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Lombalgia: Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda a epidemiologia, etiologia, diagnóstico e tratamento das lombalgias, destacando fatores de risco como obesidade e estresse psicossocial. A lombalgia aguda é geralmente autolimitada, com a maioria dos pacientes se recuperando em até sete semanas, mas há uma tendência de recorrência e cronicidade. A avaliação clínica inclui anamnese detalhada, exame físico e testes neurológicos para diferenciar entre causas mecânicas, neurológicas e vasculares da dor lombar.
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Lombalgia: Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda a epidemiologia, etiologia, diagnóstico e tratamento das lombalgias, destacando fatores de risco como obesidade e estresse psicossocial. A lombalgia aguda é geralmente autolimitada, com a maioria dos pacientes se recuperando em até sete semanas, mas há uma tendência de recorrência e cronicidade. A avaliação clínica inclui anamnese detalhada, exame físico e testes neurológicos para diferenciar entre causas mecânicas, neurológicas e vasculares da dor lombar.
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Tutoria

OBJETIVOS: que exijam a flexão e a rotação do tronco,


expor-se a estímulos vibratórios por
 EPIDEMIOLOGIA E ETIOLOGIA DAS períodos longos, isoladamente ou
LOMBALGIAS OK combinados.
 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
 FISIOPATOLOGIA Os principais fatores de risco para a
 SEMIOTÉCNICA DA AVALIAÇÃO cronicidade da lombalgia são a
 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL (DOR obesidade, o baixo nível educacional, os
NEUROPÁTICA X LOMBAILGIA elevados níveis de dor e de incapacidade,
COMUM). o humor depressivo , a somatização, a
 EXAMES DE IMAGEM ansiedade, a insatisfação com o trabalho e
 TRATAMENTO o levantamento de peso durante três
 CETOPROFENO (AINE) E TRAMAL quartos da jornada de trabalho.
(OPIÓIDE)
ANATOMIA
Lombalgias e
A coluna lombar é composta por 5
Lombociatalgias vertebras. L1 a L5.
A lombalgia aguda é um a condição Funcionalmente é dividida em três partes:
autolimitada, e 90% dos pacientes
recuperam-se espontaneamente no Compartimento Anterior – formado
período de quatro a sete semanas. pelos corpos vertebrais e do disco
intervertebral. Tem a função de absorção
Há tendência de recorrência dos sintomas de choques e à sustentação de peso.
dolorosos (geralmente 1 ano).
Compartimento Médio – formado pelo
Das pessoas que tem lombalgia, 40 a 44% canal medular e pelos pedículos
apresenta cronicidade.
. Compartimento Posterior – tem a
A persistência da dor lombar pode ser função de protege os elementos neurais e
decorrente de fatores psicossociais e de é o responsável pelo direcionamento das
distúrbios vasculares e da unidades funcionais nos movimentos de
neuromodulação central da dor. flexão anterior e extensão, flexão lateral e
rotação.
FATORES DE RISCO
Fatores Individuais: história previa de
lombalgia
Fatores Constitucionais: ganho de peso,
a obesidade, a altura, a má postura, a
fraqueza dos músculos abdominais e
espinais e a falta de condicionamento
físico.
Fatores Psicossociais: depressão , a
hipocondríase, a histeria, o alcoolismo, o
fumo, o divórcio, o comportamento
doloroso. Além disso, indivíduos Os grupos musculares responsáveis pelo
descontentes e desmotivados com a sua suporte dinâmico da coluna lombar são: os
atividade ocupacional também podem extensores, os flexores anteriores, os
apresentar maior ocorrência de dor flexores laterais e os rotadores. Sendo os
lombar. extensores e rotadores os principais pelo
Fatores Ocupacionais: esforços sobre a suporte da coluna vertebral.
coluna lombar caracterizados por levantar
pesos, em purrar objetos pesados,
permanecer na posição sentada por tempo
prolongado, realizar tarefas monótonas ou
infecções e doenças inflamatórias
no nível da coluna lombar.
 Inespecíficas: queixas de dor
lombar que ocorrem sem um a
causa anatômica ou neurofisiológica
identificável. Representa a maioria
dos casos de lombalgia.
Devido à natureza benigna das
lombalgias agudas inespecíficas,
90% melhoram espontaneamente,

