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Modelos Atômicos e Estrutura do Átomo

O documento aborda a atomística, que estuda o átomo e seus modelos, começando com a hipótese atômica da Grécia antiga e evoluindo até a descoberta das partículas subatômicas. Diversos modelos atômicos são apresentados, incluindo os de Dalton, Thomson, Rutherford, Bohr, Sommerfield e o modelo de nuvem, cada um contribuindo para a compreensão da estrutura atômica. O modelo de nuvem é destacado como o mais complexo, enfatizando a incerteza na localização dos elétrons em relação ao núcleo.

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Modelos Atômicos e Estrutura do Átomo

O documento aborda a atomística, que estuda o átomo e seus modelos, começando com a hipótese atômica da Grécia antiga e evoluindo até a descoberta das partículas subatômicas. Diversos modelos atômicos são apresentados, incluindo os de Dalton, Thomson, Rutherford, Bohr, Sommerfield e o modelo de nuvem, cada um contribuindo para a compreensão da estrutura atômica. O modelo de nuvem é destacado como o mais complexo, enfatizando a incerteza na localização dos elétrons em relação ao núcleo.

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1 – Atomística

1.1 – Conceito
Atomística parte da química que se encarrega a estudar o átomo, descrevendo os
diversos modelos atómicos e os seus postulados.

Átomo: unidade básica estrutural e fundamental da matéria.

Modelos atómicos: representação estrutural de um átomo, explicando seu


comportamento e suas propriedades.

1.2 – Histórico do átomo


O conceito de que a matéria é constituída por ínfimas partículas discretas, considerada
hipótese atómica, teve sua origem na antiga Grécia.

No ano 450 A.C os filósofos Leucipo e Demócrito expressaram a crença de que toda
matéria era formada por pequenas partículas, muito pequenas e indivisíveis, e
chamaram as mesmas de átomo (que significa indivisível).

Etnologicamente provém do grego o termo átomo.

a + tomo

não divisível

Os experimentos realizados no século XIX e no início do século XX, permitiram que os


cientistas descobrissem que o átomo é constituído por três partículas elementares
chamadas de partículas sub-atómicas - protão, electrão e neutrão. Os protões e
neutrões localizam-se no núcleo e os electrões no envoltório ou electrosfera,
quebrando consequentemente a ideologia da indivisibilidade do átomo passando a se
provar que o átomo é divisível.

O átomo está subdividido em duas partes:

- Núcleo
1 – Protão (+)

2 – Neutrão (0)
- Envoltório ou Electrosfera

3 – Electrão (-)

O átomo é uma partícula electricamente neutra, pois a quantidade de protões presentes


no núcleo é igual a quantidade de electrões na electrosfera.

1.3 – Modelos atómicos


Como foi dito anteriormente os modelos atómicos têm o papel de dar a representação
estrutural do átomo, para materialização do estudo dos átomos foram formulados
diversos modelos atómicos, entre eles temos:

1 – Modelo atómico de John Dalton – Modelo da Bola de Bilhar


Foi concebido no início do século XIX propriamente no ano de 1808, enunciando 4
postulados fundamentais:

- A matéria é formada por partículas extremamente pequenas chamadas de átomo.

- Os átomos são esferas maciças e indivisíveis.

- Átomos com mesmas propriedades constituem o mesmo elemento químico.

- Átomos com propriedades diferentes constituem elementos químicos diferentes.

Modelo atómico de Dalton (Modelo da Bola de Bilhar)


2 – Modelo atómico de John Thomson – Modelo de Pudim de Passas
Baseado em experiências com cargas eléctricas, o cientista inglês Joseph John
Thomson, no final do século XIX conclui que o átomo era uma esfera maciça e
divisível.

A experiência que levou a elaboração desse modelo, constitui na emissão de raios


catódicos onde as partículas negativas eram atraídas pelo polo positivo de um campo
eléctrico. Essas partículas negativas foram designadas de electrões. Thomson propôs
que o átomo fosse ” uma esfera de carga eléctrica positiva onde os electrões estariam
uniformemente distribuídos configurando um equilíbrio eléctrico”.

