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Teorias e Processos da Personalidade

O documento explora a personalidade como um conjunto de qualidades psicológicas que influenciam padrões de comportamento, emoções e pensamentos ao longo do tempo. Aborda teorias da personalidade, incluindo a estrutura, processos, crescimento e psicopatologia, além de discutir métodos de avaliação e as influências genéticas e ambientais. Destaca a importância de uma abordagem científica e abrangente para entender as diferenças individuais e a singularidade da personalidade.

Enviado por

Diana Alves
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Teorias e Processos da Personalidade

O documento explora a personalidade como um conjunto de qualidades psicológicas que influenciam padrões de comportamento, emoções e pensamentos ao longo do tempo. Aborda teorias da personalidade, incluindo a estrutura, processos, crescimento e psicopatologia, além de discutir métodos de avaliação e as influências genéticas e ambientais. Destaca a importância de uma abordagem científica e abrangente para entender as diferenças individuais e a singularidade da personalidade.

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PERSONALIDADE

Personalidade – qualidades psicológicas que contribuem para os padrões duradouros e


distintivos de sentir, pensar e agir de cada um
• Diferenças inter-individuais
o Ações, comportamentos, pensamentos, emoções
• Influência causal
o Explicam as tendências distintivas e duradouras do indivíduo
• Abstração usada para explicar consistência e coerência no padrão de afetos, cognições,
desejos e comportamentos do individuo

Apresenta um padrão ao longo do tempo e das situações


• Pode ser utilizado para reconhecer, descrever e compreender uma pessoa

Questões do senso comum:


• Como é que são (caraterísticas e organização entre si)
• Determinantes da personalidade (como se tornaram assim)
• Motivações do comportamento individual (causas e razões)

Teorias da personalidade:
• Uma teoria da personalidade responde de forma coerente e cientifica às mesmas questões
que os leigos colocam

1 - Estrutura da personalidade
• Unidades de análise
o Diferentes modelos teóricos assentam em diferentes unidades de análise
o Uma das mais populares unidades de análise é o traço de personalidade
• Sistema
o Conjunto de partes interconectadas cujo comportamento reflete, não apenas as
partes individuais, mas também a sua organização
• O todo é mais importante que a soma das partes
o Teóricos que vêm a personalidade como um sistema tendem a enfatizar a
organização das unidades (mais do que as unidades em si)
• Hierarquia
o As teorias diferem na conceção da estrutura da personalidade como
hierarquicamente organizada

2 - Processos da personalidade
• Reações psicológicas que mudam em períodos temporais relativamente breves
(motivações, emoções, ações,…)
• Diferentes teorias utilizam diferentes unidades de análise no estudo dos processos da
personalidade

3 - Crescimento e desenvolvimento
• Como nos tornamos a pessoa única que cada um de nós é
• Nature e nurture (genética vs cultura, familia, classe social,…)

4 - Psicopatologia e mudança
• É necessário um enquadramento que especifique as causas desses problemas e fatores
que possam ajudar a mudança
Teoria da personalidade:
• Como as pessoas mudam
• Porque resistem à mudança 1
• Porque são incapazes de mudar
Papel do psicólogo/investigador da personalidade-
identificar as consistências e diferenças no indivíduo e
entre indivíduos e tentar explicá-las através de um
conjunto de hipóteses testáveis
Exigências aos teóricos da personalidade:
• Observação científica
o Estudar grupos vastos e diversos de pessoas
o Garantir que as observações são objetivas e sem viés
o Utilizar ferramentas especializadas (para além da observação/interação)
• Teoria que seja sistemática
o Obter boas descrições da personalidade
o Formular uma teoria que forneça explicações que relacionem as ideias de forma
lógica, organizada e coerente
• Teoria que seja testável
o Matéria subjetiva que inclui aspetos da vida mental (objetivos, sonhos, impulsos,
desejos, conflitos, emoções, defesas inconscientes)
o Extremamente complexos e difíceis de estudar cientificamente
• Teoria que seja abrangente
o Deve conter todas as questões significativas sobre o funcionamento da
personalidade, o seu desenvolvimento e diferenças individuais
O campo da personalidade
• Não pode ser parcial ou seletiva envolve 3 aspetos:
• Teoria que possa ser convertida em aplicações práticas • Universais humanos
• Diferenças inter-individuais
• Singularidade individual

Estudo científico da personalidade: métodos


As pessoas podem não ter consciência do seu grau de determinada caraterística ou não
estar disponíveis para relatar de forma genuína

Teoria e método de avaliação/investigação estão intimamente ligados


Teoria sem investigação- mera especulação
Investigação sem teoria- recolha de dados sem significado

Tipos de dados sobre as pessoas:


• Auto-relato
o Aspetos não conscientes
o Desejabilidade social
o Formulação dos itens e ordem de apresentação (nos questionários)
• Hetero-relato
o Questionários, observação de comportamentos, interações, expressões faciais
o Permite a avaliação da concordância entre respondentes
• Registos de vida
o Inclui análise de redes sociais (big data)
• Situações experimentais/laboratoriais (inclui estudo cerebral)

