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v13e201816
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Revista Ação Ergonômica - v. 13 n. 1 (2018)
ESTUDO DE DIFERENTES MÉTODOS ERGONÔMICOS E SUAS APLICAÇÕES
ITALO RODEGHIERO NETO¹; MAYARA ZANCHIN²; DOUGLAS DE CASTRO BROMBILLA³;
ISABELA FERNANDES ANDRADE4
¹Universidade Federal de Pelotas –
[email protected] 2
Universidade Federal de Pelotas –
[email protected] ³ Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Rio Grande –
[email protected] 4
Universidade Federal de Pelotas –
[email protected] Resumo
A ergonomia é uma ciência que estuda a interação entre o homem, a máquina e o ambiente
em que ele está inserido, a fim de melhorar o bem-estar psicofísico e aumentar a
produtividade do sistema. Para aferir esta interação, são adotados métodos de avaliação
ergonômica. Isto posto, essa pesquisa teve como objetivo confrontar diferentes métodos,
expondo as vantagens e desvantagens de cada um, apontando aqueles considerados eficientes
para determinados fins. Dentre os métodos existentes, foram estudados sete: RULA, REBA,
OWAS, NIOSH, SI, EAMETA e OCRA. Realizada a pesquisa, foi possível perceber que cada
método possui aspectos positivos e negativos e que a escolha do método a ser utilizado
dependerá da situação em questão. Cabe salientar que, com a utilização da técnica de análise
postural correta, pode-se diminuir o risco de lesão corporal em postos de trabalho, evitando-
se, assim, acidentes e elevado número de absenteísmo.
Palavras-chave: Ergonomia, métodos, posto de trabalho, postura.
1. Introdução
A ergonomia é a ciência que estuda a tríplice relação entre o ser humano, a atividade
que deseja realizar e o espaço físico utilizado, tendo por finalidade proporcionar bem-estar ao
homem. Com o propósito de diminuir o risco de lesões durante o período de trabalho ou,
também, a insatisfação neste ambiente, existem métodos ergonômicos próprios para avaliação
das condições do espaço e do movimento (postura) dos trabalhadores.
Assim como todo trabalho possui suas leis e formas corretas de se proceder, a
ergonomia possui uma norma que sustenta todos os preceitos necessários e aplicáveis a esta
ciência. A Norma Regulamentadora 17 – NR 17 – foi criada em 1978 e trata de aspectos
gerais e temas como carga, ambiente, organização, equipamentos e mobiliário.
Sendo assim, esta norma visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das
condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a
proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente (NR 17/2007 apud
Másculo e Vidal, 2011), pois sabe-se que a maioria dos acidentes de trabalho ou lesões dentro
dos postos de trabalho são causadas, principalmente, pela falta de planejamento do ambiente.
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Isto posto, essa pesquisa teve como objetivo confrontar diferentes métodos de
avaliação ergonômica, expondo as vantagens e desvantagens de cada um e apontando os
métodos considerados eficientes para determinadas aplicações. Para isso, desenvolveu-se
inicialmente uma pesquisa bibliográfica sobre ergonomia. A seguir, pesquisou-se alguns dos
métodos mais utilizados nas avaliações e, por fim, foram apontados os principais resultados
alcançados a partir do estudo.
2. Materiais e Métodos
Segundo Másculo & Vidal (2011) os métodos ergonômicos consistem no uso dos
recursos dos diversos campos de conhecimento que possibilitem averiguar, levantar, analisar
e sistematizar o trabalho e as condições do trabalho. Para a realização dessa pesquisa, buscou-
se sete métodos ergonômicos que vem sendo utilizados para a identificação de problemas
ocasionados nos postos de trabalho. A seguir busca-se relacioná-los e, de forma sucinta,
explicá-los.
2.1 Rapid Upper Limb Assessment (RULA)
Criado em conjunto por Mc Attamney e Corlett, em 1993, o método RULA tem a
função de observar os danos posturais obtidos durante os esforços realizados no trabalho,
avaliando membros superiores e pernas. Para Másculo & Vidal (2011), o método tem por
objetivo avaliar o risco do trabalhador à exposição de posturas e atividades musculares
inadequadas e aquisições de Lesões por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbio
Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT). O diferencial trazido por este método são
os quesitos avaliados. O RULA também leva em consideração o esforço muscular que esta
pessoa realiza e a carga que carrega durante seu trabalho.
