SARAH:
1.ALBUQUERQUE, Diogo Barbosa de. Corrida de rua e maratona: uma abordagem
sociocultural. 2018. (Dissertação) Mestrado em Educação Física. Universidade de Pernambuco
(UPE), Recife/PE, 2021
Ano - 2018
Objetivo - Conhecer e discutir as emoções e sentimentos dos maratonistas amadores da cidade
do Recife-PE, com o intuito de compreender os motivos de adesão à prática e realização de
uma maratona, além de identificar uma possível tendência a respeito da dependência da
corrida de rua por parte desses corredores.
Metodologia - Trata-se de uma investigação interpretativa descritiva de campo com
abordagem qualitativa. Os instrumentos de coleta foram: Questionário de variáveis Sociais e
Demográficas elaborado pelo pesquisador; Questionário de Dependência da Corrida de Rua
Entrevista Semiestruturada elaborada pelo pesquisador com o tema central corrida de rua; A
análise de dados – Análise de conteúdo de bardin; Para o tratamento dos dados foi utilizado o
software Launch EXPRESS Scribe Transcription, para a tabulação e análise o programa
Microsoft Excel Versão 2010, após a identificação de 5 categorias um diagrama foi formulado
através do software GoDiagram Express for .NET Windows Forms version 2.6.2 (2007) e
StateCharter.
Principais resultados- Os resultados foram expostos em formatos de artigos:
Artigo I - Maratona: estudo qualitativo acerca das emoções e sentimentos apresentados por
corredores amadores;
Artigo II - Corrida de rua e maratona: um estudo comparativo dos motivos que movem suas
práticas;
Artigo III - Dependência da corrida de rua por maratonistas amadores: uma análise quali-
quantitativa.
Os resultados obtidos apontaram que as emoções e sentimentos positivos são superiores aos
negativos em todas as fases da prova de maratona (antes, durante e após); Os fatores sociais
se mostraram relevantes em relação à motivação e adesão à corrida e realização da prova de
maratona; A maior parte dos sujeitos apresentaram tendências baixas ou nenhuma à
dependência da corrida de rua, seguidos do grupo classificado por apresentarem a tendência
parcial para a dependência.
Corrente epistemológica – Fenomenológica| Construtivista
2.HOLANDA, Giselly dos Santos. Religião, saúde e práticas corporais: Estudo na Igreja de Jesus
Cristo dos Santos dos últimos dias. 2018. (Dissertação) Mestrado em Educação Física.
Universidade Federal da Paraíba/Universidade de Pernambuco, Recife, 2018
Ano – 2018
Objetivo – investigar as práticas corporais realizadas na Igreja de Jesus Cristo dos Santos
Últimos Dias (IJCSUD) da cidade de João Pessoa, a fim de compreender a percepção dessas
práticas com relação à saúde.
Metodologia – Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa, descritiva e
exploratória. Os sujeitos sociais do estudo foram 4 lideranças (3 bispos e o presidente) da
Estaca João Pessoa Brasil da IJCSUD e 22 membros (11 moças e 11 rapazes) que participam,
regularmente, de práticas corporais na Igreja. Foram utilizados como instrumentos de coleta
de dados, um roteiro observacional e dois roteiros de entrevista semiestruturada (um
direcionado às lideranças e o outro aos membros da Igreja). Os discursos das entrevistas foram
transcritos, associados com as informações da observação, registradas no diário de campo, e
submetidos à análise de conteúdo categorial, proposta por Bardin (2016).
Principais Resultados –
O resultado foi apresentado através de dois artigos originais:
O Artigo I destaca que a IJCSUD incentiva um estilo de vida equilibrado, baseado na obediência
a princípios religiosos, como a Lei da Castidade, Lei do Jejum e Palavra de Sabedoria. Além
disso, promove atividades físicas, oferecendo infraestrutura e organizando eventos esportivos
e recreativos que incentivam a participação da comunidade, reforçando a importância do bem-
estar além da ausência de doenças.