Abordagens:
• Nomotética
o Procura de leis científicas que se aplicam a todos
o Muitos indivíduos são avaliados nas mesmas condições, com as mesmas técnicas, para
avaliar caraterísticas estáveis, que os diferem
o Pode ser generalizado a um grande número de indivíduos
• Idiográfica
o Concentra se no indivíduo e em conhecer as suas características em várias situações
o Apenas prevê um comportamento (no mesmo indivíduo)

Diferentes teorias da personalidade diferem


no grau em que utilizam estas abordagens 2
Procedimentos de avaliação:
• Fixos
o Respostas de sim ou não/verdadeiro ou falso
o Os mais utilizados em psicologia
• Flexíveis
o Questões abertas
o Escolher várias palavras de uma lista
o O avaliado indica que itens são mais e menos relevantes

Estratégias de investigação:
• Estudos de caso
o Tem de ser testada para ser validada
o Utiliza descrições detalhadas, cria hipóteses e testa numa população
Vantagens- profundidade e abrangência do conhecimento obtido
Limitações- não permite generalizar, a subjetividade pode afetar a validade e fiabilidade
da evidência
• Estudos correlacionais
o Procura de diferenças interindividuais
o Permite avaliar a relação entre variáveis de personalidade ou entre variáveis de
personalidade e outras (papel preditor)
Vantagens- dimensão das amostras e fiabilidade
Limitações- falta de detalhe e profundidade, impossibilidade de apurar causalidade,
excessivo apoio em questionários de auto-relato
• Estudos experimentais
Vantagens- controlo e possibilidade de aferir causalidade
Limitações- falta de validade ecológica (artificialidade e relevância limitada noutros
contextos), pode perder processos que ocorrem ao longo do tempo

Temperamento
Temperamento- diferenças individuais de base biológica (desde o nascimento) nas
tendências/respostas emocionais e motivacionais (influência do ambiente e da genética)

Antecedentes dos estudos científicos:


• Hipócrates (representação dos 4 elementos da natureza no corpo humano)
o Variações nas caraterísticas psicológicas em função dos quatro humores
• Kant (quatro fluídos corporais)
• Joseph Gall (frenologia)
• Charles Darwin (emoções em humanos e animais)

As 4 dimensões do temperamento:
• Emocionalidade
o Tendência para experienciar humor negativo vs positivo
o Grau, rapidez e duração da ativação
• Atividade
o Ritmo e vigor dos movimentos motores • Estabilidade ao longo do tempo
• Sociabilidade • Similitude nos GM
o Capacidade de resposta aos outros
o Facilidade em aproximar-se dos outros
• Agressividade/impulsividade

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Pavlov (1927)- interesse nas diferenças no sistema nervoso dos indivíduos
• Foco nas respostas do animal no que respeita à orientação para um novo estímulo
• Para se adaptar ao ambiente, o organismo tem que responder de forma apropriada (sem
hiperreatividade)

Eysenck (1967)- introversão-extroversão


• Diretamente ligada ao sistema nervoso central
• Combina duas dimensões do temperamento (sociabilidade e atividade)
• Existe evidência de que extrovertidos e introvertidos diferem fisiologicamente

Teoria da sensibilidade ao reforço:


• Parte da conceção de Pavlov + a importância do reforço/punição
• Dois sistemas fisiológicos relevantes
Sistema de inibição comportamental (BIS)- regula as nossas respostas à punição
• Quanto mais ativo/sensível, maior a propensão ao estado de alerta/ansiedade
Sistema de ativação/aproximação comportamental (BAS)- regula as nossas respostas
ao reforço
• Quanto mais ativo/sensível, maior a impulsividade e procura de reforço

Pessoas mais impulsivas: Pessoas mais ansiosas:


• Mais moldadas pelo reforço • Mais moldadas pelo evitamento da punição

Sistema de ativação/aproximação Sistema de inibição comportamental (BIS)


comportamental (BAS)

• Embora haja tendencialmente consistência ao longo do tempo, há espaço para a mudança


• Fatores ambientais podem moderar o efeito da genética no comportamento

Efeitos genéticos e ambientais na personalidade:


• Reprodução seletiva de animais
o Exposição de diferentes raças a diferentes situações experimentais
• Estudo com gémeos
(Monozigóticos/dizigóticos que cresceram juntos e que cresceram separados)
o Problemas metodológicos no passado
o Muito precocemente separados
o Estudo longitudinal Requisitos
o Bases de dados internacionais
• Estudos com crianças adotadas
o Se existem ou não parecenças com a família biológica
o Famílias com filhos biológicos e adotados

Plasticidade- capacidade dos sistemas biológicos mudarem em resultado da experiência

Modelos do processo de socialização:


• Unidirecional
o O indivíduo é passivo e apenas recebe valores, normas e comportamentos dos
agentes socializadores (família, escola, …)
o Baseado na transmissão de conhecimentos de forma linear

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• Interativo
o Interação mútua entre o indivíduo e o ambiente
o A socialização ocorre por meio de trocas entre o sujeito e os agentes socializadores
• Transacional
o Processo contínuo com influências bideracionais
o O indivíduo e o ambiente transformam-se mutuamente ao longo do tempo

Perspetiva de traços
Estrutura da personalidade:
Traços- dimensões contínuas
Tipos- agrupamento de vários traços diferentes (categorias)

