Apostila
Apostila
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P R O F . N A T Á L I A C A R V A L H O
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P R E M AT U R I DA D E E
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T R A BA L H O D E PA R TO
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P R E M AT U R O
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OBSTETRÍCIA Prof. Natália Carvalho| Prematuridade e Trabalho de Parto Prematuro 2
APRESENTAÇÃO:
PROF. NATALIA
CARVALHO
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co
A prematuridade é a principal causa de morbimortalidade
neonatal e o segundo principal motivo de morte em crianças
menores de 5 anos, configurando um grave problema de
saúde pública. Sendo assim, as intervenções obstétricas e
s.
neonatais que podem reduzir a prematuridade e/ou suas
complicações são cada vez mais estudadas e, por isso, esse
tema é de extrema relevância na Obstetrícia.
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TOP 10 OBSTETRÍCIA
1º Distúrbios hipertensivos da gestação
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3º Assistência ao pré-natal
4º Sangramento da segunda metade
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@ profnataliacarvalho Estratégia
MED
OBSTETRÍCIA Prof. Natália Carvalho| Prematuridade e Trabalho de Parto Prematuro 3
Para você ganhar tempo, selecionamos tudo que precisa saber sobre prematuridade e trabalho de
parto prematuro, dando atenção especial aos tópicos mais cobrados, que são: prevenção, diagnóstico
e tratamento da prematuridade. Então, estude com atenção, veja e reveja nossos resumos, construa
mapas mentais e resolva todos os exercícios que selecionamos para você!
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QUESTÕES DE OBSTETRÍCIA INTERCORRÊNCIAS OBSTÉTRICAS
POR TEMA
2% 2%
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4% 3%
4%
7%
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9%
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11% 25%
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34%
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12%
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13%
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25%
12%
15% 20%
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Sangramento primeira
Intercorrências Gestação múlpla
metade
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Medicina fetal
obstétricas
Sangramento segunda Abortamento de
Doenças associadas metade repeção
a obstetrícia Pré-natal
Trabalho de parto
Morte materna
Parto Puerpério prematuro
Rotura prematura de
Aborto legal
Obstetrícia fisiológica membranas
Pós-dasmo
@estrategiamed t.me/estrategiamed
Estratégia
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OBSTETRÍCIA Prematuridade e Trabalho de Parto Prematuro Estratégia
Estratégia
MED
MED
SUMÁRIO
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6.1 TRIAGEM INFECCIOSA 14
co
6.2 MEDIDA DO COLO UTERINO 14
6.4 FIBRONECTINA 16
s.
6.5 CERCLAGEM UTERINA 17
8.0 DIAGNÓSTICO 21
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9.0 TRATAMENTO 25
9.1 ABAIXO DE 34 SEMANAS 25
me
9.1.1 TOCÓLISE 27
9.1.2 CORTICOIDE 32
9.1.4 ANTIBIOTICOPROFILAXIA 38
10.0 RESUMINDO 46
11.0 LISTA DE QUESTÕES 48
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12.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 49
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13.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 50
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CAPÍTULO
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gestacional é o resultado da divisão em semanas mais os números de dias que sobram. Vamos a um exemplo:
DUM = 14/05/2020 e Dia do cálculo= 24/7/2020
co
• mês maio: 17 dias após a DUM
• mês de junho: 30 dias
• mês de junho: 24 dias até a data que se quer calcular
• total= 71 dias.
s.
• 71 dividido por 7 = 10 semanas e 1 dia
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CAPÍTULO
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A prematuridade pode ser classificada como espontânea ou eletiva. A prematuridade espontânea corresponde a 70 a 80% dos casos,
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sendo 40 a 50% em decorrência do trabalho de parto prematuro (TPP), de 20 a 30% por rotura prematura pré-termo de membranas (RPM
o
pré-termo) e uma porcentagem pequena (1%) em decorrência da insuficiência istmo cervical (IIC). Já a prematuridade eletiva corresponde
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de 20 a 30% dos casos e refere-se à gestação interrompida precocemente por indicação médica devido à complicação materna ou fetal. As
a
principais causas de prematuridade eletiva são os distúrbios hipertensivos da gestação. Neste capítulo, falaremos sobre trabalho de parto
dv
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Além disso, a prematuridade também pode ser classificada quanto à idade gestacional em prematuridade precoce (antes de 34
semanas) e prematuridade tardia (a partir de 34 semanas). A OMS classifica o prematuro em prematuro extremo (< 28 semanas), muito
prematuro (28-31 e 6/7 semanas), prematuro moderado (entre 32 e 33 6/7 semanas) e prematuro tardio (34 a 36 6/7 semanas), sendo que
prematuridade tardia corresponde a 70% de todos os nascimentos prematuros.
m
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s.
Sabe-se que os nascimentos entre 37 e 38 6/7 semanas, denominados “termo precoce”, apresentam
maior morbidade relacionada à prematuridade do que os nascimentos no termo completo (39 a 40 6/7
semanas).
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Para completar a classificação dos nascimentos ainda temos o termo tardio (entre 41 e 41 6/7 semanas) e o
o
CAI NA PROVA
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(UFT-TO 2020) A prematuridade é um grave problema de saúde pública. Apesar de combatida, a prematuridade por vezes é terapêutica, ou
a
seja, em determinadas situações, antecipar o parto é uma medida que aumentará as chances de salvar a paciente ou seu feto. Considerando
dv
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uma gestação de 31 semanas, de uma gestante primigesta, assinale a alternativa CORRETA sobre qual das situações a seguir está indicado o
Có
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa “A”: vaginose pode levar a parto prematuro espontâneo.
Incorreta a alternativa “B”: infecção materna por estreptococos do grupo B pode levar a parto prematuro espontâneo.
Incorreta a alternativa “C”: feto com sinais ultrassonográficos de infecção por toxoplasmose não precisa ter o parto antecipado.
Correta a alternativa “D”: feto com restrição de crescimento no percentil 1 e alteração do doppler da artéria cerebral média, artéria
umbilical e ducto venoso tem indicação de parto prematuro terapêutico, ocasionando uma prematuridade eletiva.
Incorreta a alternativa “E”: gestante com diabetes gestacional e feto com peso no percentil 97 pode aguardar o termo para resolução da
gestação.
CAPÍTULO
m
em torno de 11% dos nascidos vivos, sendo o 10º país
do mundo com maior taxa de prematuridade. Entre
co
2010 e 2019, observou-se um aumento das taxas de
prematuridade, passando de 6,2 por cem nascidos
vivos para 11,02 por cem nascidos vivos1, sendo essas
taxas bem parecidas entre as diversas regiões do Brasil.
s.
Uma das principais causas do aumento das taxas de
prematuridade foi o grande crescimento do número
de cesáreas, tanto no setor público quanto no privado.
♥
eo
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A maioria dos recém-nascidos têm idade gestacional de 32 a 36 6/7 semanas, como pode ser observado no gráfico a seguir. Observa-se
ub
que a prematuridade é responsável por 75% de toda a morbimortalidade neonatal, sendo a principal causa de internação em UTI neonatal e
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0,47%
a
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4,61%
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Có
9,16%
Menos de 22 semanas
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De 22 a 27 6/7 semanas
De 28 a 31 6/7 semanas
1
Fonte: Data SUS 2019.
CAPÍTULO
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Esses fatores estão relacionados entre si, podendo mais importantes causas de trabalho de parto prematuro. Nesses casos,
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de um deles estar envolvido na fisiopatologia do trabalho de o mecanismo que desencadeia o trabalho de parto prematuro é
Có
parto prematuro. A ativação do eixo hipotalâmico-pituitário- a produção de endotoxinas pelas bactérias, o que provoca uma
adrenal pode ocorrer principalmente por estresse materno, mas produção exagerada de citocinas com consequente resposta
também por distensão uterina. A distensão uterina, provocada inflamatória, levando ao trabalho de parto prematuro. A infecção
me
principalmente pelas gestações múltiplas e pelo polidrâmnio, pode ter acesso aos tecido intrauterinos por via transplacentária
leva também à ativação de proteínas envolvidas com a contração nas infecções sistêmicas materna, por fluxo retrógrado em infecções
uterina, provocando, assim, o parto prematuro. O estresse da cavidade peritoneal para as tubas uterinas, ou por ascendência
psicológico materno pode desencadear precocemente o parto de infecções da vagina e do colo uterino para a cavidade uterina.
prematuro em decorrência do aumento prematuro dos níveis de Além disso, a hemorragia decidual no terceiro trimestre pode
cortisol e estrogênio, com ativação precoce do eixo hipotalâmico- desencadear o trabalho de parto prematuro por estimulação da
pituitário-adrenal. parede miometrial.
As infecções subclínicas e a corioamnionite, por sua vez, são
CAI NA PROVA
(SUS-RR 2018) Com relação à fisiopatologia do Parto Prematuro, considere as afirmações a seguir: I: A ativação do eixo
hipotálamo-hipófise-adrenal por estresse materno ou fetal pode desencadear a liberação de hormônios hipotalâmicos
(Hormônio liberador da corticotrofina, ocitocina) e adrenais (cortisol, adrenalina); II: Os processos inflamatórios e
infecciosos (corioamnionite, cervicite) promovem a liberação de endotoxinas e citocinas inflamatórias, como o TNF-alfa
e as interleucinas.; III: O sangramento decidual, com a produção de trombina, aumenta a contratilidade uterina.; IV: A
sobredistensão uterina é causa de contratilidade uterina aumentada, que ocorre no polidrâmnio e gemelaridade.
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C) Apenas uma afirmação está correta.
D) Nenhuma afirmação está correta.
co
COMENTÁRIOS:
I: A ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal por estresse materno ou fetal pode desencadear a liberação de hormônios hipotalâmicos
(hormônio liberador da corticotrofina, ocitocina) e adrenais (cortisol, adrenalina); CORRETO.
s.
II: Os processos inflamatórios e infecciosos (corioamnionite, cervicite) promovem a liberação de endotoxinas e citocinas inflamatórias,
como o TNF-alfa e as interleucinas; CORRETO.
III: O sangramento decidual, com a produção de trombina, aumenta a contratilidade uterina; CORRETO.
IV: A sobredistensão uterina é causa de contratilidade uterina aumentada, que ocorre no polidrâmnio e gemelaridade. CORRETO.
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CAPÍTULO
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como as infecções do trato genital, sobretudo, pelas seguintes quanto eletiva: aborto espontâneo prévio no segundo trimestre,
bactérias: estreptococos do grupo B, Chlamydia trachomatis, morte fetal anterior, gestações múltiplas, distúrbios hipertensivos
co
Gardnerella vaginalis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas da gestação, doença hemolítica perinatal, polidrâmnio, inserção
vaginalis, Ureaplasma e Haemophilus influenzae e Treponema baixa de placenta, descolamento prematuro de placenta,
pallidum. Outras infecções como a doença periodontal também rotura prematura das membranas, corioamnionite, restrição de
podem desencadear o TPP. A vaginose bacteriana foi associada crescimento fetal, insuficiência istmocervical, cirurgia cervical,
s.
não somente ao parto prematuro, mas também ao abortamento malformações uterinas, tratamento de reprodução assistida e
espontâneo, à rotura prematura de membranas e à corioamnionite. sangramento no primeiro trimestre.
Além disso, vários fatores epidemiológicos estão relacionados
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CAI NA PROVA
(HOG- SP 2020 )18) Das alternativas, a que não se relaciona com atividade uterina prematura é:
A) anemia.
B) polidramnia.
C) gemelaridade.
D) anencefalia.
COMENTÁRIOS:
Atenção aluno, o examinador quer a alternativa que NÃO é fator de risco para prematuridade.
m
Incorreta a alternativa “A”: anemia materna é fator de risco para prematuridade.
Incorreta a alternativa “B”: polidrâmnio é fator de risco para prematuridade.
co
Incorreta a alternativa “C”: gemelaridade é um fator de risco para prematuridade.
(FESO-RJ 2019) 68) Mulher de 22 anos procura o pronto atendimento com queixas de disúria, dor, polaciúria, nictúria e hematúria. É primigesta,
s.
moradora de rua, drogadita, com 29 semanas de gestação, gemelar e revela atividade uterina compatível com Trabalho de Parto Prematuro
(TPP). Apresenta uma altura uterina de 38 cm com dificuldades de palpação e ausculta fetal. Das alternativas abaixo, qual a MENOS provável?
