100% acharam este documento útil (1 voto)
833 visualizações92 páginas

Aula 10 - Tintas e Vernizes

O documento aborda a definição, composição e produção de tintas e vernizes, destacando a importância dos pigmentos, resinas, cargas, solventes e aditivos. Ele também discute os diferentes tipos de tintas, suas vantagens e desvantagens, além de descrever o processo de pintura na construção civil e as propriedades dos substratos que influenciam a qualidade da pintura. Por fim, enfatiza a preparação adequada das superfícies antes da aplicação da tinta.

Enviado por

ale
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (1 voto)
833 visualizações92 páginas

Aula 10 - Tintas e Vernizes

O documento aborda a definição, composição e produção de tintas e vernizes, destacando a importância dos pigmentos, resinas, cargas, solventes e aditivos. Ele também discute os diferentes tipos de tintas, suas vantagens e desvantagens, além de descrever o processo de pintura na construção civil e as propriedades dos substratos que influenciam a qualidade da pintura. Por fim, enfatiza a preparação adequada das superfícies antes da aplicação da tinta.

Enviado por

ale
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Curso Técnico em Edificações

Disciplina de Materiais de Construção II

TINTAS E VERNIZES

Prof. Thiago Luiz Freire Rodrigues


VERNIZES

DEFINIÇÃO:

O verniz é uma dispersão coloidal não pigmentada, ou solução de resinas sintéticas/


naturais em óleos dissolvidos em solventes. São usados como películas protetoras ou
revestimento decorativo em vários substratos.

𝑅𝐸𝑆𝐼𝑁𝐴 + 𝑃𝐼𝐺𝑀𝐸𝑁𝑇𝑂 = 𝑇𝐼𝑁𝑇𝐴


𝑅𝐸𝑆𝐼𝑁𝐴 𝐷𝐼𝐿𝑈Í𝐷𝐴 = 𝑉𝐸𝑅𝑁𝐼𝑍
TINTAS

DEFINIÇÃO:

Tintas são composições líquidas de dois componentes principais o pigmento e o veículo


que se convertem em uma película sólida após aplicação e secagem.

Recebe o nome de tinta, a dispersão de um ou mais pigmentos em um ou mais


aglomerantes sólidos ou líquidos que quando aplicados em película fina secam
formando um filme opaco e aderente ao substrato que tem como funções principais a
proteção e embelezamento das superfícies em que é aplicada
TINTAS

A função decorativa existe desde os tempos pré-históricos, mas as funções de proteção


da base, reflexão ou difusão da luz, de sinalização (a mais importante é a viária), de
segurança do trabalho, de identificação de tubulações aparecerem recentemente
COMPOSIÇÃO
PIGMENTOS

Os pigmentos são substâncias insolúveis no meio em que são utilizados (orgânico ou


aquoso) e têm como finalidades principais conferir cor ou cobertura às tintas. Os
corantes são substâncias geralmente solúveis em água e são utilizados para conferir cor
a um determinado produto ou superfície.

Os corantes são muito utilizados na indústria têxtil e os pigmentos são fundamentais


em tintas para revestimento.
PIGMENTOS
Há três grandes categorias de pigmentos: pigmentos inorgânicos, pigmentos orgânicos
e pigmentos de efeito.
TIPOS:

▪ Pigmentos inorgânicos: dióxido de titânio, amarelo óxido de ferro, vermelho óxido


de ferro, cromatos e molibidatos de chumbo, negro de fumo, azul da Prússia, etc.
▪ Pigmentos orgânicos: azul ftalocianinas azul e verde, quinacridona violeta e
vermelha, perilenos vermelhos, toluidina vermelha, aril amídicos amarelos, , etc.
▪ Pigmentos de efeito: alumínio metálico, mica, etc.
VEÍCULOS OU RESINAS
As resinas são formadoras da película da tinta e são responsáveis pela maioria das
características físicas e químicas desta, pois determinam o brilho, a resistência química
e física, a secagem, a aderência, e outras. As primeiras tintas desenvolvidas utilizavam
resinas de origem natural (principalmente vegetal).

