Mecanismos de Agressão e Defesa
✧˚ ༘ ⋆。˚ Problema 1 ⎛⎝ ≽ > ⩊ < ≼ ⎠⎞
「✦Células✦」
Quase todas derivam de células-tronco hematopoéticas (CTHs) existentes
na medula óssea, as quais se diferenciam a partir de linhagens mieloides,
(fagócitos e maioria das DCs) e linfoides (linfócitos)
Linhagem Mieloide
Fagócitos: Recrutamento das células para os sítios de infecção →
reconhecimento e ativação por microrganismos → fagocitose → destruição
dos microrganismos ingeridos.
Principal função: fagocitose de microrganismos, especialmente
opsonizados, e produtos de células necróticas, bem como destruição desses
nos fagolisossomos.
Se comunicam com outras células de maneira a promover ou regular as
respostas imunes por meio de contato direto e secreção de citocinas.
Os neutrófilos e monócitos do sangue, os quais se diferenciam em
macrófagos após sua entrada nos tecidos, circulam no sangue e são
recrutados para os sítios inflamatórios.
Neutrófilos: População mais abundante de leucócitos circulantes
(poucas horas à até 5 dias) e o principal tipo celular nas reações
inflamatórias agudas atuando no sítio por até 2 dias.
Resposta mais rápida e vida curta nos tecidos;
Usam rearranjos do citoesqueleto e ativação de enzimas para gerar
respostas rápidas e transitórias;
Secretam conteúdos de grânulos e também realizam extrusão de seu
conteúdo nuclear, formando armadilhas extracelulares de neutrófilos
(NETs), que atuam imobilizando e matando microrganismos
extracelulares, mas que também podem lesionar tecidos sadios.
Morfologia: núcleo segmentado em três a cinco lóbulos
conectados (polimorfonucleares/ PMNs), citoplasma contém
grânulos pouco corados ligados à membrana que secretam
lisozima, colagenase e elastase e grânulos corados com
outras enzimas e substâncias microbicidas (defensinas e
catelicidinas)
Macrófagos: resposta prolongada e vida longa nos tecidos;
Atuam como APCs ativando o LT recrutados para os locais de lesão
ou infecção.
Fazem fagocitose, killing, reparo tecidual, angiogênese e fibrose;
Ingerem células necróticas do hospedeiro e células mortas;
Ativação: produtos microbianos (ex: lipopolissacarídio), IFN-γ
derivado de células NK, estímulos de LT, IgG, IL.
Respostas com produção de citocinas dependentes de indução de
transcrição gênica e expressão proteica;
Residentes: maioria derivados de células-tronco do saco
vitelínico ou fígado fetal, micróglias, células de Kupffer,
macrófagos alveolares.
Piroptose: morte inflamatória que resulta da ativação de
inflamassoma.
Morfologia: mononucleares em forma de feijão, citoplasma granular
com lisossomos, vacúolos fagocíticos e filamentos de citoesqueleto,
produzem mediadores inflamatórios, receptores de opsoninas, Toll-
like (TLRs), Fc, e expressam MHC II.
M1: mais eficientes para o killing.
M2: remodelamento e reparo tecidual.
Células dendríticas clássicas (cDCs): apresentam antígenos às
células T naive para ativação ou indução de tolerância, induzem
respostas de células TCD4+;
DC direcionará a diferenciação da célula T naive para tipos distintos
de células efetoras, como células Th1 produtoras de interferona-γ ou
células Th17 produtoras de IL-17.
Células dendríticas plasmocitóides (pDCs): produzem IFNs tipo 1
em resposta aos vírus e podem capturam microrganismos
transmitidos pelo sangue e transportar seus antígenos para o baço
para apresentação às células T.
CDs residentes: provenientes do fígado fetal e saco vitelínico →
células de Langerhans, apresentam antígenos para células TCD4+
ativando-as ou induzindo tolerância.
Células dendríticas foliculares (FDCs): ativação das células B nos
centros germinativos dos órgãos linfoides secundários.
*Todas expressam MHC II
Granulócitos:
Monócito
Mastócito: adjacente a vasos sanguíneos e nervos, grânulos
citoplasmáticos de histamina (aumento do fluxo sanguíneo),
mediadores inflamatórios e antimicrobianos; sintomas
alérgicos, proteção contra helmintos
Basófilo: grânulos citoplasmáticos mediadores inflamatórios
e antimicrobianos
Eosinófilo: bilobado e grânulos citoplasmáticos mediadores
inflamatórios e antimicrobianos.
NK: macrófago produz IL-12 → NK secreta IFN-γ → ativa
macrófagos a destruírem microrganismos fagocitados.
Respondem à interleucina-12 (IL-12) produzida por macrófagos e
secretam interferona-γ (IFN-γ) que ativa os macrófagos para
matarem os microrganismos fagocitados.
Linhagem linfoide
Linfócitos B: imunidade humoral.
Os linfócitos B de memória podem expressar certos isótipos de Ig de
membrana (IgG, IgE ou IgA) como resultado da troca de isótipo,
enquanto as células B naive expressam apenas IgM e IgD
Foliculares: tecidos linfoides e sangue, expressam anticorpos que
atuam como receptores antigênicos de superfície celular e como
moléculas efetoras-chave e originam as células B de memória.
Zona marginal: minoria, produzem anticorpos com diversidade
limitada.
Plasmócitos: célula B efetora, secreta anticorpos.
Linfócitos T: imunidade celular.
TCD4+:
T helper (Th): secretam citocinas que agem em linfócitos T,
ativam células B, macrófagos e DCs, estimulam inflamação,
receptor de MHC II e expressam TCRs.
Th0
IL-12 IL-4 IL-6 e TGF-β TGF-β
Fatores de transcrição: T-BET GATA3 RORγT Foxp3
Th1 Th2 Th17 Treg
TNF e IFN-γ IL-4, IL-5 e IL-13 IL-17 e IL-22 TGF-β
T reguladoras (Treg): fazem supressão ou ativação das
respostas imunes, expressam receptores αβ e de MHC II.
TCD8+: citotóxicos, CTLs, reconhecem e matam células infectadas
com microrganismos intracelulares e cancerosas, receptor de MHC I
e expressam TCRs.
NKT: fazem supressão ou ativação das respostas imunes, expressam
TCRs com diversidade limitada.
ILCs: células linfoides inatas, linfócitos que não expressam
receptores para o reconhecimento específico de antígenos e que são
ativados por citocinas produzidas por outras células (Th).
CSF (fatores estimuladores de colônia): citocinas que estimulam a
proliferação e maturação de colônias leucocitárias
Imunologia Celular e Molecular, Abbas - 10° edição
「✦Anatomia do Sistema Imune✦」
Órgãos linfoides primários/geradores/centrais
Medula óssea: células-tronco, hematopoese.
Amadurecimento de células B (imaturas) → células B naive → maturação
nos órgãos linfoides secundários
Timo: maturação de células T (naive) → órgãos linfoides secundários
Córtex: maior quantidade de LT
Medula: LT maduros naive
Órgãos linfoides secundários/periféricos
Linfonodos:
Baço: “espleno”, faz a eliminação de hemácias,
plaquetas e leucócitos antigos
Polpa vermelha: sangue
Polpa branca:
MALT: tecido linfoide associado a mucosa.
Sistema linfático: drena a linfa que desemboca no ducto torácico
Imunologia Celular e Molecular, Abbas - 10° edição
「✦Imunidade Inata✦」
Defesa inicial contra infecções, essencial nas primeiras horas/dias após a
infecção, antes que as respostas adaptativas tenham se desenvolvido, é
mediada por mecanismos que já existem antes da ocorrência de uma
infeção e capazes de reagir rapidamente contra microrganismos invasores.
Principais tipos de reações protetoras do sistema imune inato são a
inflamação e a defesa antiviral.
Células: Fagócitos (macrófagos, neutrófilos e DCs), células NK,
mastócitos, basófilos e eosinófilos.
Principais componentes: barreiras físicas e químicas, células fagocíticas e
proteínas sanguíneas.
Moléculas solúveis: Proteínas, complemento, citocinas e quimiocinas.
