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Fundos de Investimento: Guia Essencial

Os fundos de investimento oferecem vantagens como maior acessibilidade, diversificação e liquidez, mas desvantagens incluem a falta de controle direto sobre a política de investimentos e a ausência de garantias. Eles são geridos por uma estrutura de administradores, gestores, distribuidores e auditores, com regulamentação da CVM. Os Fundos de Investimento em Cotas permitem a criação de diferentes fundos para públicos-alvo distintos, facilitando a gestão e a aplicação de recursos.
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Fundos de Investimento: Guia Essencial

Os fundos de investimento oferecem vantagens como maior acessibilidade, diversificação e liquidez, mas desvantagens incluem a falta de controle direto sobre a política de investimentos e a ausência de garantias. Eles são geridos por uma estrutura de administradores, gestores, distribuidores e auditores, com regulamentação da CVM. Os Fundos de Investimento em Cotas permitem a criação de diferentes fundos para públicos-alvo distintos, facilitando a gestão e a aplicação de recursos.
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FUNDO DE INVESTIMENTO – FIA

Em resumo: Vantagens de aplicar num fundo de investimento:


MAIOR ACESSIBILIDADE AO MERCADO FINANCEIRO produtos de investimento
estruturados ou liberados para investidores qualificados.
MAIOR DIVERSIFICAÇÃO produtos de investimento que se contrapõem diminuindo
os riscos.
MAIOR LIQUIDEZ maior capacidade de barganha
MAIOR CONVENIENCIA não há preocupação com registros de ativos, tributos,
acompanhar o mercado.

DESVANTAGENS DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS X ATIVOS INDIVIDUAIS


DESVANTAGENS:
O investidor não participa diretamente da politica de investimentos e da escolha
dos ativos da carteira de investimento.
Os fundos de investimento não são garantidos pelo administrador, gestor, nem pelo
FGC

Fundo de Investimento
Aspectos Gerais
Existem diversos tipos de aplicações em que um investidor pode alocar
seus recursos, seja em renda fixa, seja renda variável, e cada um possui
suas próprias características. Assim, um investidor comum sente
dificuldades para discernir sobre:
 qual a melhor aplicação a se fazer (escolher o produto de
investimento);
 qual o horizonte de investimento (decidir o prazo em que deve ficar
investido);
 qual a taxa mais adequada (escolher a taxa que melhor irá
rentabilizar o investimento) e/ou
 qual a responsabilidade sobre o recolhimento de tributos (deve ou
não pagar uma DARF - Documento de Arrecadação de Receitas
Federais).
Caso um investidor queira investir nos ativos de mercado financeiro será
necessário ter um conhecimento mínimo das regras de remuneração e
vencimento (se forem títulos de renda fixa) e nas variações dos preços (se
forem ações). Adicionalmente, deverá entender sobre tributação e custos
operacionais.
Os fundos de investimento existem para facilitar a vida do investidor, pois
esses “problemas” ficam a cargo de uma instituição financeira autorizada a
instituí-los. A fiscalização de funcionamento dos fundos de investimento
está a cargo da CVM. Em contrapartida dessa “facilidade” na aplicação de
recursos, o investidor pagará Taxas de Administração.
A Instrução CVM N.˚ 555 é a disposição legal que trata sobre a
constituição, administração, funcionamento e divulgação de informações
dos fundos de investimento.
Nos arts. 3.˚ e 4.˚ da ICVM N.˚ 555, temos que:
“Art. 3.º - O fundo de investimento é uma comunhão de recursos,
constituído sob a forma de condomínio, destinado à aplicação em ativos
financeiros.
“Art. 4.º - O fundo pode ser constituído sob a forma de condomínio
aberto, em que os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas
conforme estabelecido em seu regulamento, ou fechado, em que as cotas
somente são resgatadas ao término do prazo de duração do fundo.
“§ único. Desde que expressamente autorizado pelo regulamento ou pela
assembleia geral de cotistas, o fundo pode destinar diretamente aos
cotistas as quantias que lhes forem atribuídas a título de dividendos, juros
sobre capital próprio, reembolso de proventos decorrentes do empréstimo
de valores mobiliários, ou outros rendimentos advindos de ativos
financeiros que integrem sua carteira.”
Fundo de Investimento
Um fundo de investimento é constituído por investidores que depositam
recursos com outros investidores, visando a um objetivo comum. Na
realidade, são coproprietários e estão entrando num condomínio. Os
recursos aplicados por todos os investidores, bem como a valorização
deles compõem o patrimônio líquido de um fundo de investimento.
Os Fundos de Investimento são constituídos para aplicação em ativos do
mercado financeiro em geral, portanto os investidores, à medida que
depositam dinheiro no fundo, recebem cotas de participação. Quanto mais
recursos depositados no fundo, maior o número de cotas de participação.
Dessa forma, pode-se dizer que os investidores num fundo de
investimento apenas “terceirizam” a gestão de seus recursos, ou seja, os
investidores permanecem como proprietários indiretos dos ativos
adquiridos pelo Fundo de Investimento, portanto são beneficiados com os
rendimentos auferidos pelos títulos e são os únicos que, em caso de perda
de valor, sofrerão com os prejuízos.
Obs.: A única exceção está nos fundos de investimento imobiliário; nesse
caso, os investidores somente possuem as cotas dos fundos.
Imagine a seguinte situação: um fundo de investimento imobiliário foi
constituído para construção de um estádio de futebol. Como seria possível
dividir esse ativo entre todos os cotistas individualmente? Somente ao
final da construção, quando o estádio for vendido, é que o dinheiro
proveniente da venda poderá ser repartido.
Segregação de Funções e Responsabilidades
Um fundo de investimento conta com uma rede de participantes
especializados, cada um com funções e responsabilidades específicas. São
eles: o Administrador, o Gestor, o Custodiante, o Distribuidor e o Auditor
Independente.
Administradores
Os Administradores são os representantes legais dos investidores. O
administrador deve ser um membro estatutário da instituição,
tecnicamente qualificado para responder civil e criminalmente pela
gestão, supervisão e acompanhamento do Fundo, bem como pela
prestação de informações relativas a ele. O administrador designado é
responsável, inclusive perante terceiros, pela ocorrência de situações que
indiquem fraude, negligência, imprudência ou imperícia na administração
do fundo, sujeitando-se, ainda, à aplicação das penalidades de suspensão
ou inabilitação para cargos de direção em instituições financeiras e demais
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
São atribuições e obrigações do administrador:
 Prestação de informações aos clientes, aos órgãos
regulamentadores e ao mercado sobre:
o liquidação financeira dos negócios realizados;
o controle de custódia destes títulos;
o valorização das cotas;
o contabilização de todos os eventos realizados;
o controle da posição dos cotistas;
o retenção e recolhimento de impostos e taxas;
o o controle da documentação legal do fundo, como: livro de
atas das assembleias gerais, livro de presença dos cotistas, os
pareceres do auditor independente, os registros contábeis
referentes às operações e ao patrimônio do fundo,
documentação relativa às operações do fundo (neste caso,
por cinco anos).
Além disso, deve ele:
 manter um serviço de atendimento ao cotista, responsável pelo
esclarecimento de dúvidas e pelo recebimento de reclamações; o
telefone e endereço devem constar nos informativos enviados ao
cliente;
 colocar à disposição do condômino, gratuitamente, exemplar do
regulamento do Fundo, bem como cientificá-lo do nome do
periódico utilizado para prestação de informações e da taxa de
administração adotada;
 divulgar diariamente nesse periódico, na sede do fundo, nas
agências e outras instituições que coloquem cotas, o patrimônio
líquido do fundo, o valor da cota e as rentabilidades acumuladas no
mês e no ano civil a que se referirem;
 observar as disposições constantes no regulamento do fundo;
 cumprir as deliberações da assembleia geral.
Existem algumas limitações às instituições administradoras, quanto à
utilização dos recursos dos fundos. Elas NÃO podem:
 conceder empréstimos, adiantamentos ou créditos sob qualquer
modalidade;
 prestar fiança, aval, aceite ou coobrigar-se sob qualquer outra
forma, exceto quando se tratar de margens de garantia em
operações realizadas em mercados de derivativos;
 realizar operações e negociar com ativos financeiros, modalidades
operacionais fora do âmbito do mercado financeiro ou
expressamente vedadas na regulamentação em vigor;
 aplicar recursos diretamente no exterior;
 adquirir cotas do próprio fundo;
 pagar ou ressarcir-se de multas impostas em razão do
descumprimento de normas previstas no regulamento;
 vender cotas do fundo a prestação;
 prometer rendimento predeterminado aos condôminos.
Gestores
O Gestor é o responsável pela administração dos recursos do fundo de
investimento. Cabem a ele a escolha e a negociação dos ativos que farão
parte da carteira do fundo de investimento. As atribuições dos gestores
sempre deverão estar pautadas nos limites e parâmetros da política de
investimento determinada no regulamento. Para atender às
determinações legais sobre a segregação das atividades, com o objetivo de
não haver conflito de interesse, muitas empresas foram criadas com
estrutura própria. O Gestor poderá ou não fazer parte da mesma
instituição financeira do Administrador (na maioria dos casos
Administrador e Gestor fazem parte da mesma instituição).
Distribuidores
O Distribuidor é quem faz a venda das cotas (por meio dos canais de
distribuição, como a agência bancária). Além disso, o distribuidor deve
alinhar as necessidades dos investidores aos diferentes tipos de fundos
disponíveis para aplicação. Na investigação que os distribuidores devem
fazer com os investidores estão a aversão ao risco e o horizonte (tempo)
de investimento. O Distribuidor poderá ou não fazer parte da mesma
instituição financeira do Administrador (na maioria dos casos
Administrador e Distribuidores fazem parte da mesma instituição).
O contato com os cotistas é efetuado pelo distribuidor, e sua remuneração
vem do repasse de parte da taxa de administração.
Podemos dividir os distribuidores em três grupos:
 os que utilizam a própria estrutura de suas instituições para
distribuição dos fundos. Exemplo: Banco de Investimento “X”
administra e faz a gestão do fundo “X”, utilizando o Banco “X” para
sua distribuição;
 os que, na busca por receita ou ampliações de produtos, oferecem
fundos de outros grupos financeiros. Exemplo: Banco de
Investimento “X”, que administra e faz a gestão do “X”, utiliza o
Banco “Y” para sua distribuição;
 as empresas independentes que efetuam somente a distribuição,
sem ter em suas estruturas a administração, gestão de recursos ou
ligação direta com um banco. Exemplo: Banco de Investimento “X”
administra e faz a gestão do fundo “X”, utilizando a Distribuidora
Independente “Z”.
Custodiante
O Custodiante é quem realiza os serviços de tesouraria, como registrar e
controlar as posições nas centrais de custódia. O Custodiante poderá ou
não fazer parte da mesma instituição financeira do Administrador (na
maioria dos casos Administrador e Custodiante fazem parte da mesma
instituição).
Algumas instituições financeiras de grande porte oferecem a prestação de
serviços de custódia de títulos financeiros, o que proporciona condições de
economia de custos para diversos administradores.
Auditor independente
Os fundos de investimento devem ter suas demonstrações financeiras,
inclusive as notas explicativas, auditadas por auditores independentes
registrados na Comissão de Valores Mobiliários. Essa auditoria deve ser
anual para os fundos autorizados pelo Banco Central e semestral para os
autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários.
Os Auditores Independentes devem elaborar, como resultado do trabalho
de auditoria realizado, os seguintes documentos:
 relatório de auditoria sobre as demonstrações financeiras
examinadas, opinando sobre a sua adequação aos princípios
fundamentais de contabilidade, bem assim as normas de
contabilidade expedidas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo
Banco Central do Brasil;
 relatório circunstanciado de avaliação da qualidade e adequação
dos controles internos, inclusive dos controles e sistemas de
processamento eletrônico de dados e de avaliação de riscos,
devendo ser evidenciadas as deficiências encontradas;
 relatório circunstanciado a respeito do cumprimento de normas
operacionais estabelecidas em lei e dispositivos regulamentares,
devendo ser evidenciadas as irregularidades encontradas;
 a instituição deve verificar se existe alguma situação que possa
afetar a independência do auditor, e mesmo ele, depois de
contratado, se observado algo que possa afetar a isenção de sua
atuação, deve renunciar à contratação.
Obviamente, se o auditor for independente, ele não poderá fazer parte da
Instituição Financeira e deverá ser contratado.
Obs.: O Auditor Independente deve ser substituído, no máximo, a cada 5
anos e sua recontratação somente poderá ocorrer após 3 anos.

