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Modelo Denver de Intervenção Precoce

O Modelo Denver de Intervenção Precoce (ESDM) é voltado para crianças de 1 a 5 anos, visando desenvolver a reciprocidade por meio de atividades lúdicas. A prática envolve a liderança da criança, validação de suas tentativas comunicativas e um programa de intervenção baseado em avaliações que traçam metas de desenvolvimento. Este modelo é intensivo e combina atividades estruturadas com rotinas sensório-sociais, sendo reconhecido como uma importante descoberta na área médica.
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Modelo Denver de Intervenção Precoce

O Modelo Denver de Intervenção Precoce (ESDM) é voltado para crianças de 1 a 5 anos, visando desenvolver a reciprocidade por meio de atividades lúdicas. A prática envolve a liderança da criança, validação de suas tentativas comunicativas e um programa de intervenção baseado em avaliações que traçam metas de desenvolvimento. Este modelo é intensivo e combina atividades estruturadas com rotinas sensório-sociais, sendo reconhecido como uma importante descoberta na área médica.
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Modelo Denver:

Intervenção Precoce (ESDM)

O que é? O modelo Denver de Intervenção Precoce se aplica a crianças de 1 a 5 anos e tem como
objetivo desenvolver a reciprocidade através de atividades de jogo, favorecendo o desenvolvimento
amplo e pleno das crianças nas diversas esferas de uma forma natural.

Como é a prática? No Denver, segue-se a liderança da criança, conquista-se uma relação de afeto e
cumplicidade, prioriza-se a parceira de jogo e a atenção compartilhada, valida-se todas as tentativas
da criança e suas iniciativas comunicativas.

Como funciona? O programa de intervenção se baseia a partir de uma avaliação inicial onde é
aplicado um “check list” para observar as áreas que estão atrasadas e traçar as metas para que toda a
equipe esteja integrada, além dos pais e dos membros da escola. Os níveis do “check list” variam do 1
ao 4 e são estabelecidos por idade. Neles são observados aspectos como: comunicação expressiva e
receptiva, imitação, motricidade grossa e fina, independência em AVDs (atividades de vida diária),
comportamento, cognição, socialização, entre outros. Os pais são orientados a como estimular seus
filhos em casa e, por isso, as terapias devem ser aplicadas no consultório e em casa.

Como ensinar? Crianças com autismo tem tendência a ignorar, o que de certa forma acaba sendo
um ganho para a criança, porque se ela ignora ela não precisa parar de fazer o que ela está querendo
fazer. Seja sintoma do autismo ou até mesmo por um comportamento aprendido. Tem muita criança no
espectro que aprende que ela tem um ganho maior ignorando do que aprendendo. Por isso,
necessitamos dar suportes para os comandos que pedimos à criança e então, ir aumentando o suporte.
Mas é muito importante que não seja feito o tempo todo! Sempre lembrar que cada vez que eu faço o
pedido pra criança eu preciso ganhar a motivação dela novamente. Os níveis de suporte (ajuda) vão
sempre do menos para o mais, ou seja, a criança tem espaço para realizar de forma independente a
atividade, caso não consiga, os níveis de suporte vão aumentando. As atividades são organizadas a
partir da abertura, tema, variação e fechamento, sempre com a criança motivada ( porque o reforço é
a própria atividade).

Níveis de Suporte/Ajuda
1. Para objetivos de fala, imaginação, seguir um comando de linguagem:

POSICIONAL VERBAL GESTUAL


Exemplo: Este é um exemplo de objetivo do checklist que dá para usar nesses níveis:
Olha para o parceiro quando chamado pelo nome
Responde às questões "Quem?", "Como?"

2. Para objetivos mais físicos, pegar objetos, fazer uma ação:

VERBAL GESTUAL FÍSICO PARCIAL FÍSICO TOTAL


Exemplo: Este é um exemplo de objetivo do checklist que dá para usar nesses níveis:
Responde a “Me mostra” estendendo o objeto ao adulto
Dá um objeto ao parceiro quando ele pede Fga. Ingrid Leão Webster (CRFa 5-13091)
Para começar os suportes com a criança, é
bom sempre seguir essas regras:

1° dar uma demanda que você já sabe que ela sabe executar.

Por quê?
Ensinar a criança a seguir instruções verbais, a palavra mais importante é CONSISTÊNCIA! É muito
importante que toda vez que eu dou uma instrução verbal eu garanta que ela será seguida até o final.
Se você quer evitar que a criança tenha que frequentemente seguir esse suporte para que a criança
faça o que você quer que ela faça: então reduza o número de demandas. Mas toda vez que você der
uma demanda para a criança, dê o suporte necessário para que ela possa responder
adequadamente. Exemplo: Eu quero que o João venha então falo repetidamente “João, vem, vem aqui,
vamos, venha..” isso não é suporte, por isso preciso seguir os níveis e iniciar por algo que sei que ele
faz.

2° demanda dada é demanda cumprida!

Por quê?
No começo eu faço rapidamente para a criança saber que não irei reter o brinquedo ou acabar com a
brincadeira dele(a). Especialmente no começo é bom ter um objeto favorito ou brincadeira divertida
para fazer logo depois do meu comando. O importante é sempre dosar entre a demanda e uma coisa
de motivação. Senão, a criança irá associar de forma ruim e irá ignorar as demandas que eu dou. E
também, preciso estabelecer que ela cumpra para que as demandas sempre sejam realizadas.

O Denver, assim como todos os modelos terapêuticos aplicados nos casos de TEA,
deve ser intensivo e frequente. Trata-se de um modelo que mescla atividades
estruturadas com rotinas sensório sociais, sendo um diferencial do ABA.
Em 2012 foi apontado como uma das maiores descobertas na área médica pela
Revista Time.

Fala

Brincar, Imitação, Sempre lembrando dos


Compreensão
pré-requisitos da fala!

Interação Social,
Atenção Compartilhada

Atenção, Contato Visual,


Intenção Comunicativa Fga. Ingrid Leão Webster (CRFa 5-13091)

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