O Artigo II enfatiza que a prática de esportes, especialmente o futsal, jogos e brincadeiras
dentro da Igreja, está associada ao lazer, socialização e saúde. Os participantes relatam
benefícios como melhoria da saúde, prevenção de doenças e fortalecimento das amizades. As
atividades também estão ligadas a momentos de oração e partilha do evangelho, sendo
promovidas principalmente entre os jovens na mutual, um programa específico da Igreja.
Corrente epistemológica – Fenomenológica interpretativista
NÃO POSSUI TEXTO DISPONÍVEL NO CATÁLOGO - 3.DECUSSATTI, DENIS DAVI DE OLIVEIRA.
HUNDERTWASSER E MERLEAU-PONTY: CONSTRUINDO UMA ARQUITETÔNICA DA INTERPELE
PARA SE PENSAR A EDUCAÇÃO FÍSICA ' 09/12/2018 165 f. Doutorado em EDUCAÇÃO FÍSICA
Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), Recife Biblioteca
Depositária: BESEF/UPE; BU/UFPB
Ano – 2018
Objetivo –
Metodologia –
Principais Resultados –
Corrente epistemológica –
4.CHAGAS, Nilmara Serafim. Percepção dos participantes do trabalho social com idosos do
SESC – CE: Saúde, Atividade física e Envelhecimento. 2018. (Dissertação) Mestrado em
Educação Física. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2018.
Ano – 2018
Objetivo – analisar a percepção dos participantes do trabalho social com idosos do SESC – CE:
saúde, atividade física e envelhecimento.
Metodologia – O estudo é do tipo descritivo, de caráter transversal, de abordagem
quantitativa e qualitativa.
Os sujeitos da pesquisa foram idosos do grupo do Trabalho Social com Idosos, nas unidades do
SESC-CE, nas cidades de Fortaleza, Sobral, Juazeiro do Norte, Crato e Iguatu.
O instrumento de coleta utilizado foi um questionário estruturado e a técnica de roda de
conversa. Para as análises do questionário foi utilizado o programa estatístico SPSS (Statistical
Package for the Social Sciences) versão 24 e para a análise das narrativas foi utilizada a análise
de conteúdo.
Principais Resultados – Foram identificadas e construídas as categorias: envelhecimento,
atividades e convivência. Como resultado da sua história de vida, ponto de partida para a
realização das atividades, sentimento de renovação, relação íntima de afetos voluntários pela
rede de amizades, da interação proporcionado pelo espaço aberto e troca de conhecimentos.
Corrente epistemológica – fenomenológica/ interpretativista
Introdução
A construção do conhecimento científico está diretamente ligada às correntes
epistemológicas que fundamentam os campos de estudo. Na Educação Física, tais
correntes influenciam a investigação e análise dos fenômenos do movimento humano,
das práticas corporais e dos processos educativos. Para Almeida et al. (2023), o campo
apresenta um desenvolvimento epistemológico marcado por vertentes que refletem a
complexidade da área.
A perspectiva sociocultural considera o corpo e o movimento como construções
sociais, influenciadas por fatores culturais, ambientais e relacionais. Para Souza et al.
(2020), as práticas corporais são entendidas como manifestações culturais que refletem
os contextos sociais nos quais estão inseridas. Pesquisadores das ciências sociais
analisam como os fatores socioculturais afetam as construções corporais em diferentes
contextos. Sánchez Gamboa (2018) discute as incertezas epistemológicas na Educação
Física, enfatizando a importância de compreender as práticas corporais a partir de suas
determinações sociais e culturais.
No Brasil, a expansão dos programas de pós-graduação tem proporcionado um
aumento significativo no número de pesquisas acadêmicas, sendo as teses e dissertações
fundamentais para compreender as tendências da área. A Plataforma Sucupira em sua última
atualização ampliou o acesso à informação consolidando dados acadêmicos e integrando os
sistemas institucionais, promovendo uma maior transparência e eficiência na gestão da pós-
graduação no Brasil (CAPES, 2024).
No campo da Educação Física, observa-se a coexistência de diferentes correntes
epistemológicas, como a positivista, pós-positivista, interpretativa e crítica, cada uma
influenciando a construção do conhecimento de maneira particular. A abordagem
sociocultural, por sua vez, busca compreender o corpo e o movimento como construções
sociais, influenciadas por fatores históricos, culturais e políticos. No entanto, ainda são
necessárias investigações que evidenciem como essa perspectiva tem sido aplicada na
produção científica e quais epistemologias orientam esses estudos.