O administrador é uma empresa que cuida do dia a dia do fundo e


controla os prestadores de serviços, como gestor, auditor, custodiante. O
administrador é responsável pelo funcionamento do fundo. O gestor é
responsável por administrar a sua própria carteira de investimentos e
tomar as decisões de compra e venda, com o objetivo de conseguir mais
rentabilidade. O distribuidor é responsável pela atividade de
intermediação oferecendo serviços como plataformas de investimento
pela internet, consultoria financeira, clubes de investimentos e
financiamento para a compra de ações.
Fundo de Investimento em Cotas
Os Fundos de Investimento em cotas são Fundos de Investimento que
compram cotas de outros fundos de investimento. A ideia é permitir a
criação de diversos outros fundos com a mesma característica, mas que
sejam disponibilizados para diferentes segmentos de clientes. É comum
em grandes conglomerados financeiros a existência da mesma categoria
de fundo de ações, ofertada para públicos-alvo distintos.
Por exemplo: Uma determinada instituição financeira segmenta seus
clientes PF em clientes Simples, Comuns e Especiais e para cada grupo é
oferecido um tipo de Fundo de Ações. Para cada segmento, o Fundo de
Investimento em Ações irá cobrar diferentes taxas de administração e terá
de aplicar regras distintas para a movimentação dos recursos. Em vez de a
instituição fazer a gestão de 3 fundos diferentes, irá criar apenas um
Fundo de Investimento em Ações “Mãe” e os Fundos de Investimento em
Ações de cada segmento somente irão, obrigatoriamente, comprar apenas
cotas do Fundo “Mãe”. Isso facilita a vida do gestor que terá de se
preocupar em aplicar e resgatar recursos de um único Fundo de Ações.
Dois motivos justificam as criações dos FICs
 primeiro: permitir ao administrador criar apenas um FI com taxa de
administração zerada e diversos FICs para públicos-alvo diferentes e,
portanto, com taxa de administração distinta entre si. Tal iniciativa
permite ao Administrador ganho de escala de produtividade, pois
somente o FI adquire ativos de mercado financeiro em escala, ou
seja, existirá efetivamente apenas um gestor;
 segundo: permitir ao administrador da FIC comprar cotas de FI dos
melhores fundos e, com isso, criar um FIC que tenha melhor
desempenho dado um nível de risco.
Os Fundos de Investimento em Cotas de Fundo de Investimento (FIC-FI)
possuem algumas regras específicas quanto à alocação dos recursos no
fundo “Mãe”, que devem ser cumpridas diariamente pelo Gestor do
Fundo. São elas:
 os FICs devem manter 95% ou mais dos recursos correspondentes
ao patrimônio líquido (PL), em cotas de FI de uma mesma classe que
dá a nomenclatura (nome) ao FIC. A exceção são os FIC-FI
denominados como Multimercado. Por exemplo: um FIC-FI de ações
deverá adquirir 95% do PL em cotas de um FI de ações. Já um FIC-FI
Multimercado pode comprar cotas de FI de diversas classes;
 os FICs podem manter até 5% dos recursos correspondentes ao
patrimônio líquido (PL) em títulos e créditos securitizados - do
Tesouro Nacional, de Renda Fixa de Instituições Financeiras,
Operações Compromissadas, cotas de fundos de índice que reflitam
as variações e a rentabilidade de índices de renda fixa e cotas de
fundos de investimento classificados como “Renda Fixa” que
atendam curto prazo, referenciado e simples.
 desde que seja previsto no regulamento dos FICs-FIs, classificados
com Renda Fixa ou Multimercados, é possível investir até 20% dos
recursos correspondentes ao patrimônio líquido (PL) em:
o Fundos de Investimento Imobiliário (FII), e/ou
o Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), e/ou
o Fundos de Investimento em Cotas de Fundo de Investimento
em Direitos Creditórios (FIC-FIDC);
 desde que para investidores qualificados, os FICs “Exclusivos” e os
FICs “Multimercados”, com limites previstos no regulamento do FIC,
podem adquirir cotas de:
o Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes,
e/ou
o Fundos de Investimento Imobiliário (FII), e/ou
o Fundos de Investimento em Participações (FIP), e/ou
o FICs de Fundos de Investimento em Participações (FIP), e/ou
o Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, e/ou
FICs de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).
Tipos de Fundos: Abertos, Fechados, Com Carência, Sem
Carência e Exclusivo
Os fundos de investimento podem ser abertos ou fechados, com ou sem
carência, conforme suas características específicas
 Abertos: nos fundos abertos, a liquidez é imediata, a quantidade de
cotistas e o patrimônio são ilimitados e existe a recompra das cotas,
desde que respeitado o prazo de carência e de cotização, portanto
não existe mercado secundário para cotas de fundos abertos. A cota
de fundo aberto não pode ser objeto de cessão ou transferência,
salvo por decisão judicial, execução de garantia ou sucessão
universal. Tais fundos são os mais corriqueiros entre os investidores
comuns. Assim, o número de cotas dos fundos abertos é variável, ou
seja:
o quando o investidor aplica, o gestor do fundo irá adquirir no
mercado financeiro ativos e novas cotas serão geradas e
disponibilizadas ao investidor;
o quando o investidor resgata as cotas, o gestor do fundo irá
vender ativos no mercado financeiro e pagar ao investidor
mediante o cancelamento das cotas.
 A distribuição de cotas de fundo aberto independe de prévio
registro na CVM.
 É facultado ao administrador suspender, a qualquer momento,
novas aplicações no fundo aberto, desde que tal suspensão se
aplique indistintamente a novos investidores e cotistas atuais. (A
suspensão do recebimento de novas aplicações em um dia não
impede a reabertura posterior do fundo para aplicações. O
administrador deve comunicar imediatamente aos distribuidores a
eventual existência de fundos que não estejam admitindo captação.
 No caso de fundos destinados exclusivamente a investidores
profissionais, o administrador está autorizado a suspender novas
aplicações apenas para novos investidores.
 Fechados: os fundos fechados destinam-se a atender um segmento
restrito do mercado, seja de cotistas, seja de administradores, como
aqueles destinados ao mercado imobiliário ou empresas
emergentes. A cota de fundo fechado pode ser transferida,
mediante termo de cessão e transferência, assinada pelo cedente e
pelo cessionário, ou por bolsa de valores ou entidade de balcão
organizado em que as cotas do fundo sejam admitidas à negociação.
O fundo fechado tem um patrimônio limitado a seu fim específico, e
as cotas somente são resgatadas no final do prazo de duração do
fundo, ou, em virtude de sua liquidação, o número de cotistas é
limitado e a liquidez normalmente está vinculada a um prazo
predeterminado. Vejamos alguns detalhes sobre Fundos Fechados:
o é possível o resgate de cotas denominado amortização, desde
que seja deliberado em assembleia geral de cotistas ou haja
previsão no regulamento do fundo;
o os fundos fechados podem ter prazo de duração determinado
(com uma data para extinção e resgate de todas as cotas), ou
prazo de duração indeterminado; em ambos os casos, as
cotas podem ser negociadas no mercado de balcão. Existe
mercado secundário, portanto, para fundos fechados em que
as cotas são negociadas com ágio, ou deságio, ou ao par;
o normalmente os ativos que compõem um fundo fechado são
de baixíssima liquidez, como os imóveis, por exemplo;
o os números de cotas são limitados e, para que ocorram novas
emissões, é preciso ofertá-las primeiramente aos cotistas já
participantes do fundo, para que possam ou não subscrevê-
las.
 A distribuição de cotas de fundo fechado depende de prévio registro
na CVM.
 A distribuição de cotas de fundo fechado destinado ao público em
geral deve ser precedida de registro de oferta pública de
distribuição na CVM.
 O registro de distribuição de cotas de fundo fechado destinado
exclusivamente a investidores qualificados é automaticamente
concedido desde que encaminhada a documentação pertinente à
CVM, informando a característica do fundo e o período de duração
da oferta.
 Com ou sem carência: outra diferença entre fundos de investimento
refere-se à sua carência, que apontam as restrições aos resgates de
fundos abertos, a implementação ou não dessa restrição; tem que
ver com a estratégia de investimento do gestor. Vejamos os fundos:
o sem carência - não há restrição para o resgate da cota e o
valor será pago ao investidor respeitado o prazo de cotização;
o com carência - uma carência para a movimentação de suas
cotas. Essa exigência deve constar no regulamento do fundo e
esses fundos podem ser separados em:
 ciclo de resgate - o resgate é permitido em datas
preestabelecidas que se repetem de forma periódica.
Por exemplo: de 30 em 30 dias, de 45 em 45 dias e
assim por diante. O ciclo de resgate também é
conhecido como aniversário;
 pré-aviso - o resgate é permitido desde que seja
agendado com antecedência. Por exemplo: em 30 dias
ou 60 dias;
 Exclusivos ou Restritos - os fundos de investimento podem ser
estabelecidos quanto às restrições de aplicações. Assim, podem ser
destinados para determinados tipos de investidores que
determinaram uma política própria de investimento e terão uma
taxa de administração diferenciada. Vejamos:
o exclusivo - um fundo exclusivo é aquele que tem apenas um
cotista, sendo direcionado para investidores com grandes
volumes financeiros. Um fundo exclusivo somente poderá
contar com investidores qualificados, que devem assinar a
Declaração de Condição de Investidor Qualificado. Esse tipo
de fundo tem um objetivo, uma política de investimento e
uma taxa de administração, que são negociados diretamente
com o administrador do fundo;
o restrito - um fundo restrito é constituído para receber
investimento de um grupo de investidores, normalmente uma
família ou empresas de um mesmo conglomerado. Os fundos
restritos não estão previstos em lei, contudo é uma prática
comum das Administradoras de recursos de terceiros (assets)
dada a sua conveniência.
Quadro-Resumo

Fundos Abertos Fundos Fechados

Número de cotas Variável Fixo

PL dividido pelo número de cotas emitidas


Valor da cota Negociado no mercado secundário
pelo fundo

Liquidez dos ativos Geralmente são altos Geralmente são baixos

Venda de ativos para pagar Não, somente no vencimento do fundo ou em c


Sim, o gestor deve liquidar a cota resgatada
resgate amortização.