Ação: atuam como opsoninas → ligam-se aos microrganismos →
fagócitos expressam receptores de membrana específicos para
opsoninas → intensificam a capacidade dos macrófagos e neutrófilos
de fagocitar esses microrganismos → respostas pró-inflamatórias →
mais fagócitos para os sítios de infecção
Barreiras epiteliais:
Defensinas: As células de Paneth junto às criptas do intestino
delgado são um dos principais produtores de α-defensinas, células da
mucosa respiratória e pele;
Secreção pode ser intensificada por citocinas e produtos
microbianos.
Catelicidinas: produzida por neutrófilos e células epiteliais de
barreira na pele, trato gastrintestinal e trato respiratório;
contra infecções por toxicidade direta e ativação de respostas em
leucócitos e outros tipos celulares que promovem a erradicação de
microrganismos.
Células T intraepiteliais: diversidade limitada de seus receptores
antigênicos, comparada com a maioria das células T no sistema
imune adaptativo;
Atuam na defesa do hospedeiro secretando citocinas, ativando
fagócitos e matando células infectadas.
「✦PAMPs e DAMPs✦」
PAMPs: padrões moleculares associados ao patógeno, substâncias
microbianas que estimulam a imunidade inata, compartilhadas por classes
de microrganismos. O sistema imune inato detecta a presença da infecção,
mas não os patógenos específicos.
Ex: ácidos nucleicos (RNA), proteínas, lipídios (LPS) e carboidratos.
DAMPs: padrões moleculares associados ao dano, moléculas endógenas
que são produzidas ou liberadas por células danificadas ou que estão
morrendo.
Ex: peptídeos, proteínas e ácidos nucleicos (DNA) fora do núcleo
Receptores de reconhecimento padrão: padrões moleculares associados
ao patógeno e ao dano são expressos na superfície, membranas
endossomicas e citosol de vários tipos celulares e se ligam aos PAMPs e
DAMPs, ativam vias de transdução de sinal e promovem as funções
antimicrobianas e pró-inflamatórias das células que os expressam.
Ex: TLRs, NOD, RIG, receptor de manose, scavenger, complemento,
colecinas.
TLRs de superfície celular → ativação do NF-κB → respostas
inflamatórias.
Os TLRs endossômicos → ativação de NF-κB e IRF7 → respostas
inflamatórias
expressão de IFN-α → respostas antivirais
Inflamassomos: complexos enzimáticos multiproteicos que se formam no
citosol em resposta a infecções ou lesão celular, que produzem caspase-1
proteoliticamente ativa, gerando, desse modo, formas biologicamente
ativas das citocinas inflamatórias IL-1β e IL-18;
Microrganismos no interior dos macrófagos são mortos quando os
macrófagos sofrem piroptose mediada pelo inflamassomo.
Ativação dos inflamassomos → produção de IL-1 → inflamação.
NLRP3 percebe muitos DAMPs e PAMPs
Imunologia Celular e Molecular, Abbas - 10° edição
「✦Circulação e Migração de Leucócitos / Diapedese✦」
Principais funções:
Distribuição para os tecidos e sítios de infecção/lesão;
Distribuição de linfócitos para órgãos linfoides secundários;
Distribuição de linfócitos efetores e de memória dos órgãos linfoides
secundários para sítios de infecção.
Migração/recrutamento leucocitário para um tecido ou sítio de
infecção/lesão (homing).
A adesão de leucócitos circulantes às células endoteliais vasculares é
mediada por selectinas, integrinas e ligantes que aumenta pela exposição a
citocinas produzidas nos sítios de lesão tecidual e infecção.
1. Infecção e lesão tecidual (estímulo) → produção de citocinas →
vasodilatação para diminuição do fluxo sanguíneo;
2. Marginação → rolamento de leucócitos mediado pelas selectinas;
3. Aumento da afinidade das integrinas → firme adesão ao endotélio;
4. Migração dos leucócitos para o local da infecção e lesão tecidual.
Quimiocinas: citocinas especializadas em quimiotaxia.
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「✦Citocinas✦」
Citocinas inflamatórias: TNF, IL-1 e IL-17 induzem a produção de
quimiocinas
Quimiocinas: citocinas especializadas em quimiotaxia.
Produzidas por células em resposta a reações inflamatórias e
produzidas constitutivamente nos tecidos e mantêm a distribuição de
células nesses tecidos.
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「✦Sistema Complemento✦」
Proteínas circulantes que se ativam em cascata com objetivo de fazer:
Opsonização;
Potencializar a resposta inflamatória recrutando fagócitos para o sítio
de infecção;
Lise osmótica de patógenos e células infectadas.
Via clássica (adaptativa)
Principal mecanismo
efetor da resposta imune
humoral adaptativa.
Via alternativa (inata)
C3 reconhece estruturas
na superfície microbiana.
Via da lectina (inata)
Lectina ligante de manose (MBL) reconhece resíduos de manose e inicia
etapas proteolíticas idênticas às da via clássica.
1. Proteínas do complementam reconhecem e se ligam nas moléculas
de superfícies microbianas;
2. Formação de C3 convertase
3. Clivagem de C3 em 3a e C3b
4. Formação de C5 convertase
5. Clivagem de C5 em 3a e C5b
Imunologia Celular e Molecular, Abbas - 10° edição
「✦Inflamação (aguda e crônica) x Infecção✦」
Inflamação aguda
1. Micróbios transgridem as barreiras epiteliais ou tecido é lesionado;
2. Reconhecimento de PAMPs e DAMPs por células sentinela teciduais
(DCs, macrófagos e mastócitos);
3. Secreção citocinas e mediadores em vasos sanguíneos → aumento da
permeabilidade dos capilares;
4. Liberação de proteínas plasmáticas;
5. Aumento da expressão de moléculas de adesão e migração de
leucócitos para os tecidos;
6. Destruição dos microrganismos, remoção de células mortas e reparo
tecidual.
Principais citocinas: TNF, IL-1 e IL-6
Consequências locais e
sistêmicas:
TNF e IL-1 atuam no
hipotálamo para induzir
elevação da temperatura
corporal (febre);
TNF, a IL-1 e a IL-6 circulam
até a medula óssea e
promovem a liberação de
neutrófilos e monócitos,
enquanto CSFs estimulam a
produção dessas células,
levando à elevação do número
de leucócitos no sangue
(leucocitose).
Inflamação crônica
Precedido por uma fase aguda em que não houve a cura, como parte
normal do processo de cura após inflamação ou na resposta lenta e sem
qualidade sem inflamação aguda anterior.
Angiogênese e fibrose, pode ser granulomatosa ou não.
Imunologia Celular e Molecular, Abbas - 10° edição
Resumo Sanar
「✦Fagocitose✦」
1. Fagócitos se ligam diretamente aos
microrganismos ou a microrganismos
opsonizados;
2. Os microrganismos são internalizados em
fagossomos;
3. Fagossomos se fundem aos lisossomos e
formam fagolisossomos;
4. Microrganismos são mortos por espécies
reativas de oxigênio (ROS), nitrogênio e
enzimas proteolíticas.
Imunologia Celular e Molecular, Abbas - 10° edição
「✦Resposta antiviral✦」
Principal mecanismo inato de bloqueio das infecções virais: indução da
expressão de IFNs tipo I.
IFNs tipo I: Inibem a replicação viral;
Causam o sequestro de linfócitos nos linfonodos;
Aumentam a citotoxicidade das células NK e CTLs CD8+;
Promoverem a diferenciação de células T naive para a subpopulação
Th1;
Regulam positivamente a expressão de moléculas do MHC I.
「✦Fatores Limitantes da Imunidade Inata✦」
IL-10: regulador por feedback negativo;
Produzida por macrófagos e DCs e que inibe sua ativação;
Inibe a produção de IL-1, IL-12 e TNF;
SOCS (proteínas supressoras da sinalização de citocina) são
inibidores das vias de sinalização associadas aos receptores de
citocinas.
Imunologia Celular e Molecular, Abbas - 10° edição
「✦AINEs✦」
Ação farmacológica primária: inibir a enzima COX de ácidos graxos,
inibindo desse modo a produção de prostaglandinas e tromboxanos.