Atualmente, com exceção de trabalhos artísticos, as resinas utilizadas pela indústria de


tinta são sintéticas e constituem compostos de alto peso molecular. As resinas mais
usuais são as alquídicas, epóxi, poliuretânicas, acrílicas, poliéster, vinílicas e
nitrocelulose.
CARGAS

As cargas são minerais industriais com características adequadas de brancura e


granulometria sendo as propriedades físicas e químicas também importantes. Elas são
importantes na produção de tintas látex e seus complementos, esmaltes sintéticos
foscos e acetinados, tintas a óleo, tintas de fundo, etc.

As cargas além de baratearem uma tinta também colaboram para a melhoria de certas
propriedades: cobertura, resistência às intempéries, etc.
SOLVENTES

São compostos (orgânicos ou água) responsáveis pelo aspecto líquido da tinta com uma
determinada viscosidade. Após a aplicação da tinta, o solvente evapora deixando uma
camada de filme seco sobre o substrato.
A escolha de um solvente em uma tinta deve ser feita de acordo com a solubilidade das
resinas respectivas da tinta, viscosidade e da forma de aplicação. Uma exceção
importante são as tintas látex, onde a água é a fase dispersora e não solubilizadora do
polímero responsável pelo revestimento.
ADITIVOS

Este grupo de produtos químicos envolve uma vasta gama de componentes que são
empregados em baixas concentrações (geralmente <5%), que têm funções específicas
como conferir importantes propriedades às tintas e aos revestimentos respectivos, tais
como: aumento da proteção anticorrosiva, bloqueadores dos raios UV, catalisadores de
reações, dispersantes e umectantes de pigmentos e cargas, melhoria de nivelamento,
preservastes e antiespumantes.
PRODUÇÃO

A indústria de tintas é caracterizada pela produção em lotes, o que facilita o ajuste da cor e
o acerto final das propriedades da tinta. Nas etapas de fabricação predominam as
operações físicas (mistura, dispersão, completagem, filtração e envase), sendo que as
conversões químicas acontecem na produção dos componentes (matérias-primas) da tinta
e na secagem do filme após aplicação.
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE SOLVENTE

O processo de produção deste tipo de tinta, geralmente abrange as seguintes


operações unitárias: pré-mistura, dispersão (moagem), completação, filtração e envase.
A determinação das quantidades dos insumos deve ser feita através de pesagem e
medição volumétrica com acuracidade adequada para tintas com as propriedades
desejadas.
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE SOLVENTE

Vantagens:
- Proporciona melhor cobertura na primeira demão
- Adere melhor a superfícies que não estão muito limpas
- Tempo de abertura maior (espaço de tempo em que a tinta pode ser aplicada com
pincel antes de começar a secar)
- Depois de seca apresenta maior resistência à aderência e à abrasão
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE SOLVENTE
Desvantagens:
- Em aplicações externas tendem a oxidar fazendo com que a película fique
quebradiça
- Em aplicações internas costuma ocorrer o amarelamento
- Por utilizar óleos vegetais pode favorecer o aparecimento de fungos
- São mais difíceis de aplicação
- Não devem ser aplicadas diretamente superfícies alcalinas (reboco e superfícies
- metálicas galvanizadas), principalmente as não totalmente curadas. Em ambos os
casos haverá a saponificação do filme.
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE SOLVENTE
PRODUÇÃO

▪ PRÉ-MISTURA
Os insumos são adicionados a um tanque (aberto ou
fechado) provido de agitação adequado na ordem indicada
na fórmula (documento básico para a produção de uma
tinta). O conteúdo é agitado durante um período de tempo
pré-determinado afim de se conseguir uma relativa
homogeneização.
PRODUÇÃO

▪ DISPERSÃO (MOAGEM)

O produto pré-disperso é submetido à dispersão em moinhos adequados.