Diante disso, esta revisão integrativa tem como objetivo investigar a produção científica nos
programas de pós-graduação em Educação Física, analisando as teses e dissertações que
adotam a abordagem sociocultural e as tendências epistemológicas que permeiam essas
pesquisas. Com isso, busca-se compreender a distribuição dessas abordagens no campo
acadêmico, bem como as contribuições e lacunas que podem direcionar novas investigações
na área.
Aqui está sua introdução revisada com a explanação sobre as correntes epistemológicas e sua
influência na pesquisa científica:
Introdução
A construção do conhecimento científico está diretamente ligada às correntes epistemológicas
que fundamentam os diferentes campos de estudo. Na Educação Física, tais correntes
influenciam a forma como os fenômenos do movimento humano, das práticas corporais e dos
processos educativos são compreendidos e investigados.
A epistemologia positivista, de base empirista, busca a objetividade e a quantificação dos
fenômenos, adotando métodos experimentais e estatísticos para verificar hipóteses e
estabelecer leis gerais. Já a epistemologia interpretativa valoriza a subjetividade e o contexto
sociocultural, recorrendo a abordagens qualitativas para compreender significados, interações
e construções simbólicas. Por fim, a epistemologia crítica parte do pressuposto de que o
conhecimento deve estar comprometido com a transformação social, analisando relações de
poder, ideologias e estruturas que moldam as práticas humanas.
A abordagem sociocultural em Educação Física se insere, predominantemente, nas
epistemologias interpretativa e crítica, pois compreende o corpo e o movimento como
construções sociais, influenciadas pelo ambiente, pela cultura e pelas relações interpessoais.
Inspirada em autores como Vygotsky, Bourdieu e outros pensadores das ciências sociais, essa
perspectiva busca analisar como os fatores socioculturais afetam os processos de ensino e
aprendizagem da Educação Física, bem como as práticas corporais em diferentes contextos.
No Brasil, as pesquisas acadêmicas têm se consolidado como uma fonte importante para a
compreensão dessas abordagens, sendo as teses e dissertações desenvolvidas nos programas
de pós-graduação um reflexo das diferentes correntes epistemológicas que orientam os
estudos na área. O Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES) representa um repositório significativo para identificar
tendências, lacunas e contribuições científicas dentro dessa perspectiva.
Diante disso, esta revisão integrativa tem como objetivo investigar as teses e dissertações
disponíveis no catálogo da CAPES que abordam a Educação Física sob a perspectiva
sociocultural para fim de compreender A partir da análise desses trabalhos, busca-se
compreender como essa abordagem tem sido aplicada, quais são os principais temas
explorados e de que forma as pesquisas têm contribuído para o desenvolvimento da área. Essa
investigação permitirá mapear o estado da arte sobre o tema e apontar possíveis direções para
futuras pesquisas.
Se quiser que eu aprofunde algum aspecto ou refine ainda mais a introdução, me avise! 😊
Almeida FQ, Bracht V, Vaz AF. Classificações epistemológicas na Educação Física: redescrições…
Movimento. 2012;18(4):241-63. http://dx.doi.org/10.22456/1982-8918.27727
» http://dx.doi.org/10.22456/1982-8918.27727
GARCIA, Silas Alberto; BUNGENSTAB, Gabriel Carvalho. O debate epistemológico da educação
física nos programas de pós-graduação em educação no Brasil. Práx. Educ., Vitória da
Conquista , v. 17, n. 48, p. 416-433, out. 2021 . Disponível em
<http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2178-
26792021000500416&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 31 jan. 2025. Epub 25-Nov-2021.
https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i48.9032.
Aqui está o parágrafo revisado com as devidas citações conforme as normas da ABNT:
Os debates sobre o prisma dos paradigmas epistemológicos que orientam as
abordagens metodológicas e analíticas das pesquisas em Educação Física são recorrentes. A
predominância de um paradigma sob outro pode variar de acordo com as linhas de pesquisa
contidas na área. A busca pelos objetivos, a coleta e a apresentação dos dados da pesquisa
seguem as tendências das correntes epistemológicas mais recorrentes naquela linha.