AVALIAÇÃO CLÍNICA
A estabilidade da coluna depende dos
ligamentos e da ação muscular. Anamnese
O disco intervertebral tem papel Sobre a DOR investigar:
importante na absorção de energia
mecânica, sofrendo deformações elásticas  A história do início e da evolução
frente aos esforços. As sobrecargas são dos sintomas
menores sobre o canal raquidiano e sobre  O tipo e a localização precisa da dor
os pedículos vertebrais.  A sua irradiação
 Os fatores predisponentes e
O s discos intervertebrais m ais desencadeantes do quadro.
sobrecarregados estão entre L4-L5 e L5-  Os fatores de piora e de melhora.
S1. Esses discos sofrem enorme ação
mecânica por serem os principais locais de Avaliar
movimento da coluna no sentido ântero- Dados sobre os diversos aparelhos, a
posterior e látero-lateral. história familiar e os antecedentes
pessoais devem ser rotineiramente
CLASSIFICAÇÃO
pesquisados.
As lombalgias são classificadas de acordo
Hábitos do Paciente: importante investigar
com a duração, o padrão e a etiologia.
para elucidar o melhor diagnóstico e
DURAÇÃO retirar a causa base da dor para quando a
pessoa fizer o tratamento, essa dor não
 Aguda: tem início súbito e duração volte. Exemplo: tabagismo, a posição de
inferior a quatro semanas dormir, o tipo de colchão e de travesseiro,
 Subaguda: duração de 4 a 12 as principais posições assumidas durante o
semanas. trabalho, o estudo, o lazer e as atividades
 Crônica: duração maior que 12 esportivas, além da satisfação pessoal e
semanas. no trabalho,
Lombalgia recorrente: ela não se ATENÇÃO AS CARACTERÍSTICAS DA
encaixa em nenhuma das classificações DOR!
anteriores. É aquela que reaparece após
período sem dor. Dor de origem NEUROLÓGICA: A dor tem
início súbito e de forte intensidade, de
ETIOLOGIA caráter lancinante (pontadas agudas), do
 Específicas: Representa apenas tipo queimor, choque e latejamento, que
15% dos casos de lombalgia. As se inicia na coluna lombar e irradia-se para
causas especificas são: hérnias o membro inferior, atingindo a
discais; espondilolistese; estenose extremidade distal, e que piora com a
do canal medular; instabilidade tosse e o espirro.
definida acima de 4 a 5 mm no Dor de origem MECÂNICA: localiza-se na
estudo radiológico dinâmico de coluna lombar, podendo irradiar-se para os
flexão e extensão; osteoporose; membros inferiores e podendo ou não
fraturas vertebrais; tumores; e acompanhar a distribuição nervosa.
Geralmente é agravada pelo movimento
da coluna lombar.
Dor de origem VASCULAR: claudicação
intermitente (dor ao caminhar e melhora
com o repouso), e geralmente é
acompanhada por alterações na
temperatura e na coloração do tegumento
e por alteração trófica.
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: fraturas,
tumores ou metástases, infecção,
espondilolistese, estenose do canal
medular, espondilite anquilosante ou EXAME FÍSICO
hérnia do disco lombar. Auxiliam na confirmação ou exclusão
É importante diferenciar as causas da dor das possibilidades diagnosticas
lombar, pois o tratamento muda. formuladas durante a anamnese.

ATENÇÃO! Quando me deparo com uma Inclui a inspeção estática e dinâmica, a


LOMBALGIA AGUDA observar sinais de palpação, os testes neurológicos e as
alarme para quadros malignos: RED FLAG manobras especiais provocativas.