Normalmente são utilizados moinhos horizontais ou verticais, dotados de
diferentes meios de moagem: areia, zirconita, etc. Esta operação é contínua,
o que significa, que há transferência do produto de um tanque de pré-
mistura para o tanque de completagem. Durante esta operação ocorre o
desagregamento dos pigmentos e ao mesmo tempo há a formação de uma
dispersão maximizada e estabilizada desses sólidos.
PRODUÇÃO

▪ COMPLETAGEM
Em um tanque provido com agitação são misturados de
acordo com a fórmula, o produto de dispersão e os
restantes componentes da tinta. Nesta fase são feitos os
acertos finais para que a tinta apresente parâmetros e
propriedades desejados; assim é feito o acerto da cor e da
viscosidade, a correção do teor de sólidos, etc.
PRODUÇÃO
▪ FILTRAÇÃO E ENVASE

Após a completagem e aprovação, a tinta é filtrada e imediatamente após é envasada. A


tinta é envasada em embalagens pré-determinadas. O processo deve garantir a
quantidade de tinta em cada embalagem.
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE ÁGUA

Nos sistemas base de água a parte líquida é preponderantemente a água. As tintas


aquosas e os seus complementos, utilizados na construção civil, são um exemplo
marcante, pois representam 80% de todas as tintas consumidas por esse segmento de
mercado.
Estes produtos denominados genericamente de produtos látex são baseados em
dispersões aquosas poliméricas (emulsões) tais como: vínílicas, vinil acrílicas, acrílicas,
estireno-acrílicas, etc.
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE ÁGUA
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE ÁGUA

VANTAGENS:
- Melhor flexibilidade em longo prazo
- Maior resistência a rachaduras e lascas
- Maior resistência ao amarelecimento, protegida da luz do sol
- Melhor resistência ao desenvolvimento de mofo
- Exala menos cheiro
- Pode ser limpa com água
- Não é inflamável
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE ÁGUA

O processo de produção desse tipo de tintas é mais simples do que o usado na


produção de tintas base solvente.

▪ PRÉ-MISTURA E DISPERSÃO

Em um equipamento provido de agitação adequada são misturados: água, aditivos,


cargas e pigmento (dióxido de titânio) A dispersão é feita em sequência no mesmo
equipamento.
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE ÁGUA

▪ COMPLETAGEM
Esta etapa é feita em um tanque provido de agitação adequada onde são adicionados
água, emulsão, aditivos, coalescentes e o produto da dispersão. Nesta etapa são feitos
o acerto da cor e as correções necessárias para que se obtenham as características
especificadas da tinta.
TINTAS PARA REVESTIMENTOS - BASE ÁGUA

▪ FILTRAÇÃO E ENVASE
Estas etapas ocorrem simultaneamente. A produção de tintas base água surge como
alternativa para a redução de COV. Sua maior aplicação é no ramo imobiliário,
predominando as tintas látex. As etapas de fabricação são basicamente as mesmas da
base solvente. As diferenças resumem-se a ordem de adição dos componentes da tinta.
TINTA EM PÓ
As tintas em pó são isentas de componentes líquidos em sua formulação. São produtos
sólidos apresentando-se na forma de pó à temperatura ambiente.
A aplicação é geralmente feita através de processos eletrostáticos, isto é, o pó é
carregado com carga elétrica proporcionada por um revólver nebulizador especial para
tal finalidade. Entre o revólver e a peça a ser pintada há a formação de um campo
elétrico e de uma diferença de potencial adequada. O pó fica aderido eletricamente na
superfície da peça por um período de tempo (alguns minutos) suficiente para que esta
seja aquecida em uma estufa a uma temperatura adequada para que ocorra a fusão do
pó e em seguida a formação do revestimento.
TINTA EM PÓ
POR QUE PINTAR?
▪ ALVENARIA
As tintas evitam o esfarelamento do material e a absorção da água da chuva e de sujeira,
impedem o desenvolvimento do mofo, distribuem a luz e têm grande participação na
decoração de ambientes ao acrescentar cor, textura e brilho.