O pós-positivismo e o positivismo buscam objetividade na análise dos fenômenos,
diferenciando-se pelo grau de aceitação da influência sociocultural nas apresentações (Santos,
1989; Guba & Lincoln, 1994). O construcionismo, que compreende ao conhecimento como
uma construção social mediada por contextos históricos e culturais (Alves-Mazzotti, 1996). O
pragmatismo valoriza a aplicabilidade do conhecimento na resolução de problemas concretos,
enfatizando a relação teórico-prática (Araújo, 2010). As perspectivas fenomenológica e
hermenêutica são utilizadas para compreender as experiências individuais e coletivas no
contexto das práticas corporais, analisando os significados atribuídos ao corpo e movimento
por diferentes grupos sociais (Esteban, 2010).
Além disso, as perspectivas fenomenológica e hermenêutica são amplamente utilizadas para
compreender as experiências individuais e coletivas no contexto das práticas corporais,
analisando os significados atribuídos ao corpo e ao movimento por diferentes grupos sociais
(ESTEBAN, 2010). Esses paradigmas demonstram a riqueza epistemológica da área e a
complexidade das investigações sobre as interações entre corpo, cultura e sociedade.
Referências:
ALVES-MAZZOTTI, A. J. O debate atual sobre os paradigmas de pesquisa em educação.
Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 96, p. 5-19, 1996. Disponível em:
https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/810. Acesso em: [data de acesso].
ARAÚJO, I. L. Introdução à filosofia da ciência. São Paulo: Ática, 2010.
ESTEBAN, M. T. S. Pesquisa qualitativa em educação: fundamentos e tradições. Porto Alegre:
Artmed, 2010.
GUBA, E. G.; LINCOLN, Y. S. Competing paradigms in qualitative research. In: DENZIN, N. K.;
LINCOLN, Y. S. (Eds.). Handbook of qualitative research. Thousand Oaks, CA: Sage, 1994. p. 105-
117.
SANTOS, B. S. Um discurso sobre as ciências. Porto: Afrontamento, 1989.
Caso precise de referências mais específicas ou mais recentes sobre Educação Física, posso
buscar mais fontes!
A discussão dos estudos analisados aqui segue uma análise descritiva e, quando pertinente,
comparativa, com ênfase nas correntes epistemológicas escolhidas por cada pesquisa e suas
implicações teóricas.
No estudo de Albuquerque (2018), a escolha do paradigma fenomenológico e
construtivista permite compreender as emoções e sentimentos dos maratonistas
amadores. Ele destaca como os fatores sociais e culturais influenciam a prática da
corrida de rua e maratona, revelando que os maratonistas associam a prática a uma
experiência positiva, com sentimentos de satisfação em todas as fases da prova. A
abordagem fenomenológica possibilita investigar o significado individual dessas
experiências, enquanto o construtivismo foca na construção social dessas experiências,
evidenciando como o contexto sociocultural influencia as práticas de corrida e a forma
como elas são interpretadas, destacando a complexidade emocional dos corredores.
De forma similar, o estudo de Chagas (2018), ao adotar uma abordagem
fenomenológica/interpretativista, investiga a percepção de idosos que participam de
programas de atividade física no SESC-CE, mostrando como a atividade física contribui
para a promoção do bem-estar e da socialização. O estudo confirma que as práticas
corporais, além de promoverem saúde física, fortalecem laços sociais e afetivos,
trazendo um significado muito além do cuidado físico. A escolha pela abordagem
fenomenológica permite acessar as experiências vividas dos participantes e, por meio da
interpretação qualitativa, oferece uma visão mais ampla sobre as práticas de cuidado e
envelhecimento, em consonância com a perspectiva de Albuquerque (2018), que destaca
a importância de se compreender a complexidade das práticas sociais e culturais.