COX-1: enzima constitutiva expressa na maioria dos tecidos, inclusive nas
plaquetas do sangue. Está envolvida na homeostase dos tecidos, produz
prostaglandinas (citoproteção gástrica), agregação plaquetária,
autorregulação do fluxo sanguíneo renal e no início do parto.
COX-2: induzida pelas citocinas inflamatórias IL-1 e TNF-α. É expressa
no rim, gerando prostaciclina, que tem um papel na homeostase renal.
Inibidores da ciclo-oxigenase
Efeito anti-inflamatório: diminuição da prostaglandina e
prostaciclina reduz a vasodilatação e edema.
Efeito analgésico: diminuição da geração de prostaglandinas, menos
sensibilização de terminações nervosas nociceptivas aos mediadores
inflamatórios
Efeito antipirético: no sistema nervoso central a IL-1 libera
prostaglandinas, que elevam o ponto de ajuste hipotalâmico para o
controle da temperatura, causando febre. Os AINEs impedem esse
mecanismo.
1. Dioxigenase incorpora duas moléculas de oxigênio à cadeia
araquidônica (maioria dos AINEs inibem apenas essa reação
de dupla oxigenação inicial)
COX-1 e COX-2 contêm um canal hidrofóbico no qual se ancoram o
ácido araquidônico ou outros substratos de ácidos graxos para que a
reação de oxigenação possa prosseguir.
A inibição de COX-2 é mais dependente do tempo e costuma ser
irreversível.
Os AINEs penetram no canal hidrofóbico, formando pontes de
hidrogênio com um resíduo de arginina impedindo que os substratos
(ácidos graxos) entrem no domínio catalítico.
Os radicais reativos de oxigênio produzidos por neutrófilos e
macrófagos estão implicados na lesão tecidual em algumas afecções, e
alguns AINEs têm efeito removedor de radicais de oxigênio, bem
como atividade inibitória da COX, e assim podem diminuir a lesão
tecidual.
Coxibes
Toxicidade cardiovascular. São sugeridos a pacientes para os quais o
tratamento com AINEs convencionais traria uma grande probabilidade de
efeitos gastrointestinais adversos graves mas distúrbios gastrointestinais
podem ainda ocorrer com coxibes
- Farmacologia Range e Dale 8°Ed.
- Artigo: Inibição seletiva da ciclo-oxigenase-2: riscos e benefícios
「✦Hemograma✦」
Composição: eritrócitos (série vermelha), leucócitos (série branca) e
plaquetas (série plaquetária).
Eritrócitos:
Contagem de eritrócitos (CE): 106 /mm3
Dosagem da hemoglobina (Hb): g/dL
Hematócrito (Ht): %
Volume Corpuscular Médio (VCM): µm3 ou fm3
Hemoglobina Corpuscular Média (HCM): pg
Concentração da Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM): g/dL
RN: até 15 dias de vida.
Adulto: + 15 anos.
Leucócitos:
Contagem total de leucócitos (CTL): 103/mm3
Contagem diferencial de leucócitos (CDL)
Neutrófilos (Bastonetes e Segmentados): % e 103 /mm3
Eosinófilos: % e 103 /mm3
Basófilos: % e 103 /mm3
Linfócitos: % e 103 /mm3
Monócitos: % e 103 /mm3
Plaquetas:
Amplitude da superfície das plaquetas quantificadas (PDW): % e 103 /mm3
Volume médio plaquetário (MPV): fm3 e 103 /mm3
Prefixos e sufixos comuns do grego e latim usados no vocabulário
hematológico:
a/na - falta, sem, ausente, diminuído poli - muitos
aniso - desigual esquiso - partido, desintegrado
dis - anormal, ruim trombo - coágulo
eritro - vermelho emia - sangue
iso - igual fílico - atraído, afinidade para
leuco - branco ite - inflamação
macro - grande oma – tumor, inchaço
meta - mudança opatia – doença
micro - pequeno ose - aumento anormal, doença
mielo - da medula penia – deficiência
pan - todos, global poiese - formação com desenvolvimento
poiquilo - variado, irregular poietina - produção estimulada
Artigo: INTERPRETAÇÃO LABORATORIAL DO HEMOGRAMA - Paulo Cesar Naoum Flávio
Augusto Naoum
─────────────────── ⋆⋅☆⋅⋆ ───────────────────
✧˚ ༘ ⋆。˚ Problema 2 ⎛⎝ ≽ > ⩊ < ≼ ⎠⎞
「✦Imunidade Adaptativa✦」
Se desenvolvem posteriormente e necessitam de ativação dos linfócitos.
Células: linfócitos e APCs
Moléculas solúveis: anticorpos, citocinas e quimiocinas.
A imunidade adaptativa é sistêmica, mesmo quando iniciada em um local
pode conferir proteção em locais distantes, essencial para o sucesso da
vacinação, são reguladas por um sistema de alças de feedback positivo que
amplifica a reação e por mecanismos de controle previnem reações
inapropriadas ou patológicas.
*X e Y: antígenos
Resposta primária: antígenos ativam diferentes clones de células B (ou T) e
induzem a produção de diferentes anticorpos (especificidade).
A resposta secundária ao antígeno é mais rápida e maior (memória) e os
níveis de anticorpos declinam com tempo após cada imunização
(contração, o processo que mantém a homeostasia).
Epítopos/determinantes: porções de antígenos (complexo proteico,
polissacarídico ou outra macromolécula) reconhecidas por linfócitos
individuais que expressam receptores de membrana que podem
distinguir diferenças estruturais sutis entre epítopos distintos.
Seleção clonal:
Cada antígeno seleciona um clone preexistente de linfócitos (B ou T)
específicos e estimula a proliferação e a diferenciação daquele clone.
Imunologia Celular e Molecular, Abbas - 10° edição
「✦Linfócitos T✦」
Imunidade celular: promove a destruição de microrganismos dentro dos
fagócitos e a morte das células infectadas para eliminar os reservatórios da
infecção.
CD: moléculas de superfície envolvidas nas funções dos linfócitos.
Principais funções dos linfócitos T são erradicar infecções por
microrganismos intracelulares e ativar outras células, como macrófagos e
linfócitos B.
Antígenos são capturados a partir de seu sítio de entrada → órgãos
linfoides secundários (periféricos) → circulação de células T naive.
A maioria das células T reconhece peptídios e não outras moléculas pois
apenas peptídios se ligam a moléculas do MHC.
MHC: exibem peptídios
para o reconhecimento
pelas células TCD4+ e
CD8+
As moléculas ligadas à membrana das APCs que atuam junto com os
antígenos para estimular células T são chamadas coestimuladores (2° sinal).
Imunologia Celular e Molecular, Abbas - 10° edição
「✦MHC✦」
MHC I: expressas em praticamente todas as
células nucleadas;
Exibição para antígenos virais e tumorais;
Expressão é aumentada pelas IFNs do tipo I
produzidas durante a resposta imune inata inicial a
muitos vírus;
Molécula: sítios de ligação para CD8+
MHC II: expressas apenas em DCs, linfócitos B, macrófagos, células
epiteliais tímicas e em outros poucos tipos celulares;
Expressão regulada por citocinas (principalmente IFN-γ produzida pela
NK) .
Molécula: sítios de ligação para CD4+
α1 e β1 interagem para formar a fenda de ligação ao peptídio
Antígenos proteicos no citosol → processamento pelos proteassomos →
peptídios são transportados para o interior do RE → se ligam a moléculas
do MHC I
Antígenos proteicos degradados nos lisossomos → se ligam a moléculas do
MHC II
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「✦Linfócitos B✦」
Anticorpos: ligados à membrana na superfície dos linfócitos B que atuam
como receptores antigênicos e secretados que atuam na proteção contra
microrganismos.
Células B ativadas se diferenciam em plasmócitos que secretam anticorpos
com a mesma especificidade do receptor antigênico.
As formas secretadas dos anticorpos estão presentes no plasma sanguíneo,
nas secreções mucosas e no líquido intersticial dos tecidos.
Reconhecem antígenos têm funções efetoras que contribuem para a
eliminação dos antígenos.
A eliminação dos antígenos frequentemente requer a interação do anticorpo
com outros componentes do sistema imune, incluindo moléculas como
proteínas do complemento, e células como fagócitos e mastócitos.