A) A gemelaridade pode ser um fator para o trabalho de parto prematuro.
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COMENTÁRIOS:
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Correta a alternativa “C”: o fato da gestante ser primigesta não é fator de risco para prematuridade.
Incorreta a alternativa “D”: uso de drogas é fator de risco para prematuridade.
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(HCG-GO 2019) 74) Leia o caso clínico a seguir. J.E. de 25 anos, G2P1A0, idade gestacional de 31 semanas, apresenta duas contrações em
dez minutos, regulares, colo uterino com 3 cm de dilatação, fino e bolsa amniótica íntegra. Nesse caso, qual é a mais provável causa dessa
intercorrência?
A) Inserção fúndica da placenta.
B) Apresentação anômala.
C) Intervalo interpartal maior que dois anos.
D) Infecção geniturinária.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa “A”: inserção fúndica da placenta não causa parto prematuro.
Incorreta a alternativa “B”: apresentação anômala não causa parto prematuro.
Incorreta a alternativa “C”: intervalo interpartal maior de dois anos não é causa de trabalho de parto prematuro, mas intervalo interpartal
menor de dois anos aumenta o risco de parto prematuro.
Correta a alternativa “D”: a principal causa de trabalho de parto prematuro é a infecção geniturinária.
(SUS-RR 2017) Uma mulher de 26 anos está com 29 semanas de gestação. A última gestação, há 3 anos, terminou em um parto normal com
30 semanas de gestação. No rastreamento para infecções, qual das alternativas a seguir está relacionada com parto prematuro?
A) Herpes Simples
m
B) Estreptococo do grupo B na vagina
C) Cândida vaginalis
co
D) Chlamydia trachomatis
E) Neisserea gonorrehae
COMENTÁRIOS:
s.
Incorreta a alternativa “A”: herpes simples não está relacionado ao parto prematuro.
Correta a alternativa “B”: estreptococos do grupo B estão relacionados ao parto prematuro. O autor considerou essa alternativa
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correta.
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Incorreta a alternativa “C”: Cândida vaginalis não está relacionada ao parto prematuro.
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Corretas as alternativas “D” e “E:” ambas as alternativas estão corretas, pois tanto a Chlamydia trachmatis quanto a Neisserea
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gonorrehae estão relacionadas ao parto prematuro. Portanto, essa questão é passível de recurso.
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(FAMERP 2016) Quartigesta na 32ª semana de gestação, com antecedente de dois partos anteriores na 32ª e 34ª semana e um aborto na 8ª
semana de gestação, portadora de hipertensão arterial e tabagista crônica. No caso descrito, qual o principal fator de risco para a recorrência
a
dv
da prematuridade?
pi
A) Hipertensão arterial
Có
D) Tabagismo crônico
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa “A”: hipertensão arterial pode levar a prematuridade eletiva se apresentar complicação na gestação como pré-
eclâmpsia grave e eclâmpsia, mas não é o principal fator de risco para prematuridade.
Correta a alternativa “B”: o principal fator de risco para prematuridade é a história pregressa de partos prematuros.
Incorreta a alternativa “C”: abortamento precoce aumenta o risco de prematuridade, mas não é o fator de risco principal.
Incorreta a alternativa “D”: tabagismo crônico aumenta o risco de prematuridade, mas não é o fator de risco principal.
CAPÍTULO
Atenção futuro residente, esse é um tema que tem caído cada vez mais nas provas de Residência Médica,
pois existe uma força tarefa mundial na tentativa de diminuir as taxas de prematuridade e consequentemente de
mortalidade infantil.
As principais medidas para predição e prevenção da prematuridade são: triagem infecciosa de rotina e tratamento das infecções,
medida universal do colo uterino e uso de progesterona vaginal nos casos indicados. O teste de fibronectina para predição de prematuridade,
m
assim como a cerclagem uterina e o uso de pessário, tem suas indicações específicas na prevenção da prematuridade, como veremos mais
detalhadamente a seguir.
co
6.1 TRIAGEM INFECCIOSA
Todas as gestantes devem fazer urocultura para pesquisa de bacteriúria assintomática na primeira rotina de exames do pré-natal. As
gestantes com bacteriúria assintomática devem ser tratadas com antibioticoterapia para diminuir o risco de pielonefrite e, consequentemente,
s.
de prematuridade.
Em relação à triagem de rotina para infecção genital pela cultura de secreção vaginal, ainda não há consenso se esse exame diminui
o risco de prematuridade, por isso não é indicado nos protocolos de pré-natal brasileiros. No entanto, mulheres com sinais e sintomas de
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infecção genital devem ser tratadas para reduzir o risco de prematuridade e doença inflamatória pélvica.
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A ultrassonografia transvaginal para medição do colo uterino é preconizada como conduta universal para prevenção da prematuridade
o
a todas as gestantes entre 18 a 24 semanas e deve ser realizada juntamente com ultrassom morfológico do segundo trimestre. Para gestante
nã
com história pregressa de parto prematuro antes de 34 semanas, deve ser feita uma avaliação seriada do colo uterino, com início mais
a
O ponto de corte para considerar um colo como curto não é consenso na literatura, variando entre 15 a 25mm. O ministério da saúde
Có
usa 25 mm o ponto de corte para colo curto, isto é, colo ≤ 25 mm é considerado colo curto.
me
Figura 1. Avaliação do colo uterino por ultrassonografia transvaginal. A: colo uterino normal. B: Colo curto com afunilamento.
Sendo assim, se o colo uterino for considerado curto, a canal cervical, visibilizada pela ultrassonografia transvaginal. Sua
suplementação com progesterona deve ser feita para reduzir o ausência ocorre em idade gestacional avançada e no trabalho de
risco de prematuridade, bem como deve haver o acompanhamento parto prematuro, mas ele não deve ser utilizado como marcador
ambulatorial a cada 2 a 3 semanas para avaliação de contrações isolado para predizer prematuridade.
uterinas, infecção genital e nova medida do colo uterino. Por sua vez, o sludge é definido como um aglomerado de
Além da medida do colo uterino, outros marcadores partículas hiperecóicas que se localiza entre o orifício interno do colo
ultrassonográficos podem estar associados ao parto prematuro, uterino e a apresentação fetal. Sua presença pode estar relacionada
como a ausência do eco glandular endocervical (EGE) e a presença à colonização bacteriana ou sangramento coriodecidual, mas não
de sludge (Figura 2). há evidências de que o uso de antibiótico, nesses casos, reduza o
O EGE é definido como uma área hiperecóica ao redor do risco de prematuridade.
m
co
s.
Figura 2. Avaliação do colo uterino por ultrassonografia transvaginal. A: colo uterino normal com ecoglandular endocervical (EGE) presente. B: Colo curto
♥
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A progesterona micronizada por via vaginal reduz o risco de parto prematuro e a morbidade neonatal em aproximadamente 30%
o
das mulheres com gestação única e história prévia de parto prematuro espontâneo. Além disso, a progesterona também diminui o risco de
nã
prematuridade em mulheres sem fatores de risco que apresentam colo curto à avaliação ultrassonográfica transvaginal de rotina.
a
A progesterona vaginal deve ser oferecida em doses de 100 a 400mg/dia para todas as gestantes entre 16 a 36 6/7 semanas com um
dv
pi
• História pregressa de parto prematuro < 34 semanas ou perda gestacional > 16 semanas.
• Medida do colo uterino entre 16-24 semanas ≤ 25mm .
me
Atenção aos organogramas abaixo, que resumem as indicações de progesterona vaginal na prevenção da
prematuridade.
m
Manter progesterona vaginal ou
co
considerar cerclagem uterina
Além disso, quando a gestante apresentar trabalho de parto prematuro que foi inibido, também está indicado o uso de progesterona
vaginal profilática.
s.
Por outro lado, não há comprovação científica de que o uso da progesterona vaginal em gestação gemelar, sem história prévia de
prematuridade e com medida normal do colo uterino à ultrassonografia, reduza o risco de prematuridade. Ademais, após cerclagem uterina,
também não há evidências de que a progesterona vaginal seja útil na prevenção da prematuridade. Por isso, seu uso não está indicado nessas
situações.
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É bom lembrar que o uso de caproato de 17-alfa-hidroxiprogesterona intramuscular também é eficaz para evitar a prematuridade,
o
6.4 FIBRONECTINA
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no fundo de saco de Douglas, pela introdução de um cotonete Quando o teste de fibronectina é negativo, apresenta um
na vagina. Nessa secreção é analisada a presença ou ausência de elevado valor preditivo negativo, ou seja, o risco de o parto ocorrer
fibronectina. Para a coleta, preconiza-se que a gestante esteja entre nos próximos 7-14 dias é muito pequeno. Já o resultado positivo
20 e 36 semanas, apresente bolsa íntegra, dilatação menor do que prediz o parto prematuro apenas em 50% das vezes.
3 cm, ausência de sangramento genital e ausência de relação sexual Esse teste de fibronectina, quando utilizado em população
nas últimas 24 horas. Além disso, é importante não realizar toque de risco, apresenta efetividade equivalente à medida do colo
vaginal, coletas de esfregaços vaginais e uso de lubrificantes antes uterino via vaginal para predizer prematuridade. Por outro lado,
da coleta do exame, pois isso aumenta as taxas de falso positivo e esse exame não é útil para predizer o risco de prematuridade em
negativo. gestantes sem história de prematuridade e assintomáticas.
m
pouco dolorosa no segundo trimestre, deve-se considerar a
cerclagem de emergência.
co
Algumas instituições também dão a opção de cerclagem
para gestantes com história prévia de parto prematuro espontâneo
antes de 34 semanas associada à gestação atual com colo
uterino medindo menos que 20-25mm antes de 24 semanas na
s.
ultrassonografia transvaginal.
Figura 3. Cerclagem uterina
Gestantes com risco aumentado de parto prematuro devem evitar exercícios físicos excessivos, mas exercícios físicos leves e moderados,
como caminhadas, hidroginástica e Pilates, não aumentam o risco de prematuridade. Além disso, devem, também, ser orientadas a cessar
tabagismo, etilismo e drogas ilícitas.
Por outro lado, não está indicado o repouso absoluto para gestantes com risco aumentado para prematuridade, pois além de não haver
evidência de benefícios, ainda aumenta os riscos maternos, como o de tromboembolismo venoso.
2
Universidade Federal de São Paulo
CAI NA PROVA
(UFPI 2020) Em relação ao teste da fibronectina fetal que é um importante preditor do parto pré-termo, NÃO se pode
afirmar:
A) Normalmente, a fibronectina fetal está presente nos fluidos cérvico-vaginais durante as primeiras 20 semanas de
gestação.
B) Após a 24ª semana, a presença da fibronectina fetal na secreção vaginal é um importante marcador do início da
cascata de eventos que antecedem o parto.
C) Seu valor preditivo negativo é alto.
D) Deve ser realizado em gestantes com alto risco para prematuridade.
O teste deve ser precedido por toque vaginal para indicar o local adequado para coleta.
m
E)
COMENTÁRIOS:
co
Atenção aluno, o examinador quer a afirmativa incorreta! apresenta um elevado valor preditivo negativo, isto é, o risco do
Correta a alternativa "A": até 20 semanas a fibronectina fetal parto ocorrer nos próximos 7-14 dias é muito pequeno.
pode estar presente nos fluidos cervicovaginais. Correta a alternativa "D": o teste de fibronectina deve ser utilizado
Correta a alternativa "B": após 20-24 semanas, a presença de
s.
apenas em população com história prévia de prematuridade, isto
fibronectina na secreção vaginal pode ser útil para predizer o é, de alto risco.
risco de parto prematuro em mulheres com história prévia de
Incorreta a alternativa "E": para o teste não sofrer
prematuridade.
interferências, não se deve fazer exame de toque antes.
♥
(FAMERP-SP 2020) Durante o atendimento de gestante na 26ª semana com queixa de dor no baixo ventre, foi realizado o teste da fibronectina
ro
fetal. O resultado foi positivo e é considerado um fator preditivo para a ocorrência de:
id
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A) Amniorrexe prematura
o
B) Malformação fetal
nã
C) Descolamento placentário
a
D) Parto prematuro
dv
pi
COMENTÁRIOS:
Có
Correta a alternativa "D": Quando a fibronectina está presente na vagina após 20-24 semanas, pode ser útil para predizer o risco de
me
(UNESP 2020) Tercigesta de 32 anos, com idade gestacional de 20 semanas, assintomática, apresenta antecedente de prematuridade, dois
partos vaginais com 34 e 30 semanas, respectivamente. Exame físico normal. US: comprimento do colo de 40mm. Nesse momento, a conduta
é
A) cerclagem.