O estudo de Holanda (2018), que também adota uma abordagem fenomenológica
interpretativista, explora as práticas corporais na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos
Últimos Dias, identificando como os membros percebem essas práticas no contexto da
saúde. A pesquisa revela que as atividades físicas promovidas pela Igreja são vistas
como parte de um estilo de vida equilibrado, que reforça a importância da saúde física
dentro do contexto espiritual. A opção pela abordagem fenomenológica permite uma
análise mais profunda das experiências subjetivas dos participantes, enquanto a
interpretação qualitativa do contexto e das práticas ajuda a compreender como essas
práticas são vivenciadas dentro da estrutura religiosa e sociocultural da Igreja.
Esses estudos, apesar de abordarem objetos e contextos diferentes, apresentam um
ponto de convergência nas correntes epistemológicas que priorizam a experiência
subjetiva e as influências sociais e culturais nas práticas corporais. A escolha de
paradigmas como o fenomenológico e o construtivista reflete a compreensão de que as
práticas e os significados atribuídos ao corpo e ao movimento não são apenas
individuais, mas também construídos socialmente, sendo influenciados pelo contexto
em que estão inseridos. As pesquisas de Albuquerque (2018), Chagas (2018) e Holanda
(2018) mostram a necessidade de se considerar as múltiplas dimensões das práticas
corporais, sejam elas esportivas, recreativas ou relacionadas ao envelhecimento, e como
essas práticas são vivenciadas, interpretadas e ressignificadas pelos indivíduos em seus
contextos sociais e culturais.
No estudo de Silva (2015), a abordagem pós-positivista permitiu a análise quantitativa da
associação entre o nível de atividade física e a exposição a indicadores de estresse em
adolescentes, utilizando o Questionário Global School-Based Student Health Survey e métodos
estatísticos como distribuição de frequência, teste Qui-quadrado e regressão logística binária.
Os resultados indicaram uma prevalência de 49,8% de inatividade física, sendo maior entre as
moças (58,6%) em comparação aos rapazes (36,2%). No entanto, a relação entre inatividade
física e exposição ao estresse mostrou-se significativa apenas no grupo masculino, com os
rapazes fisicamente inativos apresentando 67% mais chance de estar expostos a três ou mais
indicadores de estresse (p = 0,000). Esses achados sugerem que a atividade física pode atuar
como um fator de proteção contra o estresse, especialmente entre os rapazes, reforçando a
necessidade de estratégias diferenciadas para promoção da atividade física em adolescentes
de ambos os sexos.
Os estudos analisados compartilham abordagens epistemológicas distintas, mas convergem
na investigação da relação entre práticas corporais e aspectos psicossociais da saúde. Em Silva
(2015), a abordagem pós-positivista permitiu quantificar a associação entre atividade física e
estresse em adolescentes, enquanto Albuquerque (2018) adotou um olhar fenomenológico-
construtivista para compreender as emoções e motivações dos maratonistas amadores.
Ambos os estudos ressaltam a relevância das práticas corporais na regulação emocional, mas
diferem na forma de abordagem: Silva (2015) enfatiza dados estatísticos para estabelecer
relações causais, enquanto Albuquerque (2018) investiga os significados subjetivos atribuídos à
corrida.
Já os estudos de Holanda (2018) e Chagas (2018), que adotam uma perspectiva
fenomenológica interpretativista, dialogam com Albuquerque (2018) ao explorarem a
influência do contexto social na percepção e adesão às práticas corporais. Holanda (2018)
identifica que os valores religiosos moldam a relação dos membros da Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias com a atividade física, enquanto Chagas (2018) revela que as
experiências dos idosos no Trabalho Social do SESC-CE vão além da dimensão física,
envolvendo afetos, pertencimento e troca de saberes. Esses achados ecoam os resultados de
Silva (2015) ao indicarem que fatores externos, como crenças, valores e redes sociais,
impactam a motivação e a permanência na prática de atividade física.
