, embora seja
atividade livre e espontânea da criança, não é natural: ninguém nasce sabendo
brincar, aprende-se a partir do contato com a cultura. Por isso é tão importante
considerar a brincadeira como algo que merece atenção, planejamento e
acompanhamento por parte do/a professor/a. Vale a pena saber mais sobre como
introduzir, selecionar e organizar materiais e como intervir.
Como introduzir a brincadeira
Para introduzir o faz de conta, o/a professor/a precisa levantar os temas de interesse
das crianças. Ao observar com cuidado o jogo de faz-de-conta, veremos que a criança
está sempre organizando sua própria brincadeira. Isto não é à toa. Em geral, ela
organiza sua brincadeira o mais parecido possível com o ambiente que se origina, o
que lhe serve de modelo de referência. Por exemplo, quando monta um consultório de
médico, o faz parecido àquele que conhece na vida real, muitas vezes o do posto de
saúde, por exemplo. A forma de organizar sempre se remete à cultura de origem da
criança, aquela que está empenhada em conhecer melhor. Por meio da brincadeira,
ela procura entender como se dão as relações no mundo em que vive tanto na esfera
da vida pública quanto privada, criando mundos e fazendo de conta que eles existem.
Considerar essas observações ajuda na criação dos cantos de faz-de-conta.
Como selecionar materiais
Os materiais na brincadeira sejam eles brinquedos ou objetos, exercem um papel
importante para o desenrolar das interações e trama lúdica, por isso é interessante
que o/a professor/a possa ajudar a conseguir materiais, sejam sucatas ou brinquedos
que enriqueçam o jogo da criança. E também ajude a organizar materiais que possam
contribuir para o enriquecimento do desenvolvimento de papéis no jogo.
Sendo assim, sugerimos a montagem de kits de jogo simbólico. Ao invés
do tradicional monte de brinquedos misturados e entulhados, sugerimos
separar caixas por temas de interesse (fazendinha, médico, oficina, casinha, etc) a fim
de que seja mais fácil montar os cantos de jogo que se escolhe diariamente para
brincar. Quanto mais diverso for o material, também mais possibilidade oferece para
o desenrolar da brincadeira e o aprofundamento dos papéis e interações entre os
participantes, e, por conseguinte gera maior interesse e tempo de concentração das
crianças nesta atividade.
Como organizar materiais
Vimos, então, que a seleção de materiais é a primeira ação do/a professor/a para
viabilizar os
cantos. Outra importante tarefa é a organização dos mesmos, a forma como serão
dispostos objetos e brinquedos para que a brincadeira aconteça da forma mais rica
possível.
É preciso preparar a sala para receber as crianças, colocando à disposição delas
cantos capazes de sugerir uma determinada brincadeira. Ao fazer isso, o/a educador/a
organiza também configurações culturais e não apenas físicas, para que a criança
possa se aprofundar nos papéis que escolhe. Assim sendo, é importante construir
ambientes ricos em significados e representações culturais.
▪ Casinha/Cabana, Escritório, Cabeleireiro, Feira/Supermercado, Médico, Farmácia,
Sorveteria / Doceria, Desfile/Fantasia, Oficinas de Consertos em geral,
Restaurante/Disk Pizza, Carrinho, Mecânico, Boneca, Animais (fundo mar, selva,
dinossauros), Fantoche/teatro, Marcenaria (ferramentas de plástico), Príncipes e
Princesas, Astronauta, Super Heróis, etc.
Contudo, o espaço da brincadeira não deve estar definitivamente pronto para que a
criança possa interferir nele. Ao propor um jogo de papéis, mesmo aqueles de
situações mais conhecidas como mercado, escritório, casinha, hospital etc., deve-se
considerar e acolher as mudanças que as crianças venham a realizar. É importante
não deixar nenhum espaço fixo ou que dificulte a transformação.
Outras formas de agir do/a professor/a
É fundamental proporcionar às crianças, sempre, novos desafios. Às vezes pequenas
interferências no jogo, na disposição do material e em sua organização, permitem
uma nova forma de olhar para a mesma brincadeira. Assim, a tradicional brincadeira
de casinha, por exemplo, ganha nova dimensão à medida que é enriquecida com
novos elementos trazidos pelas crianças.
