0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações5 páginas

Asma

A asma é uma síndrome caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas, resultando em sintomas como tosse, sibilância e dispneia. É uma das doenças crônicas mais prevalentes globalmente, com fatores de risco endógenos e ambientais, além de desencadeantes como poluição e infecções virais. A fisiopatologia envolve reações alérgicas mediadas por IgE, levando a obstrução do fluxo aéreo e alterações morfológicas crônicas nas vias respiratórias.

Enviado por

guiibarbosa97
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações5 páginas

Asma

A asma é uma síndrome caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas, resultando em sintomas como tosse, sibilância e dispneia. É uma das doenças crônicas mais prevalentes globalmente, com fatores de risco endógenos e ambientais, além de desencadeantes como poluição e infecções virais. A fisiopatologia envolve reações alérgicas mediadas por IgE, levando a obstrução do fluxo aéreo e alterações morfológicas crônicas nas vias respiratórias.

Enviado por

guiibarbosa97
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Asma

® é uma síndrome caracterizada pelos sintomas oriundos da redução do cali- bre das vias aéreas
por inflamação crônica da árvore brônquica a partir de uma reação imunomediada, a
hiperresponsividade a alérgenos diversos.
® sintomatologia clássica da crise asmática: tosse intermitente, sibilância e dispneia.
® Outro fator a ser discutido é sua heterogeneidade: a evolução e sintomatologia po- dem variar
tanto em suas apresentações como nas respostas ao tratamento. Nesse sentido, veremos em
breve os fenótipos de asma, suas peculiaridades desde a etiologia até as condutas terapêuticas.
® EPIDEMIOLOGIA
o é uma das doenças crônicas mais prevalentes à nível mundial.
o fato nos sugere que há uma melhor compreensão da doença tanto por parte das
equipes de saúde, como dos seus portadores e sua adesão/acesso ao tratamento.
Outro aspecto importante de sua epidemiologia é o perfil do indivíduo asmático,
relevante na investigação clínica de pacientes com sintomas respiratórios
inespecíficos. A asma pode se iniciar em qualquer idade, todavia, o pico de incidência
ocorre aos três anos de idade. Ainda, na infância, é mais comum no sexo masculino.

® FATORES DE RISCO
o Fatores de risco endógenos
§ O primeiro, atopia, é o principal fator de risco para asma tal que indivíduos não
atópicos possuem baixo risco de desenvolver essa doença. A rinite alérgica e dermatite
frequentemente estão presentes em indivíduos asmáticos.
§ predisposição genética. Em outras palavras, há uma forte associação familiar na
predisposição à essa doença.
§ Por fim, o que une esses dois fatores é que a exposição a fatores ambientais nos
primeiros anos de vida pode ser uma provável causa de asma em indivíduos ge-
neticamente propensos à atopia.

o Fatores de risco ambientais

§ ambiente doméstico, a exposição aos ácaros em casas mal ventiladas e aquecidas,


exposição a animais domésticos
§ foi associada com a sensibilização alergênica.
§ Alguns fatores externos também são associados com a hiper-reatividade ou de-
sencadeamento do quadro da asma. Nesse sentido, temos os poluentes do ar, como
dióxido de enxofre, partículas do diesel e oxônio, todos presentes em áreas urbanas e
industriais.
Se liga! Quando o paciente relata que sua sintomatologia fica mais branda ou cessa aos finais de
semana e feriados, devemos suspeitar da asma ocupacional e o questionar mais sobre o ambiente de
trabalho e o tipo de agentes sensibilizantes que podem estar presentes. Substâncias químicas como di-
iso- cianato de tolueno causam sensibilização até em indivíduos sem atopias e são utilizados na
fabricação de espumas, tintas e vernizes.