Funções efetoras:
neutralização dos microrganismos ou produtos microbianos tóxicos;
ativação do sistema complemento;
opsonização dos patógenos para aumento da fagocitose;
citotoxicidade celular dependente de anticorpo, pela qual os
anticorpos têm como alvo células infectadas para lise pelas células
do sistema imune inato;
ativação de mastócitos para expelir parasitas.
Regiões C da cadeia pesada se ligam aos receptores Fc
IgA Imunidade de mucosa, principal Ig no MALT.
IgD Receptor antigênico da célula B, ativação do linfócito B.
“hElmintos”, defesa contra parasitas mediada por eosinófilos;
IgE Hipersensibilidade imediata, alergias;
Degranulação de mastócitos.
Opsonização;
Ativação do complemento (via clássica);
IgG Citotoxicidade celular dependente de anticorpo;
Imunidade neonatal transplacentária;
Inibição por feedback das células B.
“Momento”, agudo, rápido;
Ig Receptor antigênico da célula B naive;
M Ativação do complemento (via clássica).
Anticorpos monoclonais: coleções de anticorpos idênticos
Imunidade humoral: mediada por moléculas no sangue e anticorpos
produzidos pelos linfócitos B;
Principal mecanismo de defesa é contra os microrganismos e suas toxinas
localizados fora das células, neutralizam a infectividade dos
microrganismos e marcam microrganismos para sua eliminação pelos
fagócitos e pelo sistema complemento.
LB naive expressam IgM e IgD que funcionam como receptores para
os antígenos
Ativação por antígenos que se ligam aos Ig´s na membrana da célula
B
Ativação → proliferação, expansão clonal → plasmócitos (LB
diferenciados,
secretam anticorpos)
Aumento da expressão de B7 → TCD4+
Aumento da expressão de receptores de citocinas
Aumento da expressão de CCR7 → migração do folículo linfóide
(localização das células B) para a zona paracortical via quimiotaxia
(localização das células T)
Plasmócito: célula efetora da imunidade humoral → geração de Th
foliculares (FTH), plasmócitos de vida curta que produzem IgM de
baixa afinidade, inicio da maturação de afinidade de um anticorpo
para um epítopo do antígeno e inicio da troca de isótipo (IgM / IgD
→ outros Igs)
Imuno canal - YouTube
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「✦Memória Imunológica✦」
Respostas imunes secundárias geram memória porque cada
exposição a um antígeno gera células de vida longa específicas para
o antígeno.
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「✦Bactérias✦」
Microbiota: relação harmônica, simbiótica
e de mutualismo
Amadurecimento do sistema imunológico
Gram - : Lipopolissacarídeos (LPS);
Lipoproteínas;
Peptídeoglicano (camada fina);
Membrana citoplasmática.
Gram + : Peptídeoglicano (camada
espessa);
Membrana citoplasmática.
Virulência: Vence barreiras físicas e químicas
Adesinas: PAMPs, fímbrias, LPS, ácido lipoteicoico
Invasinas: invasão da célula do hospedeiro, impede a formação do
fagolisossomo
Evasão do sistema imune: produção de
poros em macrófagos, cápsula faz a
inibição da fagocitose, biofilme (placa
bacteriana, bactérias associadas aderidas
a superfície)
Colonização: enzimas degradantes de
moléculas corporais
Exo/endotoxinas (fatores de lesão
tecidual): dano de membrana, hiper estimulação de célula T, sepse,
liberação da parede bactériana quando ela é destruída ativando a via
alternativa do sistema complemento
Staphylococus aureus: Cápsula faze inibição da fagocitose;
Peptídeoglicano e ácido teicóico ativam a via alternativa do sistema
complemento;
Enzima coagulase;
Proteína A se liga a porção FC da Ig e impede apresentação do
antígeno e fagocitose.
Streptococcus pyogenes: Estreptolisina S faz hemólise
Cápsula inibe a fagocitose;
Proteína M impede opsonização;
Peptidase C5 degrada C5a impedindo a formação do MAC;
Peptídeoglicano, fímbrias e ácido lipoteicóico.
Antibióticos β-lactâmicos: Penicilinas, cefalosporinas, carbapenens,
monobactans;
Inibe a síntese de peptídeoglicano da parede celular bacteriana
facilitando a ação do sistema complemento para formação do MAC;
─────────────────── ⋆⋅☆⋅⋆ ───────────────────
✧˚ ༘ ⋆。˚ Problema 3 ⎛⎝ ≽ > ⩊ < ≼ ⎠⎞
「✦Auto - Tolerância✦」
Não reatividade ao próprio, eliminação de linfócitos que expressam
receptores específicos para alguns autoantígenos, inativando os linfócitos
autorreativos ou suprimindo essas células pela ação de outras células
reguladoras.
「✦Tolerância Central e Periférica✦」
Reconhecimento de antígenos próprios para auto tolerância
Tolerância central: órgãos linfoides primários
Tolerância periférica: órgãos linfoides secundários
Progenitor linfoide comum → linfoblasto → pró-linfócito → pré-linfócito
→ linfócito imaturo → linfócito maduro
Tolerância central de célula T: Progenitor linfoide comum → linfoblasto
→ pró-linfócito → pré-linfócito (seleção das células que expressam
receptores pré-antígenos [TCR] no timo) → célula T imatura (seleção
funcional) → célula T madura
Reconhecimento antigênico fraco (se reconhecimento forte → seleção
negativa)
Timo: células epiteliais tímicas (expressam proteínas AIRE que induz a
expressão de genes específicos dos tecidos periféricos), CD e macrófagos
apresentam MHC
Córtex subcapsular: apresentação de MHC, 1° seleção
Córtex profundo: LT duplamente positivos (CD4+ e CD8+) →
apresentação de MHC, unicamente positivos, 2° seleção
Apenas 5% das células saem do timo
Tolerância periférica de célula T: 3° seleção, LT autoreativos ou que não
reagem aos 3 sinais de ativação sofrem:
Anergia: não responsividade funcional
- Bloqueio da ativação ou redução da disponibilidade de B7
Deleção: apoptose
- Via intrínseca e extrínseca
Supressão: não ativação da célula T por Treg
- Citocinas IL-10 e TGF-β
- Redução da habilidade de estimulação das
APCs, Treg expressa CTLA4, recruta B7 da
APC impedindo a ligação com CD28 da
célula T
- Consumo de IL-2 por FoxP3
Tolerância central de célula B: Progenitor linfoide comum → linfoblasto
→ pró-linfócito → pré-linfócito (seleção das células que expressam
receptores pré-antígenos [BCR] na medula) → célula B imatura → célula B
madura
Edição do receptor: falha = apoptose ou anergia
Deleção: apoptose
Anergia: não responsividade funcional
Tolerância periférica de célula B: anergia
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「✦GALT✦」
Estômago: poucas bactérias, pH ácido acarreta a morte
Mais frequentes são as dos gêneros: Sarcina, Streptococcus,
Duodeno: contém poucos microrganismos, porque recebe o suco
gástrico e sofre ação da bile e a secreção pancreática
Jejuno: estão presentes: cocos e bastonetes Gram positivos,
Enterococcus faecalis, Lactobacillus, difteróides e leveduras
Íleo: microbiota parecida com a do cólon
pH se torna mais alcalino
Bactérias anaeróbias Gram negativas e membros da família
Enterobacteriaceae começam a se estabelecer
Cólon: apresenta a maior comunidade microbiana no corpo → local
onde ocorre uma enorme fermentação
A microbiota consiste basicamente em: anaeróbios, gram negativas,
não formadores esporos, e bastonetes Gram positivos formadores de
esporos e não formadores de esporos
Componentes específicos da microbiota intestinal:
Bifidobactérias → fazem parte da microbiota do trato gastrintestinal
inferior do ser humano e não apresentam nenhuma patogenicidade.