Para aplicá-lo, o observador deverá observar a postura do trabalhador referente ao
ombro, cotovelo, pulso, pescoço, tronco e pernas, além do esforço muscular e a carga
exercida. Com o auxílio da figura 1, são colocados os dados obtidos após cada observação.
Nos espaços onde encontra-se o escore, são necessárias tabelas já formuladas a se substituir
quando os dados forem coletados.
Fonte 1. Esquema elaborado por autores.
Figura 1. Esquema para obter escore final do RULA.
Ao finalizar os somatórios, se chega a um escore final. Este escore obtido é traduzido
em um nível que dirá se é necessária a mudança no posto de trabalho. O primeiro nível mostra
que a postura é aceitável e não requer mudança. Já o último nível, com o valor 4, requer
mudanças imediatas no posto de trabalho.
2.2 Rapid Entire Body Assessment (REBA)
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O método REBA, proposto por Sue Hignett e Lynn McAtamney no ano 2000, permite
uma análise do conjunto das posições adotadas pelos membros superiores do corpo, avaliando
braço, antebraço e pulso, além de tronco, pescoço e pernas. Alguns outros fatores
determinantes são também levados em consideração, como a carga manipulada e o tempo de
agarre. Na figura 2 elaborou-se esquema ilustrativo da obtenção do nível de risco a partir
deste método.
Fonte 2. Esquema elaborado por autores.
Figura 2. Esquema para obter nível de risco no REBA.
O método permite avaliar tanto posturas estáticas como dinâmicas e incorpora-se
como novidade o relato de mudanças bruscas na postura. Através do cruzamento da
pontuação obtida nos dois primeiros grupos, chega-se a um resultado final pré-estabelecido.
Dependendo do número obtido, consegue-se determinar se o posto apresenta um alto risco ou
não de lesões, orientando sobre a necessidade de ações corretivas para determinadas posturas.
O método REBA é dividido em 15 níveis. O primeiro nível não apresenta risco,
entretanto, entre o oitavo e o décimo quinto, os riscos são altos, sendo necessária a atuação e
modificação do posto de trabalho.
2.4 Owako Working Posture Analysing System (OWAS)
Os pesquisadores finlandeses Karu, Kansi e Kuorinka, em 1977 (Luiz, 2013 apud
KARHU et al., 1997) desenvolveram um método que pudesse identificar e avaliar posturas
inadequadas onde, juntamente com o Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional, criaram um
método ergonômico que permitisse descobrir, durante a execução da tarefa, posturas do
trabalhador que podem trazer diversos problemas musculares/esqueléticos.
Sendo esta uma avaliação da postura do trabalhador, é necessário que se realize
observações durante períodos de trabalho. Esta observação pode ser feita através de ciclos
completos ou durante, pelo menos, trinta segundos de atividade. Para o registro destas
atividades, são feitas fotografias, filmagens ou anotações. Finalizada a observação, é possível
identificar a posição do trabalhador e obter uma das posições já padronizadas para cada
postura. Estas posturas possuem pontuações, que serão tratadas como códigos e utilizadas
para elaboração do modelo de código do método OWAS.
Diferentemente de outros métodos, no OWAS é criado um modelo de códigos que
distribuem as avaliações realizadas pela postura, mostrado na figura 3. Na imagem a seguir,
pode-se observar a disposição e a ordem destes códigos. Confrontando estes valores, será
obtido o nível de risco obtido pelo método OWAS.
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Fonte 3. Modelo elaborado por autores.
Figura 3. Modelo de códigos para OWAS.
Após terminada a verificação utiliza-se uma tabela de níveis de ação segundo a
postura obtida. Esta tabela cruza todos os valores e, em troca, fornece uma pontuação de 1 até
4. O menor número simboliza que não são necessárias medidas corretivas para a tarefa no
momento, já o maior número implica em correções imediatas.
2.4 National Institute of Safety and Healthy (NIOSH)
Em 1980, segundo Rego (1987), foi patrocinada nos Estados Unidos a criação de um
método que determinaria a carga máxima manual em uma atividade de trabalho, sob a
iniciativa do National Institute for Occupational Safety and Health, denominado NIOSH.