B) progesterona.
C) inibina.
D) carbonato de cálcio.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa "A": a cerclagem uterina eletiva está indicada como profilaxia de prematuridade para gestantes com história
prévia de insuficiência istmo cervical (perda gestacional no segundo trimestre, parto prematuro extremo ou dilatação cervical indolor no
segundo trimestre com cerclagem de emergência). Além disso, gestantes com história prévia de trauma ou cirurgia cervical também são
pacientes que se beneficiam da cerclagem eletiva. Algumas instituições também dão a opção de cerclagem para gestantes com história
prévia de parto prematuro espontâneo antes de 34 semanas associada a gestação atual com colo uterino medindo menos que 20-25mm
antes de 24 semanas na ultrassonografia transvaginal.
Correta a alternativa "B": a progesterona vaginal deve ser oferecida em doses de 100 a 400mg/dia para todas as gestantes entre
16 e 36 6/7 semanas com um dos seguintes fatores:
m
• História pregressa de parto prematuro < 34 semanas ou perda gestacional > 16 semanas.
• Medida do colo uterino entre 16-24 semanas ≤ 20-25mm .
co
Incorreta a alternativa "C": não há evidências de que a inibina seja eficaz na prevenção ou no tratamento de trabalho de parto prematuro.
Incorreta a alternativa "D": o carbonato de cálcio é utilizado na prevenção de pré-eclâmpsia, mas não na prevenção de prematuridade.
(SES-RJ 2020) Mulher de 32 anos, assintomática GIIIPII(2PN)A0, encontra-se em acompanhamento pré-natal regular com 22 semanas de
s.
gestação. Refere que suas duas gestações anteriores evoluíram para parto prematuro com 35 e 31 semanas, respectivamente. Preocupada
com a possibilidade de um novo parto prematuro, realizou ultrassonografia que evidenciou feto único, longitudinal, pélvico, com dorso à
esquerda, peso fetal estimado em 470g, compatível com 22 semanas de gestação, placenta anterior grau I; normodramnia; colo uterino
♥
eo
A) atosiban
ub
B) nifedipina
ro
C) salbutamol
id
é
D) progesterona
o
nã
COMENTÁRIOS:
a
Tanto a prematuridade anterior quanto a presença de colo curto à ultrassonografia (menor que 20-25
mm) fazem com que a paciente seja considerada de risco para parto prematuro e, por isso, ela deve receber progesterona profilática.
Có
(USP-RP 2019) Tercigesta (G3P2A0), 29 anos, retorna para consulta pré-natal, com 21 semanas de gestação. Não tem doenças ou vícios. Na
me
investigação de seus antecedentes obstétricos, a paciente relata que ambos os partos foram normais, o primeiro no termo da gestação e o
segundo na 31ª semana, após tentativa de inibição do trabalho de parto sem sucesso. O recém-nascido pesou 1500 gramas, mas está bem
de saúde. Nega queixas no momento. O exame físico geral e obstétrico realizados hoje estão normais. Fez uma ultrassonografia morfológica
obstétrica ontem com achados fetais normais. O comprimento do colo uterino materno, aferido por ecografia transvaginal, foi de 21 mm.
Qual é a conduta mais adequada no seguimento dessa paciente?
A) Realizar cerclagem de colo uterino materno.
B) Aferir novamente o comprimento do colo em duas semanas.
C) Orientar uso de progesterona micronizada até a 34ª semana de gestação.
D) Realizar coleta de swab cervical para pesquisa de infecção genital.
COMENTÁRIO:
Gestante de 21 semanas com história de parto prematuro anterior e gestação atual com colo medindo menos de 25mm. A conduta é
progesterona vaginal ou cerclagem uterina.
Correta a alternativa "A": a cerclagem uterina está indicada frente a um caso de parto prematuro anterior e colo uterino medindo
menos de 25mm.
Incorreta a alternativa "B": frente a um caso de parto prematuro anterior e colo uterino medindo menos de 25mm, deve-se fazer cerclagem
uterina ou progesterona vaginal. Se a opção for por progesterona vaginal, deve-se fazer o acompanhamento seriado do colo uterino.
Incorreta a alternativa "C": frente a um caso de parto prematuro anterior e colo uterino medindo menos de 25mm, deve-se fazer cerclagem
uterina ou progesterona vaginal. Essa alternativa também está correta e por isso essa questão é passível de recurso.
Incorreta a alternativa "D": frente a um caso de parto prematuro anterior e colo uterino medindo menos de 25mm, deve-se fazer
m
cerclagem uterina ou progesterona vaginal. A investigação de infecção genital pode ser indicada para gestantes com risco aumentado de
prematuridade, mas não é a conduta principal.
co
(UNIFESP 2019) Considerando a predição ou prevenção do parto pré-termo, é CORRETO afirmar:
A) Em gestantes com dor em baixo ventre o uso da progesterona natural micronizada por via vaginal reduz o risco de nascimento prematuro.
s.
B) A ultrassonografia do colo por via endovaginal entre 20 e 24 semanas é contraindicada em gestantes com sangramento vaginal.
C) O repouso no leito em gestantes com comprimento do colo uterino curto entre 20 e 24 semanas aumenta o risco de eventos
tromboembólicos e não reduz a prematuridade.
D) O uso da progesterona natural micronizada via oral reduz o risco de parto prematuro em gestantes com antecedente de prematuridade.
♥
eo
E) A maioria das gestantes com comprimento do colo "menor ou igual a" 25mm tem parto espontâneo com menos de 37 semanas.
o
ub
COMENTÁRIO:
ro
id
Incorreta a alternativa "A": não há indicação do uso de progesterona vaginal para gestantes com dor em baixo ventre a fim de prevenir
é
prematuridade.
o
nã
Incorreta a alternativa 'B": a ultrassonografia vaginal pode ser realizada em gestantes com sangramento vaginal.
Correta a alternativa "C":
a
não há evidências que o repouso diminui o risco de prematuridade e essa conduta pode ainda aumentar
dv
pi
os riscos tromboembólicos.
Có
Incorreta a alternativa "D": a progesterona deve ser receitada via vaginal com o intuito de prevenção de prematuridade.
Incorreta a alternativa "E": a maioria das gestantes com colo menor ou igual a 25mm terá o parto no termo.
me
Já estudamos até aqui tópicos muito importantes sobre prematuridade e trabalho de parto prematuro! Então,
agora que terminamos essa parte, permita-se respirar, tomar uma água, um café e voltar daqui a alguns minutos!
Com a cabeça mais leve estudaremos tudo sobre complicações, diagnóstico e tratamento, o tópico mais cobrado
sobre esse tema nas provas de Residência Médica! Vamos lá?
CAPÍTULO
m
CAPÍTULO
8.0 DIAGNÓSTICO
8.1 AVALIAÇÃO CLÍNICA
co
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro é, na maioria das vezes, clínico, pela presença de contrações uterinas regulares
s.
associadas à mudança na dilatação ou no esvaecimento cervical. Porém, menos de 10% das pacientes com diagnóstico clínico de trabalho de
parto prematuro terão o parto nos próximos 7 dias.
Na maioria das vezes é difícil identificar que mulheres em trabalho de parto prematuro realmente evoluirão para parto prematuro.
♥
Para isso, consideramos trabalho de parto prematuro estabelecido/confirmado se a gestante tem contrações regulares e dilatação cervical
eo
o
Essa definição de trabalho de parto prematuro não é estanque, visto que alguns serviços consideram trabalho de parto prematuro
quando há dilatação de 1-2 cm com contrações regulares (≥ 2/10 min) e outros usam não só a dilatação, mas também o esvaecimento e
me
posição do colo uterino para o diagnóstico clínico3. Por isso, mais importante do que fixar um valor de corte para a dilatação é avaliar a
progressão das alterações cervicais, obtendo assim, um diagnóstico mais fidedigno de TPP.
Se a gestante apresenta suspeita de TPP, mas há dúvida no diagnóstico, pode-se tentar fazer ultrassom transvaginal ou o teste de
fibronectina para ajudar, como veremos a seguir. Quando esses exames não estão disponíveis, a gestante deve permanecer em observação
por 4-6 horas para avaliar a evolução das contrações e as mudanças cervicais. Após esse período de observação, se não houver mudança no
quadro, a gestante pode ser encaminhada para acompanhamento ambulatorial.
3
USP e SES- DF consideram dilatação ≥ 1cm com esvaecimento cervical. UFBA e UFMS consideram dilatação cervical > 2cm com esvaecimento cervical
CAI NA PROVA
(USP 2020) Quartigesta com 3 partos vaginais anteriores, 28 semanas de gravidez, vem ao pronto atendimento com
queixa de dor em hipogástrio há 3 horas. Nega sangramento e refere secreção vaginal aumentada. Ao exame, bom
estado geral, normotensa, afebril. Abdômen gravídico, normotônico, 2 contrações fracas em 10 minutos, BCF presente
rítmico 140bpm. Especular com secreção bolhosa amarela fluida abundante, toque vaginal com colo amolecido, grosso,
entreaberto. Qual é a conduta recomendada neste momento?
A) Nifedipina.
B) Metronidazol.
C) Betametasona.
D) Progesterona.
m
COMENTÁRIO:
co
Gestante de 28 semanas com contrações fracas a cada 5 minutos, colo grosso, entreaberto não tem diagnóstico confirmado de trabalho
de parto prematuro, mas por enquanto apenas suspeita, por isso deve ficar em observação para avaliar as contrações uterinas. Além
disso, apresenta secreção vaginal bolhosa amarela fluida e deve receber tratamento para vaginose com Metronidazol. Caso as contrações
s.
fiquem mais frequentes, dolorosas e modifiquem o colo uterino, trata-se de trabalho de parto prematuro, devendo, então, prescrever
tocolítico e corticoterapia para maturação pulmonar fetal.
Incorreta a alternativa "A": a nifedipina é um tocolítico e deve ser prescrita se a gestante apresentar diagnóstico confirmado de trabalho
de parto prematuro (contrações rítmicas que modificam o colo uterino).
♥
eo
Correta a alternativa "B": como a gestante apresenta quadro clínico de vaginose, ela deve ser tratada com Metronidazol, pois esse
o
ub
Incorreta a alternativa "C": a betametasona é um corticoide utilizado para a maturação pulmonar fetal e deve ser prescrita se a gestante
apresentar diagnóstico estabelecido de trabalho de parto prematuro.
id
é
Incorreta a alternativa "D": a progesterona vaginal deve ser usada para prevenção de parto prematuro de gestante com histórico de
o
(UFAL 2020) Durante consulta de rotina, uma gestante de 34 semanas apresenta uma contração uterina com duração de 35 segundos durante
a
dv
pi
10 minutos de observação, indolor. A gestante tem antecedente de amniorrexe com 37/4 semanas na gestação anterior. Nesse caso, a conduta
Có
mais adequada é:
A) nada a fazer, pois se trata de contração de Braxton-Hicks.
B) deve ser introduzida a progesterona micronizada diariamente pelo risco de prematuridade.
me
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa "A": como as contrações são indolores e foram menos de duas em 10 minutos, elas são consideradas contrações
de Braxton-Hicks, também conhecidas como contrações de treinamento, normais nessa idade gestacional. Por isso, não há nada a fazer.
Incorreta a alternativa "B": a paciente não tem história prévia de prematuridade, portanto não tem indicação de profilaxia com
progesterona.
Incorreta a alternativa "C": como as contrações não são de trabalho de parto, mas sim de Braxton-Hicks, não há necessidade de internação
hospitalar.
Incorreta a alternativa "D": a paciente não apresenta contrações de trabalho de parto, por isso não há necessidade de tocólise.