Quanto à carência Podem ser com ou sem carência Não se aplica

Quanto à exclusividade Pode ser resgatado pelo cotista único Não se aplica

A liquidez dos ativos que comporão a carteira é determinante na escolha


da estrutura adequada.
Nos Fundos Fechados há um número fixo de cotas, enquanto nos Fundos
Abertos o número de cotas é variável.
Essa penalidade é o fato de ter seus rendimentos completamente
tributados pelo IOF.
Cota: Patrimônio Líquido
Cota é a parte ideal do Patrimônio Líquido (PL). Os investidores, também
chamados d cotistas, possuem uma parcela do PL do fundo, proporcional
ao número de cotas adquiridas. O valor da cota do fundo, em qualquer
dia, é calculado pela divisão entre o PL e o número de cotas do fundo.
Assim, ao aplicar um determinado volume de recursos num fundo, o
investidor adquire um determinado número de cotas desse fundo.
Veja a distribuição de cotas no quadro:
Fundo de Investimento
Valor da Cota: R$ 100,00
Investidores Valor Aplicado Quantidade de Cotas

Investidor 1 R$ 300.000 3.000

Investidor 2 R$ 200 2

Investidor 3 R$ 2.000.000 20.000

Investidor 4 R$ 1.699.800 16.998

Sr. Cláudio R$ 1.000.000 10.000

Total R$ 5.000.000 50.000

Patrimônio líquido
Patrimônio Líquido é o total de recursos financeiros aplicados pelos
investidores, acrescido dos rendimentos e deduzidas as despesas e
eventuais perdas do fundo.
Note que, no exemplo acima, o patrimônio é de R$ 5.000.000, mas o valor
total das operações é de R$ 5.500.000, dado que o swap não envolve
caixa. No cálculo do valor da cota utiliza-se o Patrimônio Líquido (R$
5.000.000).
Cálculo da rentabilidade de fundos
A rentabilidade dos fundos de investimento num determinado período é
calculada pela divisão do valor da cota do último dia desse período pelo
valor da cota do último dia do período anterior. Por exemplo, digamos
que se queira calcular a rentabilidade de um fundo em fevereiro. Para
isso, devemos dividir o valor da cota do último dia de fevereiro pelo valor
da cota do último dia de janeiro. Já para calcular a rentabilidade de um
determinado dia, deve-se dividir o valor da cota do próprio dia pelo valor
da cota do dia anterior.

Cota de abertura x cota de fechamento


A cota de abertura utiliza os preços dos ativos no fechamento do dia
anterior, atualizado normalmente pelo DI para o dia de hoje. Ou seja, na
cota de abertura, trabalhamos com os preços dos ativos de ontem.
A vantagem da cota de abertura está em que o cotista já sabe, no início do
dia, qual é o montante de seu patrimônio naquele momento.
Na cota de fechamento, o valor da cota é dado pelos preços dos ativos do
próprio dia, e é calculado no final do dia. Assim, o investidor somente vai
conhecer o seu patrimônio de hoje no final do dia, ou no dia seguinte.
Para mercados menos voláteis, com ativos de alta liquidez, a cota de
abertura poderia ser utilizada. Suponha um fundo DI, que possui
operações de curtíssimo prazo. Esse fundo trabalha com a cota de
abertura refletindo o valor da carteira de ontem atualizada até o dia de
hoje, que vale como cota do dia para quem desejar resgatar ou aplicar.
Assim, o investidor que compra cotas hoje, paga um preço muito próximo
do valor real da carteira.
Para um fundo de ações, porém, se o processo fosse o mesmo, o
investidor, ao aplicar hoje, compraria o preço médio das ações de ontem.
Como o mercado acionário é volátil, as ações e, consequentemente, o
valor real da cota, poderiam valer mais ou menos. Assim, o cálculo das
cotas dos fundos de ações utiliza a metodologia da cota de fechamento, ou
seja, ao entrar, o investidor não sabe qual o valor da cota. Da mesma
forma, quem resgata não sabe que valor receberá, porque todos
receberão a cota calculada com os preços médios das ações do dia.
Para se assegurarem de que todos os investidores não saibam qual o valor
da cota, os fundos de ações utilizam, quase na maioria das vezes, além da
cota de fechamento, a cotização em D+1. Assim, o investidor, ao aplicar
num fundo de ações, terá a sua cota inicial calculada com os preços
médios das ações do dia seguinte. Dessa forma, evita-se que investidores
mais bem informados entrem ou saiam do fundo em dias mais favoráveis,
prejudicando os outros cotistas.
Cálculo do valor das cotas
O valor da cota do dia é resultante da divisão do valor do patrimônio
líquido pelo número de cotas do fundo, apurados, ambos, no
encerramento do dia, que é o horário de fechamento dos mercados em
que o fundo atua.
Para os fundos com “cota de abertura”, esse valor é atualizado por um CDI
para o dia seguinte. Ou seja, o valor da cota continua sendo calculado no
momento do fechamento dos mercados, mas neste caso é atualizado para
o dia seguinte, para que o valor da cota já seja conhecido no início do dia.
Regras de movimentação
Os fundos normalmente apresentam valor mínimo para aplicação, valor
mínimo para movimentação ou resgate e valor mínimo de permanência.
Cotização (ou conversão das cotas) e liquidação
Para entender a cotização (ou conversão das cotas), vamos lançar mão de
um exemplo.
Um investidor deseja investir R$ 1.000 num fundo hoje. A cota desse
fundo, hoje, vale R$ 1,00. Se a cotização for em D+0, esse investidor
comprará 1.000 cotas. Se a cotização for em D+1, não sabemos ainda
quantas cotas serão adquiridas, pois não sabemos o valor da cota de
amanhã. O mesmo vale para o resgate. Ou seja, cotização é o ato de
transformar dinheiro em número de cotas, e vice-versa (observe que
“cotização” é diferente de “liquidação”, que veremos a seguir).
Dependendo do dia da cotização, o investidor pode sair com mais ou
menos dinheiro ou cotas do fundo. O vocábulo cotização também é
conhecido como “conversão” das cotas.
Regras de cotização
Na emissão de cotas do fundo, o investidor deve comprar as cotas pelo
valor da cota do dia (D+0) ou, no máximo, do dia seguinte (D+1) ao da
efetiva disponibilidade dos recursos (reservas bancárias) ao administrador
do fundo. Ou seja, na aplicação, a cotização pode acontecer em D+0 ou
D+1.
Em caso de resgate, o regulamento estabelecerá o prazo entre o pedido
de resgate e a data de conversão de cotas.
As regras de cotização para aplicação e resgate devem estar previstas no
regulamento do fundo.
Liquidação
É o dia em que efetivamente o investidor entrega dinheiro ao
administrador do fundo (no caso da aplicação) ou recebe dinheiro do
administrador (no caso do resgate). É a liquidação financeira da aplicação
ou do resgate. A liquidação da aplicação é sempre em D+0 da solicitação,
pois não existe venda de cotas a prestação. Já o resgate pode ser
liquidado em até D+5 do dia da cotização.
Perceba que a liquidação e a cotização podem ocorrer em dias diferentes.
As regras de liquidação para aplicação e resgate devem estar previstas no
regulamento do fundo.
Somente encontrará fundos do tipo renda fixa com cota de abertura se o
fundo não for de longo prazo.

Para evitar especulações diante da volatilidade dos preços dentro de um


mesmo dia, os fundos devem converter em cotas os resgates e as
aplicações pela cota de fechamento do próprio dia.

valor da cota é o Patrimônio Líquido dividido pela Quantidade de Cotas


(R$ 53.000.000/53.000 = R$ 1.000,00).
Direitos e Obrigações dos Condôminos
Ao ingressar num fundo de investimento, os condôminos ficam sujeitos a
determinados direitos e deveres, que objetivam um tratamento equitativo
para todos. Cada fundo de investimento tem seu conjunto de direitos e
deveres, que devem vir expressos nos prospectos e nos regulamentos dos
fundos. Os cotistas responderão por eventual patrimônio líquido negativo
do fundo
Os condôminos (cotistas), seus representantes legais ou procuradores
(constituídos há pelo menos 1 ano) têm direito a voto nas deliberações da
assembleia, computado um voto para cada cota.
Além do voto, os cotistas devem:
 ser informados sobre as características do fundo pelo administrador,
por prospectos e regulamentos;
 receber as informações sobre a composição da carteira
(tempestivamente com os demais cotistas);
 ser convocados para Assembleia Geral de Cotistas no prazo
regulamentar;
 ser informado de qualquer fato ou ato relevante que possa mudar
sua decisão de investimento.
No que diz respeito às obrigações, os cotistas devem:
 ler atentamente o regulamento e o prospecto do Fundo antes de
aplicar;
 assinar que leram e entenderam o Regulamento e Prospecto do
fundo;
 assinar Termo de Adesão e Ciência de Risco ao aplicar no fundo e,
 em caso de perdas no fundo que levem ao patrimônio líquido
negativo, aportar mais recursos para cobrir as dívidas (sem prejuízo
do direito de regresso contra os Administradores e Gestores no caso
de inobservância dos limites de concentração previstos no
regulamento e na regulamentação vigente).
Regulamento, prospecto, termo de adesão e termo de
ciência de risco de crédito
O Regulamento e o Prospecto são os documentos que o cotista recebe ao
ingressar no fundo. Neles estão descritos o Objetivo do Fundo, sua Política
de Investimentos, os Riscos que correm e regras de movimentação, entre
outras informações relevantes. Numa licença didática, funcionam como o
manual de instruções de um eletrodoméstico.
A diferença entre esses dois documentos (Regulamento e Prospecto), além
de alguns detalhes de conteúdo, está basicamente no formato: enquanto
o regulamento é uma peça jurídica, com artigos, parágrafos e incisos, o
prospecto é um documento elaborado com linguagem mais próxima do
investidor. No prospecto, o administrador tem mais liberdade para
descrever o fundo, inclusive colocando informações sobre si mesmo.
Para modificar o regulamento, o administrador deve convocar uma
assembleia geral. Já o prospecto pode ser modificado livremente pelo
administrador, desde que não contenha informações conflitantes com o
regulamento, e que essas modificações sejam imediatamente informadas
à CVM.
A legislação da CVM libera da obrigação de elaboração de prospecto os
fundos destinados a Investidores Qualificados, desde que o regulamento
contenha os seguintes itens:
 relação dos prestadores de serviços do fundo;
 condições de compra de cotas do fundo, compreendendo limites
mínimos e máximos de investimento, bem como valores mínimos
para movimentação e permanência no fundo;
 informação sobre a tributação aplicável ao fundo e aos seus cotistas,
englobando a política a ser adotada pelo administrador quanto ao
tratamento tributário perseguido.

Termo de adesão
Todo cotista, ao ingressar no fundo, deve atestar, mediante termo próprio,
que:
I – recebeu o Regulamento e, se for o caso, o Prospecto;
II – tomou ciência dos riscos envolvidos e da política de investimento;
III – tomou ciência da possibilidade de ocorrência de patrimônio líquido
negativo, se for o caso, e, nesse caso, de sua responsabilidade por
consequentes aportes adicionais de recursos.
O administrador do fundo deve manter à disposição da CVM o termo com
as declarações acima, devidamente assinado pelo investidor ou registrado
em sistema eletrônico.

Termo de Ciência de Risco de Crédito


Para os fundos com exposição a títulos privados ou títulos públicos não
federais acima de 50% do patrimônio, o investidor deve assinar um
Termo de Ciência de Risco de Crédito. Para esse termo não é válido o
meio eletrônico.
Objetivo do Fundo
O objetivo do fundo descreve aquilo a que o fundo se propõe, ou seja, a
sua meta.
Mas qual será a taxa de juros: TR, Selic, DI? Outra parte do seu
investimento pode correr o mesmo risco que a Bolsa. Mas com que tipo de
ações, de que setores da economia, com que nível de risco? Para resolver
a questão, os gestores elegem um referencial conhecido como
benchmark.
O objetivo do fundo é uma meta a ser alcançada, por isso sua clareza
torna-se importante para o investidor. A meta determinará o risco do
fundo. O objetivo do fundo deve estar expresso no prospecto. Assim, o
objetivo do Fundo de Investimento, nas aplicações realizadas pelo gestor,
poderá ser ativo ou passivo em relação ao benchmark escolhido. A decisão
de o fundo ser ativo ou passivo é dada no regulamento, ou seja, o gestor
não pode optar por um objetivo ou outro, mas seguir o que está
determinado.