Associadas a efeitos benéficos para o hospedeiro
GALT: Tecido Linfóide Associado ao TGI
Placas de Peyer: conjuntos de folículos linfáticos da mucosa do
intestino
Íleo distal, apêndice e cólon
Adulto tem de 20 a 30 → forma ovalada e tamanho entre 1-5 cm
Produção de imunoglobulinas e anticorpos
Linfócitos intraepiteliais, lâmina própria
Centros germinativos: contendo linfócitos B, células T auxiliares
foliculares, células dendríticas foliculares e macrófagos
Circundados por células B foliculares naive expressando IgM e IgD
CÚPULA (dome): localizada entre os folículos e o epitélio
sobrejacente → contém linfócitos B e T, DCs e macrófagos
Áreas parafoliculares: LT
Células APCs: Macrófagos
CDs nas Placas de Peyer e lâmina própria
LB
Células epiteliais
MHC II é expresso constitutivamente no epitélio do intestino delgado
LT E LB no GALT cerca de 5 vezes maior do que nos linfonodos
Células M: antígeno é distribuído diretamente (independente dos
vasos linfáticos) do lúmen para o GALT;
Epitélio de localização com escassez de células caliciformes
secretoras de muco e de células de Paneth secretoras de defensina;
Capacidade diminuída de transportar IgA para dentro do lúmen;
Transporte transcelular de várias substâncias desde o lúmen
intestinal, através da barreira epitelial e para as APCs subjacentes;
Expressam várias moléculas de superfície que se ligam a estruturas
microbianas e medeiam sua captação por endocitose;
Não processam as substâncias que englobam, movimentam as
partículas e moléculas através de vesículas endocíticas ao longo do
citosol e as distribuem por exocitose à membrana basolateral para as
células dendríticas ou células B nas regiões de cúpula das placas de
Peyer e folículos linfóides subjacentes na lâmina própria.
HOMING INTESTINAL
Mediado por linfócitos efetores gerados no GALT e nos linfonodos
mesentéricos realizam;
Mecanismo dependente de receptores de integrina e de quimiocina
A principal integrina nos linfócitos B e T residentes no intestino é a α4β7
→ se liga à proteína MadCAM-1 expressa nas células endoteliais de
vênulas pós-capilares na lâmina própria intestinal → LB e LT expressam
CCR9 → se liga a CCL25 (células epiteliais intestinais)
A indução das moléculas de homing depende da secreção de ácido retinóico
pelas DCs
IMUNIDADE HUMORAL
Mediada principalmente pela IgA produzida no GALT por plasmócitos e
transportada ao longo do epitélio da mucosa para o lúmen intestinal, via um
receptor FC Poli-Ig, liberada (junto ao componente secretor) dentro do
lúmen intestinal por clivagem proteolítica
IMUNIDADE CELULAR:
Maioria das células T intraepiteliais são CD4+, DCs e macrófagos
participam da estimulação das respostas Treg
CD captam e processam antígenos → linfa → linfonodos
mesentéricos → TCD4+ naive → diferenciação Th1, Th2, Th17, ou
Treg
Th17: manutenção da função da barreira epitelial da mucosa por IL-17 e
IL-22 → receptores induzem a expressão mucinas e β-defensinas →
proteção contra a lesão
Th2: eliminação dos vermes, IL-4 e IL-13 cooperam na intensificação das
secreções muco induz a motilidade intestinal
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「✦Tolerância Oral✦」
Não responsividade a antígenos ingeridos ou administrados por via oral
Prevenção de respostas imunes potencialmente prejudiciais a
proteínas alimentares, bactérias comensais e hipersensibilidade
causada pelos compostos não totalmente digeridos e absorvidos
através do intestino
Mecanismos: tolerância periférica
Não se desenvolve: antígenos que persistem e replicam na mucosa
intestinal, ou frente a viroses patogênicas e bactérias que invadem
diretamente esse ambiente
Dependente da natureza e dose do antígeno, frequência das
exposições ao antígeno, intervalos entre as exposições, memória
imunológica, idade em que o primeiro contato com o antígeno ocorre
e fatores genéticos
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「✦Tolerância Materno-Fetal✦」
Trofoblasto: camada de células da mesoectoederme que
reveste o blastocisto e contribui para a formação da
placenta; expressam HLA-C, HLA-G e HLA-E
HLA-G: papel de proteção à lise mediada por células NK, células do
trofoblasto se ligam a receptores inibitórios das células NK (KIRs).
Proliferação e invasão regulada por citocinas produzidas pela mãe mediada
pela apoptose seletiva de células (não altera a estrutura normal do tecido)
para garantir que o endométrio permaneça intacto e não seja invadido pela
placenta em crescimento.
Útero após a implantação: células T e B desaparecem
Eosinófilos e mastócitos raros
NK predominante (quase desaparecendo no final da gravidez) e
macrófagos (permanece estável)
Linfócitos T agregados no endométrio diminui e aumenta na decídua
à medida que a gravidez avança.
Progesterona pode contribuir para a quimiotaxia das células NK, através do
aumento da expressão de receptores de fibronectina.
Linfócitos T do útero têm atividades efetoras/citotóxicas, eliminando
antígenos nocivos de bactérias e vírus e regulam a tolerância imunológica.
Contribuem para imunossupressão que permite a sobrevivência do feto.
Th2 (IL-4, Il-10): diminui resposta Th1 (IL-2 e IFN-g), formando um
microambiente essencial para uma boa evolução da gravidez
Th1: essencial para a implantação e o desenvolvimento placentário.
Sistema complemento: protege as células e tecidos normais, evitando a
libertação de produtos de degradação, que atuariam sobre as células
adjacentes, causando lesão nos tecidos
Tolerância materna: quimerismo (dois tipos distintos de DNA em um
corpo); células masculinas em indivíduos do sexo feminino a partir de 6
semanas de gestação.
Células T maternas reconhecem aloantigénios fetais que expressam TCR de
especificidade antigénica conhecida, a delecção clonal, anergia e
diminuição da expressão de co-receptores foram identificados como
mecanismos específicos de tolerância imunológica periférica na gravidez.
Mecanismos de tolerância materno-fetal: Expressão de moléculas
de HLA-G, HLA-E e HLA-C nas células do trofoblasto;
Controle da atividade citolítica NK através de receptores inibitórios;
Expressão de proteínas reguladoras do complemento;
Regulação do recrutamento de leucócitos e proliferação celular na
interface materno-fetal;
Supressão de linfócitos Th1 na decídua.
Artigo: ASPECTOS DA IMUNOLOGIA DA GRAVIDEZ Acta Med Port 2007; 20: 355-358
「✦Tecidos Imuno privilegiados✦」
Cérebro
barreiras vasculares, especialmente a barreira hematoencefálica, que
impede a entrada de células inflamatórias e microrganismos. Se essas
barreiras forem comprometidas, patógenos comuns podem desencadear
respostas inflamatórias que danificam o tecido cerebral.
Além da barreira hematoencefálica, outras células, como pericitos,
macrófagos perivasculares e células gliais, desempenham papéis cruciais na
proteção do cérebro. Essas células ajudam a limitar a movimentação de
leucócitos e microrganismos e a regular as respostas imunológicas.
O texto também menciona que, apesar do conceito de privilégio
imunológico do cérebro, há evidências de imunovigilância no sistema
nervoso central. Pacientes imunossuprimidos, por exemplo, têm maior risco
de infecções oportunistas no cérebro, como a leucoencefalopatia multifocal
progressiva (LMP)
Olho
A retina, uma extensão do sistema nervoso central (SNC), é protegida por
uma barreira hematorretiniana semelhante à barreira hematoencefálica do
cérebro. A câmara anterior do olho, preenchida pelo humor aquoso,
mantém um grau significativo de imunoprivilégio, graças a tight junctions,
resistência ao extravasamento dos vasos sanguíneos e a natureza avascular
da córnea.
O humor aquoso contém fatores imunossupressores e anti-inflamatórios,
como neuropeptídios, TGF-ß e IDO. As células que revestem a câmara
anterior expressam FAS-ligante e PD-L1, que podem induzir a morte ou
inativação de células T.
A falta de imunotolerância a autoantígenos oculares pode ser problemática
em casos de trauma, como na oftalmia simpática, onde a lesão em um olho
pode levar a uma doença autoimune em ambos os olhos. O texto também
menciona o desvio imunológico associado à câmara anterior, onde a
introdução de um antígeno pode resultar em tolerância imunológica
sistêmica, um fenômeno também observado no cérebro.