(UNIFESP 2019) Gestante de 29 semanas, secundigesta, primípara (parto normal de termo), procura pronto atendimento com queixa de dores
no baixo ventre há 2 dias. Exame físico: afebril, FC = 88 bpm, PA = 100 x 60mmHg, altura uterina 26 cm, FCF = 144 bpm, detecta-se 1 contração
uterina em 10 minutos, com duração de 20 segundos, toque com colo amolecido, longo, pérvio para 1 dedo, apresentação cefálica, bolsa
íntegra. Nesse caso, a melhor conduta é:
A) Ampliar período de observação para melhor caracterizar como verdadeiro trabalho de parto prematuro.
m
B) Inibição do trabalho de parto prematuro utilizando atosiban ou nifedipina.
C) Inibição do trabalho de parto prematuro utilizando nifedipina ou terbutalina.
co
D) Corticoterapia para amadurecimento do pulmão fetal e inibição do trabalho de parto prematuro com nifedipina, terbutalina ou atosiban.
E) Corticoterapia para amadurecimento do pulmão fetal e sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.
COMENTÁRIO:
s.
Gestante de 29 semanas com contrações espaçadas de pequena duração e colo grosso, pérvio para 1 dedo, não configura ainda trabalho
de parto prematuro, por isso a conduta para esse diagnóstico não deve ser instituída nesse momento, mas é prudente observar a paciente
para avaliar qual será a evolução do quadro.
♥
eo
Correta a alternativa "A": como o quadro clínico da paciente ainda não fecha diagnóstico de parto prematuro, a melhor conduta
o
ub
Incorreta a alternativa "B": como ainda não fechou o diagnóstico de parto prematuro, não deve ser feita tocólise.
Incorreta a alternativa "C": como ainda não fechou o diagnóstico de parto prematuro, não deve feita tocólise.
id
é
Incorreta a alternativa "D": como ainda não fechou o diagnóstico de parto prematuro, não deve ser feita tocólise e nem corticoterapia.
o
Incorreta a alternativa "E": como ainda não fechou o diagnóstico de parto prematuro, não deve ser feita tocólise, corticoterapia e nem
nã
sulfato de magnésio
a
dv
pi
A ultrassonografia transvaginal com avaliação do colo uterino pode ser útil para ajudar no diagnóstico de trabalho de parto prematuro
quando a clínica for duvidosa. Nesses casos, se o colo uterino no ultrassom transvaginal medir 15-20mm ou menos, considera-se que a
me
gestante está em trabalho de parto prematuro. Por outro lado, colo uterino acima de 30mm apresenta menos de 2% de chance de parto nos
próximos 7 dias e a gestante deve ser encaminhada para acompanhamento ambulatorial. Quando o colo uterino está entre 20 e 30mm, pode-
se fazer o teste de fibronectina para ajudar no diagnóstico. Se o teste for positivo, trata-se como TPP; se o teste for negativo, encaminha-se a
gestante para acompanhamento ambulatorial.
A fibronectina fetal cervicovaginal pode ser utilizada para têm maior risco de parto prematuro nos próximos 7 dias. Quando o
ajudar no diagnóstico de trabalho de parto prematuro antes de teste vem negativo, é improvável que o parto ocorra nas próximas
34 semanas quando a clínica for duvidosa. Esse exame pode ser 2 semanas e a gestante pode receber alta para acompanhamento
um marcador útil para predizer o risco de parto prematuro nos ambulatorial. A combinação do teste de fibronectina e do ultrassom
próximos 7 a 14 dias. transvaginal aumenta o valor preditivo positivo do diagnóstico de
Assim, mulheres com contrações uterinas, pouca dilatação parto prematuro.
cervical (< 3 cm), com membrana íntegra e sem sangramento O organograma a seguir exemplifica como deve ser feito o
vaginal importante e que apresentam teste de fibronectina positivo diagnóstico de TPP:
m
co
s.
♥
eo
o
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nã
a
dv
pi
Có
Alguns serviços, como na FMUSP, utilizam a classificação de Hobel para a condução dos casos de risco de
me
CAPÍTULO
9.0 TRATAMENTO
Este é o tópico que mais cai nas provas de Residência Médica sobre prematuridade!
Diante de uma gestante com diagnóstico de TPP, o objetivo do tratamento é diminuir os riscos da prematuridade para o feto.
Independentemente da idade gestacional, a gestante deve ser hospitalizada e mantida em repouso no leito. A seguir, devem ser avaliadas
m
a vitalidade fetal e as contrações uterinas por meio da cardiotocografia em fetos viáveis. É importante também realizar ultrassonografia
obstétrica para confirmar a apresentação fetal, avaliar o volume do líquido amniótico e o peso fetal, quando esse exame estiver disponível.
co
Diante de feto com boa vitalidade, a conduta dependerá da idade gestacional, como veremos a seguir.
CAI NA PROVA
(CESUPA 2020 Primigesta com idade gestacional cronológica de 32 semanas, idade ecográfica de 33 semanas e 2 dias dá
entrada no plantão obstétrico referindo dor em baixo ventre. Informa que fez tratamento para infecção urinária no sexto
mês de gestação e exame de urina na última consulta há cerca de cinco semanas normal (anotado no cartão pré-natal).
Ao exame obstétrico: altura uterina de 30 cm, batimentos cardíacos fetais de 140 bpm, presença de duas contrações de
vinte segundos em dez minutos. Toque vaginal: colo esvaecido 50%, 2 cm, apresentação cefálica em -2 de DeLee, bolsa
das águas íntegra. Faz parte da conduta adequada para o caso descrito:
A) Tocolítico para inibir o trabalho de parto prematuro e corticoide para acelerar a maturidade fetal.
B) Tratar empiricamente infecção do trato urinário com ampicilina endovenosa por 10 dias.
C) Indicar parto cesárea em função da prematuridade e riscos de complicações no parto vaginal.
m
D) Corticoide para acelerar a maturidade fetal e deixar evoluir o trabalho de parto em função da cervicodilatação.
co
COMENTÁRIOS:
Gestante de 32 semanas com contrações uterinas regulares (2 contrações/10min durando 20 segundos) que modificam o colo uterino
(colo dilatado para 2cm e 50% apagado) configura trabalho de parto prematuro.
s.
Correta a alternativa "A": diante de TPP abaixo de 34 semanas a conduta é tocólise, corticoterapia e antibioticoprofilaxia para EGB,
além de rastrear infecções maternas.
Incorreta a alternativa "B": o tratamento para infecção de urina deve ocorrer apenas se a paciente apresentar clínica ou exames
laboratoriais compatíveis.
♥
eo
Incorreta a alternativa "C": a via vaginal é recomendada para o prematuro em apresentação cefálica independentemente do peso ou
o
idade gestacional, desde que o trabalho de parto seja espontâneo e as condições materno-fetais sejam boas.
ub
Incorreta a alternativa "D": deve-se fazer tocólise para tentar inibir o trabalho de parto em pelo menos 48horas e assim permitir o efeito
ro
máximo da corticoterapia.
id
é
(UFMT 2019) Paciente chega ao pronto atendimento com idade gestacional de 32s 4d com dor em baixo ventre intensa. Nega perdas vaginais
o
nã
e disúria, e refere boa movimentação fetal. Ao exame, apresenta 2/10"/45', cardiotocografia com padrão tranquilizador. Ao exame obstétrico,
colo dilatado com 3 cm, bolsa íntegra. A melhor conduta para o caso é:
a
dv
pi
A) Internação e ocitocina.
Có
B) Internação e progesterona.
C) Internação e observação.
D) Internação e tocólise.
me
COMENTÁRIOS:
Gestante de 32 4/7 semanas apresenta quadro de trabalho de Incorreta a alternativa "B": a progesterona é utilizada para
parto prematuro (2 contrações a cada 10min e colo uterino pérvio profilaxia da prematuridade e não para o tratamento de TPP.
para 3cm). Incorreta a alternativa "C": como a gestante está com menos
Incorreta a alternativa "A": a ocitocina estimula ainda mais as de 34 semanas em TPP, a conduta deve ser ativa, com tocólise,
contrações. Como o trabalho de parto é prematuro, o objetivo é corticoterapia e antibioticoprofilaxia para EGB.
parar as contrações e não estimular.
Correta a alternativa "D": a conduta diante de um TPP abaixo de 34 semanas é internação hospitalar, tocólise, corticoterapia,
antibioticoprofilaxia para EGB e pesquisa de infecções.
(UNESP 2020) A paciente da questão anterior é internada com 31 semanas de gestação, queixando-se de dor em baixo ventre. Exame obstétrico:
colo uterino amolecido, centrado, esvaecido 70% e dilatado 4-5cm. Nesse momento, além de prescrever betametasona, a prescrição médica
deve ter
A) terbutalina, inibina e penicilina cristalina.
B) nifedipina, inibina e amoxicilina com clavulanato.
C) nifedipina, sulfato de magnésio e penicilina cristalina.
D) terbutalina, sulfato de magnésio e amoxicilina com clavulanato.
m
COMENTÁRIOS:
co
Incorreta a alternativa "A": a inibina não é eficaz na inibição do TPP e a terbutalina não é tocolítico de primeira escolha na inibição do TPP.
Incorreta a alternativa "B": amoxicilina com clavulanato não é medicação de escolha na antibioticoprofilaxia para EGB.
Correta a alternativa "C": diante de uma gestante de 31 semanas em TPP, além da corticoterapia, deve ser prescrito nifedipina ou
atosiban para tocólise, penicilina cristalina para profilaxia de EGB e sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.
s.
Incorreta a alternativa "D": a terbutalina não é tocolítico de primeira escolha na inibição do TPP e a amoxicilina com clavulanato não é
medicação de escolha na antibioticoprofilaxia para EGB.
♥
9.1.1 TOCÓLISE
eo
o
retarda o parto em até 48 horas. O objetivo de adiar o parto é ter • Placenta prévia com sangramento;
ro
tempo hábil para administrar corticoide e sulfato de magnésio, • Restrição de crescimento fetal;
• Doenças maternas graves descompensadas.
id
terbutalina, o salbutamol e a ritodrina. Essas drogas são utilizadas por via endovenosa e necessitam de monitorização materna e fetal. Por
terem diversos e importantes efeitos colaterais, essas medicações estão sendo cada vez menos utilizadas.
A forma de administração mais usada da terbutalina está descrita no quadro abaixo:
Os inibidores da síntese de prostaglandinas, sendo a principal droga dessa classe a indometacina, agem inibindo a enzima prostaglandina
sintetase. Essas drogas atravessam a barreira placentária e podem levar a enterocolite necrosante, fechamento precoce do ducto arterioso,
hipertensão pulmonar, oligoâmnio e hemorragia intracraniana. Por causa desses efeitos colaterais, não se deve utilizar essa medicação a
m
partir de 32 semanas e nos casos de oligoâmnio e restrição de crescimento fetal. A maioria das instituições não utiliza essa medicação na
inibição do trabalho de parto prematuro, a não ser nos casos acompanhados de polidrâmnio com menos de 32 semanas.
co
A forma de administração mais usada da indometacina está descrita no quadro abaixo:
náuseas, cefaleia e hipotensão arterial. Deve-se fazer o controle da colaterais leves como náuseas, cefaleia, vômitos, tontura,
o
ub
frequência cardíaca e pressão arterial materna. O betabloqueador taquicardia e hipotensão. Têm ação efetiva em inibir o trabalho
ro
utilizado como tocolítico é a nifedipina e, apesar dessa medicação de parto prematuro e são os tocolíticos de escolha nos países
id
ser eficaz na inibição do trabalho de parto por 48horas, seu uso europeus e na Faculdade de Medicina da USP, por serem efetivos e
é
ainda é off-label, isto é, essa droga não tem registro para ser apresentarem poucos efeitos colaterais, porém têm a desvantagem
o
nã
utilizada como uterolítico, mas é uma das mais usadas devido à de seu custo ser elevado, por isso são pouco utilizados no restante
facilidade de administração e ao baixo custo. do Brasil.
a
dv
pi
A forma de administração da nifedipina está descrita no A forma de administração mais usada do atosiban está
Có
O sulfato de magnésio já foi indicado para inibição do trabalho de parto, entretanto, por seu efeito tocolítico fraco, seu uso com esse
intuito vem sendo desestimulado, uma vez que os estudos não mostraram redução da prematuridade.
Antagonista dos
Hipersensibilidade conhecida Náuseas, hipoglicemia, dor de cabeça, tontura e
receptores da
ao atosiban. hipotensão.
ocitocina (atosiban)
m
Distúrbios plaquetários,
co
Inibidores da síntese doenças hemorrágicas,
Fechamento precoce do ducto arterioso, oligoâmnio e
de prostaglandinas úlcera gastrointestinal,
enterocolite necrotizante.