o Fatores desencadeantes

§ o desencadeamento da asma nesses cenários nos aponta para um controle ineficaz da


doença e indica a necessidade de rever o tratamento controlador. Os aeroalérgenos mais
comuns são os originados de animais domésticos, baratas, pólen de gramíneas e arvores.
Para além disso, temos que poluição do ar, infecções virais – comumente por rinovírus -,
agentes farmacológicos – como os bloqueadores beta-adrenérgicos –, exercício físico e ar
frio podem causar exarcebações importantes da asma.
Se liga! A asma desencadeada pelo exercício físico pode ser confundida pela dispneia aos esforços de
síndromes congestivas. Todavia, sua apresentação difere em duração e tempo de repouso para cessação
do quadro. Na asma, os sintomas se desenvolvem cerca de 10 minutos após um período de esforço ou
exercício prolongado e apenas após 30 a 60 minutos de repouso é que essa sintomatologia desaparece.
Já a dispneia aos esforços surge logo após início do esforço e diminui dentro de 5 minutos de repouso.

® FISIOPATOLOGIA
o pertence a um grupo de doenças pulmonares nas quais há obstrução do fluxo do ar,
de forma recorrente e reversível, e hiperresponsividade da célula muscular lisa que
compõe as paredes dos brônquios.
o Frequentemente, essa patologia é causada por repetidas reações de hipersensibilidade
imediata e reações alérgica de fase tardia
o A sequência fisiopatologia da asma atópica é iniciada pela ativação de células apre-
sentadoras de antígenos, como os macrófagos, em resposta à ligação do aeroalérgeno
ao anticorpo IgE. Nesse sentido, células Th2 (helpers) também reagiram aos alérgenos
e, junto aos macrófagos, irá secretar mediadores lipídicos e citocinas capazes de
recrutar eosinófilos, basófilos e mais células Th22. Essas células, por sua vez, irão
secretar as citocinas responsáveis por promover a constrição da musculatura lisa das
vias aére- as. Os mediadores broncoconstritores mais relevantes são os cisteinil-
leucotrienos. Por fim, o aumento na secreção de muco também é produto da ação das
citocinas, principalmente a IL-13, sobre o epitélio brônquico. Os processos
imunológicos asso- ciados à aproximadamente 70% dos casos de asma são mediados
por IgE e refletirão atopia. Nos outros 30%, a asma pode ser deflagrada por fatores
supracitados, como frio, exercício ou fármacos. Logo, para além das manifestações
episódicas e exacerbadas, indivíduos asmáticos sofrem com alterações morfológicas
crônicas. Algumas das características histopato- lógicas da asma, facilmente
visualizadas em cortes transversais são a secreção exces- siva de muco, a hipertrofia
da célula muscular lisa, uma membrana basal igualmente espessada e a infiltração da
submucosa por linfócitos e eosinófilos
® QUADRO CLÍNICO
o é o produto de uma doença respiratória de caráter obstrutivo e inflamatório.
o Os sintomas clássicos da asma são: dispneia, sibilância e tosse. É comum que os
demais sintomas sejam exacerbados pela noite.
o Alguns indivíduos asmáticos podem não relatar todos os três na mesma intensidade,
devido ao grau de heterogeneidade da doença
o Dispneia
§ falta de ar ou dificuldade de encher o pulmão.
§ achados de obstrução grave do fluxo aéreo como taquipneia, taquicardia,
fase expiratória prolongada e má movimentação do ar podem estar
presentes. Além disso, sinais de esforço respiratórios também são comuns,
como uso da musculatura acessória da respiração.

o Sibilância
§ São ouvidos mais comumente na expiração.
§ a sibilância asmática possui tons diferentes e varia também em duração ao
longo do ciclo respiratório.
§ Ruídos expiratórios, audíveis sem o estetoscópio, podem simular sibilos, mas
os ruídos são mais audíveis no pescoço e mais baixos no peito enquanto a
sibilância é tipicamente mais audível no peito.

o Tosse

§ pode ser seca ou produzir expectoração com aparência de muco e de coloração clara ou
amarelo-pálida, pela presença de eosinófilos.

Você também pode gostar