Outra ação é a observação cuidadosa do/a professor/a, um olhar interessado em
saber o que as crianças gostam de brincar para ajudar a construir as novas
possibilidades de jogo simbólico que vão aparecendo em um grupo. Assim, por
exemplo, ao observar que as crianças brincam de carreta, transportando a geladeira e
o fogãozinho da casinha em um caminhão improvisado em um banco, o/a professor/a
pode incrementar este jogo, oferecer novos materiais ou mesmo perguntar o que
poderia contribuir para este jogo. Numa destas conversas, é possível descobrir novas
possibilidades para o jogo: barbantes para enrolar mercadorias, plástico bolha para
protegê-las, caixas de diferentes tamanhos para separar e organizar os objetos da
mudança e assim por diante. Quando as crianças percebem que o/a professor/a é um
aliado que pode contribuir, também se sentem mais à vontade para criar e sugerir
novas possibilidades de brincadeira.
Caberá ao adulto, apenas, segundo Gilles Brougére, "construir um ambiente que
estimule a brincadeira em função dos resultados desejados. Não se tem certeza de
que a criança vá agir, com esse material, como desejaríamos, mas aumentamos,
assim, as chances de que ela o faça; num universo sem certezas, só podemos
trabalhar com probabilidades. Portanto, é importante analisar seus objetivos e tentar,
por isso, propor materiais que otimizem as chances de preencher tais objetivos".
Quando é o melhor momento para intervir
A intervenção, nunca é feita enquanto as crianças brincam, mas sim em momentos
anteriores ou posteriores ao faz-de-conta que é, por definição, livre.
O adulto pode alimentar essa brincadeira na medida em que cuida da:
→ organização de um ambiente seguro e acolhedor que sirva de referência para a
criança;
→ disposição dos móveis, facilitando interações entre as crianças e criando um
ambiente convidativo para a brincadeira;
→ disponibilidade de material adequado, interessante e em quantidade suficiente,
aproveitando, por exemplo, objetos convencionais como telefone, teclado de
computador e outros que assumem função importante na cena lúdica;
→ diversificação dos papéis tradicionais do faz-de-conta, inserindo novos elementos na
trama simbólica.
Comprometido dessa forma com os reais interesses e necessidades das crianças
diante da brincadeira, o adulto estará, na verdade, ajudando-as a inventar um mundo
possível nos quais as crianças possam viver, aprender e relacionar-se com seus
parceiros.
Como avaliar a qualidade da brincadeira
O faz-de-conta ou o jogo de papéis pode revelar-se altamente significativo para a
criança ou muito empobrecido. Para avaliar a qualidade da brincadeira, é preciso
observar atentamente alguns critérios, segundo os quais a criança possa:
→ sair do espaço cotidiano para projetar-se em outro espaço, envolvendo-se na situação
imaginária criada, seja ela derivada do campo real ou ficcional (ser capaz de realizar
uma metacomunicação);
→ ampliar a possibilidade de compreensão dos diferentes papéis que desempenha;
→ ter no brinquedo um suporte de representações, onde encontre um universo de
sentidos e não somente de ações;
→ ser capaz de simbolizar: criar diferentes significados para um mesmo objeto ou
situação;
→ lidar com conhecimentos e manifestar competências que vão além de seu nível de
desenvolvimento real;
ü elaborar conhecimentos advindos do exercício ativo de papéis sociais; - construir
regras com outros jogadores para organizar as brincadeiras;
ü divertir-se em suas interações lúdicas e nos enredos que criam para suas brincadeiras;
ü aprender a incluir nas brincadeiras materiais elaborados por ela mesma,
reaproveitando materiais do meio: criando cenários e buscando acessórios para
incrementar suas brincadeiras, etc.;
Experimentar novas possibilidades de ação, diversificando a escolha de papéis.