Testículo
limita a inflamação, protegendo a fertilidade masculina e prevenindo a
autoimunidade. Muitos autoantígenos testiculares são expressos na
puberdade, após o desenvolvimento do sistema imune, o que impede a
eliminação de linfócitos específicos. A barreira hematotecidual, formada
por células de Sertoli, limita a distribuição de células e moléculas nos
túbulos seminíferos, onde ocorre a espermatogênese. O ambiente hormonal
dos testículos, rico em andrógenos, tem efeito anti-inflamatório sobre os
macrófagos. Além disso, o TGF-B, produzido por várias células
testiculares, contribui para a imunossupressão local.
Placenta e Feto
Em mamíferos eutérios (mamíferos com placenta), o feto expressa genes
paternos que são estranhos à mãe, mas normalmente não é rejeitado por ela.
Isso ocorre devido a mecanismos evolutivos que protegem o feto do
sistema imune materno, conhecidos como tolerância fetal. A placenta
desempenha um papel crucial, com suas características moleculares e
barreiras especiais, além da imunossupressão local.
A localização do feto no útero é decisiva para evitar a rejeição. Mesmo que
a mãe seja exposta aos antígenos fetais, a placenta impede a rejeição
através de células trofoblásticas que não expressam moléculas de MHC
paternas ou expressam moléculas específicas como HLA-G, que protegem
contra a lise mediada por células NK maternas. A decidua uterina também
contribui para a inibição funcional das respostas imunes.
A tolerância materna ao feto pode ser mediada por células T reguladoras
(Tregs), que previnem reações imunes contra antígenos paternos. Esses
mecanismos complexos garantem a sobrevivência do feto durante a
gravidez.
「✦Microbiota✦」
Colonização ocorre a partir do nascimento
Externa: pele e olhos
Pele: primeiro tecido a ser colonizado
Sofre influência ambiental e de higiene
Pseudomonas
Interna: nariz, boca, TGI, uretra e vagina
Boca e TGI: colonização a partir da alimentação
Lactobacillus
Uretra: Staphylococcus epidermidis
Vagina: Candida albicans
Microbiota residente: semelhante em todos os seres humanos
Microbiota transitória: destruída por lavagem ou desinfetantes
Microrganismos oportunistas: em casos de imunossupressão (ex: HIV)
microbiota normal pode ser patógena
Candida albicans: antibióticos podem torna-la oportunista
Simbiose: 2 tipos de organismos vivendo juntos
Comensalismo: relação benéfica apenas para o microrganismo (não
prejudicial para o hospedeiro) e estável;
Ex: ser humano e microbiota.
Mutualismo: relação benéfica para os dois e estável;
Não existe em seres humanos.
Parasitismo: relação prejudicial para o hospedeiro, benéfica para e
microrganismo e instável;
Hospedeiro morre ou elimina do corpo.
「✦Teoria da Higiene✦」
A exposição precoce a uma variedade de micróbios não patógenos
infecciosos é necessária para treinar o sistema imunológico humano a
reagir adequadamente aos estímulos.
A prevalência de alergia alimentar em crianças em idade pré-escolar é
maior que 10% em países ocidentais
DM1 na Finlândia por ano é de 62,3/100.000, México 6,2 e Paquistão 0,5
no (5).
Colite ulcerativa (doença inflamatória intestinal) Europa Ocidental
6,5/100.000 e Europa Oriental 3,1 /100.000 o sistema imunológico está
reagindo exageradamente a um gatilho, como pólen, amendoim ou
poluição, ou está atacando tecidos que não deveria, como células beta no
pâncreas ou intestinos.
A incidência crescente ocorreu em países desenvolvidos e em rápido
desenvolvimento.
Bebês nascidos em uma casa com muitos irmãos eram menos suscetíveis a
eczema no primeiro ano de vida supondo que mais crianças em uma casa
significa mais germes compartilhados.
O contato reduzido com agentes infecciosos reduz a atividade Th1
resultando em um aumento compensatório na atividade Th2, uma marca
registrada dos distúrbios alérgicos. Portanto, a falta de infecções durante a
infância diminui a atividade Th1, causando um aumento na atividade Th2 e
um risco aumentado de doença alérgica.
Infecção por helmintos de longo prazo causa um aumento em moléculas
anti-inflamatórias, como a IL-10, que é inversamente correlacionada com a
alergia.
As cesáreas foram associadas ao aumento do risco de alergia e asma, ter um
animal de estimação ou crescer em uma fazenda é protetor contra elas, e o
uso de antibióticos na juventude foi associado à asma, alergia ao leite de
vaca, DM2 e eczema.
Para o público “higiene” é interpretada como limpeza pessoal: lavar as
mãos, manter os alimentos limpos e frescos, higienizar a casa. No entanto,
como a hipótese foi amplamente desvinculada de infecções, a ideia de que
precisamos ser menos higiênicos está errada. Relaxar os padrões de higiene
não reverteria a tendência, mas apenas serviria para aumentar os riscos de
doenças infecciosas
Alguns especialistas agora falam de "higiene direcionada", eliminando a
disseminação de patógenos enquanto promovem medidas para restaurar
uma microbiota diversa. Por exemplo, pode-se ensinar as crianças a lavar
as mãos depois de manusear frango cru, mas também incentivá-las a
brincar na terra ao ar livre. “Se seu filho foi ao jardim e chegou com as
mãos um pouco sujas, eu, pessoalmente, deixaria que ele entrasse e
mastigasse um sanduíche sem lavar”.
Artigo: Cleaning up the hygiene hypothesis; Megan Scudellari, Science Write
「✦Sistema Imune do RN✦」
Imunidade inata: pele imatura e mais permeável, possivelmente em
consequência à produção inadequada de ácidos-graxos livres e pH alcalino
(a quebra da integridade da pele que ocorre nesse período em pacientes
hospitalizados pode agir como facilitador da entrada de patógenos).
Produção de IgA secretória ausente nos primeiros dias de vida → maior
vulnerabilidade das mucosas dos tratos respiratório e TGI.
Proteínas do sistema complemento reduzidas → pouca transferência
materna de proteínas do complemento. → níveis semelhantes aos dos
adultos somente são atingidos após um ano de idade.
Células NK apresentam função reduzida com menos ação citotóxica contra
vírus, embora sejam equivalentes em números às dos adultos.
Função reduzida de monócitos e macrófagos, com prejuízo na fagocitose.
Neutrófilos reduzidos em número e efetividade → são as últimas células a
aparecerem no feto e somente são produzidos em grande número após o
nascimento → prejuízo na quimiotaxia, rolamento, adesão e migração até o
sítio de infecção e redução da citotoxicidade.
Imunidade adaptativa celular: precursores das células T no fígado fetal
(7° semana gestacional) ainda não expressam CD3 → no timo completam
sua proliferação (18° - 24° semana), LT já se encontram em número
semelhante ao do adulto.
Produção de citocinas desviada para Th2 até um ano de idade → IL-12
(ativa TCD4+ → Th1) está atrasada → déficit na resposta Th1 causa
prejuízo na função de citotoxicidade.
Imunidade adaptativa humoral: precursores dos LB no fígado (8°
semana) já iniciam sua diferenciação.
Produção de imunoglobulinas fetais se inicia na 10ª semana de gestação
(pico na 26° semana) → cai drasticamente até o nascimento (baixa
exposição intrauterina a antígenos + altos níveis de imunoglobulinas
maternas transferidas passivamente).
Após o nascimento, inicia-se a produção própria de imunoglobulinas em
resposta a antígenos alimentares e ambientais.
Período entre a queda dos anticorpos maternos e a produção sustentada de
anticorpos próprios: hipogamaglobulinemia transitória ou fisiológica,
ocorre entre o 3° e o 5° meses de vida, com resolução completa entre 2 e 5
anos.
Artigo: O sistema imunológico do recém-nascido - DOI: 10.5935/2238-3182.20140056
「✦Sistema Imune do Idoso✦」
Artigo: IMUNOSSENESCÊNCIA. REV. BRAS. ALERG. IMUNOLPATOL
Suscetibilidade aumentada dos idosos a doenças infecciosas.