O método utilizado estabeleceu que, para uma situação qualquer de trabalho, no
levantamento manual de cargas, existe um Limite de Peso Recomendado (L.P.R.). A fórmula
de cálculo segue descrita a seguir:
Onde o valor 23 corresponde ao peso limite ideal (sendo constante) e, cada variável,
corresponde a um fator de multiplicação apresentado abaixo:
FDH – Fator de Distância Horizontal em relação a carga;
FAV – Fator de Altura Vertical em relação ao solo;
FDVP – Fator da Distância Vertical no intervalo da ação;
FFL – Fator Frequência de Levantamento;
FRLT – Fator de Rotação Lateral do Tronco;
FQPC – Fator Qualidade de Pega da Carga.
Uma vez calculado, compara-se o L.P.R. com a carga real levantada, obtendo-se então
o Índice de Levantamento (IL). O Índice de Levantamento (IL) do método NIOSH é que
determina se uma atividade apresenta risco de lesão músculo esquelética, quantificando esse
risco. A interpretação dos resultados demonstra que, caso o índice seja menor que 1 a
condição é segura e, maior que 1, a condição é insegura.
2.5 Occupational Repetitive Actions (OCRA)
O método OCRA foi desenvolvido pelos Drs. Daniela Colombini, Enrico Occhipinti e
Michele Fanti a pedido da International Ergonomics Association (IEA) a partir de 1996. O
objetivo do desenvolvimento do método era prevenir distúrbios musculoesqueléticos de
membros superiores, através da avaliação dos riscos ergonômicos associados a uma
determinada atividade. Essa avaliação ocorre por um modelo de cálculo, que determinará um
índice de exposição a partir do confronto entre as variáveis encontradas na realidade e na
teoria.
O método se utiliza de vários quesitos e, através deles, geram-se os valores de Ações
Técnicas Observadas (ATO) e Ações Técnicas Recomendadas (ATR), chegando ao índice de
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exposição, que é comparado com os níveis de riscos determinados, identificando o grau de
riscos a que aquela atividade está exposta (PAVANI, 2007).
Quadro 1. Classificação dos níveis de risco do OCRA.
VALORES NÍVEL DE
ÁREA AÇÕES
OCRA RISCO
Verde Até 2,2 Aceitável Nenhuma
Amarela Entre 2,3 e 3,5 Risco muito baixo Verificar e implementar melhorias
Vermelha Maior 3,5 Risco presente Redesenhar o posto de trabalho e avaliar a saúde do pessoal
Fonte 4. Colombini et.al. (1996)
A classificação do risco, no modelo OCRA, se dá de uma forma análoga às cores do
semáforo, como é mostrado no quadro 1. A coluna de Valores OCRA relaciona-se com o
número encontrado no IE (Índice de Exposição).
2.6 Espaço, ambiente, mobiliário, equipamentos, tarefa e atividade (EAMETA)
A ferramenta Espaço, Ambiente, Mobiliário, Equipamentos, Tarefa e Atividade –
EAMETA – trata-se de um sistema criado a partir da NR 17 que se preocupa em temas como
espaço, ambiente, mobiliário e equipamentos, com uma combinação de dois temas que
repetidamente aparece nestas análises: tarefa e atividade. A EAMETA pode ter vários
objetivos na avaliação do sistema de trabalho, desde separar as entrevistas realizadas por
teores e temas até priorizar e focalizar os problemas mais específicos.
A aplicação desta ferramenta é dividida em duas etapas, segundo Másculo & Vidal
(2011). A primeira consiste no preenchimento de uma tabela com dez aspectos que o
observador e o trabalhador devem avaliar, relacionados aos itens da NR 17 (espaço, ambiente,
mobiliário e equipamentos). Já na segunda etapa, referente a tarefa e a atividade, são
realizadas três perguntas, separadamente, para o líder da área e para o operador, de
preferência nesta ordem. Para o líder da área são feitos os seguintes questionamentos: 1) O
que se faz aqui?, 2) Quem cuida de quê? e 3) O que se espera de cada um?. Já para o operador
as perguntas são: 1) O que você pode fazer?, 2) Qual é o seu trabalho? E 3) Que tarefas você
desempenha?.