 Idade acima de 50 anos INSPEÇÃO ESTÁTICA


 Apresenta queixa dolorosa por mais Observa-Se:
de um mês.
 Antecedente pessoal de tumor  Constituição física do paciente,
maligno,  Presença de deformidades,
 Perda inexplicável de peso  Espasmos musculares,
 Dor noturna  Amiotrofias,
 Ausência de melhora clínica após  Crescimento anômalo de pêlos,
um mês de tratamento conservador.  Marcas de nascimento,
 Manchas café-com –leite
 Lipomas,
 Simetria dos ombros, das
espinhas ilíacas e do trocanter
maior,
 Aumento ou a redução das
curvas fisiológicas
 Escoliose - postura com a
inclinação lateral para um os
lados.
 Proeminência abdominal.
INSPEÇÃO DINÂMICA
Irei visualizar os movimentos da coluna
A BANDEIRA AMARELA são os critérios
lombar, da marcha, além da coordenação
que indicam maior chance de
e do equilíbrio.
cronificação da dor lombar.
Marcha na ponta do é e calcanhar:
avaliação da força muscular dos músculos
flexores dorsais (L4) e flexores p lantares
(S l) do tornozelo.
PALPAÇÃO
Deve ser feita com rotina, buscando
pontos dolorosos locais, espasmos
musculares.
A palpação e a percussão dolorosa n a coordenação adequada e ocorrer em
região d os processos espinhosos pontos precisos de um movimento.
vertebrais, associadas a redução na
A propriocepção normal parece ser
mobilidade da coluna lombar.
essencial para essa coordenação
Técnica de palpação muscular para avaliar muscular.
detalhadamente os cmusculos superficiais
Além disso, o equilíbrio fisiológico entre
e profundos.
grupos musculares agonistas e
POSTAIRE : Colocar em posição para expor antagonistas deve estar preservado.
(Position to Open) o músculo; alongar
Em indivíduos normais, a força muscular
(STretch) para induzir tensão; ativar
dos extensores é maior do que a dos
(Activate) o músculo para identificá-lo
flexores. Já nos pacientes com lombalgia,
(Identify) d e acordo com a sua função;
vários estudos demonstram a fraqueza dos
relaxá-lo para examinar (Relax to
extensores em relação aos flexores.
Examine).
Também nos pacientes com lombalgia há
Palpação abdominal – aneurisma de aorta
comprometimento equivalente de ambos
abdominal.
os grupos musculares e o desequilíbrio
TESTES NEUROLÓGICOS entre os músculos da coluna lombar no
plano frontal.
Avaliação clínica d a força muscular,
ETIOLOGIA
Pesquisa dos reflexos tendíneos profundos
- patelar (L4), aquileu (Sl) e isquiotibial LOMBALGIAS INESPECÍFICAS –
medial (L5) possíveis causas.
Sinal d e elevação da perna estendida LOMBALGIA DEGENERATIVA: quase
sempre está acompanhada de com
Avaliação da sensibilidade
prometimento discal e interapofisário. A
O mapa dos dermatômeros descrito por dor pode ser súbita ou lenta, bloqueia os
Keegan e Garrett (1948) parece ser o mais movimentos causando rigidez na coluna
adequado na avaliação das alterações lombar.
decorrentes de processos dolorosos.
A lordose é acentuada causada pelo
Teste de Beevor aumento do ângulo lombossacral OU por
fraqueza do musculo glúteo e abdominal =
MANOBRAS ESPECIAIS E
dor!
PROVOCATIVAS
LOMBALGIA MECÂNICA: É a dor lombar
Estiram a medula espinal, a cauda eqüina
decorrente de esforço físico e é aliviada
ou o nervo ciático; aumentam a pressão
pelo repouso no leito. Inicio incisdioso, tem
intratecal ou mobilizam a articulação
características crônicas, piora ao final do
sacroilíaca.
dia (devido as atividades durante o dia),
Sinal de Laségue não tem sinais neurológicos associados, a
tosse ou espirros não aumentam a dor.
Teste de Kernig - estira a medula,
reproduzindo a queixa Pode ser atribuída a atividades como:
levantar pesos e permanecer na posição
de dor. Nos casos positivos, o doente sentada ou em pé por tempo prolongado.
queixa-seda reprodução d e sua dor, o que
pode ser indicativo de irritação meníngea O paciente com essa lombalgia geralmente
ou da raiz nervosa. é sedentário, obeso, com fraqueza dos
músculos abdominais, dos posteriores da
AVALIAÇÃO FUNCIONAL coluna lombar e dos glúteos e
P ara um a estabilidade dinâmica eficiente, encurtamento dos músculos isquiotibiais.
a força muscular deve estar associada à SINDROME DOLOROSA MIOFASCIAL:
Está presente na maioria dos pacientes Pode ser assintomática, o paciente sente
com dor lombar. dor quando ela escorrega mais de 25% da
sua posição normal.
O diagnóstico é realizado pela história e
pela presença de pontos-gatilho nos Acredita-se que a espondilolistese ístmica
músculos com prometidos. decorre de um a fratura de fadiga
semelhante às que ocorrem em outras
Os principais músculos acometidos são os
partes do esqueleto.
paravertebrais, os abdomianis, os glúteos,
o piriforme, o quadrado lombar, o iliopsoas A dor pode localizar-se na região lombar,
e os multífidos. às vezes nas nádegas e n a face posterior
da coxa, zonas habituais de dor referida de
A plasticidade neuronal espinal parece ser
origem lombar.
um fator chave que determina a
hipersensibilidade dolorosa. É uma dor do tipo mecânica que se inicia
ou se exacerba com a atividade e melhora
Nesse ponto-gatilho miosfacial ativo
com o repouso.
apresenta diversas substâncias que ativam
os nociceptores (prostaglandinas, São divididas em 5 grupos:
bradicinina, redução do pH). Pontos-gatilho
 Grupo I: é a congênita ou displásica.
ativos não tratados podem ser focos
 Grupo II: espondilolistese ístmica, a
periféricos secundários de dor capazes de
clássica espondilolistese decorrente
iniciar, amplificar e perpetuar a
de espondilólise.
sensibilização central.
 Grupo III: é o da espondilolistese
Acreditam os que a prevenção e o traumática, conseqüente de um a
tratamento da sensibilização central fratura traumática do istmo.
poderão auxiliar esses pacientes.  Grupo IV: é a espondilolistese
degenerativa, que é produzida por
Procedimentos simples, como o
artrose das articulações posteriores.
agulhamento seco ou a inativação dos
 Grupo V: é a espondilolistese
pontos-gatilho com anestésicos locais,
patológica, por estreitamento ou
salina ou antiinflamatórios não-hormonais,
ruptura do pedículo secundário a um
podem tratar a síndrome.
a enfermidade óssea com o
LOMBALGIAS DE CAUSA osteogênese imperfeita, a
ESPECIFICA acondroplasia e neoplasia.