▪ MADEIRA
Além de contribuir com o efeito decorativo, a pintura é a solução para o problema de
absorção de água e umidade, que gera rachaduras e o apodrecimento do material.
POR QUE PINTAR?
▪ METAL NÃO FERROSO
O emprego da pintura é recomendado para prolongar a vida dos sistemas de galvanização
e alumínio.

▪ METAL FERROSO
A tinta é a solução mais econômica para combater a corrosão.
▪ PVC
Nesse tipo de material a pintura não tem finalidade específica de proteção, mas sim de
decoração ou de sinalização de gases ou líquidos específicos, visando oferecer maior
segurança em laboratório, prédios, empresas e etc.
Tipos Características Uso
• Tinta à base de água
• Não lavável Alvenarias:
Látex (PVA)
• Secagem rápida Interiores
• Média cobertura
• Tinta à base de água Alvenarias:
Acrílica • Excelente lavabilidade e Interiores
cobertura Exteriores
• Tinta à base de solvente Superfícies
• Ótimo acabamento internas e
Esmaltes
• Resistência à intempéries externas de
Sintéticos
• Bom lastreamento madeiras e
• Ótima resistência ao mofo metais
• Tinta à base de água Superfícies:
Texturas • Efeito de textura em alto relevo Internas
• Ação Hidrorrepelente Externas
Tipos Características Uso
• Ótima resistência à intempéries Excelente aderência
Tinta a
• Fácil aplicação em vários tipos de
óleo
• Boa cobertura e flexibilidade superfícies
• Mais econômica
• Superfície fosca e lisa
Usada para pintura de
A base de • Mistura-se à agua
meio-fio, muros,
Cal • Tem qualidade inferior
calçadas e postes.
• Pouco aderente à madeira e
metais
Ambientes
• Alta resistência à abrasão e a quimicamente
A base de
agentes químicos agressivos como o
Epóxi
• Suscetível a raios UV revestimento de
banheiros e balcões
PINTURA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

A pintura constitui uma superfície de


acabamento na forma de uma película
aderente (esp. total aprox. 1,0 mm)
resultante da aplicação de sucessivas
demãos de tintas de fundo (primers),
massas de nivelamento e tintas de
acabamento.
PINTURA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

RESINAS PVA’S
Construção
ACRÍLICAS
imobiliária
ALQUÍDICAS

EPOXÍDICAS
Construção
POLIESTER
industrial
BORRACHA CLORADA
SISTEMA DE PINTURA
Conjunto de todas as camadas que compõem a pintura final, ou seja, é o conjunto de
várias camadas compatíveis, de natureza e funções diferentes mas complementares.
SISTEMA DE PINTURA

PROPRIEDADES DOS SUBSTRATOS QUE INFLUEM NA QUALIDADE DA PINTURA SÃO

• Permeabilidade

• Porosidade

• Resistência a radiações energéticas

• Plasticidade / fragilidade

• Reatividade química
SISTEMA DE PINTURA
•Alvenaria são via de regra porosos, absorvem e podem reter água, desenvolver e
abrigar fungos e possuem comportamento alcalino Substratos

Madeiras são porosas, higroscópicas e sofrem decomposição superficial sob efeito dos
fungos e das radiações solares

•Metais são basicamente as ligas ferrosas, são altamente sensíveis à corrosão quando
em contato com a umidade, o oxigênio e os elementos poluentes
SISTEMA DE PINTURA
SISTEMA DE PINTURA
A superfície dos substratos deve estar corretamente preparada:
- Perfeitamente limpa, isenta de partículas soltas, óleos, graxas, mofo
- Seca, curada, livre de umidade, infiltrações
- Livre de calcinação, sais solúveis, eflorescência, trincas