Traço da personalidade- estilo consistente de emoção ou comportamento que a pessoa


apresenta ao longo de uma variedade de situações

• Consistência
o Regularidade do comportamento (tendência para)
o É esperado que determinado traço seja apresentado em situações com potencial de
ativação do mesmo
• Distintividade
o Preocupação com as caraterísticas psicológicas em que as pessoas diferem
• Fiabilidade e validade
o Apenas se deve defender uma estrutura de personalidade se a análise estatística
sugerir a sua evidência

Modelos de traços:
• Descrição
Taxonomia da personalidade- procura de um esquema descritivo que se aplique a todos
• Predição
o Uso de testes da personalidade para predição em todo o tipo de contextos/situações
• Explicação
o Nível mais avançado (nem todos a procuram, mas a maioria sim)
o Diferentes níveis de um traço da personalidade levam a diferentes comportamentos

Gordon Allport: 1897-1967


• Foco ideográfico (a personalidade individual) Estados ≠ traços
o A abordagem ideográfica foi considerada pouco científica
• Influência freudiana
• Clarificou o conceito de traço Escassa contribuição empírica
Limitações • Considerava a hereditariedade dos traços
• Abordou a interação dos traços com as influências situacionais (mas não explicou o processo)

Um traço expressa o que uma Alguns traços tendem a co-ocorrer, tal como
pessoa faz em muitas situações, nas caraterísticas físicas
não o que será feito em qualquer
situação

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Traços Estados
• Internos • Induzidos por circunstâncias externas
• Duradouros • Temporários
• Necessários para explicar a consistência

Traços cardinais- refletem-se em todas as ações da


pessoa, nem todos possuem traços deste nível Situação
• Necessária para explicar a variabilidade
Traços centrais- usados para descrever a pessoa, cada um
terá entre 5 e 10 traços centrais

Traços secundários- traços situacionais, responsáveis por


comportamentos incongruentes com o comportamento
habitual

Raymond Cattell: 1905-1998


• Teoria de traços da análise fatorial

Análise fatorial- identifica um pequeno número de fatores responsáveis pelas correlações entre
um maior número de variáveis, aos quais é atribuído um rótulo verbal

Traços de superfície- tendências comportamentais que podem ser observadas e convertidas em


itens de um teste (ex. ficar irrequieto)

Traços de origem- estruturas psicológicas internas que são a fonte das intercorrelações entre os
traços de superfície (são a estrutura da personalidade)
Traços de capacidade- aptidões que permitem ao indivíduo funcionar eficazmente
Traços de temperamento- vida emocional e aspetos constitucionais da resposta
Traços dinâmicos- vida motivational do indivíduo, ação rumo a uma meta

Etapas para identificação dos traços:


• Análise de dados de vida/observação
o Identificar fatores que descrevem grande parte da personalidade
• Dados de questionário
o Desenvolvimento de centenas de itens e administração a vastas amostras
• Análises fatoriais (questionário dos 16 fatores de personalidade)

Para além de traços, os comportamentos dependem também de:


Estados- emoção e humor num determinado momento, parcialmente determinados pela
situação
Papéis sociais- certos comportamentos estão mais intimamente ligados aos papéis sociais
que desempenhamos do que aos traços da personalidade

Limitações:
• A complexidade do modelo pode dificultar a aplicação prática e interpretação
• Falta de consenso em relação aos 16 fatores específicos
o Pode gerar inconsistências nos resultados e na interpretação
• A extensa lista de fatores pode tornar o sistema menos acessível e de difícil memorização

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Limitações:
• As teorias sobre as bases biológicas do neuroticismo e do
psicoticismo não têm apoio inquestionável
• Bastarão três fatores para descrever a personalidade?
Hans Eysenck: 1916-1997
• Avanços na análise fatorial
Influências • Investigação sobre a hereditariedade das características psicológicas
• Trabalho experimental- Condicionamento clássico
• Vantagem de conjugação do método correlacional com o método experimental
• Necessidade de compreender a biologia dos traços
Conjunto de traços que no extremo
• Análises fatoriais secundárias (“superfatores” independentes) são considerados patológicos:
o Introversão-extroversão • Agressividade
o Neuroticismo • Falta de empatia
• Frieza interpessoal
o Psicoticismo
• Tendências comportamentais
antissociais
Elevado N + baixa E + baixo P = pacientes neuróticos
Elevado N + elevada E + elevado P = perturbação antissocial da personalidade

Necessidade de compreensão da biologia dos traços:


• Cada traço tem uma base diferente
Extrovertidos- resultados mais sólidos, mais fortemente ativados por recompensas
Introvertidos- maior ativação cortical por eventos exteriores, precisam de menos estímulos,
mais fortemente ativados por punições
Estímulos sociais intensos causam sobreestimulação
(estado aversivo que tende a ser evitado)
Apoio a bases biológicas:
• Extroversão
o Influenciada pela herança genética
o Dimensão transcultural
o Estabilidade temporal das diferenças interindividuais
o Correlação das pontuações em E com índices de funcionamento biológico
• Neuroticismo
o Ativação corporal muito rápida (resposta face a perceção de stress)
o Lenta diminuição da resposta após o perigo desaparecer
• Psicoticismo
Este modelo captura os traços da personalidade
o Associação positiva com a testosterona e dopamina que as pessoas consideram mais importantes

Modelo dos cinco fatores da personalidade (big five)