ESPONDILOLISTESE A retração dos músculos flexores da coxa


de causa não esclarecida é um a
manifestação freqüente da
espondilolistese.
A hipótese diagnostica é confirmada pelo
raio X de perfil que mostra o deslizamento
anterior de L5 sobre Sl.
Esse deslizamento é classificado em
quatro graus, de acordo com a divisão da
superfície superior.
É o deslizamento anterior do corpo
vertebral em relação à vértebra
imediatamente inferior.
A localização m ais frequente é entre L5-
S1.
O deslizamento ocorre habitualmente
entre 10 e 18 anos e raramente progride a
partir dos 20 anos.
O tratamento operatório, geralmente a
artrodese (fusão das articulações) sem
descompressão está indicado dependendo
do grau da listese e dos sintomas, assim
com o na falha do tratamento
conservador, que consiste em repouso
relativo, uso de órtese lombossacral e
tratamento reabilitacional.
PROTUSÃO E HÉRNIA DISCAL
A protrusão discal consiste em um
abaulamento localizado ou difuso do disco OBS: A parte póstero -lateral do disco é o
produzido por um a alteração degenerativa local mais frágil.
do anel fibroso.
Ocorre mais no adulto jovem do que no
A hérnia discal se produz quando o idoso.
material do núcleo pulposo desloca-se por
meio da ruptura do anel fibroso por fissura A dor é gerada pela compressão da raiz
radial do anel. nervosa.

Existem 3 tipos de hérnias: O quadro clínico consiste em dor lombar


e lombociatalgia com grau variado de
 Prolapsada: há ruptura do anel intensidade de dor, escoliose antálgica,
fibroso, porém o ligamento déficit motor, alteração da sensibilidade,
longitudinal posterior continua dificuldade na flexão do tronco, teste de
íntegro, de modo que o núcleo só se elevação da perna estendida positivo e
insinua no ligamento. reflexo profundo diminuído ou ausente.
 Extrusa: O ligamento se rompe e o
núcleo pulposo degenerado migra Lasègue contralateral, que indica hérnia
para o canal vertebral, extrusa ou seqüestrada.
 Sequestrada: Quando o material do
núcleo pulposo migra para dentro do
canal, para cima e para baixo ou no
interior do forame.