Sugestões de materiais
Estas são apenas sugestões de como montar jogos simbólicos com recursos que
podem ser adquiridos por meio de doações. É interessante que o/a professor/a faça
juntamente com as crianças uma lista do que julgam interessante para os cantos de
jogo simbólico. Feita a lista, podem escrever uma carta aos pais e comunidade
(médicos, cabeleireiros, feirantes...) pedindo ajuda para montagem dos kits, com
materiais doados para incrementar o jogo. Para organizar a chegada dos materiais
vale separar caixas de papelão ou caixotes de madeira para guardá-los de forma a
facilitar a montagem dos cantos.
Podemos ainda, organizá-los pelas categorias: sorveteria, supermercado, médico, kits
de animais , oficinas de consertos de brinquedos, computadores, mecânica.
Aproveite algumas dicas, a seguir.
-Casinha
Fogão e panelinhas, livro de receita, frutas de brinquedos, embalagens vazias (leite,
danone, sabão em pó, caixa de ovo), bonecas e mamadeiras, caminhas, roupinhas de
bonecas, panos, panelas velhas (pequenas), bule e xícaras, copos e pratos de
plástico, liquidificador, escorredor de macarrão e de arroz, ferro de passar roupa,
colheres e outros utensílios de pau ou alumínio, chuveiro velho, telefone, agenda e
bloco de recados, lista telefônica, caneta, etc.
-Escritório
Máquina de escrever, teclado, monitor e mouse, lista telefônica, telefone, bloco para
anotações, agendas (novas e usadas), caneta/porta canetas, máquinas de calcular,
calendário, carimbos, furador de papel, maleta tipo pasta executivo, gravatas,
manuais, tabelas de preço de produtos.
-Oficina de Consertos
Máquinas sem uso (computador, relógio, telefone, video cassete, máquina fotográfica,
impressora), ferramentas de plástico, ferramentas de verdade que não ofereçam
perigo como chave defenda, pano e pincel para limpeza.
-Médico
Embalagens de remédios vazias e bem lavadas, de mercúrio cromo e esparadrapo
vazias, de chá (camomila, erva doce ,boldo...), pano para compressa, caixas de
remédios com bulas, avental branco, sapato branco (usado), máscaras, toucas e luvas
cirúrgicas, estetoscópio velho, bolsa d'água, máscara de inalação, ataduras, blocos de
papel c/ propaganda médica, maleta de primeiros socorros, chapas de raio x, tecidos
ou lençóis brancos, colchões empilhados para servir de maca. Obs.: É importante
incluir blocos e notas para marcar consultas.
-Salão de beleza
Maquiagens, embalagens vazias de shampo e condicionador, pentes, escovas, bobes,
grampos, presilhas, rabicós, tiaras, touca de banho, espelho, toalhas, avental,
perucas, secador de cabelo (que não esteja mais funcionando ou de brinquedo),
embalagens de creme de barbear e pincel de barba, resto de prestobarba (sem
gilete), mangueira, chuveirinho, borrifador, vidro de esmalte vazio, revistas com
modelos de cortes, lista de serviços e preços, telefone e agenda, caderno de
anotações e canetas.
-Feira
Caixotes de leite, carrinho de feira, sacolas, bacias, balança (pode ser feita com
sucata), calculadora, pincel atômico ou canetinha para marcar preços, jornais,
avental, lenço, boné, flores e folhas secas, frutas e legumes de plástico ou papel
machê, roupas, objetos, brinquedos, dinheiro de faz de conta, carteiras, barbante e
pregadores para prender preços dos produtos.
Obs: as mercadorias listadas poderão ser aproveitadas de sucatas, embalagens, de
brinquedos, ou então confeccionadas com papel machê.
Uma boa opção de montagem de barraca é virar uma mesa, colocá-la sobre uma
outra, utilizar os pés para esticar um barbante, e prender os preços dos produtos que
ficam logo abaixo, em bacias.
- Cantinho da Dramatização/Fantasias
Um espelho afixado de acordo com o tamanho das crianças, Roupas, sapatos,
chapéus de mágico, de palhaço, etc., bonés, lenços, gravatas, cachecóis, echarpes,
bolsas, tecidos coloridos de diferentes tipos (tule, jersey, chita), cintos, fantasias de
carnaval ou teatro, perucas, bijuterias (armação de óculos, colar, pulseiras), estojo de
maquiagem.