Premissas sobre a natureza humana:
• Este estudo científico não implica necessariamente a experimentação
• Confiança no auto-relato (as pessoas geralmente são capazes de se compreender a si
mesmas e aos outros)
• Variabilidade das dimensões psicológicas relevantes (premissa da psicologia diferencial)
• A personalidade tem um envolvimento ativo e interativo na vida da pessoa

Hipótese lexical fundamental:


• Defende que os traços de personalidade mais importantes foram incorporados ao longo do
tempo no nosso vocabulário
• Base teórica para o desenvolvimento do modelo dos cinco fatores
• As palavras para descrever os traços de personalidade aparecem em diferentes idiomas e
culturas (universalidade)
• Traços mais relevantes para as interações sociais/sobrevivência são mais propensos a serem
nomeados

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Linguagem natural/quotidiana- usamos para descrever as pessoas (adjetivos)

Procedimento básico- pedir aos indivíduos para se pontuarem ou a outros numa vasta variedade
de traços cuidadosamente extraídos do dicionário

Big five:
Abertura à experiência (O)- amplitude e profundidade da vida intelectual e experencial
• Fantasia, estética, sentimentos, ações, ideias, interesses (?), valores
Conscienciosidade (C)- comportamento orientado para tarefas e objetivos
• Ordem, obediência ao dever, esforço de realização, autodisciplina, deliberação,
competência
Extroversão (E)- sociabilidade e foco de onde os indivíduos retiram a sua energia
• Acolhimento caloroso, gregariedade, assertividade, atividade, procura de excitação,
emoções positivas
Agradibilidade (A)- gentileza e preocupação com o outro
• Confiança, retidão, altruísmo, complacência, modéstia, sensibilidade
Neuroticismo (N)- grau de reatividade e qualidade emocional
• Ansiedade, hostilidade, depressão, auto-consciência, impulsividade,
vulnerabilidade

Traços- tendências/disposições básicas, não diretamente acessíveis, só


Os traços da personalidade são podem ser inferidas a partir das suas manifestações no
relativamente estáveis ao longo da vida comportamento e experiência
Individualidade- todos os adultos podem ser caraterizados pela
sua posição diferencial
Origem- tendências básicas endógenas de base biológica,
influências genéticas nas estruturas neurais levam a diferenças
interindividuais
Desenvolvimento- ocorre através da maturação intrínseca
(maioritariamente na infância)
Estrutura- organizados hierarquicamente de facetas (específicas) a
disposições amplas/gerais (big five)

Tendências básicas Influência externa


Traços Ambiente
Influências externas Adaptações caraterísticas
Adaptações caraterísticas

Comportamento Hábitos, atitudes, aptidões, papéis, relações


(manifestações concretas dos traços)

Adaptações caraterísticas- variam entre culturas, famílias e fases do ciclo vital, têm plasticidade
Plasticidade- mudança ao longo do tempo em resposta à maturação biológica, papéis
sociais/ expetativas e mudanças no ambiente ou intervenções deliberadas

Traços da personalidade- não apresentam plasticidade, são encontrados nas diferentes culturas,
sofrem pouco impacto nas relações pais-criança, geralmente estáveis ao longo da vida adulta

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Psicopatologia- disfunção que ocorre quando as adaptações não estão adequadas aos objetivos
pessoais/valores culturais

Big five e o cérebro:


Extroversão- processamento da informação sobre recompensas ambientais
Neuroticismo- processamento das ameaças ambientais
Amabilidade- capacidade de compreender os estados mentais dos outros
Concienciosidade- planeamento e cumprimento de regras
Abertura à experiência- nenhuma relação significativa
Vantagens:
NEO-PI-R: • Formas para auto e hetero-relato

• Questionário utilizado na pesquisa da personalidade Correlações com dados de observação

o Medida abrangente e detalhada da personalidade adulta


• Avalia o indivíduo em cinco dimensões
• Oferece informações sobre seis subcategorias (facetas)

Universalidade dos cinco fatores:


• Para esta teoria os traços da personalidade são função da biologia e todos os seres humanos
partilham um genoma comum
o A estrutura da personalidade é universal
o Os níveis médios de cada traço são diferentes
• Não é inconsistente com a teoria dos cinco fatores

Questões metodológicas na avaliação transcultural dos traços:


• Pode não existir tradução direta ou terem significados diferentes
• O processo de tradução pode impor certos fatores psicológicos correspondentes a outra
cultura (não espontâneo)
Alternativa- descrições da personalidade na cultura/língua nativa

Os “big two”: meta-traços da personalidade


• Plasticidade
o Relacionado à exploração, curiosidade e criatividade
o Agrupa os traços: “extroversão” e “abertura à experiência”
o Reflete a busca por novidades e a capacidade de adaptação a mudanças
• Estabilidade
o Relacionado ao controle emocional e à regulação comportamental
o Agrupa os traços: “amabilidade”, “conscienciosidade” e (baixo) “neuroticismo”
o Reflete consistência, autocontrole e adaptação às normas sociais

Estabilidade estrutural:
• Se a estrutura da personalidade se mantém ao longo da vida e em que medida as correlações
entre os traços são invariantes ao longo do ciclo de vida

Análise fatorial- a estrutura dos big five tend a emergir no fim da infância e clarifica-se na
adolescência