A hérnia discal lombar é tida com o a mais


freqüente causa de lombociatalgia
mecânica.
O diagnóstico é clínico em mais de 90% d
os casos e pode ser confirmado com
tomografia (TC), ressonância magnética
melhor (RM) e eletroneuromiografia.
ESTENOSE DO CANAL MEDULAR 20% A 50% das gestantes apresentam
lombalgia.
Consiste no estreitamento do diâmetro
ântero-posterior e do recesso lateral, Fatores de risco para ter lombalgia
Aperta o que tem dentro do canal medular. durante a gestação é trabalho pesado,
paridade, história prévia de lombalgia,
Essa estenose pode ocorrer devido a
MAS, o peso corpóreo materno e do feto
degeneração discal, espondilolistese,
não são fatores de risco para lombalgia.
enfermidade de paget e outros.
No caso de gestantes, recomendam -se
Parece com a dor da hérnia discal mas se
calor superficial e
diferencia pela história de claudicação
intermitente neurogênica, quando a dor é massagem do tecido conjuntivo ou da zona
desencadeada ou se intensifica reflexa quando
progressivamente com a marcha. O
paciente tem que sentar 10 a 20 minutos o teste de zona de Head estiver presente.
quando está andando. A acupuntura também está indicada,
O estudo radiológico, os sinais mais porém devem-se evitar pontos que
freqüentes são a redução do canal estimulem as contrações uterinas.
medular. A com provação exata deve ser LOMBALGIAS EM ATLETAS
feita após a T C ou a RM.
Atinge 75% dos atletas.
ANOMALIA DA TRANSIÇÃO
LOMBOSSACRAL A coluna lombar é o principal local de
lesões em algumas modalidades de
A vértebra lombar se apresenta com esportes.
característica de vértebra sacral
(sacralização) ou a vértebra sacra com A idade de início da atividade esportiva,
característica de vértebra lombar assim como o grau de sobrecarga
(lombarização). mecânica no esqueleto, é fator importante
para o desenvolvimento de anormalidades
As anomalias da transição vertebral na coluna lombar.
constituem causa de dor pela degeneração
discal superior à vértebra de transição, OUTROS
pela neoartrose transverso-sacral e, Não podemos esquecer as lombalgias
principalmente, pela síndrome dolorosa decorrentes de afecções viscerais com dor
miofascial. lombar referida por lesões ginecológicas,
Esses pacientes apresentam, pontos- urológicas e vasculares, com dor na coluna
gatilho nos músculos quadrado lombar, torácica baixa, com o nas doenças
glúteo médio, glúteo mínimo e piriforme. gastroduodenais ou pancreáticas, e com
dor na coluna torácica alta, como o tumor
ESPINHA BÍFIDA dos brônquios.
É a falta de união dos dois hemiarcos
DIAGNÓSTICO
posteriores no nível das apófises
espinhosas. IMAGEM
Em geral, localiza-se em L5 e S l. O estudo radiológico simples só deve ser
solicitado na presença de sinais de alerta,
A incidência é d e 5 a 10% da população.
após sete semanas de falha no tratamento
A espinha bífida oculta, localizada no conservador ou nos casos em que o exame
sacro, não acarreta nenhum transtorno. físico evidencie deformidades inexplicáveis
ou déficit motor significativo.
O achado radiológico é casual na maioria
das vezes. Dor lombar recorrente: se realizou o raio-x
há menos de dois anos, não precisa pedir
LOMBALGIA EM GESTANTES novamente. Só se o quadro clinico mudou
muito ou apresenta sinais de alerta.
Incidências de frente e perfil são as mais A elucidação diagnostica constitui o
importantes, pois avaliam o alinhamento primeiro passo na determinação da
vertebral e o diagnóstico de fraturas, abordagem terapêutica.
luxações, anomalias congênitas,
Atenção!
espondilolistese e alterações
degenerativas. Pacientes de 20 a 50 anos: se não houver
indícios da presença de lesões tumorais,
ATENÇÃO!
infecciosas ou traumáticas, pode-se iniciar
 Raio-X da coluna lombar deve ser o tratamento conservador, que consiste no
solicita do em caso de: Idade < 20 controle dos sintomas e na restauração
anos e > 50 anos. funcional, durante um mês antes de se
 História de traumatismo lombar, prosseguir em um a investigação por meio
 Presença de déficit neurológico de estudos de imagem ou outros estudos
 Perda inexplicável de peso por específicos.