Esta atividade pode ser ampliada com propostas de organização de
desfiles/dramatização utilizando: Roupas de adulto, sapato de salto alto, vestidos,
peruca, xale, maquiagem, tapete feito papel camurça ou papelão pintado (passarela),
máquinas fotográficas, filmadora (feita de papelão). Poderá ser construído um
pequeno tablado de madeira, onde as crianças poderão apresentar as dramatizações
ou desfile.
-Cabana
Para se montar cabanas são necessários, basicamente, tecidos, barbante e alguns
lugares onde seja possível amarrar um tecido: pregos ou parafusos com argolas na
parede. Outra possibilidade é aproveitar os móveis da sala, como mesas viradas ao
contrário com tecido em cima. Quando a sala é ampla e não se têm muitos pontos de
apoio para amarrar a cabana, pode-se improvisar latas vazias de tinta com cimento e
cabo de vassoura para servir de apoio para amarrar o barbante que se prende ao
pano. Arames fixados de um ponto a outro da sala, presos com parafusos entre duas
extremidades da parede, podem ajudar na montagem de cabanas na medida que
podem ser amarradas no arame (com barbante) algumas pontas da cabana.
-Supermercado
Diversas embalagens de produtos vazias, frutas de plástico, sacolas de
supermercado, caixa registradora, etiquetas para marcar preços dos produtos,
prateleiras improvisadas para armazenar os produtos, placas para marcar ofertas de
produtos, etiquetas de preços, cartazes de propaganda de produtos, carrinhos de
supermercado e cestas, crachás, telefone, notas de papel e fichas (dinheiro), carteira,
etc.
- Canto "Faça Você Mesmo"
A intenção é que a criança participe da construção de seus próprios brinquedos e
objetos para brincar. Esta atividade pode, e deve ser aproveitada como um espaço de
resgate do valor do brinquedo artesanal e até mesmo para contribuir com a
ampliação do acervo de brinquedos da escola.
Como introduzir a proposta
Cabe ao educador propor oficinas de construção que incorporem o saber das crianças,
sua liberdade de criação sem, contudo, esquecer de alimentar o fazer da criança com
repertório cultural para que possa avançar em suas construções.
Sugestões de construção:
Boneca de papel, Dobradura, Construção de brinquedos com sucata, Pipa, Máscara,
Escultura de arame, Massinha.
O/a professor/a pode pesquisar e levar livros que ensinem a técnica da dobradura, de
como confeccionar bonecas de sucata, de artistas que trabalhem com esculturas de
arame e assim por diante. Outra possibilidade é convidar pessoas da região que
saibam fazer brinquedos artesanais para ensinar às crianças. Ou ainda levar
brinquedos prontos e materiais dos quais eles são feitos para uma tentativa de
confeccioná-los. Os livros, ou mesmo modelos de brinquedos, dobraduras, devem
servir como ideia a partir da qual a criança possa criar. A ideia de trazer um ou mais
modelos de pipa, por exemplo, não é a de que a criança copie o modelo o mais
próximo possível, até da mesma cor, mas, pelo o contrário, que tenha na "pipa -
modelo" parâmetro para realizar a sua própria ideia de pipa. As crianças, no seu fazer,
vão dando seu toque especial às confecções.
Canto das Artes Visuais
Sabemos que as crianças que estão inseridas num ambiente enriquecido pela arte se
tornam melhores produtoras, apreciadoras e, consequentemente, ampliam o
conhecimento sobre si mesmas e sobre o mundo. Sendo assim é muito importante
que o/a professor/a planeje esse canto de forma a contemplar experiências
significativas nas diferentes linguagens (desenho, colagem, modelagem).
O espaço da escola não deve ser somente para a criança, mas também, da criança:
isso se torna possível quando o adulto, no caso o/a professor/a, valoriza as produções
infantis, expondo-as em diferentes espaços da escola (sala do grupo, mural, varal,
refeitório, corredores da escola...).