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Estabilidade absoluta:
• Comparar transversalmente diferentes grupos etários
• Mudanças normativas na personalidade
• Investigação em culturas/ambientes diferentes

Estabilidade relativa:
• Em que medida os indivíduos mantém a sua posição relativa no contínuo dos traços
• Comparar individuos da mesma idade ao longo do tempo (estudo longitudinal)
o Este tipo de estudos demonstra bastante estabilidade, as correlações continuam
significativas após longos períodos, embora diminuindo a magnitude após a década
• Não varia marcadamente no que respeita aos diferentes traços, nem ao género

Evolução dos traços no âmbito da estabilidade absoluta:


• Princípio da maturação (Costa e McCrae, 1999)
o Os traços de personalidade evoluem devido à maturação intrínseca, como ocorre
em sistemas biológicos (ex. aumento de conscienciosidade e estabilidade emocional
ao longo da vida)
o A evolução dos traços é semelhante em diferentes culturas, refletindo uma base
biológica comum
o As mudanças estão ligadas a demandas evolutivas/crescimento psicológico, como
responsabilidades na vida adulta
• Princípio do investimento social (Roberts e Woods, 2005)
o O ambiente e as experiências sociais moderam a evolução dos traços
o Durante a jovem adultez, indivíduos assumem papéis sociais (emprego, família) que
exigem características específicas, como maior conscienciosidade, amabilidade e
estabilidade emocional
o Características de personalidade adaptativas são reforçadas pela sociedade
o O padrão de evolução é transversal às culturas, mas o timing e a intensidade podem
variar (ex. escolaridade, emprego, movimentos sociais)

Abordagem desenvolvimental- os traços da personalidade são definidos como padrões


relativamente duradouros de comportamentos, pensamentos e sentimentos que distinguem os
indivíduos. O aspecto crucial reside na interpretação de “relativamente duradouros”

Evolução dos traços ao longo da vida:


• Diferenças que advém da idade refletem maturação intrínseca, tal como em qualquer outro
sistema de base biológica
• Algum peso de fatores socioculturais
o Varia consoante a escolaridade normativa de cada país
• A teoria dos traços veio dar progressivamente mais relevo à interação pessoa-ambiente no
desenvolvimento da personalidade ao longo da vida

Consistência/continuidade dos traços de personalidade (TP):


• Genética
• Continuidade dos papéis sociais (ao longo do tempo, em diferentes locais)
o Princípio da continuidade
• Transações pessoa-ambiente
Atrativas - o indivíduo escolhe situações/experiências correspondentes com o seu tipo
de personalidade (contextos que reforçam positivamente a sua personalidade)
Reativas- os indivíduos extraem um ambiente psicológico subjetivo do ambiente
objetivo, com base na sua personalidade

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Evocativas- as pessoas tendem a evocar respostas por parte de outros consistentes com
a sua personalidade
Manipulativas- as pessoas manipulam o seu ambiente, mudando-o para se adaptar às
suas caraterísticas (aumenta o encaixe entre personalidade e ambiente)
Afastamento- as pessoas abandonam/são afastadas dos ambientes que não se ajustam
à sua personalidade devido aos comportamentos consistentes com a sua personalidade
(contorna a oportunidade de mudança)
• Mecanismos identitários
o O processo de desenvolver, comprometer-se com e manter uma identidade,
aumenta com a idade
• Mais conhecedores das suas caraterísticas da personalidade, interesses,
capacidades e história de vida
• Maior bem-estar psicológico e de auto-estima
• Maior consistência

Mudança nos TP ao longo do tempo: influência do ambiente


Contingências- podemos mudar em resposta a fortes imprevistos/mudanças no ambiente
Modelagem- adoção de novos comportamentos através da observação (especialmente em
novos contextos)
Para que os contextos tenham um efeito
Feedback- dado por outros na personalidade, é fundamental que
Auto-observação- observamo-nos a fazer as coisas de forma diferente tenham suficiente estabilidade temporal
• No contexto de um novo papel, em resposta a novas exigências, …
Influência do meio- experiências no meio familiar/profissional (efeito da socialização)
Exigências associadas às tarefas sociais- princípio do investimento social
Intervenções psicoterapêuticas- as terapias podem acelerar mudanças na personalidade,
equivalentes a anos de progresso natural

Não mudança dos traços da personalidade:


Obstrução- ativamente evitar novos ambientes ou evitar fazer o investimento social e emocional
que resultaria em mudança
Especificidade dos papéis- experiências relevantes ligadas a papéis específicos podem ter
impacto nas identidades ligadas a estes papéis (mas terem pouco impacto global)
Mecanismos sócio-cognitivos- atuam para proteger a identidade quando esta está ameaçada,
diminuem a relevância/significado da pressão ambiental para a mudança
• Imunização (processo consciente)
Visa proteger o individuo da ameaça à sua auto-perceção
• Mecanismos de defesa (caráter não consciente)

Sexto fator da personalidade:


• De 1980 até ao início do século XXI o big five foi totalmente consensual (necessário e
suficiente)
Justiça, sinceridade, evitamento da
• Estudos em sete países identificaram o fator honestidade/humildade ganância, modéstia