OBS: No caso de reboco novo deve-se aguardar a secagem e cura (28 dias, no mínimo).
SISTEMA DE PINTURA
SISTEMA DE PINTURA
SISTEMA DE PINTURA
SISTEMA DE PINTURA
SISTEMA DE PINTURA

a) Tintas látex acrílicos e PVA

QUALIDADE: ACABAMENTOS:
• Econômica • Semibrilho
• Standart • Acetinado
• Premium • Fosco
SISTEMA DE PINTURA

Tintas látex acrílicos e PVA


TEMPO DE SECAGEM:
APLICAÇÕES: • ½ h a 2 h ao toque
• Argamassas • 3 h a 6 h entre demãos
• Concreto • 24 para secagem final em
• Cimento amianto ambientes internos
• Gesso • 72 h para secagem final em
• Cerâmica porosa ambientes externo
SISTEMA DE PINTURA

Tintas látex acrílicos e PVA

CARACTERÍSTICAS GERAIS:
• Baixo odor
• Fácil aplicação
• Mais porosas e permeáveis (em relação à base óleo, esmalte sintético,
epóxi e poliuretano)
• Menos porosas que as inorgânicas (base de cal e cimento)
SISTEMA DE PINTURA

Tintas látex acrílicos e PVA

ACABAMENTOS:

• Fosco – mais decorativo, menos proteção, esconde defeitos

• Semibrilho – mais proteção, menor cobertura e menor capacidade de


esconder imperfeições
SISTEMA DE PINTURA

Fundos acrílicos TIPOS


NÃO PIGMENTADOS
CARACTERÍSTICAS PIGMENTADOS (líquido preparador
(selador) de paredes)

Enchimento + -
Cobertura + -
Penetração - +
Aglomeração - +
SISTEMA DE PINTURA

Fundos acrílicos

INDICAÇÕES:
• Reduzir e uniformizar a absorção de rebocos, concretos e tijolos (pigmentados
e não pigmentados);
• Aumentar coesão de superfícies friáveis (não pigmentados);
• Aglomerar pulverulências de caiação, gesso (não pigmentados).
• Os fundos secam rapidamente e permitem a aplicação de tinta de
acabamento no mesmo dia
SISTEMA DE PINTURA
Massa niveladora
TIPOS
CARACTERÍSTICAS PVA ACRÍLICA
Aderência - +
INDICAÇÃO:
Resistência à água - + Nivelar, corrigir defeitos
Resistência à alcalinidade - + e uniformizar superfícies
Resistência à abrasão - + de argamassa (reboco) e
concreto.
Dificuldade lixamento - +
Aplicação Interior Interior e exterior
SISTEMA DE PINTURA

Esmalte sintético

APLICAÇÕES:
• Superfícies metálicas; O acabamento fosco é mais
indicado para ambientes
• Madeira; internos e com fins decorativos.
• Argamassas; O brilhante é mais indicado
como proteção.
• Concreto
SISTEMA DE PINTURA

Esmalte sintético
CARACTERÍSTICAS GERAIS:
• Boa resistência em ambientes não agressivos;
• Não recomendado em ambientes expostos a produtos químicos, com umidade
excessiva ou próximo ao mar;
• Menor resistência a alcalinidade que os produtos a base de água;
• Não resiste a imersão em água;
• Menos porosas e mais impermeáveis em relação à látex;
• Secagem mais lenta (10 h entre demãos) do que os produtos látex;
• Existem produtos em emulsão aquosa com substituição do solvente por água.
SISTEMA DE PINTURA

Fundo anticorrosivo ou primer


APLICAÇÕES E CARACTERÍSTICAS:

• Em superfícies metálicas é o primeiro produto do sistema a ser aplicado;

• Deve conter pigmentos anticorrosivos;

• No caso de ambientes muito agressivos é necessário aplicar uma tinta


intermediária após o primer.
SISTEMA DE PINTURA

Verniz sintético
APLICAÇÕES E CARACTERÍSTICAS:
• Recomendado para aplicação em madeiras

• Realça as cores formas naturais da madeira

• Secagem lenta

• Interior e exterior (com filtro solar)

• Tipos fosco e brilhante.