O encontro com as Artes deve propiciar, para a criança, oportunidades de apreciar
produções, pensar sobre elas e desenvolver ideias próprias experimentando
materiais, meios e suportes. Traduz mais um raro e importante momento de um fazer
desprendido de utilidade imediata, válido pelo simples prazer de dar plasticidade às
suas ideias.
RECEITA:
-Massinha de Modelar Caseira
Ingredientes: 1 kg de farinha
1 xícara de chá de óleo ½ xícara de chá de sal
2 colheres de sopa de guache água até dar o ponto
Misturar um pouco de água com guache, óleo e sal, em seguida acrescentar a farinha
e ir amassando e acrescentando água até dar o ponto (desgrudar da mão).
Apetrechos para brincar com Massinha de Modelar:
· espremedor de batatas, cabo de vassoura cortado como toquinhos para alisar a
massa, forminhas, palitos de churrasco e sorvete, diversas sucatas como tampinhas,
carretéis etc., que possam imprimir marcas na massa.
Sugestões:
· Modelagem, Desenho, Pintura (aquarela, guache etc.), Colagem, Impressão
(monotipia, carimbo, etc.)
• Como introduzir a proposta
Muitas das propostas sugeridas a seguir, sobretudo as de pintura, podem ser
enriquecidas e melhor exploradas em outros momentos da rotina pedagógica como,
por exemplo, nos projetos de trabalho ou nas sequências didáticas específicas, em
que as crianças podem conhecer a fundo procedimentos específicos das linguagens
do desenho, pintura, escultura e colagem, entre outras. Neste caso, o Canto das Artes
servirá para a criança, como mais uma oportunidade de retomar uma proposta de que
gostou muito, escolher materiais, desenvolver ideias e projetos pessoais, podendo
aprender com seus colegas e também lhes ensinar um pouco do que sabe.
Interessante introduzir, no início, materiais com os quais as crianças já têm uma
aproximação, já foram iniciadas, de alguma forma. De início, são bem-vindos
materiais secos como giz de cera, canetinha, lápis de cor, lápis grafite, carvão em
diferentes papéis e, aos poucos ir acrescentando outros materiais para colagem,
modelagem etc.
• Como selecionar e organizar os materiais.
A montagem de kits também é interessante para o canto de Artes. Os materiais
devem ser separados por tipo:
Na caixa da colagem devem estar disponíveis para as crianças colas, tesouras, durex,
fita crepe. Na caixa do desenho, pode-se oferecer giz de cera, canetinha, giz de lousa
guardados em suas caixas, estojos ou lata.
Organizar caixas com modelos (imagens de obras de arte, fotos; imagens de animais,
objetos etc) que sirvam de referencia para as crianças criarem ou incrementarem a
própria produção.
- Quantidade de material
A quantidade e a qualidade do material a ser oferecido.
É preciso ter um número suficiente de canetas (em média um estojo para cada 05
crianças), por exemplo, para que o grupo possa compartilhar seu uso e a criança não
tenha que esperar muito tempo para realizar seu trabalho.
- Acomodação das produções
O professor pode oferecer uma pasta (feita com cartolina e ou papel pardo) ou caixa
de papelão grande encontrada em mercados para as crianças guardarem suas
produções.
- Cuidados com os materiais
O cuidado do material deve ser ensinado as crianças na forma de combinados como
não bater a ponta da caneta, pois afunda, colocar a tampa atrás para não perder,
tampar as canetas no final de uso para que não sequem; fechar as colas; apontar os
lápis, quando necessário, no lixo.
Esses combinados ajudam muitos a manter os materiais em ordem e possibilitam
umas autonomias maiores das crianças, que se tornam grandes colaboradoras nessa
tarefa.
Os materiais de artes oferecidos, sejam para desenho, colagem ou modelagem, são
fundamentais para o desenvolvimento e o interesse das crianças, sendo válidas as
mais diferentes combinações afim de alimentar a expressão da linguagem plástica e
enriquecer o fazer artístico delas.