Tipos de consistência:
Longitudinal- estabilidade do comportamento ao longo do tempo
Transituacional- estabilidade do comportamento em diferentes situações
• Questionado pelos críticos da teoria dos traços
• Avaliação do nivel de assertividade em diversas situações quotidianas
• Um comportamento pode ser estável num contexto específico (académico, laboral ou
doméstico) mas muito menos estável inter-contextos
• Deu origem à abordagem dos estados da personalidade

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Estes princípios buscam integrar
abordagens biológicas, psicológicas e
sociais para um entendimento mais
completo da personalidade
Princípios para uma nova ciência da personalidade integrativa:
• Evolução e natureza humana
o A personalidade deve ser compreendida à luz da evolução humana, considerando
como características psicológicas ajudam na adaptação e sobrevivência
• Assinatura disposicional
o Padrões consistentes de comportamento e experiência que caracterizam um
indivíduo ao longo do tempo, influenciados por disposições internas
• Adaptações caraterísticas
o A personalidade envolve adaptações específicas aos desafios e demandas do
ambiente, sendo moldada por fatores biológicos, sociais e psicológicos
• Narrativa de história de vida
o Cada indivíduo constrói uma narrativa pessoal sobre sua vida, que é crucial para
entender a personalidade, pois ela organiza a experiência de maneira significativa e
coerente
• Papel diferencial da cultura
o A personalidade deve ser analisada considerando as diferenças culturais, pois as
crenças, valores e práticas culturais influenciam profundamente as características
e comportamentos de uma pessoa

Avaliação dos modelos de traços:


• Objetividade
o Análises estatísticas de testes quantitativos
• Dados vastos e diversos
o Aumento do número de publicações científicas sobre os big five
• Metodologias diversas
o As medidas de auto-relato têm sido predominantes, mas têm sido feitos esforços de
complementaridade (hetero-relato, dados de vida, medidas fisiológicas, …)
• Testável

Limitação: profundidade
• Análise superficial sem especificar processos
• Sem a profundidade e a riqueza do estudo de caso
• Com exceção de Allport, os teóricos dos traços focaram-se primariamente nas diferenças
individuais na população e não na vida mental e “uniqueness” do indivíduo

Perspetiva psicanalítica da personalidade


Sigmund Freud: 1856-1939
• Considera a vida mental de um ponto de vista biológico
o Mente como um sistema de energia (quantidade limitada de energia)
• Defende que a mente é composta por três instâncias (id, ego, superego)
Objetivo do comportamento- o prazer que resulta da redução de tensão/libertação de energia

Caso Anna O. (a catarse):


• Libertação de energia associada a memórias reprimidas permite a melhora do paciente
• Os conteúdos mentais aparentemente esquecidos continuam ativos
o A mente parece ter mais que a componente consciente
o Quando a energia mental não pode ser libertada não desaparece (princípio da
conservação da energia)

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1º modelo conceptual: estruturas mentais básicas da mente
Níveis de consciência- inconsciente, pré-consciente e consciente

Inconsciente- constituintes inatos motivacionais do Ser Humano (pulsões sexuais e agressivas)


• Conteúdos mentais traumáticos (recordações, pensamentos, desejos, …) ou socialmente
inaceitáveis que a consciência dos mesmos provocaria ansiedade disruptiva
• Influencia continuamente as experiências conscientes
o Lapsos de linguagem e atos falhados
o Um sonho sem sentido lógico Pensamentos, sentimentos e ações

o Ansiedade súbita sem razão aparente


o Sentimento de culpa inexplicado
o Forte atração ou repulsa
• É ilógico, simbólico e não tem tempo nem lugar

Na teoria psicanalítica, os sonhos têm dois níveis de conteúdo


Conteúdo manifesto- enredo aparente
• Representa simbolicamente a satisfação do conteúdo latente
Conteúdo latente- pensamentos, emoções e desejos inconscientes

2º modelo conceptual: sistemas mentais e as suas funções Impede o conteúdo do inconsciente de emergir à
consciência/permite que emerja de forma modificada

Superego
• Papel moralizador e crítico (procura a perfeição)
• Procura equilibrar os impulsos primitivos do id com as limitações
impostas pela realidade (controlo do comportamento)
• Desenvolve se após a resolução do “complexo de Édipo”

Ego
• Parte racional da psique
• Media entre os desejos instintivos (id) e o crítico superego

ID
• Fonte original de toda a energia mental
• Parte primitiva e instintiva da mente
• Contém pulsões sexuais e agressivas
Processos da personalidade:
Mecanismos de defesa- atuam a nível não consciente de maneira a proteger o indivíduo de uma
ansiedade que seria avassaladora
• Recalcamento/repressão Ansiedade- emoção desprazerosa
o Base de todas as outras inespecífica que alerta o ego
o Complexo de édipo (primeiro conteúdo reprimido)
o Bloqueio do desejo, pensamento ou recordação e impedimento de emergir à
consciência, por ser demasiado ameaçador (amnésia)
o Requer um grande gasto de energia psíquica
o O conteúdo reprimido manifesta-se através de sintomas, sonhos, atos falhados
• Negação
o Recusa em admitir a existência/verdade acerca de um evento externo/interno
o Mecanismo simples e imaturo
• Formação reativa
o O conteúdo inaceitável é reconhecido na consciência como o seu exato oposto