(indometacina) disfunção hepática ou renal
e asma.
s.
Taquicardias maternas,
Agonista do receptor Taquicardia materna e fetal, hipotensão, tremor,
doenças cardíacas maternas,
beta-adrenérgico palpitação, desconforto torácico, edema pulmonar,
hipertireoidismo ou diabetes
♥
eo
CAI NA PROVA
o
nã
E)
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa "A": a terbutalina determina o relaxamento das fibras musculares, porém também age em diversos órgãos e
no sistema cardiovascular, podendo apresentar efeitos colaterais perigosos (taquicardia, hipotensão, tremor, palpitação, desconforto
torácico, edema pulmonar, hipocalcemia e hiperglicemia), tal como atravessar a barreira placentária e causar efeitos colaterais para o feto
(taquicardia, hiperinsulinismo, hipoglicemia, hipocalemia e hipotensão).
Incorreta a alternativa "B": os antagonistas da ocitocina (atosiban) competem com os receptores de ocitocina na célula miometrial,
reduzindo as contrações uterinas. O atosiban apresenta efeitos colaterais leves, como náuseas, cefaleia, vômitos, tontura, taquicardia e
hipotensão. Tem ação efetiva em inibir o trabalho de parto prematuro e é o tocolítico de escolha nos países europeus e na Faculdade de
Medicina da USP, por ser efetivo e apresentar poucos efeitos colaterais, porém tem a desvantagem de seu custo ser elevado, por isso é
pouco utilizado no restante do Brasil.
Incorreta a alternativa "C": os efeitos colaterais maternos mais comuns da nifedipina são enrubescimento facial, náuseas, cefaleia e
hipotensão arterial. Por isso, deve-se fazer o controle da frequência cardíaca e pressão arterial materna e tomar cuidado com pacientes
hipertensas que já usam outros hipotensores.
Incorreta a alternativa "D": o sulfato de magnésio já foi indicado para inibição do trabalho de parto, entretanto, por seu efeito tocolítico fraco,
seu uso com esse intuito vem sendo desestimulado, uma vez que os estudos não mostraram redução da prematuridade. A indometacina
atravessa a barreira placentária e pode levar à enterocolite necrosante, fechamento precoce do ducto arterioso, hipertensão pulmonar,
oligoâmnio e hemorragia intracraniana. Por causa desses efeitos colaterais, a maioria das instituições não utiliza essa medicação na
inibição do trabalho de parto prematuro.
m
Correta a alternativa "E": o atosiban e a nifedipina são os tocolíticos mais utilizados na atualidade por terem menos efeitos colaterais
e serem mais efetivos na tocólise.
co
(UFSC 2020) Uma gestante de 29 semanas, com hipertensão arterial crônica, apresenta quadro de trabalho de parto prematuro. Qual o
tocolítico de primeira escolha?
A) Nifedipino
s.
B) Terbutalina
C) Fibronectina
D) Indometacina
Sulfato de Magnésio
♥
E)
eo
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ub
COMENTÁRIOS:
ro
Incorreta a alternativa "A": a nifedipina está contraindicada para paciente com hipertensão arterial e cardiopatias.
id
Incorreta a alternativa "B": a terbutalina está contraindicada para gestantes com doenças cardíacas e não é a medicação de primeira
é
Incorreta a alternativa "C": a fibronectina é uma substância que pode ser identificada na vagina após 20 semanas quando há risco de parto
prematuro nos próximos 15 dias.
a
dv
pi
Correta a alternativa D: diante de gestante com hipertensão crônica em TPP, a indometacina pode ser um tocolítico de escolha,
Có
mas o tocolítico de primeira escolha nesses casos é o atosiban, por causar menos efeitos colaterais.
Incorreta a alternativa "E": o sulfato de magnésio já foi indicado para inibição do trabalho de parto, entretanto, por seu efeito tocolítico
me
fraco, seu uso com esse intuito vem sendo desestimulado, uma vez que os estudos não mostraram redução da prematuridade.
(SES-MA 2020) Em relação às drogas utilizadas para inibição do trabalho de parto prematuro. Qual é a droga de primeira escolha segundo o
Ministério da Saúde?
A) Atosiban.
B) Terbutalina.
C) Nifedipina.
D) Indometacina.
E) Sulfato de magnésio.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa "A": o atosiban tem ação efetiva em inibir o trabalho de parto prematuro e é o tocolítico de escolha nos países
europeus e na Faculdade de Medicina da USP, por ser efetivo e apresentar poucos efeitos colaterais, porém tem a desvantagem de seu
custo ser elevado, por isso é pouco utilizado no restante do Brasil.
Incorreta a alternativa "B": por ter diversos e importantes efeitos colaterais, a terbutalina está sendo cada vez menos utilizada para
tocólise.
Correta a alternativa "C": a nifedipina é uma das drogas mais utilizadas para tocólise, devido à facilidade de administração, baixo
custo e poucos efeitos colaterais, por isso é a medicação de primeira escolha para inibição do TPP pelos protocolos do Ministério da Saúde.
Incorreta a alternativa "D": por causa dos efeitos colaterais para o feto, a maioria das instituições não utiliza indometacina na inibição do
trabalho de parto prematuro
m
Incorreta a alternativa "E": o sulfato de magnésio já foi indicado para inibição do trabalho de parto, entretanto, por seu efeito tocolítico
fraco, seu uso com esse intuito vem sendo desestimulado, uma vez que os estudos não mostraram redução da prematuridade.
co
(UFRJ 2019) Durante USG obstétrica realizada em gestante de 27 semanas, observa-se que o maior bolsão de líquido amniótico é de 15
cm. Opta-se então por iniciar o tratamento com indometacina, na dose de 250 mg VO de 6/6h. Dentre os efeitos colaterais possíveis do
s.
tratamento, o mais temido é:
A) Regurgitação tricúspide.
B) Fechamento do ducto arterioso.
C) Disfunção ventricular direita.
♥
eo
COMENTÁRIO:
ro
O efeito colateral mais temido com o uso da indometacina é o fechamento intrauterino do ducto arterioso.
é
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nã
(UEL 2018) Em relação às medicações para inibição do trabalho de parto prematuro, considere os itens a seguir. I. Atosiban. II. Cabergolina. III.
a
dv
pi
COMENTÁRIO:
Atosiban (I) está relacionado à inibição do trabalho de parto prematuro, pois é medicação tocolítica.
Cabergolina (II) é um derivado dopaminérgico do ergot que apresenta uma potente e prolongada atividade redutora de prolactina; não é
usado na inibição do trabalho de parto prematuro.
Clonidina (III) é um agente hipotensor potente que age predominantemente por meio da estimulação de receptores adrenérgicos alfa. É
utilizado no tratamento da hipertensão arterial sistêmica e não como medicação tocolítica.
Indometacina (IV) está relacionado à inibição do trabalho de parto prematuro, pois é medicação tocolítica.
Portanto, está correta a alternativa "B": atosiban e indometacina estão relacionados à inibição do trabalho de parto prematuro,
pois são medicações tocolíticas.
(SES-RJ 2017) A prematuridade é uma importante questão de saúde pública, responsável por morbidade e mortalidade neonatal elevada.
Nesse contexto, a tocólise é empregada principalmente para administração de corticoterapia e/ou transporte para unidade terciária. Com
relação à terapia tocolítica, é CORRETO afirmar que o (a):
A) Atosiban é uma antagonista da ocitocina com potente ação tocolítica, cujos estudos mostram eficácia superior aos demais agentes.
B) Salbutamol deve ser mantido como tocólise oral até 34 semanas, visando a prevenção de novo episódio de ameaça de parto prematuro.
C) Indometacina é uma opção de agente tocolítico, especialmente indicado nos casos de oligodramnia por aumentar o volume de líquido
amniótico.
m
D) Nifedipino é uma medicação segura e efetiva, tendo como uma das suas contraindicações a hipotensão materna e o bloqueio
co
atrioventricular.
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa "A": o atosiban não se mostrou superior aos outros tocolíticos.
s.
Incorreta a alternativa "B": a tocólise deve ser mantida por no máximo 48 horas. O salbutamol via oral não está indicado como tocólise,
apenas por via endovenosa.
Incorreta a alternativa "C" a indometacina é contraindicada nos casos de oligoâmnio, porque um dos seus efeitos colaterais é a redução
do líquido amniótico.
♥
eo
Correta a alternativa "D": a nifedipina é uma medicação segura e efetiva, tendo como uma das suas contraindicações a hipotensão
o
ub
9.1.2 CORTICOIDE
A administração de corticoide é a principal conduta frente de aplicações. Já a dexametasona na dose de 6mg a cada 12h,
o
nã
às gestantes com chance de parto prematuro nos próximos 7 dias completando 4 doses no total, é o segundo corticoide mais utilizado,
(trabalho de parto prematuro, rotura prematura de membranas mas tem a mesma eficácia da betametasona.
a
dv
pi
fetais ou parto prematuro eletivo), pois diminui os riscos de Observa-se o efeito do corticoide já nas primeiras horas
Có
síndrome respiratória do recém-nascido, hemorragia intracraniana, de uso, mas a ação completa ocorre após 24 horas do término do
enterocolite necrosante e morte neonatal. ciclo, isto é, 48 horas após a primeira aplicação. Por isso, o uso do
O mecanismo de ação do corticoide consiste em acelerar corticoide deve ser feito mesmo quando não há tempo hábil de se
me
nascido, por isso um único ciclo de corticoide pode ser considerado se houver trabalho de parto prematuro, rotura prematura de membranas
fetais ou parto prematuro eletivo nessa idade gestacional. Contudo, essa conduta ainda não é unânime em todos os protocolos, como é o caso
da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ).
m
VAMOS MEMORIZAR!
CORTICOTERAPIA
(24 - 33 6/7 SEMANAS)co
s.
♥
eo
o
ub
MATURAÇÃO BETAMETASONA OU
ro
de membranas
o
recém-nascido
• Hemorragia intracraniana ANTERIOR E < 34
Có
CAI NA PROVA
(UFGD-MS 2020) A terapêutica com uso de corticosteroide durante a gestação determina
A) aceleração da idade gestacional.
B) aceleração da produção de líquido amniótico.
C) aceleração da maturação pulmonar fetal.
D) bloqueio do trabalho de parto prematuro.
E) redução da mortalidade fetal.
COMENTÁRIOS:
m
A corticoterapia na iminência de parto prematuro tem como objetivo acelerar a maturação pulmonar fetal.
co
(UFMT 2020) O uso de corticoide está indicado em gestante de risco para parto prematuro em idade gestacional de 24-34 semanas. Em
relação ao uso dessa substância, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Diminui a incidência de parto prematuro. (
) Diminui a incidência de enterocolite necrotizante no neonato. ( ) Melhora o ganho de peso pós-natal. ( ) Diminui a síndrome de angústia
s.
respiratória do recém-nascido. Assinale a sequência correta.
A) F, V, V, F
B) V, F, F, V
♥
eo
C) V, F, V, F
o
D) F, V, F, V
ub
ro
COMENTÁRIOS:
id
(F) Diminui a incidência de parto prematuro. O uso de corticoide não diminui a incidência de parto prematuro, mas sim acelera a
é
o
maturação pulmonar.
nã
(V) Diminui a incidência de enterocolite necrotizante no neonato. A corticoterapia diminui os riscos de enterocolite necrosante.
(F) Melhora o ganho de peso pós-natal. O uso do corticoide não melhora o ganho de peso ponderal no recém-nascido.
a
dv
pi
(V) Diminui a síndrome de angústia respiratória do recém-nascido. O uso de corticoide diminui os riscos de síndrome da angustia
respiratória do recém-nascido.
Có
(SES-RJ 2020) Com relação ao uso de corticoterapia antenatal na prematuridade, é correto afirmar que:
A) nas gestações gemelares, com restrição de crescimento ou pré-eclâmpsia, essa corticoterapia deve ser realizada rotineiramente entre 30
e 34 semanas, devido ao risco aumentado de prematuridade nesses casos
B) em pacientes com gestação gemelar, a corticoterapia antenatal deve ser repetida após uma semana de sua primeira administração em
virtude da necessidade de aumentar a dose devido ao segundo feto.