Defesa contra situações de estresse agem como um mecanismo
antienvelhecimento → radiação ultravioleta, produtos do metabolismo
(radicais livres de oxigênio, vírus e bactérias → redução na capacidade de
defesa contra fatores de estresse e o aumento inflamatório contribuem para
um estímulo contínuo do sistema imunológico → inflamm-aging (principal
característica do processo de envelhecimento, estado inflamatório crônico).
Imunidade inata: PMNs: fagocitose e burst oxidativo (metabolização do
O² molecular pelo sistema NADPH oxidase) afetadas → redução da
capacidade de eliminar bactérias e fungos → inibição da interação entre
PMNs e a resposta imune adaptativa.
Neutrófilos: número e capacidade de resposta com neutrofilia não diminui
→ redução da sua atividade → aumento da apoptose.
Quimiotaxia reduzida → afeta o tempo dispensado pelo neutrófilo para
alcançar o sítio de infecção.
NK: baixa citotoxicidade → quimiocinas ou interferon-gama (IFN-γ) em
resposta ao IL-2 diminuídas.
Monócitos aumentam e macrófagos diminuem → diminuição da ativação
de receptores toll-like (TLRs)
DCs derivadas de precursores mieloides diminuem → diminuição na
habilidade de produzir IL-12
Defesa contra situações de estresse agem como um mecanismo
antienvelhecimento → radiação ultravioleta, produtos do metabolismo
(radicais livres de oxigênio, vírus e bactérias.
Imunidade adaptativa: células do estroma da medula óssea têm redução
da capacidade de manter a expansão de LB devido à diminuição da
produção de IL-7 → redução da recombinação do gene das
imunoglobulinas → bloqueio da passagem de linfócito pró-B para pré-B
Diminuição de expressão de CD40 e CD27 (TCD4+ expressa menos
CD40L e produz menos IL-2) → LBs estimulados menos eficazmente pelas
DCs foliculares → perda da sua função.
IgM e IgD diminuem → mudança do compartimento de LB naïve (CD27-)
para o compartimento de LB de memória (CD27+).
Produção de anticorpos de alta afinidade diminuído → aumento de anergia.
CD4+ e CD8+ sofre declínio devido à perda de LTs naïve.
LTs sofrem número limitado de replicações, após o qual eles cessam a
divisão, alcançando um estado terminal (senescência replicativa) →
TCD8+ resistência à apoptose → aumento da expressão de proteínas
antiapoptóticas e diminuição da morte celular.
Maior produção de TNF-A and IL-6 (citocinas pró-inflamatórias).
Diminuição IFN-γ (citocina anti-viral de função citotóxica) por CD8+.
Perda completa e irreversível da expressão de CD28.
MHC II: expressão reduzida.
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✧˚ ༘ ⋆。˚ Poblema 4 ⎛⎝ ≽ > ⩊ < ≼ ⎠⎞
「✦Hipersensibilidades✦」
Linfócito hiper-reativo chega à periferia
Classificação Gell e Combs
Tipos I, II e III: Células B
Tipo IV: Células T
Tipo I / imediata:
IgE e Th2
Reações contra antígenos ambientais não microbianos
Th2 → IL-4, IL-5 e IL-13 e anticorpos IgE → mastócitos e
eosinófilos → inflamaçãoSensibilização: 1° exposição ao
antígeno, direto ou indireto, produção prévia de IgE
alergênio-específica → ligação da IgE aos mastócitos →
sensibilização de mastócitos
Hipersensibilidade: 2° exposição ao mesmo antígeno ou
molécola parecida → reexposição ao alergênico → ativa
mastócitos → mediadores de reação danosa, reação imediata
e tardia
Reação imediata
Reação tardia: 2 – 4 horas da reação imediata
Mecanismos de lesão tecidual e doença:
Mastócito ativado: Secreção de mediadores lipídicos (ex:
PGD e LTC), citocinas (ex: TNF) e exocitose de aminas
vasoativas (ex: histamina)
Aminas vasoativas e mediadores lipídicos:
vasodilatação, extravasamento vascular,
broncoconstrição e hipermobilidade intestinal
Enzimas proteolíticas (ex: triptase): Dano tecidual
Citocinas e mediadores lipídicos: Inflamação,
leucocitose e quimiotaxia
Eosinófilo:
Proteínas de grânulos catiônicos: Killing de parasitas e células do
hospedeiro
Enzimas (ex: peroxidase eosinofílica): Dano tecidual
Doenças: Rinite, asma, dermatite atópica
Tipo II / mediada por anticorpos:
IgM e IgG
Específicos para antígenos da superficie celular ou da
MEC
Mecanismos de lesão tecidual e doença:
Opsonização e fagocitose: Anticorpos se ligam a
antígenos da superfície em células circulantes →
opsonização ou sistema complemento (via
clássica) → células opsonizadas são fagocitadas e
destruídas pelos fagócitos que expressam
receptores para a porção Fc dos anticorpos IgG e receptores para
proteínas do complemento.
Inflamação: Os anticorpos depositados nos tecidos ativam o
complemento→ liberação de C5a e o C3a → recrutam neutrófilos e
macrófagos → expressam receptores para Fc e receptores para o
complemento que ligam anticorpos ou proteínas ligadas do
complemento → produtos de leucócitos são liberados → lesão
tecidual.
Podem causar doença sem inflamação ou dano tecidual.
Doenças: Miastenia Gravis, Doença de Graves, Febre Reumática e Anemia
Perniciosa Autoimune.
Tipo III / mediada por imunocomplexos:
Imunocomplexos de antígenos circulantes, IgM ou IgG
Doenças frequentemente órgão-específicas e não
sistêmicas.
Complexos antígenoanticorpo são gerados durante a
maioria das respostas imunes normais, mas somente causam
doença quando são produzidos em quantidades excessivas,
não são eficientemente removidos e se depositam nos
tecidos, geralmente produzem lesão tecidual grave e de longa duração.
Os imunocomplexos depositados nas paredes dos vasos e tecidos ativam
leucócitos e mastócitos que secretam citocinas e mediadores vasoativos.
Esses mediadores podem ampliar a deposição dos imunocomplexos nas
paredes dos vasos pelo aumento da pemeabilidade vascular e do fluxo
sanguíneo.
Mecanismos de lesão tecidual e doença: Deposição do complexo
antígeno-anticorpo em paredes de vasos sanguíneos e tecidos, induzem
vasculite (inflamação) e trombose
Doenças: LES, glomerulonefrite pós-estreptocócica.
Tipo IV / mediada por células T:
TCD4+, TCD8+, Th1 e Th17
Mecanismos de lesão tecidual e
doença: Inflamação mediada por
citocinas e killing celular (TCD8+)
Th17 → IL-17 → neutrófilos
Th1→ IFN-y → macrófagos
LT → TNF e quimiocinas → leucócitos
A: respondem aos antígenos teciduais
secretando citocinas que estimulam a
inflamação e ativam leucócitos,
causando lesão tecidual
B: destroem diretamente as células teciduais.
Doenças: Artrite reumatoide, DM1 e psoríase
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「✦Principais Doenças✦」
Rinite alérgica
Dermatite atópica
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES): nefrite, artrite, vasculite
(imunocomplexo adere a parede do vaso)
Miastenia Gravis: Fraqueza muscular, paralisia
Antígeno: Receptor nicotínico de acetilcolina
Autoanticorpos específicos para o receptor da
acetilcolina em células musculares bloqueiam a ação
da acetilcolina, levando à paralisia.
Febre Reumática: Miocardite
Antígeno: parede celular de estreptococos e anticorpos que
apresentam reação cruzada com antígenos miocárdicos
Doença de Graves: Hipertireoidismo
Antígeno: receptor do TSH
Autoanticorpos específicos para o receptor do hormônio
estimulador da tireoide (TSH) na glândula tireoide
estimulam a atividade dos receptores mesmo na
ausência de TSH, causando liberação excessiva dos
hormônios da tireoide (hipertireoidismo).
Artrite Reumatoide: Destruição de cartilagem e osso
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「✦Corticoides✦」
Anti-inflamatórios esteroidais.
Hormônios esteroides são gerados a partir do colesterol.