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• Racionalização
o Justificação de comportamentos/sentimentos controversos através de
explicações lógicas, evitando a verdadeira razão por detrás das suas ações
o Mecanismo complexo e maduro
o Reconhecimento da existência de determinado acontecimento mas distorção do
motivo subjacente
• Deslocamento
o A pulsão é desviada/dirigida a um objeto diferente daquele a que se dirige
originalmente
• Mais acessível
• Menos ameaçador
• Mais socialmente aceite
• Identificação
o Incorpora no ego caraterísticas de um objeto de forma a permitir satisfação da
pulsão sexual ou agressiva, que é inaceitável satisfazer diretamente
• Projeção
o O conteúdo inaceitável é colocado num objeto exterior e considerado externo
• Regressão
o O ego volta a estágios anteriores do desenvolvimento psicossexual infantil e às
formas de gratificação típicas e aceites nessa fase
• Sente-se e age de acordo com esse estádio
• Sublimação
o As pulsões inaceitáveis são convertidas de uma forma que permita a sua
satisfação sem causar ansiedade ao indivíduo (por ser socialmente aceite)

Teoria dos estádios de desenvolvimento psicossexual:


Zonas erógenas- locais do corpo em que as pulsões se centram (fonte de gratificação)
• Fase oral
• Fase anal (2-3 anos) – conflito eliminação vs retenção • O que acontece nestes estádios
• Fase fálica (4-5 anos) – complexo de édipo Resolução do
específicos tem um efeito
permanente na personalidade
No menino- ansiedade de castração conflito
Na menina- inveja do pénis Objeto de amor- progenitor do sexo oposto
• Período de latência (7-9 anos) Objeto de identificação- progenitor do mesmo sexo
• Fase genital (puberdade)
o Ressurgimento de conflitos mal resolvidos

Demasiada gratificação- não tem motivação para avançar para o estádio seguinte
Frustração da gratificação- tem receio de avançar para o estádio seguinte Fixação

Avaliação da teoria:
• Observação científica
o Freud desenvolveu o método da associação livre
o Criou uma teoria de enorme amplitude com base num conjunto de casos clínicos
• Sistemática
o Grande coerência na ligação entre todos os elementos, aspetos estruturais e
processuais
• Testável
o Elementos muito difíceis de testar Inconsciente (psicanálise)
o Só usou evidência de estudo de caso ≠
Inconsciente cognitivo

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• Abrangente
o Captura toda a complexidade do ser humano
• Aplicação
o Escola terapêutica

Inconsciente cognitivo- processamento subliminal de estímulos


• Acontecimentos na infância precoce deixam memória emocional, sem memória
consciente posterior (papel da amígdala)

Visão interpessoal da teoria psicanalítica:


Freud Pulsões (biológicas) → Estrutura da personalidade → Relações sociais

Teóricos da visão interpessoal- relações sociais → estrutura da personalidade

A aceitação pelos outros é


a força motivational básica

• A estrutura da personalidade desenvolve-se a partir das interações com os outros


o Apresentam estilos emocionais que influenciam a vida emocional do próprio
o Fazem avaliações que influenciam o auto-conceito do próprio

Alfred Adler: 1870-1937


• Destacou a importância das necessidades sociais em oposição às pulsões sexuais (Freud)
• Valorizou os aspectos conscientes da personalidade, ao invés dos inconscientes
• Defende que todos experienciam sentimentos de inferioridade na infância
o Na vida adulta, esses sentimentos continuam presentes e motivam o indivíduo a
compensar essa sensação
• O sentimento de inferioridade, inadequação e insegurança molda os objetivos de vida
• Os esforços compensatórios podem ser manifestados de forma saudável, como
assertividade na cooperação e competição
o Na forma neurótica, surgem como tentativas de exercer poder e controlo sobre os
outros

Karen Horney: 1885-1952


• A ansiedade básica surge na infância como a sensação de estar isolado e impotente em um
mundo potencialmente hostil
o Defende que é uma experiência central na formação da personalidade
• Deu ênfase às dinâmicas interpessoais e sociais, afastando-se do foco exclusivo de Freud em
pulsões sexuais (crítica ao modelo freudiano)
• Formas de lidar com a ansiedade básica:
Aproximação (moving towards)- busca por afeto e aprovação
Luta (moving against)- tentativa de afirmar poder e controlar os outros
Afastamento (moving away)- isolamento e distanciamento emocional

Estas estratégias são não adaptativas e


levam à rigidez, insatisfação e à limitação do
potencial individual

A teoria de Horney destaca o impacto


das relações sociais e da cultura no
desenvolvimento da personalidade e
nos mecanismos de defesa
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Teoria do desenvolvimento psicossocial (Erikson)
Teoria que parte dos fundamentos freudianos, expandindo-os e modificando-os
• O desenvolvimento da personalidade vai além dos primeiros anos de vida
• Grande ênfase no ego (conceito de identidade do ego)
Dimensão psicossocial- importância das relações sociais para o desenvolvimento da
Personalidade vs. Freud (importância das zonas erógenas)

Desenvolvimento da personalidade:
• Oito estádios psicossociais
o Conflitos em cada estádio (crise psicossocial) → resolução
• Procura da identidade

Resolução
Estádio Conflito básico
positiva

Confiança vs desconfiança básica


Bebé (0-1) Esperança
- Enorme impacto em fases muito posteriores

Autonomia vs vergonha e dúvida


Primeira infância (2-3) Livre arbítrio
- A importância do controlo dos esfíncteres