Adicionalmente, a presença de categorias analíticas comuns, como emoções, estresse e
pertencimento social, aproxima os estudos de Albuquerque (2018), Holanda (2018) e Chagas
(2018) de investigações que adotam referenciais construcionistas, como nos exemplos
analisados no modelo fornecido. A discussão sobre a influência social na prática corporal,
encontrada em Lopes (2021) e Souto (2019), também se manifesta em Holanda (2018) e
Chagas (2018), reforçando que as práticas corporais não podem ser analisadas de forma
isolada, mas dentro de um contexto sociocultural mais amplo.
Por fim, a heterogeneidade metodológica entre os estudos permite uma compreensão
ampliada do impacto das práticas corporais na saúde. Enquanto Silva (2015) privilegia uma
análise estatística objetiva, Albuquerque (2018), Holanda (2018) e Chagas (2018) optam por
investigações qualitativas, que aprofundam as experiências e percepções individuais. Essa
diversidade de abordagens enriquece a discussão sobre os efeitos psicossociais da atividade
física, evidenciando que os benefícios vão além da dimensão biológica, englobando aspectos
emocionais, sociais e culturais.
As pesquisas analisadas apresentam um eixo comum na investigação da relação entre práticas
corporais e fatores psicossociais, variando, no entanto, nas abordagens epistemológicas e
metodológicas adotadas. Estudos como os de Albuquerque (2018), Chagas (2018) e Holanda
(2018), fundamentados na fenomenologia e no construtivismo, enfatizam a experiência
subjetiva e os significados sociais atribuídos às práticas corporais, considerando o contexto
sociocultural em que ocorrem. Essa perspectiva ressoa com as investigações de Rodrigues
(2021), Lopes (2021) e Souto (2019), que utilizam o construcionismo para explorar como
discursos e práticas sociais moldam percepções sobre o corpo, o cuidado e a inclusão no
esporte. Em contraponto, o estudo de Silva (2015), ancorado no pós-positivismo, adota uma
análise quantitativa para estabelecer relações estatísticas entre atividade física e estresse em
adolescentes, fornecendo um olhar complementar às abordagens qualitativas ao evidenciar
padrões gerais de comportamento.
Além disso, nota-se um diálogo entre os estudos que abordam a atividade física como
estratégia de bem-estar e pertencimento social. Enquanto Chagas (2018) demonstra a
importância das práticas corporais para a socialização de idosos no SESC-CE, Holanda (2018)
aponta que a atividade física dentro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está
inserida em um contexto de equilíbrio entre corpo e espiritualidade. De forma semelhante,
Costa (2019) evidencia que o yoga é percebido como um meio de aliviar sintomas depressivos,
associando a prática a um bem-estar físico e emocional. Esses achados podem ser
contrastados com os resultados de Silva (2015), que destacam a influência da atividade física
na redução do estresse entre adolescentes do sexo masculino, sugerindo que as práticas
corporais desempenham um papel significativo tanto no suporte emocional individual quanto
na construção de laços sociais e identitários.
ALVES-MAZZOTTI, Ana Maria Jansen. O debate atual sobre os paradigmas de
pesquisa em educação. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 96, p. 5-19, 1996.
Disponível em: https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/810. Acesso em: [data de
acesso].
ARAÚJO, Ilka Leite. Introdução à filosofia da ciência. São Paulo: Ática, 2010.
ESTEBAN, Maria Teresa Santos. Pesquisa qualitativa em educação: fundamentos e
tradições. Porto Alegre: Artmed, 2010.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. Porto: Afrontamento,
1989.
Com o objetivo de investigar o papel das emoções nas experiências de
dançarinos sociais mais velhos, Heikkinen e Wilinska (2022) realizaram um estudo
qualitativo com entrevistas semiestruturadas aplicadas a 29 dançarinos ativos ou
previamente ativos na Suécia. Os resultados obtidos através da análise dos dados,
fundamentada na sociologia interacionista das emoções, revelaram que a dança pode
gerar energia emocional e experiências de fluxo que superam as preocupações com o
envelhecimento. No entanto, a idade se torna significativa em determinados contextos,
especialmente quando diferenças etárias influenciam sentimentos de pertencimento ou
alienação. Normas culturais e de gênero também modulam essas percepções, associando
vergonha e orgulho às interações na dança. Dessa forma, a experiência subjetiva da
idade é construída socialmente e emocionalmente no ato de dançar.