C) seu benefício máximo ocorre entre 24 horas e 7 dias após a 2a dose do medicamento, reduzindo os riscos de membrana hialina,
hemorragia intraventricular e enterocolite necrotizante
D) comparada à dexametasona, a betametasona é mais eficaz e possui menores taxas de complicações a curto e longo prazos
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa "A": não há indicação de corticoterapia profilática, mesmo na presença de fatores de risco para prematuridade.
Incorreta a alternativa "B": a corticoterapia na gestação gemelar é preconizada na mesma dose que na gestação única.
Correta a alternativa "C": observa-se o efeito do corticoide já nas primeiras horas de uso, mas a ação completa ocorre após 24
horas do término do ciclo, com efeito por pelo menos 7 dias. A corticoterapia diminui os riscos de síndrome respiratória do recém-nascido,
hemorragia intracraniana, enterocolite necrosante e morte neonatal.
Incorreta a alternativa "D": ambas as medicações são eficazes, mas a betametasona é preferível à dexametasona por ser aplicada em um
menor número de doses.
m
9.1.3 SULFATO DE MAGNÉSIO
O sulfato de magnésio deve ser usado para neuroproteção nascimento ou por 24 horas. Os principais efeitos colaterais são
co
fetal na iminência de parto prematuro com ou sem rotura de náuseas, vômitos e cefaleia. É importante lembrar que a intoxicação
membranas, por diminuir a severidade e os riscos de paralisia por magnésio leva a depressão respiratória, por isso, deve-se
cerebral ocasionados pela prematuridade. O uso do sulfato de monitorizar sua administração a fim de evitar intoxicação.
magnésio deve ser feito entre 24 a 31 semanas e 6 dias para Seu uso é contraindicado em gestantes com miastenia
s.
gestantes em trabalho de parto prematuro estabelecido ou parto gravis, cardiopatias, comprometimento da função renal e em
prematuro eletivo nas próximas 24 horas. concomitância com betamiméticos e bloqueadores do canal de
Sobre a dose utilizada, deve-se aplicar 4g endovenosa em cálcio, por aumentar o risco de hipocalcemia, hipotensão e parada
bolus de 15min, seguida de infusão intravenosa de 1g/h até o
♥
respiratória.
eo
o
ub
ro
neuroproteção fetal.
é
o
nã
a
dv
pi
CAI NA PROVA
Có
(SES-PE 2020) 43) Qual é a medicação que apresenta algum papel na neuroproteção ao concepto, diminuindo as chances
me
de paralisia?
A) Terbutalina.
B) Sulfato de magnésio.
C) Progesterona.
D) Antagonistas de receptores de ocitocina.
E) Inibidores da cicloxigenase.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa "A": os agonistas dos receptores beta-adrenérgicos, como a terbutalina, são medicações utilizadas na inibição do
TPP.
Correta a alternativa "B": o sulfato de magnésio deve ser usado para neuroproteção fetal na iminência de parto prematuro, com ou
sem rotura de membranas, por diminuir a severidade e os riscos de paralisia cerebral ocasionados pela prematuridade.
Incorreta a alternativa "C": a progesterona é utilizada como medicação profilática para as gestantes com maior risco de prematuridade.
Incorreta a alternativa "D": o antagonista da ocitocina, no caso o atosiban, é uma medicação utilizada na inibição do TPP.
Incorreta a alternativa "E": os inibidores da cicloxigenase são os inibidores da síntese de prostaglandinas, que podem ser utilizados como
tocolíticos, como a indometacina.
m
(UFMA 2020) 75) O nascimento do feto pré-termo é aquele que ocorre entre 20ª e a 37ª semana de gestação sendo uma das principais causas
de mortalidade e morbidade neonatal. São medidas bem recomendadas no manejo do trabalho de parto prematuro:
co
A) Utilizar corticoide rotineiramente para maturação pulmonar em fetos idade gestacional entre 34ª e 37ª semana.
B) Realizar cesariana quando idade gestacional for menor que 32 semanas visando proteger o feto, independente da apresentação e/ou
peso fetal.
C) Utilizar sulfato de magnésio em fetos com menos de 32 semanas em iminência de nascimento a fim de diminuir o risco de paralisia
s.
cerebral fetal.
D) Prescrever tocolíticos em gestantes com idade gestacional entre a 36ª e 37ª semana, visando postergar o parto e diminuir as complicações
da prematuridade.
♥
eo
COMENTÁRIOS:
o
ub
ro
Incorreta a alternativa "A": para gestantes que estão entre 34 e 36 6/7 semanas, o uso de corticoide diminuiu o risco de desconforto
respiratório do recém-nascido, por isso um único ciclo de corticoide pode ser considerado se houver trabalho de parto prematuro, rotura
id
é
prematura de membranas fetais ou parto prematuro eletivo nessa idade gestacional. Contudo, essa conduta ainda não é unânime em
o
todos os protocolos).
nã
Incorreta a alternativa "B": a via vaginal é recomendada para o prematuro em apresentação cefálica, independentemente do peso ou
a
idade gestacional, desde que o trabalho de parto seja espontâneo e as condições materno-fetais sejam boas.
dv
pi
o sulfato de magnésio deve ser usado para neuroproteção fetal na iminência de parto prematuro, com ou
sem rotura de membranas, por diminuir a severidade e os riscos de paralisia cerebral ocasionados pela prematuridade. O uso do sulfato de
magnésio deve ser feito entre 24 e 32 semanas para gestantes em trabalho de parto prematuro estabelecido ou parto prematuro eletivo
me
(HEDA-PI 2020) 44) A prematuridade é um dos fatores de risco mais importantes no desenvolvimento da paralisia cerebral. Atualmente, nos
casos de interrupção da gestação entre 24 e 32 semanas, está indicado para a neuroproteção fetal, o uso de
A) Betametasona.
B) Progesterona.
C) Nifedipina retard.
D) Sulfato de magnésio.
E) Betamimético.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa "A": a betametasona é um corticoide utilizado para maturação pulmonar fetal e deve ser administrada a gestantes
com chance de parto prematuro nos próximos 7 dias (trabalho de parto prematuro, rotura prematura de membranas fetais ou parto
m
prematuro eletivo).
Incorreta a alternativa "B": a progesterona é utilizada na profilaxia do trabalho de parto prematuro em gestantes com história prévia de
co
prematuridade antes de 34 semanas ou colo curto à ultrassonografia de 18 a 24 semanas (abaixo de 20-25mm).
Incorreta a alternativa "C": a nifedipina é um bloqueador do canal de cálcio utilizado como tocolítico, inibindo o trabalho de parto
prematuro.
s.
Correta a alternativa "D": o sulfato de magnésio é a medicação utilizada para neuroproteção fetal na iminência de parto prematuro,
com ou sem rotura de membranas, por diminuir a severidade e os riscos de paralisia cerebral ocasionados pela prematuridade.
Incorreta a alternativa "E": os betamiméticos ou agonistas dos receptores beta-adrenérgicos são medicações utilizadas para inibição do
trabalho de parto prematuro.
♥
eo
o
ub
(FAMERP 2019) Parturiente na 28ª semana de gestação evolui para trabalho de parto prematuro e, durante a condução do parto, foi
ro
administrado à mesma sulfato de magnésio. Esta conduta teve como objetivo a redução de:
A) Atonia uterina
id
é
B) Paralisia cerebral
o
Hipertensão
nã
C)
D) Convulsões
a
dv
pi
COMENTÁRIO:
Có
Correta a alternativa "C": O objetivo da administração de sulfato de magnésio durante trabalho de parto prematuro é a neuroproteção
fetal, evitando assim a paralisia cerebral.
me
(UFSC 2019) Gestante de 31 semanas chega em fase avançada do trabalho de parto. Qual a medicação indicada com o objetivo de reduzir o
risco de paralisia cerebral do recém-nato?
A) Nifedipino.
B) Ampicilina.
C) Betametasona.
D) Benzodiazepínico.
E) Sulfato de magnésio.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa "A": a nifedipina é medicação tocolítica e seu uso serve para tentar adiar o parto em pelo menos 48h para ação da
corticoterapia, mas seu efeito tocolítico não reduz o risco de paralisia cerebral do recém-nascido.
Incorreta a alternativa "B": a ampicilina é um antibiótico utilizado para aumentar a fase latente nos casos de rotura prematura de
membranas, a fim de haver tempo hábil para a ação da corticoterapia. Seu uso não reduz o risco de paralisia cerebral do recém-nascido.
Incorreta a alternativa "C": a betametasona é utilizada para maturação pulmonar do feto prematuro, mas seu uso não reduz o risco de
paralisia cerebral do recém-nascido.
Incorreta a alternativa "D": o benzodiazepínico não é medicação utilizada nas condutas da prematuridade.
Correta a alternativa "E": o sulfato de magnésio deve ser aplicado a todas as gestantes ≤ 32 semanas em trabalho de parto evoluído,
com o objetivo de diminuir a severidade e os riscos de paralisia cerebral ocasionados pela prematuridade
m
co
9.1.4 ANTIBIOTICOPROFILAXIA
Diante da internação de uma gestante em TPP, deve-se colher de primeira escolha é a penicilina cristalina, mas a ampicilina, 2g a
a cultura de secreção vaginal e anal para estreptococo do grupo cada 6 horas, também é medicação aceita.
B (Streptococcus agalactiae) e, se disponível, realizar pesquisa A dose de ataque da penicilina cristalina é de 5 milhões UI
s.
endocervical de clamídia, gonorreia, micoplasma e ureaplasma. por via endovenosa e deve ser feita, pelo menos, 4 horas antes
A antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo B deve do parto. As doses de manutenção são de 2,5 milhões UI a cada
ser feita intraparto a todas as gestantes em TPP com cultura positiva 4 horas até o parto. Pode-se optar pela clindamicina endovenosa,
caso haja alergia à penicilina.
♥
Que tal agora ver como caem todas essas condutas juntas nas provas de Residência Médica?
ro
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CAI NA PROVA
a
dv
pi
(UNIRIO 2020) Gestante, G1 P0, IG: 33 semanas, é atendida na emergência com queixa de dor abdominal
Có
importante. Durante a avaliação clínica, foi identificado atividade uterina com metrossístoles de 3/10'/50",
tônus uterino normal, movimentação fetal ativa, bcf: 148bpm, toque: colo em centralização, 70% apagado,
dilatado 3-4 cm, apresentação cefálica, bolsa íntegra. Nesse contexto, qual a melhor conduta?
me
COMENTÁRIOS:
Em gestante de 33 semanas em trabalho de parto prematuro (contrações rítmicas que modificam o colo uterino), a conduta é internação
hospitalar, administração de tocolítico, corticoterapia para maturação pulmonar fetal e investigação de infecção.
Incorreta a alternativa "A": como a gestante apresenta trabalho de parto prematuro e está com 33 semanas, deve-se iniciar imediatamente
a tocólise e a corticoterapia.
Incorreta a alternativa "B": como a gestante apresenta trabalho de parto prematuro, deve-se interná-la e iniciar tocólise e corticoterapia.
Incorreta a alternativa "C": a gestante já tem diagnóstico de trabalho de parto prematuro, por isso não há necessidade de observação,
mas sim de iniciar terapêutica com tocolítico e corticoterapia.
Incorreta a alternativa "D": como a gestante apresenta trabalho de parto prematuro e está com 33 semanas, deve-se iniciar imediatamente
a tocólise e a corticoterapia. Não há indicação de cesárea.
m
Correta a alternativa "E": como a gestante apresenta trabalho de parto prematuro e está com 33 semanas, deve-se iniciar
imediatamente a tocólise e a corticoterapia, além de rastrear infecção, a principal causa de trabalho de parto prematuro.
co
(UERJ 2020) Gestante de 28 anos, primigesta, com 33 semanas de idade gestacional, internou-se na maternidade há quatro dias em trabalho
de parto prematuro. Foi realizada tocólise por 48 horas e administrada dose completa de corticoide, com melhora do quadro. Hoje voltou a
s.
se queixar de dor do tipo cólica e, ao exame, observou-se AU = 3/10”/40”, colo 80% apagado, dilatado para 5cm, BCF = 144 e cardiotocografia
com acelerações. Nesse momento, a conduta que deve ser adotada é:
A) iniciar sulfato de magnésio e antibioticoterapia
♥
eo
D) retornar a tocólise
ro
id
COMENTÁRIOS:
é
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nã
Atenção: a questão foi anulada. Gestante de 33 semanas, com trabalho de parto inibido há 4 dias por 48 horas e corticoterapia no
período entra em trabalho de parto novamente; a conduta, nesse momento, é conduzir o trabalho de parto e administrar antibioticoprofilaxia
a
dv
pi
Incorreta a alternativa "A": não há indicação de sulfato de magnésio, uma vez que a gestante já está com 33 semanas e essa droga é
administrada até 32 semanas.