Benchmark
Relembrando o conceito de benchmark: é o referencial a ser utilizado
pelo gestor do fundo de investimento para nortear a montagem da
carteira e perseguir a meta do fundo.
Com base no benchmark definido, o gestor criará e explicitará a estratégia
para atingi-lo.
Por exemplo, o índice Bovespa nada mais é que o valor de uma carteira de
ações escolhidas de acordo com um determinado critério (liquidez).
Outros tipos de referenciais muito utilizados são a taxa DI, os índices de
inflação (IGP-M), a Variação Cambial (Ptax), entre outros.
Mas como o fundo irá atingir esse objetivo? Qual será a estratégia adotada
pelo gestor? Essa estratégia precisa estar definida na Política de
Investimentos.
Política de investimentos
A Política de Investimentos descreverá como o administrador pretende
atingir a meta proposta, qual é a sua estratégia. Assim, dado um
benchmark, um fundo pode ser passivo ou ativo em relação ao
benchmark.
A política de investimentos indicará como os objetivos serão alcançados,
detalhando-se a estratégia a ser utilizada, os papéis, mercados, limites,
percentuais e, de maneira indireta, o risco ao qual o fundo será exposto.
Assim, podemos dizer que a política de investimento é como a estratégia a
ser adotada com relação a um benchmark será apresentada aos
investidores pelo Administrador do fundo.
Obs.: O benchmark nada mais é do que um índice de referência, utilizado
para indicar como será o desempenho do Fundo.
Por exemplo: um Fundo de Investimentos em ações pode utilizar o Índice
Bovespa (IBOVESPA) para comparar o desempenho da carteira.
Fundos Passivos
Um fundo passivo em relação ao benchmark é aquele cuja carteira
replica o benchmark, buscando apenas segui-lo, sem correr risco de
descolamento.
No entanto os custos das operações, as despesas do fundo com
publicações, as auditorias e taxa de administração e a maneira de
contabilização dos papéis da carteira podem prejudicar essa estratégia.

Fundos Ativos
Um fundo ativo em relação ao seu benchmark é aquele que estrutura uma
carteira com o objetivo de ultrapassar a rentabilidade do benchmark.

Asset Allocation
Asset Allocation é a alocação dos recursos entre as diversas classes de
ativos.
Grande parte do valor gerado por uma carteira tem sua origem numa
correta política de asset allocation de longo prazo.

Market Timing
Market Timingrepresenta o momento adequado de comprar e vender
cada ativo do fundo.
Uma vez determinado o asset allocation, pode haver movimentos de
curto prazo entre os ativos do fundo. Prever os movimentos dos diversos
mercados (renda fixa, renda variável, câmbio) é uma das habilidades
mais requisitadas de um gestor de fundos. Infelizmente, é bastante rara e
não se consegue saber, de início, qual gestor terá sucesso e por quanto
tempo.

Stock Picking
Essa técnica é utilizada apenas para o mercado de ações. Significa escolher
as ações com maior potencial de retorno. Essa escolha pode ser:
 top-down (de cima para baixo) - a partir das condições
macroeconômicas, define-se o setor onde haverá mais concentração
e, dentro do setor, escolhe-se a ação ou as ações com melhor
relação retorno/risco;
 bottom-up (de baixo para cima) - é a escolha das ações
independentemente do setor a que pertençam. Existem vários
modelos de análise de retorno potencial, sendo dos mais utilizados
o de dividendos descontados e o de múltiplos.

Alavancagem
Suponha que o gestor acredite na queda das taxas de juros. Ele poderá
adquirir 100% da carteira em papéis prefixados para obter esses ganhos
(comprando um CDB prefixado, por exemplo).
Se ele desejar aumentar os ganhos, terá de utilizar o mercado de
derivativos assumindo posições adicionais da mesma maneira: fazendo
operações que trarão resultados positivos caso a taxa de juros caia
(observe que os papéis prefixados também ganham, caso a taxa de juros
caia). Claro que, se a taxa de juros subir, haverá perda tanto no CDB
prefixado quanto na posição assumida no mercado de derivativos.
A alavancagem, nesse exemplo, ocorre porque o gestor, além de usar o
dinheiro do fundo para comprar papéis prefixados, opera no mercado de
derivativos (que requer menos ou nenhum recurso de caixa no instante da
operação) para comprar mais operações prefixadas, o que vai propiciar:
 um ganho adicional (se o administrador estiver correto) ou
 uma perda adicional (se o cenário se mostrar contra as expectativas
do administrador).
Dessa maneira, a alavancagem potencializa tanto os ganhos quanto as
perdas, aumentando, portanto, o risco da carteira.
O mercado de derivativos pode ser utilizado para alavancar o fundo, mas
também pode ser utilizado para fazer o chamado hedge (proteção). Se, no
último exemplo (ações), o gestor tivesse vendido contratos futuros ao
invés de comprá-los, o risco total do fundo seria diminuído, pois os
derivativos seriam usados, nesse caso, na posição contrária (venda) à
carteira do fundo, formada por ações. É o que chamamos de hedge.
Segregação entre gestão de recursos próprios e de terceiros (Chinese
Wall). Também conhecida como Barreira de Informação
As instituições financeiras são obrigadas a promover a segregação da
administração dos recursos de terceiros, no caso fundos de investimento,
das demais atividades da instituição. Esse conceito, é chamado Chinese
Wall, e uma maneira de ser efetuado é pela contratação de empresa
especializada na gestão de recursos de terceiros. Trata-se de uma barreira
de informação.
A segregação das atividades pode ser física (instalações diferentes) entre
as áreas responsáveis pelas diversas atividades ou, ainda, por meio de uma
definição clara e precisa de práticas que assegurem o bom uso dessas
instalações e arquivos, quando comuns a mais de um setor da empresa. É
necessária a adoção de controles e restrição de acesso às informações
confidenciais.
Assim, um mesmo conglomerado financeiro pode cuidar das diferentes
atividades de um Fundo. Contudo deverá ter cuidado em manter as
atividades de gestão própria (tesouraria da Instituição Financeira),
segregada das atividades de gestão de terceiros (mesa de investimentos da
Administradora de Fundos).
Tal preocupação evita que eventuais conflitos de interesses na obtenção
de resultados, entre essas diferentes áreas da Instituição Financeira,
tornem-se realidade. Assim:
 administração de recursos de terceiros significa buscar o melhor
rendimento para os investidores do fundo, com aplicações que
remunerem os investimentos da melhor forma possível e
 gestão de recursos própriossignifica buscar o melhorrendimento
para os acionistas, ou seja, captar dinheiro com baixa taxa de juros
e emprestá-los na maior taxa possível.
Dai surge o nome Chinese Wall (Muralha da China) que busca garantir a
separação dessas estruturas internas da Instituição Financeira. A gestão
segregada de recursos de terceiros e recursos próprios é regulamentada
pelo Bacen e pela CVM.
A segregação implementada por um conglomerado financeiro pode ser tão
rigorosa que, em muitos casos, dá origem a empresas distintas como as
Asset Management. Mas a norma exige apenas que seja estabelecida a
figura de um diretor independente, sem nenhum vínculo com outras
atividades dentro da Instituição.

Observação às normas (compliance)


Podemos conceituar compliance legal como um sistema de
acompanhamento e controle de cumprimento das normas que cercam
uma instituição, sejam elas internas, sejam externas, sejam formais sejam
informais, prevenindo e controlando os riscos envolvidos na administração
de ativos de terceiros.
Por meio das atividades de compliance, qualquer possível desvio em
relação à política de investimento dos produtos é identificado e evitado.
Assim, os investidores têm a garantia de que suas aplicações serão geridas
segundo as diretrizes estabelecidas.
Diretrizes de conduta ética são valores e princípios norteadores das
atividades das instituições, valores que pressupõem credibilidade,
integridade, imparcialidade, profissionalismo, confiança, produtividade,
eficácia, conformidade com a lei (compliance), além do respeito básico aos
direitos humanos.
Ser ético é fundamentar suas ações nos princípios de legalidade,
probidade e transparência, visando resguardar a imagem sólida e confiável
da instituição perante seus clientes, seus acionistas, o mercado, o Poder
Público e a sociedade.
Geralmente, grandes instituições financeiras criam uma área de
compliance com pessoas que se responsabilizam pelo cumprimento das
normas, por parte da empresa de Asset Management, daí ser uma espécie
de guardiã das boas práticas de gestão. Dessa forma, é implícito ao
compliant a independência quanto à execução de suas atividades.
Obrigações do Administrador
São obrigações do administrador:
 Diligenciar para que sejam mantidos, às suas expensas, atualizados
e em perfeita ordem:
 o registro de cotistas;
 o livro de atas das assembleias gerais;
 o livro ou lista de presença de cotistas;
 os pareceres do auditor independente;
 os registros contábeis referentes às operações e ao patrimônio do
fundo e
 a documentação relativa às operações do fundo, pelo prazo de cinco
anos.
 No caso de instauração de procedimento administrativo pela CVM,
manter a documentação referida no item anterior até o término
dele;
 Solicitar, se for o caso, a admissão à negociação das cotas de fundo
fechado em bolsa de valores ou em mercado de balcão organizado;
 Pagar a multa cominatória, nos termos da legislação vigente, por dia
de atraso no cumprimento dos prazos previstos na CVM;
 Elaborar e divulgar as informações previstas na CVM;
 Manter atualizada na CVM a lista de prestadores de serviços
contratados pelo fundo, bem como as demais informações
cadastrais;
 Custear as despesas com propaganda do fundo, inclusive com a
elaboração do prospecto;
 Manter serviço de atendimento ao cotista, responsável pelo
esclarecimento de dúvidas e pelo recebimento de reclamações,
conforme definido no regulamento ou prospecto do fundo. O
serviço de atendimento ao cotista deve ser subordinado
diretamente ao diretor responsável perante a CVM pela
administração do fundo ou a outro diretor especialmente indicado à
CVM para essa função, ou ainda, conforme o caso, a um diretor
indicado pela instituição responsável pela distribuição ou gestão do
fundo, contratado pelo fundo;
 Observar as disposições constantes do regulamento e do prospecto;
 Cumprir as deliberações da assembleia geral;
 Fiscalizar os serviços prestados por terceiros contratados pelo
fundo.
Normas de conduta do administrador e do gestor
O administrador e o gestor devem adotar as seguintes normas de
conduta:
I – exercer suas atividades buscando sempre as melhores condições para o
fundo, empregando o cuidado e a diligência que todo homem ativo e
íntegro costuma dispensar à administração de seus próprios negócios,
atuando com lealdade quanto aos interesses dos cotistas e do fundo para
evitar práticas que possam ferir a relação fiduciária com eles mantida e
responder por quaisquer infrações ou irregularidades que venham a ser
cometidas sob sua administração ou gestão. Esse princípio é conhecido
como “Regra do Homem Prudente”;
II – exercer ou diligenciar para que sejam exercidos todos os direitos
decorrentes do patrimônio e das atividades do fundo, ressalvado o que
dispuser o regulamento sobre a política relativa ao exercício de direito de
voto do fundo e
III – empregar, na defesa dos direitos do cotista, a diligência exigida pelas
circunstâncias, praticando todos os atos necessários para assegurá-los e
adotando as medidas judiciais cabíveis.
Além disso, o administrador e o gestor devem transferir ao fundo qualquer
benefício ou vantagem que possam alcançar em decorrência de sua
condição, admitindo-se, contudo, que o administrador e o gestor de fundo
de cotas sejam remunerados pelo administrador do fundo investido.
Regras de substituição dos administradores e gestores
O administrador e o gestor da carteira do fundo devem ser substituídos
nas hipóteses de:
 descredenciamento para o exercício da atividade de administração
de carteira, por decisão da CVM. Neste caso, a CVM deve nomear
administrador temporário até a eleição de nova administração;
 renúncia. Neste caso, o administrador deve permanecer no exercício
de suas funções até sua efetiva substituição, que deve ocorrer no
prazo máximo de 30 dias, sob pena de liquidação do fundo pelo
administrador;
 destituição por deliberação da assembleia geral.
Nas hipóteses de renúncia ou descredenciamento, o administrador é
obrigado a convocar imediatamente a assembleia geral para eleger seu
substituto, a se realizar no prazo de até 15 dias, sendo também facultado
aos cotistas que detenham ao menos 5% das cotas emitidas, em qualquer
caso, ou à CVM, nos casos de descredenciamento, convocação da
assembleia geral.
Assembleia Geral dos Cotistas
A Assembleia Geral é a reunião dos cotistas para deliberarem sobre
certos assuntos referentes ao Fundo. Perceba que não faz parte das
atribuições da Assembleia Geral a tomada de decisões sobre o que o
Fundo vai comprar ou vender a cada dia, tarefa atribuída ao gestor do
fundo. Vejamos, a seguir, as atribuições da Assembleia Geral.
Atribuições da Assembleia Geral de Cotistas
Compete privativamente à Assembleia Geral de Cotistas deliberar sobre:
 as demonstrações contábeis apresentadas pelo administrador;
 a substituição do administrador, do gestor ou do custodiante do
fundo;
 a fusão, a incorporação, a cisão, a transformação ou a liquidação do
fundo;
 o aumento da taxa de administração;
 a alteração da política de investimento do fundo;
 a emissão de novas cotas, no fundo fechado;
 a amortização de cotas, caso não esteja prevista no regulamento e
 a alteração do regulamento.
Convocação da Assembleia Geral de Cotistas
 a convocação da assembleia geral deve ser feita por
correspondência encaminhada a cada cotista, com pelo menos 10
dias de antecedência da data de realização;
 a presença da totalidade dos cotistas supre a falta de convocação;
 podem convocar a assembleia geral o administrador ou cotista ou
grupo de cotistas que detenham, no mínimo, 5% do total de cotas
emitidas, para deliberar sobre ordem do dia de interesse do fundo
ou dos cotistas;
 a assembleia geral é instalada com a presença de qualquer número
de cotistas.
 o administrador deve convocar uma assembleia geral pelo menos
uma vez por ano, no máximo 120 dias após o término do exercício
social, para deliberar sobre as demonstrações contábeis do Fundo.
Essa assembleia geral somente pode ser realizada no mínimo 30
dias após estarem disponíveis aos cotistas as demonstrações
contábeis auditadas relativas ao exercício encerrado.
As deliberações e o voto nas Assembleias Gerais de Cotistas
As deliberações das assembleias gerais são tomadas por maioria de
votos e cabe a cada cota 1 voto.
Somente podem votar na assembleia geral os cotistas do fundo inscritos
no registro de cotistas na data da convocação da assembleia, seus
representantes legais ou procuradores legalmente constituídos há menos
de 1 ano. Os cotistas também podem votar por meio de comunicação
escrita ou eletrônica, desde que recebida pelo administrador antes do
início da Assembleia, se previsto no regulamento do fundo.
Não podem votar nas Assembleias Gerais do Fundo, a não ser que sejam
seus únicos cotistas:
 seu administrador ou gestor;
 os sócios, diretores e funcionários do administrador ou do gestor;
 empresas ligadas ao administrador ou ao gestor, seus sócios,
diretores, funcionários e
 os prestadores de serviços do fundo, seus sócios, diretores e
funcionários, aqui inclusive entendidos os distribuidores do fundo.
O resumo das decisões da assembleia geral deverá ser enviado a cada
cotista no prazo de até 30 dias após a data de sua realização.