Após a conclusão destas duas etapas, deve-se preencher o quadro que orienta a
elaboração de um quadro final, para posterior interpretação de resultados da ferramenta
EAMETA.
2.7 Strain Index (SI)
Desenvolvido em 1995, o SI tem como objetivo avaliar o risco de lesões
musculoesqueléticas do membro superior ligadas ao trabalho. Mede seis variáveis da tarefa:
Intensidade do esforço, Duração do esforço, Número de esforços por minutos, Postura da
mão, Velocidade de execução e Duração da tarefa por dia.
Após estabelecer cada variante, pode-se utilizar a fórmula final para encontrar o risco
da atividade avaliada, e definir assim três níveis de risco.
Na fórmula descrita acima, as siglas correspondem a seis variáveis distintas:
IE – Intensidade do Esforço
DE – Duração do Esforço
EM – Número de Esforços por minuto
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PM – Postura da Mão
VE – Velocidade de Execução
DD – Duração da Tarefa por Dia
Após a aplicação do método, os riscos são avaliados de forma ampla, através de uma
pontuação pré-estabelecida. A interpretação dos resultados ocorre sendo o menor número
associado ao menor risco de acidentes e lesões musculares.
3. Resultados
Quando o funcionário executa suas atividades diariamente ele pode assumir diferentes
posições corpóreas ou realizar movimentos repetitivos, ao longo do ciclo de trabalho.
Segundo Pavani (2007) os instrumentos para análise envolvendo riscos posturais existem
divididos em três classificações: checklists, métodos semi quantitativos e quantitativos.
Os Checklists correspondem a um conjunto de perguntas que será interpretado ao final
da aplicação como risco envolvendo uma escala. É o caso da EAMETA. Os métodos semi
quantitativos utilizam observações (direta/indireta) e os dados são convertidos para escalas
numéricas. Dentro dessa classificação enquadram-se RULA, OWAS e REBA. Já os
qualitativos propõem a utilização de fórmulas para definição de carga levantada, como é o
caso do NIOSH, OCRA e SI.
No quadro 2 (elaborado pelos autores) tentou-se sistematizar as vantagens e
desvantagens de cada método pesquisado.
Quadro 2. Vantagens e Desvantagens dos Métodos Ergonômicos.
MÉTODO VANTAGEM DESVANTAGEM
Análise rápida e prática de um
Excesso de posições a se avaliar, baseado na
RULA grande número de trabalhadores e
análise dos autores.
ergonômica geral.
Análise ergonômica geral junto com
Excesso de posições a se avaliar, baseado na
REBA análise de movimentos com
análise dos autores.
mudança brusca.
Necessárias no mínimo 100 amostras – segundo
Avaliar corpo inteiro e o manuseio
os autores – observações para creditar
OWAS de cargas pesadas.
confiabilidade no resultado final.
Ideal para avaliar levantamento
NIOSH Excesso de variáveis a serem estudadas.
manual de cargas.
Membros superiores e fatores
OCRA Excesso de variáveis e fórmulas.
complementares são avaliados.
Membros superiores são avaliados Existe grande disparidade entre os números do
SI
com menor número de variáveis. resultado final, deixando margem para erro.
Realiza um comparativo entre o que Visão apenas do trabalhador a respeito de suas
EAMETA pensa o operador da função com o posturas, posto que o líder não é questionado
líder do setor. quanto a isto.
Fonte 5. Síntese elaborada pelos autores.
Diferentemente dos demais métodos vistos, a ferramenta EAMETA é utilizada para a
avaliação ergonômica voltada ao ambiente. Este método vai realizar um comparativo entre o
que pensa o operador e o líder deste setor, tendo ainda avaliações do observador. Por isso, as
vantagens trazidas por este método são avaliações amplas de todo o posto de trabalho e aquilo
228
que é utilizado para a realização da função. Sua desvantagem, além da própria amplitude, é a
visão apenas do trabalhador a respeito de suas posturas, não existindo nenhum comparativo
teórico e nível de risco a ser considerado.
O método RULA é um instrumento de fácil aplicação, permitindo avaliar a sobrecarga
de membros superiores e do pescoço, principalmente, além de avaliar também membros
inferiores e tronco. Assim, considera movimentos rápidos, porém não leva em consideração
vibração ou temperaturas extremas. A grande vantagem trazida pelo método RULA é, como
já citado, uma análise rápida e prática de um grande número de trabalhadores. Porém, o
excesso de tabelas e posições podem ser um problema na aplicação deste método.