SISTEMA DE PINTURA

Tinta e verniz epóxi


APLICAÇÕES E CARACTERÍSTICAS:
• Pisos;
• Madeiras;
• Concretos;
• Elevada resistência a agentes químicos (vapores e soluções);
• Sensíveis a radiação UV;
• Produtos de base solvente e de base água.
SISTEMA DE PINTURA

Tinta e verniz poluiretânica


APLICAÇÕES E CARACTERÍSTICAS:
• Metais, Madeiras, Concretos;

• Elevada resistência química e à radiação solar;

• Interior (com catalizador diisocianatos aromáticos) e exterior;

• Boa resistência à abrasão;

• Custo elevado.
ESPECIFICAÇÕES DO SISTEMA DE PINTURA

Fatores de escolha Acabamentos


• Condições do meio; • Fosco

• Natureza da superfície a ser pintada; • Brilhante

• Uso da edificação; • Textura

• Orçamento. • Cores
Indicações gerais
Substrato/ambiente Indicações gerais
Fachadas de edifícios Látex acrílico - fosco, acetinado, semibrilho e
Ambientes internos texturizado.
Ambientes internos Látex PVA
Concreto aparente Vernizes de base poliuretana bicomponente;
Verniz epóxi (interior);
Madeira interiores Selador nitrocelulósico e Vernizes de base poliuretana
(não pigmentado) monocomponente;
Madeira exterior Verniz monocomponente com filtro solar
(pigmentado) Verniz poliuretano alifático bicomponente
Metais em ambientes Linha industrial – Borracha clorada, poliuretano, resina
agressivos epóxi e resinas vinílicas.
Metais em ambientes não Tinta a óleo e esmalte sintético (fosco, semibrilho,
agressivos (interiores) brilhante)

Metais em ambientes não Tinta a óleo e esmalte sintético (semibrilho, brilhante)


agressivos (exteriores)
Esmaltes e óleos podem ser utilizados em superfícies (coesas e bem curadas )
minerais porosas como concreto e argamassas.
Pintura - paredes e muros externos
Pintura - paredes interior
Pintura - gesso liso e placa gesso acartonado
Pintura - madeiras
Pintura - metais
Pintura - telhas
Proteção superfície - exterior
Proteção superfície - interior
Pintura - procedimentos
Pintura - procedimentos
Pintura - procedimentos
Pintura - procedimentos
PATOLOGIA NAS PINTURAS
PATOLOGIA NAS PINTURAS

MOFO

SINAIS e CAUSAS: Aparecimento de manchas escurecidas e exalação de odores fortes. É


causado em ambientes que apresenta excessiva umidade e com frequente mudança de
temperatura (úmido e/ou quente), onde pouca iluminação favorece o desenvolvimento
dos microorganismos, que se nutrem na superfície onde se proliferaram.

CORREÇÕES: Lavar a superfície contaminada com esponja embebida de solução de


água sanitária diluída 1:2 em água potável. Repintar.
PATOLOGIA NAS PINTURAS
MOFO
PATOLOGIA NAS PINTURAS
EFLORESCÊNCIA

SINAIS e CAUSAS: Manchas esbranquiçadas que surgem na superfície pintada. Ocorre


em tintas que foram aplicadas sobre reboco úmido. É causada pela liberação de água
sob forma de vapor, que arrasta materiais alcalinos (hidróxido de cálcio) do interior até
a superfície, onde se depositam, causando a mancha.
CORREÇÕES: Eliminar a existência de infiltrações, aguardar a secagem e a cura da
superfície, raspá-la e aplicar uma demão de Fundo Preparador de Parede.
PATOLOGIA NAS PINTURAS
EFLORESCÊNCIA
PATOLOGIA NAS PINTURAS