Incorreta a alternativa "B": não há indicação de cesárea de urgência, uma vez que o binômio materno-fetal está bem.
me
Incorreta a alternativa "C": o ciclo de corticoide deve ser repetido apenas se passaram-se 14 dias da administração do primeiro ciclo e a
gestante estiver com menos de 34 semanas.
Incorreta a alternativa "D": a tocólise deve ser feita com o intuito de adiar o parto por pelo menos 48 horas, a fim de ter tempo hábil para
a administração de corticoterapia. Como a corticoterapia já foi administrada há 4 dias e o trabalho de parto foi inibido nesse período, não
há mais indicação de tocólise.
(UNESC 2020) Gestante de 27,3 semanas, GII PI A0, informa que na gestação anterior teve parto normal na 28ª semana. Chega à maternidade
apresentando 3 contrações de 40 segundos em 10 minutos. Altura uterina = 26 cm. Batimento cardíaco fetal = 140 bpm. Colo dilatado 2 cm,
apagado, apresentação cefálica, bolsa íntegra. Cardiotocografia mostrando feto com boa vitalidade. Assinale a alternativa que apresenta a
melhor opção de medicações que devem ser iniciadas imediatamente para essa paciente:
A) Clindamicina, atosiban, progesterona.
B) Penicilina cristalina, nifedipina, betametasona.
C) Penicilina cristalina, nifedipina, sulfato de magnésio.
D) Ampicilina, terbutalina, progesterona.
E) Ampicilina, atosiban, sulfato de magnésio.
COMENTÁRIO:
m
Em gestante de 27 semanas em trabalho de parto prematuro (contrações rítmicas que causam dilatação do colo uterino), a conduta é
corticoterapia para maturação pulmonar, antibioticoprofilaxia para estreptococo e tocolítico para adiar o parto em pelo menos 48 horas.
co
Incorreta a alternativa "A": a progesterona vaginal é usada para prevenção do parto prematuro, como a gestante já está em trabalho de
parto, não há benefícios no seu uso. O antibiótico de escolha na profilaxia para estreptococos do grupo B é a penicilina cristalina.
Correta a alternativa "B": a conduta é corticoterapia (betametasona) para maturação pulmonar, antibioticoprofilaxia para
s.
estreptococos (penicilina cristalina) e tocolítico (nifedipina, atosiban e terbutalina) para adiar o parto em pelo menos 48 horas.
Incorreta a alternativa "C": o sulfato de magnésio deve ser feito somente quando o parto está bem evoluído e for ocorrer nas próximas
24 horas.
Incorreta a alternativa "D": a progesterona vaginal é usada para prevenção do parto prematuro. Como a gestante já está em trabalho de
♥
eo
parto, não há benefícios no seu uso. O antibiótico de escolha na profilaxia para estreptococos do grupo B é a penicilina cristalina.
o
ub
Incorreta a alternativa "E": sulfato de magnésio deve ser feito somente quando o parto está bem evoluído e ocorrerá nas próximas 24
horas. O antibiótico de escolha na profilaxia para estreptococos do grupo B é a penicilina cristalina.
ro
id
é
(PSU-MG 2019) Paciente de 23 anos, hígida, G2P1A0, idade gestacional de 33 semanas de gestação é admitida em um trabalho de parto
o
prematuro em uma maternidade. Relata pré-natal irregular, tendo realizados apenas os exames de primeiro trimestre de gravidez. Ao exame
nã
obstétrico, observa-se: presença de três contrações com duração de 30 segundos em 10 minutos; batimentos cardíacos fetais de 140bpm e
a
dilatação cervical de 3cm, com apagamento de 80%, bolsa integra e polo cefálico no plano -1 de De Lee. Exame físico da gestante sem outras
dv
pi
A) Atosibano para tocólise, sulfato de magnésio para neuroproteção fetal e penicilina G cristalina para a profilaxia da sepse neonatal precoce.
B) Nifedipina para tocólise, betametasona para induzir a maturação pulmonar do feto e penicilina G cristalina para profilaxia da sepse
me
neonatal precoce.
C) Nifedipina para tocólise, sulfato de magnésio para neuroproteção fetal e betametasona para induzir a maturação pulmonar do feto.
D) Sulfato de magnésio para tocólise, betametasona para induzir a maturação pulmonar do feto e penicilina G cristalina para profilaxia da
sepse neonatal precoce.
COMENTÁRIOS:
Em gestante de 33 semanas em trabalho de parto prematuro, a conduta é fazer corticoterapia para maturação pulmonar, tocólise para
impedir a evolução do parto por pelo menos 48h e antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo B.
Incorreta a alternativa "A": o sulfato de magnésio para neuroproteção deve ser usado até 32 semanas. Como a gestante está com 33
semanas, não há indicação.
Correta a alternativa "B": a conduta é tocólise (nifedipina ou atosiban), corticoterapia (betametasona) e antibioticoprofilaxia para
estreptococo do grupo B (penicilina cristalina).
Incorreta a alternativa C: o sulfato de magnésio para neuroproteção deve ser usado até 32 semanas. Como a gestante está com 33
semanas, não há indicação.
Incorreta a alternativa D: o sulfato de magnésio não é utilizado para tocólise por seu poder tocolítico ser muito pequeno. Sua utilização no
parto prematuro é para neuroproteção fetal até 32 semanas.
(IAMSPE 2019) Tercigesta, com idade gestacional de 34 semanas (calculada pela data da última menstruação) ou 30 semanas (calculada
m
por ultrassom realizado com 7 semanas de gravidez) comparece ao pronto-socorro. Ao exame físico, apresentava altura uterina de 28 cm,
dinâmica uterina caracterizada por três contrações fortes em dez minutos, colo esvaecido, com dilatação de 7 cm e líquido claro sem grupos
co
à amnioscopia. Assinale a alternativa que apresenta duas condutas adequadas na condução deste caso, com as respectivas justificativas.
A) Corticoide para maturação pulmonar fetal e teste da fibronectina para determinar a causa do trabalho de parto prematuro.
B) sulfato de Magnésio para inibição do trabalho de parto e corticoide para maturação pulmonar fetal.
Teste de fibronectina para determinar a possibilidade de inibição do trabalho de parto e antibioticoprofilaxia para Estreptococo do grupo
s.
C)
B.
D) Terbutalina para inibição do trabalho de parto e antibioticoprofilaxia para Estreptococo do Grupo B.
E) Antibioticoprofilaxia para Estreptococo do grupo B e Sulfato de Magnésio para neuroproteção fetal.
♥
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COMENTÁRIOS:
ub
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Gestante de 30 semanas com diagnóstico de trabalho de parto prematuro bem evoluído (contrações e dilatação de 7cm) deve receber
corticoterapia para maturação pulmonar, sulfato de magnésio para neuroproteção, antibioticoprofilaxia para estreptococos do grupo B e
id
é
Atenção: o examinador não está pedindo todas as condutas, mas sim alguma conduta que seja pertinente ao caso.
nã
Incorreta a alternativa "A": o teste de fibronectina não é usado para determinar a causa do trabalho de parto prematuro, mas sim como
a
método diagnóstico na suspeita de trabalho de parto prematuro, quando o quadro clínico não é evidente. No caso em questão, o quadro
dv
pi
clínico não deixa dúvida quanto ao diagnóstico de trabalho de parto prematuro, então nenhum outro teste diagnóstico precisa ser feito.
Có
Incorreta a alternativa "B": o sulfato de magnésio é feito para neuroproteção fetal e não para inibir o trabalho de parto.
Incorreta a alternativa "C": o teste de fibronectina não é usado para determinar a possibilidade de inibição do trabalho de parto, mas
sim como método diagnóstico na suspeita de trabalho de parto prematuro, quando o quadro clínico não é evidente. No caso em questão,
me
o quadro clínico não deixa dúvida quanto ao diagnóstico de trabalho de parto prematuro, então nenhum outro teste diagnóstico precisa
ser feito.
Incorreta a alternativa "D": a primeira escolha de tocolítico para a inibição do trabalho de parto é a nifedipina e não a terbutalina. A
principal conduta deve ser a administração de corticoide e sulfato de magnésio.
Correta a alternativa "E": deve-se administrar sulfato de magnésio para neuroproteção fetal e antibioticoprofilaxia para
estreptococos do grupo B.
A prematuridade acima de 34 semanas apresenta a prevenção da sepse neonatal por estreptococos do grupo B, se
morbimortalidade perinatal baixa, por isso a inibição do trabalho de houver cultura positiva ou desconhecida.
parto não está indicada, uma vez que os riscos do uso de tocolíticos Já a corticoterapia entre 34 a 36 6/7 semanas mostrou
são maiores que os benefícios de se adiar a prematuridade. redução do risco de desconforto respiratório do recém-nascido e
Por sua vez, a antibioticoprofilaxia intraparto com penicilina por essa razão seu uso deve ser considerado nos casos de trabalho
cristalina deve ser feita para todas as gestantes em trabalho de de parto prematuro em algumas instituições, mesmo que não haja
parto prematuro, independentemente da idade gestacional, para tempo hábil para realizar o ciclo completo.
m
TTP < 34 semanas
co
• Tocólise
• Corticoterapia • Antibioticoprofilaxia para EGB
• Sulfato de magnésio < 32 sem • Considerar o uso de corticoide
• Antibioticoprofilaxia para EGB
s.
CAI NA PROVA
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(PSU-MG 2016) Paciente G2P1 e está com 35 semanas de gestação. Procura o serviço de Ginecologista e Obstetrícia, queixando-se de dor
o
ub
abdominal intermitente. Nega perda de líquido ou sangramento vaginal. Ao ser examinada, sua pressão arterial é de 110/70 mmHg e FC de
90 bpm. As contrações uterinas estão ocorrendo a cada 5 minutos e o BCF é 144 bpm. Ao toque vaginal, o colo está com 3 cm de dilatação e
ro
90% de apagamento. Em relação a esse caso, assinale a alternativa que contém a MELHOR CONDUTA:
id
é
A) O parto deve ser conduzido normalmente, porque não se trata de trabalho de parto pré-termo.
o
B)
C) Não é necessário tentar identificar a etiologia da situação clínica descrita.
a
dv
COMENTÁRIOS:
Em gestante de 35 semanas em trabalho de parto (contrações a cada 5min, 3cm de dilatação com colo 90% apagado), a conduta é
me
Correta a alternativa "B": como a paciente está com 35 semanas, o uso de corticoide não é obrigatório, mas atualmente vem sendo
considerado.
Incorreta a alternativa "C": é importante tentar identificar a etiologia do trabalho de parto prematuro, que muitas vezes é de origem
infecciosa.
Incorreta a alternativa "D": a tocólise deve ocorrer até 34 semanas, depois disso a inibição do trabalho de parto não está mais indicada.
(SCMSP 2018) Uma gestante de 36 semanas e cinco dias deu entrada no PS referindo contrações regulares e dolorosas de piora progressiva.
Ao exame, foram observados dinâmica uterina de três contrações em dez minutos, colo do útero pérvio para 5 cm, apresentação cefálica e
bolsa íntegra. Exames de pré-natal mostravam ELISA para HIV não reagente e VDRL não reagente. Não havia informações acerca da pesquisa
de estreptococo em swabs vaginal e anal. Considerando-se essa situação hipotética, é CORRETO afirmar que:
A) Deve ser iniciado o uso de ampicilina dezoito horas após a ruptura das membranas ovulares.
B) O uso de penicilina cristalina ou ampicilina deve ser iniciado imediatamente.
C) O uso de antibióticos, no trabalho de parto, é dispensado por não haver febre.
D) Deve ser iniciado o uso de dobutamina após a ruptura das membranas ovulares.
E) É desnecessária a profilaxia para infecção por estreptococo por não haver passado de sepse neonatal por essa bactéria.