Iniciativa vs culpa
Idade pré-escolar (3-5) Poder
- Exercer a sua ação sobre o meio ambiente

Indústria vs inferioridade
Idade escolar (6-11) - A importância de fazer algo que interessa aos outros Competência
- Início da cooperação

Identidade vs confusão de papéis


- Síntese de estádios anteriores
Adolescência (12-20) - Consolidar as conceções de si mesmo (devem ter alguma Fidelidade
correspondência com as que os outros têm de si)
- Recusa da identidade vs excessiva necessidade identitária

Intimidade vs isolamento
Jovem idade adulta (20-40) Amor
- Unir-se sem fusão, sem idealização, com diferenciação

Criação vs estagnação
Idade adulta (40-65) - Maior preocupação com a sociedade Cuidado
- Altruísmo vs egocentrismo (auto-absorção)

Integridade vs desespero
Velhice (> 65) - Morte psicológica antes da física vs aceitação antecipada Sabedoria
da morte

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Discordância de Freud em vários aspetos
Freud Rogers

• Humanos como que controlados por • Enfatiza perceções conscientes do


forças inconscientes presente

• Personalidade determinada por • Experiências interpessoais ao longo da


experiências nas fases precoces vida

• A experiência psicológica adulta é uma • A capacidade das pessoas crescerem em


repetição de conflitos do passado direção à maturidade psicológica
(reprimidos)

Perspetiva humanista e fenomenológica (Rogers)


Aspetos centrais:
• Experiências subjetivas e potencial de crescimento do indivíduo
• Abordagem centrada na pessoa
o Tendência para a autorealização, importância do autoconceito, congruência entre
experiência e ação e aceitação incondicional
• Valorização da liberdade de escolha e responsabilidade pessoal
o A experiência vivida é vista como central para a compreensão da personalidade

Subjetividade:
• Reação a uma perceção da realidade e não a uma realidade absoluta

Espaço fenomonológico- espaço de perceções que constitui a nossa experiência


• Construção subjetiva, moldada pelas nossas necessidades psicológicas

Discordância de Freud em vários aspetos


Freud Rogers

• Humanos como que controlados por • Enfatiza perceções conscientes do


forças inconscientes presente

• Personalidade determinada por • Experiências interpessoais ao longo da


experiências nas fases precoces vida

• A experiência psicológica adulta é uma • A capacidade das pessoas crescerem em


repetição de conflitos do passado direção à maturidade psicológica
(reprimidos)

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Aspetos viscerais e instintuais do organismo
Freud Rogers

• Impulsos que devem ser contidos • Potencial fonte de sabedoria e


ajustamento psicológico

• Negativos para a civilização • Positividade da motivação humana,


rumo ao desenvolvimento positivo

Estrutura da personalidade:
Self- Noção de “si mesmo”, algo estrutural, primariamente consciente (embora possamos ter
experiências não conscientes)
• Desenvolve-se ao longo da vida, sendo essencial para a formação da identidade e da
autoimagem
• Abrange a essência da pessoa
o Consciência, emoções, pensamentos e a perceção de ser uma entidade
única e distinta dos outros
• Campo fenomonológico do indivíduo
• Retém sempre a sua qualidade organizada e integrada que persiste ao longo do
tempo e caracteriza o indivíduo
Self-real e Self-ideal (perspetiva futura)
Avaliação do Self:
• Método Q (the Q-sort)
o Distribuição forçada (obriga a ponderação cuidadosa e processo comparativo)
o Usado para avaliar a discrepância quantitativa entre o Self-real e ideal
o Conjuga caráter fixo e flexível
• Diferencial semântico
o Pontuar o Self através de escalas
o Grau de diferença prediz insatisfação e drop out

Consistência e congruência:
• Fundamentais para o funcionamento do indivíduo

Auto-consistência- acreditar que me conheço/sei como sou e que me comporto de forma


consistente com o que acho que sou
• As pessoas procuram comportar-se de forma consistente com o Self (mesmo que
este comportamento não lhes seja benéfico)
• A falta de consistência gera incongruência e desconforto psicológico
Congruência entre o
Self e a experiência

• Quando há ameaça de incongruência entre a experiência e o Self


• Negação da existência da experiência emocional • Base da psicopatologia
o Preservação da consistência do Self • Ansiedade
• Distorção da experiência (para ser congruente com o Self) • Processos defensivos

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Consistência do Self e papéis sociais Consistência entre tipos de Self

Congruência entre o Self e a experiência:


• Quando as experiências são consistentes com o Self, há saúde psicológica
• A incongruência ocorre quando as experiências não se alinham com o Self, gera:
o Ansiedade
o Processos defensivos
Se estamos conectados
• Negação da experiência emocional para preservar o Self com quem somos, o self
• Distorção da experiência para torná-la congruente com o Self será guiado pela auto-
atualização
Incongruência e psicopatologia:
• A percepção de incongruência entre o Self e a experiência é a base de dificuldades
psicológicas

Self-real vs Self-ideal:
• A congruência entre o Self-real (quem a pessoa é) e o Self-ideal (quem deseja ser) reflete
harmonia interna
• Incongruência entre esses dois aspectos pode causar insatisfação e conflitos internos

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