Aluna: Laís Oliveira Pinho de Lima
Turma: História noturno
Reflita sobre a sua experiência escolar como aluno do ensino fundamental e ensino médio.
Na sua opinião, no que diz respeito a disciplina de "História" quais conteúdos faltaram na
sua formação?
Professora, sou filha de escola pública. Ensino fundamental foi inteiramente em escolas
municipais e ensino médio em escolas estaduais. No ensino fundamental 1, lembro-me de
primeira à quarta série , decorar História. Tínhamos que copiar as perguntas do quadro
negro, respondê-las e depois decorar para a prova. Não podia ter uma palavra diferente do
que foi dado em aula pela professora. Era eficaz a fina de prova, mas ineficiente em
quesito de estudo e um bom rendimento, de fato. Acho que a História no ensino
fundamental poderia ser menos “decoreba” e mais “criativa” e também mais “entendida”.
Lembro-me de assuntos como o dia do índio, Tiradentes, Quem descobriu o Brasil? Qual o
dia da independência do Brasil, e etc… tudo muito fragmentado e sem uma lógica prática.
Já no ensino fundamental 2, a História continuou decoreba, porém os assuntos ficaram um
pouco mais complexos. Mesopotâmia, Egito Antigo, Gregos e Romanos entraram no
currículo, mas mesmo assim muito distantes. A história meio que se fundiu com a
geopolítica na sétima e oitava série, onde também tive professores que estavam mais
comprometidas com uma nova visão das ciências humanas. O que eu mais ouvia era:
“Pense mais”, “agora é hora de debatermos o texto “, “é hora de você escrever o que
entendeu”. E até as provas mudaram, estavam inteiramente dissertativas. Porém, mesmo
com essa melhora no modo de avaliação, alguns assuntos ainda nos eram muito distantes,
como história da África , das Américas e uma história regional da cidade que eu morava.
Cheguei, finalmente ao ensino médio e não melhorou muita coisa. O primeiro ano
engessado na tal “História Geral” , demarcada com seu começo, meio e fim e sempre com
sua visão ocidental. Já no segundo ano, uma história do Brasil rasa, sem fazer com que
tivéssemos mais interesse em nossa própria história. E no terceiro ano, história regional do
Amazonas, que na escola que eu estudei foi péssima demais . Pois o professor fingia que
ensinava e nós fingíamos que entendíamos.
As histórias regionais do nosso país, de cada estado, de cada cidade é de suma importância
para entendermos quem somos e quem nos trouxe até aqui. Acho que o que eu mais
gostaria de ter sido trabalho nas escolas as quais estudei é amor e curiosidade dinâmica
nas várias histórias. Essa construção é árdua mas gratificante.