Esse administrador fez a escolha correta, pois os Fundos Fechados são a


estrutura ideal para ativos pouco líquidos.

As instituições financeiras são obrigadas a promover a segregação da


administração dos recursos de terceiros, no caso de fundos de
investimento, das demais atividades da instituição. Esse conceito é
chamado Chinese Wall, e uma maneira de ser efetuado é pela
contratação de empresa especializada na gestão de recursos de terceiros.
Fundos de Investimento – Classificação CVM
Tipos de ativos financeiros. Conceito (Art. 2.° da ICVM 555)
Para efeitos da ICVM 555 são considerados instrumentos financeiros os
seguintes ativos:
 títulos da dívida pública, como as Letras do Tesouro Nacional (LTN),
Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e as Notas do Tesouro Nacional –
Série B, C e F (NTN-B; NTN-C e NTN-F)
 contratos de derivativos (termo, opções, swap e contratos futuros);
 desde que a emissão ou negociação tenha sido objeto de registro ou
de autorização pela CVM, ações, debêntures, bônus de subscrição,
cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de
desdobramentos, certificados de depósito de valores mobiliários,
cédulas de debêntures, cotas de fundos de investimento, notas
promissórias, e quaisquer outros valores mobiliários;
 títulos ou contratos de investimento coletivo, registrados na CVM e
ofertados publicamente, que gerem direito de participação, de
parceria ou de remuneração, inclusive resultante de prestação de
serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou
de terceiros;
 certificados ou recibos de depósitos emitidos no exterior com lastro
em valores mobiliários de emissão de companhia aberta brasileira;
 o ouro, como ativo financeiro, desde que negociado em padrão
internacionalmente aceito;
 quaisquer títulos, contratos e modalidades operacionais de
obrigação ou coobrigação de instituição financeira, como os
Certificados de Depósitos Bancários (CDB), Recibos de Depósito
Bancário (RDB), Letras e Cédulas;
 warrants, contratos mercantis de compra e venda de produtos,
mercadorias ou serviços para entrega ou prestação futura, títulos ou
certificados representativos desses contratos e quaisquer outros
créditos, títulos, contratos e modalidades operacionais desde que
expressamente previstos no regulamento.
Dinâmica de aplicação e resgate:
A dinâmica de aplicação se dá de acordo com o fluxo abaixo:

A dinâmica de Resgate se dá de acordo com o fluxo abaixo:

Obs.: O regulamento deverá prever as condições para recebimento de


aplicações e resgates nos feriados estaduais e municipais.
Principais Modalidades de Fundo de Investimento
A ICVM n.˚ 555 expõe de maneira clara, em seu artigo 108, que os fundos
precisam ser classificados de acordo com a composição de sua carteira.
Isso permite que o investidor, ao ler a classificação do fundo, possa ter
uma ideia muito clara de quais são os objetivos de investimento, que o
gestor irá seguir.
Classificação dos Fundos quanto à composição do patrimônio
A Resolução 555 da CVM trouxe alterações significativas nas classificações
dos fundos. O objetivo da nova classificação é simplificar o processo e
tornar claro ao investidor o tipo de fundo ao qual está associando-se e o
tipo de risco que pode existir. São quatro as categorias, a saber:
Art. 108 - Os fundos de investimento e os fundos de investimento em
cotas, conforme a composição de seu patrimônio, classificam-se em:
1. Fundo de Renda Fixa;
2. Fundo de Ações;
3. Fundo Multimercado e
4. Fundo Cambial;
Fundo de Renda Fixa
O fundo classificado como “Renda Fixa” deve possuir, no mínimo, 80%
(oitenta por cento) da carteira em ativos relacionados diretamente, ou
sintetizados por derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe.
1. O fundo classificado como "Renda Fixa” que atenda às condições
abaixo deve incluir, à sua denominação, o sufixo “Curto Prazo”
O objetivo desse fundo é proporcionar ao investidor o menor grau de
volatilidade possível, minimizando, dessa forma, o risco de mercado. De
todas as categorias de fundos, é o que, a princípio, oferece menor risco ao
investidor, pois em sua carteira há uma limitação de títulos de longo
prazo; isso quer dizer que o risco de crédito é menor. É permitido que
esses fundos utilizem a técnica de cota de abertura. Os ativos elegíveis
para a composição dos fundos de curto prazo são: títulos CDI/SELIC,
Títulos prefixados, títulos indexados a índices de preços, títulos privados e
operações compromissadas lastreadas em títulos públicos.
Obs.: Fundos de Curto Prazo não podem cobrar taxa de desempenho de
investidor comum, portanto é possível para investidor qualificado.
Os Fundos de Curto Prazo podem ser utilizados para aplicações
automáticas vinculadas às contas correntes de depósito à vista de Pessoas
Jurídicas, desde que esse permita tal movimentação para aplicação; nesse
caso os valores dos saldos remanescentes em conta corrente não contam
com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
De acordo com a ICVM 555 em seu Art. 111 - O fundo classificado como
"Renda Fixa” que atenda às condições abaixo deve incluir, na sua
denominação, o sufixo “Curto Prazo”:
I – aplique seus recursos exclusivamente em:
a) títulos públicos federais ou privados prefixados ou indexados à taxa
SELIC ou a outra taxa de juros, ou títulos indexados a índices de preços,
com prazo máximo a decorrer de 375 (trezentos e setenta e cinco) dias, e
prazo médio da carteira do fundo inferior a 60 (sessenta) dias;
b) títulos privados com prazo de que trata a alínea “a” e que sejam
considerados de baixo risco de crédito pelo gestor;
c) cotas de fundos de índice que apliquem nos títulos de que tratam as
alíneas “a” e “b” e atendam
ao inciso II;
d) operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais;
II – utilize derivativos somente para proteção da carteira (hedge).
b) O fundo classificado como "Renda Fixa” cuja política de investimento
assegure que ao menos 95% (noventa e cinco por cento) do seu
patrimônio líquido estejam investidos em ativos que acompanham,
direta ou indiretamente, determinado índice de referência deverá:
I – incluir na sua denominação o sufixo “Referenciado” seguido da
denominação de tal índice;
II – ter 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu patrimônio líquido
representado, isolada ou cumulativamente, por:
a) títulos da dívida pública federal;
b) ativos financeiros de renda fixa considerados de baixo risco de crédito
pelo gestor; ou
c) cotas de fundos de índice que invistam preponderantemente em títulos
públicos federais ou em títulos de baixo risco de crédito, tais fundos de
índice somente podem utilizar de derivativos para hedge; e
III – restringir a respectiva atuação nos mercados de derivativos à
realização de operações com o objetivo de proteger posições detidas à
vista (hedge), até o limite dessas.
1. O fundo classificado como “Renda Fixa” que atenda às condições
abaixo deve incluir, na sua denominação, o sufixo “Simples”:
I – tenha 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, de seu patrimônio
líquido representados, isolada ou cumulativamente, por:
a) títulos da dívida pública federal;
b) títulos de renda fixa de emissão ou coobrigação de instituições
financeiras que possuam classificação de risco atribuída pelo gestor, no
mínimo equivalente àqueles atribuídos aos títulos da dívida pública
federal;
c) operações compromissadas lastreadas em títulos da dívida pública
federal ou em títulos de responsabilidade, emissão ou coobrigação de
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, desde
que, na hipótese de lastro em títulos de responsabilidade de pessoas de
direito privado, a instituição financeira contraparte do fundo na operação
possua classificação de risco atribuída pelo gestor,
no mínimo equivalente àquela atribuída aos títulos da dívida pública
federal;
II – realize operações com derivativos exclusivamente para fins de
proteção da carteira (hedge);
III – constitua-se sob a forma de condomínio aberto e
IV – preveja, em seu regulamento, que todos os documentos e
informações a eles relacionados sejam disponibilizados aos cotistas
preferencialmente por meios eletrônicos.
Fica vedado ao fundo de renda fixa “simples”:
1. a cobrança de taxa de desempenho;
2. a realização de investimentos no exterior;
3. a concentração em créditos privados;
4. a transformação do fundo em fundo fechado e
5. qualquer transformação ou mudança de classificação do fundo.
A lâmina de informações essenciais do fundo de renda fixa “simples” deve
comparar o desempenho do fundo com o da taxa SELIC.
O gestor de fundo de renda fixa “simples” deve adotar estratégia de
investimento que proteja o fundo de riscos de perdas e volatilidade.
O ingresso no fundo de renda fixa “simples” fica dispensado da assinatura
do termo de adesão e da verificação da adequação do investimento no
fundo ao perfil do cliente, na forma da regulamentação específica sobre o
assunto, na hipótese de o investidor não possuir outros investimentos no
mercado de capitais.
1. O fundo classificado como “Renda Fixa” que tenha 80% (oitenta
por cento), no mínimo, de seu patrimônio líquido representados
por títulos representativos da dívida externa de responsabilidade
da União, deve incluir, na sua denominação, o sufixo “Dívida
Externa”.
O fundo de renda fixa “Dívida Externa” não está sujeito à incidência dos
limites de concentração por emissor.
Os títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União
devem ser mantidos, no exterior, em conta de custódia, no Sistema
Euroclear ou Clearstream Banking S.A.
Os títulos de dívida externa devem ser custodiados em entidades
habilitadas a prestar esse serviço pela autoridade local competente.
O fundo de renda fixa “simples” pode aplicar recursos porventura
remanescentes:
1. na realização de operações em mercados organizados de derivativos
no exterior, exclusivamente para fins de proteção (hedge) dos títulos
integrantes da carteira respectiva, ou mantê-los em conta de
depósito em nome do fundo, no exterior, observado, relativamente
a essa última modalidade, o limite de 10% (dez por cento) do
patrimônio líquido respectivo;
2. na realização de operações em mercados organizados de derivativos
no País, exclusivamente para fins de proteção (hedge) dos títulos
integrantes da carteira respectiva, desde que referenciadas em
títulos representativos de dívida externa de responsabilidade da
União, ou mantê-los em conta de depósito à vista em nome do
fundo, no país, observado, no conjunto, o limite de 10% (dez por
cento) do patrimônio líquido respectivo.
Fundo de Ações
Fundos de Ações são aqueles cujo gestor deve adquirir, no mínimo, 67% da
carteira de investimento em:
 ações na bolsa ou mercado balcão;
 recibos ou Bônus de Subscrição;
 BDRs (Brazilian Depositary Receipts) (recibos de ações de empresas
estrangeiras negociadas no mercado brasileiro) e
 Cotas de Fundos de ações.
Os recursos excedentes da carteira podem ser aplicados em quaisquer
outras modalidades de ativos financeiros.
Investimentos em ações admitidas à negociação em mercado organizado
não estão sujeitos a limites de concentração por emissor, desde que o
regulamento preveja tal possibilidade e que, no termo de adesão, conste
alerta de que o fundo pode estar exposto a significativa concentração em
ativos financeiros de poucos emissores, com os riscos daí decorrentes.
Se o rol de ativos incluir os BDRs classificados como nível I, o fundo deverá
usar em seu nome a designação “Ações – BDR Nível I”.
Fundos de ações cuja política de investimento preveja que, no mínimo, 2/3
(dois terços) do seu patrimônio líquido seja investido em ações de
companhias listadas em segmento de negociação de valores mobiliários,
voltado ao mercado de acesso, instituído por bolsa de valores ou por
entidade do mercado de balcão organizado, que assegure, por meio de
vínculo contratual, práticas diferenciadas de governança corporativa:
I – devem usar, em seu nome, a designação “Ações – Mercado de Acesso”
e,
II – quando constituídos sob a forma de condomínios fechados, podem
investir até 1/3 (um terço) do seu patrimônio líquido em ações,
debêntures, bônus de subscrição, ou outros títulos e valores mobiliários
conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias
fechadas;
III - é vedado ao Fundo de Ações – Mercado de Acesso recomprar suas
próprias cotas:
1. sempre que o administrador ou o gestor tenha conhecimento de
informação ainda não divulgada ao mercado relativa às suas
investidas que possa alterar substancialmente o valor da cota ou
influenciar a decisão do cotista de comprar, vender ou manter suas
cotas;
2. para influenciar o regular funcionamento do mercado e,
3. com a finalidade exclusiva de obtenção de ganhos financeiros, a
partir de variações esperadas do preço das cotas.
Se o fundo de ações for fechado, deverá:
I – participar do processo decisório da companhia investida, com efetiva
influência na definição de sua política estratégica e na sua gestão,
notadamente por meio da:
a) indicação de membros do Conselho de Administração;
b) detenção de ações que integrem o respectivo bloco de controle;
c) celebração de acordo de acionistas, ou
d) celebração de ajuste de natureza diversa ou adoção de procedimento
que assegure ao fundo efetiva influência na definição de sua política
estratégica e na sua gestão e
II – investir somente em companhias fechadas que adotem as seguintes
práticas de governança:
a) proibição de emissão de partes beneficiárias e inexistência desses
títulos em circulação;
b) estabelecimento de um mandato unificado de até 2 (dois) anos para
todo o Conselho de Administração;
c) disponibilização de acordos de acionistas e programas de aquisição de
ações ou de outros títulos ou valores mobiliários de emissão da
companhia e divulgação de informações sobre contratos com partes
relacionadas na forma exigida pela regulamentação da CVM para os
emissores registrados na categoria A;
d) adesão à câmara de arbitragem para resolução de conflitos societários;
e) no caso de abertura de seu capital, obrigar-se, perante o fundo, a aderir
a segmento especial de bolsa de valores ou mercado de balcão organizado
que assegure, no mínimo, práticas de governança corporativa previstas nos
incisos anteriores;
f) auditoria anual de suas demonstrações contábeis por auditores
independentes registrados na CVM e
g) tratamento igualitário no caso de alienação de controle, por meio de
opção de venda da totalidade das ações emitidas pela companhia ao
adquirente do controle pelo mesmo preço pago ao controlador.
Fundo Cambial
Os fundos classificados como “Cambiais” devem ter como principal fator
de risco de carteira a variação de preços de moeda estrangeira ou a
variação do cupom cambial. No mínimo 80% (oitenta por cento) da
carteira devem ser compostos por ativos relacionados diretamente, ou
sintetizados por derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe.
Obs.1: Os Fundos Cambiais podem fazer contratos de derivativos para
alavancagem.
Obs.2: Os Fundos Cambiais podem cobrar taxa de desempenho.
Obs.3: Os Fundos Cambiais podem, pelas regras da CVM, aplicar até 10%
do seu patrimônio em títulos negociados no exterior.
Importante 🡪 Se junto ao nome do fundo existir a expressão Longo Prazo,
isso significa que o prazo médio de duração dos ativos na carteira do fundo
vence em mais de 365 dias. Isso implica um tratamento tributário
diferenciado, que será estudado mais adiante quando tratarmos do
assunto.
Fundo Multimercado
Os fundos classificados como "Multimercados" devem possuir políticas de
investimento com vários fatores de risco, sem o compromisso de
concentração em nenhum fator em especial ou em fatores diferentes das
demais classes previstas na instrução. Podem usar derivativos para
alavancagem e/ou proteção (hedge).
Podem cobrar taxa de desempenho.
Pela legislação da CVM, esses fundos podem aplicar até 20% do seu
patrimônio em títulos negociados no exterior.
Fundos Multimercados podem ser de várias naturezas, como se verá
abaixo.
Multimercados Macro
São fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda
fixa, renda variável, câmbio etc.) definindo as estratégias de investimento
baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos,
atuando de maneira direcional. Admitem alavancagem.
Multimercados Trading
São fundos que concentram as estratégias de investimento em diferentes
mercados ou classes de ativos, explorando oportunidades de ganhos
originados por movimentos de curto prazo nos preços dos ativos.
Admitem alavancagem.
Multimercados Multiestratégia
São fundos que podem adotar mais de uma estratégia de investimento,
sem o compromisso declarado de se dedicarem a uma em particular.
Admitem alavancagem.
Multimercados Multigestor
São fundos que têm por objetivo investir em diversos fundos geridos por
gestores distintos. A principal competência envolvida consiste no processo
de seleção de gestores. Admitem alavancagem.
Multimercados Juros e Moedas
