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Redação do ENEM: Competências e Instruções

O documento aborda as competências exigidas na redação do Enem, destacando a importância da escrita formal e do conhecimento sobre comunidades e povos tradicionais no Brasil. Apresenta desafios para a valorização desses grupos, como a falta de educação adequada e a exploração econômica, e propõe intervenções governamentais para promover seus direitos e saberes. A proposta de redação sugere discutir os desafios enfrentados por essas comunidades, respeitando os direitos humanos e buscando soluções sustentáveis.

Enviado por

Marco Antonio
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Redação do ENEM: Competências e Instruções

O documento aborda as competências exigidas na redação do Enem, destacando a importância da escrita formal e do conhecimento sobre comunidades e povos tradicionais no Brasil. Apresenta desafios para a valorização desses grupos, como a falta de educação adequada e a exploração econômica, e propõe intervenções governamentais para promover seus direitos e saberes. A proposta de redação sugere discutir os desafios enfrentados por essas comunidades, respeitando os direitos humanos e buscando soluções sustentáveis.

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PRODUÇÃO DE TEXTOS – INTEGRADO

PROF. MARCO ANTONIO MENDONÇA


A redação do Enem vale 1.000 pontos. As competências abaixo representam 200 pontos cada.
Competência 1 - Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. (ESCREVER CORRETAMENTE E COM LETRA
CAPRICHADA)
Competência 2 - Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento (HISTÓRIA, GEOGRAFIA,
SOCIOLOGIA, LITERATURA, ARTES...) para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em
prosa.
Competência 3 - Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de
vista. (TEXTOS DE APOIO – NÃO COPIE, RELACIONE, FAÇA CONTAS BÁSICAS)
Competência 4 - Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. (USO
CORRETO DE CONECTIVOS)
Competência 5 - Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. (CRIE UMA SOLUÇÃO
- POSSÍVEL - QUE RESPEITE OS DIREITOS HUMANOS RETOMANDO OS PROBLEMAS APRESENTADOS NA INTRODUÇÃO)

ENEM 2022
INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas
desconsiderado para a contagem de linhas.
4. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
4.1. tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”;
4.2. fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
4.3. apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;
4.4. apresentar nome, assinatura, rubrica ou outras formas de identificação no espaço destinado ao texto.

TEXTO I
Você sabe quais são as comunidades e os povos tradicionais brasileiros? Talvez indígenas e quilombolas sejam os primeiros que
passam pela cabeça, mas, na verdade, além deles, existem 26 reconhecidos oficialmente e muitos outros que ainda não foram
incluídos na legislação.
São pescadores artesanais, quebradeiras de coco babaçu, apanhadores de flores sempre-vivas, caatingueiros, extrativistas, para citar
alguns, todos considerados culturalmente diferenciados, capazes de se reconhecerem entre si.
Para uma pesquisadora da UnB, essas populações consideram a terra como uma mãe, e há uma relação de reciprocidade com a
natureza. Nessa troca, a natureza fornece “alimento, um lugar saudável para habitar, para ter água. E elas se responsabilizam por
cuidar dela, por tirar dela apenas o suficiente para viver bem e respeitam o tempo de regeneração da própria natureza”, diz.
Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 17 jun. 2022 (adaptado).

TEXTO II

TEXTO III - Povos e comunidades tradicionais


O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) preside, desde 2007, a Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos
e Comunidades Tradicionais (CNPCT), criada em 2006. Fruto dos trabalhos da CNPCT, foi instituída, por meio do Decreto nº 6.040, de 7
de fevereiro de 2017, a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT). A PNPCT foi
criada em um contexto de busca de reconhecimento e preservação de outras formas de organização social por parte do Estado.
Disponível em: http://mds.gov.br. Acesso em: 17 jun. 2022 (adaptado).

TEXTO IV - Carta da Amazônia 2021


Aos participantes da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26)
Não podia ser mais estratégico para nós, Povos Indígenas, Populações e Comunidades Tradicionais brasileiras, reafirmarmos a defesa
da sociobiodiversidade amazônica neste momento em que o mundo volta a debater a crise climática na COP26. Uma crise que atinge,
em todos os contextos, os viventes da Terra!
Nossos territórios protegidos e direitos respeitados são as reivindicações dos movimentos sociais e ambientais brasileiros.
Não compactuamos com qualquer tentativa e estratégia baseada somente na lógica do mercado, com empresas que apoiam
legislações ambientais que ameaçam nossos direitos e com mecanismos de financiamento que não condizem com a realidade dos
nossos territórios.
Propomos o que temos de melhor: a experiência das nossas sociedades e culturas históricas, construídas com base em nossos
saberes tradicionais e ancestrais, além de nosso profundo conhecimento da natureza.
Inovação, para nós, não pode resultar em processos que venham a ameaçar nossos territórios, nossas formas tradicionais e
harmônicas de viver e produzir.
Amazônia, Brasil, 20 de outubro de 2021.
Entidades signatárias: CNS; Coiab; Conaq; MIQCB; Coica; ANA Amazônia e Confrem Disponível em: https://s3.amazonaws.com. Acesso
em: 17 jun. 2022 (adaptado)