DESCASCAMENTO

SINAIS e CAUSAS: O Descascamento acontece quando a tinta é aplicada sobre


superfície empoeirada ou sobre parte soltas, tais como caiação, reboco novo não lixado

CORREÇÕES: Remover as partes soltas através de uma raspagem para depois aplicar um
Fundo Preparador de Parede e repintar.
PATOLOGIA NAS PINTURAS

DESCASCAMENTO
PATOLOGIA NAS PINTURAS

ENRUGAMENTO

SINAIS e CAUSAS: Este problema ocorre quando a camada de esmalte é muito espessa
devido a uma aplicação excessiva do produto, seja em uma demão ou em sucessivas
demãos em que a primeira não foi convenientemente seca. Pode também surgir
superfície enrugada quando a secagem é feita sob sol intenso.

CORREÇÕES: Remover a tinta enrugada do substrato por raspagem e depois limpá-lo


com solvente Aguarrás Ellus, deixar secar, aplicar fundo indicado para a superfície e
repintar.
PATOLOGIA NAS PINTURAS
ENRUGAMENTO
PATOLOGIA NAS PINTURAS

DESAGREGAMENTO

SINAIS e CAUSAS: Caracteriza-se pela destruição da pintura, que se esfarela,


destacando-se da superfície juntamente com partes do reboco. Este problema ocorre
quando a tinta foi aplicada antes que o reboco estivesse curado. Portanto, antes de
pintar um reboco novo, deve-se aguardar cerca de 28 dias para que o mesmo esteja
curado.

CORREÇÕES: Para corrigir o desagregamento, deve-se raspar as partes soltas, corrigir as


imperfeições profundas com um novo reboco, aguardar a cura, aplicar uma demão de
Fundo Preparador de Parede e repintar.
PATOLOGIA NAS PINTURAS
DESAGREGAMENTO
PATOLOGIA NAS PINTURAS
BOLHAS

SINAIS e CAUSAS
O surgimento pode acontecer quando nos seguintes casos:
- Uso de massa corrida em ambientes externos tornando propícia a absorção de
umidade;
- Repinturas sobre paredes que não se tenha extraído toda a poeira;
- Reaplicação de tinta sobre uma outra de má qualidade sem a devida preparação das
paredes.
PATOLOGIA NAS PINTURAS
BOLHAS

CORREÇÕES:
- Para aplicações externas com Massa Acrílica, deve ser feita a total e completa
remoção por raspagem, aplicando sobre a superfície um Fundo Preparador de
Paredes e, após a secagem, ser feita uma nova aplicação com Massa Acrílica e
repintura.
- Para paredes empoeiradas, remover a tinta, realizar a limpeza da superfície e
repintar.
- Tinta aplicada sobre outra de má qualidade, remover toda a tinta e realizar o sistema
correto de pintura.
PATOLOGIA NAS PINTURAS
BOLHAS
PATOLOGIA NAS PINTURAS

SAPONIFICAÇÃO

SINAIS e CAUSAS: Após o surgimento das manchas, a superfície começa a apresentar


aspecto pegajoso, provocando o retardamento da secagem nos esmaltes.

CORREÇÕES: Raspar ou lixar toda superfície, removendo toda a pintura. Aguardar a


secagem e cura da superfície. Aplicar uma demão de Fundo Preparador de Parede Ellus
previamente diluída com água e finalizar com nova pintura.
PATOLOGIA NAS PINTURAS
SAPONIFICAÇÃO
PRÓXIMAS AULAS

MATERIAIS METÁLICOS
DÚVIDAS ?

E-mail: [email protected]

Você também pode gostar