Já o método OWAS é importante para avaliar corpo inteiro e o manuseio de cargas
pesadas, além de ajudar a solucionar problemas relacionados a acidentes devido à má postura.
Para analisar posturas é necessária uma observação detalhada da tarefa, entretanto, nesse
método as amostras são realizadas em intervalos, sendo necessária no mínimo 100 – segundo
os autores – observações para creditar confiabilidade no resultado final.
O método REBA é principalmente dirigido à análise de membros superiores – além de
pescoço, tronco e membros inferiores – e trabalhos que utilizam movimentos repetitivos. Traz
como diferencial a análise de movimentos com mudança brusca.
O método NIOSH traz a vantagem de avaliar o levantamento manual de cargas, que
nos dias de hoje é uma das maiores causas de disfunções musculares nos trabalhadores.
Porém, segundo Franceschi (2013) não considera o risco potencial associado aos
levantamentos repetitivos.
O método OCRA é utilizado para avaliação de lesão musculoesquelética em membros
superiores com o diferencial de realizar uma análise dos fatores complementares envolvidos
no sistema de produção, como temperaturas extremas e vibrações.
O Strain Index é usado principalmente para avaliação de lesão musculoesquelética em
membros superiores, porém não avalia fatores que não estejam relacionados com a postura
das mãos. Se ocorrer deslocamentos curtos ao longo do tempo, no posto de trabalho, não é
indicado o uso do método, sendo esta a sua principal desvantagem.
4. Conclusão
Através da ergonomia consegue-se adequar o trabalho ao ser humano por meio de
diversos métodos, como os de análise postural. Ao oferecer melhores condições de trabalho, a
ergonomia reduz a fadiga e o estresse e, consequentemente, promove o aumento do bem-estar
e da produtividade dos trabalhadores.
Percebe-se que para avaliação apenas de membros superiores os métodos mais
indicados são SI e OCRA, onde este possui o diferencial de avaliar o ambiente de trabalho
juntamente com a postura. Quando é necessária uma avaliação ergonômica geral, métodos
como RULA e REBA são os mais indicados. Através deles consegue-se avaliar posturas
superiores e inferiores, além de quesitos como “pega” da carga e movimentos imprevisíveis.
Métodos como NIOSH são úteis quando se deseja conhecer a carga manual ideal. Já o
método OWAS é indicado quando se busca conhecer os ciclos do posto de trabalho que
proporcionam má postura. A ferramenta EAMETA é mais indicada nas avaliações
combinadas de ambiente de trabalho e pensamento do trabalhador, levando em consideração a
conversa e os questionários realizados durante a entrevista.
5. Referências
FRANCESCHI, A. de. Ergonomia. Universidade Federal de Santa Maria, Colégio Técnico
Industrial de Santa Maria ; Rede e-Tec Brasil, 2013.
KARHU, O., KANSI, P., KUORINKA, I. Correcting working postures in industry: A practical
method for analysis. Applied Ergonomics 8. Ano: 1977
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LUIZ, R. M. D. Aplicativo para uso do método OWAS para ergonomia. 2013 - Dissertação (Pós
Graduação em Engenharia de Segurança) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, UTFPR.
MÁSCULO, F. S., VIDAL, M. C. Ergonomia: Trabalho adequado e eficiente. Rio de Janeiro, RJ,
BR: Elsevier Editora LTDA. 1ª ed, 648p., 2011.
REGO, R.A. Trabalho e saúde: contribuição para uma abordagem abrangente. 1987.
Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
SCAGLIONI, J. R. A análise do método de trabalho sob o ponto de vista ergonômico e sua
influência na produtividade: estudo de caso. Monografia para obtenção do título de Bacharel em
Administração. UFPel, Pelotas – 2006. P. 51.
PAVANI, Ronildo Aparecido. Análise de Risco Ergonômico: A Aplicação do Método OCRA em
um Posto de Trabalho do Setor Gráfico. III Workshop Gestão Integrada: Risco e sustentabilidade.
São Paulo, 25 e 26 de Maio de 2007. Centro Universitário Senac.