PROPOSTA DE REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto
dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema
“Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”,
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa,
argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

REDAÇÕES NOTA 1000


TEXTO 1
O poeta modernista Oswald de Andrade relata, em "Erro de Português", que, sob um dia de chuva, o índio foi vestido pelo português
- uma denúncia à aculturação sofrida pelos povos indígenas com a chegada dos europeus ao território brasileiro. Paralelamente, no
Brasil atual, há a manutenção de práticas prejudiciais não só aos silvícolas, mas também aos demais povos e comunidades tradicionais,
como os pescadores. Com efeito, atuam como desafios para a valorização desses grupos a educação deficiente acerca do tema e a
ausência do desenvolvimento sustentável.

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Diante desse cenário, existe a falta da promoção de um ensino eficiente sobre as populações tradicionais. Sob esse viés, as escolas,
ao abordarem tais povos por meio de um ponto de vista histórico eurocêntrico, enraízam no imaginário estudantil a imagem de
aborígenes cujas vivências são marcadas pela defasagem tecnológica. A exemplo disso, há o senso comum de que os indígenas são
selvagens, alheios aos benefícios do mundo moderno, o que, consequentemente, gera um preconceito, manifestado em indagações
como “o índio tem ‘smartphone’ e está lutando pela demarcação de terras?” – ideia essa que deslegitima a luta dos silvícolas.
Entretanto, de acordo com a Teoria do Indigenato, defendida pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, o direito dos
povos tradicionais à terra é inato, sendo anterior, até, à criação do Estado brasileiro. Dessa forma, por não ensinarem tal visão, os
colégios fomentam a desvalorização das comunidades tradicionais, mediante o desenvolvimento de um pensamento discriminatório
nos alunos.

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Além disso, outro desafio para o reconhecimento desses indivíduos é a carência do progresso sustentável. Nesse contexto, as
entidades mercadológicas que atuam nas áreas ocupadas pelas populações tradicionais não necessariamente se preocupam com a sua
preservação, comportamento no qual se valoriza o lucro em detrimento da harmonia entre a natureza e as comunidades em questão.
À luz disso, há o exemplo do que ocorre aos pescadores, cujos rios são contaminados devido ao garimpo ilegal, extremamente comum
na Região Amazônica. Por conseguinte, o povo que sobrevive a partir dessa atividade é prejudicado pelo que a Biologia chama de
magnificação trófica, quando metais pesados acumulam-se nos animais de uma cadeia alimentar – provocando a morte de peixes e a
infecção de humanos por mercúrio. Assim, as indústrias que usam os recursos naturais de forma irresponsável não promovem o
desenvolvimento sustentável e agem de maneira nociva às sociedades tradicionais.

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Portanto, é essencial que o governo mitigue os desafios supracitados. Para isso, o Ministério da Educação – órgão responsável pelo
estabelecimento da grade curricular das escolas – deve educar os alunos a respeito dos empecilhos à preservação dos indígenas, por
meio da inserção da matéria “Estudos Indigenistas” no ensino básico, a fim de explicar o contexto dos silvícolas e desconstruir o
preconceito. Ademais, o Ministério do Desenvolvimento – pasta instituidora da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos
Povos e Comunidades Tradicionais – precisa fiscalizar as atividades econômicas danosas às sociedades vulneráveis, visando à
valorização de tais pessoas, mediante canais de denúncias. (Luís Felipe Alves Paiva de Brito, de Maceió - AL)

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TEXTO 2
Historicamente, a partir da implementação das missões jesuíticas no Brasil colonial, os povos nativos tiveram suas tradições
suprimidas e o seu conhecimento acerca das peculiaridades territoriais menosprezado. Na contemporaneidade, a importância dessas
populações configura um fator indispensável à compreensão da diversidade étnica do nosso país. Contudo, ainda persistem desafios à
valorização dessas comunidades, o que interfere na preservação de seus saberes. Logo, urgem medidas estatais que promovam
melhorias nesse cenário.

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Sob esse viés, é válido destacar a fundamentabilidade dos povos tradicionais como detentores de pluralidade histórica e cultural, que
proporciona a disseminação de uma vasta sabedoria na sociedade. Nesse sentido, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan) afirma as heranças tradicionais desses grupos como constituintes do patrimônio imaterial brasileiro. Dessa forma,
sabe-se que a contribuição desses indivíduos para a formação intelectual do corpo social engloba práticas de sustentabilidade,
agricultura familiar e, inclusive, confere a eles uma participação efetiva na economia do país. Assim, evidencia-se a extrema relevância
dessas comunidades para a manutenção de conhecimentos diferenciados, bem como para a evolução da coletividade.