Tanto Heikkinen e Wilinska (2022) quanto Goulding (2023) destacam a dança
como um meio poderoso de ressignificação da velhice, embora sob perspectivas
distintas. Enquanto Heikkinen e Wilinska (2022) analisam como as emoções emergem
na dança social de idosos e influenciam suas percepções sobre a idade, Goulding (2023)
investiga como a prática da dança pode desafiar estereótipos e transformar narrativas
sobre o envelhecimento. Os resultados obtidos por Heikkinen e Wilinska (2022)
apontam que a dança gera energia emocional e experiências de fluxo que superam as
preocupações com o envelhecimento, ainda que normas culturais e diferenças etárias
possam evocar sentimentos de alienação ou pertencimento. Já a pesquisa de Goulding
(2023), com um enfoque longitudinal, evidencia que a dança inicialmente é buscada
pelos idosos pelos benefícios físicos, mas com o tempo adquire significados mais
profundos, tornando-se uma forma de expressão, identidade e resistência às
representações sociais da velhice. Em ambos os estudos, a dança se revela não apenas
como um lazer ativo, mas como uma ferramenta de transformação social e subjetiva,
promovendo a autonomia, a inclusão e novas formas de perceber e experienciar o
envelhecimento.
Aqui está o texto reformulado de acordo com seu estilo de escrita:
Em outra pesquisa, Heikkinen e Wilinska (2022) realizaram um estudo
qualitativo por meio de entrevistas semiestruturadas com 29 dançarinos sociais, ativos
ou previamente ativos, na Suécia. O objetivo era investigar como as emoções
influenciam a experiência da dança na velhice. A análise dos dados, fundamentada na
sociologia interacionista das emoções, evidenciou que a dança pode proporcionar
energia emocional e estados de fluxo, minimizando preocupações relacionadas ao
envelhecimento. No entanto, a idade se torna um fator relevante em determinados
contextos, especialmente quando diferenças etárias afetam o sentimento de
pertencimento ou geram percepções de exclusão. Além disso, normas culturais e de
gênero influenciam essa dinâmica, associando emoções como orgulho e vergonha à
experiência da dança. Dessa forma, o estudo revela que a idade não é apenas vivida,
mas também sentida e construída socialmente no contexto da dança.
Ao comparar essa pesquisa com a de Goulding (2023), percebe-se que ambas
destacam a dança como um elemento central na ressignificação da velhice, mas sob
abordagens distintas. Heikkinen e Wilinska (2022) analisam como as emoções emergem
na dança social e moldam a percepção da idade, enquanto Goulding (2023) investiga o
papel da dança na ruptura com estereótipos que associam a velhice à inatividade ou
dependência. A pesquisa longitudinal conduzida por Goulding (2023) acompanhou
idosos ao longo de quatro anos e identificou que, inicialmente, a busca pela dança
estava atrelada aos benefícios físicos. No entanto, ao longo do tempo, a prática passou a
ser vista como uma forma de expressão, identidade e resistência às narrativas limitantes
sobre o envelhecimento. Em ambos os estudos, a dança não apenas se manifesta como
uma atividade de lazer, mas se consolida como um espaço de transformação social e
subjetiva, promovendo autonomia, pertencimento e novas possibilidades de vivenciar a
velhice.
A dança na velhice pode evocar uma ampla gama de emoções, promovendo
experiências de energia emocional e fluxo que superam preocupações com o
envelhecimento. No entanto, a idade se torna significativa em determinados contextos,
especialmente quando as diferenças etárias influenciam sentimentos de pertencimento
ou alienação. Normas culturais e de gênero também modulam essas percepções,
associando vergonha e orgulho às interações na dança. Dessa forma, a experiência
subjetiva da idade é construída socialmente e emocionalmente no ato de dançar
(Heikkinen & Wilinska, 2022).
gostaria que fizesse um resumo destacando :
A temática principal ; objetivo geral da pesquisa ; Metodologia utilizada ; Resultados
principais ; Conclusão. E no final, monte uma citação para ser incluída na
fundamentação teórica do projeto de mestrado no tópico: "a dança no corpo
envelhecido"