COMENTÁRIOS:
m
Em gestante de 36 semanas em trabalho de parto prematuro com pesquisa para estreptococo desconhecida, a conduta é administração
de antibioticoprofilaxia para estreptococos do grupo B e aguardar a evolução do parto.
co
Incorreta a alternativa "A": a antibioticoprofilaxia deve ser iniciada durante o trabalho de parto ativo pelo menos 4 horas antes do parto.
Correta a alternativa "B": a conduta é administração de antibioticoprofilaxia para estreptococos do grupo B e aguardar a evolução
do parto.
Incorreta a alternativa "C": frente a um trabalho de parto prematuro com cultura de estreptococos desconhecida, deve ser instituída
s.
antibioticoprofilaxia com penicilina cristalina.
Incorreta a alternativa "D": frente a um trabalho de parto prematuro com cultura de estreptococos desconhecida, deve ser instituída
antibioticoprofilaxia com penicilina cristalina durante a fase ativa do trabalho de parto.
Incorreta a alternativa "E": a antibioticoprofilaxia para estreptococos do grupo B é feita para prevenir sepse neonatal por essa bactéria.
♥
eo
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Sei que você já deve estar cansado, mas não desanime, está acabando! Que tal fazer mais uma pequena pausa
e voltar daqui a alguns minutos para ver o mapa mental que preparei para você fixar todo tratamento de trabalho
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de parto prematuro?
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MAPA MENTAL
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Có
ANTIBIOTICOPROFILAXIA
(estreptococos grupo B positivo PENICILINA CRISTALINA
ou desconhecido)
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A avaliação da maturidade pulmonar fetal é um importante por muitos, o padrão ouro para avaliar a maturidade pulmonar.
elemento na conduta obstétrica dos partos pré-termos eletivos e Quanto maior a idade gestacional, maior a relação lectina/
nos termos precoces, antes de 39 semanas. Os testes que avaliam esfingomielina e maior a maturidade pulmonar fetal.
a maturidade pulmonar são aqueles que pesquisam a presença O teste de Clements (shake test), teste de espuma ou teste
de componentes do surfactante pulmonar no líquido amniótico rápido de surfactante é o mais utilizado na prática clínica para
coletado por amniocentese. determinar maturidade pulmonar. Baseia-se nas propriedades do
Existem diversos testes para avaliar a maturidade pulmonar: surfactante em formar bolhas de espuma estáveis na interface ar-
líquido quando em contato com o etanol. Assim, o aparecimento
TABELA 3: TESTES DE MATURIDADE PULMONAR de um anel de bolhas indica maturidade pulmonar.
m
A pesquisa de corpos
Relação lectina/esfingomielina (padrão-ouro)
co
lamelares é um método mais
fácil de ser realizado do que a
Teste de Clements (shake test ou teste de espuma)
relação lectina/esfingomielina,
com resultado mais rápido e
Identificação do difosfatidilglicerol
s.
barato, podendo ser realizada
em qualquer hospital.
Perfil pulmonar (identificação da % de fosfatidilcolina,
A vantagem do teste
fosfatidilglicerol e fosfatidilinositol)
de identificação do fosfatidil-
♥
eo
CAI NA PROVA
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Có
(FUBOG-GO 2018) Na análise da maturidade fetal pelo líquido amniótico, a dosagem laboratorial que não sofre
interferência da presença de sangue, mecônio ou secreção vaginal no líquido amniótico é:
A) Fosfatidil-glicerol.
me
B) Relação Lecitina/Esfingomielina.
C) Bilirrubina.
D) Alfa-fetoproteina.
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa "A": o teste que identifica a presença de fosfatidil-glicerol tem a vantagem de não sofrer influência da presença
de sangue, mecônio ou secreção vaginal no líquido amniótico.
Incorreta a alternativa "B": a presença de sangue, mecônio ou secreção vaginal no líquido amniótico interferem nos resultados da relação
lecitina/esfingomieleina.
Incorretas as alternativas "C" e "D": a dosagem de bilirrubina e alfafetoproteina não é teste que avalia a maturidade pulmonar fetal.
(HA 2016) O exame considerado como padrão ouro pela literatura para a pesquisa de maturidade pulmonar fetal é
A) O teste de Clements.
B) A pesquisa de corpos lamelares
C) A pesquisa de fosfatidilglicerol.
D) A relação lecitina/esfingomielina.
COMENTÁRIOS:
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Correta é a alternativa "D": O exame considerado padrão ouro pela literatura para pesquisa de maturidade pulmonar fetal é a
relação lectina/esfingomielina
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9.4 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO
O tratamento não farmacológico (repouso e hidratação vigorosa) é comumente recomendado, mas não há evidência científica para
s.
sua prescrição. Ademais, essas recomendações podem aumentar os riscos maternos de complicações, como o de tromboembolismo venoso.
A assistência ao parto prematuro requer mais cuidados do que a assistência a um parto de termo, visto que os riscos de distocia,
eo
A monitorização fetal no TPP deve ser feita de forma contínua, pois o feto prematuro tem menos tolerância a suportar as contrações
é
e tem maior risco de asfixia perinatal. A cardiotocografia apresenta elevado valor preditivo positivo para avaliar asfixia neonatal no feto
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de termo, mas não se sabe se esse efeito é o mesmo para o feto pré-termo. Os fetos pré-termo extremos apresentam pouca variabilidade
cardíaca, linha de base mais alta e quedas fisiológicas da frequência cardíaca fetal. Apesar disso, uma cardiotocografia categoria III intraparto
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controverso. A via vaginal é recomendada para o prematuro em isso deve-se dar preferência para a cesárea nos casos de fetos
apresentação cefálica, independentemente do peso ou idade prematuros em apresentação pélvica.
gestacional, desde que o trabalho de parto seja espontâneo e as No limiar de viabilidade (entre 23 e 25 semanas) dá-se
condições materno-fetais sejam boas. preferência para o parto vaginal, mesmo nas indicações comuns
Por outro lado, a via vaginal na apresentação pélvica traz de cesárea, como apresentação pélvica e frequência cardíaca não
mais riscos de complicações do que na apresentação cefálica, tranquilizadora, uma vez que a sobrevida fetal é muito pequena
como traumatismos fetais e prolapso de cordão. O feto prematuro nessas idades gestacionais.
apresenta cabeça fetal maior do que o tronco, podendo ocorrer
Chegamos ao fim de mais uma aula, você conseguiu! Agora já sabe tudo sobre prematuridade e trabalho de
parto prematuro e está apto para responder qualquer questão sobre esse assunto! Parabéns pela determinação!
Para você nunca mais esquecer esse tema, preparei um resumo desta aula. Além disso, não deixe de resolver as
questões de trabalho de parto prematuro no Sistema de Questões do Estratégia Med!
CAPÍTULO
10.0 RESUMINDO
(terbutalina) e os inibidores da síntese de prostaglandinas
m
• Parto prematuro é aquele que ocorre antes de 37
semanas completas de gestação. (indometacina).
• O principal fator de risco para prematuridade é o histórico • A administração de corticoide é a principal conduta
co
prévio de parto prematuro. frente às gestantes entre 24 a 34 semanas com chance de
• A ultrassonografia transvaginal com medida do colo parto prematuro nos próximos 7 dias (trabalho de parto
uterino é conduta universal em todas as gestantes entre 18 prematuro, rotura prematura de membranas fetais ou parto
e 24 semanas para predizer prematuridade. prematuro eletivo), pois diminui os riscos de síndrome
s.
• O teste de fibronectina ajuda na predição de respiratória do recém-nascido, hemorragia intracraniana,
prematuridade em gestantes com parto prematuro prévio. enterocolite necrotizante e morte neonatal.
Quando o teste é negativo, o risco do parto ocorrer nos • A corticoterapia entre 34 e 36 6/7 semanas mostrou
próximos 7-14 dias é muito pequeno. redução do risco de desconforto respiratório do recém-
♥
eo
• A progesterona micronizada por via vaginal reduz o risco nascido, por isso deve ser considerado seu uso nos casos
o
de parto prematuro nas gestantes com história pregressa de trabalho de parto prematuro.
ub
de parto prematuro < 34 semanas, perda gestacional > 16 • Os corticoides usados são a betametasona e
ro
síndrome da membrana hialina, hemorragia intraventricular, prematuro, por diminuir a severidade e os riscos de
enterocolite necrosante e sepse neonatal. paralisia cerebral ocasionados pela prematuridade.
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estabelecido é feito quando a gestante tem contrações estreptococo do grupo B deve ser feita intraparto a todas
Có
regulares e dilatação cervical de pelo menos 3cm. as gestantes em TPP com cultura positiva ou desconhecida,
• As principais condutas no TPP abaixo de 34 semanas para a prevenção da sepse neonatal.
são: corticoterapia para maturação pulmonar, • A prematuridade acima de 34 semanas apresenta
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antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo B e sulfato morbimortalidade perinatal baixa, por isso a inibição do
de magnésio para neuroproteção fetal (até 32 semanas). trabalho de parto não está indicada, uma vez que os riscos
• A tocólise deve ser administrada entre 24 a 34 semanas, do uso de tocolíticos não são maiores que os benefícios de
com o objetivo de retardar o parto para ser possível a se adiar a prematuridade.
administração e efeito da corticoterapia. • A via vaginal é recomendada para o prematuro em
• Os principais tocolíticos são: bloqueadores do canal de apresentação cefálica, independentemente do peso ou
cálcio (nifedipina), antagonista dos receptores da ocitocina idade gestacional. Diante da apresentação pélvica de fetos
(atosiban), agonista dos receptores beta-adrenérgicos prematuros, optar pela cesárea.
PENICILINA CRISTALINA
ANTIBIOTICOPROFILAXIA
(estreptococos grupo B positivo ou desconhecido)
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• Esvaecimento do colo uterino
• < 37 semanas
PARTO PREMATURO (entre 24 - 34 semanas) • Terbutalina
• Indometacina
CORTICOTERAPIA
co SULFATO DE MAGNÉSIO
s.
(entre 24 a 33 6/7 semanas) (24 - 32 semanas e parto iminente)
BETAMETASONA OU DEXAMETASONA
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Copie o link abaixo e cole no seu navegador
para acessar o site
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s. https://bit.ly/2NlYHhe
♥
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CAPÍTULO
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women with threatened preterm labor: a meta-analysis. Ultrasound Obstet Gynecol 2010; 35:54.
9. Committee on Practice Bulletins-Obstetrics and the American Institute of Ultrasound in Medicine. Practice Bulletin No. 175: Ultrasound in
co
Pregnancy. Obstet Gynecol 2016; 128:e241.
10. Berghella V, Palacio M, Ness A, et al. Cervical length screening for prevention of preterm birth in singleton pregnancy with threatened
preterm labor: systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials using individual patient-level data. Ultrasound Obstet
Gynecol 2017; 49:322.
s.
11. Berghella V, Saccone G. Fetal fibronectin testing for prevention of preterm birth in singleton pregnancies with threatened preterm labor:
a systematic review and metaanalysis of randomized controlled trials. Am J Obstet Gynecol 2016; 215:431.
12. Berghella V, Saccone G. Fetal fibronectin testing for reducing the risk of preterm birth. Cochrane Database Syst Rev 2019; 7:CD006843.
♥
13. Chiossi G, Saade GR, Sibai B, Berghella V. Using Cervical Length Measurement for Lower Spontaneous Preterm Birth Rates Among
eo
o
14. Melamed N, Hiersch L, Domniz N, et al. Predictive value of cervical length in women with threatened preterm labor. Obstet Gynecol
ro
2013; 122:1279.
id
15. Committee on Practice Bulletins-Obstetrics, The American College of Obstetricians and Gynecologists. Practice bulletin no. 130: prediction
é
and prevention of preterm birth. Obstet Gynecol 2012; 120:964. Reaffirmed 2018.
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nã
16. Society for Maternal-Fetal Medicine (SMFM). Electronic address: [email protected], McIntosh J, Feltovich H, et al. The role of routine
cervical length screening in selected high- and low-risk women for preterm birth prevention. Am J Obstet Gynecol 2016; 215:B2.
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17. American College of Obstetricians and Gynecologists' Committee on Practice Bulletins-Obstetrics. Practice Bulletin No. 171: Management
Có
CAPÍTULO
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sobre obstetrícia e medicina fetal.
Conte comigo nesta jornada!
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Natália Carvalho s.
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