Mineralocorticoides (principalmente aldosterona), androgênios (17-
cetosteroides) e glicocorticoides
Glicocorticosteroides (cortisol): produzido na suprarrenal
Medicamento inibe resposta inata e adaptativa e faz feedback negativo na
suprarrenal
Sintéticos: aumentam a potência anti-inflamatória e reduz efeitos
indesejáveis;
Hormônios androgênios: di-hidrotestosterona (DHT), testosterona,
androstenediona e dehidroepiandrosterona (DHEA) são sintetizados
nas gônadas e nas adrenais a partir do colesterol.
Ação curta: suprimem o ACTH por 8 a 12 horas (Cortisona e
hidrocortisona);
Ação média: suprimem o ACTH por 12 a 36 horas. (Prednisona,
prednisolona, metilprednisolona e triancinolona);
Ação prolongada: suprimem o ACTH por 36 a 72 horas. (Dexametasona e
betametasona).
Atuam no metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas estimulando a
gliconeogênese → aumenta glicogênio → maior sensibilidade dos tecidos à
insulina.
Lipólise e redistribuição de gordura.
Inibem a produção de citocinas → diminui a expansão das células T e B.
Efeitos anti-inflamatórios: bloqueio ou retardo de etapas do processo
inflamatório
inibição do acúmulo de neutrófilos no local da inflamação
apoptose de linfócitos
inibição da diferenciação de monócitos em macrófagos e da sua
função fagocítica e citotóxica
Inibição da ação da histamina e dos ativadores do plasminogênio, e
da síntese de prostaglandinas
Mecanismo de ação dos glicocorticosteroides
GC se liga ao receptor de glicocorticoide (RG) citoplasmático → alteração
conformacional → desloca-se para o núcleo da célula → efeitos genômicos
→ acetilação → enzimas histona acetil transferase dissociam o DNA →
transcrição.
Efeitos dos glicocorticosteroides na imunidade
Influência do sistema imune sobre o eixo HHA
Ligação do GC ao RG afeta as funções de proteínas intracelulares
importantes para a função das células imunes.
Artigo: Corticoterapia - ASBAI
「✦Hanseníase✦」
Agente: Mycobacterium leprae / Bacilo de Hansen
Manchas hipocrômicas com alterações de sensibilidade (tátil, térmica,
dolorosa)
OMS
Paucibacilar (PB): 1-5 lesões cutâneas e baciloscopia
obrigatoriamente negativa;
Apenas um nervo periférico comprometido com perda ou diminuição
de sensibilidade no local.
Multibacilar (MB): +5 lesões de pele e/ou baciloscopia positiva;
Um ou mais nervo(s) periférico(s) comprometido(s) com perda ou
diminuição de sensibilidade no local.
Madri (1953)
Tuberculoide: Placas com bordas nítidas, elevadas, geralmente
eritematosas e micropapulosas;
Ocorre em indivíduos com forte resposta da imunidade celular
específica → multiplicação bacilar limitada e não detectável pela
baciloscopia do esfregaço intradérmico;
Comprometimento restrito da pele e nervos, que se manifesta
geralmente como lesão cutânea única e bem delimitada;
Anestesia nas lesões dermatológicas, facilmente demonstrada pelos
testes de sensibilidade térmica, tátil e dolorosa;
Hipo ou anidrose e diminuição dos pelos.
Virchowiana: Fácies leonina;
Acentuação dos sulcos cutâneos, madarose (perda de cílios e
supercílios), congestão nasal e aumento dos pavilhões auriculares;
Lesões de pele podem apresentar sensibilidade normal;
Ocorre em indivíduos que não ativam adequadamente a imunidade
celular específica evoluindo com intensa multiplicação dos bacilos;
Infiltração difusa das mãos e pés, com perda da conformação usual
dos dedos, que assumem aspecto “salsichoide”;
Evolução da doença não tratada: múltiplas pápulas e nódulos
cutâneos assintomáticos, consistência firme (hansenomas) com
coloração acastanhada;
Nervos periféricos e ramos superficiais comprometidos, espessados,
hipo ou anestesia de pés e mãos, hipotermia e cianose das
extremidades;
Dormências, câimbras e formigamentos nas mãos e pés;
Comprometimento difuso da sudorese, às vezes com hiperidrose
compensatória em áreas não afetadas, como axilas e couro cabeludo;
Baciloscopia positiva.
Dimorfa: Lesão com bordas elevadas, bem definidas e irregulares;
Manchas e placas hipocrômicas, acastanhadas ou violáceas;
Comprometimento dos nervos periféricos múltiplo, assimétrico,
espessamento, dor e choque à palpação, diminuição de força
muscular e hipoestesia no território correspondente;
Reações inflamatórias nas lesões de pele e neurite aguda dos nervos
periféricos;
Atrofia muscular, garras nos dedos, úlceras plantares, lesões
traumáticas em áreas de anestesia, alterações oculares.
Indeterminada: Lesão hipocrômica não delimitada com hipoestesia
térmica;
Forma inicial da doença com manifestações discretas e menos
perceptíveis;
Baciloscopia negativa.
Reações hansênicas
Tipo 1 / reversa: Principalmente em formas dimorfas, tanto PB
como MB;
Ocorre abruptamente, com piora das lesões de pele preexistentes e
aparecimento de novas lesões, muitas vezes acompanhada por
intensa inflamação de nervos periféricos;
Reação de hipersensibilidade do tipo III e IV;
Lesões cutâneas tornam-se mais visíveis com coloração
eritematovinhosa, edemaciadas, algumas vezes dolorosas;
Qualquer nervo periférico e ramos nervosos cutâneos podem ser
afetados, gerando dor aguda, que pode ser de forte intensidade,
espontânea ou à palpação dessas estruturas;
Em pacientes com intensa resposta inflamatória, pode ocorrer
ulceração das lesões cutâneas e formação de abscessos em nervos
periféricos.
Tipo 2 / eritema nodoso hansênico: MB principalmente com forma
virchowiana e dimorfos com altas cargas bacilares;
Febre, mal estar, artralgias, mialgias, dor óssea, edema periférico,
linfadenomegalia, neurite, irite, episclerite (olhos), testículos
(orquite) e nefrite;
Leucocitose com neutrofilia, às vezes com desvio à esquerda,
plaquetose, elevação da velocidade de hemossedimentação e proteína
C reativa, proteinúria e hematúria;
Eritema nodoso hansênico (ENH), nódulos subcutâneos, dolorosos,
geralmente múltiplos e caracterizados histopatologicamente por
paniculite.
Não se relacionam à localização de lesões prévias de hanseníase. Em
casos severos, pode ocorrer necrose e ulceração das lesões (eritema
nodoso necrotizante)
ENH pode ser classificado em:
Agudo: - 6 meses, tratamento é eficaz e a retirada progressiva
dos medicamentos antirreacionais não associada à recorrência
das lesões;
Recorrente: mínimo 2 episódios em igual ou superior a 28 dias
após a interrupção do tratamento antirreacional;
Crônico: episódios + 6 meses que paciente necessita de
tratamento constante ou períodos de remissão - 28 dias.
Pode causar comprometimento importante dos nervos periféricos,
associado a dano neural e incapacidades.
PCDT HANSENÍASE 2022
「✦Bactérias Intra/Extracelulares✦」
Bactérias extracelulares: Sistema complemento, anticorpos
Bactérias intracelulares: NK e TCD8+, Th2 ativa macrófagos M2
Mycobacterium tuberculosis / Bacilo de Koch
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✧˚ ༘ ⋆。˚ Questões das consultorias ⎛⎝ ≽ > ⩊ < ≼ ⎠⎞
1. Cite 5 tipos de receptores: TLRs, RIG, manose, scavenger e
complemento
2. Cite 3 fagócitos: neutrófilo, macrófago e célula dendrítica.
3. Cite 3 classes de mediadores alérgicos: leucotrieno (LTC) ou
prostaglandinas (PGD), histamina e TNF.
4. Qual cadeia de linfonodo aumenta: cisterna do quilo
5. Folículos:
6. Migração leucocitária/homing:
Boa sorte, vai dar tudo certo ! ദ്ദി(˵ •̀ ᴗ - ˵ ) ✧ ⸜(。˃ ᵕ
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