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Ísis: Deusa da Vida e Magia Egípcia

O documento explora a mitologia egípcia, destacando a criação do universo e dos deuses, especialmente Ísis, que simboliza a maternidade e a proteção. Ísis é venerada como a deusa que dá vida, conforta as mulheres e possui poderes mágicos, sendo uma figura central na fertilidade e cura. A narrativa também menciona a relação de Ísis com Osíris e sua importância nos rituais e crenças do antigo Egito.

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Ísis: Deusa da Vida e Magia Egípcia

O documento explora a mitologia egípcia, destacando a criação do universo e dos deuses, especialmente Ísis, que simboliza a maternidade e a proteção. Ísis é venerada como a deusa que dá vida, conforta as mulheres e possui poderes mágicos, sendo uma figura central na fertilidade e cura. A narrativa também menciona a relação de Ísis com Osíris e sua importância nos rituais e crenças do antigo Egito.

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ÍSIS

No começo só existia o grande, imóvel e infinito mar universal, sem


vida e em absoluto silêncio. Não havia nem alturas, nem abismos,
nem princípio, nem fim, nem leste, nem oeste, nem norte e nem sul.
Das primeiras sombras se desprenderam as trevas e apareceu o
caos. Desse ilimitado e sombrio universo surgiu a vida e, com ela, a
estirpe dos Deuses.

Conta a mitologia solar que o criador de tudo foi Atum, o Pai dos
Pais. A partir do momento que Atum toma consciência de si mesmo,
ele tornou-se Rá.

Em sua infinita sabedoria, o Deus consciente, desejou e


materializou uma separação entre si mesmo e as águas primordiais,
desejando emergir a primeira terra seca em forma de colina a que
os egípcios chamaram a "colina benben".

Então Atum criou os outros Deuses. Recolheu seu próprio sêmen


na mão, e engolindo-o se fecundou a si mesmo. Vomitou, dando
vida a Shu e Tefnut, o ar seco e o ar úmido.

Shu e Tefnut se unem e dão a luz ao Deus Geb, a terra, e a Deusa


Nut, o céu, que, por sua vez, quando se uniram fisicamente tiveram
quatro filhos: Osíris (Deus da Ordem), Seth (Deus da Desordem) e
suas irmãs Ísis e Neftis, nascidos nessa ordem. A nova geração
completa o número de nove divindades, a Enéada, que começa
com o Deus criador primordial. Na escrita egípcia o três era utilizado
para representar o número plural, enquanto que o nove proporciona
um meio simbólico de indicar o "todo". A Enéada do Deus Sol é
conhecida entre os egiptólogos como a Enéada Heliopolitana.

Osíris, o primogênito, havia herdado de seu pai Geb a terra para


governá-la. Já a Deusa Ísis, cujo nome significa "o trono", "a sede"
(capital), se uniu a seu irmão Osíris, para sustentar todo o seu
poder, estabelecendo-se assim, o primeiro casal real do Egito. Se
ele era o rei, soberano da terra, ela ia ser seu trono, a sede
eternamente estável, de onde era exercida toda a realeza sobre o
Egito.
É pelo poder de Ísis, através de seu amor, que o homem afogado
na luxúria e na paixão, eleva-se a uma vida espiritual. Ísis, antes de
tudo, é provedora da vida. Comumente é representada
amamentando seu filho Hórus, pois ela é a mãe que nutri e alimenta
tudo que gera. Ísis com seu bebê no colo, acabou transformada na
Virgem Maria com o menino Jesus.

Embora Isis fosse considerada como mãe universal ela era


venerada como protetora das mulheres em particular. Sendo aquela
que dá a vida, que presidia sobre vida e morte, ela era protetora das
mulheres durante o parto e confortava aquelas que perdiam seus
entes queridos. Em Ísis, as mulheres encontravam o apoio e a
inspiração para prosseguirem com suas vidas. Ísis proclamava ser,
em hinos antigos, a deusa das mulheres e dotava suas seguidoras
de poderes iguais aos do homem.

Esta Deusa é também freqüentemente representada como uma


Deusa negra. Este fato está diretamente associado ao período de
luto de Ísis (morte de Osíris), quando ela vestia-se de preto ou ela
própria era preta.

As estátuas pretas de Ísis tinham também um outro sentido.


Plutarco declara que "suas estátuas com chifres são
representações da Lua Crescente, enquanto que as estátuas com
roupa preta significavam as ocultações e as obscuridades nas quais
ela segue o Sol (Osíris), almejando por ele. Conseqüentemente,
invocam a Lua para casos de amor e Eudoxo diz que Ísis é quem os
decide".

No Solstício de Inverno, a Deusa, na forma de vaca dourada,


coberta por um traje negro, era carregada sete vezes em torno do
Santuário de Osíris morto, representando as perambulações de Ísis,
que viajou através do mundo pranteando sua morte e procurando
pelas partes espalhadas de seu corpo. Este ritual, era um
procedimento mágico, que tencionava prevenir que a seca
invadisse as regiões férteis do Nilo, pois a ressurreição de Osíris
era, naquela época, um símbolo da enchente anual do Nilo, da qual
a fertilidade da terra dependia.
Ísis era invocada nas antigas escrituras como a Senhora da Cura,
restauradora da vida e fonte de ervas curativas. ela era venerada
como a senhora das palavras de poder, cujos encantamentos
faziam desaparecer as doenças.

À noção de magia liga-se também, imediatamente ao nome de Ísis,


que conhece o nome secreto do Deus supremo. Ísis dipõe do poder
mágico que Geb, o Deus da Terra, lhe ofereceu para poder proteger
o filho Hórus. Ela pode fechar a boca de cada serpente, afastar do
filho qualquer leão do deserto, todos os crocodilos do rio, qualquer
réptil que morda. Ela pode desviar o efeito do veneno, pode fazer
recuar o seu fogo destruidor por meio da palavra, fornecer ar a
quem dele necessite. Os humores malignos que perturbam o corpo
humano obedecem a Ísis. Qualquer pessoa picada, mordida,
agredida, apela a ísis, a da boca hábil, identificiando-se com Hórus,
que chama a mãe em seu socorro. Ela virá, fará gestos mágicos,
mostrar-se-á tranqüilizadora ao cuidar do filho. Nada de grave irá
lesar o filho da grande Deusa.

Ísis aparece em na nossa vida para dizer que é hora de meditar.


Você tem desperdiçado sua energia maternal sem guardar um
pouco para si mesma? Sua mãe lhe deu todo o amor que você
precisou? Pois agora é tempo de você se dar "um colo" para curar
as mágoas do passado. Todos nós precisamos de cuidados
maternos, independente de sermos donzela, mãe ou mulher
madura.

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