São fundos que admitem estratégias que impliquem risco de juros do
mercado doméstico, risco de índice de preço e risco de moeda
estrangeira. Excluem-se estratégias que impliquem risco de renda variável
(ações etc.). Admitem alavancagem.
Multimercados Estratégia Específica
São fundos que adotam estratégia de investimento que implique riscos
específicos, tais como commodities, futuro de índice. Admitem
alavancagem.
Multimercados Long and Short – Neutro
São fundos que buscam retornos adicionais ao CDI, por meio da compra
e venda de pares de ações, com o objetivo de manterem exposição
neutra ao risco do mercado acionário. Os recursos remanescentes em
caixa devem ser aplicados apenas em operações permitidas para os fundos
referenciados DI. Admitem alavancagem.
O gestor faz posições compradas em ações que acredita possuir potencial
de valorização e, ao mesmo tempo, faz posições vendidas
correspondentes em ações que não acredita possuir potencial de
valorização.
Multimercados Long and Short – Direcional
Fazem basicamente o mesmo que o tipo anterior, com a diferença que não
têm o objetivo de manter exposição neutra ao risco do mercado
acionário. No entanto, o resultado deve ser proveniente,
preponderantemente, da diferença entre as posições compradas e
vendidas. Os recursos remanescentes em caixa devem ficar investidos em
operações permitidas ao tipo referenciado DI. Admitem alavancagem.
Balanceados
Suas estratégias são a diversificação e o deslocamento tático entre as
várias classes de ativos em curto prazo. Não podem ser alavancados.
O administrador desse tipo de fundo deve estabelecer com qual “mix” de
ativos o fundo deve ser comparado (benchmark composto). Por exemplo,
um benchmark possível são 20% IBOVESPA + 80% CDI. Esses fundos não
podem ser comparados a apenas uma classe de ativos (por exemplo, eles
não poderiam ser comparados aos 100% do CDI).
Capital Protegido
São os fundos que buscam retorno em mercados de risco, mas protegem
o capital inicial.
Isso significa que, se a rentabilidade do mercado de risco for negativa, o
investidor tem o principal aplicado preservado. Em contrapartida, se a
rentabilidade do mercado de risco for positiva (como é desejado), o
investidor tem o benefício de parte dessa rentabilidade.
Fundo de Investimento em Direito Creditório – FIDC
Os Fundos de Investimento em Direito Creditórios (FIDCs), também
conhecidos no mercado como Fundos de Recebíveis, têm em seus ativos
créditos originários da indústria, prestadores de serviços, empresas de
arrendamento mercantil, sociedade de crédito imobiliário entre outros,
desde que admitidos pela CVM. Assim, os créditos (direitos creditórios)
são cedidos para o fundo mediante pagamento à empresa originadora.
Os FIDCS podem ser administrados por banco múltiplo, banco comercial,
banco de investimento, sociedade de crédito financiamento e
investimento, por sociedade corretora de títulos e valores mobiliários ou
por sociedade distribuidora de títulos e valores mobiliários.
Os FIDCs têm como principal risco a inadimplência da carteira de
recebíveis adquirida pelo gestor. Assim, é possível que o FIDC tenha uma
composição diversificada, mas deve ter, no mínimo, 50% de seu
patrimônio em direitos creditórios (após 90 dias do início das atividades
do fundo, prorrogáveis por mais 90 dias a critério da CVM). O restante dos
recursos pode ser aplicado em:
 Operações compromissadas,
 Títulos Públicos (Federais, Estaduais e Municipais),
 CDBs e RDBs,
 Fundos de Investimento que buscam retorno de renda fixa,
 Demais ativos de renda fixa,
 Derivativos apenas para Hedge.
Cota Sênior e Cota Subordinada. Aplicação mínima inicial.
Os investidores do FIDC devem ser investidores qualificados e o valor
inicial da aplicação é de, no mínimo, R$25.000,00. Já as cotas desses
fundos estão classificadas de forma diferente nos demais fundos e podem
ser de dois tipos:
cota sênior - são aquelas que não se subordinam às demais quanto à
amortização e resgate. Assim, têm preferência no momento do resgate. Se
o fundo for fechado, é possível existir mais de uma série de cotas
seniores, desde que entre as séries existam valores e prazos diferenciados.
Os investidores compram cotas seniores normalmente;
cota subordinada - são aquelas que se subordinam às demais quanto à
amortização e resgate. Assim, somente podem ser resgatadas após o
resgate das cotas seniores (as cotas seniores têm preferência no resgate,
mas, se não o realizarem, as cotas subordinadas podem fazê-lo). Os
cedentes dos créditos que fazem parte da carteira normalmente ficam
com as cotas subordinadas. As regras para resgate das cotas subordinadas
são atendidas, desde que avisem ao administrador do fundo com 60 dias
de antecedência a intenção de resgate. Nesse caso, o administrador do
fundo irá comunicar aos cotistas seniores que, se quiserem, podem
exercer seu direito de resgate.
Fundos de Investimento Imobiliário - FII
Os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) são aqueles destinados à
aquisição de terrenos para revenda, imóveis prontos para revenda ou
locação e para o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários. A
sua gestão pode ser feita por banco múltiplo com carteira de investimento
ou carteira de crédito imobiliário, banco de investimento, sociedade
corretora ou sociedade distribuidora de valores mobiliários, sociedade de
crédito imobiliário, caixas econômicas e companhias hipotecárias, mas,
para o Fundo investir mais de 5% do Patrimônio Líquido, deverá ser uma
Instituição autorizada pela CVM para exercer a atividade de administração
de carteira.
Cada FII individualmente tem personalidade jurídica própria, ou seja, os
imóveis que constam em sua carteira não se confundem com os ativos do
administrador. Contudo os cotistas, também, não são proprietários diretos
dos imóveis, mas das cotas. Eventualmente, as cotas podem pagar
rendimentos oriundos dos recebimentos dos aluguéis que o FII administre;
nesse caso os FIIs devem distribuir 95% do lucro auferido, apurados no
regime de caixa (quando são efetivamente pagos ao Fundo) e tal
distribuição deverá ocorrer semestralmente no máximo.
Os FIIs são fechados, portanto as cotas somente são liquidadas na data
determinada de encerramento do fundo (FII de duração determinada) ,
mas existem FIIs de duração indeterminada; nesse caso, as cotas podem
ser negociadas entre investidores no mercado secundário.
O Processo de Constituição de um FII segue as seguintes fases:
1. quem irá empreender (construção e/ou gerenciamento) de imóvel(is)
define o produto e aprova o projeto pelas vias normais do mercado
imobiliário;
2. uma determinada instituição financeira (desde que qualificada para o
serviço de captação de recursos) irá qualificar e aprovar o projeto
encarregando-se de todos os trâmites legais da captação de recursos junto
aos investidores;
3. no documento que compõe a oferta de distribuição pública de cotas é
necessário um parecer de um consultor técnico ligado ao setor imobiliário;
4. a CVM irá pronunciar-se sobre o documento de oferta pública do FII e
autorizará ao fundo a realização de emissão de cotas aos investidores;
5. o Fundo irá receber os recursos (dinheiro) advindos da venda das cotas
pela instituição financeira que conduziu a oferta primária e, uma vez
encerrada, após o “De acordo” final da CVM, irá autorizar o empreendedor
a dar início à construção ou aquisição de imóveis.
De forma mais detalhada, os FIIs podem investir nos seguintes ativos:
 direitos reais sobre bens imóveis;
 ações, debêntures e quaisquer outros valores mobiliários de
emissores cujas atividades sejam, preponderantemente, do
mercado imobiliário;
 letras de crédito imobiliário e letras hipotecárias;
 certificados de potencial adicional de construção (CEPACs);
 certificados de recebíveis imobiliários (CRIs);
 cotas de fundos de investimento em ações que sejam setoriais e que
invistam exclusivamente em construção civil ou no mercado
imobiliário;
 cotas de FIDCs que invistam em Direitos Creditórios relacionados ao
Mercado Imobiliário;
 cotas de Fundos de Investimento em Participações (FIP) que
adquiram participações em empresas relacionadas com o Mercado
Imobiliário;
 cotas de outros FIIs e,
 para atender a necessidade de liquidez (caixa), é possível investir
parte dos recursos em títulos de renda fixa e/ou em cotas de fundos
de investimento.
Obviamente, no caso de FIIs que tratam desenvolvimento de
empreendimento imobiliário, durante o desenvolvimento das obras, é
possível aplicar os recursos (dinheiro) em:
 Cotas de Fundos de Investimento e Títulos de Renda Fixa, desde que
atendam a necessidade de liquidez do empreendimento durante a
construção e
 derivativos para Hedge dos recursos (dinheiro) enquanto não
utilizados no empreendimento.
Quanto à remuneração do Administrador do FII (taxa de administração) é
obrigatória a informação no regulamento do fundo. É possível em FII a
cobrança de taxa de desempenho em função do desempenho do fundo
em relação a um índice que seja utilizado no mercado imobiliário.
Na integralização das cotas, além da moeda nacional, é possível a
utilização de imóveis ou outros ativos do mercado imobiliário (este último,
no caso de FIIs destinados a investidores qualificados).
Fundo de Investimento em Índice de Mercado (Fundos de índice) com
cotas negociáveis em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado,
também conhecido como ETFs - Exchange Traded Funds
Os fundos de índices, também chamados de ETFs (Exchange Traded
Funds), são parecidos com os fundos de ações, só que as cotas são
negociadas no pregão da Bolsa ou no mercado de balcão, em vez de
serem liquidadas pelo gestor. Cada ETF é espelhado num índice e existem
inúmeros.
Ao adquirir cotas de um determinado ETF, o investidor passa a deter todas
as ações componentes do índice a ele relacionado, sem ter de comprar
separadamente os papéis de cada empresa. Dessa forma, os ETFs podem
proporcionar maior diversificação, praticidade, rapidez e eficiência no
momento de investir, além de facilidade para acompanhar seu
desempenho, que está associado ao do respectivo índice.
Atualmente, existem mais de 15 ETFs para negociação na BM&FBovespa,
sendo que alguns têm mais liquidez de negociação de suas cotas, como é o
caso dos ETFs:
 BOVA11 🡪 que reproduz o índice Bovespa e
 PIBB11 🡪 que reproduz o índice IBrX-50.
Fundos de Investimento em Participações - FIP
Os Fundos de Investimento em Participações são criados como
condomínios fechados destinados a aquisições de ações, bônus de
subscrição, debêntures conversíveis em ações ou qualquer outro título
conversível em ações de emissão de empresas abertas ou fechadas. A
participação caracteriza-se pela influência no processo decisório, seja na
política, seja na gestão, por meio de indicação de membros do Conselho
de Administração. Tal participação pode ocorrer, por meio de:
 detenção de ações que integrem o respectivo bloco de controle;
 celebração de acordo de acionistas ou, ainda,
 celebração de ajuste de natureza diversa ou adoção de
procedimento que assegure ao fundo efetiva influência na definição
de sua política estratégica e na sua gestão.
O administrador e o gestor do FIP devem ser autorizados pela CVM e as
cotas subscritas ao fundo são feitas pelo valor mínimo de R$ 100.000,00.
Assim, destinam-se a investidores qualificados, que devem assinar o
Instrumento Particular de Compromisso de Investimento, com o
Administrador e duas Testemunhas. Adicionalmente, o Instrumento deve
alertar o investidor sobre a necessidade de chamadas de Capital, sob o
risco de penas expressas no mesmo documento.
Fundos de Investimento em Empresas Emergentes – FIEE
Os Fundos de Investimento em Empresas Emergentes são criados como
condomínios fechados, com o prazo máximo de duração de 10 anos,
destinados a aquisições de ações, bônus de subscrição, debêntures
conversíveis em ações ou qualquer outro título conversível em ações de
emissão de empresas emergentes quando possui faturamento líquido
inferior a R$ 150 milhões (medido no exercício anterior). Esse limite é
válido para a primeira aquisição; nas aquisições subsequente, o
faturamento da empresa pode ser superior, desde que não haja um grupo
controlador com mais de R$ 300 milhões do patrimônio líquido.
O valor mínimo de cada cota subscrita ao fundo deve ser R$ 20 mil, ou
seja, não existe restrição quanto ao tipo de investidor. Como fator de risco,
o Fundo deve manter, no mínimo, 75% do patrimônio em empresas
emergentes (esse valor deve ser tido como média a cada 180 dias); os 25%
restantes podem ser aplicados em título de renda fixa ou em ações de
empresas negociadas no pregão da bolsa. Uso de derivativos apenas para
hedge.
Imposto de Renda Sobre as Aplicações Financeiras de Renda
Fixa, Exceto em Fundos de Investimento – Pessoa Física
Fato gerador
São considerados fatos geradores do Imposto de Renda de pessoas físicas:
 os rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa,
decorrentes de alienação, liquidação (total ou parcial), resgate,
cessão ou repactuação do título ou aplicação;
 os rendimentos auferidos pela entrega de recursos à pessoa jurídica,
sob qualquer forma e a qualquer título, independentemente de ser
ou não a fonte pagadora instituição autorizada a funcionar pelo
Banco Central do Brasil;
 os rendimentos predeterminados obtidos em operações
conjugadas, realizadas nos mercados de opções de compra e de
venda em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros (box), no
mercado a termo nas bolsas de valores, de mercadorias e de
futuros, em operações de venda coberta e sem ajustes diários, e no
mercado de balcão;
 os rendimentos obtidos nas operações de transferências de dívida
realizadas com instituição financeira e demais instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
 os rendimentos periódicos produzidos por título ou aplicação, bem
como qualquer remuneração adicional aos rendimentos prefixados;
 os rendimentos auferidos nas operações de mútuo de recursos
financeiros entre pessoa física e pessoa jurídica;
 os rendimentos auferidos em operações com debêntures, com
depósitos voluntários para garantia de instância e com depósitos
judiciais ou administrativos, quando seu levantamento se der em
favor do depositante;
 os rendimentos auferidos no reembolso ou na devolução dos
valores retidos referentes à IOF;
 os ganhos obtidos nas operações de mútuo e de compra vinculada à
revenda, no mercado secundário de ouro, ativo financeiro.
Alíquota
Os rendimentos obtidos com:

aplicações até 180 dias 22,50%;

aplicações de 181 a 360 dias 20,00%;

aplicações de 361 a 720 dias 17,50%;

aplicações acima de 720 dias 15,00%.

Base de cálculo
Regra geral, a base de cálculo do imposto devido será o valor do
rendimento constituído pela diferença positiva entre o valor da alienação,
líquido do IOF, e o valor da aplicação financeira.
Nos casos a seguir, a base de cálculo do imposto será:
a) operações conjugadas que permitam a obtenção de rendimentos
predeterminados - o resultado positivo auferido no encerramento ou
liquidação das operações;
b) operações de transferência de dívidas realizadas com instituição
financeira e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Bacen - a
diferença positiva entre o valor da dívida e o valor entregue à pessoa
jurídica responsável pelo pagamento da obrigação, acrescida do respectivo
Imposto de Renda retido. Para efeito de apuração simplificada, o valor do
imposto corresponderá a 25% da diferença positiva;
c) operações de mútuo de recursos financeiros ou de aquisição de títulos
ou contrato de investimento coletivo - o valor dos rendimentos obtidos;
d) nas operações de compra vinculada à revenda - pela diferença positiva
entre o valor de revenda e o de compra do ouro;
e) nas operações de mútuo de ouro, ativo financeiro - pelo valor pago ou
creditado ao mutuante.
1. Com relação às operações de transferência de dívidas:
a) considera-se valor da dívida o valor original acrescido dos encargos
incorridos até a data da transferência, ou o valor de face da dívida no
vencimento, quando não houver encargos previstos para a obrigação;
b) no caso de transferência de dívida expressa em moeda estrangeira, a
conversão para reais dos valores-objeto da operação será feita com base
no preço de venda da moeda estrangeira, divulgado pelo Banco Central do
Brasil, vigente na data da entrega dos recursos pelo cedente.
2. Os juros e outros encargos pagos ou creditados pela pessoa jurídica a
seus sócios ou acionistas, calculados sobre os juros remuneratórios do
capital próprio e sobre os lucros e dividendos por ela distribuídos,
sujeitam-se à incidência do Imposto de Renda na fonte à alíquota de 20%,
e aplicam-se as normas referentes aos rendimentos de aplicações
financeiras de renda fixa, inclusive quanto ao informe a ser fornecido pela
pessoa jurídica.
3. A base de cálculo do imposto, em reais, na operação de mútuo, quando
o rendimento for fixado em quantidade de ouro, será apurada com base
no preço médio verificado no mercado à vista da bolsa em que ocorrer o
maior volume de operações com ouro, na data da liquidação do contrato,
acrescida do Imposto de Renda na fonte. Neste caso, o valor do imposto
corresponderá a 25% do rendimento obtido na operação.

Isenção, Não-incidência e Regime de Tributação


Estão isentos do imposto os rendimentos auferidos em conta de depósito
de poupança e sobre juros produzidos por letras hipotecárias.
O regime de tributação de Imposto de Renda para pessoas físicas será
considerado como definitivo.

Agente responsável pelo recolhimento


A responsabilidade pela retenção do imposto cabe:
 à pessoa jurídica que receber os recursos do cedente, nas operações
de transferência de dívidas;
 às instituições ou entidades que, embora não sejam fonte pagadora
original, façam o pagamento ou crédito dos rendimentos ao
beneficiário final;
 ao mutuante (beneficiário) pessoa jurídica, nas operações de mútuo
entre pessoa jurídica e pessoa física, quando o mutuário for pessoa
física;
 à pessoa jurídica que efetuar o pagamento dos rendimentos, nas
demais operações.
Cabe lembrar que a retenção do imposto também será efetuada por
ocasião:
 do recebimento dos recursos destinados ao pagamento de dívidas,
no caso das operações de transferência de dívidas;
 na data da conversão, no caso de debênture conversível em ações;
 do pagamento ou crédito dos rendimentos, ou da alienação do
título ou aplicação, nos demais casos.

Imposto de Renda sobre as aplicações financeiras de renda fixa,


exceto em fundos de investimento – pessoas jurídicas
Fato gerador
São considerados fato gerador do Imposto de Renda, para pessoas
jurídicas.
 rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa,
decorrentes de: alienação, liquidação (total ou parcial), resgate,
cessão ou repactuação do título ou aplicação;
 rendimentos auferidos pela entrega de recursos à pessoa jurídica,
sob qualquer forma e a qualquer título, independentemente de ser
ou não a fonte pagadora da instituição autorizada a funcionar pelo
Banco Central do Brasil;
 rendimentos predeterminados obtidos em operações conjugadas
realizadas nos mercados de opções de compra e venda em bolsas de
valores, de mercadorias e de futuros (box); no mercado a termo nas
bolsas de valores, de mercadorias e de futuros, em operações de
venda coberta e sem ajustes diários e no mercado de balcão;
 rendimentos obtidos nas operações de transferência de dívidas
realizadas com instituição financeira e outras instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
 rendimentos periódicos produzidos por título ou aplicação, bem
como qualquer remuneração adicional aos rendimentos prefixados;
 rendimentos auferidos nas operações de mútuo de recursos
financeiros entre pessoa física e pessoa jurídica e entre pessoas
jurídicas, inclusive controladoras, controladas, coligadas e
interligadas;
 rendimentos auferidos em operações de adiantamento sobre
contratos de câmbio de exportação, não sacado (trava de câmbio),
bem como operações com: export notes, com debêntures, com
depósitos voluntários para garantia de instância e com depósitos
judiciais ou administrativos, quando seu levantamento se der em
favor do depositante;
 rendimentos auferidos no reembolso ou na devolução dos valores
retidos referentes ao IOF;
 ganhos obtidos nas operações de mútuo e compra vinculada à
revenda, no mercado secundário de ouro, ativo financeiro;
 rendimentos auferidos em contas de depósitos de poupança e sobre
juros produzidos por letras hipotecárias.
Alíquota
Os rendimentos obtidos com:
aplicações até 180 dias 22,50%;

aplicações de 181 a 360 dias 20,00%;

aplicações de 361 a 720 dias 17,50%;

aplicações acima de 720 dias 15,00%.


Base de cálculo
A base de cálculo do imposto será:
 nas operações conjugadas que permitam a obtenção de
rendimentos predeterminados, o resultado positivo auferido no
encerramento ou liquidação das operações;
 nas operações de transferência de dívidas realizadas com instituição
financeira e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Bacen,
a diferença positiva entre o valor da dívida e o valor entregue à
pessoa jurídica responsável pelo pagamento da obrigação, acrescida
do respectivo Imposto de Renda retido. Para efeito de apuração
simplificada, o valor do imposto corresponderá a 25% da diferença
positiva;
 nas operações de mútuo de recursos financeiros ou de aquisição de
títulos ou contrato de investimento coletivo, o valor dos
rendimentos obtidos;
 nas operações de mútuo de ouro, ativo financeiro, pelo valor pago
ou creditado ao mutuante;
 nas operações de compra vinculada à revenda, pela diferença
positiva entre o valor de revenda e o de compra do ouro.
OBSERVAÇÕES:
1. nas operações de transferência de dívidas, considera-se valor da dívida
o valor original acrescido dos encargos incorridos até a data da
transferência, ou o valor de face da dívida no vencimento, se não houver
encargos previstos para a obrigação;
2. no caso de transferência de dívida expressa em moeda estrangeira, a
conversão para reais dos valores, objeto da operação, será feita com base
no preço de venda da moeda estrangeira, divulgado pelo Banco Central do
Brasil, vigente na data da entrega dos recursos pelo cedente;
3. os juros e outros encargos pagos ou creditados pela pessoa jurídica a
seus sócios ou acionistas, calculados sobre os juros remuneratórios do
capital próprio e sobre os lucros e dividendos por ela distribuídos,
sujeitam-se à incidência do Imposto de Renda na fonte à alíquota de 20%,
e aplicam-se as normas referentes aos rendimentos de aplicações
financeiras de renda fixa, inclusive quanto ao informe a ser fornecido pela
pessoa jurídica;
4. a base de cálculo do imposto, em reais, na operação de mútuo, quando
o rendimento for fixado em quantidade de ouro, será apurada com base
no preço médio verificado no mercado à vista da bolsa em que ocorrer o
maior volume de operações com ouro, na data da liquidação do contrato,
acrescida do Imposto de Renda na fonte. Nesse caso, o valor do imposto
corresponderá a 25% do rendimento obtido na operação.
Isenção e não-incidência
Está dispensada a retenção na fonte sobre aplicações financeiras de renda
fixa de titularidade:
 de instituições financeiras, sociedade de capitalização, sociedade
corretora de títulos, valores mobiliários e câmbio, sociedade
distribuidora de títulos e valores mobiliários ou sociedade de
arrendamento mercantil, caso o beneficiário do rendimento declare,
por escrito, à fonte pagadora, a condição de entidade imune, exceto
as instituições de educação ou de assistência social, nos termos do
art. 34 da IN SRF 25/01;
 de entidades de previdência e seguradoras optantes pelo regime
especial de tributação de que trata o art. 2.o da MP 2.222, de 2001;
 de seguradoras não optantes pelo regime especial de tributação,
desde que seja apresentado ao banco declaração discriminando
quais aplicações estão sujeitas à referida retenção ou que não
operam planos de benefícios de caráter previdenciário.
Está dispensada a retenção na fonte no caso de o beneficiário do
rendimento serem condomínios residenciais ou comerciais.
Regime de Tributação
 Pessoa jurídica tributada com base no lucro real, presumido ou
arbitrado: os rendimentos integrarão o lucro real, o lucro presumido
ou o lucro arbitrado. O imposto retido será deduzido do apurado no
encerramento do período de apuração, trimestral ou anual;
 Pessoa jurídica optante pelo Simples, isenta instituição de educação
ou de assistência social tributação em caráter definitivo.
Agente responsável pelo recolhimento
A responsabilidade pela retenção do imposto cabe:
 à pessoa jurídica que receber os recursos do cedente, nas operações
de transferência de dívidas;
 às instituições ou entidades que, embora não sejam fonte pagadora
original, façam o pagamento ou crédito dos rendimentos ao
beneficiário final;
 ao mutuante (beneficiário) pessoa jurídica, nas operações de mútuo
entre pessoa jurídica e pessoa física, quando o mutuário for pessoa
física e
 à pessoa jurídica que efetuar o pagamento dos rendimentos, nas
demais operações.
Imposto de Renda sobre as aplicações financeiras em fundos de
investimento
Fato gerador
Rendimentos produzidos por aplicações em fundos de investimento
financeiro e em fundos de aplicação em cotas de fundos de investimento
financeiro.
Alíquota
Os rendimentos obtidos com:
aplicações até 180 dias 22,50%;

aplicações de 181 a 360 dias 20,00%;

aplicações de 361 a 720 dias 17,50%;

aplicações acima de 720 dias 15,00%.

Base de cálculo
A base de cálculo do imposto será a diferença positiva entre o valor
patrimonial da cota:
 no último dia útil de cada semestre (maio e novembro), ou no
resgate, se ocorrido em outra data, e o apurado na data da
aplicação ou na data anterior em que tenha ocorrido a incidência do
imposto, no caso dos fundos sem prazo de carência.
“Come-cotas”
O administrador do fundo de investimento deverá, nas datas de ocorrência
do fato gerador, reduzir a quantidade de quotas da cada contribuinte em
valor correspondente ao imposto devido.
O valor do imposto de renda retido será debitado diretamente à conta
corrente do fundo de investimento.
Fundos com carência
A base de cálculo do imposto será a diferença positiva entre o valor
patrimonial da cota:
 no vencimento de cada período de carência e o apurado na data da
aplicação ou na data anterior em que tenha ocorrido a incidência do
imposto, no caso dos fundos sujeitos a essa condição;
 no último dia útil de cada semestre-calendário, ou no último
vencimento do período de carência e o apurado na data da
aplicação, ou na data anterior em que tenha ocorrido a incidência
do imposto, no caso dos fundos com período de carência superior a
180 dias.
Compensação de perdas
As perdas havidas nos resgates de cotas de um mesmo fundo de
investimento poderão ser compensadas com os rendimentos apurados em
cada período de incidência do imposto ou em resgates posteriores, no
mesmo fundo, desde que a instituição administradora mantenha sistema
de controle e registro em meio magnético que permita a identificação, em
relação a cada cotista, dos valores compensáveis.
Para esse efeito, considera-se perda a diferença negativa entre o valor do
resgate e o valor da aplicação, acrescido dos rendimentos tributados
anteriormente.
Quando houver resgate total de cotas com perda, o valor dessa perda
deverá permanecer no fundo de investimento até o final do ano-
calendário seguinte ao do resgate.
Agente responsável pelo recolhimento
O imposto será retido pelo administrador do fundo de investimento.

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