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Entretanto, a falta de representantes políticos eleitos para essa classe ocasiona a desvalorização das suas necessidades sociais, que
não são atendidas pelos demais legisladores. Nesse contexto, a Constituição Federal assegura direitos inalienáveis a todos os cidadãos
brasileiros, abordando o dever de inclusão de povos tradicionais nas decisões públicas. Desse modo, compreende-se que a existência
de obstáculos para o reconhecimento da importância de populações nativas se relaciona à ineficácia na incorporação de
representantes que sejam, de fato, interessados na perpetuação de saberes e técnicas ancestrais propagados para esses grupos. Sendo
assim, comprova-se a ocorrência de um grave problema no âmbito coletivo, o qual impede a garantia plena dos direitos básicos dessas
pessoas.

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Diante do exposto, denota-se a urgência de propostas governamentais que alterem esse quadro. Portanto, cabe ao Estado – cuja
função principal é a proteção dos direitos de seus cidadãos – a implantação de mudanças no sistema eleitoral, por meio da criação de
cotas rígidas para a eleição de políticos oriundos de localidades nativas. Tal reestruturação terá como finalidade a valorização de povos
tradicionais, reconhecendo a sua fundamentalidade na composição histórica e cultural da sociedade brasileira. (Maria Fernanda Simionato
de Lemes, de Porto Alegre - RS)

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TEXTO 3
No livro "Ideias para Adiar o Fim do Mundo", Ailton Krenak critica o distanciamento entre a população brasileira como um todo e a
natureza, o que não se aplica às comunidades indígenas. Tal pensamento é extremamente atual, já que não só indígenas como todas as
populações tradicionais têm uma relação de respeito mútuo com a natureza, aspectos que as diferenciam do resto dos brasileiros. Com
isso, a agressão ao meio ambiente e o apagamento dos saberes ancestrais configuram desafios para a valorização de comunidades e
povos tradicionais no Brasil.
Primeiramente, é preciso compreender como a agressão ao meio ambiente fere as comunidades tradicionais. Há séculos esses povos
vêm construindo suas culturas com respeito à natureza, tratando-a de forma sustentável. Consequentemente, criou-se nesses grupos
uma visão afetiva dos recursos naturais, que se tornaram base para a manutenção de uma identidade característica a cada uma dessas
comunidades. No entanto, todos os biomas brasileiros estão sendo constantemente ameaçados, seja pela mineração, garimpo ilegal,
desmatamento ou poluição, fatores que têm em comum a priorização do gasto financeiro em detrimento da preservação ambiental.
Assim, parte da população coloca em risco o maior patrimônio dos povos tradicionais, a natureza, em busca de recursos naturais que
trazem benefícios restritos aos agressores, tornando o modo de vida dessas comunidades impraticável. Portanto, com base na
importância do meio ambiente para as comunidades tradicionais, causar danos à natureza significa, também, causar danos aos povos
em questão.
Ademais, é de grande relevância entender como o apagamento dos saberes ancestrais leva à desvalorização dos povos tradicionais.
Devido à grande diversidade de povos tradicionais no Brasil, houve, em cada um deles, a criação de um conjunto de conhecimentos,
pensamentos, filosofias e linguagens distintas, passados pelas gerações, dirando e mantendo vivo o modo de vida que caracteriza
identitariamente cada grupo. Entretanto, essa bagagem sistêmica é muito pouco externalizada, pelo fato de que esses saberes são
coletivizados apenas em esferas menores, de forma a manter a ancestralidade dos povos locais apenas entre si. Logo, todo
conhecimento produzido nessa perspectiva é desconhecido do grande público, sendo pouco discutido e não fazendo parte da visão de
mundo da maioria dos brasileiros. Dessa forma, os saberes dos povos tradicionais são desconsiderados, acarretando na desvalorização
de todos esses grupos.
Em síntese, o impacto causado ao meio ambiente e a desconsideração de seus saberes são grandes agentes na desvalorização das
comunidades tradicionais. Por isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente proteger os biomas do país através do endurecimento de
punições contra crimes ambientais, com a finalidade de salvaguardar o modo de vida de diferentes povos, tornando possível a
manutenção da diversidade cultural brasileira. Além disso, o Ministério da Educação deve promover a discussão sobre os
conhecimentos das comunidades tradicionais, por meio da incorporação de conteúdos relacionados a esses povos na grade curricular
das escolas, a fim de divulgar a visão de mundo desses grupos, fomentando uma convivência pacífica entre toda a população. (Rodrigo
Junqueira, de São Paulo - SP)

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