Modelo atómico de Thomson (Modelo de Pudim de Passas)

3 - Modelo atómico de Ernest Rutherford – Modelo do Sistema


Planetário ou Sistema Solar
No início do século XX o cientista Ernest Rutherford utilizando a radioactividade
descobriu que o átomo não era uma esfera maciça como sugeria o modelo atómico de
Dalton e de Thomson. Deste modo surgiu um novo modelo atómico.

Rutherford bombardeou uma fina lâmina de ouro (Au) envolvida por uma tela de
sulfureto de zinco – ZnS com radiações α provenientes do elemento polónio (Po), essa
experiencia revelou que grande parte das partículas atravessava a lâmina de ouro
enquanto outras sofriam ligeiros desvios. O modelo de Rutherford concluiu que o átomo
era composto por um pequeno núcleo com carga positiva (+) envolvido por uma região
negativa (-) chamada de electrosfera onde os electrões giravam em torno do núcleo.

Experiência de Rutherford

Modelo atómico de Rutherford (Modelo atómico do Sistema Planetário ou Sistema


Solar)
4 - Modelo atómico de Niels Bohr
De acordo com Rutherford em um átomo os electrões se deslocam em orbita circulas,
pois este mesmo modelo apresentava muitas contradições de acordo as teorias
quânticas. Portanto para Bohr os electrões descreviam orbitas de acordo aos seus níveis
ou camadas de energia (n). Para Bohr o comportamento atómico era percebido em 3
postulados:

- Os electrões descrevem orbitas circulares em torno do núcleo – em níveis ou camadas


de energia. Cada orbita ou nível permite determinar a capacidade de electrões que pode
suportar – surgimento do primeiro número quântico (número quântico principal –
n).

- Os electrões ao se movimentarem numa camada ou nível não absorvem nem emitem


energia.

- Ao receber energia o electrão, pode saltar duma orbita para outra, portanto existirá
sempre estabilidade no átomo pois a quantidade de protões do núcleo será sempre igual
a quantidade electrões a sua volta.

N.B: o número máximo de electrões em cada nível ou camada de energia é definido


pela equação de Ryberg 2xn2 (válido até n=4).

Nível 1 ou K = 2e

Nível 2 ou L = 8e

Nível 3 ou M = 18e

Nível 4 ou N = 32e*

Nível 5 ou O = 32e

Nível 6 ou P = 18e

Nível 7 ou Q = 8e

Modelo atómico de Bohr


5 - Modelo atómico de Sommerfield
O modelo de Bohr não explicava o comportamento de átomos com vários electrões
(pois Bohr usou o átomo de Hidrogénio para esboçar o seu modelo – o mesmo apresenta
um protão e um electrão). Sommerfield propôs que os níveis de energia estariam
subdivididos em regiões ainda menores – subníveis de energia (s, p, d e f).

S: Sharp

P: Principal

D: Difuse

F: Fundamental

Para Sommerfield os electrões não descrevem apenas orbitas circulares os mesmos


também podem descrever orbitas elípticas.

- Número máximo de electrões em cada subnível:

s = 2e

p = 8e

d = 10e

f = 14e

O modelo atómico de Sommerfield deu origem ao segundo número quântico (l)


número quântico secundário ou azimutal.

Modelo atómico de Sommerfield

Notas importantes:

1 – Electrão: primeira partícula sub-atómica a ser descoberta - J. J. Thonson em 1897.

2 – Protão: segunda partícula sub-atómica confirmada por Rutherford, com auxilio de


Goldstein em 1914.

3 – Neutrão: última partícula sub-atómica a ser descoberta – James Chadwick em 1932.

4 – Robert Milikian descobriu a massa e a carga de um electrão.


6 – Modelo atómico nuvem.
É o mais complexo modelo atómico, pois de acordo à este modelo é impossível saber
com exactidão a posição e a velocidade de um electrão em relação ao núcleo (Principio
de Incerteza de Heisenberg), pois só é possível conhecer a zona em volta do núcleo
onde há maior probabilidade de o electrão se encontrar.

Zona orbital: é a zona ou espaço atómico onde há maior probabilidade encontrar o


electrão.

Para consagração do modelo nuvem houve contributos de vários cientistas:

1 – Le Broglie

2 - Heisenberg

3 - Schödinger

4 – Pauli

5 – Pauling

6 – Hund

7 – Jordan

8 – Dirac

E outros mais….

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