-Desenho
▪ canetinha hidrocor grossa e fina, caneta esferográfica com cores variadas, giz de
cera, giz de lousa, carvão, lápis de cor, lápis grafite.
Suportes:
▪ papéis sulfite branco e colorido, cartolina, papel espelho, papelão, pardo (Kraft), lixa;
▪ retalhos de madeira, oferecidos em diferentes tamanhos (grande, pequeno, médio,
muito grande); formas (redondo, quadrado, oval...); texturas (áspero, liso, ondulado,
seco);
▪ 1 superfície sobre a qual a criança vai trabalhar.
- Colagem
▪ revistas, jornais, papéis diversos, botões, barbante, retalhos de tecido, palitos de
sorvete,dente, churrasco, canudo,folhas, gravetos, suportes variados (ver sugestão
material de desenho), caixas de tamanhos variados, potes de plástico, tocos e
pedaços de madeira, tampas de refrigerante, de pasta de dente.
Modelagem
▪ Massinha caseira, Barro (argila), Massa plástica, Papel Machê.
Canto de Leitura
Sabemos que as crianças, desde muito cedo, pensam sobre a língua e se esforçam
para compreender a escrita a partir do contato cotidiano com as mais variadas
produções do mundo letrado, desde os cartazes de propaganda, rótulos e
embalagens, gibis, livros, etc.
A escola deve trazer para o convívio das crianças as mais diferentes práticas de
leitura e escrita. A relação com bons textos abre caminho para as criançasse
apropriarem da linguagem nos diferentes gêneros e portadores para compreenderem
como se organizam, suas características. O contato e a proximidade com os textos
são fundamentais para alimentar a imaginação e despertar o prazer pela leitura,
contribuindo assim para um processo de alfabetização mais complexo e amplo.
• Como introduzir a proposta
É fundamental dispor um acervo em sala com livros de boa qualidade, gibis, revistas
que possam ser oferecidos às crianças, possibilitando a elas escolher as próprias
leituras, estabelecendo um contato mais próximo com os livros, manuseando-os,
observando-os criando uma intimidade com esse material.
Um canto confortável é um permanente convite a passar momentos ao lado de um
colega,
dividindo curiosidades, folheando páginas de um livro, contando suas histórias.
• Como selecionar e organizar materiais
Esse canto deve ser organizado de forma atraente, num ambiente aconchegante que
pode ser no chão com um tapete e almofadas ou mesmo nas mesas. O importante é
arrumar os livros e revistas de forma que a criança consiga visualizá-los, manuseá-los
livremente, e se interessem em descobrir o que está guardado em seu interior.
ü Nas primeiras vezes, vale fazer alguns combinados que podem ser conversados em
roda ou durante a atividade sobre os cuidados a serem tomados com os materiais do
canto de leitura.
ü As crianças já têm muitas informações sobre o assunto, portanto o professor pode abrir
um espaço para levantar com o grupo quais são os cuidados imprescindíveis no
manuseio de um livro.
ü Os combinados podem ser alterados e ampliados de acordo com a necessidade e
problemas que surgirem.
Muitas vezes o professor teme que os alunos estraguem os livros. Mas as crianças só
poderão aprender os cuidados necessários no manuseio desses impressos no contato
sistemático com o material.
Canto do Soninho
É fundamental que haja um cantinho reservado para colocar colchõezinhos, caso
alguma criança adormeça, pois nessa fase algumas ainda dormem durante o dia. É
necessário também o travesseirinho e uma manta ou edredon para os dias mais frios.
O mobiliário deverá ser adequado ao tamanho das crianças: mesas, cadeiras,
estantes, gaveteiro (para guardar o material pessoal das crianças: escova de dentes,
creme dental, pente ou escova, avental e outros), cavalete de pintura e outros.
Todo material que for afixado na parede, como por exemplo: murais, quadros de
chamada de giz, linhas do tempo, janelinhas do tempo, cartazes, e outros deverão ser
colocados de acordo com o tamanho dos alunos para que estes possam visualizar.
Referência Bibliográfica:
- Revista avisa lá nº 7, 8 e 10. Instituto Avisa lá. Cássia Ravena Mulin de Assis Medel