tempo superior a seis meses e
Pacientes > 50 anos e crianças com dor
suspeita clínica de espondilite
anquilosante. lombar: a pesquisa diagnostica por meio
dos exames laboratoriais e de imagem
Indica-se a RM quando há suspeita clínica deve ser realizada de forma mais
de infecção, neoplasia e disfunção expressiva.
neurológica progressiva e nos casos de
lesão traumática aguda grave. Nos casos TRATAMENTO
inespecíficos, sugere-se a sua indicação
A dor de qualquer natureza, é constituída
apenas quando os sintomas dolorosos não
pelo componente físico, psíquico,
melhoram após sete semanas.
econômico e espiritual.
ELETRONEUROMIOGRAFIA
Os fatores emocionais e sociais devem ser
Fornece informações sobre o estado lembrados para a obtenção do sucesso
funcional da unidade motora, permitindo a terapêutico.
avaliação do comprometimento do sistema
Além disso, os riscos e os benefícios
nervoso periférico, da junção mioneural,
também devem ser considerados durante
do axônio, da bainha de mielina ou do
o planejamento terapêutico.
próprio músculo.
LOMBALGIA AGUDA
O exame é útil nos casos em que o exame
clínico não permite a localização da lesão, Se for aguda inespecífica com bom
quando não há correlação clínica entre os prognóstico: deve ressaltar a necessidade
achados clínicos e os exames de imagem, de permanecer ativo e de evitar o repouso
quando a sintomatologia persiste mesmo no leito.
após a normalização do exame
neurológico ou, ainda, nos casos previam OBS: antigamente o repouso era o
ente submetidos a procedimentos tratamento indicado, mas estudos feitos
operatórios com dúvida pelo exame mostraram que a prescrição de repouso é
morfológico. prejudicial para lombalgia inespecífica
tanto aguda com o crônica. EXETO, em
EXAMES LABORATORIAIS casos de lombalgia com ciática que é
recomendado o repouso de 10 dias.
Servem para diagnóstico diferencial de
lesões tumorais e infecciosas e para REPOUSO gera atrofia muscular, o
avaliar as condições clinicas antes da descondicionamento cardiopulmonar, a
cirurgia. perda mineral óssea com hipercalcemia e
hipercalciúria e, eventualmente, o risco de
O estudo da condição metabólica e
tromboembolismo pulmonar.
hormonal, assim com o da possibilidade de
infecções ou infestações parasitárias, Se a dor for muito intensa e o repouso
permite a avaliação de fatores propiciar alívio temporário da dor, é
perpetuantes.
recomendável usar-se a posição de semi- devem ser encaminhados para
Fowler. (pressão mínima) procedimento operatório de urgência.
O tratamento nessa fase visa ao alívio LOMBALGIA SUBAGUDA
sintomático da dor e da inflamação e à
Os pacientes nessa fase merecem cuidado
orientação para a proteção das estruturas
especial visando a adesão do tratamento.
acometidas, evitando posturas ou
atividades que exacerbem o quadro álgico Realizar profilaxia de cronicidade do
por sobrecarga mecânica sobre a coluna quadro doloroso e sua recorrência.
lombar.
Os principais objetivos são a restauração
As principais medidas terapêuticas na de amplitude completa de movimentos
lombalgia aguda são: assegurar o paciente sem dor, a restauração da força, da
sobre a benignidade do quadro, resistência e da coordenação
permanecer ativo, evitar o repouso no leito neuromuscular, assim como o retorno às
após três dias, controlar a dor com atividades normais.
analgésicos simples e antiinflamatórios
não-hormonais e fazer a manipulação LOMBALGIA CRÔNICA
vertebral. É fundamental que o médico não reforçe
Voltar as atividades diárias de vida. os sintomas de incapacidade e de
sofrimento do paciente.
O uso de coletes é só para lembrar que
tem que ter cuidado com a coluna. O objetivo nessa fase é a recuperação
progressiva da capacidade funcional.
Fazer atividade física, não ficar sentado ou
em posição de desconforto por muito Devido ao pior prognóstico dessa fase,
tempo. alguns autores sugerem que o tratamento
conservador seja mais agressivo.
Exercícios aeróbios de baixo impacto, com
o deambular, nadar e pedalar bicicleta, Utilizar medicamentos de ação central
proporcionam mínima sobrecarga sobre a pode auxiliar o desempenho do sistema
coluna lombar e podem ser iniciados supressor de dor.
durante as primeiras duas semanas. ANTIDEPRESSIVOS TRICICLICOS +
MEDICAMENTOS NEUROLÉPTICOS FENOTIAZÍNICOS:
diminuem a dor, ajudam normalizaro nível
Está indicado o uso de analgésicos, como o do sono e estabilizam o humor.
acetaminofeno, de antiinflamatórios não -
hormonais e de relaxantes musculares. A massagem terapêutica é benéfica para
os indivíduos com lombalgia subaguda ou
AINES e relaxantes musculares não tem crônica inespecífica em termos de melhora
diferenças, mas, os relaxantes musculares funcional e dos sintomas.
causam sonolência.
Abordagem multidisciplinar: Há forte
Os medicamentos devem ser prescritos de evidência a favor da abordagem
horário e não se necessário. multidisciplinar biopsicossocial intensiva,
superior a 100 horas, visando à
O uso de termoterapia superficial é eficaz,
restauração funcional de pacientes com
e pode ser usado no domicilio.
lombalgia crônica grave e incapacitante.
Na síndrome dolorosa miofascial
O paciente tem que está comprometido
recomendam a realização de exercícios de
com sua recuperação e retirar os fatores
relaxamento muscular, seguidos do seu
que levam a sobrecarga lombar.
alongamento.
Problemas psicossociais, de insatisfação
Hérnia discal com síndrome da cauda
no ambiente de trabalho e de amplificação
equina - Os pacientes com suspeita de
dos sintomas decorrente da sensibilização
hérnia discai acompanhada de sinais
central devem ser suspeitados,
clínicos de síndrome da cauda eqüina e/ou
déficit motor rapidamente progressivo
corretamente diagnosticados e É um agonista dos receptores opióides,
controlados. inibe a receptação de serotonina e
noradrenalina.
A terapia cognitivo-comportamental
reduza a dor além de melhorar o estado Dose máxima 400 mg dia
funcional e com portamental dos pacientes
As reações adversas mais comumente
com lombalgia crônica. O principal objetivo
observadas são náusea, vômito, tontura,
deste tratamento é reduzir os
sedação, boca seca, alteração da pressão
comportamentos de ansiedade e de evitar
arterial e sudorese. Depressão respiratória
a realização de atividades pelo medo.
e dependência química, apesar de raras,
A prescrição dos exercícios é baseada nos têm sido descritas.
sintomas dos pacientes e leva em
Quando administrado por via intravenosa,
consideração as deficiências específicas e
na dose de 50 mg a 150 mg, tem uma
individuais.
potência analgésica equivalente à dose de
A prevenção da recorrência da dor lombar 5 mg a 15 mg de morfina.
é importante em qualquer programa
Em função de seus múltiplos mecanismos
terapêutico. Evitar sobrecarga mecânica
de ação, apresenta melhor perfil de
sobre a coluna.
segurança quando comparado aos demais
MEDICAMENTOS opioides, uma vez que possui baixo
potencial de adição e de depressão
CETOPROFENO: é um antiinflamatório respiratória, menor incidência de eventos
não-esteroidal, com propriedades cardiovasculares e maior eficácia no
analgésica, antipirética e anti-inflamatória. tratamento da dor neuropática.

O cetoprofeno inibe a agregação


plaquetária e a síntese das
prostaglandinas.
Seu exato mecanismo de ação para o
efeito antiinflamatório não é conhecido.
O mecanismo de ação do cetoprofeno se
dá pela sua capacidade de inibir de forma
não seletiva a enzima ciclooxigenase
(COX), inibe a COX-1 e COX-2 (Kay-
Mugford et al., 2000). Desta maneira inibe
também a síntese de prostaglandinas
(PGs) que são produzidas através da ação
da enzima COX (Levoin et al., 2004). As
prostaglandinas são importantes
mediadores inflamatórios, principalmente
a prostaglandina E2 (PGE2) e a
prostaglandina I2 (PGI2) que atuam como
potentes agentes vasodilatadores e
potencializam o aumento da
permeabilidade induzida por mediadores
como a bradicinina e a histamina

TRAMAL – é um opióide fraco, sintético de


ação central.
Seu efeito analgésico está ligado ao atuar
nos receptores opioides e estimular o
sistema descendente inibitório da dor.

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